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    Worship: Worship & Work © 2026 Christian Testimony Ministry
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    Worship: Worship & Work
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    Kaung, Stephen

    Adoração e trabalho

    Por favor, abram em Mateus 4:10, na última frase.

    Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a Ele servirás.

    O Evangelho segundo João 6:28-29.

    Disseram-Lhe, pois: Que faremos para executarmos as obras de Deus? Jesus respondeu e disse-lhes: A obra de Deus é esta: que creiais Naquele que Ele enviou.

    Efésios 2:10.

    Porque somos feitura Sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou de antemão para que andássemos nelas.

    E, por fim, Ezequiel 44:15-16.

    Mas os sacerdotes levitas, os filhos de Zadoque, que guardaram a ordenança do Meu santuário quando os filhos de Israel se desviaram de Mim, eles se chegarão a Mim para Me servirem; e estarão diante de Mim para Me oferecerem a gordura e o sangue, diz o Senhor. Eles entrarão no Meu santuário, e se chegarão à Minha mesa para Me servirem, e guardarão a Minha ordenança.

    Voltemo-nos para o Senhor.

    Nosso Pai, nós Te louvamos e Te agradecemos por Teu grande amor para conosco, ao nos dares Teu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo. Reconhecemos que Tu és o Deus digno de ser adorado e reverenciado, e nós Te adoramos e Te reverenciamos.

    Tu és o Deus digno de ser servido, e desejamos servir-Te em espírito. Assim, entregamos este tempo em Tuas mãos e pedimos Tua bênção sobre a Tua Palavra, para que ela realize algo em nós por meio do Teu Espírito Santo, algo que resulte em adoração e serviço. Em nome de nosso Senhor Jesus, amém.

    A relação entre adoração e trabalho

    Há algum tempo, temos considerado essa questão da adoração. O que é adoração? E qual é a relação da adoração, por exemplo, com o partir do pão, com a oração?

    Nesta manhã, gostaríamos de tratar desta área: adoração e trabalho. Adoração e trabalho.

    Agora, antes de tudo, acho que precisamos definir o que é trabalho — isto é, trabalho segundo as Escrituras. O que é a obra de Deus? A razão é que muitos podem trabalhar para Deus, mas talvez não estejam realizando a obra de Deus.

    Vocês se lembram daquele grande fariseu, Saulo, e de como ele perseguia os seguidores do Senhor Jesus. Ele pensava que estava trabalhando para Deus. Pensava que estava realizando a obra de Deus e, certamente, era muito diligente nisso.

    Ele não sabia que estava fazendo exatamente o contrário: estava se opondo à obra de Deus, em vez de realizá-la. Mais tarde, vocês se lembram, o Senhor o encontrou no caminho de Damasco. Ele se converteu e, então, passou a servir verdadeiramente ao Senhor em espírito e com uma consciência sem ofensa. No entanto, os judeus o consideravam alguém que trabalhava contra Deus.

    Então, vejam, toda essa questão do trabalho é realmente um problema. O que é trabalho? O que é a obra de Deus? O que significa realizar a obra de Deus? Como sabemos se estamos realizando a obra de Deus ou se estamos apenas trabalhando para Deus, como imaginamos?

    Sabem, um dia todos compareceremos diante do tribunal de Cristo. Quando comparecermos diante de Seu tribunal, teremos a maior surpresa de nossa vida. Por quê? Porque muitas pessoas virão a Ele e dirão:

    Senhor, não realizamos milagres e prodígios em Teu nome? Não expulsamos demônios em Teu nome? Não pregamos até mesmo em Teu nome?

    E o Senhor dirá:

    Não vos conheço. Apartai-vos de Mim, vós que praticais a iniquidade.

    Bem, eles trabalharam, e até trabalharam em nome do Senhor. No entanto, o Senhor disse: “Vocês são praticantes da iniquidade. Não estão realizando a Minha obra. Talvez estejam trabalhando para Mim, como pensam, mas Eu não os conheço”.

    O que é trabalho? O que é a obra de Deus? Como sabemos se estamos realizando a obra de Deus ou se estamos apenas trabalhando para Deus à nossa própria maneira?

    A fé como fundamento da obra de Deus

    Realizar a obra de Deus é fazer a Sua vontade. Fazer a vontade de Deus é fazê-la no poder do Espírito Santo.

    Para realizar a obra de Deus, há um pré-requisito: precisamos primeiro crer Nele.

    Vocês se lembram daquela história em João 6. Depois que nosso Senhor Jesus alimentou cinco mil pessoas com dois pães e cinco peixes, Ele as despediu, mas elas foram atrás Dele. O Senhor disse:

    Não trabalheis pela comida que perece, mas pela comida que não perece.

