Nesta manhã, vamos nos voltar para o Salmo 2.
Estou lendo a American Standard Version, de 1901.
Por que se enfurecem as nações,
E os povos meditam coisas vãs?
Os reis da terra se posicionam,
E os governantes se aconselham juntamente,
Contra o Senhor e contra o Seu Ungido, dizendo:
Rompamos os Seus laços,
E lancemos de nós as Suas cordas.Aquele que está assentado nos céus rirá:
O Senhor zombará deles.
Então lhes falará na Sua ira,
E os perturbará no Seu intenso furor:
Contudo, estabeleci o Meu Rei
Sobre o Meu santo monte de Sião.Proclamarei o decreto:
O Senhor Me disse: Tu és Meu Filho;
Hoje Te gerei.
Pede-Me, e Te darei as nações por Tua herança,
E os confins da terra por Tua possessão.
Tu os quebrarás com uma vara de ferro;
Tu os despedaçarás como um vaso de oleiro.Agora, pois, sede prudentes, ó reis:
Deixai-vos instruir, juízes da terra.
Servi ao Senhor com temor,
E regozijai-vos com tremor.
Beijai o Filho, para que não Se ire, e pereçais no caminho,
Pois em breve se acenderá a Sua ira.
Bem-aventurados todos os que Nele se refugiam.
Vamos orar mais uma vez.
Pai, já nos entregamos a Ti, mas, Senhor, queremos reconhecer na Tua presença que, separados de Ti, quer estejamos falando ou ouvindo, nada podemos fazer. Nós Te agradecemos, amado Senhor, porque Tu providenciaste essa unção; e, pela fé, nos colocamos nesta manhã nessa unção, tanto para falar como para ouvir.
Senhor, que possamos nos encontrar Contigo e receber de Ti. Que este seja, aos Teus olhos, um tempo frutífero, porque a Tua Palavra encontra um lugar onde habitar, onde se alojar, em nosso coração. Pedimos isso em nome de nosso Senhor Jesus. Amém.
A pequena expressão que tomei como tema para aquilo que o Senhor me deu está em Isaías 62:1.
Por amor de Sião não me calarei,
E por amor de Jerusalém não descansarei,
Até que a sua justiça saia como o resplendor,
E a sua salvação como uma lâmpada que arde.
Por amor de Sião.
Nesta manhã, quero falar sobre a batalha por Sião. Um pouco mais adiante, falaremos sobre o verdadeiro significado de Sião, mas quero introduzir todo esse assunto falando da tremenda batalha e do conflito que se trava em torno daquilo que Deus chama de Sião.
Este segundo Salmo, que lemos juntos, é o que chamamos de salmo messiânico. Isso é reconhecido por todos os estudiosos da Bíblia. No ano passado, consideramos outro salmo messiânico bem conhecido, o Salmo 110. O Salmo 22 é outro salmo messiânico bem conhecido, assim como o Salmo 24. Este segundo Salmo é provavelmente o mais conhecido de todos os salmos messiânicos.
O que queremos dizer com salmo messiânico? Queremos dizer um salmo profético, que prediz e profetiza a vinda, a obra e a glória do Messias.
Este Salmo sempre foi aceito, tanto por fontes judaicas como cristãs, como essencialmente messiânico, e é citado várias vezes no Novo Testamento. Em outras palavras, este Salmo tem tudo a ver com o Messias, o Senhor Jesus.
As fontes judaicas nunca explicaram adequadamente o que significa Salmos 2:12:
Beijai o Filho, para que não Se ire.
Quem é o Filho, se não Jesus, o Filho de Deus?
Como eu disse, este Salmo é mencionado e citado várias vezes no Novo Testamento, sempre de maneira importante. Ele contém verdades de importância vital relacionadas ao propósito de Deus nesta era e ao conflito que se trava em torno desse propósito.
Creio que ele tem uma relevância especial para nós no fim desta era. Embora este Salmo específico vá ao cerne de toda a questão ao longo das eras, abordando o pensamento central de Deus, o desejo de Seu coração e o tremendo antagonismo dos poderes das trevas em relação a isso, ele se refere de modo particular ao fim desta era.
No fim desta era, toda essa batalha vai se intensificar. Vai chegar ao seu clímax. Se estou certo, creio que você e eu estamos vivendo nessa parte da era. Portanto, estamos testemunhando esse conflito chegar ao seu clímax.
Vamos examinar este Salmo mais de perto. Primeiro, observe a batalha que se trava em torno do propósito do Senhor. Em Salmos 2:1, há nações e povos; em Salmos 2:2, há reis e governantes. Esse furor abrange toda a terra: nações, povos, reis, governantes.
Qual é o alvo desse furor?
Por que se enfurecem as nações,
E os povos meditam coisas vãs?
Os reis da terra se posicionam,
E os governantes se aconselham juntamente,
Contra o Senhor e contra o Seu Ungido.
