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    Right Leadership & A Prepared People: Josiah © 2026 Christian Testimony Ministry
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    Right Leadership & A Prepared People: Josiah
    Right Leadership & A Prepared People: Josiah
    Kaung, Stephen

    Josias: graça, restauração e o perigo da presunção

    Leitura bíblica: 2 Crônicas 34

    O início do reinado de Josias

    Tinha Josias oito anos quando começou a reinar; e reinou trinta e um anos em Jerusalém.
    E fez o que era reto aos olhos do Senhor, e andou nos caminhos de Davi, seu pai, e não se desviou nem para a direita nem para a esquerda.
    Porque, no oitavo ano do seu reinado, sendo ainda jovem, começou a buscar o Deus de Davi, seu pai; e, no duodécimo ano, começou a purificar Judá e Jerusalém dos altos, dos postes de Aserá, das imagens de escultura e das imagens de fundição.

    A reparação da casa do Senhor

    E, no décimo oitavo ano do seu reinado, havendo purificado a terra e a casa, enviou Safã, filho de Azalias, e Maaseias, governador da cidade, e Joá, filho de Joacaz, o cronista, para repararem a casa do Senhor, seu Deus.

    A descoberta do Livro da Lei

    E, quando tiravam o dinheiro que se havia trazido à casa do Senhor, Hilquias, o sacerdote, achou o Livro da Lei do Senhor, dada por intermédio de Moisés.

    A palavra da profetisa Hulda

    E ela lhes disse: Assim diz o Senhor, o Deus de Israel: Dizei ao homem que vos enviou a Mim:
    Assim diz o Senhor: Eis que trarei mal sobre este lugar e sobre os seus habitantes, a saber, todas as maldições que estão escritas no livro que leram perante o rei de Judá.
    Porquanto Me deixaram e queimaram incenso a outros deuses, para Me provocarem à ira com todas as obras das suas mãos; portanto, a Minha ira se derramará sobre este lugar, e não se apagará.
    Porém ao rei de Judá, que vos enviou a consultar o Senhor, assim lhe direis: Assim diz o Senhor, o Deus de Israel, acerca das palavras que ouviste:
    Porquanto o teu coração se enterneceu, e te humilhaste perante Deus, ouvindo as Suas palavras contra este lugar e contra os seus habitantes, e te humilhaste perante Mim, e rasgaste as tuas vestes, e choraste perante Mim; também Eu te ouvi, diz o Senhor.
    Eis que te ajuntarei a teus pais, e serás recolhido à tua sepultura em paz, e os teus olhos não verão todo o mal que trarei sobre este lugar e sobre os seus habitantes.

    Temos considerado juntos alguns dos reis da nação de Judá — alguns que foram levantados por Deus para exercer a liderança adequada sobre o Seu próprio povo. Sob a liderança deles, a nação foi avivada e restaurada.

    O rei sobre quem gostaríamos de compartilhar nesta noite é Josias. Ontem à noite, mencionei que, segundo a tradição judaica, havia três reis que eles consideravam não ter cometido nenhuma transgressão diante de Deus. Em outras palavras, consideravam esses três os melhores de todos os reis.

    Naturalmente, um deles era Davi, sem dúvida. O segundo era Ezequias, e o terceiro, Josias.

    O contexto histórico do reinado de Josias

    Quando Josias subiu ao trono, tinha apenas oito anos — era apenas uma criança.

    Precisamos lembrar que, sob Ezequias, houve uma grande restauração. Mas essa grande restauração foi completamente desfeita por seu filho perverso, Manassés. Tudo o que Deus havia feito por meio do rei Ezequias foi completamente destruído por Manassés.

    Manassés era tão perverso que, por causa da sua perversidade, Deus estava decidido a destruir a nação de Judá.

    Ele foi levado ao cativeiro. Mas, quando estava no cativeiro, como vemos em 2 Crônicas 33, humilhou-se diante de Deus.

