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THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
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    The Body of Christ © 2026 Christian Testimony Ministry
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    The Body of Christ
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    Kaung, Stephen

    O Corpo de Cristo e Seus Membros

    Por favor, abram em 1 Coríntios 12. Vamos ler 1 Coríntios 12:1-3, 12-13 e 27.

    Ora, acerca dos dons espirituais, irmãos, não quero que sejais ignorantes.
    Vós sabeis que, quando éreis gentios, éreis levados aos ídolos mudos, conforme éreis conduzidos.
    Portanto, vos faço saber que ninguém, falando pelo Espírito de Deus, diz: Jesus é anátema; e ninguém pode dizer: Jesus é Senhor, senão pelo Espírito Santo.

    Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros do corpo, sendo muitos, são um só corpo; assim também é Cristo.
    Pois em um só Espírito fomos todos batizados em um só corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres; e a todos nós foi dado beber de um só Espírito.

    Ora, vós sois o corpo de Cristo, e, individualmente, membros desse corpo.

    A Espiritualidade e o Corpo de Cristo

    Muitas vezes, pensamos em 1 Coríntios 12 como um capítulo sobre dons espirituais ou manifestações espirituais. De fato, é verdade que nesse capítulo encontramos manifestações espirituais — as manifestações do Espírito Santo por meio de dons nos membros do corpo de Cristo.

    Mas, ao lermos o primeiro versículo, descobrimos que esse capítulo, assim como os capítulos seguintes — do capítulo 12 até, pelo menos, o capítulo 15, se não até o capítulo 16 —, está sob o mesmo tema: acerca das coisas espirituais.

    É claro que, em inglês, seria muito estranho dizer: “Acerca de espiritual”. Espiritual o quê? É por isso que os tradutores procuram acrescentar algumas palavras para preencher essa lacuna. Essas palavras são acrescentadas de acordo com o entendimento deles. Portanto, na sua Bíblia, você pode encontrar essas palavras entre parênteses ou em itálico, para mostrar que não estão no texto original, mas foram acrescentadas pelo tradutor para completar o sentido.

    No original, está escrito simplesmente: “Acerca das coisas espirituais”. Se traduzirmos a palavra literalmente, teremos “acerca das coisas espirituais” ou “acerca da espiritualidade”.

    Do capítulo 1 ao capítulo 11, Paulo escreveu aos crentes de Corinto para corrigir certas condições e situações no meio deles. Em outras palavras, Paulo estava tratando da carnalidade — da falta de espiritualidade entre os crentes de Corinto. Muitas coisas eram feitas na carne: coisas da carne, coisas carnais.

    Agora, a partir do capítulo 12, Paulo se volta para outro assunto: as coisas espirituais, a espiritualidade. Ele os está instruindo a respeito do aspecto positivo da vida da igreja.

    Sob esse tema das coisas espirituais, ou da espiritualidade, várias coisas são mencionadas. No capítulo 12, embora os dons sejam mencionados, eles são mencionados em relação a algo mais fundamental do que os dons: o corpo.

    No capítulo 12, encontramos o corpo de Cristo. Por ser o corpo de Cristo, o Espírito Santo Se manifesta por meio do corpo, concedendo esses dons. No capítulo 13, encontramos a lei do corpo, que é o amor. No capítulo 14, encontramos a operação e o funcionamento desses dons no corpo. No capítulo 15, encontramos a ressurreição, porque a vida do corpo é uma vida de ressurreição.

    Nesses capítulos, Paulo toca nas realidades espirituais e trata da espiritualidade. Ao tratar das realidades espirituais, encontramos algo fundamental para o nosso entendimento da espiritualidade: o corpo de Cristo.

    A Realidade do Corpo de Cristo

    Aqui, em 1 Coríntios 12:27, encontramos:

    Ora, vós sois o corpo de Cristo, e, individualmente, membros desse corpo.

    Vocês são o corpo de Cristo.

    Sabem, queridos irmãos e irmãs, nosso corpo é muito importante, porque, sem um corpo, vocês não podem se expressar.

    No caso do nosso Senhor Jesus, Deus amou tanto o mundo. Mas como Ele poderia expressar Seu amor ao mundo de uma maneira que pudesse ser compreendida? Deus amou tanto o mundo que deu Seu Filho unigênito.

    O Filho unigênito de Deus teve de vir a este mundo para Se tornar homem. Em outras palavras, o Verbo teve de Se tornar carne. Ele teve de assumir um corpo, e foi nesse corpo que Ele nos revelou Deus e Seu amor.

    Vocês se lembram de Hebreus 10:5-7, que é uma citação de Salmos 40:6-8:

    Sacrifício e oferta não quiseste,
    Mas um corpo Me preparaste;
    Então Eu disse: Eis que venho
    — No rolo do livro está escrito a Meu respeito —
    Para fazer a Tua vontade, ó Deus.