Seu Ungido, em hebraico, é Seu Messias. Contra o Senhor e contra Seu Messias — contra Seu Ungido. Esse é o cerne do conflito.
Graças a Deus, o cerne do conflito não é você nem eu, nem nossa obra ou nosso ministério. É, essencialmente, o Senhor e Seu Messias. Esse é o cerne da questão.
Às vezes, tendemos a pensar que somos o centro de toda essa batalha, já que ela se trava ao nosso redor e nos envolvemos nela. Pensamos: “Bem, eu! Ah, mas o inimigo nem precisaria de tudo isso. Para ele, sou presa fácil. Não sou páreo para ele”.
Você realmente acha que o inimigo está tão agitado por minha causa ou por sua causa? É claro que não. Bastaria ele soprar sobre você, se a graça de Deus não se interpusesse entre você e o inimigo. Isso seria tudo o que ele precisaria fazer, e você cairia num instante. Mas é a graça de Deus que se interpõe entre você e o inimigo.
Lembro-me de, certa vez, observar nosso gato, que era uma figura bastante excêntrica — o gato de estimação que tínhamos em casa. Ouvi um ruído absolutamente extraordinário, uma espécie de matraquear, e não conseguia imaginar o que era. Parecia quase mecânico.
Entrei no quarto e vi nosso gato no parapeito da janela. Do outro lado do vidro, bem perto, havia um galho de árvore com um pássaro muito bonito e dois filhotes. Nosso gato matraqueava de raiva. Via uma refeição literalmente ao alcance da pata, mas, infelizmente, o vidro se interpunha entre ele e o pássaro.
Tudo o que ele podia fazer era matraquear atrás da janela, e o pássaro parecia saber disso. Ficava saltitando, olhava para ele e se divertia à vontade.
Isso me fez lembrar muito daquela palavra:
Preparas uma mesa perante mim
Na presença dos meus inimigos.
Os inimigos estão ali, mas graças a Deus pelo véu invisível da graça que se interpõe entre nós e o inimigo.
Voltando ao ponto: o principal alvo do inimigo não somos você e eu. Não somos nada. Ele poderia nos esmagar num instante, não fosse a graça de Deus. Aquilo contra o qual seu furor se dirige, e sobre o qual seu antagonismo se concentra, é o Senhor e Seu Ungido.
Porque fomos redimidos pelo Ungido do Senhor, salvos pelo Ungido do Senhor e unidos ao Ungido do Senhor numa união eterna, também nos tornamos alvo de sua ira.
Às vezes, o inimigo sussurra aos cristãos — e talvez valha a pena dizer isso, embora a maioria dos mais jovens tenha saído. Isso também acontece com os mais velhos. O inimigo vem e sussurra em nosso ouvido: “Escute, não faz sentido você ser tão inteiramente dedicado como cristão. Por que tanta dedicação? Você está apenas atraindo conflito. Está se metendo numa grande batalha, e não há necessidade disso”.
“Por que você não se torna um pouco mais mundano? Por que não cede só um pouquinho? Na verdade, por que não volta para o mundo? Você vai se divertir. Para que enfrentar toda essa ira do inimigo? Para que ter de ir contra a corrente do mundo?”
Muitas vezes, ouvi jovens chegarem até mim e dizerem coisas assim: “Ah, é tudo uma batalha tão grande. Sinto que ninguém gosta de mim. Sinto que tudo está contra mim. Seria muito mais fácil se eu voltasse”.
São exatamente como os filhos de Israel, lembrando-se das cebolas, do alho e dos alhos-porós do Egito. Mal haviam atravessado o mar Vermelho, estando no deserto e a caminho da Terra Prometida, quando, de repente, toda a servidão do Egito, todas as moscas do Egito, toda a escravidão do Egito e todo o lado sombrio do Egito desapareceram. Só conseguiam pensar naquela comida tão gostosa e temperada.
Agora, sei que, para muitos americanos, cebolas, alhos-porós e alho não seriam coisas pelas quais sentir saudade do Egito. Mas, para os filhos de Israel, eram coisas que de repente voltaram à memória. Lembraram-se da única coisa boa do Egito.
Não é uma coisa estranha? Isso acontece repetidas vezes conosco depois que encontramos o Senhor. O inimigo volta e diz: “Você se lembra dos dias em que era tão feliz? Lembra-se daqueles dias em que não havia batalha nenhuma, não é? Era antes de você ser salvo. Agora, se voltasse, teria aquela paz outra vez”.
O inimigo nunca diz: “Você terá a servidão e a escravidão, e seu último estado será pior que o primeiro”. Ele simplesmente diz: “Volte, e você vai se divertir”.
Quando alguém é salvo pelo Filho, quando o Senhor Jesus realmente coloca Seu próprio nome sobre você, isso é para sempre. Você pode ser um filho pródigo, mas é uma pessoa marcada aos olhos dos poderes das trevas. Eles vão perseguir você, e perseguir, e perseguir, e destruiriam tudo em sua vida, não fosse a graça de Deus.