    Pelo que o Senhor trouxe sobre eles os capitães do exército do rei da Assíria, os quais prenderam Manassés com cadeias, e o amarraram com grilhões, e o levaram à Babilônia.

    Manassés foi levado cativo para a Babilônia. Mas, quando estava na Babilônia, em sua aflição, suplicou ao Senhor, seu Deus, e humilhou-se muito perante o Deus de seus pais, e orou a Ele.

    Quando se viu em verdadeira dificuldade, finalmente se humilhou, e Deus o ouviu. Ele foi trazido de volta a Jerusalém, ao seu reino. Então Manassés reconheceu que o Senhor era Deus.

    Assim, durante seu longo reinado — ele reinou por cinquenta e cinco anos —, literalmente destruiu tudo o que Deus havia feito por meio de seu pai, Ezequias. Mas, bem no final, ele de fato se voltou para Deus. Restaurou o altar; mesmo assim, porém, o povo continuou adorando nos altos.

    Depois que ele morreu, seu filho Amom o sucedeu. Amom foi um rei perverso e reinou por dois anos, até que, por fim, seu próprio povo o matou.

    Então colocaram o neto, Josias, no trono. Portanto, quando Josias subiu ao trono, tinha apenas oito anos — era apenas um menino, uma criança.

    Josias como expressão da graça

    O próprio nome Josias significa “O Senhor ampara” ou “O Senhor sustenta”. O próprio nome de Deus estava em seu nome.

    Ao que parece, ele provavelmente nasceu depois que seu avô Manassés retornou ao Senhor. Talvez seja essa a razão pela qual, ao darem nome ao neto, incluíram o nome do Senhor.

    Josias representa o princípio da graça. Quanto àquele menino, naturalmente, não havia nada nele que explicasse isso. O que se pode esperar de uma criança?

    Especialmente de um menino tão novo sentado no trono — o que ele poderia fazer para resistir a todos os males que se haviam acumulado ao longo dos anos? Poderia fazer alguma coisa para combater os males do passado e conduzir uma nação por um novo caminho? Dificilmente se pode esperar que uma criança realize uma obra assim.

    Mas foi exatamente isso que Josias fez. Portanto, só há uma explicação. A explicação é que, já perto do fim daquela nação, Deus ainda relutava muito em destruí-la.

    Como Deus foi fiel à Sua promessa! Apesar de ter determinado que a nação precisava chegar ao fim, como Ele relutava! Já perto do fim daquela história, Deus lhes deu um dos melhores reis que jamais tiveram. Isso é graça.

    Embora Josias não tenha conseguido livrar aquela nação da destruição, nem livrá-la do juízo, vemos que ele de fato adiou o juízo de Deus sobre ela.

    Durante os dias desse movimento de restauração, muitas pessoas devem ter sido trazidas de volta ao Senhor.

    Juízo, misericórdia e a era presente

    Agora, irmãos e irmãs, sinto que, em um sentido muito amplo, o juízo está determinado sobre esta terra. O mundo não está melhorando; o mundo está piorando. O juízo de Deus está determinado sobre a terra.

    Mesmo assim, ainda podemos ver a graça, a misericórdia e a compaixão de Deus. Por causa do mal que há neste mundo, ele já deveria ter sido consumido há muito tempo. Às vezes nos perguntamos: até quando? Até quando durará a longanimidade de Deus?

    No entanto, vemos que, quando o mundo se aproxima de seu fim, o Espírito de Deus está agindo por todo o mundo. Ele está levantando pessoas cujo coração está voltado para Ele.

    Essas pessoas não conseguirão afastar do mundo o juízo de Deus, mas, pelo menos, adiam esse juízo. Durante esse período de adiamento, Deus pode reunir para Si um povo preparado para a Sua volta.

