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    Jonah #5: Jonah's Attitude © 2026 Christian Testimony Ministry
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    Jonah #5: Jonah's Attitude
    Jonah #5: Jonah's Attitude
    Miller, Ed

    A transformação final de Jonas

    E creio, de todo o coração, que está no coração de Deus unir todas essas coisas e consolidar Sua grande revelação em nossos corações.

    Ao nos reunirmos novamente para compartilhar das páginas desta preciosa revelação, deste precioso livro, há um princípio de estudo bíblico que é absolutamente indispensável: a confiança total no Espírito de Deus — uma dependência de quem reconhece que nada pode fazer por si mesmo.

    Deus Se agrada em Se encontrar conosco e Se revelar a nós. Ele prometeu que Se encontraria com aqueles que viessem com uma fé semelhante à de uma criança. Por isso, convido vocês mais uma vez a inclinar a cabeça comigo, enquanto entregamos nosso tempo ao Senhor. Vamos confiar juntos que Ele Se revelará de uma maneira que consolide tudo o que deseja realizar em nossos corações.

    Oração inicial

    Nosso Pai, nós Te agradecemos mais uma vez porque Tu nos reuniste neste lugar, a cada um de nós. Agradecemos pela maneira como já nos visitaste. Agradecemos pela Tua maravilhosa apresentação de Ti mesmo por meio das crianças e pelo verdadeiro milagre que realizaste ao reunir tudo isso.

    Pedimos agora, ao olharmos novamente para a Tua Palavra, que, pelo Teu Espírito Santo, Tu nos leves além da página sagrada e além de quaisquer palavras humanas que sejam pronunciadas. Que Tu Te comuniques conosco, individualmente e como corpo, e nos dês a conhecer o Teu coração.

    Nós Te agradecemos antecipadamente porque isso é o Teu prazer. Resplandece, Tu que habitas entre os querubins. Pedimos para ver Jesus mais uma vez. No precioso nome de Jesus, amém.

    O livro de Jonas como registro de transformação

    Peço que vocês abram suas Bíblias, por favor, no capítulo 4 de Jonas. Agora vamos examinar este último capítulo. Deixem-me fazer uma breve revisão. Tenho certeza de que vocês estão familiarizados com tudo o que abordamos.

    O tema do livro diz respeito a Deus lidando com a crise no coração de um homem — um profeta. Deus foi ao encontro desse profeta, que tinha um coração contrário às missões e sem disposição missionária, e determinou que transformaria esse homem em um sinal. Pela graça de Deus, Ele nos deu a revelação desse processo.

    Ouçam novamente enquanto leio Lucas 11:29,32:

    E, aumentando as multidões, começou Ele a dizer: “Esta geração é perversa.
    Busca um sinal; contudo, nenhum sinal lhe será dado, senão o sinal de Jonas.
    Os homens de Nínive se levantarão no juízo com esta geração e a condenarão;
    porque se arrependeram com a pregação de Jonas;
    e eis que aqui está algo maior do que Jonas”.

    Procuramos mostrar como este maravilhoso livro apresenta o processo pelo qual Deus transforma um homem, uma mulher, um filho Seu, em um sinal.

    A história começa com Jonas fugindo da presença do Senhor, resistindo à ideia de ser um canal missionário. Na verdade, ele não entendia nada disso. Deus o levou ao ponto em que finalmente conheceu a vida de Jesus.

    No capítulo 1 de Jonas, Deus foi atrás dele até levá-lo à entrega completa. No capítulo 2, Deus fez a obra mais profunda e lhe ensinou que ele estava no mesmo nível de todos aqueles que precisavam da misericórdia imerecida de Deus. Ele precisava dela. Ele precisava dela. Deus o colocou no lugar dos pagãos até que ele compreendesse isso.

    Então, no capítulo 3 de Jonas, vimos que Deus o surpreendeu e o ressuscitou dentre os mortos, deu-lhe uma vida que não era sua, e ele se tornou um sinal. Ele se tornou Cristo para os ninivitas.

    Eles ouviram o evangelho. Ouviram, em sua pregação, sobre a ira de Deus. Viram, em sua pessoa, sua única esperança de salvação. Ele era uma figura de Jesus e, porque viram Jesus, arrependeram-se.

    Questões suscitadas pelo capítulo 4 de Jonas

    Isso nos leva ao capítulo 4 de Jonas. Como já sugerimos, Deus ainda não terminou Sua obra nele. Agora Deus precisa levá-lo a compreender o propósito final de tudo. Precisa mudar seu foco — e mudá-lo para sempre.

    Deus agora o levará a compreender que o propósito divino é a satisfação do Seu coração, como nossas crianças representaram de maneira tão maravilhosa.

    Ao chegarmos ao capítulo 4 de Jonas, a primeira coisa que nos chama a atenção são as mil e uma perguntas sobre esse capítulo. A primeira pergunta que me ocorreu foi: por que o livro não terminou no capítulo 3?

