Inclinemos o nosso coração e glorifiquemos o Teu nome.
Por favor, abram no livro de Apocalipse. Vamos ler Apocalipse 4:1-5 e Apocalipse 5:1-10.
Depois destas coisas, vi, e eis uma porta aberta no céu; e a primeira voz que ouvi, como de trombeta falando comigo, dizia: Sobe aqui, e mostrar-te-ei as coisas que devem acontecer depois destas.
Imediatamente fui arrebatado em espírito; e eis um trono posto no céu, e Alguém assentado sobre o trono;
E Aquele Que estava assentado era, na aparência, semelhante à pedra de jaspe e de sárdio; e havia ao redor do trono um arco-íris, semelhante à esmeralda na aparência.
E ao redor do trono havia vinte e quatro tronos; e sobre os tronos vi vinte e quatro anciãos assentados, vestidos de vestes brancas; e sobre suas cabeças, coroas de ouro.
E do trono procedem relâmpagos, vozes e trovões. E diante do trono ardiam sete lâmpadas de fogo, que são os sete Espíritos de Deus.
E vi na mão direita Daquele Que estava assentado sobre o trono um livro escrito por dentro e por fora, bem selado com sete selos.
E vi um anjo forte proclamando com grande voz: Quem é digno de abrir o livro e de desatar os seus selos?
E ninguém no céu, nem na terra, nem debaixo da terra, podia abrir o livro, nem olhar para ele.
E eu chorava muito, porque ninguém foi achado digno de abrir o livro, nem de olhar para ele;
E um dos anciãos me diz: Não chores; eis que o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu para abrir o livro e os seus sete selos.
E vi, no meio do trono e dos quatro seres viventes, e no meio dos anciãos, um Cordeiro em pé, como se tivesse sido morto, tendo sete chifres e sete olhos, que são os sete Espíritos de Deus enviados por toda a terra.
E Ele veio e tomou o livro da mão direita Daquele Que estava assentado sobre o trono.
E, quando Ele tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos.
E cantam um novo cântico, dizendo: Digno és Tu de tomar o livro e de abrir os seus selos; porque foste morto e, com o Teu sangue, compraste para Deus homens de toda tribo, língua, povo e nação;
E os fizeste reino e sacerdotes para o nosso Deus; e eles reinam sobre a terra.
Quando estivemos juntos da última vez, mencionamos que o livro de Apocalipse é o livro da revelação de Jesus Cristo. Na verdade, toda a Bíblia é a revelação de Jesus Cristo, mas especialmente este último livro. Ele se chama Apocalipse, isto é, Revelação, e o primeiro versículo do primeiro capítulo diz:
Revelação de Jesus Cristo, que Deus Lhe deu, para mostrar aos Seus servos.
Há uma coisa que está no mais íntimo do coração de Deus, e esta é a única coisa com a qual Deus Se preocupa e que deseja que conheçamos: a revelação de Seu Filho, Jesus Cristo. Na verdade, nada realmente importa a não ser a revelação de Jesus Cristo. Se temos a revelação de Jesus Cristo, temos tudo. Se não temos a revelação de Jesus Cristo, por mais que tenhamos, não temos nada.
É a revelação de Jesus Cristo. Quando Deus revela Seu Filho, então vemos Seu Filho. Para Deus, é revelação; para nós, é visão. Assim, mencionamos que, neste último livro, o livro de Apocalipse, há uma série de visões acerca de Jesus Cristo.
Da última vez que estivemos juntos, estávamos tratando da primeira visão. A primeira visão do Senhor Jesus, como a encontramos no livro de Apocalipse, está registrada em Apocalipse 1. João viu Alguém semelhante ao Filho do Homem em pé no meio de sete candeeiros de ouro.
Sabemos que esse Alguém semelhante ao Filho do Homem é o nosso Senhor Jesus — o Senhor ressurreto. Os sete candeeiros de ouro representam as sete igrejas da Ásia, que representam toda a igreja de Deus ao longo dos séculos. Nesta visão, vemos nosso Senhor Jesus como a gloriosa Cabeça de Seu Corpo.