O caminho de quem se afasta do Senhor é sempre maravilhoso no começo, mas o fim é sempre trágico.
Anos atrás, quando começamos a nos reunir em Richmond, havia dois irmãos conosco. Lembro-me muito bem de como caminharam com o Senhor por algum tempo e suportaram tanta batalha e tanto conflito, especialmente em torno do estabelecimento dos caminhos do Senhor entre nós, bem no início.
Então, de repente, tiveram o que julgavam ser uma revelação: estávamos todos errados. Depois de refletirem sobre isso por algum tempo, vieram nos dizer que não apenas estávamos todos errados, mas que a coisa toda era do diabo.
Ouvi com muita calma e perguntei por que pensavam assim. Deram este motivo, aquele motivo e mais outro. Mas então disseram: “Aqui está a maior prova. Desde que nós dois percebemos isso, temos nos levantado às cinco da manhã e passado duas horas e meia em nosso tempo devocional”.
“Ah, é mesmo? Há quanto tempo vocês estão fazendo isso?”
“Há três semanas.”
“Duas horas e meia?”
“Sim”, disseram, encarando-me com um olhar duro. “Você está se levantando às cinco?”
Bem, eu não podia dizer que estava. Além disso, quando me levantava, achava o tempo devocional uma verdadeira batalha, como se, às vezes, todo o inferno tivesse sido solto.
Aquilo me atingiu o coração como um tiro. Então comecei a pensar: “Será que eles têm razão?” Perguntei a alguns dos outros irmãos: “Vocês acham fácil se levantar?” Nenhum deles achava. Todos tinham a mesma sensação de opressão, pressão e batalha.
Mas aqueles dois estavam na glória. Diziam: “Ah, temos vivido em perfeita felicidade. Temos estado no paraíso. Parece a própria glória”.
Seis meses depois, ambos se afastaram espiritualmente e, desde então, têm vagado pela terra distante — há vinte anos.
Quando você pensa nisso, é claro que é lógico e racional. Se o inimigo pudesse capturar você, obviamente diria: “Agora, recuem — todo o exército do mal, recuem. Deixem que se divirtam. Deixem que pensem que é glorioso. Não os ataquem. Não os pressionem. Não lhes deem nenhum sinal de nossa presença. Deixem que sintam como se estivessem na glória”.
“E então, quando os tivermos em nossas mãos, vamos pulverizá-los.”
Queridos amigos, o triste fato é este: se você foi salvo, é uma pessoa marcada. Então, nem deveria ter sido salvo, para começo de conversa — não, não. Não importa aonde você vá, mesmo que vá para a terra distante. Você é uma pessoa marcada, e o inimigo sabe disso.
Por causa disso, ele vai odiar você, assim como odiou o povo judeu durante todos os anos de sua rejeição ao Messias. Ainda assim, eles são um povo marcado, e por isso ele os odeia.
Da mesma forma, mesmo que você se desviasse para os caminhos do inimigo e cedesse, e cedesse, ainda assim ele nos odeia. É por isso que, mesmo nos grandes sistemas denominacionais, o inimigo trabalha, trabalha e trabalha, até levar algo para tão longe que isso negue e contradiga seus próprios fundamentos.
Ele odeia qualquer vínculo com o nome do Senhor naquilo — suas próprias origens, sua própria história.
Portanto, querido povo de Deus, isso é, de certo modo, um grande encorajamento. Escutem isto: se o furor do inimigo é contra o Senhor e contra Seu Ungido, sabemos Quem vai vencer. É simples assim.
Se fosse eu, se fosse você, se fôssemos nós, eu teria os mais terríveis temores hoje. Olharia para vocês e pensaria: “Será que vão aguentar?” Olharia para mim mesmo e diria: “Será que ele vai suportar? Quando o inimigo realmente vier com toda a força, será possível atravessar tudo isso?”
Mas, quando sei que o verdadeiro alvo do furor do inimigo é o Senhor e Seu Messias, então sei que a batalha já está ganha. Já está ganha. Por isso, posso descansar nessa certeza.
Sei que o melhor é andar com o Senhor, o melhor é ser encontrado no centro de Sua vontade e o melhor é estar envolvido no desejo de Seu coração. Para ser bem sincero, aonde quer que você vá, vai enfrentar o inimigo. Então, francamente, agora que você foi salvo e redimido, por que não ir até o fim?
Pelo menos assim conheceremos a glória que virá depois e chegaremos, pela graça de Deus, ao trono de Deus. Estaremos na Sião de Deus, que é eterna. Portanto, o melhor é ir até o fim com o Senhor.
Vejam estes pensamentos maravilhosos. Esta palavra, enfurecer-se, em hebraico, significa realmente “estar em tumulto” ou “em agitação”. Por que as nações estão agitadas? Por que estão em tumulto?
Raging é uma bela palavra em inglês porque traz esse sentido de inquietação — de agitar-se como um mar enfurecido. É uma boa palavra para descrever isso.
Os povos meditam coisas vãs.