    Portanto, irmãos e irmãs, na verdade estamos vivendo em um tempo concedido a mais. É por causa da longanimidade e da misericórdia de Deus que o mundo ainda continua. Mas isso não durará muito.

    Este é um período em que Deus está reunindo um povo semelhante a Josias e aos que estavam com ele — um povo preparado para a Sua volta. Eles não podem afastar o juízo, mas, pelo menos, em certo sentido, o adiam.

    Por isso, sinto que, quando estudamos a vida de Josias, realmente podemos ver a graça de Deus a cada passo. Ali estava uma criança, indefesa e, humanamente falando, incapaz de mudar o rumo das coisas. No entanto, vemos que ele foi levantado por Deus para resistir à corrente e retardar a enxurrada de destruição.

    A resposta de Josias à graça soberana

    Ele tinha oito anos quando subiu ao trono. Mas, por ser uma criança, parece que, durante os primeiros anos de seu reinado, nada foi feito e nada foi dito. Ainda assim, vemos que aquele coração, aquele jovem coração, estava voltado para o Senhor.

    Assim, no oitavo ano de seu reinado, quando tinha quinze anos — era um adolescente —, sendo ainda jovem, começou a buscar o Deus de Davi, seu pai.

    Agora, irmãos e irmãs, aqui vemos duas coisas. A verdade sempre tem dois lados. De um lado, vemos a graça de Deus, que é soberana. A graça de Deus não está condicionada a coisa alguma. A graça de Deus é soberana.

    A graça soberana de Deus veio sobre essa criança. Mas, por outro lado, vemos que, aos quinze anos, ele começou a buscar o Deus de Davi, seu pai. Esse é o outro lado.

    Quando a graça vem sobre nós, ela é soberana. Não depende de quem somos, do que somos, do que fizemos ou do que deixamos de fazer. Não tem nada a ver conosco. É a graça soberana de Deus.

    Mas, depois que a graça de Deus vem sobre nós, temos, sim, uma responsabilidade. A responsabilidade é esta: como respondemos à graça de Deus? Respondemos à graça de Deus buscando-O, ou respondemos de maneira negativa?

    Em outras palavras, simplesmente desperdiçamos a graça de Deus? Isso é possível. Portanto, há uma responsabilidade humana envolvida.

    No caso desse menino, quando a graça de Deus veio sobre ele, vemos que, embora fosse jovem, buscou o Deus de Davi, seu pai. Ele buscou o Senhor.

    Creio que essa é a resposta que devemos dar à graça de Deus.

    A busca pelo Deus de Davi

    Vemos que ele buscou o Deus de Davi, seu pai. Quem é o Deus de Davi?

    O Deus de Davi é mais do que simplesmente Deus. O Deus a Quem Davi servia era o Deus de Davi — o Deus que Davi conhecia por experiência viva.

    Não apenas o Criador, não apenas o Redentor: Deus era tudo para Davi. Se vocês lerem os salmos que ele escreveu, verão de quantas maneiras diferentes ele descreveu o Deus a Quem amava e a Quem servia.

    Às vezes, vocês podem pensar que isso é poético. Mas, sabem, não se tratava apenas de poesia. Para Davi, tudo o que ele dizia a respeito de Deus era real. Era uma experiência viva para ele.

    Ele se dirigia a Deus como sua rocha. Dirigia-se a Deus como sua fortaleza. Dirigia-se a Deus como sua torre alta. Dirigia-se a Deus como seu escudo. Dirigia-se a Deus como seu refúgio. Dirigia-se a Deus como sua paz. Dirigia-se a Deus como sua alegria e como sua glória.

    Em outras palavras, ao longo de sua experiência, Davi veio a conhecer Deus como tudo para ele. Deus era verdadeiramente tudo em todos para Davi, e isso é conhecer Deus em plenitude.

    É isso que encontramos em Efésios 1: a oração de Paulo para que nos seja dado o espírito de sabedoria e de revelação para o pleno conhecimento de Deus.