O Corpo é a plenitude Daquele Que enche tudo em todos. Como precisamos ver nossa gloriosa Cabeça: como Ele é glorioso, como Ele é pleno — cheio de justiça, cheio de amor, cheio de sabedoria, cheio de poder e autoridade, cheio de beleza. Tudo o que Ele é se destina ao Corpo.
Em outras palavras, como Cabeça de Seu Corpo, Ele deseja encher Seu Corpo com aquilo que Ele é. Ao mesmo tempo, vemos que Aquele Que é semelhante ao Filho do Homem, no meio dos sete candeeiros de ouro, não é apenas a gloriosa Cabeça do Corpo, mas também o Sumo Sacerdote que serve no verdadeiro santuário.
Realmente damos graças a Deus porque, seja o que for que Ele espere que sejamos, Ele é o Sumo Sacerdote que nos supre para isso. Portanto, esta é a primeira visão que precisamos ter: o relacionamento de nosso Senhor Jesus, Que hoje está no céu, com Sua igreja, que agora está na terra. Esse relacionamento é o da Cabeça com o Corpo e o do Sumo Sacerdote com o templo.
Nesta manhã, gostaríamos de passar à segunda visão de nosso Senhor Jesus no livro de Apocalipse. Essa segunda visão se encontra em Apocalipse 4 e 5.
João disse que o céu foi aberto e que ele estava no Espírito. Ali, viu algo. Disse que viu um trono no céu.
Agora, queridos irmãos e irmãs, se o céu se abrir para nós, se estivermos arrebatados no Espírito, o que veremos no céu? Veremos o trono — o trono de Deus. Na terra, vemos a cruz; mas, no céu, vemos o trono.
Se não vemos o trono no céu, é porque o céu não está aberto para nós. Se não vemos o trono no céu, é porque não estamos arrebatados no Espírito. Quem estiver arrebatado no Espírito, e para quem o céu estiver realmente aberto — em outras palavras, quem tiver acesso ao céu e puder enxergar o que há nele —, invariavelmente verá uma coisa ali: o trono de Deus.
Não importa o que aconteça na terra, há uma coisa no céu que nunca muda: o trono de Deus. Quando João viu o trono no céu, viu que ele permanecia inabalável.
Sim, na história houve a rebelião do arcanjo. Na história houve a queda do homem. Mas nem a rebelião do arcanjo nem a queda do homem mudaram coisa alguma no céu. O trono de Deus continua ali. Ele nunca muda.
Vocês se lembram do que o salmista disse em Salmos 45:6:
O Teu trono, ó Deus, é para todo o sempre;
Cetro de equidade é o cetro do Teu reino.
O trono de Deus está no céu. Na terra há confusão. Na terra muitas coisas aconteceram, mas, no céu, o trono está estabelecido para todo o sempre.
Justiça e juízo são o fundamento do trono de Deus. Misericórdia e verdade vão adiante de Sua face. O trono de Deus está ali no céu, e o céu governa a terra. Não importa o que aconteça na terra, o céu está acima da terra. O céu governa e exerce autoridade suprema sobre as coisas da terra.
Queridos irmãos e irmãs, há uma coisa que precisamos ver: o trono de Deus. Muitas vezes, vocês sabem, estamos cercados pelas coisas que acontecem nesta terra. Ficamos ocupados com aquilo que nos confronta em nossas circunstâncias imediatas e perturbados com o que está acontecendo — talvez em nossa cidade, talvez em nosso país, talvez no mundo.
Quando nos ocupamos com essas coisas, perdemos de vista o trono de Deus. Às vezes, pensamos que o mal parece fazer o que quer. Parece que Satanás é realmente o governante desta terra.