    Então, os judeus disseram:

    Que devemos fazer para realizarmos as obras de Deus?

    E o Senhor respondeu:

    A obra de Deus é esta: crede Naquele que Ele enviou.

    Agora, irmãos e irmãs, pensem um pouco. Quando o Senhor mencionou toda essa questão do trabalho, aqueles judeus disseram: “Então, o que devemos fazer? O que fazemos para realizar as obras de Deus?”.

    Em outras palavras, todo o conceito que tinham sobre o trabalho era este: “Vamos fazer alguma coisa. Vamos fazer alguma coisa para Deus. E, se fizermos alguma coisa para Deus, estaremos realizando as obras de Deus”.

    Mas a resposta de nosso Senhor Jesus os surpreendeu. Por quê? Porque o Senhor disse:

    A obra de Deus é esta: crer — crer Naquele que Ele enviou.

    Eles queriam fazer alguma coisa. O Senhor disse: “Não. Creiam. Creiam no que Deus já fez por vocês”.

    Agora, o que é a obra de Deus? O que é trabalho? Fundamentalmente, vocês descobrem que não é algo que vocês fazem. Fundamentalmente, é algo em que vocês creem.

    Ele já fez, e vocês simplesmente creem no que Ele fez. Portanto, a obra de Deus se fundamenta na fé. Sem fé, vocês não podem realizar a obra de Deus.

    Vocês se lembram daquele versículo em Hebreus 9:14?

    Quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno Se ofereceu a Deus sem mácula, purificará a vossa consciência das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo?

    Agora, pensamos que, se trabalharmos para Deus, se fizermos alguma coisa, se acumularmos méritos, estaremos adorando a Deus. Mas o Senhor disse que precisamos do sangue para purificar nossa consciência das obras mortas, a fim de adorarmos o Deus vivo.

    Há uma ligação entre adoração e trabalho.

    Na vida cotidiana, as pessoas pensam que, se fizerem algo bom, se acumularem alguns méritos, se fizerem algumas coisas boas para Deus, certamente estarão adorando a Deus. Lembrem-se: isso é apenas subornar a própria consciência.

    Uma obra sem fé é uma obra morta. É como a oferta de Caim. Caim tomou os produtos da terra, e talvez tenha oferecido os melhores produtos, mas não havia sangue. Não havia fé. Havia apenas autoconfiança.

    Ele trouxe o melhor de sua produção e o ofereceu a Deus como adoração — seu próprio trabalho como adoração, seu próprio mérito como adoração. Mas ele foi rejeitado. Foi rejeitado porque sua oferta foi rejeitada. Ele ofereceu obras mortas a Deus. Vocês não podem adorar o Deus vivo com obras mortas.

    Antes de tudo, sua consciência precisa ser purificada pelo sangue das obras mortas. Em outras palavras, precisamos reconhecer que tudo o que fazemos, toda boa obra que realizamos, todo mérito que acumulamos, toda justiça que pensamos possuir — sem Cristo, sem fé —, tudo isso são obras mortas.

    Deus não pode aceitá-las. Deus não pode ser adorado por meio dessas obras mortas. Estamos enganados. Nossa consciência está sendo enganada, levando-nos a pensar que, ao trazer esses méritos a Deus, ao trazer essas boas obras a Deus, ou ao apresentar a Deus esses trabalhos feitos para Ele, certamente Deus está sendo adorado. De modo algum.

    Não apenas sua adoração será rejeitada, mas, como vemos no caso de Caim, algo terrível pode acontecer.

    O trabalho começa com a fé. Primeiro, vocês creem no que Deus fez por vocês. Primeiro, creem em Cristo, Aquele que Deus enviou. Primeiro, creem em Sua obra consumada. Está feito. Tudo foi feito por vocês.

    E, ao crerem, vocês começam a realizar a obra de Deus. Ao crerem, a obra de Deus começa a se expressar por meio de vocês. A obra de Deus é esta: crer Naquele que Deus enviou.

    Os crentes como feitura de Deus

    Efésios 2:10. Acho que estamos muito familiarizados com Efésios 2:8:

    Sois salvos pela graça, por meio da fé.

    Esse é o fundamento de nossa salvação. Somos salvos pela graça, por meio da fé.

    Mas muitas vezes nos esquecemos de Efésios 2:10. Ele diz:

    Porque sois feitura de Deus.

    Irmãos e irmãs, antes de pensarmos em realizar a obra de Deus, precisamos primeiro enxergar que somos feitura de Deus. Somos a obra Dele.

