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    The Power of His Resurrection © 2026 Christian Testimony Ministry
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    The Power of His Resurrection
    The Power of His Resurrection
    Lambert, Lance

    O poder da ressurreição de Cristo

    Vou ler mais uma vez. Desta vez, vou ler usando a tradução mais literal que temos feito nestes dias.

    Salmo 110

    Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-Te à Minha direita,
    Até que Eu faça dos Teus inimigos o estrado dos Teus pés.

    O Senhor enviará de Sião o cetro da Tua força:
    Domina no meio dos Teus inimigos.

    O Teu povo é oferta voluntária no dia do Teu poder,
    Na beleza da santidade, do ventre da aurora;
    Os Teus jovens são para Ti como o orvalho.

    O Senhor jurou e não Se arrependerá:
    Tu és sacerdote para sempre,
    Segundo a ordem de Melquisedeque.

    O Senhor, à Tua direita,
    Traspassou reis no dia da Sua ira.
    Ele julgará entre as nações;
    Encherá os lugares de cadáveres;
    Traspassou a cabeça sobre uma grande terra.

    Beberá do ribeiro no caminho:
    Por isso, levantará a cabeça.

    Oração

    Vamos fazer uma breve oração juntos.

    Ó Pai, ao voltarmos mais uma vez, e agora pela última vez nestes dias, a este salmo, queremos confessar e reconhecer novamente diante de Ti que, sem Ti, nada podemos fazer. Seja ao falar, seja ao ouvir, Senhor, separados de Ti não haverá nada de valor eterno, nada que contribua para a edificação de Sião, a menos que Tu estejas presente.

    Tu és o poder e a graça que capacitam tanto quem fala quanto quem ouve. Senhor, como nos alegramos por não nos teres deixado entregues aos nossos próprios recursos, mas por teres feito provisão para nós na unção que está sobre o nosso Cabeça, o Senhor Jesus.

    Nós Te agradecemos porque essa unção inclui cada pessoa redimida, e Te agradecemos pela porção da unção tanto para quem fala quanto para quem ouve. É nessa unção que nos firmamos pela fé nesta manhã.

    Farás deste último momento juntos um tempo de encontro Contigo em Tua Palavra? Tomarás a Tua Palavra e a escreverás, Senhor, de maneira indelével em nossos corações? Manifestarás algo de Ti mesmo, Senhor, para que, em nossa vida, a Tua Palavra se torne carne e sangue?

    Ó Pai, ouve-nos enquanto, juntos, entregamos a Ti este último momento, em nome de nosso Senhor Jesus. Amém.

    A necessidade de conhecer o poder da Sua ressurreição

    Nesta manhã, quero abordar a quinta e última lição do Salmo 110. Ontem à noite, falei sobre a nossa responsabilidade de sermos uma oferta voluntária. Falamos bastante sobre a necessidade de sermos ofertas voluntárias no dia do Seu poder, no dia do Seu exército, no dia da Sua riqueza — o dia que corresponde a esta era.

    Se realmente queremos ver o Senhor enviando de Sião o cetro da Sua força e dominando no meio dos Seus inimigos, então temos de ser ofertas voluntárias.

    Mas agora quero chegar à quinta lição, à qual dei o título: Nossa responsabilidade: a necessidade de conhecer e experimentar o poder da Sua ressurreição.

    Vou me deter por algum tempo na última parte de Salmo 110:3:

    Do ventre da manhã, Tu tens o orvalho da Tua mocidade.

    E depois em Salmo 110:7:

    Beberá do ribeiro no caminho;
    Por isso, levantará a cabeça.

    A maioria das pessoas, como eu, quando lê este salmo pela primeira vez, fica entusiasmada com os primeiros dois versículos, mas muito confusa com os últimos. Afinal, o que o ventre da manhã e o orvalho da mocidade têm a ver com traspassar reis no dia da Sua ira, julgar as nações, encher os lugares de cadáveres e traspassar a cabeça sobre toda a terra?

    O que uma coisa tem a ver com a outra? E o que significa este último versículo, tão breve, estranho e repentino?

    Beberá do ribeiro no caminho;
    Por isso, levantará a cabeça.

    O hebraico diz literalmente:

    Do ventre da aurora.

    Isso tem a ver com o início de um novo dia.