Mas, queridos irmãos e irmãs, é justamente nessa hora que precisamos ter o céu aberto. Precisamos estar arrebatados em espírito. Precisamos ver o trono de Deus. Se o virmos, então nos elevaremos acima de nossas circunstâncias. Seremos libertos da confusão, da perturbação, da decepção e do desânimo. Estaremos unidos àquele trono e, por isso, poderemos ser reis e sacerdotes para Deus.
O trono de Deus — todo o poder e toda a autoridade — está ali. Tudo procede daquele trono. O que quer que aconteça na terra não está fora do poder e da autoridade do trono de Deus. Isso é algo que precisamos ver.
João viu o trono e Alguém assentado no trono. Sabemos que Aquele Que está assentado no trono é o nosso Deus. Mas, naturalmente, ninguém pode ver Deus. Deus é Espírito, e ninguém pode ver Deus.
O que João viu foi Alguém assentado no trono. Ele disse que Sua aparência era semelhante à pedra de jaspe e de sárdio. Em outras palavras, João não viu realmente Deus, porque Deus não podia ser visto; mas João recebeu uma impressão de Deus.
Deus nos é apresentado aqui por meio de cores. Você vê cores e, por meio delas, recebe uma impressão. A cor do jaspe é azul, como o céu; é uma cor azul. A cor do sárdio é vermelha. Há um arco-íris ao redor de todo o trono.
Quando vemos um arco-íris, geralmente vemos, no máximo, talvez um semicírculo. Mas aqui encontramos o arco-íris ao redor de todo o trono. É um círculo completo. Naturalmente, sabemos que um arco-íris é uma combinação de todas as cores, mas, nessa combinação, uma cor se destaca, porque ele é semelhante à esmeralda. A cor da esmeralda é verde.
Assim, queridos irmãos e irmãs, vocês veem aqui belas cores que nos dão uma impressão Daquele Que está assentado no trono: o azul, a cor celestial, que fala de Sua natureza celestial; o vermelho, a cor real, que fala de realeza; e o verde, a cor da vida.
A impressão que recebemos é que nosso Deus é tão celestial, tão majestoso e real, e tão cheio de vida. É como uma pedra. Uma pedra fala de estabilidade e permanência; e, por serem pedras preciosas, elas nos dão uma noção de valor.
Em outras palavras, a impressão criada por essa visão de Deus no trono é que nosso Deus é de imenso valor. Ele é firme como uma rocha, e é tão belo, celestial, real e cheio de vida. Este é o Deus Que está assentado no trono.
Agora, naturalmente, sabemos que Apocalipse 4 é uma descrição da glória do Criador. A glória do Criador se estende por todo o período da criação. Ali encontramos Deus no trono, reinando sobre Sua criação.
Toda a criação é representada pelos quatro seres viventes. Esses quatro seres viventes representam toda a criação diante de Deus, e os vinte e quatro anciãos representam o governo de Deus sobre Sua criação. Portanto, em outras palavras, encontramos aqui uma visão de Deus no trono, governando toda esta criação.
Não há interrupção. Não há intervalo. Desde o dia em que Deus criou toda a criação, Ele tem reinado sobre ela sem interrupção.
Então encontramos os sete Espíritos de Deus, como as sete lâmpadas de fogo que ardem ali, e havia relâmpagos e trovões. Em outras palavras, o trono de Deus é muito ativo. Não é que Deus tenha criado tudo e depois deixado a criação seguir seu próprio caminho.
Não. Ao criar o universo, ao criar as criaturas — toda a criação —, Deus reina e governa ativamente Sua criação. Relâmpagos e trovões descrevem ação, e isso se dá no poder e na energia do Espírito Santo.
Agora, irmãos e irmãs, eu realmente quero que vocês tenham essa impressão, porque estamos vivendo em uma época muito difícil. Estamos vivendo no fim dos últimos dias e, por estarmos vivendo em uma época assim, tantas coisas estão acontecendo na terra com tamanha intensidade e velocidade. Há tanta confusão.