    Não apenas algum conhecimento de Deus. Sabem, algumas pessoas, quando buscam Deus, ficam contentes e satisfeitas com algum conhecimento de Deus.

    Recentemente, em uma conversa com outra pessoa que ama a Deus, uma serva do Senhor, surgiu uma pergunta. A irmã me perguntou: “Por que muitas pessoas do povo de Deus parecem amar o Senhor e, no entanto, em sua busca por Deus, parecem chegar a certo ponto e parar?”

    “Seria de se esperar que, com esse amor pelo Senhor, certamente não houvesse limite. Mas, de alguma forma, vemos que elas buscam o Senhor e, em determinado ponto, parecem estar satisfeitas. Não querem conhecer mais. Não querem ir além. Parece que pensam: ‘Bem, isso já basta’.”

    Agora, como responder a uma pergunta assim? Só Deus sabe. No entanto, de fato encontramos, entre o povo de Deus, pessoas que buscam Deus, mas não em Sua plenitude.

    Por outro lado, há pessoas que nunca parecem satisfeitas em sua busca por Deus. Há sempre aquela santa inquietação, aquele santo descontentamento.

    Não importa quanto Deus já lhes tenha sido revelado: elas continuam buscando e avançando. Para elas, Deus não tem limite. Deus é infinito e, porque Deus é infinito, o conhecimento de Deus não tem limite.

    Estão sempre avançando, sempre avançando. Vemos que, para esses crentes, Deus se torna cada vez mais. Deus é tudo, absolutamente tudo, para eles.

    Josias era um adolescente, mas sua busca por Deus tinha tamanha intensidade que ele não se satisfazia apenas em conhecer Deus. Queria conhecer o Deus de Davi, seu pai. Em outras palavras, queria conhecer Deus como Davi O conhecia.

    A devoção singular de Josias

    Por causa de seu coração voltado para Deus, vemos que não houve rei semelhante a ele, nem antes nem depois. Se vocês lerem 2 Reis, encontrarão o comentário do Espírito Santo: não houve rei antes dele, nem ninguém depois dele, que andasse nos caminhos de Deus de todo o coração, de toda a alma e de toda a força, segundo a Lei de Moisés.

    Ele era singular. Era especial. Realmente amava o Senhor, servia ao Senhor e andava no caminho do Senhor de todo o coração, de toda a alma e de toda a força. Não se desviava nem para a direita nem para a esquerda, mas fazia o que era reto aos olhos do Senhor.

    Que adolescente — especialmente um jovem naquela posição! Ele era rei de Judá e, ainda assim, vemos tamanha paixão por Deus e tamanho amor por Deus. Algo muito incomum.

    Creio que isso deve realmente nos encorajar. Às vezes pensamos: “O que um adolescente tão novo pode fazer?” Não esperamos muito deles. Se vemos um adolescente que parece ter um pouco de disposição para o Senhor, já ficamos mais do que felizes. Achamos isso muito incomum.

    Mas como cremos pouco em Deus! Deus pode trabalhar em um adolescente da maneira que vemos em Josias.

    O vigor espiritual e a purificação da terra

    No duodécimo ano de seu reinado, quando tinha cerca de dezenove ou vinte anos, ele começou a purificar Judá e Jerusalém dos altos e a limpar a terra de todos os ídolos. Começou a agir.

    Vejam, primeiro ele recebeu graça. Depois, a graça começou a trabalhar nele, e ele respondeu buscando o Senhor de todo o coração. Quando estava preparado interiormente, vemos que o vigor espiritual começou a se expressar exteriormente.

    Como um jovem de dezenove ou vinte anos, ele conduziu a nação. Purificou a terra de todos os ídolos. Se vocês lerem 2 Reis e 2 Crônicas, verão esse vigor espiritual sendo demonstrado.