    A versão antiga diz:

    Tu tens o orvalho da Tua mocidade.

    A maioria das pessoas pensa que isso significa que o Senhor Jesus tem o orvalho da Sua mocidade. Mas, no hebraico, a palavra traduzida como “mocidade” está no plural. Não se trata do Senhor Jesus, mas dos jovens — aqueles que nasceram do ventre da aurora — que são um refrigério para Ele.

    Essas pessoas, que são a oferta voluntária e se entregaram inteiramente ao Senhor, são como o orvalho para o Senhor. Estão sempre viçosas, sempre renovadas, sempre experimentando a vida. Por isso, são uma satisfação e uma alegria para o Senhor.

    Ele não encontra nelas nada desbotado, nada desgastado, nada cansado, nada velho. Elas não estão trazendo o velho mundo para dentro do novo, a velha natureza para dentro da nova, a velha criação para dentro da nova. Estão cheias de frescor. São novas. São como orvalho para Ele.

    Um novo dia e uma nova criação

    Tudo isso tem a ver com um novo dia, uma nova vida, um novo começo e uma nova criação. Do ventre da aurora — o orvalho dos Teus jovens.

    A ênfase deste salmo não está apenas na necessidade de nascer de novo, embora isso seja pressuposto. A ênfase está em crescer para ocupar o seu lugar no exército de Deus, na família de Deus e na obra do Senhor.

    Portanto, não são bebês que temos aqui, mas jovens: homens jovens e fortes e mulheres jovens e fortes, que estão no poder de Deus, no dia do Seu poder. Não são apenas ofertas voluntárias; também compreenderam o significado do seu novo nascimento.

    Um novo dia raiou com o Senhor Jesus. Ele é a Estrela da Manhã. Ele é o arauto de um novo dia que, para o crente, já começou. Não é um novo dia que acontecerá algum dia. Ele começou com Cristo: uma nova criação, um novo começo e um novo poder.

    É por isso que a Escritura fala do Senhor Jesus como o novo homem.

    Despojai-vos, quanto ao vosso procedimento anterior, do velho homem, que se corrompe segundo as concupiscências do engano;
    E renovai-vos no espírito da vossa mente;
    E revesti-vos do novo homem, que, segundo Deus, foi criado em justiça e santidade da verdade.
    — Efésios 4:22-24

    Revesti-vos do Senhor Jesus Cristo, e não façais provisão para a carne, para satisfazer as suas concupiscências.
    — Romanos 13:14

    E vos revestistes do novo homem, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem Daquele que o criou:
    Onde não pode haver grego e judeu, circuncisão e incircuncisão, bárbaro, cita, escravo, livre; mas Cristo é tudo e em todos.
    — Colossenses 3:10-11

    Esse novo homem é Cristo. Esse novo homem é Aquele de Quem nos revestimos quando nascemos de Deus. Devemos viver no novo homem.

    Nele não há nenhuma das antigas divisões, nada da antiga ordem social, nenhuma das antigas facções, nenhuma daquelas coisas que se tornam uma parede de separação. Tudo isso foi abolido, e Cristo é tudo e está em todos.

    Portanto, se alguém está em Cristo, há uma nova criação: as coisas antigas passaram; eis que se fizeram novas.
    Mas todas as coisas são de Deus.
    — 2 Coríntios 5:17-18

    Nesta nova criação, todas as coisas são de Deus. Não há lugar para um Ismael, somente para um Isaque. Tudo vem de Deus. Tudo tem sua origem em Deus. Sua vida vem de Deus. Seu poder vem de Deus. Seus recursos vêm de Deus. Tudo se encontra Nele.

    Se você nasceu de Deus, este é um novo dia para você. O velho dia passou para sempre. Um dia, o dia do Senhor virá publicamente sobre toda a terra, mas você e eu somos as primícias dele. Somos aqueles para quem esse dia já raiou.

    Estamos desfrutando dos benefícios da era vindoura. Provamos os poderes da era vindoura. Não estamos esperando pela vida eterna; estamos experimentando a vida eterna.

    Isso faz parte do significado do batismo que tivemos hoje, mais cedo. É um testemunho de que uma velha criação foi removida no Senhor Jesus e uma nova criação surgiu Nele; de que uma velha natureza foi crucificada com Ele e uma nova natureza é nossa Nele; de que um velho dia passou para sempre e um novo dia raiou para nós.