Se não tivermos essa visão do trono de Deus — Daquele Que está assentado no trono e reina ativamente sobre toda a Sua criação —, irmãos e irmãs, nossa fé poderá perder seu foco. Poderemos perder a esperança, e nosso amor poderá esfriar. Portanto, é de importância vital que tenhamos a visão do trono de Deus.
Desde que Deus criou Sua criação, Ele está assentado no trono. Ele tem atuado no governo de Sua criação. Ele está reinando sobre Sua criação, e isso nunca muda. Não se deixem enganar pelo que lhes parece acontecer na terra, mas creiam no que Deus lhes revelou: Deus está no trono, e Ele de fato governa e reina sobre todas essas coisas.
Agora, embora em Apocalipse 4 não vejamos toda a criação ou as hostes angelicais louvando a Deus, vemos que elas são representadas pelos quatro seres viventes e pelos vinte e quatro anciãos.
Os quatro seres viventes, que representam a criação, clamam dia e noite:
Santo, santo, santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso,
Que era, Que é e Que há de vir.
Toda a criação está louvando a Deus, o Criador. Talvez vocês nunca vejam isso. É verdade que, quando olhamos para a história, toda a criação foi sujeita à vaidade e agora está sob o cativeiro da corrupção. Toda a criação geme.
Contudo, queridos irmãos e irmãs, se vocês se elevarem acima das aparências e entrarem na realidade, se forem libertos do tempo e entrarem na eternidade, o que verão? Verão toda a criação, representada pelos quatro seres viventes, louvando a Deus o tempo todo, sem fim — não gemendo, mas louvando.
Enquanto eles fazem isso, os vinte e quatro anciãos adoram a Deus e nos revelam o propósito da criação. Por que toda a criação está louvando a Deus? Porque Deus a criou para o Seu próprio prazer. Foi para o Seu prazer que todas as coisas foram criadas.
Em outras palavras, o propósito da criação é revelado. O propósito da criação é agradar a Deus, alegrar a Deus, satisfazer Seu coração. Toda a criação não foi criada para si mesma. Toda a criação foi criada para Deus e para a satisfação de Deus.
Este é o quadro que vemos em Apocalipse 4, mas ele é apenas parte da visão. Há outra parte que nos é mostrada em Apocalipse 5.
Em Apocalipse 5, parece que algo aconteceu. Apocalipse 4 não nos dá a impressão de que alguma coisa tenha acontecido. Desde o dia em que Deus criou, parece que tudo continua de acordo com o propósito de Deus, e nada realmente mudou. Graças a Deus, é assim.
Mas, quando chegamos a Apocalipse 5, percebemos que algo aconteceu. O Espírito de Deus reconhece que algo havia acontecido à criação. Houve a rebelião do arcanjo. Houve a queda do homem. Quando o homem caiu nas mãos de Satanás, Satanás organizou este mundo em um sistema para resistir a Deus.
Satanás se tornou o usurpador deste mundo. Posso dizer que ele era um invasor. Ele ocupou, por assim dizer, a criação de Deus e a organizou em um sistema mundial para resistir a Deus.
Mas, quando Apocalipse 5 começa, João viu Alguém assentado no trono, segurando um livro — um rolo — em Sua mão. Esse rolo estava escrito por dentro e por fora e selado com sete selos.
Esse rolo, como sabemos hoje, é o título de propriedade da criação. Deus criou toda a criação, e Ele detém o título de propriedade. Em outras palavras, Satanás pode usurpar toda esta terra, mas Deus não abriu mão de Sua propriedade.
Não pensem que, por Satanás parecer ocupar esta terra e usurpá-la, ele seja seu dono. Ele não é. A propriedade continua nas mãos de Deus.
Agora se faz ouvir a declaração do anjo forte:
Quem é digno de tomar o livro e de abrir os sete selos?
Em outras palavras, a propriedade está nas mãos de Deus, mas Deus precisa de Alguém para executar Sua vontade. Deus precisa de Alguém que traga toda a criação de volta a Ele, conforme Seu plano original.