    Vocês podem ler sobre as coisas que ele fez — como removeu as imagens, como destruiu todas as colunas, todos os altos, todos os altares e tudo o que seus antepassados haviam construído.

    Até mesmo o monte de Salomão foi purificado. Salomão tinha um monte onde colocou todos aqueles ídolos e outras coisas. Josias fez uma obra extremamente completa.

    Isso se estendeu para além da nação de Judá, por toda a terra de Israel. Como mencionamos ontem à noite, o reino do norte, Israel, já havia sido destruído pelo rei da Assíria. Ainda havia, porém, pessoas ali — provavelmente os mais pobres ainda haviam sido deixados na terra. Havia um vazio ali.

    Aqui vemos que Josias tinha tamanho vigor espiritual que a purificação da terra não se limitou ao seu próprio reino, mas se estendeu a todo o Israel.

    A profecia a respeito de Josias

    Sabem, isso é muito interessante. Mais de trezentos anos antes, no início da divisão da nação entre os reinos do norte e do sul, encontramos, em 1 Reis 13, o primeiro rei do reino do norte, Jeroboão.

    Depois de separar dez tribos de Roboão, filho de Salomão, e estabelecer a nação de Israel com Samaria como capital, ele percebeu que as pessoas ainda iam a Jerusalém para adorar a Deus.

    Ele teve medo disso. Por isso, vocês se lembram de como ele fez dois bezerros de ouro. Colocou um em Betel e o outro em Dã. Disse ao povo: “Vocês não precisam ir a Jerusalém para adorar a Deus. Deus está aqui — bem aqui em Betel, bem aqui em Dã”.

    Ele estabeleceu festas e celebrações e nomeou sacerdotes que não eram levitas.

    Um dia, quando estava oferecendo sacrifícios ao bezerro de ouro no altar de Betel, algo aconteceu. Deus enviou um homem de Deus, um profeta, de Judá a Betel.

    E eis que um homem de Deus veio de Judá a Betel, pela palavra do Senhor; e Jeroboão estava junto ao altar para queimar incenso.
    E clamou contra o altar pela palavra do Senhor, e disse: Altar, altar, assim diz o Senhor: Eis que um filho nascerá à casa de Davi, cujo nome será Josias; e sobre ti sacrificará os sacerdotes dos altos que queimam incenso sobre ti, e ossos de homens queimarão sobre ti.
    E deu, naquele mesmo dia, um sinal, dizendo: Este é o sinal de que o Senhor falou: Eis que o altar se fenderá, e a cinza que está sobre ele se derramará.

    Lembrem-se: isso aconteceu mais de trezentos anos antes de Josias. Foi predito que ele purificaria a terra, não apenas em Judá, mas também no reino do norte.

    A maneira como ele fez isso foi profanando todos os altares. Ele não apenas destruiu os altares; queimou sobre eles os ossos dos sacerdotes daqueles ídolos. Isso aconteceu literalmente.

    Se vocês lerem a descrição em 2 Reis, verão que aconteceu literalmente. Vocês conhecem a história desse homem de Deus: ele não deu ouvidos à palavra de Deus e foi enganado por um profeta velho. Voltou e, depois, foi morto por um leão.

    Ele foi sepultado ali em Betel. Esse profeta velho pediu aos filhos que o sepultassem ao lado daquele profeta. Assim, quando todos os ossos estavam sendo desenterrados, Josias olhou e viu a sepultura. Perguntou: “O que é aquilo?” Disseram-lhe: “É a sepultura daquele profeta”. Então Josias disse: “Não toquem nela”. Desse modo, os ossos do profeta velho também não foram tocados.

    De qualquer maneira, vemos que havia tamanho vigor espiritual naquele jovem. Ele conseguiu purificar toda a terra e fez com que todo o Israel adorasse a Deus. Havia tamanha força.

    A força espiritual entre os jovens crentes

    Sabem, na família de Deus há crianças, há jovens e há pais.