Meditar coisas vãs é imaginar ou elaborar coisas vãs. As palavras coisas vãs significam algo vazio. Eles estão elaborando coisas vazias.
Às vezes, as coisas vazias que eles elaboram nos parecem muito concretas, muito complexas e muito terríveis. Mas a Palavra de Deus diz que são coisas vazias. Por quê? Porque são dirigidas contra o Senhor e Seu Ungido. Portanto, são vazias e vãs.
Então lemos sobre os reis da terra se posicionando e os governantes se aconselhando. “Posicionar-se” significa exatamente o que diz: colocar-se num posto ou tomar posição.
Toda a hierarquia do mal se posicionou como para uma batalha. Tomou sua posição como para uma batalha. Assumiu uma posição militar contra o Senhor e Seu Messias, Seu Ungido.
“Aconselhar-se” também é uma expressão interessante. Significa sentar-se bem perto uns dos outros. Gostaria que os crentes às vezes fizessem isso. Muitas vezes estamos muito afastados uns dos outros, mas esses poderes das trevas, que dão impulso à carne e ao sangue, aconselham-se juntamente. Sentam-se bem perto uns dos outros.
Reúnem-se em conclave, como diz Gesenius — todos numa ligação muito estreita entre si. Se os crentes estão desunidos, os poderes das trevas não estão. Eles têm um objetivo que governa e abrange tudo, e isso lhes dá harmonia, unidade e coesão.
A rebelião que está no cerne de toda essa questão aparece nestas palavras:
Rompamos os Seus laços,
E lancemos de nós as Suas cordas.
É o mistério da iniquidade. O cerne de toda a questão é: “Não queremos o governo de Deus. Não queremos o governo de Seu Ungido. Não queremos Sua lei. Não queremos Sua Palavra. Não toleraremos Sua verdade”.
Por trás de toda carne e sangue, por trás de todas as ideologias e filosofias, por trás de todas as teorias humanas, erguem-se esses grandes principados e potestades, esses dominadores mundiais destas trevas, essas hostes de espíritos malignos nos lugares celestiais.
Abram em Efésios 6:12. O apóstolo Paulo define e descreve esses poderes espirituais que estão contra nós:
Porque a nossa luta não é contra carne e sangue, mas contra os principados, contra as potestades, contra os dominadores mundiais destas trevas, contra as hostes espirituais da maldade nos lugares celestiais.
Aqui vocês têm toda uma hierarquia do mal. Principados são príncipes — isto é, o topo. Eu venho de um reino, e falaríamos de reis ou rainhas. Aqui vocês vivem numa república, e teríamos de falar de um presidente.
Se pensarmos dessa forma, diríamos: “Nossa luta não é contra carne e sangue, mas contra o presidente; contra as potestades”, isto é, os executivos logo abaixo — como o Pentágono, como o Departamento de Estado, os executivos, aqueles que fazem as coisas funcionar.
Não conheço muito bem o sistema de governo de vocês, mas, na verdade, é o mesmo em toda parte. Primeiro há o topo, o verdadeiro chefe supremo. Depois vêm os executivos e, em seguida, os dominadores mundiais destas trevas.
Esta é a expressão mais interessante, porque significa que todas as trevas morais e espirituais são governadas por seres espirituais.
Isso significa que algo como o islamismo, que pode manter milhões sob seu domínio, tem um ser espiritual por trás — ditando e dirigindo. É um dominador mundial das trevas.
O mesmo acontece com muitas outras formas de filosofia: meditação transcendental, ioga, teosofia, espiritismo e todas essas coisas. São dominadores mundiais das trevas. Essas coisas não são meramente criações humanas. São coisas que vieram do abismo e escravizam homens e mulheres.
É a maneira pela qual os principados e potestades prendem e acorrentam homens e mulheres, mantendo regiões inteiras do mundo em completa servidão e escuridão.
Depois temos as hostes de espíritos malignos. Ainda são poderosos, mas são seres menores, se vocês entendem o que quero dizer. Sua autoridade e seu poder são limitados em comparação com os outros. Mas, literalmente, o texto diz: “hostes de espíritos malignos”.
A maioria de nós nunca enfrentou um principado ou uma potestade, ou provavelmente nem mesmo um dominador mundial das trevas. Mas todos nós já enfrentamos alguns desses espíritos malignos. Eles provocam transtornos no lar, nos negócios e na comunidade. Vocês sabem o tipo de coisa — tudo acontece nos bastidores.
As pessoas dizem: “Minha nossa, que pregador místico! Por que você não fala de coisas práticas? Afinal, estamos vivendo num mundo de carne e sangue. Pela maneira como ele fala, parece que voltamos à Idade das Trevas, à Idade Média”.
Ora, queridos amigos! Basta haver um ou dois marxistas numa fábrica, e a fábrica inteira pode entrar em ebulição. Vimos muito disso do nosso lado do Atlântico.