    Somos feitura de Deus, criados em Cristo Jesus para as boas obras — aquelas boas obras que Deus preparou de antemão para que andássemos nelas. Isso quer dizer que somos a obra de Deus. Deus trabalha em nós para que realizemos a Sua obra, para que façamos a Sua vontade.

    É a mesma coisa que encontramos em Filipenses 2:12-13:

    Desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor; porque é Deus Quem opera em vós tanto o querer como o realizar, segundo a Sua boa vontade.

    Queridos irmãos e irmãs, quando tratamos dessa questão do trabalho, antes de tudo, vejamos que ele precisa começar com a fé. Cremos na Sua obra e, à medida que cremos na Sua obra e permitimos que Ele trabalhe em nós, vocês verão que ela se expressará em nossa vida. Quando ela se expressa, estamos realizando a obra de Deus.

    Realizar a obra de Deus não é apenas fazer alguma coisa para Ele. Realizar a obra de Deus significa que Ele mesmo está trabalhando em nós e por meio de nós. Isso, sim, é realizar a obra de Deus.

    Estamos realizando a obra de Deus ou estamos trabalhando para Deus?

    Cristo como modelo de trabalho em adoração

    Olhem para nosso Senhor Jesus. Certamente, Ele é o Servo do Senhor. Certamente, Ele é o Trabalhador. Agora, observem como Ele trabalha.

    Ele disse:

    Nada posso fazer por Mim mesmo. Tudo o que faço é porque vejo Meu Pai fazê-lo.

    Sabem, isso está em João 5. Nosso Senhor Jesus curou um homem que estava enfermo havia trinta e oito anos. Mas aconteceu que Ele curou aquele homem no sábado. Então, é claro, Ele foi acusado de violar o sábado.

    No entanto, nosso Senhor Jesus respondeu:

    Meu Pai trabalha até agora, e Eu trabalho. Nada posso fazer por Mim mesmo. Faço isso porque vi Meu Pai fazê-lo. Estou apenas fazendo o que Meu Pai fez, ou está fazendo, e é Meu Pai Quem o faz em Mim.

    Depois, em João 8, vemos que, após nosso Senhor Jesus ter livrado aquela mulher apanhada em adultério, Ele disse novamente:

    Nada faço por Mim mesmo. O que ouvi, isso falo. É Meu Pai Quem o faz.

    Então, aqui vemos nosso Senhor Jesus dizendo: “Nada posso fazer” e, depois: “Nada faço”. Em outras palavras, para Ele, o centro é o Pai; não é o trabalho.

    Ao lerem o Evangelho segundo João, vocês encontram uma expressão repetida vez após vez: o Senhor dizia “Minha hora”. Muitas vezes, Ele disse: “Minha hora ainda não chegou”.

    Vocês se lembram de João 2, nas bodas de Caná, quando a mãe de Jesus foi até Ele e disse: “Eles não têm vinho”. Ela estava sugerindo que seu ilustre Filho deveria fazer alguma coisa para resolver a situação.

    E o que o Senhor disse? O Senhor disse: “Mulher” — agora, essa não é uma palavra dura. Em grego, significa “mulherzinha”. É uma palavra afetuosa.

    Mulherzinha, que tenho Eu contigo? Ainda não é chegada a Minha hora.

    Depois, vocês veem que, certo dia, os irmãos de nosso Senhor segundo a carne Lhe disseram: “Se alguém quer ficar famoso, não se esconde nas colinas. Vá a Jerusalém na época da festa. Por que Tu não vais e Te mostras a eles?”.

    O Senhor disse:

    O vosso tempo está sempre pronto, mas o Meu ainda não chegou.

    Ele sempre esperava por aquela hora.

    Depois, em João 12, alguns gregos foram a André e Filipe e disseram: “Gostaríamos de ver Jesus”. Então, eles comunicaram isso ao nosso Senhor, e o Senhor disse:

    Agora é chegada a hora. Pai, glorifica Teu Filho, para que Teu Filho Te glorifique. Pai, livra-Me desta hora; mas para isso vim a esta hora.

    Em João 13, vemos novamente que o Senhor sabia que Sua hora de partir havia chegado, e Ele amou os Seus e os amou até o extremo. Em João 17:1, Ele disse:

    Pai, é chegada a hora; glorifica Teu Filho, para que o Filho Te glorifique.

    Vocês percebem que, ao longo de Sua vida, em Seu trabalho, Ele sempre esperava pela hora. Nunca fazia coisa alguma antes de a hora chegar. O que isso significa? Significa simplesmente que Ele esperava pela vontade do Pai e pelo tempo do Pai.