    Em 1 João 2, vemos que as crianças conhecem o Pai. Esse é o começo. Quando nascemos de novo, o Espírito Santo testifica com o nosso espírito e clama: “Aba, Pai”. Conhecemos o nosso Pai.

    Mas os jovens são caracterizados pela força — pela força espiritual e pelo vigor espiritual.

    Jovens, sois fortes, e a palavra de Deus permanece em vós, e vencestes o maligno.

    Os jovens devem demonstrar o vigor espiritual e a força do Senhor — não o zelo natural, mas a força espiritual para vencer o mundo.

    Nas Escrituras, vemos que Deus levantou muitos jovens. Às vezes pensamos: “Bem, a maturidade espiritual realmente exige tempo. Não se pode ter espiritualidade instantânea. Pode-se ter café instantâneo, mas não espiritualidade instantânea”.

    Isso exige tempo. Por um lado, é verdade. Mas, por outro lado, de fato vemos nas Escrituras que Deus usa muitos jovens.

    José, Josué, Davi, Samuel, Daniel e Jeremias — todos eram jovens quando Deus os chamou.

    No Novo Testamento: João, Timóteo e Marcos. Eles também eram jovens. Deus realmente usou jovens.

    Se uma pessoa é alcançada pelo Senhor enquanto é jovem, ela é livrada de muitos pecados e sofrimentos. Há mais tempo, por assim dizer, para Deus amadurecê-la e usá-la.

    Portanto, os jovens não devem recuar. Naturalmente, há algo com que precisamos ter cuidado, especialmente no caso dos jovens: há um zelo natural e uma energia natural que quase não conhecem equilíbrio. Isso é algo que precisa ser tratado.

    Mas, por outro lado, se conhecemos o Senhor quando somos jovens, haverá uma demonstração de vigor e força espirituais. Vemos que isso aconteceu com Josias.

    O Livro da Lei e a restauração da Páscoa

    Quando já estava no trono havia dezoito anos, ele tinha vinte e cinco anos. Àquela altura, havia feito uma obra tão completa de purificação da terra e reparação da casa de Deus que descobriram o Livro da Lei no templo.

    Agora, pensem nisso. Segundo a lei, quando um novo rei subia ao trono, uma cópia da lei deveria ser entregue a ele, e ele deveria meditar nela dia e noite, para fazer o que era certo.

    Mas, ao que parece, depois do reinado de Manassés, tudo isso havia sido completamente desfeito. Nem sequer havia o Livro da Lei.

    Quando Josias começou a purificar a terra, isso brotou principalmente de sua comunhão com Deus. Enquanto tinha comunhão com Deus, amava a Deus e era inspirado por Deus, fez todas essas coisas sem a devida orientação do livro.

    Mas agora, durante a reparação da casa, quando ela foi reparada, descobriram o Livro da Lei. Esse livro foi levado a Josias.

    Muito provavelmente, era Deuteronômio. O efeito da leitura daquele livro nos leva a deduzir que deve ter sido Deuteronômio que leram. Quando as palavras foram lidas, Josias rasgou suas vestes.

    Em Deuteronômio, Deus disse que, se eles O abandonassem e adorassem ídolos, Ele enviaria a nação ao cativeiro, os espalharia pelo mundo inteiro, e todas aquelas maldições viriam sobre eles. Tudo isso havia acontecido.

    Assim, quando Josias leu o livro, rasgou suas vestes diante do Senhor. Depois enviou pessoas para procurar a profetisa Hulda, a fim de consultar o Senhor.

    Josias, Jeremias, Sofonias e Hulda

    Sabem, queridos irmãos e irmãs, o profeta Jeremias começou a profetizar no décimo terceiro ano do rei Josias.

    Josias começou a purificar a terra no duodécimo ano de seu reinado, e Jeremias começou a profetizar no décimo terceiro ano. Evidentemente, Josias e Jeremias eram ambos jovens.