Um homem vai soprando pequenas ideias. Não é tão tolo a ponto de começar falando do Kremlin ou de ideologia, mas fala dos problemas reais que existem. Explora esses problemas, explora e explora, e a fábrica inteira fica em apuros.
Temos isso em nossos sindicatos de professores, em nosso sistema educacional e em todo tipo de coisa. Se uma pessoa pode fazer isso, amigos, é lógico que nós, que cremos num mundo espiritual por trás da carne e do sangue, reconheçamos que esses seres estão trabalhando para espalhar essas coisas: para desorganizar, frustrar, deixar as pessoas perplexas, confundir, introduzir insinuações, introduzir mentiras e introduzir espíritos enganadores, de modo que haja erro e muito mais.
Tudo isso serve apenas para nos amedrontar? Vejam 2 Coríntios 10:3-5.
Porque, embora andemos na carne, não guerrearmos segundo a carne
(pois as armas da nossa guerra não são carnais, mas poderosas diante de Deus para a destruição de fortalezas),
Derrubando imaginações e toda altivez que se exalta contra o conhecimento de Deus,
E levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo.
Não é interessante? Fortalezas — fortalezas do pensamento. Isso significa que existem fortalezas e redutos gigantescos. “Imaginações” significa especulação.
Aqui temos teorias especulativas, sem necessariamente terem fundamento — na verdade, às vezes fundamentadas na falsidade. Como o restante é especulação, minha nossa, quantos problemas surgem como resultado disso!
Coisas altivas se exaltam contra o conhecimento de Deus. Há muitas dessas coisas neste mundo, e elas aprisionam homens e mulheres. Pensem no pensamento do presidente Mao, que manteve quinhentos milhões de pessoas em absoluta escuridão. Pensamento.
Mas o maravilhoso é isto: Efésios 6 diz que podemos vencer essa batalha. Como a vencemos? Permanecendo firmes. Depois de fazer tudo, permanecer firmes.
Aqui diz que podemos derrubar fortalezas, derrubar imaginações ou especulações e toda altivez que se exalta contra o conhecimento de Deus, e levar cativo todo pensamento à obediência de Cristo.
Esse mistério da iniquidade é descrito em 2 Tessalonicenses 2:7:
Porque o mistério da iniquidade já opera: somente há Um que agora o detém, até que seja retirado do caminho.
Não temos tempo para ler o capítulo inteiro, mas, no segundo capítulo da segunda carta aos Tessalonicenses, encontramos que esse mistério da iniquidade, esse espírito do anticristo — do anti-Messias, se vocês entendem o sentido de anticristo — está no mundo desde o princípio.
O espírito do anti-Messias já estava no Antigo Testamento desde o início, opondo-se, tentando frustrar, tentando confundir e, de alguma forma, tentando destruir o propósito de Deus e desfazer o propósito de Deus. Ele esteve presente o tempo todo.
Esse mistério da iniquidade sempre esteve presente porque o objetivo do inimigo é destruir o reino de Deus.
As pessoas me dizem — e eu mesmo já pensei nisso muitas vezes —: “Por que o inimigo pensa que pode vencer, se, toda vez que faz alguma coisa, Deus a transforma em bênção e glória?” Eu imaginaria que o inimigo, com sua inteligência, já teria percebido há muito tempo: “Ora, simplesmente não consigo vencer. Toda vez que faço alguma coisa, Deus a transforma em bênção para Seu povo, Seus redimidos, Seus eleitos, e isso traz maior glória ao Messias. Então vou desistir”.
Não. Por que ele não desiste? Escutem: todos os seres humanos neste lugar — e todas as outras pessoas também —, escutem. O orgulho é a coisa mais terrível em todo o universo. Por quê? Porque foi essa a causa da queda inicial de Satanás.
Serei semelhante ao Altíssimo.
Exaltarei o meu trono acima das estrelas de Deus.
Quando uma pessoa está cheia de orgulho, fica completamente enganada. É incrível, não é? Quando uma pessoa é consumida pelo orgulho, não apenas acredita em suas próprias ideias preconcebidas, mas prossegue, prossegue e prossegue, com a obstinação e a teimosia do orgulho, acreditando que, no fim, conseguirá vencer.
Essa é a única explicação para o inimigo. Depois de todos esses milhares de anos, ele ainda acredita que vai vencer, porque tem o orgulho mais insaciável e incurável. Ainda acredita que pode destronar o Messias de Deus, frustrar a vontade e o propósito soberanos de Deus e eliminar os redimidos do Senhor.
Acho que isso é suficiente sobre a batalha em torno dessa questão. Você e eu estamos numa batalha. Graças a Deus, essa batalha não é sua; é a batalha do Senhor.
Se fosse minha batalha, eu estaria muito deprimido, posso garantir. Se fosse nossa batalha, ainda assim estaria deprimido. Sei que basta o inimigo começar a soprar insinuações e mentiras, e muitos de nós acreditarão nelas a respeito uns dos outros. Começaremos a instigar uns aos outros; ficaremos em completo desacordo, todos embaraçados.