    Ele nada podia fazer por Si mesmo. Para Ele, o trabalho era secundário; para Ele, o Pai vinha em primeiro lugar.

    Ou, dizendo de outra maneira, para Ele, o trabalho era adoração. Não era apenas fazer alguma coisa e terminá-la. Era adoração. Era uma forma de adoração. Era Sua maneira de expressar Sua adoração ao Pai — como Ele honrava o Pai, como esperava no Pai, como realizava a obra do Pai e a vontade do Pai, como glorificava o Pai.

    Para Ele, isso era trabalho. Não era apenas fazer alguma coisa.

    Mesmo antes de ir à cruz, não era a cruz que Ele desejava; era a vontade do Pai.

    Não se faça a Minha vontade, mas a Tua.

    Se fosse a vontade do Pai que Ele fosse à cruz, que bebesse o cálice, Ele o faria, apesar do tremendo preço que teria de pagar.

    Por quê? Porque, para Ele, o trabalho era uma forma de adoração. Ele adorava o Pai com Seu trabalho.

    Ele buscava a vontade do Pai. Esperava pelo tempo do Pai antes de fazer qualquer coisa. Não é de admirar que todas as obras que Ele realizou resultassem na glória do Pai.

    Mas, por outro lado, nosso Senhor não era de modo algum negligente em realizar a obra de Deus.

    Vocês veem um equilíbrio perfeito na vida de nosso Senhor Jesus. Por um lado, Ele nada fazia antes do tempo. Nunca tinha pressa. As pessoas tentavam apressá-Lo, mas não conseguiam. Ele não Se deixava pressionar. Permanecia diante do Pai, ministrando ao Pai, se podemos dizer assim, antes de ministrar às pessoas.

    Mas, por outro lado, Ele não era de modo algum negligente.

    Mesmo quando tinha doze anos, quando Se tornou um filho da lei, Ele permaneceu em Jerusalém enquanto Seus pais voltavam para casa. No terceiro dia, Seus pais O encontraram no templo. Ali estava Ele, fazendo perguntas e respondendo.

    Quando disseram:

    Filho, por que fizeste isso conosco?

    Nosso Senhor Jesus respondeu:

    Por que Me procuráveis? Não devo ocupar-Me dos negócios de Meu Pai?

    Mesmo aos doze anos, Ele estava ocupado com os negócios do Pai. Estava realizando a obra de Deus.

    Mas observem: a Bíblia diz que Ele desceu com Seus pais e lhes obedeceu. Suponham que isso acontecesse com vocês. O que fariam? Diriam: “Não devo ocupar-me dos negócios de meu Pai? Vão para casa. Eu vou ficar aqui trabalhando”.

    Agora, seria essa a atitude correta? Nós adoramos o nosso trabalho; não estamos adorando a Deus.

    Podemos estar tão ocupados trabalhando para Deus que não temos tempo de adorar a Deus. Em outras palavras, adoração e trabalho tornam-se duas coisas separadas.

    Não é verdade que muitos servos do Senhor estão tão ocupados trabalhando para Deus que não têm tempo para orar? Não têm tempo para esperar no Senhor. Quanto mais trabalham, menos adoram, e o resultado é que passam a adorar o próprio trabalho.

    Se o trabalho é realmente de Deus, vocês descobrirão que, quanto mais trabalham, mais adoram. Quanto mais adoram, mais trabalham, porque adoração e trabalho não podem ser separados.

    O trabalho nasce da adoração. O trabalho precisa ser realizado em um espírito de adoração, e o trabalho conduzirá à adoração. Caso contrário, que trabalho é esse? Vale a pena? Deus receberá alguma coisa?

    Mesmo quando nosso Senhor Jesus tinha doze anos, Ele estava tão ocupado com os negócios do Pai e, ainda assim, desceu com Seus pais e lhes obedeceu. Por quê? Porque o trabalho não era a coisa mais importante em Sua vida. A vontade do Pai era a coisa mais importante.

    Era a vontade de Deus que Ele Se submetesse a Seus pais terrenos até o tempo em que Deus O manifestaria à nação.

    Nosso Senhor era extremamente dedicado à obra de Deus. Em João 4, vemos o Senhor dizendo a Seus discípulos:

    Olhai para os campos. Direis que ainda faltam quatro meses para a ceifa. Mas olhai: os campos estão brancos para a ceifa.

    Agora, isso é trabalho.

    Novamente, nosso Senhor Jesus disse:

    Não há doze horas no dia?

    Quando chega a noite, ninguém pode trabalhar. Precisamos trabalhar.