    Josias tinha apenas quinze anos quando começou a buscar o Senhor, e Jeremias começou a profetizar quando ainda era um menino. Ele disse: “Senhor, o que posso fazer? Sou apenas uma criança”. Ele era jovem.

    Assim, o coração desses dois jovens deve ter estado muito unido. Eles trabalhavam juntos, por assim dizer: Josias no trono, e Jeremias como profeta do Senhor, nessa obra de restauração.

    É estranho que Josias não tenha mandado chamar Jeremias. Ele enviou pessoas para procurar a profetisa Hulda.

    Além disso, Sofonias profetizava na mesma época. Havia outro profeta, Sofonias, que profetizava aproximadamente naquele mesmo período. Ainda assim, Josias não enviou mensageiros a Sofonias para consultar o Senhor. Em vez disso, enviou pessoas a uma profetisa, Hulda.

    Ora, isso não é estranho? Não pretendo saber por quê. Por que Josias não procurou Jeremias, que era tão próximo dele? Jeremias era um grande profeta. No entanto, ele não fez isso, nem procurou Sofonias. Enviou mensageiros a Hulda. Por quê?

    Bem, creio que esse foi um tempo muito incomum. Deus usou uma criança para conduzir a nação, e Deus falou por meio de uma profetisa, em vez de um profeta.

    Talvez o Senhor tenha conduzido Josias dessa maneira; não sei. Mas, pelo menos, vemos que Josias estava aberto ao Senhor. Qualquer que fosse o canal que Deus usasse, Josias estava aberto a ele.

    Hulda lhe disse que o juízo não poderia ser evitado. O juízo do Senhor estava determinado; não havia como evitá-lo.

    Mas, porque o coração de Josias era sensível e porque ele tremia diante da palavra de Deus, Deus prometeu que isso não aconteceria durante sua vida. Em outras palavras, o juízo foi adiado.

    A humildade sob a poderosa mão de Deus

    Agora, observem uma coisa. Ezequias, quando Deus lhe disse que se preparasse para partir e colocasse sua casa em ordem, foi à presença de Deus. Ele não queria partir. Queria continuar vivendo e desfrutar da bênção com que Deus o havia abençoado.

    Em outras palavras, vemos que Ezequias não se submeteu à vontade de Deus. Em vez disso, tentou apresentar todas as coisas boas que havia feito para Deus como seus méritos — como se merecesse viver mais.

    Mas aqui encontramos Josias. Quando a palavra de Deus foi lida, ele poderia ter feito a mesma coisa. Poderia ter ido a Deus e dito: “Agora, Senhor, apesar de tudo o que Tu disseste, olha o que fiz para Ti. Certamente, Tu deverias levar isso em consideração”.

    Mas não. Ele não tinha um conceito elevado de si mesmo. Em vez disso, humilhou-se diante do Senhor. Curvou-se sob a poderosa mão de Deus.

    Queridos irmãos e irmãs, isso é algo que precisamos considerar. Como é importante aprendermos a nos curvar sob a poderosa mão de Deus! Se nos humilharmos sob a poderosa mão de Deus, no devido tempo Ele nos exaltará.

    A direção do Espírito e a orientação da Palavra

    Agora vemos que Josias não tinha apenas a direção interior do Senhor, mas também tinha a palavra de Deus em suas mãos. Com essas duas coisas combinadas, vemos que ele redobrou, por assim dizer, seu empenho em buscar Deus.

    Ele convocou toda a nação para celebrar a Páscoa. Era algo que não se fazia havia muito tempo.

    Nos dias de Ezequias, eles celebraram uma Páscoa, mas não o fizeram exatamente de acordo com a lei, porque não a celebraram no primeiro mês; celebraram-na no segundo mês.

    Mas aqui vemos que Josias, tendo a palavra de Deus para orientá-lo, conseguiu fazer tudo corretamente. Tudo voltou ao propósito original de Deus. Foi uma poderosa restauração.