No fim, tudo afundaria num pântano de conflitos internos e infelicidade. Isso acontece repetidas vezes. Graças a Deus, essa batalha não é minha, e nem sequer é nossa. É a batalha Dele. É a batalha do Senhor.
Porque é a batalha do Senhor, o desfecho está absolutamente garantido. Louvado seja o Senhor por isso.
Lembre-se disso da próxima vez que estiver diante da pia da cozinha e tudo der errado. O ralo entope, as crianças gritam e sua melhor louça quebra. Lembre-se.
Todos nós pensamos: “Ah, é maravilhoso ouvir essas coisas”. Então voltamos para casa, e parece que todos esses seres malignos ficam soltos contra nós por algum tempo. Tudo dá errado. Há confusão no escritório; o chefe entra e berra conosco. Depois, alguém nos acusa de algo que nunca dissemos, nem sequer pensamos. Então algum crente nos vira as costas. Ah, nós nos sentimos péssimos.
Então pensamos: “Ah, não vale a pena. Não vale a pena. Para que tudo isso?”
O fato é este: como o inimigo atinge você? Por meio de pequenas coisas. Ele usa pequenas coisas com um objetivo tremendo. Afinal, é a última palha que quebra as costas do camelo.
A maioria de nós está preparada para as grandes coisas. Se víssemos o inimigo se manifestando abertamente, diríamos: “Ah, sei exatamente o que ele está tramando. Louvado seja o Senhor! Vou reunir alguns crentes, e vamos louvar o Senhor e orar”.
Mas, quando tudo dá errado em casa, tudo dá errado no escritório, tudo dá errado na vida da igreja, e tudo isso se mistura aos nossos altos e baixos, não pensamos no inimigo. Pensamos apenas em carne e sangue.
Mas essa batalha é a batalha do Senhor. A maneira como o inimigo nos enreda é por meio das menores coisas, de circunstâncias muito comuns, até nos esgotar.
Quero que vocês também observem o propósito do Senhor. Quanto tempo ainda temos, irmão? Já deveríamos estar terminando, não é?
Dez minutos? Eu não tinha percebido.
Qual é o propósito do Senhor? Eu disse que essa batalha se trava em torno do propósito do Senhor. O propósito do Senhor é apresentado de maneira maravilhosa no Salmo 2. Vejam novamente. O cerne de todo o conflito diz respeito a esse propósito de Deus, e o propósito de Deus é tríplice.
Aqui está o primeiro grande elemento do propósito de Deus: o Rei. O Rei.
Contudo, estabeleci o Meu Rei
Sobre o Meu santo monte de Sião.
Quem é o Rei? O Rei é Seu Ungido em Salmos 2:2 — Seu Messias —, ou o Filho em Salmos 2:7:
Proclamarei o decreto:
O Senhor Me disse: Tu és Meu Filho;
Hoje Te gerei.
Ou, novamente:
Beijai o Filho.
Desde o princípio, o propósito de Deus tem sido essencialmente relacionado ao Senhor Jesus. Ele é a chave e o cerne de toda a questão.
Você e eu fomos redimidos — chegaremos a isso em um momento — simplesmente porque Deus ama tanto Seu Filho que nos criou para estarmos junto de Seu Filho. Não é maravilhoso?
O extraordinário amor e a graça de Deus: criar criaturas como nós, que Lhe dão tanto trabalho, que são tão rebeldes, que pensam tanto por conta própria, que são tão autossuficientes. Ah, como isso é maravilhoso. O cerne de toda a questão é o Rei.
Abram em Efésios 1:9-10:
Fazendo-nos conhecer o mistério de Sua vontade,
Segundo o Seu beneplácito, que propôs Nele,
Para uma dispensação da plenitude dos tempos,
A fim de reunir todas as coisas em Cristo.
O propósito do Senhor é reunir todas as coisas em Cristo, para que Cristo seja tudo em todos e para que a glória do Senhor cubra a terra como as águas cobrem o mar. Louvado seja Deus.
O Senhor disse:
Tão certo como Eu vivo, toda a terra será cheia da glória do Senhor.
Reunir todas as coisas em Cristo.
Esse Rei não é Rei apenas por título. Não é Rei apenas por linhagem. É absolutamente verdadeiro que Ele nasceu Rei dos judeus, viveu como Rei dos judeus e, quando morreu, havia uma única declaração pregada acima de Sua cabeça:
Jesus de Nazaré, o Rei dos judeus.
Desde aquele dia até hoje, nunca houve outro rei judeu, e não haverá, até que volte Aquele a Quem pertence o direito de ocupar o trono.
Ele nasceu Rei dos judeus. Nasceu não apenas com um título, mas com uma linhagem. Era o Filho maior do grande Davi.
Temos as duas genealogias, tanto quanto podemos determinar. Uma passa por José, e a outra passa por Maria, Sua mãe — ambos da casa real de Davi. Até o Talmude diz: “Jesus, que era da casa real”.