    Mas aqui está o nosso problema: podemos ter nascido de Deus, mas tão raramente experimentamos, como deveríamos, a nova vida e o novo poder que são nossos.

    Para que eu O conheça, e o poder da Sua ressurreição, e a comunhão dos Seus sofrimentos, conformando-me à Sua morte.
    — Filipenses 3:10

    A chave de tudo é conhecer o Senhor e conhecer o poder da Sua ressurreição.

    Podemos falar sobre o Salmo 110, sobre a vitória absoluta do Cristo ascendido e glorificado, sobre a edificação de Sião, sobre o propósito de Deus, sobre o cetro da Sua força e sobre reinar com Cristo. Mas, a menos que você e eu experimentemos o poder da Sua ressurreição, tudo isso permanecerá para sempre uma verdade gloriosa e objetiva.

    O poder da ressurreição como experiência pessoal

    Paulo orou para que os olhos do nosso coração fossem iluminados, para que conhecêssemos a esperança do Seu chamado, as riquezas da glória da Sua herança nos santos e a suprema grandeza do Seu poder para conosco, os que cremos.

    Qual a suprema grandeza do Seu poder para conosco, os que cremos, segundo a operação da força do Seu poder,
    Que Ele operou em Cristo, quando O ressuscitou dentre os mortos.
    — Efésios 1:19-20

    Isso precisa se tornar mais do que doutrina. Precisa se tornar algo que seja nosso no Senhor. Devemos conhecer, em nossa vida, em nossa velha natureza e em nossas circunstâncias, o mesmo poder — o poder que ressuscitou Cristo dentre os mortos.

    E a vós Ele deu vida, quando estáveis mortos em vossas transgressões e pecados.
    — Efésios 2:1

    Mesmo quando estávamos mortos em nossas transgressões, deu-nos vida juntamente com Cristo;
    E nos ressuscitou com Ele, e nos fez assentar com Ele nos lugares celestiais.
    — Efésios 2:5-6

    Vivificados juntamente com Cristo, do ventre da aurora. Não se trata apenas de podermos cantar sobre um novo dia, uma nova vida e um novo poder. Fomos vivificados juntamente com Cristo.

    Cristo está vivo? Sim, Ele está vivo. Está tão vivo quanto sempre esteve. Não há um vestígio de morte no Senhor Jesus, nem uma mancha de morte sobre Ele. Ele está vivo, vibrante com a própria vida de Deus — com a vida eterna.

    E nós fomos vivificados juntamente com Ele, ressuscitados juntamente com Ele e feitos assentar juntamente com Ele nos lugares celestiais. A própria vida que é Dele é nossa; o próprio poder que é Dele é nosso. Pelo Espírito de Deus, essa vida é nossa.

    Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a Sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos.
    — 1 Pedro 1:3

    Eu tenho uma viva esperança. Estou em um novo dia, e você também. É uma nova criação, um novo começo, uma nova vida e um novo poder. Fomos gerados de novo para uma viva esperança pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos.

    A lei do Espírito da vida

    A vida tem um poder incrível. Pegue uma pequena semente ressequida e deixe-a cair numa fenda de uma enorme rocha na montanha. Quando a água e a luz chegam até ela, a semente germina. Suas pequenas raízes descem, e seu pequeno broto sobe.

    Você poderia dizer: “Sua coisinha tola, acha que vai conseguir viver aqui? Acha que pode vencer esta enorme rocha?”. Mas aquela pequena semente tem vida dentro dela, e a rocha não tem.

    A semente diz, por assim dizer: “Tenho vida em mim. Estou obedecendo à lei da minha vida”. Volte alguns anos depois, e você verá aquela rocha inteira partida e uma árvore crescida.

    Como isso aconteceu? Aconteceu porque a pequena semente obedeceu à lei da sua vida. Havia poder naquela vida para vencer seus problemas, suas dificuldades e tudo o que estava contra ela.

    Muitos de vocês têm circunstâncias tão duras quanto aquela rocha, tão pesadas quanto aquela rocha e tão impossíveis quanto aquela rocha. Mas, se você e eu aprendermos a confiar na lei do Espírito da vida em Cristo Jesus, não haverá um único problema que a vida do Senhor Jesus não possa vencer.