    Pensei — falo como um insensato — que aquele seria um final melhor. Por que não terminar simplesmente no capítulo 3 de Jonas? Deus tem misericórdia de Nínive. Finalmente, eles veem Cristo em um homem ressuscitado dentre os mortos. Veem a vida de Cristo. Meio milhão de pessoas se volta para o Senhor. O profeta desobediente se torna o profeta obediente, e todos vivem felizes para sempre.

    É assim que termina o capítulo 3 de Jonas. Eu queria escrever na minha Bíblia, depois desse capítulo: Missão cumprida. Então olhei para o capítulo 4 e disse: “Ainda não”.

    Do que se trata tudo isso? E a segunda pergunta tem a ver com isso: afinal, o que está acontecendo com Jonas?

    Esse homem foi ressuscitado dentre os mortos. Se acompanharmos o princípio espiritual, ele chegou ao ponto de entregar tudo. Abraçou a graça de Deus. Identificou-se com Jesus em Sua morte, Seu sepultamento e Sua ressurreição. Experimentou uma vida sobrenatural.

    E olhamos para o capítulo 4 de Jonas, e o homem está irado, deprimido, emburrado e querendo morrer. É assim que deve agir um homem que acabou de ser ressuscitado dentre os mortos?

    Isso é especialmente confuso quando vocês relacionam tudo àquelas verdades espirituais. Será que ele não aprendeu nada com a tempestade? Como alguém pode passar por uma situação dessas e não aprender alguma coisa com o Senhor? Três dias e três noites no ventre do peixe.

    Quando vocês abrem no capítulo 4 de Jonas, sinceramente, parece que ele voltou exatamente ao ponto de partida. Parece que não houve mudança alguma em seu coração, que ele ainda odeia Nínive e continua contrário às missões e sem disposição missionária.

    Vocês dizem: “Bem, que mudança toda é essa? Como ele foi conformado a Cristo, se isso acontece? Será que esqueceu toda a misericórdia que recebeu?”

    Não sei se essas perguntas ocorreram a vocês, mas, quando comecei a estudar este capítulo sob a orientação do Espírito Santo, eram essas as perguntas que clamavam por uma resposta em meu coração. Ao olhar para isso, eu dizia: “Do que se trata tudo isso?”

    A obra em Jonas ainda não está completamente concluída. Ainda há uma obra de transformação que precisa ser realizada.

    A ira de Jonas e a busca pela questão central

    Agora, para chegarmos ao coração do Senhor neste capítulo, creio que é importante pelo menos examinar a atitude de Jonas. Vejam o que está acontecendo no coração desse homem.

    Não me entendam mal. Não vou tentar livrá-lo da responsabilidade. Não vou tentar defender Jonas. Mas acho muito importante compreendermos o que está acontecendo em seu coração. O que ele está pensando?

    Depois de tudo pelo que passou, depois de tudo o que provou da bondade de Deus, o Senhor foi atrás dele. O Senhor realizou uma obra profunda em sua vida. Pela misericórdia imerecida, ele foi ressuscitado dentre os mortos. Foi usado de maneira poderosa. O que aconteceu?

    Deixem-me apresentar algumas possibilidades. Vou pedir que vocês acompanhem enquanto leio os primeiros cinco versículos.

    Isso desagradou muito a Jonas, e ele se irou.
    Orou ao Senhor e disse: “Ah, Senhor, não foi isso o que eu disse quando ainda estava em minha terra?
    Por isso, para impedir que isso acontecesse, fugi para Társis;
    pois sabia que Tu és Deus gracioso e compassivo, tardio em irar-Se e abundante em benignidade, e que Te arrependes da calamidade.
    Agora, pois, ó Senhor, peço-Te que me tires a vida, porque melhor me é morrer do que viver”.
    E o Senhor lhe disse: “Tens boa razão para te irares?”
    Jonas saiu da cidade e se assentou a leste dela. Ali fez para si um abrigo e se assentou debaixo dele, à sombra, até ver o que aconteceria à cidade.

    Isso desagradou muito a Jonas. Isso. O que é esse “isso”? Bem, se vocês voltarem a Jonas 3:10:

    Quando Deus viu suas obras, que se converteram do seu mau caminho, Deus Se arrependeu da calamidade que havia declarado que traria sobre eles; e não a fez.

    Evidentemente, Jonas ficou decepcionado porque Deus não julgou Nínive. Ele disse que a julgaria dentro de quarenta dias, e não o fez.

    Como Rick Baker perguntaria: “O que significa tudo isso?” Bem, esse é o tipo de pergunta que vocês precisam fazer. Claramente, Jonas está irado com o desfecho das coisas — com o fato de Deus não ter executado o juízo.

    Deixem-me sugerir algumas possibilidades e, ao longo do caminho, tornar isso muito prático. Vou procurar considerar os fatos e examinar os princípios envolvidos. Depois avançaremos no livro, neste capítulo, até o precioso coração de Deus. Que Deus nos ajude a fazer isso.