    Por um lado, vocês veem que nosso Senhor Jesus era muito dedicado, muito diligente em realizar a obra de Deus. Ele nunca foi preguiçoso. Nunca recuou. Mas, por outro lado, vocês veem que, para Ele, trabalhar não era apenas atender a uma necessidade. Trabalhar era fazer a vontade do Pai.

    Queridos irmãos e irmãs, quantas vezes nosso trabalho é determinado pela necessidade. Sim, há necessidades em toda parte — muitas necessidades. Por causa dessas necessidades, pensamos que precisamos atendê-las; precisamos trabalhar.

    Agora, isso não significa que vocês devam negligenciar as necessidades ou agir como se não as tivessem visto. É claro que não. Mas o que governa o trabalho de vocês? É a necessidade ou é a vontade do Pai?

    Com nosso Senhor Jesus, não era a necessidade; era a vontade do Pai. Por quê? Porque, para Ele, o trabalho era adoração. Ele adorava o Pai ao realizar essas obras. As duas coisas nunca estavam separadas.

    Cada crente como trabalhador na vinha de Deus

    Queridos irmãos e irmãs, e quanto a nós?

    Em certo sentido, todos somos trabalhadores.

    Sabem, às vezes as pessoas ficam incomodadas de ambas as maneiras. Às vezes ficam incomodadas quando dizemos que apenas alguns devem trabalhar e os demais não trabalham; não são trabalhadores. Quem são os trabalhadores? Aqueles que são especialmente chamados para pregar — esses são trabalhadores; eles realizam a obra de Deus. Então, o que nós fazemos? Fazemos o nosso trabalho.

    Isso incomoda as pessoas. Mas, por outro lado, quando dizemos que todos somos trabalhadores, isso também as incomoda, como se não quisessem trabalhar para Deus.

    Em certo sentido, queridos irmãos e irmãs, quer vocês sejam chamados para pregar, quer sejam chamados para cozinhar, quer sejam chamados para servir às mesas, quer sejam chamados para ministrar a Palavra, todos somos trabalhadores na vinha de Deus.

    Vocês se lembram daquela parábola que nosso Senhor Jesus contou em Mateus 20. Um homem tinha uma vinha. Ele saiu para contratar trabalhadores. De manhã cedo, saiu e viu pessoas paradas, sem trabalhar. Elas não tinham o que fazer. Então, ele disse: “Venham trabalhar na minha vinha”. Combinaram um determinado salário, o salário de um dia.

    Depois, ele saiu e viu mais algumas pessoas paradas, sem trabalhar, e também as contratou. Mesmo na última hora, apenas uma hora antes de o trabalho terminar, ainda havia pessoas ali paradas, sem trabalhar. O homem disse: “Por que vocês estão aqui sem trabalhar?”. Elas responderam: “Ninguém nos contratou”. Então, o homem disse: “Venham trabalhar na minha vinha”.

    O que isso significa? Significa, queridos irmãos e irmãs, que, mesmo nesta hora avançada, todos somos chamados para a Sua vinha — cada um de nós, cada irmão e cada irmã.

    Não pensem que vocês não são trabalhadores. Vocês são trabalhadores. São trabalhadores de Deus. Todos são chamados para a vinha de Deus. Todos somos chamados para a vinha de Deus para trabalhar no campo, para produzir fruto para a Sua glória.

    Ou podemos usar outra figura de linguagem. Todos somos construtores. Todos estamos edificando sobre o fundamento que já foi lançado, que é Cristo Jesus.

    Em 1 Coríntios 3, Paulo disse que era como um sábio mestre de obras e que havia lançado um fundamento. Vocês não podem ter outro fundamento além de Cristo Jesus, e todos devem edificar sobre ele.

    Queridos irmãos e irmãs, lembrem-se: cada um de nós é um construtor. Cada um de nós é um trabalhador. Todos estamos trabalhando na vinha de Deus.

    Deus tem apenas uma vinha. Há apenas uma obra. A obra de Deus é uma só, e todos estamos envolvidos em realizar essa única obra.

    Deus tem apenas um edifício. Ele não tem uma casa de verão e uma casa de inverno. Tem apenas um edifício, e todos estamos construindo esse edifício: a casa de Deus.

    Cada um de nós está envolvido, está empregado. Não há desemprego no reino de Deus. Há cem por cento de emprego.

    Portanto, queridos irmãos e irmãs, não podemos ficar parados, sem fazer nada. Precisamos trabalhar.

    Mas a questão é: estamos apenas trabalhando para Deus ou estamos realizando a obra de Deus?