    Tenho em mim uma vida que nasceu em Belém, passou pelo Jordão, viveu uma vida de ministério que parecia impossível, passou pelo Getsêmani, chegou à cruz, ofereceu-Se sobre a cruz, desceu à morte e irrompeu em ressurreição. Essa vida está em mim.

    Você quer me dizer que os problemas que enfrento são maiores do que aqueles que o Senhor Jesus enfrentou? De maneira nenhuma. Graças a Deus, tenho em mim uma vida que venceu coisas muito maiores do que qualquer coisa que eu jamais enfrentarei.

    Porque a lei do Espírito da vida em Cristo Jesus me libertou da lei do pecado e da morte.
    — Romanos 8:2

    Você já tentou lidar com a lei do pecado e da morte? Você não consegue amar alguém. Tem ciúme, inveja, cobiça, um espírito faccioso ou uma atitude de insistir nas próprias opiniões. Tenta lidar diretamente com isso, e é como uma almofada cheia de ar: você aperta aqui, e ela sobe ali.

    Quanto mais tenta parar de cobiçar, mais cobiçoso se torna. Quanto mais tenta ser amoroso, mais irritado fica. Quanto mais tenta viver a vida cristã, mais impossível, no fim, tudo se torna.

    Mas você não se liberta da lei do pecado e da morte lidando diretamente com ela. Você se liberta da lei do pecado e da morte pela lei do Espírito da vida em Cristo Jesus.

    Muitas vezes, sentado num avião jumbo, fiquei pensando em como ele poderia sair do chão. Quatrocentas pessoas, bagagem, comida, tripulação e todo aquele peso — como ele pode vencer a lei da gravidade?

    Então ele percorre a pista e, de repente, decola. Uma lei superior passou a prevalecer sobre a lei da gravidade. Ele não lutou contra a gravidade; outra lei passou a prevalecer.

    Quando o Espírito da vida em Cristo Jesus habita em nós sem impedimentos e sem limitações, quando Ele tem as chaves de todos os cômodos da nossa vida, quando permitimos que Ele seja Senhor, então a lei do Espírito da vida em Cristo Jesus nos liberta da lei do pecado e da morte.

    A vida na edificação de Sião

    Isso também é verdade nas reuniões da igreja. Conhecemos as discussões: “Eu acho”, “Eu sinto”, “Eu sei”. Antes que percebamos, estamos todos brigando. Com tantos “eus”, vocês nunca chegarão a lugar algum.

    A lei do Espírito da vida em Cristo Jesus nos eleva acima das opiniões, dos pontos de vista, das diferenças de temperamento e das diferenças de formação, enquanto todos olhamos para o Espírito da vida em Cristo Jesus.

    É um dia inteiramente novo. Não é o velho dia das opiniões humanas, das concepções humanas e das tentativas de encontrar um terreno comum. É a mente Dele, a vontade Dele e o caminho Dele. Estamos dispostos a nos submeter uns aos outros e a entregar a nossa vida uns pelos outros.

    Essa é a chave para a edificação de Sião. É a chave para sermos edificados juntos, crescermos para ser um templo santo no Senhor e sermos edificados juntos como habitação de Deus no Espírito.

    A chave não é meramente uma concepção da verdade, padrões do Novo Testamento ou uma ordem do Novo Testamento. O que precisamos é da realidade orgânica — da lei do Espírito da vida em Cristo Jesus.

    Vez após vez, as pessoas falam do que é orgânico, mas depois organizam o que é orgânico. A tragédia da história da igreja não é que as pessoas nunca tenham visto o corpo de Cristo. Vez após vez, no início de movimentos do Espírito, o povo de Deus viu alguma coisa. Mas faltava um elo entre aquilo que viam e a sua concretização.

    Então tentaram montá-lo, estruturá-lo e estabelecer hierarquias. O que começou com vida terminou como um sistema rígido. Quando a vida se retrai, o que resta é um sistema.

    O corpo de Cristo não é nada se não for uma realidade celestial. É claro que a igreja está na terra; temos os pés na terra e somos edificados juntos numa localidade. Mas a igreja de Deus, a Sião de Deus, a casa de Deus e o corpo do Senhor Jesus são uma realidade celestial.