    A transformação contínua dos cristãos ressuscitados

    Uma razão pela qual Deus pode ter incluído este capítulo — não estou dizendo que isso seja tudo ou que seja a resposta — é nos ensinar que os cristãos ressuscitados ainda não chegaram ao ponto final.

    Quero dizer, vocês precisam perceber isso ao ler este capítulo. Só porque nos entregamos ao Senhor, só porque abraçamos a graça pura e só porque experimentamos a vida de Deus vivendo em nós, isso não significa que não chegará um dia em que teremos uma controvérsia com o Senhor.

    Isso não significa que nós, como cristãos vivos, não seremos encontrados algum dia irados, deprimidos, emburrados, reclamando e querendo morrer debaixo de alguma aboboreira. Talvez seja por isso que Ele nos deu este capítulo: para não pensarmos que os cristãos ressuscitados já chegaram ao ponto final.

    Sei que isso é um fato — um fato bíblico. E sei que é um fato para aqueles que mais têm conhecido o Senhor.

    Vocês não precisam ser professores de seminário para saber que, a qualquer momento em que tirarem os olhos do Senhor, tudo é possível. Qualquer cristão é capaz de cometer qualquer pecado, a qualquer momento, quando tira os olhos do Senhor.

    Gosto de pensar que Deus começou a me ensinar alguns desses princípios. Entreguei minha vida a Jesus. Provei um pouco da graça pura de Deus. Experimentei um pouco da vida de Deus em mim.

    Se eu tirar os olhos de Cristo, saiam da minha frente. É impressionante como a carne às vezes volta a se manifestar. Parece que avançamos tanto e que nunca mais teremos aquilo de novo.

    Talvez seja por isso que Deus nos deu este capítulo. Mas creio que há algo um pouco mais profundo. Esse é um princípio, sem dúvida, mas acho que a ira de Jonas tinha algo a ver com sua confusão: ele não sabia quais eram as questões verdadeiras.

    Embora Deus tivesse feito tudo aquilo por ele, ainda lhe faltava direção na vida. Faltava-lhe foco. Faltava-lhe propósito. Ele parecia não ter um olhar inteiramente voltado para uma única direção.

    Ministério e reputação pessoal

    Alguns procuram explicar sua ira dizendo que a questão para ele era o ministério. “Essa é a minha questão. Sou um profeta de Deus.” De alguma maneira, toda aquela experiência pela qual passou estava afetando seu ministério.

    Ele corria o risco de perder sua reputação como profeta. Era um profeta de Deus. Em Deuteronômio 18:21-22, Deus disse, a respeito do profeta, em outras palavras:

    Como sabeis que um profeta é verdadeiro?
    Se a sua palavra se cumprir.

    Ele vai até lá e diz: “Daqui a quarenta dias, Nínive será destruída”, e isso não acontece. Essa era a sua questão — seu ministério.

    Jeremias 28:9 diz:

    Quando se cumprir a palavra do profeta, será conhecido esse profeta como alguém que o Senhor enviou.

    Assim, Jonas pode ter pensado: “Minha reputação como profeta está em jogo aqui. Deus arruinou meu ministério. É melhor eu morrer. Não há mais nada pelo que viver. Todo o meu ministério — essa é a questão”.

    “Eu saio com a Palavra do Senhor, e então ela não se cumpre. Os quarenta dias chegam, os quarenta dias passam, e Deus não fez o que disse que faria.”

    Tenho dois comentários a fazer sobre essa possibilidade. O primeiro é este: isso é verdade. É uma verdade bíblica. Em muitos casos, antes que o Senhor possa realmente usar um homem, uma mulher ou uma obra, Ele precisa destruir sua reputação.

    Muitas vezes, isso é realmente verdade. Deus nos ama demais para permitir que nossa reputação como servos de Deus atrapalhe nosso serviço a Deus. Se Ele precisar despedaçar nossa reputação, fará isso.

    Nosso próprio Senhor Jesus não buscou reputação para Si, e Ele não permitirá que nossa reputação nos atrapalhe. Se esse for o caso neste livro, isso provavelmente abre essa questão.

    Meu segundo comentário é que, a menos que Jonas tivesse medo de voltar para Israel e parecer um falso profeta ao chegar em casa, não vejo como isso se aplicaria a ele.

    Digo isso porque não acho que o capítulo 18 de Deuteronômio significasse alguma coisa para os ninivitas. Essa é a prova de um verdadeiro profeta? Não acho que eles diriam: “Ora, vejam só. Os quarenta dias vieram e passaram. Ele prometeu que seríamos incinerados. Isso não aconteceu. Que falso profeta!”

    Ora, eles ficariam felizes se isso não acontecesse. Não estariam pensando: “Ah, que sujeito terrível. Ele não cumpriu sua palavra”. Não estariam pensando nisso.

    Portanto, não sei se toda a ira de Jonas pode ser compreendida nesses termos. Mas creio que, ao ler o relato, vemos que Jonas tinha muitas questões. Ele corria em várias direções, e uma de suas questões era o ministério: meu nome, minha reputação, minha profecia.