    Marta e Maria: o trabalho que nasce da adoração

    Pensem em Marta e Maria. Nosso Senhor Jesus chegou à aldeia, e Marta certamente queria receber nosso Senhor da melhor maneira possível. Por isso, estava muito ocupada, tentando preparar os melhores pratos, tentando fazer tudo muito bem para o Senhor.

    Ela fazia isso com boas intenções. Estava servindo ao Senhor. Estava trabalhando para o Senhor.

    Mas, enquanto fazia isso, perdeu seu espírito de adoração. Ficou perturbada com as muitas coisas que precisava fazer. E a mesa? E arrumar a mesa? E as cadeiras? E a comida e todas essas coisas?

    Ela corria de um lado para o outro, de um lado para o outro, da cozinha à mesa de jantar, e estava muito perturbada. Finalmente, não conseguiu mais se conter. Ao ver sua irmã sentada aos pés do Senhor, ouvindo-O tranquilamente, não conseguiu mais suportar.

    No entanto, ela era educada demais para simplesmente chamar: “Maria, venha me ajudar”, enquanto o Senhor estava ali. Então, fez isso de uma maneira gentil. Disse: “Senhor, Tu não Te importas? Estou tão ocupada, e minha irmã está sentada ali. Não vais dizer a ela que venha me ajudar?”.

    E o Senhor disse:

    Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas; mas uma só é necessária; e Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada.

    O que vocês veem aqui? Marta estava trabalhando para o Senhor. Ah, ela estava tão ocupada — estava trabalhando para o Senhor. Mas perdeu sua adoração.

    Maria, por outro lado, estava sentada aos pés do Senhor, ouvindo. Essa é uma posição de adoração. Porque ela ouvia o Senhor, isso significa que ficaria sentada ali para sempre? Não.

    Certo dia, quando o Senhor estava novamente sendo recebido em uma casa, vemos Maria entrar com um vaso de alabastro cheio de unguento. Ela o quebrou e ungiu o Senhor.

    Como ela sabia que nosso Senhor Jesus iria morrer? Nem mesmo os discípulos sabiam disso. O Senhor lhes disse pelo menos três vezes e, ainda assim, eles não conseguiam compreender. Por que somente Maria compreendeu? Ela sabia que o Senhor iria morrer; por isso, O ungiu para preparar Seu sepultamento.

    De onde veio esse conhecimento? Ela havia estado sentada aos pés do Senhor.

    Seu trabalho foi ungir o Senhor, e a fragrância encheu a casa. Irmãos e irmãs, quem serviu mais ao Senhor: Marta ou Maria?

    Se o trabalho é apenas trabalho, não é adoração. Mas, se o trabalho nasce da adoração, ele será adoração ao Senhor.

    O ministério ao Senhor como fonte do serviço

    Em Atos 13, na igreja em Antioquia, havia cinco profetas e mestres. A Bíblia diz:

    E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Separai-Me Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado.

    Aqui vocês encontram os profetas e mestres. Eram as pessoas que ministravam às necessidades da igreja. Na igreja em Antioquia, havia muitos crentes, e esses crentes precisavam ser alimentados e nutridos pela Palavra de Deus.

    Esses cinco profetas e mestres foram levantados por Deus para ministrar às necessidades do povo de Deus naquele lugar. Mas vocês veem que esses cinco estavam ministrando ao Senhor.

    Antes de ministrarem às pessoas, ministravam primeiro ao Senhor. De seu ministério ao Senhor nasceu aquela obra apostólica.

    Então, irmãos e irmãs, quando estamos trabalhando, ministramos primeiro ao Senhor? Nosso trabalho é o resultado de ministrarmos ao Senhor ou simplesmente vemos alguma necessidade e agimos?

    O ministério sacerdotal em Ezequiel

    Isso nos faz lembrar de Ezequiel 44. Ali, em Ezequiel 44, vemos que Ezequiel, em visão, contemplou a casa de Deus — o templo de Deus — sendo restaurada. Não apenas o templo de Deus foi restaurado, mas também o ministério sacerdotal.

    Mas, quando o ministério sacerdotal foi restaurado, vemos uma coisa: somente os filhos de Zadoque receberam permissão para ministrar ao Senhor.

    Os demais membros da família sacerdotal e os levitas só podiam ministrar à casa; não tinham permissão para ministrar ao Senhor.

    Normalmente, o trabalho dos levitas era o ministério à casa. Por quê? Porque os levitas estavam ali ajudando as pessoas. Quando as pessoas vinham com seus sacrifícios, eles as ajudavam a levar o sacrifício ao altar. Ajudavam as pessoas a matar o sacrifício. Ajudavam a trazer a água e auxiliavam em todas essas coisas no tabernáculo ou no templo.