Esse é o problema. O problema não está na propriedade; Deus nunca abre mão de Sua propriedade. O problema é: quem é capaz de retomar tudo e trazer toda a criação à sujeição ao propósito de Deus?
Aquele Que fará isso precisa ser digno. Por isso, faz-se ouvir a proclamação:
Quem é digno de tomar o livro e de abrir os sete selos?
Deve ter havido tamanha expectativa. Não havia ninguém digno no céu, na terra ou debaixo da terra. Não havia ninguém digno. O tempo começou a passar, e não houve resposta; ninguém se apresentou. João chorou muito.
Em outras palavras, ele pensou que tudo estava acabado. Toda a criação estava perdida. Agora ela estava fora das mãos de Deus, nas mãos de Satanás, e não seria recuperada nem libertada. Por isso, João chorou muito.
Então ele foi consolado por um dos anciãos, que disse: “Não chores. Há Alguém Que é digno”. Quem é Aquele Que é digno? O Leão da tribo de Judá e a Raiz de Davi.
Naquele momento, queridos irmãos e irmãs, João viu um Cordeiro em pé, como se tivesse sido morto recentemente. Ele Se aproximou e tomou o rolo da mão Daquele Que está assentado no trono. Quando Ele o tomou, os quatro seres viventes e os anciãos irromperam em louvores. Tocaram harpas e ofereceram o incenso, que são as orações dos santos.
Apocalipse 5 apresenta a cena da ascensão de nosso Senhor Jesus. No livro de Atos, o Senhor levou Seus discípulos ao monte das Oliveiras, e ali Ele foi elevado. Eles O viram subir, e então uma nuvem O recebeu, de modo que não puderam mais vê-Lo.
Mas eles continuavam olhando para cima, porque a nuvem subia, subia e subia. Dois homens vestidos de branco apareceram e disseram:
Homens galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, Que dentre vós foi recebido no céu, há de vir assim como para o céu O vistes ir.
Assim, nosso Senhor Jesus subiu ao céu, mas ninguém viu a cena de Sua ascensão — o que aconteceu quando Ele chegou ao céu. Sabemos que Ele chegou. Como sabemos? Porque, no dia de Pentecostes, o Espírito Santo foi derramado. Essa foi a evidência de que Ele havia chegado ao céu. Ele foi ungido, e então tudo desceu da Cabeça até a própria orla das vestes.
Mas ninguém viu a cena de Sua ascensão. Aqui, em Apocalipse 5, a cena de Sua ascensão nos é mostrada. Historicamente falando, Apocalipse 5 nos apresenta a cena da ascensão de nosso Senhor Jesus.
Por quê? Porque Ele estava ali como um Cordeiro recém-morto. Ele foi morto há dois mil anos, mas foi visto como um Cordeiro recém-morto. Haviam se passado apenas quarenta dias desde Sua ressurreição. Um Cordeiro recém-morto.
Quando Ele subiu ao céu, o que aconteceu? Ele tomou aquele rolo da mão de Deus. Em outras palavras, Ele foi constituído herdeiro de todas as coisas.
Vocês se lembram de Salmos 2:8. Deus disse:
Pede-Me, e Eu Te darei as nações por herança,
E os confins da terra por Tua possessão.
Aqui encontramos nosso Senhor Jesus. Ele é o herdeiro de toda a criação. Ele recebeu a propriedade de toda a criação. Ele é o herdeiro de todas as coisas, e agora cabe a Ele abrir os selos — isto é, executar a vontade de Deus e trazer todas as coisas à sujeição a Deus.
Ele é digno. Por quê? Porque Ele venceu. Ele venceu o pecado. Ele venceu a carne. Ele venceu o mundo. Ele venceu Satanás, que é o usurpador deste mundo. Em outras palavras, na cruz do Calvário Ele conquistou a vitória.
Ali, na cruz do Calvário, Ele levou nossos pecados — o Cordeiro de Deus Que tira o pecado do mundo. Ali, na cruz do Calvário, Ele eliminou o velho homem. Nosso velho homem foi crucificado com Ele, e a carne foi tratada.