    Resultados visíveis e a obra não percebida

    Ele tinha outra questão — outra possibilidade: os resultados. Ele não via resultados de sua pregação.

    Ele não sabia. Não quero dizer que fosse estúpido, embora isso também pudesse ser verdade. Mas sua ignorância consistia em algo que ele desconhecia.

    Pela maneira como termina o capítulo 3 de Jonas e começa o capítulo 4, nós presumimos que Jonas estava irado porque sabia que Deus havia perdoado os ninivitas, porque sabia que eles haviam se arrependido.

    Ficamos com a ideia de que Jonas viu todas as pessoas vestidas de pano de saco e as viu colocando pano de saco nas vacas, nos cães, nos gatos — todos os animais vestidos de pano de saco.

    Deixem-me fazer esta pergunta: Jonas sabia que eles tinham se arrependido? Pensem nisso. Jonas sabia que eles tinham se arrependido?

    Segundo o relato, ele ficou na cidade apenas um dia, ou pelo menos fica implícito que saiu depois daquele dia. Ele ministrou por apenas um dia. Quando entrou, sabia como eles eram. Eram um povo perverso, como nossos jovens cantaram. Eram um povo terrível.

    Creio que a última coisa que Jonas esperava era que eles se arrependessem. Quero dizer, ele entrou para pregar, e aquelas pessoas eram perversas. Pensou, como uma de nossas equipes testemunhou, que eles simplesmente não dariam a mínima.

    Ele não esperava que se arrependessem. E não sabia quando o fogo cairia. Tenho a impressão de que, quando Deus não disse: “Volte lá outra vez”, ele saiu dali o mais depressa que pôde.

    Então montou sua pequena cabana — seu abrigo, vocês sabem — e se sentou na colina. Lembrem-se: se as descrições estiverem corretas, havia ao redor da cidade pelo menos uma muralha de cerca de trinta metros de altura, provavelmente cinco muralhas de cerca de trinta metros, e ele estava do lado de fora. Estava esperando a fumaça.

    Estava esperando ver o que aconteceu em Sodoma e Gomorra. Estava sentado na encosta. Aquele arrependimento leva tempo. Leva tempo para a notícia chegar ao rei, para o rei emitir uma proclamação e para essa proclamação ser cumprida.

    Ele está sentado atrás de uma muralha de cerca de trinta metros. Não acho que soubesse que eles tinham se arrependido. Não há evidência de que soubesse.

    Não consigo imaginar nenhum coração, nem mesmo o de Jonas, por mais contrário às missões e sem disposição missionária que fosse — não consigo imaginar um crente que saiba que alguém realmente se voltou para o Senhor e não fique profundamente feliz com isso.

    Não consigo imaginar que, se Jonas soubesse que meio milhão de pessoas realmente se voltou para Deus, seu coração não tivesse se enchido de alegria.

    Creio que ele estava concentrado na questão errada. Creio que disse: “Preguei, e nada aconteceu”.

    Não é impressionante? Quando Jonas pensava que Deus estava fazendo o mínimo, na realidade Deus estava fazendo o máximo.

    Creio que isso faz parte de ser ressuscitado dentre os mortos. Creio que a ideia é que Deus não deixará vocês saberem o que Ele está fazendo. Deus não deixou Jonas saber como o estava usando.

    Ele estava levando meio milhão de pessoas ao Senhor por meio de Jonas, e Jonas nem sequer sabia disso. Muito raramente alguém que realmente conhece a vida de Cristo percebe como Deus o está usando.

    Os resultados são assunto dEle, não de vocês. São assunto dEle, não meu. Os resultados pertencem ao Senhor.

    Repetidas vezes, para aqueles que foram ressuscitados dentre os mortos, parecerá que nada está acontecendo. “Deus não está fazendo nada. Onde está a grande obra de Deus?”

    Eu adoraria ter sido uma mosquinha na parede quando Deus lhe contou. Vocês perguntam: “Deus chegou a contar a ele?” Claro que sim. Ele escreveu o livro, não é? Sabemos que ele ficou sabendo.

    Aposto que ficou tão constrangido e tão envergonhado quando disse: “Ó Deus, eu não sabia. Não sabia que Tu me usaste. Pensei que tinha pregado e que nada havia acontecido. Pensei que Tu não me tinhas usado”.

    Sua primeira questão era: meu ministério, minha profecia, meu serviço. Deus disse: “Jonas, essa não é a questão”.

    “Bem, quero dizer, é porque não há resultados.” Jonas, essa não é a questão. A questão não são os resultados. É algo mais profundo.

    Teologia e entendimento pessoal

    Sei que Jonas ainda não chegou ao ponto final e que, a qualquer momento em que tiramos os olhos do Senhor, podemos cair. Deus nos leva ao ponto em que dizemos: “Bem, está certo, minha reputação não significa nada, e meu ministério não é a questão. Não posso olhar para isso, e não posso olhar para os resultados”.