    Em outras palavras, o Filho de Deus assumiu o corpo de um homem. Com esse corpo, Ele pôde fazer toda a vontade de Deus. Com esse corpo, Ele pôde expressar e manifestar o amor de Deus. Com esse corpo, Ele pôde ensinar e fazer coisas que nos revelaram Deus. Foi nesse mesmo corpo que Ele fez expiação pelos nossos pecados.

    Pensem: se Ele não tivesse um corpo, se não tivesse assumido esse corpo, como poderia manifestar e expressar, de maneira concreta, Seu amor, Sua sabedoria, Sua justiça e Sua santidade? Como poderíamos vê-Lo, ouvi-Lo ou tocá-Lo? Ele está além do nosso alcance.

    Portanto, foi em um corpo que Deus nos permitiu vê-Lo, ouvi-Lo e tocá-Lo. Nesse corpo, Ele cumpriu toda a vontade de Deus e realizou a obra da salvação. Como aquele corpo era importante para o nosso Senhor Jesus!

    Mas sabemos que esse corpo foi crucificado na cruz do Calvário. Foi partido. Então, no dia da ressurreição, quando nosso Senhor Jesus foi ressuscitado dentre os mortos, Ele assumiu um corpo espiritual. Com esse corpo espiritual, Ele subiu ao céu e agora está à direita do Pai.

    Contudo, embora agora esteja no céu em um corpo espiritual, Ele ainda deixou um corpo aqui na terra.

    No dia de Pentecostes, quando os 120 crentes estavam no cenáculo, o Espírito Santo veio sobre eles. Em um só Espírito, eles foram batizados em um só corpo.

    Daquele dia em diante, Cristo, que agora está no céu, pôde continuar a fazer e a ensinar como fazia quando estava em carne humana.

    A Continuidade da Obra de Cristo por Meio da Igreja

    Essa é a razão de termos o livro de Atos. Às vezes, o chamamos de Atos dos Apóstolos, mas no manuscrito original não havia esse título. As pessoas que reuniram os livros da Bíblia sentiram que era necessário dar-lhe um título. Ao lerem Atos, encontraram primeiro os atos do apóstolo Pedro, depois os atos do apóstolo Paulo, juntamente com os dos outros apóstolos; por isso, o chamaram de Atos dos Apóstolos.

    Mas, em Atos 1:1, Lucas diz que o primeiro tratado — isto é, o Evangelho segundo Lucas — tratava de tudo o que o Senhor Jesus:

    Começou a fazer e a ensinar.

    Nos Evangelhos, encontramos o que nosso Senhor Jesus começou a fazer e a ensinar por meio do corpo que assumiu no ventre da virgem Maria. Mas o livro de Atos registra o que Ele continua a fazer e a ensinar.

    Ele ainda continua em um corpo, mas agora em um corpo coletivo chamado igreja. Por meio desse corpo chamado igreja, Ele pode continuar a fazer e a ensinar. Ele pode realizar toda a vontade de Deus. Por meio desse corpo, Ele deve ser visto, ouvido e tocado, assim como foi há dois mil anos naquele corpo físico.

    Portanto, queridos irmãos e irmãs, aqui encontramos uma declaração de suprema importância:

    Vós sois o corpo de Cristo.

    Não está escrito: “Vocês serão o corpo de Cristo”. Não está escrito: “Vocês vão se tornar o corpo de Cristo”. Aqui está uma realidade espiritual, um fato, um fato eterno: vocês são o corpo de Cristo.

    Agora, será que realmente percebemos o que somos? Às vezes, ficamos familiarizados demais com os termos e, quando isso acontece, eles começam a perder o significado. Mas esse é um assunto de importância tremenda, vital.

    Esse “vós” não inclui apenas os crentes de Corinto; inclui também a nós, que cremos no Senhor Jesus. Inclui todos os que foram redimidos pelo Senhor. Em um só Espírito, todos fomos batizados em um só corpo, e somos o corpo de Cristo.

    A Libertação do Individualismo

    Irmãos e irmãs, vocês realmente pensam nesses termos — que somos o corpo de Cristo?

    Naturalmente falando, todos somos individualistas — muito individualistas. Todos somos indivíduos e, por sermos indivíduos, é fácil pensarmos de maneira individualista.

    Mesmo em nossa busca pelas coisas espirituais, tendemos a pensar de maneira individualista: “O que vou receber? O que posso receber do Senhor?”. Mesmo na busca pelos dons, perguntamos: “Que dom posso ter e demonstrar?”.

    Os crentes de Corinto tinham o mesmo problema. Eram extremamente individualistas e, por serem tão individualistas, era difícil expressar a vida coletiva.

    Agora, irmãos e irmãs, é verdade que todos somos indivíduos. Mas também precisamos enxergar que somos o corpo de Cristo. Somos o corpo de Cristo. Temos de pensar de maneira coletiva, em vez de pensar de maneira individualista. Precisamos ser libertos do individualismo.