Ali, na cruz, o mundo foi crucificado. Embora o mundo O tenha crucificado, na cruz Ele crucificou o mundo. Ali, na cruz, Ele despojou Satanás de seu poder e o expôs publicamente, triunfando sobre ele por meio da cruz.
Em outras palavras, aqui encontramos, neste Cordeiro, o único em todo o universo Que é digno. Ninguém jamais venceu o pecado. Ninguém jamais venceu a carne. Ninguém jamais venceu o mundo. Ninguém jamais venceu Satanás. Mas aqui encontramos nosso Senhor Jesus, o Vencedor.
Na cruz, Ele venceu o pecado, a carne, o mundo e Satanás. Porque Ele venceu, tem o poder de executar a vontade de Deus. É uma questão de dignidade, e Sua dignidade está fundamentada em Sua vitória.
Queridos irmãos e irmãs, nosso Senhor Jesus já conquistou a vitória na cruz do Calvário. Agora Ele está coroado de glória e honra. Foi constituído herdeiro de todas as coisas e está assentado à direita de Deus, esperando até que Seus inimigos sejam postos por estrado de Seus pés.
Ele trará tudo à sujeição a Cristo e, depois que isso estiver feito, devolverá todas as coisas a Deus. É isso que encontramos em 1 Coríntios 15.
O anjo declara: “O Leão da tribo de Judá venceu”. Mas, quando João olhou, viu o Cordeiro. A declaração apresenta um leão; a visão apresenta o Cordeiro.
O leão e o cordeiro são dois opostos. O leão fala de majestade, força e poder. O leão inspira temor e reverência. O leão devora.
Mas o cordeiro fala de mansidão e humildade. Um cordeiro nos dá uma impressão de amor. Um cordeiro se destina ao sacrifício. Em outras palavras, o leão e o cordeiro são dois opostos, mas vemos que estão unidos em Cristo.
O poder de leão de nosso Senhor Jesus está em Sua natureza de cordeiro. Há um Cordeiro no meio do trono.
É muito interessante observar como Salomão construiu seu trono. Se vocês lerem o Antigo Testamento, verão que Salomão construiu seu trono com leões ao redor, porque os leões falam de realeza e majestade. Contudo, aqui vemos que Aquele Que está no meio do trono é um Cordeiro.
O Cordeiro está no meio do trono. Em outras palavras, Sua vitória, Seu poder e Seu triunfo estão em Sua humildade e mansidão.
O que é humildade? O que é mansidão? Filipenses 2 diz que Ele, sendo em forma de Deus, não considerou a igualdade com Deus algo a que devesse Se apegar, mas esvaziou-Se a Si mesmo, tomando a forma de servo.
Ele assumiu a semelhança dos homens e, sendo encontrado em figura humana, humilhou-Se a Si mesmo, tornando-Se obediente até a morte, sim, a morte de cruz. Isso é humildade. Isso é mansidão.
Humildade e mansidão significam desprendimento de si mesmo. Aqui encontramos nosso Senhor Jesus vencendo o pecado, a carne, o mundo e Satanás por causa de Sua natureza de cordeiro — Seu desprendimento de Si mesmo, Sua disposição de esvaziar-Se, Sua disposição de humilhar-Se até a morte, Sua obediência ao Pai e Seu sacrifício de Si mesmo pelo mundo inteiro.
É aí que está Sua força. É aí que está Sua vitória: um Cordeiro no meio do trono.
O sacrifício é a imagem da glória do Redentor. No que diz respeito à redenção, o homem está no próprio centro da obra redentora de Deus.
É por isso que, quando os vinte e quatro anciãos e os quatro seres viventes cantam aquele novo cântico, ele é um cântico de redenção. Eles cantam sobre como Deus nos redimiu dentre toda tribo, língua, povo e nação, e nos fez reis e sacerdotes para Deus. Que redenção!