    Jonas, é algo ainda mais fundamental. Jonas tinha outra questão: a teologia.

    Isso tinha a ver com o conhecimento do Senhor. Lembrem-se: Jonas não tinha uma visão clara do Senhor. Sua visão era tragicamente deficiente.

    Jonas tinha a ideia de que os atributos de Deus entravam em conflito, de que não se conciliavam. Em Jonas 4:2:

    Eu sabia que Tu és Deus gracioso e Deus compassivo,
    tardio em irar-Se, abundante em benignidade,
    e que Te arrependes da calamidade.

    “Tu és tão gracioso, amoroso, bondoso, compassivo, misericordioso e perdoador. Não tens em Ti a disposição para julgar. És brando demais. És brando com o pecado.”

    É claro que tudo isso põe em questão a santidade de Deus, Sua imutabilidade e assim por diante. Ele pensava que essa era a questão: a natureza de Deus, o caráter de Deus. “Não compreendo como isso funciona — não compreendo Deus.”

    Vocês perceberam? Agora sabemos que essa era sua visão: os atributos de Deus contradizem uns aos outros. Vocês não pensariam que Deus iria esclarecer isso?

    Deus deixa isso de lado. Essa não é a questão. A questão não é a teologia. Deus não tenta justificar a Si mesmo.

    Teria sido tão fácil para Deus — e falo como um insensato. Se eu fosse Deus, teria colocado o braço em volta de Jonas: “Jonas, venha cá. Sente-se. Deixe-Me conversar com você. Você está confuso quanto ao Meu amor e à Minha santidade. Deixe-Me esclarecer isso”.

    “Vou procurar explicar como eles se harmonizam e como um Deus santo pode ser justo e o Justificador. Vou procurar juntar tudo isso. Vou dizer: Jonas, o que você não sabe é que eles se arrependeram.”

    “Você esperava que Eu os julgasse porque eram perversos. Viu que não foram julgados e achou que era porque Sou brando. O que você não sabe é que eles se arrependeram.” Deus poderia ter explicado isso a ele. Mas não disse uma palavra.

    Sabem por quê? Porque a teologia não é a questão. Deus não tenta defender a Si mesmo. Deus não tenta corrigir seu entendimento. Deus não tenta levá-lo a equilibrar todos aqueles atributos divinos.

    Ele não diz uma palavra sobre isso porque está indo mais fundo. Há um problema mais profundo.

    “Essa não é a questão. Não é você. Não é o ministério. Jonas, a questão não são os resultados. Tire os olhos dos resultados. Jonas, a questão não é a teologia, garantir que você tenha essa grande declaração de fé e que seja ortodoxo em cada expressão do seu conhecimento de Deus. Essa não é a questão.”

    Jonas tinha outra questão. Eis um exemplo de alguém que se apoia no próprio entendimento.

    Jonas queria compreender o que estava acontecendo. Não compreendia, e fez do seu entendimento a questão central.

    Jonas acreditava sinceramente, de todo o coração — não se esqueçam, ele não é um homem perverso. É um profeta de Deus. Chegou à entrega, abraçou a graça de Deus, foi ressuscitado dentre os mortos —, mas pensava sinceramente: “Deus cometeu um erro aqui”.

    Deus cometeu um erro aqui. E ele sabia disso porque sabia mais do que Deus. Deus nunca consultou Jonas sobre toda essa questão do que Ele faria.

    Agora, antes de sermos duros demais com Jonas, lembrem-se: faz parte do nosso coração natural apoiar-nos no próprio entendimento e, repetidas vezes, acreditar que sabemos mais do que Deus.

    Vou tirar os exemplos da minha própria vida, para não confrontar vocês. Acho que Deus não salvou algumas pessoas que, a meu ver, deveriam ser salvas. Conheço algumas pessoas que continuam doentes e deveriam ser curadas. Ele não fez isso.

    Acho que Ele está errado. Falo como um insensato — entendam isso.

    Acho que Ele levou algumas pessoas para o lar celestial que, a meu ver, deveriam ter ficado aqui. Eu sei melhor. Deus não fez as coisas do meu jeito.

    Deus fechou algumas portas que eu tinha certeza de que deveriam estar abertas. Deus abriu algumas portas que eu achava que deveriam permanecer fechadas.

    Deus não providenciou aquelas coisas que eu achava que deveria providenciar: aquela promoção, aquele progresso, aquele aumento de salário, aquele companheiro para a vida.

    Deus não está fazendo as coisas como eu acho que deveriam ser feitas. Ora, se Deus ao menos soubesse o bem que eu poderia fazer pelo Seu nome e pela Sua causa, Ele me deixaria ganhar na loteria. Eu poderia usar esse dinheiro para Ele.

    Jonas achava que seria melhor para todos os envolvidos se Deus fizesse as coisas do jeito dele. Seria melhor para o nome de Deus. Seria melhor para a reputação de Jonas. Seria melhor para a honra de Deus. Seria melhor para a glória de Deus. Seria melhor para o povo de Deus — certamente seria melhor para Israel.