    A única maneira de sermos libertos dele é por meio da operação da cruz, para que sejamos verdadeiramente introduzidos na realidade coletiva e comecemos a perceber que somos o corpo de Cristo — não no futuro, não como algo a que ainda precisamos chegar, mas agora mesmo.

    Quer você entenda isso ou não, quer perceba isso ou não, quer esteja vivendo nessa realidade ou não, nada disso muda esse fato eterno. É algo que Cristo fez. Cristo é Aquele que batiza, e Ele nos batizou no Espírito Santo em um só corpo. Ele já fez isso.

    Por ser algo que Ele fez, é um fato: somos o corpo de Cristo.

    A Honra e a Responsabilidade de Ser o Corpo de Cristo

    Pensem na honra e no privilégio que é ser o corpo de Cristo.

    Suponham que vocês fossem o corpo do presidente dos Estados Unidos. Tudo o que estivesse na mente do presidente, tudo o que ele quisesse fazer, seria realizado por meio desse corpo. Como esse corpo seria importante!

    Mas, queridos irmãos e irmãs, somos o corpo de Cristo. Isso é muito mais honroso do que ser o corpo do presidente dos Estados Unidos. Tudo o que está em Cristo hoje deve ser realizado, expresso e manifestado por meio de nós, como Seu corpo.

    Se falharmos com Ele como Seu corpo, então Ele não poderá ser visto, ouvido ou tocado. Ele continuará abstrato, intocável, impalpável, e nada da Sua vontade poderá ser feito na terra como é feito no céu. Pensem nisso.

    Por um lado, como é honroso e glorioso ser o corpo de Cristo! Mas, por outro lado, como é terrível falharmos com Ele! Irmãos e irmãs, será que percebemos isso?

    Sabemos que somos o corpo de Cristo? Paulo chegou a dizer que, se vocês corromperem o corpo, Deus os destruirá, porque esse corpo tem uma importância tremenda para Cristo, a Cabeça.

    Cristo deve ser expresso por meio de nós juntos. Cristo deve ser visto, ouvido e tocado pelo mundo por meio de nós, como Seu corpo.

    E se O representarmos de maneira errada? E se pecarmos contra esse corpo? Às vezes, pensamos no pecado apenas em termos individualistas. Se eu roubo alguma coisa ou faço algo errado, penso nisso simplesmente como meu próprio pecado. Mesmo na questão do pecado, toda a nossa ideia é individualista.

    Mas já consideramos que podemos pecar contra o corpo de Cristo? É claro que sabemos que não ousamos pecar contra Cristo. Quem ousaria pecar contra Cristo? Sabemos como seriam sérias as consequências.

    Contudo, será que alguma vez nos ocorre que pecar contra o corpo de Cristo é igualmente sério? Saulo perseguia os discípulos, os seguidores do nosso Senhor Jesus. No caminho de Damasco, o Senhor o encontrou e disse:

    Saulo, Saulo, por que Me persegues?

    Em outras palavras, tocar no corpo é tocar na Cabeça. Pecar contra o corpo é pecar contra a Cabeça. Mas, queridos irmãos e irmãs, como somos descuidados! Achamos sério pecar contra Cristo, mas não damos tanta importância a pecar contra o corpo.

    Se o Senhor abrir nossos olhos para vermos o corpo de Cristo como o vaso e o instrumento por meio do qual Cristo deve Se expressar, não pensaríamos duas vezes antes de fazer qualquer coisa que pudesse ferir o corpo?

    A Inseparabilidade de Cristo e Seu Corpo

    Há muitos anos, acho que em 1938 ou 1939, nosso irmão Watchman Nee estava na Inglaterra. Ele visitou um querido santo de Deus que, naquela época, tinha mais de noventa anos. Era o autor do livreto Segurança, Certeza e Gozo.

    Além da Bíblia, Segurança, Certeza e Gozo chegou a ter uma das maiores circulações de sua época. Muitas pessoas chegaram ao conhecimento de Cristo por meio desse livro, escrito por George Cutting.

    Naquela época, George Cutting tinha mais de noventa anos e estava muito debilitado. Estava acamado e, na maior parte do tempo, permanecia em uma espécie de inconsciência. Mas, de vez em quando, recobrava a consciência.

    Nosso irmão foi visitá-lo e se sentou ao lado da cama, esperando que ele despertasse. Quando George Cutting despertou e viu nosso irmão sentado ali, disse: “Eu não posso ficar sem Ele, e Ele não pode ficar sem mim”. Então repetiu isso e perdeu a consciência novamente.

    “Eu não posso ficar sem Ele.” Quem é “Ele”? É claro que é Cristo. Eu não posso ficar sem Cristo.

    Irmãos e irmãs, creio que vocês concordam com ele. Não podemos ficar sem o Senhor Jesus. Ele é a videira; nós somos os ramos.

    Sem Mim nada podeis fazer.

    Como é importante percebermos isso!