    O trabalho dos levitas era ministrar à casa, ou às pessoas. Mas o trabalho dos sacerdotes era ministrar a Deus, ao Senhor. Eles deviam queimar o holocausto. Deviam acender o candelabro de ouro. Deviam colocar os pães sobre a mesa dos pães da proposição. Deviam queimar incenso sobre o altar de ouro do incenso. Eles ministravam a Deus.

    Somente depois de ministrarem a Deus é que saíam para abençoar o povo e ensinar o povo.

    Mas aqui, em Ezequiel, somente os filhos de Zadoque receberam permissão para ministrar ao Senhor, porque foram fiéis durante o declínio geral e a apostasia na nação de Israel.

    Até os levitas se desviaram. Até alguns sacerdotes se desviaram para servir aos ídolos e à mesa dos ídolos. Por isso, ficaram desqualificados para ministrar ao Senhor. Somente os filhos de Zadoque, que guardaram a ordenança durante o tempo da apostasia, por serem fiéis, receberam permissão para ministrar ao Senhor.

    Que privilégio! Mas os outros só podiam ministrar à casa.

    Agora, o que é ministrar ao Senhor? Ministrar ao Senhor significa que eles podem se aproximar do Senhor. Podem permanecer diante do Senhor. Podem esperar no Senhor. Podem receber a Palavra do Senhor. Podem oferecer-Lhe a gordura e o sangue, e podem ministrar a Ele à Sua mesa.

    Tudo isso simplesmente nos mostra como precisamos, em nosso trabalho, ministrar ao Senhor.

    Não se trata apenas de trabalhar. Precisamos ministrar ao Senhor. Esse precisa ser um elemento — o elemento mais essencial — do trabalho: ministramos ao Senhor.

    Agora, como ministramos ao Senhor? Esperamos Nele.

    Muitas vezes, descobrimos que a coisa mais difícil é esperar, é esperar no Senhor. Estamos sempre com pressa. Precisamos fazer isto. Precisamos fazer aquilo. A necessidade está ali. Temos de fazer. Quem mais faria? O mundo inteiro está dependendo de nós.

    Não conseguimos esperar no Senhor. Pensamos que esperar no Senhor é uma perda de tempo.

    Mas, queridos irmãos e irmãs, para ministrarmos ao Senhor, precisamos esperar Nele — esperar até que Ele nos dê a conhecer Sua vontade.

    Precisamos permanecer diante Dele. O que isso significa? Sabem, antigamente, os servos e os escravos ficavam em pé, em silêncio, com os olhos voltados para seu senhor. Não estavam ali ociosos; não estavam ali passivamente. Quando permaneciam em pé, isso significava que não se moveriam até receberem uma ordem, fosse por um gesto da mão de seu senhor, fosse por um olhar dele.

    Eles precisavam aprender a permanecer diante de seu senhor.

    Precisavam aprender a apresentar a gordura e o sangue. O que significa apresentar a gordura e o sangue? Sabem, em uma oferta, essas são as duas coisas oferecidas a Deus: a gordura e o sangue.

    O sangue é para satisfazer a justiça de Deus. A gordura é para satisfazer o amor de Deus.

    Somos um sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais aceitáveis a Deus por meio de Jesus Cristo. O que é isso? Estamos oferecendo a gordura e o sangue. Estamos oferecendo a gordura e o sangue do Cordeiro. Estamos oferecendo Cristo.

    Esse é o nosso sacrifício espiritual. Essa é a nossa adoração.

    Quando estamos adorando a Deus, irmãos e irmãs, vocês acham que estamos sacrificando ou entregando a nós mesmos a Ele? Sim, eu sei. Em certo sentido, quando nos oferecemos a Ele, na verdade estamos oferecendo a Ele o Cristo que está em nós.

    Estamos oferecendo a Ele o que Cristo é para nós. Não estamos apenas oferecendo a nós mesmos. Se oferecêssemos a nós mesmos, seríamos rejeitados. Não somos dignos.

    Mas é a gordura e o sangue do Cordeiro — aquilo que recebemos. Ele é nossa nutrição. Ele é nossa purificação. Ele é nosso alimento. Ele é nossa vida. Porque O conhecemos assim, podemos oferecer isso de volta a Deus.

    Esse é o nosso sacrifício espiritual. Essa é a nossa adoração. Adorar nada mais é do que devolver a Deus o que Cristo é para nós. Isso é adoração.

    Quanto vocês podem adorar a Deus? Isso depende de quanto de Cristo vocês receberam.