Mas, queridos irmãos e irmãs, vemos aqui que os santos, tendo sido redimidos, oram. Os vinte e quatro anciãos e os quatro seres viventes oferecem incenso, que são as orações dos santos. Em outras palavras, nós, que fomos redimidos, precisamos começar a orar imediatamente.
É por causa da oração da igreja que toda a criação está sendo restaurada a Cristo. Quanto ao fundamento, ele já foi lançado. O fundamento da vitória já foi lançado. Cristo já venceu toda força que impede a criação de alcançar o propósito de Deus.
Cristo quebrou todos os poderes que aprisionam a criação. Ele já venceu, e agora cabe à igreja orar:
Venha o Teu reino.
Seja feita a Tua vontade, assim na terra como no céu.
À medida que a igreja ora, a vitória de Cristo será aplicada a todas as coisas, até que todas as coisas sejam trazidas à sujeição.
Efésios 1:22-23 diz que Deus deu Cristo à igreja como Cabeça sobre todas as coisas, sendo ela o Seu Corpo, a plenitude Daquele Que enche tudo em todos.
Em outras palavras, somos reis e sacerdotes. Não pensem que seremos sacerdotes e reis apenas no milênio, no reino de Deus que há de vir. Não, irmãos e irmãs; Ele nos lavou com Seu sangue e nos fez reis e sacerdotes para Deus hoje.
Em que sentido somos reis e sacerdotes para Deus? No sentido de que, estando unidos a Cristo, somos sacerdotes que oram e reis que governam. A vitória de Cristo será aplicada a todas as coisas por meio da cooperação da igreja.
Costumo dizer que o trabalho da igreja hoje é concluir a operação de vitória. A vitória foi conquistada, e devemos avançar para eliminar a resistência restante — aplicar a vitória de Cristo e trazer todas as coisas à sujeição em Cristo. Essa é a missão confiada à igreja.
É por isso que o Senhor diz:
Tudo o que ligardes na terra será ligado no céu;
E tudo o que desligardes na terra será desligado no céu.
Reis e sacerdotes para Deus.
Ao ler Apocalipse 5, vocês imediatamente encontram as hostes angelicais e toda a criação começando a cantar hinos de louvor. É como se toda a criação tivesse sido restaurada. Ela já está restaurada.
Queridos irmãos e irmãs, quando olhamos para a história, temos o passado, o presente e o futuro. Mas, quando olhamos para a realidade, não há passado nem futuro; é sempre presente.
Portanto, embora esta seja a cena da ascensão de nosso Senhor Jesus, vemos toda a criação irrompendo em louvores, como se toda a criação tivesse sido restaurada. Historicamente, estamos aguardando a restauração de todas as coisas. Espiritualmente, tudo está restaurado.
Todo joelho já se dobrou. Toda língua já confessou que Jesus é Senhor. Oh, maravilhoso! Como isso é maravilhoso!
Queridos irmãos e irmãs, esta é uma visão que Deus deseja que tenhamos acerca de nosso Senhor Jesus: que vejamos o trono de Deus.
Se realmente virmos o trono de Deus, o primeiro efeito sobre nós será que nos submeteremos a Deus e à Sua autoridade.
De que adianta falar sobre o trono de Deus, pensando apenas em que o mundo reconheça Sua autoridade, se nós mesmos não conhecermos primeiro o trono de Deus? O trono de Deus que está estabelecido no céu precisa ser estabelecido em nosso coração.
Se o trono de Deus não estiver estabelecido em nosso coração, não vemos o trono de Deus no céu. O primeiro aspecto de ver o trono de Deus no céu é que nos inclinaremos diante de Deus e diremos: “Senhor, estabelece o Teu trono em meu coração”.
Se fizermos isso, então a autoridade e o poder do trono de Deus fluirão de nós. Não esperem que a autoridade e o poder do trono de Deus se manifestem em nós e por meio de nós se nós mesmos não nos submetermos à Sua autoridade.