    Às vezes, algumas coisas precisam acontecer para que percebamos isso. Achamos que podemos ficar sem Ele. Achamos que há muitas coisas que conseguimos fazer muito bem. O Senhor diz: “Experimentem”. Tentamos e tentamos, e finalmente percebemos que é verdade: eu não posso ficar sem Ele.

    Como é glorioso não podermos ficar sem Cristo! Precisamos perceber isso.

    Mas George Cutting também disse: “Ele não pode ficar sem mim”. Ora, quem é você? Você é tão importante assim para Cristo? Certamente, sem você, Ele pode fazer muitas coisas — é o que talvez pensemos. Mas George Cutting disse: “Eu não posso ficar sem Ele, mas Ele não pode ficar sem mim”.

    Irmãos e irmãs, se enxergarem que somos o corpo de Cristo, então começarão a enxergar que isso é verdade: não podemos ficar sem Ele. O corpo não pode ficar sem a Cabeça. Mas é igualmente verdade que a Cabeça não pode ficar sem o corpo.

    Somos o corpo de Cristo. O que Ele pode fazer se não tiver a nós? Ele não poderá falar por meio de nós, ensinar por meio de nós nem fazer coisa alguma por meio de nós hoje. Ele não poderá estabelecer Seu reino hoje, glorificar o Pai hoje nem realizar a obra que deseja fazer hoje. Ele ficaria limitado, impedido e bloqueado.

    Oh, irmãos e irmãs, que honra é pensar que somos o corpo de Cristo! Ele não pode ficar sem nós.

    Se Ele depende tanto de nós, isso não é sério? Podemos brincar com essa ideia do corpo de Cristo?

    A Consciência do Corpo por Meio da Revelação

    Graças a Deus, por um lado, hoje muitas pessoas começaram a ter o conceito do corpo de Cristo. Há dez anos, pouquíssimas pessoas sequer tinham esse conceito. Agora, entre os cristãos, muitos têm pelo menos algum conceito do corpo de Cristo.

    Graças a Deus por esse conceito. Mas o corpo de Cristo é mais do que um conceito. Se vocês tiverem apenas um conceito do corpo de Cristo, não estarão vivendo na realidade dele.

    Vocês podem ter o conceito, mas ele continuar vago, nebuloso e abstrato. Pode não ter nada a ver com sua vida diária. Vocês podem continuar vivendo como individualistas enquanto mantêm um conceito do corpo, e isso parece não incomodá-los em nada.

    Mas, irmãos e irmãs, o corpo de Cristo deve ser uma consciência. Não deve permanecer apenas como um conceito na mente de vocês; precisa se tornar uma consciência no coração. Em outras palavras, precisamos ter consciência do corpo.

    Uma consciência não é algo que vocês possam fabricar. Vocês não ouvem uma mensagem sobre o corpo de Cristo e, então, adquirem essa consciência. Podem receber o conceito, mas a consciência precisa vir por revelação — por revelação.

    Como precisamos, sendo o corpo de Cristo, receber revelação do alto de que somos o corpo de Cristo! Ao receberem essa revelação, a consciência nasce no coração de vocês. Quando essa consciência cresce dentro de vocês, começa a dirigir, controlar, governar e regular sua vida.

    Como essa revelação vem? Sabemos, pelas Escrituras, que a revelação vem de duas maneiras.

    Às vezes, a revelação vem enquanto vocês esperam diante do Senhor. Na Sua luz, vocês veem a luz. Enquanto esperam no Senhor, buscam Sua face e buscam a Ele, o Espírito Santo, às vezes, revela Sua Palavra a vocês. Sua Palavra se torna viva e real para vocês. Isso é revelação.

    Às vezes, recebemos essa consciência por meio de uma revelação direta do Espírito Santo. Mas, em outras ocasiões — talvez com mais frequência —, a revelação vem depois que o Espírito Santo nos disciplina.

    Ele nos conduz a certas circunstâncias e, por meio da operação dessas circunstâncias, começa a nos quebrantar até o ponto em que começamos a enxergar o corpo de Cristo. Por meio das circunstâncias, Ele desfaz nosso individualismo.

    Vocês sabem como somos fortes como individualistas. Somos capazes de passar por muitas coisas e dizer que não precisamos de nossos irmãos e irmãs; podemos seguir sozinhos. Mas são necessárias circunstâncias para quebrar esse individualismo. Então começamos a enxergar que não estamos sozinhos, mas estamos no corpo de Cristo.

    Às vezes, por meio da disciplina do Espírito Santo, somos conduzidos à revelação. Mas, irmãos e irmãs, não se contentem apenas com o conceito do corpo de Cristo. Se isso for tudo o que vocês têm, ele não opera. Vocês podem viver em contradição com o próprio conceito do corpo de Cristo e nem perceber.