    Os cento e vinte mil bebês que Deus poupou cresceram, casaram-se e tiveram filhos. Seus filhos cresceram, tornaram-se soldados e atacaram Israel. Jonas estava certo. O que ele temia aconteceu.

    Mas ele pensava que sabia mais do que Deus e estava se apoiando no próprio entendimento. Vocês perceberam aonde isso o levou? A essa depressão.

    As consequências da resistência à vontade de Deus

    Vejam Jonas 4:3:

    Agora, ó Senhor, tira-me a vida, porque melhor é morrer do que viver.

    Jonas 4:8:

    Quando nasceu o sol, Deus determinou um vento oriental abrasador, e o sol bateu sobre a cabeça de Jonas.
    Ele desfaleceu e pediu, com toda a sua alma, para morrer, dizendo: “Melhor é morrer do que viver”.

    Ele está abatido. Se alguma vez houve uma época de Jonas, é hoje. Fico impressionado com os e-mails, as cartas e as ligações que recebo de pessoas deprimidas. Há um espírito de abatimento sobre o povo de Deus hoje. Mal posso acreditar.

    Todos esses conselheiros, psicólogos e psiquiatras — todo mundo correndo de um lado para o outro, tomando este comprimido e aquele comprimido.

    Vou lhes dizer a causa da depressão de Jonas, e vou lhes dizer a causa de toda depressão. Não há exceção. É não saber qual é a verdadeira questão. É não ter um foco.

    É acreditar que sabemos mais do que Deus e que os caminhos dEle não são mais altos do que os nossos. Achamos que sabemos o que é melhor e dizemos: “Vou ficar sentado aqui até que Deus veja as coisas do meu jeito”.

    Foi isso que Jonas disse. “Sei o que deve ser feito, Deus. Deus, Tu não estás fazendo o que deve ser feito, e estou deprimido por causa disso. Vou ficar sentado aqui debaixo desta árvore até morrer.”

    Infelizmente, alguns cristãos estão debaixo da aboboreira e vão ficar ali até morrer, porque Deus não fará as coisas do jeito deles.

    Duas vezes Deus perguntou: “Você tem uma boa razão para estar irado?” Observem o que Ele não perguntou. Ele não perguntou: “Você tem uma razão?” Porque Jonas poderia ter apresentado uma razão. “Sim, tenho muitas razões.”

    “Você tem uma boa razão?” Não há uma boa razão para estar irado com o Senhor. Não há uma boa razão para estar irado com Sua vontade.

    Se Ele colocou você em uma situação e permitiu algo em sua vida, curve-se, pela graça dEle, e agradeça-Lhe por isso. Ele — acreditem ou não — sabe. Ele sabe mais do que nós.

    A lição ilustrada pela planta

    Para comunicar Seu coração, Deus disse: “Veja, você não está concentrado na questão certa. Não é você. Não é o ministério. Não é o serviço. Não é sua reputação. Não são os resultados. Não é ter uma boa teologia. Não é seu próprio entendimento de como as coisas deveriam ser”.

    “Você está seguindo todas essas direções sem sentido, Jonas.” Então Deus diz: “Vou chegar ao fundamento e realizar a última mudança na formação de um sinal”.

    Ele aprendeu a se entregar. Abraçou a graça de Deus. Foi ressuscitado dentre os mortos. Aprendeu a viver pela vida de Deus, mas ainda não viu isso e continua sem rumo.

    Está correndo atrás de missões, correndo atrás de ministério, correndo atrás de reputação, correndo atrás de uma boa teologia e tentando esclarecer tudo isso, compreender a vontade de Deus e todas essas coisas.

    Deus usa a aboboreira. Deus usa a planta para resolver de uma vez por todas a questão fundamental e operar nele a mudança final. Vamos examinar isso juntos, e que Deus nos ajude a enxergar.

    Jonas 4:5-7:

    Jonas saiu da cidade e se assentou a leste dela; ali fez para si um abrigo.
    Assentou-se debaixo dele, à sombra, até ver o que aconteceria à cidade.
    Então o Senhor Deus determinou uma planta, e ela cresceu sobre Jonas para fazer sombra sobre sua cabeça e livrá-lo do seu desconforto.
    Jonas ficou extremamente feliz com a planta.
    Mas Deus determinou um verme ao amanhecer do dia seguinte; ele atacou a planta, e ela secou.

    Se vocês querem saber como era aquele verme, acho que nunca vou me esquecer dele. Era…

    Quando nasceu o sol, Deus determinou um vento oriental abrasador, e o sol bateu sobre a cabeça de Jonas, de modo que ele desfaleceu e pediu, com toda a sua alma, para morrer, dizendo: “Melhor me é morrer do que viver”.
    Então Deus disse a Jonas: “Tens boa razão para te irares por causa da planta?”
    E ele disse: “Tenho boa razão para me irar, até a morte”.
    Então o Senhor disse: “Tiveste compaixão da planta, pela qual não trabalhaste e que não fizeste crescer, que nasceu numa noite e numa noite pereceu.
    E não deveria Eu ter compaixão de Nínive, a grande cidade, na qual há mais de cento e vinte mil pessoas que não sabem distinguir entre a mão direita e a esquerda, e também muitos animais?”