    Esse corpo está unido ao seu Cabeça, à direita de Deus Pai, pelo Espírito Santo. É governado do céu, recebe energia do céu e recebe recursos do céu. Sua sabedoria e seu conhecimento são sobrenaturais.

    O grande impacto sobre este mundo acontece quando o corpo do Senhor Jesus funciona de verdade. Veja o livro de Atos: ele virou o mundo de cabeça para baixo. Não havia um institucionalismo autoritário. Era algo orgânico — um relacionamento com o Senhor e um relacionamento uns com os outros, uma questão de vida no Espírito.

    A comunhão dos Seus sofrimentos

    Se queremos conhecer o poder da Sua ressurreição, precisamos conhecer algo da comunhão dos Seus sofrimentos. Essas duas coisas estão ligadas.

    Não há como conhecer o poder da Sua vida indestrutível sem saber o que é morrer diariamente. Se você não souber o que é ser conduzido ao vale, nunca conhecerá o poder da mão direita de Deus.

    Se você quer subir, precisa descer. Se quer ser inteiro, precisa ser quebrantado. Se quer ser forte, precisa ser fraco. Se quer uma colheita, precisa cair na terra e morrer.

    Esse não é o caminho do mundo. O caminho do mundo é lutar pelo que você quer e se esforçar para chegar aonde deseja. O caminho de Deus é sempre descer para poder subir.

    Não adote uma mentalidade sombria a respeito da cruz: “Preciso ser nada, nada, nada”. Deus não quer que você seja nada. Ele quer que você seja alguma coisa — não alguma coisa em si mesmo, mas alguma coisa Nele.

    O Senhor Jesus suportou a cruz pela alegria que Lhe estava proposta. Ele nunca falou da Sua morte sem associá-la à Sua ressurreição.

    Paulo não disse: “Para que eu O conheça, e a comunhão dos Seus sofrimentos, e o poder da Sua ressurreição”. Ele colocou na ordem inversa:

    Para que eu O conheça, e o poder da Sua ressurreição, e a comunhão dos Seus sofrimentos.
    — Filipenses 3:10

    Você nunca poderá suportar a comunhão dos Seus sofrimentos se não conhecer o poder da Sua ressurreição.

    O orvalho da mocidade e o ribeiro no caminho

    O orvalho vem tão silenciosamente. Você nunca o vê chegar, e nunca o ouve chegar. Quem já ouviu o orvalho cair? Ninguém. Ele vem silenciosamente.

    Quando conhecemos o Espírito da vida em Cristo Jesus, quando sabemos o que é ser vivificados, ressuscitados e assentados juntamente com Cristo, tornamo-nos um refrigério silencioso e constante para o Senhor.

    Você é um refrigério para o Senhor? Se eu perguntasse se o Senhor é um refrigério para você, sei que diria que sim. Toda vez que o Senhor vem a nós, somos revigorados e renovados. Mas você é um refrigério para Ele?

    Não pelo seu conhecimento, embora Ele queira que você conheça a Palavra. Não pelo seu zelo, embora Ele queira que você seja zeloso. É por ser uma oferta voluntária no poder da Sua vida indestrutível.

    Sem o poder da Sua ressurreição, cada um de nós fracassará. Mas, quando sabemos o que é proceder do ventre da aurora, tornamo-nos como orvalho para o Senhor. Temos a Sua vida, a Sua natureza, o Seu poder e os Seus recursos; e os trazemos de volta a Ele. Ele vê a Si mesmo em nós.

    Você pode trazer todos os seus diplomas, qualificações, conhecimento, atividades e trabalho para o Senhor, e isso não será um refrigério para Ele. Mas, quando você traz algo Dele mesmo, Ele Se deleita imediatamente.

    Ele é o Cabeça do corpo, a igreja: Ele é o princípio, o primogênito dentre os mortos; para que em todas as coisas tenha a preeminência.
    — Colossenses 1:18

    Não pode haver testemunho, serviço ou ministério sem esse refrigério.

    Até os jovens desfalecerão e se cansarão, e os moços certamente cairão:
    Mas os que esperam no Senhor renovarão as suas forças;
    Subirão com asas como águias;
    Correrão e não se cansarão;
    Caminharão e não desfalecerão.
    — Isaías 40:30-31

    Então nos tornaremos orvalho para o Senhor.