    Quando vocês recebem revelação, e essa revelação se aprofunda, a consciência passa a estar dentro de vocês. É quase como algo subconsciente — mais do que algo apenas consciente. Sempre que dizem ou fazem alguma coisa, de alguma maneira há, dentro de vocês, um alerta, uma restrição ou um impulso.

    Vocês estão edificando o corpo ou estão destruindo o corpo?

    Às vezes, podemos dizer coisas sem pensar. Mas, se vocês tiverem consciência do corpo, ela pode detê-los e perguntar: “O que você vai dizer ferirá o corpo? Edificará o corpo?”.

    Às vezes, vocês podem fazer alguma coisa aos seus irmãos e irmãs e não dar importância a isso. Mas, se tiverem consciência do corpo, ela os deterá, e vocês começarão a se perguntar se estão edificando o corpo ou destruindo-o.

    Irmãos e irmãs, precisamos estar diante do Senhor para que Ele nos dê consciência do corpo de Cristo. Somente depois de termos essa consciência do corpo começamos a viver no corpo.

    Agora, nós estamos no corpo; lembrem-se disto: somos o corpo, quer tenhamos consciência disso ou não. Mas, se vocês têm consciência disso, vivem no corpo. Se não têm consciência disso, vivem em si mesmos. Essa é a diferença.

    A Individualidade dos Membros

    Paulo continua:

    E, individualmente, membros desse corpo.

    Nós, seres humanos, temos a tendência de ir aos extremos. É muito difícil sermos equilibrados. Ou vamos para um extremo ou passamos para o outro.

    Às vezes, somos tão individualistas que só conseguimos pensar em nós mesmos como indivíduos. Não conseguimos enxergar o corpo de Cristo. Tudo o que conseguimos enxergar é “meu Senhor e eu”. Dizemos: “Não me importo com vocês, irmãos e irmãs. É apenas uma questão entre meu Senhor e eu”. Às vezes, assumimos essa posição e pensamos que ela é espiritual.

    Esse individualismo precisa ser quebrado. Vocês precisam enxergar que é mais do que “meu Senhor e eu”. É nosso Senhor e nós.

    Contudo, quando as pessoas começam a enxergar isso, tendem a passar para o outro extremo. Tudo se torna coletivo; não há nada individual. Eu chamo isso de tirania do corpo.

    Elas anulam as personalidades e os indivíduos, e tudo é coletivo. Tudo é o corpo. Em outras palavras, o corpo controla tudo. Mas, na verdade, não é o corpo que controla tudo; é um membro, ou alguns membros, usando o corpo para controlar todos.

    Como isso pode ser sério! Não dá liberdade aos indivíduos. Procura tornar todos uniformes. Todos precisam ser iguais. Isso não é o corpo; isso é uma massa de carne.

    Ser um corpo significa que há muitos membros, e todos os membros são diferentes. Paulo disse:

    Individualmente, membros desse corpo.

    Em outras palavras, não somos todos iguais. Somos todos membros diferentes.

    A Unidade da Vida e a Diversidade das Funções

    Quanto à vida, há uma só vida, porque a vida no corpo é uma só. A vida na minha mão é a mesma vida que está no meu estômago. Quanto à vida, a vida no corpo é uma só.

    Vocês não podem ter duas vidas no mesmo corpo. Se tiverem duas vidas no mesmo corpo, haverá uma guerra civil. Esse é o problema de muitos cristãos: eles vivem em guerra civil o tempo todo. Têm a vida de Cristo dentro de si, e sua vida adâmica ainda está ali; por isso, há um conflito contínuo.

    Coletivamente, é a mesma coisa. No corpo de Cristo, há uma só vida: a vida de Cristo. Se vocês permitirem que qualquer outra vida se introduza nesse corpo, terão problemas e dificuldades.

    É por isso que, no corpo de Cristo, não se pode permitir a entrada de nenhuma outra vida. Somente a vida de Cristo prevalece. Todas as outras vidas precisam ser eliminadas pela cruz.

    O corpo de Cristo significa a morte da vida do nosso eu. Se tentarmos introduzir nosso eu no corpo, imediatamente haverá mais de uma vida. Se houver mais de uma vida, esse corpo não poderá viver.

    Quanto ao corpo, há uma só vida: a unidade da vida do corpo. Somos um porque temos uma só vida. Essa é a unidade do corpo de Cristo.

    Mas, quanto às funções, somos membros uns dos outros. Somos membros individualmente. Cada um é diferente.

    Variedade. Diversidade. Deus não ama a uniformidade; Ele ama a variedade, porque somente com diversidade pode haver uma verdadeira expressão coletiva.

    Deus nos colocou no corpo de Cristo como membros individuais. Cada um de nós é diferente.

    Às vezes, vocês ouvem pessoas dizerem: “Não permitimos diferenças aqui”. Como assim, vocês não permitem diferenças?

    Se estiverem falando da vida, sim: no corpo não se admite uma diferença de natureza. Tem de ser a vida de Cristo. Pode haver graus diferentes, mas não uma vida de natureza diferente. Só pode haver uma vida.