É claro que os arquivos com todas as genealogias foram destruídos quando o templo foi destruído. Mas é interessante o fato de que, durante todos os anos de Seu ministério — três anos e meio de ministério público —, enquanto todos estavam agitados com a afirmação de que Jesus era o Messias, o Filho de Davi, nem uma vez os principais sacerdotes, os escribas ou os anciãos disseram: “Tu não és o Filho de Davi”.
Eles sabiam muito bem que as genealogias estavam no próprio recinto do templo. Qualquer pessoa que quisesse poderia verificar o fato de que Jesus era o Filho de Davi. Em todo o Seu ministério, nem uma vez levantaram a única acusação que poderia tê-Lo destruído e desacreditado aos olhos do povo: que Ele dizia ser o Filho de Davi, mas não era. Porque Ele era, e eles sabiam disso.
Mas, meus amigos, o Rei não é Rei por causa de título, linhagem ou posição. Ele é Rei por causa de Seu caráter. O Senhor Jesus tem em Si um caráter tão intrínseco que não pode fazer outra coisa senão reinar.
Quando Ele foi despojado de tudo aquilo que, do nosso lado do Atlântico, chamamos de mística da realeza — quando foi despido, espancado até ficar coberto de hematomas, com o rosto coberto de cuspe, a barba arrancada, uma coroa de espinhos enfiada na cabeça, uma pequena cana colocada à força na mão e o manto de um oficial lançado sobre Seu corpo açoitado e ensanguentado —
— e zombaram Dele, dizendo: “Salve, Rei dos judeus”, o céu estava prostrado em adoração. Foi naquele momento que Jesus revelou Sua verdadeira majestade real.
Se você pegar a maioria dos seres humanos, despi-los, espancá-los até ficarem cobertos de hematomas, zombar deles e torná-los alvo de piadas e brincadeiras grosseiras, de alguma forma eles parecem muito pequenos, muito insignificantes, sem nada de majestoso, sem nada de real.
Quando os vemos em ocasiões de Estado, parecem ter tanto poder e autoridade, porque estão revestidos de todas as insígnias do governo e dos altos cargos. Dispa-os, espanque-os até que o rosto fique deformado e inchado, e de alguma forma parecem apenas mais um destroço humano.
Mas não Jesus. Jesus revelou uma majestade real, um caráter: nunca reclamando, nunca discutindo, nunca amaldiçoando e nunca insultando.
Foi naquele momento que Jesus Se tornou o Rei dos reis e Senhor dos senhores aos olhos do céu. Então prosseguiu para Sua obra na cruz e salvou toda a humanidade, para que pudesse chegar à glória trazendo muitos filhos Consigo.
O Rei — esse é o propósito do Senhor. Louvado seja Deus.
Mal posso esperar pelo dia em que o Messias virá. Não sei quanto a vocês, mas mal posso esperar por esse dia. Estou farto de todos esses presidentes e primeiros-ministros, dessa miserável Organização das Nações Unidas e de toda essa conversa fiada e disparatada que acontece ali. Vocês não estão?
Quando presidentes precisam ir abraçar homens que foram assassinos, e tudo o que recebemos nas Nações Unidas é conversa fiada sobre a Rodésia, a África do Sul, Israel e mais alguma coisa, enquanto no Camboja um milhão de pessoas foram eliminadas nas circunstâncias mais terríveis e nem uma única resolução é aprovada nas Nações Unidas — isso é política.
A base de tudo isso não é a justiça. Seu fundamento não é a justiça; seu fundamento é a conveniência. Por isso, temos de nos sentar à mesa, jantar e banquetear com homens que assassinaram outras pessoas, e chamar o presidente Mao de a grande luz do século XX. Eu não conseguia acreditar que algum presidente pudesse dizer tal coisa sobre um monstro desses.
Mas isso é diplomacia. Isso é política. Mal posso esperar pela vinda do Rei, porque então não será uma questão de diplomacia ou conveniência. Tudo será fundamentado em verdade absoluta e justiça absoluta. O que Ele fizer será baseado no que é verdadeiro.
Ele governará as nações com uma vara de ferro — não como uma espécie de terrível ditadura autocrática, mas em justiça. Ah, amigo, mal posso esperar por isso. Simplesmente mal posso esperar por um dia assim, quando toda essa política e diplomacia forem postas de lado e a verdade, a justiça, a compaixão e o amor ocuparem seu devido lugar. Que dia será esse!
Agora preciso passar rapidamente às outras duas coisas. A segunda é: “Meu santo monte de Sião”. O hebraico diz, de maneira muito simples:
Estabeleci o Meu Rei
Sobre Sião, o monte da Minha santidade.
Sobre Sião, o monte da Minha santidade. Que pensamento lindo. O monte da Minha santidade — santidade significando integridade, completude, saúde, inteireza, separação, singularidade.
É como se Deus estivesse dizendo: “Sião é aquilo que está em Meu coração desde o princípio. Tenho desejado uma Sião para Meu Rei, para Meu Ungido, e estabeleci Meu Rei sobre Sião, o monte da Minha santidade”.