    Do que se trata tudo isso? O que Deus estava procurando realizar com essa planta maravilhosa — determinando a planta, determinando o vento oriental, ordenando que o sol brilhasse sobre ela? Do que se trata tudo isso? O que Deus realizou com essa lição ilustrada?

    Deus precisava elevar Jonas a um novo nível, a uma nova altura. Precisava levá-lo ao lugar em que aprenderia a descansar naquilo que era duradouro e sólido.

    A atitude de Jonas estava toda confusa. Ele não tinha direção. Ainda não compreendia a questão eterna.

    Observem, por favor, o final — Jonas 4:11. Quando o livro chega ao fim, Deus diz: “Jonas, quero que você veja mais uma vez seu próprio coração, e depois quero que veja o Meu coração”.

    Foi a revelação do coração de Jonas que fez isso, e a revelação do coração de Deus que fez isso. Essa é a mudança final.

    No final, em Jonas 4:11, Deus chamou a atenção para três coisas: a cidade de Nínive, cento e vinte mil bebês e muitos animais.

    Jonas não parecia se importar muito com meio milhão de pessoas. Não parecia se importar muito com cento e vinte mil bebezinhos que ainda não tinham atingido a idade da responsabilidade moral. Jonas não parecia se importar muito com milhares de animais inocentes que seriam destruídos se Deus julgasse a cidade.

    Mas estava extremamente feliz com uma única planta cuja vida durou um dia — um instante.

    Agora, vocês não podem comparar a vida humana com a vida animal. O ser humano, criado à imagem de Deus, está destinado a viver para sempre. Não se pode comparar isso com a vida animal, assim como não se pode comparar a vida animal com a vida vegetal.

    Pouco antes de Josué, atropelei um coelho. Aquilo acabou comigo o dia inteiro. Fiquei tão mal por ter atropelado aquele bichinho bobo — a culpa foi dele —, mas atropelei um coelho.

    Isso me incomodou muito. Não acho que teria me sentido assim se tivesse passado por cima de uma margarida, de um dente-de-leão ou mesmo de uma rosa. Simplesmente não acho que teria sentido, ao matar uma planta, a mesma emoção que senti ao matar aquele coelho.

    Meu pai — meu padrasto — acabou de perder um cão pastor. Ele o amava muito, e ele e o cachorro eram inseparáveis. Viviam juntos, e ele o perdeu. Digo a vocês: isso o arrasou.

    Isso o arrasou. Todos aqueles anos em que esteve com o cachorro, e então o perdeu. Aquilo foi muito importante para ele.

    Aqui está Jonas. Não tem compaixão da vida humana, nem compaixão da vida animal, mas está apaixonado por essa planta.

    Deus começa a lhe mostrar seu coração. Começa a lhe mostrar onde está sua afeição.

    Então Deus continua a lição ilustrada e envia um verme — ou o termo hebraico pode indicar uma espécie de verme; pode ser uma porção dessas pequenas criaturas.

    Esse verme vem, e não tenho tempo para desenvolver isso, mas quantas vezes Deus, para aprofundar as afeições do nosso coração, faz surgir por um breve momento algo que amamos e depois o elimina — o destrói — no dia seguinte.

    Ele não tem receio de destruir nossa aboboreira, de nos abalar para que não encontremos conforto algum naquilo que está enraizado nesta terra.

    Que ilustração adequada da vaidade da vida: essa aboboreira, enraizada nesta terra, cuja vida dura apenas um instante e depois desaparece. Jonas está completamente apegado a ela.

    Então Deus envia Seu vento oriental. O propósito do vento oriental e do sol quente era fazer Jonas desfalecer.

    Porque, se Deus vai revelar a Si mesmo, Ele vai nos levar a esse ponto. Não desprezem isso quando Deus os levar à incapacidade de agir por si mesmos, quando Deus os fizer desfalecer. Cada passo adiante nessa dependência é um passo adiante no conhecimento de Deus e na revelação do Seu próprio coração.

    A satisfação do coração de Deus

    Agora deixem-me mostrar o que considero a grande revelação dessa aboboreira. Ele pensava que sua questão era o ministério. Pensava que sua questão era a reputação. Pensava que sua questão eram os resultados. Sua questão, pensava ele, era ter uma boa teologia, compreender o que deveria estar acontecendo e todas essas coisas.

    Deus diz: “Deixe-Me mostrar a verdadeira questão”. Jonas 4:10:

    Tiveste compaixão da planta,
    pela qual não trabalhaste
    e que não fizeste crescer,
    que nasceu numa noite e numa noite pereceu.

    Jonas, veja Jonas 4:6: por que você ficou tão feliz com a planta?