Mas, se nos submetermos, então o trono de Deus manifestará seu poder e sua autoridade por meio de nós.
Quem está no meio do trono? O Cordeiro está no meio do trono. Irmãos e irmãs, se desejamos ter comunhão com o trono, precisamos ter a vida do Cordeiro.
Vocês sabem, em nossa mentalidade humana, é muito difícil ligar essas duas coisas. Não conseguimos ligar um leão a um cordeiro.
Antes de nosso Senhor Jesus ser crucificado, vocês se lembram de que João e Tiago vieram com sua mãe. Costumo rir disso, porque foi uma manobra e tanto — uma manobra engenhosa.
A mãe de João e Tiago, junto com eles — os três —, veio ao Senhor e disse: “Permite-nos pedir um favor; concede-o a nós”. Queriam que Ele assinasse um cheque em branco.
O Senhor disse: “O que vocês querem?”. Ela respondeu: “Que um dos meus filhos se assente à Tua direita, e o outro à Tua esquerda”. Em outras palavras, eles queriam trono e autoridade — um assentado à direita e outro à esquerda.
O Senhor disse:
Podeis beber o cálice que Eu estou para beber?
Podeis ser batizados com o batismo com que Eu sou batizado?
Sem realmente compreenderem o que isso significava, esses dois filhos estavam tão ansiosos pelo trono que disseram: “Sim, podemos”.
O Senhor disse:
Certamente bebereis do Meu cálice e sereis batizados com o batismo com que Eu sou batizado;
Mas o assentar-se à Minha direita e à Minha esquerda não Me pertence concedê-lo, mas é para aqueles a quem está preparado por Meu Pai.
Em outras palavras, não conseguimos ligar o trono ao batismo. Não conseguimos ligar o trono ao cálice. Para nós, o trono e o batismo são dois opostos. Se você é batizado, se bebe o cálice, está na posição mais baixa. Se está assentado no trono, está na posição mais alta.
Mas, queridos irmãos e irmãs, o que o Senhor está tentando nos ensinar é que há um Cordeiro no trono — um Cordeiro no meio do trono. Aquilo que Ele é, Ele colocou diante de nós como exemplo.
Se queremos chegar ao trono, precisamos ser como cordeiros, não como leões. Os discípulos tentaram alcançar o trono como leões; devoravam uns aos outros. Mas ali está o Cordeiro.
Se o espírito do Cordeiro não se manifestar em nossa vida, não estaremos no meio do trono. Nossa autoridade e nosso poder estão no espírito de Cristo.
Oh, queridos irmãos e irmãs, que possamos captar essa visão. Que possamos ver o Senhor no meio do trono. Que possamos ver que Deus reina. Que possamos ver que nosso Senhor Jesus já venceu.
Que possamos ver que Ele agora está executando a vontade de Deus em relação a toda a criação. Que possamos ver nossa parte nisso. É por meio da igreja que Deus trará todas as coisas à sujeição.
Um dia haverá a restauração de todas as coisas. Em outras palavras, toda a criação será restaurada ao plano original de Deus — criada para o Seu beneplácito. Louvado seja Deus.
Nosso Pai celestial, nós realmente oramos para que, pelo Teu Espírito Santo, nos seja concedida uma visão de Teu Filho como o Cordeiro no meio do trono.
Oh, que possamos ver que Ele venceu. Ele é o herdeiro de todas as coisas. Ele é digno de abrir o livro, e está executando a Tua vontade. Não há dúvida quanto ao resultado.
Senhor, também Te pedimos que, ao nos mostrares Teu Filho, nosso Senhor Jesus, como o Cordeiro no meio do trono, Tu nos ensines a lição que precisamos aprender.
Oh, que sejamos cheios do espírito do Cordeiro, para que tenhamos comunhão com o Teu trono e nos sejam concedidos autoridade e poder para trabalharmos Contigo na restauração de todas as coisas, para o louvor e a glória de Deus.
Em Teu precioso nome. Amém.