    Muitas vezes, temos muitas palavras, mas muito pouca adoração. Por quê? Há pouca substância ali. Não O conhecemos como deveríamos. Por isso, quando tentamos adorá-Lo, saem palavras, mas não há substância ali.

    Mas, ainda assim, irmãos e irmãs, precisamos ministrar ao Senhor, ministrar à Sua mesa. O que isso significa? Significa, em primeiro lugar, que, à medida que temos comunhão com Ele, que cremos Nele, que O recebemos, podemos, por nossa vez, servi-Lo.

    Não podemos servi-Lo além daquilo que cremos e recebemos Dele.

    Ministramos ao Senhor antes de ministrarmos à casa? O que é a casa hoje? O povo de Deus.

    Certamente, precisamos ministrar ao povo de Deus. Mas, antes de ministrarmos ao povo de Deus, precisamos primeiro ministrar ao próprio Senhor. Ao ministrarmos ao próprio Senhor, isso resultará em ministrar à casa — mas não simplesmente ministrar à casa sem ministrar ao Senhor.

    A adoração antes, durante e depois do trabalho

    Por fim, há uma parábola que nosso Senhor contou, bastante incomum, registrada em Lucas 17.

    O Senhor disse: “Quando o servo volta do campo, seja depois de arar, seja depois de pastorear, quando termina o trabalho do dia e entra em casa, será que seu senhor lhe dirá: ‘Sente-se depressa e coma’?”.

    Não. Seu senhor dirá: “Agora vá preparar minha comida e sirva-me. Depois que terminar de me servir, você poderá comer”.

    Não é uma parábola estranha? O Senhor disse que, depois de fazerem todas essas coisas, vocês precisam vir a Ele e dizer:

    Senhor, sou apenas um servo inútil.

    O que isso significa? Significa que, mesmo depois do trabalho, isso não é o fim. O trabalho terminou, mas isso não significa que tudo terminou. Depois de terminar o trabalho, vocês precisam vir ao Senhor e ministrar a Ele: adorar.

    Adoração antes do trabalho, adoração no trabalho e adoração depois do trabalho.

    Agora, não é uma grande tentação, depois de realizarmos o trabalho, dizer: “Bem, acabou. O trabalho está feito. Vejam, o trabalho está feito”?

    O Senhor diz: “Esperem um momento. Vocês ainda não Me serviram”.

    Vocês precisam voltar e dizer: “Sou apenas um servo inútil. Fiz o que me foi ordenado, mas isso não é nada. Isso não é nada. Quero servir-Te. Quero satisfazer-Te. Quero adorar-Te”.

    Ah, irmãos e irmãs, essa é a nossa atitude.

    Conclusão

    Lembrem-se: cada um de vocês é um trabalhador. Lembrem-se: todos estamos envolvidos na mesma obra — a obra de Deus.

    Embora possamos ter responsabilidades diferentes, embora possamos trabalhar em áreas diferentes, por assim dizer, nossas capacidades são todas diferentes. Ainda assim, lembrem-se: toda a nossa vida é um trabalho.

    Estamos realizando a obra de Deus. Estamos fazendo a vontade de Deus, e precisamos fazer a vontade de Deus no poder do Espírito Santo. Tudo o que fazemos, fazemos segundo a Sua vontade e no poder do Espírito Santo.

    Todos estamos envolvidos, todos envolvidos.

    Mas a questão é: o trabalho diminui nossa adoração? Ah, que ele aumente nossa adoração!

    Se o trabalho é algo que vocês fazem por conta própria, com suas próprias forças, quanto mais trabalham, menos conseguem adorar. Mas, se o trabalho é realizado segundo a Sua vontade e pelo Seu poder, quanto mais trabalham, mais conseguem adorar. Essa é a diferença.

    Então, espero sinceramente, queridos irmãos e irmãs, que realmente enxerguemos o que é a obra de Deus e como a realizamos.

    Realizar a obra de Deus é simplesmente adorar a Deus.

    Vamos orar?

    Ó Pai celestial, Tu és o único Deus a Quem adoramos e a Quem servimos. Oramos para que possamos adorar-Te em espírito e em verdade, e para que possamos servir-Te em Tua obra.

    Livra-nos de apenas trabalhar. Mas, Senhor, que nosso trabalho seja uma forma de adoração, para que não somente as pessoas sejam ajudadas, mas também o Teu coração seja satisfeito.

    Ó Senhor, derrama sobre o Teu povo esse espírito de adoração, para que, ao longo de nossos dias, em qualquer trabalho em que estejamos envolvidos, possamos enxergar que estamos fazendo a Tua vontade e que o fazemos para a Tua glória.

    Pedimos em nome de nosso Senhor Jesus. Amém.