    Beberá do ribeiro no caminho;
    Por isso, levantará a cabeça.
    — Salmo 110:7

    Isso fala do Senhor Jesus. Ele bebeu do ribeiro da vida de Seu Pai ao longo de todo o caminho, de Belém ao Calvário.

    Em nenhum momento Ele deixou de recorrer à vida de Seu Pai. Tudo o que fazia vinha do Pai. Era o Pai Nele Quem falava e agia.

    O caminho para Sião não é uma autoestrada ampla e plana pela qual viajamos com conforto e velocidade. É sinuoso e tortuoso. Sobe até passagens entre montanhas e desce a vales profundos e escuros. Mas, por onde quer que a estrada para Sião nos leve, sempre há o ribeiro no caminho.

    Encontre o ribeiro. Não desfaleça. Não desista. Você pode olhar para os penhascos acima de você, para as alturas que precisa escalar, para os vales escuros pelos quais precisa passar ou para a paisagem desértica ao seu redor. Mas encontre o ribeiro. Ele está lá.

    Se você aprender a beber dele, beber dele e beber dele, levantará a cabeça no caminho.

    O Senhor Jesus bebeu do Espírito. Em termos do Novo Testamento, Ele fez questão de que nada procedesse de Si mesmo, mas que tudo procedesse de Deus.

    A única maneira de você e eu percorrermos a estrada para Sião, conhecermos Sião edificada e vermos o propósito de Deus cumprido é fazendo tudo a partir de Cristo. Tem de ser Ele.

    Todas as nossas fontes estão Nele

    Para resumir tudo o que foi ministrado a respeito de nosso Senhor Jesus e do Salmo 110, quero levá-los de volta ao Salmo 87.

    O Seu fundamento está nos montes santos.
    O Senhor ama as portas de Sião
    Mais do que todas as habitações de Jacó.
    Coisas gloriosas são ditas de ti,
    Ó cidade de Deus.

    O Senhor contará, ao registrar os povos:
    Este nasceu ali.

    Tanto os que cantam como os que dançam dirão:
    Todas as minhas fontes estão em Ti.
    — Salmo 87:1-3, 6-7

    Qual é o significado desta expressão misteriosa?

    Do ventre da aurora.

    Qual é o significado do orvalho da Tua mocidade e do ribeiro no caminho?

    É simplesmente isto: precisamos descobrir que todas as nossas fontes de frescor estão Nele.

    Que Deus faça isso por você e por mim. Que aprendamos o que é descobrir que Deus nos deu tudo no Senhor Jesus.

    E ainda posso dar um passo além: tudo o que está no Senhor Jesus também se encontra em nós, uns nos outros. Eu não tenho tudo. Você não tem tudo. Mas Ele, sendo tão grande, é encontrado em cada um de nós de maneiras diferentes.

    Nosso Senhor disse, falando sobre o tempo do fim e a angústia que virá sobre a terra:

    Quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai as vossas cabeças; porque a vossa redenção se aproxima.
    — Lucas 21:28

    Você e eu nunca conseguiremos levantar a cabeça naqueles dias se não aprendermos a beber do ribeiro no caminho.

    Oração final

    Senhor, nós nos achegamos a Ti e trazemos a Ti o nosso clamor: que Tu seles em nós a Tua Palavra nestes dias de conferência.

    Concede, Senhor, que aquilo que não conseguimos reter na memória e na mente seja retido em nosso espírito e trazido à revelação e à luz quando precisarmos.

    Ó Pai, como nos alegramos por cada palavra falada no poder do Teu Espírito Santo, ainda que em fraqueza humana. Sabemos que é a Palavra que sai da Tua boca que não pode voltar para Ti vazia ou sem resultado, mas cumprirá aquilo para o qual foi enviada.

    Oramos individualmente e oramos como corpo, para que Tu faças a Tua Palavra produzir muito fruto em toda a nossa vida e em nossa vida juntos — em cada comunidade representada aqui nesta manhã e em todos aqueles lugares onde há alguma edificação de Sião, alguma compreensão de Sião e onde o fundamento está claro.

    Ó Senhor, pedimos que Tu operes. E, ó Pai, daremos a Ti todo o louvor e toda a glória, em nosso Senhor Jesus e por meio Dele. Amém.