Consideraremos tudo isso quando retomarmos esse assunto. Agora vou apenas tocar nele. Mas observem que o segundo elemento do propósito de Deus, em torno do qual essa batalha se trava, não é apenas o Rei: é Sião — o fato de que Deus estabeleceu Seu Rei, Seu Ungido, sobre Sião.
Se ao menos entendêssemos o que é Sião. As pessoas zombam, riem e ridicularizam aquilo que chamam de sionismo. Hoje dizem que é uma forma de imperialismo, colonialismo, racialismo e racismo. Mas, meus queridos amigos, o sionismo é simplesmente um movimento pela libertação do povo judeu. É só isso.
Você e eu estamos num movimento pela libertação do mundo. Estamos no movimento que vai trazer o mundo inteiro de volta ao Rei — o mais maravilhoso movimento sionista de todos. Você é sionista? Eu sou.
Nesse desejo, sou sionista por inteiro, e estou esperando pelo Rei e pela restituição de todas as coisas.
Agora preciso passar rapidamente à terceira coisa. Nós a encontramos em Salmos 2:8:
Pede-Me, e Te darei as nações por Tua herança,
E os confins da terra por Tua possessão.
Aqui está o terceiro elemento do propósito de Deus: os confins da terra por Sua possessão e as nações por Sua herança.
Portanto, temos três coisas: o Rei, Sião e os confins da terra por Sua possessão. Domínio.
Louvado seja Deus, estamos nesse movimento que começou com o Rei — o movimento inexorável e invencível pela restauração de todas as coisas a Deus.
É Seu propósito conduzir-nos, por meio do Rei messiânico, por meio do Ungido, por meio do Rei-Redentor, para dentro de Sua Sião, e nos preparar para governar.
Parte de nossa tarefa é cuidar para que os confins da terra se tornem Sua possessão e as nações, Sua herança. Graças a Deus! Que Ele grave a fogo em nosso coração um zelo evangelístico — um zelo que não apenas veja o que é Sião, mas que veja também que, de nossa parte, precisamos ser instrumentos para trazer os confins da terra de volta a Ele.
Bem, queridos amigos, precisamos terminar. Aí temos a intenção declarada do Senhor. Não é apenas que temos o propósito do Senhor; temos a intenção declarada do Senhor.
A batalha pode se enfurecer e tudo o mais, mas Deus estabeleceu Seu Rei sobre Sião, o monte de Sua santidade. Não é maravilhoso? Há tamanha majestade nestas palavras:
Por que se enfurecem as nações,
E os povos meditam coisas vãs?
Os reis da terra se posicionam,
E os governantes se aconselham juntamente,
Contra o Senhor e contra o Seu Ungido, dizendo:
Rompamos os Seus laços,
E lancemos de nós as Suas cordas.Aquele que está assentado nos céus rirá:
O Senhor zombará deles.
Então lhes falará na Sua ira,
E os perturbará no Seu intenso furor:
Contudo, estabeleci o Meu Rei
Sobre Sião, o monte da Minha santidade.
Então escutem:
Proclamarei o decreto.
Ah, há um decreto. É um decreto.
O Senhor Me disse: Tu és Meu Filho;
Hoje Te gerei.
Pede-Me, e Te darei as nações por Tua herança,
E os confins da terra por Tua possessão.
Não é de admirar que diga:
Beijai o Filho, para que não Se ire.
Bem-aventurados todos os que Nele se refugiam.
Há um refúgio. Podemos nos refugiar e podemos receber uma bênção.
Não se trata apenas de suportarmos tudo e chegarmos ao fim com as velas esfarrapadas, os mastros destruídos, tudo despedaçado, entrando a duras penas no porto, rebocados por algum rebocador divino.
Graças a Deus, podemos ser mais que vencedores por meio Daquele que nos amou, porque essa batalha é a batalha do Senhor.
Falaremos um pouco mais sobre tudo isso quando retomarmos o assunto. Mas precisamos conhecer o Rei. Precisamos conhecer Sua salvação; precisamos conhecer Seu senhorio; precisamos fazer parte de Sua Sião; precisamos aprender o que significa ser edificados em Sião e estar envolvidos na obra de Sião; e precisamos aprender a tomar posse da vontade de Deus em favor Dele.
Neste Salmo, há apenas duas coisas. Escutem com atenção: lealdade e rebelião. Não há meio-termo. De que lado você está?
Lealdade ou rebelião. Você está com Ele porque está Nele? Ou você foi salvo por Ele — sua posição é Nele —, mas não está com Ele?
Você está fazendo concessões, de uma forma ou de outra hesitando na periferia? Que Deus nos ajude.
Beijai o Filho, para que não Se ire.
Isso é algo íntimo — algo direto, algo íntimo.
Beijai o Filho, para que não Se ire.
Bem-aventurados todos os que Nele se refugiam.