    Mas, fora a questão da vida, irmãos e irmãs, o corpo de Cristo precisa permitir diferenças, porque Deus o fez assim. Se vocês não permitem diferenças, contrariam o próprio significado do corpo de Cristo.

    Somos membros individualmente. Deus não apenas fez cada um de nós fisicamente diferente — não há duas pessoas exatamente iguais —, mas também somos diferentes em nossa alma.

    Costumo dizer que nosso temperamento é a forma da nossa alma. Nossa alma tem uma forma, e essa forma é nosso temperamento. Algumas pessoas nascem mais lentas; outras nascem mais rápidas. Algumas são cuidadosas; outras são mais ousadas. Esses temperamentos são neutros.

    Vocês não podem julgar um temperamento como ruim e outro como bom. Eles são neutros. Deus os fez assim. Mas esses temperamentos precisam ser controlados e suavizados pelo Espírito Santo, pela vida de Cristo. Então todos são úteis.

    Se esses temperamentos estiverem sob seu próprio controle e forem usados por vocês mesmos, serão prejudiciais, quer vocês sejam lentos, quer sejam rápidos.

    Deus nos fez tão diferentes! Encontramos a mesma coisa em 1 Coríntios 12:4-6:

    Ora, há diversidade de dons, mas o mesmo Espírito.
    E há diversidade de ministérios, mas o mesmo Senhor.
    E há diversidade de operações, mas o mesmo Deus, Que opera tudo em todos.

    Quanto às funções do corpo, somos membros individualmente. Somos todos diferentes. Contudo, por trás de todas essas diferenças, há unidade.

    Quer o Espírito Santo Se manifeste em um membro ou em outro, em um dom ou em outro dom, ainda é a manifestação de um só Espírito. Há muitos serviços, mas há um só Senhor. Há muitas operações, mas o poder por trás delas é um só Deus. É unidade na diversidade.

    Irmãos e irmãs, lembrem-se: precisamos permitir diferenças. Não tentem fazer com que todos sejam iguais, fazendo a mesma coisa exatamente da mesma maneira. Isso não é possível, e não é a vontade de Deus.

    Precisamos ser o que somos — o que Deus nos fez ser, o que o Espírito Santo nos concedeu como Sua manifestação. Sejam fiéis nisso. Não tentem imitar. Não tentem copiar. Apenas sejam o que Deus os fez para ser.

    Se não estivermos nessa posição, não seremos capazes de manifestar Cristo como Seu corpo.

    A Necessidade da Dependência Mútua

    Queridos irmãos e irmãs, precisamos de equilíbrio. Por um lado, somos o corpo de Cristo. Temos de pensar de maneira coletiva. Seja o que for que façamos, seja o que for que digamos, em nossas ações e reações, não podemos pensar que estamos sozinhos.

    Às vezes, pensamos: “Bem, estou sozinho. Isso não vai afetar mais ninguém”. Não, você não está sozinho, porque somos o corpo de Cristo. Quer esteja em uma reunião, em casa, no escritório ou no seu quarto, você não está sozinho. Você é parte do corpo de Cristo.

    Isso deve governar nossas ações e reações, nossa fala, nossas obras e tudo o mais. Somos o corpo de Cristo.

    Contudo, por outro lado, isso não significa que deixamos de ser indivíduos. Mesmo no corpo de Cristo, somos membros individuais. Você é você, e eu sou eu. Somos todos diferentes.

    Mesmo na eternidade, o individualismo terá desaparecido, mas a individualidade permanecerá. Os doze fundamentos da cidade santa trazem os nomes dos apóstolos, e essas pedras de fundamento são diferentes. Não são pedras iguais — são doze pedras diferentes, todas expressando Cristo.

    É Cristo em Pedro, Cristo em João, Cristo em Tiago e Cristo em Paulo. Irmãos e irmãs, lembrem-se disto: precisamos manter firme o fato de que somos o corpo de Cristo.

    Quando enxergamos que somos o corpo de Cristo, percebemos que não podemos ficar sem Ele, e Ele não pode ficar sem nós. Quando enxergamos que somos membros individualmente, começamos a enxergar que não podemos ficar sem nossos irmãos e irmãs, e nossos irmãos e irmãs não podem ficar sem nós.

    Temos consciência disso? Temos consciência de que não podemos ficar sem nossos irmãos e irmãs? Temos consciência de que nossos irmãos e irmãs não podem ficar sem nós?

    Em 1 Coríntios 12, Paulo ilustra esse ponto. O olho não pode dizer ao ouvido: “Não preciso de ti”. O olho pode estar na frente, e o ouvido pode estar ao lado, mas o olho precisa do ouvido.

    Às vezes, vocês veem porque primeiro ouvem. Ouvem alguma coisa, viram-se e a veem. Se nunca ouvirem, quando a virem, talvez seja tarde demais.