    A resposta é — estou parafraseando, mas esse é o ponto —: “Porque, Deus, Tu não compreendes. Aquela planta me serviu. Fez-me feliz. Deu-me conforto. Trouxe-me prazer. Satisfez meu coração”.

    Então Deus o elevou a um nível superior e disse: “Examine sua alegria. O que o deixa tão feliz?”

    “Jonas, o que você não compreende é isto: você pensava que a questão era o missionário — você. Não se trata de você, Jonas. Você pensava que a questão eram eles, os ninivitas. Nem sequer se trata deles.”

    “Trata-se de Mim, Jonas. Isso Me faz feliz. Isso Me traz prazer. O objetivo é a Minha alegria. Você não percebe, Jonas?”

    Você ficou feliz porque aquilo lhe trouxe alegria. Eu fico feliz porque isso Me traz alegria.

    Jonas viu pela primeira vez: esse é o objetivo, a direção, aquilo que lhe faltava. Ele tinha todas aquelas outras questões, e agora a questão era como satisfazer o coração de Deus — satisfazê-Lo, proporcionar-Lhe alegria.

    O que O faz feliz? O que Lhe agrada? Naquele momento, Deus operou aquela mudança final.

    Evidências da mudança de Jonas

    Surge a pergunta, e vamos encerrar com ela: funcionou? Jonas foi transformado?

    O capitão Joe, ou quem quer que tenha sido, disse: “Funcionou”. Funcionou mesmo.

    Deixem-me apresentar duas evidências, a partir do capítulo 4 de Jonas, de que Jonas foi transformado, de que funcionou.

    A primeira evidência é esta: ele escreveu o livro. Escreveu o livro de Jonas.

    Vocês perceberam como ele escreveu o livro? Não está mais tentando proteger sua reputação.

    Ele sabia que Ed Miller o acharia um grande idiota ao ler esse livro, e não se importou, porque já não se trata mais dele.

    A maneira como escreveu o livro nos mostra que houve essa mudança gloriosa.

    Vocês perceberam como o livro termina? Deus tem a última palavra, e a lei do silêncio governa os lábios de Jonas. Ele não diz uma palavra. Funcionou.

    Este livro, assim como o livro de Atos, para, mas não termina. Ele continua. Jonas havia chegado a este ponto: “Entreguei-me ao Senhor. Abracei a graça de Deus. Cristo vive em mim”.

    “Agora compreendo todas aquelas questões, todas aquelas mudanças, todas aquelas atitudes. Não preciso me preocupar com os resultados. Não preciso me preocupar com minha reputação. Não preciso me preocupar em deixar toda a minha teologia perfeitamente alinhada e ligar todos os pontos.”

    “Não preciso me preocupar em compreender. Só preciso me preocupar com isto: proporcionei prazer a Ele? Satisfiz Seu coração?” Ele tinha uma nova direção.

    O sinal dado a esta geração

    Permitam-me sugerir, irmãos e irmãs, ao sairmos de Josué: este é o sinal, e nenhum outro sinal será dado a esta geração.

    Deus está à procura de um povo que se tenha entregado. Deus está à procura de um povo que tenha abraçado a graça de Deus — a salvação vem do Senhor.

    Deus está à procura de um povo que se tenha identificado com o Senhor Jesus em Sua morte, Seu sepultamento e Sua ressurreição, e que esteja permitindo que Cristo viva nele.

    Deus está à procura de um povo que não tenha questões próprias a defender, mas tenha uma direção. “Vivo para agradá-Lo. Vivo para satisfazer Seu coração.”

    Se Deus operar isso em nós, milhares virão a Cristo. Esse é o sinal que Ele deu. É isso que Ele está fazendo em nossos corações. É isso que Ele está fazendo em nossas vidas.

    Talvez sejam necessárias muitas tempestades para chegarmos lá. Talvez sejam necessárias algumas dessas coisas para nos levar até lá.

    Talvez muitas aboboreiras precisem ser cortadas enquanto Deus transfere suas afeições das coisas deste mundo — mutáveis, passageiras, que desaparecem — para o Seu coração.

    Mas, quando enxergamos esses grandes princípios, esse é o sinal. Que Deus opere isso em nós, individualmente e como corpo.

    Oração final

    Pai, nós Te agradecemos muito porque Tu tiveste a última palavra neste livro e porque Teu filho foi conduzido ao silêncio, à adoração e à humildade.

    Obrigado por cortares nossa aboboreira. Obrigado pelo vento oriental, pelas tempestades, pelo peixe e por todas as maneiras pelas quais Tu operas em um coração para nos conformar ao Senhor Jesus Cristo.

    Senhor, sabemos que Tu queres alcançar o mundo e que queres fazê-lo por meio do instrumento missionário. Pela Tua graça, nós nos oferecemos como canais missionários.

    Vai em nós, individualmente, em famílias e como corpo, como a expressão de Cristo no mundo. Forma em nós o Teu sinal, nós Te pedimos, em nome de Jesus. Amém.