    O mesmo acontece com a mão e os pés. A mão pode dizer: “Eu consigo segurar as coisas”. Muito bem, mas até onde você consegue alcançar sem a ajuda dos pés? Você só consegue alcançar uma distância muito limitada. Precisa dos pés para ajudá-lo a cumprir sua função.

    A função da mão é pegar e segurar, mas, para cumprir plenamente essa função, ela precisa da ajuda dos outros membros.

    Por um lado, somos membros individualmente e, por sermos membros individuais, temos nossas funções específicas. Contudo, para cumprir plenamente essas funções específicas, precisamos da ajuda dos outros membros.

    Sem os outros membros, por mais fielmente que vocês trabalhem até morrer, o que podem fazer é muito pouco e muito limitado. Como a mão: até onde ela pode alcançar sem os pés? Muito pouco. Vocês não conseguem cumprir sua função.

    Portanto, irmãos e irmãs, precisamos ter esta consciência: “Preciso dos meus irmãos e irmãs. Não posso ficar sem eles”. Mas, ao mesmo tempo, eles não podem ficar sem mim.

    Às vezes, pensamos: “Quem sou eu? Sou apenas um irmão pequeno. Sou apenas uma irmã pequena. Esses grandes irmãos e essas grandes irmãs — a igreja não pode ficar sem eles. Mas eu sou apenas um irmão pequeno ou uma irmã pequena. Se estou aqui, ninguém percebe; se estou ausente, ninguém sente minha falta”.

    Podemos dizer: “Se eu orar, isso não acrescenta nada às orações. Se eu ficar calado, isso não tira nada delas. Se eu louvar, o Senhor não será mais bem adorado; se eu não louvar, o Senhor não será menos adorado”. Não, irmãos e irmãs.

    Em vez de pensar assim, invertam esse pensamento. Digam: “Irmãos e irmãs, não me desprezem. Por menor que eu seja, vocês não podem ficar sem mim”.

    Vocês podem pensar que dizer: “Quem sou eu? Certamente vocês podem ficar sem mim” é humilde e espiritual. Não, isso é carnal. Para terem uma mente verdadeiramente espiritual, precisam enxergar que seus irmãos e irmãs não podem ficar sem vocês.

    Um corpo não pode ficar sem nenhum membro.

    Se um membro sofre, todos os membros sofrem com ele;
    Se um membro é honrado, todos os membros se alegram com ele.

    É verdade — é muito verdade. Às vezes, vocês pensam: “Bem, se eu estiver ausente, não tem problema”. Não, tem problema, sim. Se você está ausente, o corpo sofre.

    Às vezes, vocês pensam: “Se eu não funcionar, tenho apenas um talento. Vou embrulhá-lo e deixá-lo ali. Ninguém vai perceber”. Não. O corpo precisa de cada membro.

    Precisamos chegar a esta consciência: assim como não posso ficar sem Cristo, e Cristo não pode ficar sem mim, também não posso ficar sem meus irmãos e irmãs, e meus irmãos e irmãs não podem ficar sem mim.

    O Batismo em Um Só Corpo e o Beber de Um Só Espírito

    Finalmente, como entramos nesse corpo?

    Em 1 Coríntios 12:13, lemos que, em um só Espírito, fomos batizados em um só corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres.

    Esse é o significado do batismo no Espírito Santo. Hoje há muita confusão a respeito desse termo: o que é o batismo no Espírito Santo, ou com o Espírito Santo?

    Ao lerem as Escrituras, vocês descobrem que o batismo com o Espírito Santo se cumpriu no dia de Pentecostes e na casa de Cornélio. No dia de Pentecostes, os 120 foram batizados em um só Espírito em um só corpo. Mas, no dia de Pentecostes, todos eles eram judeus. Portanto, isso teve de se repetir na casa de Cornélio.

    Na casa de Cornélio, havia gentios reunidos. O Espírito Santo veio sobre eles, e foram batizados no mesmo Espírito no mesmo corpo. Por quê? Porque eram gentios.

    Assim, o batismo no Espírito Santo, ou com o Espírito Santo, se cumpriu no dia de Pentecostes e na casa de Cornélio. É um acontecimento histórico.

    Quando cremos no Senhor Jesus, o Espírito Santo não apenas nos regenera:

    O que é nascido do Espírito é espírito.

    No dia em que cremos no Senhor Jesus, nascemos do Espírito. O Espírito Santo renova nosso espírito, faz dele um espírito novo e vem habitar dentro de nós.

    Isso é pessoal. Mas, ao mesmo tempo, o Espírito Santo fez algo coletivo de que talvez não tenhamos consciência: Ele nos batizou no corpo de Cristo.

    Isso já foi feito. Pode ser facilmente comprovado. Logo depois de crer no Senhor Jesus, quando vocês encontram outro cristão, imediatamente sentem um vínculo. De onde vem esse vínculo? Vem do fato de vocês serem membros do mesmo corpo.

    Irmãos e irmãs, esse é o significado do batismo no Espírito Santo: fomos batizados em um só corpo. Quando vocês creem no Senhor Jesus, não são apenas regenerados como indivíduos; são batizados no corpo de maneira coletiva. Isso já foi feito.

    Mas por que, embora sejamos um só corpo e estejamos no corpo, muitas vezes não temos essa consciência nem vivemos na realidade do corpo de Cristo? Acho que é porque não continuamos a leitura.

    Pois em um só Espírito fomos todos batizados em um só corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres; e a todos nós foi dado beber de um só Espírito.

    Aí está a chave. Quanto a estar no corpo, entramos no corpo pelo batismo no Espírito Santo. Sim, isso já foi feito. Mas a todos nós foi dado beber de um só Espírito.

    Em outras palavras, não somos apenas batizados no Espírito; devemos beber do Espírito.

    Suponham que vocês sejam batizados em um rio. Há água por todos os lados; vocês estão cercados de água. Mas, para beberem a água, precisam recebê-la dentro de si. Vocês não bebem água derramando-a sobre a cabeça. Não bebem água simplesmente mergulhando o corpo nela.

    Isso é batismo. Mas, quando bebem, vocês abrem a boca e deixam a água entrar.

    O batismo é maravilhoso, mas beber é algo diário. Precisamos beber dia após dia. Vocês não podem dizer: “Bebi há três dias”. Não podem viver disso. Precisam beber continuamente — continuamente.

    O problema é que estamos no corpo, mas, se não bebermos do Espírito — se não recorrermos ao Espírito de Deus, não dependermos do Espírito de Deus, não vivermos pelo Espírito de Deus, não andarmos pelo Espírito, não fizermos as coisas de acordo com o Espírito e não permanecermos no Espírito —, então o corpo de Cristo não será real para nós.

    Se vocês estão na carne, seu próprio eu é real. Mas, se estão no Espírito, o corpo é real.

    Quando vocês vivem na carne, somente seu próprio eu é real. Nada mais é real. Mas, se beberem do Espírito, obedecerem ao Espírito Santo e viverem de acordo com o Espírito Santo, então o que acontece?

    No início do capítulo, está escrito que ninguém pode dizer:

    Jesus é Senhor,

    senão pelo Espírito Santo. Se vocês realmente vivem no Espírito Santo, então Jesus é Senhor na vida de vocês. Em outras palavras, Ele é a Cabeça.

    Sendo Ele a Cabeça, e mantendo-se vocês firmemente ligados à Cabeça, vocês vivem no corpo. Esse é o segredo. Não podemos viver no corpo à parte do Espírito Santo, porque é pela lei do Espírito da vida que podemos viver, seja individualmente, seja coletivamente.

    É por isso que Paulo disse:

    Enchei-vos do Espírito.

    Ser cheio do Espírito significa ser continuamente cheio, continuamente governado por Ele.

    Se estamos continuamente sob o governo do Espírito Santo, dizemos: “Jesus é Senhor”. Dizer “Jesus é Senhor” não significa apenas dizê-lo com os lábios. Vocês não podem dizer “Jesus é Senhor” em realidade, a não ser quando vivem no Espírito Santo.

    Então Jesus é Senhor e, tendo-O como seu Senhor, vocês podem viver como membros do Seu corpo.

    Exortação Final

    Irmãos e irmãs, isto é apenas um lembrete. Como encontramos nas Escrituras, precisamos ser lembrados. Pedro disse, em essência: “Sei que vocês conhecem essas coisas, mas sinto que é meu dever lembrá-los”.

    Às vezes, precisamos ser lembrados de que somos o corpo de Cristo e, individualmente, membros desse corpo. Vivam pelo Espírito, e viverão na realidade do corpo.

    Oração

    Ó Pai celestial, nós Te louvamos e Te agradecemos porque isto é algo glorioso que Tu realizaste. É por meio da Tua obra redentora, consumada na cruz, que hoje tomaste para Ti uma vida coletiva e nos colocaste nesse corpo, estabelecendo-nos ali como membros uns dos outros.

    Isto é algo que Tu fizeste. Oh, como Te louvamos e Te agradecemos porque nada pode mudar isso!

    Mas, Senhor, queremos ter consciência disso, para realmente expressar esse corpo e funcionar como membros nesse corpo. Pedimos que abras nossos olhos e nos conduzas a essa consciência.

    Que não seja algo em que precisemos pensar para viver, mas que se torne algo tão sobrenaturalmente natural dentro de nós que, mesmo de maneira subconsciente, tenhamos consciência disso.

    Senhor, oramos para que sejamos verdadeiramente membros uns dos outros no Teu corpo, para que Tu sejas visto, ouvido, tocado, vivido e expresso; para que realizes tudo o que precisa ser feito na terra como é feito no céu.

    Assim, nós nos oferecemos a Ti. Amém.