    Aqui, irmãos e irmãs, sempre que há uma restauração dessa proporção, vemos que existe uma combinação destas duas coisas: a direção do Espírito e a orientação da Palavra.

    Algumas pessoas enfatizam tanto a direção interior que negligenciam a palavra de Deus. Outras se prendem tanto, por assim dizer, à letra da Palavra que deixam de reconhecer a direção do Espírito junto com ela.

    Quando há desequilíbrio nisso, vocês não conseguem entrar na plenitude do caminho de Deus.

    Mas aqui vemos que Josias tinha uma direção interior e tinha a lei de Deus em suas mãos. Ele conseguiu celebrar a Páscoa de uma maneira perfeita diante de Deus. Foi perfeita.

    Portanto, foi uma grande restauração para toda a nação.

    A falha final de Josias

    Ele esteve no trono por trinta e um anos. Então o rei do Egito subiu.

    Neco, rei do Egito, subiu para lutar contra o rei da Assíria. A nação de Judá ficava em uma posição que a tornava o campo de batalha entre o norte e o sul.

    Havia o Império Egípcio ao sul e o Império Assírio ao norte. Qualquer conflito entre esses dois grandes impérios fazia com que Israel, ou Judá, se tornasse uma passagem para os exércitos que atravessavam sua terra de um lado para outro.

    Naquele ano, Neco, rei do Egito, foi para o norte lutar contra o rei da Assíria, e Josias saiu ao seu encontro para combatê-lo.

    É quase inacreditável que, nessa ocasião, Josias não tenha consultado o Senhor. Não há nenhuma menção de que ele tenha consultado o Senhor.

    Quando viu o rei do Egito subindo, na verdade o rei do Egito não vinha contra ele; estava apenas de passagem. No entanto, de alguma forma, Josias ficou com medo. De alguma forma, tornou-se presunçoso.

    Provavelmente, depois de Deus tê-lo abençoado daquela maneira, ele começou a se sentir seguro e forte. Assim, em vez de consultar o Senhor, simplesmente avançou para lutar contra o rei do Egito.

    Humanamente falando, isso era impossível, porque o Egito era um grande império. Mas, provavelmente, ele se tornou presunçoso. Presumiu que Deus estava com ele e presumiu que, certamente, Deus o livraria das mãos de Neco, rei do Egito.

    Mesmo depois que o rei do Egito o advertiu, Josias não ouviu. Deus usou o rei do Egito para advertir Josias de que não fizesse aquilo, mas Josias não deu ouvidos à advertência.

    Ele havia sido tão aberto a Deus falando por qualquer canal que fosse, e agora vemos que não estava disposto a ouvir o que Neco dizia. Neco disse: “Deus me disse. Deus me ordenou que lhe dissesse isso”. Mas Josias não quis ouvir.

    Ainda assim, deve ter havido algum temor dentro dele. Ele sabia que alguma coisa não estava bem, porque se disfarçou.

    Ele se disfarçou. Em outras palavras, deve ter havido alguma coisa dentro dele. Ele deve ter percebido alguma coisa em seu íntimo, mas tornou-se tão presunçoso que saiu e foi morto.

    O pecado da presunção

    Agora, em certo sentido, queridos irmãos e irmãs, creio que ele provavelmente cometeu o pecado da presunção.

    Vocês se lembram do Salmo 19, da oração do salmista:

    Quem pode discernir os próprios erros?
    Purifica-me Tu das faltas ocultas.
    Guarda também o Teu servo dos pecados de presunção;
    Não permitas que eles me dominem:
    Então serei íntegro,
    E ficarei livre de grande transgressão.
    Sejam as palavras da minha boca e a meditação do meu coração
    Agradáveis na Tua presença,
    Ó Senhor, minha rocha e meu redentor.

    Sabem, há um pecado que se chama presunção. Em outras palavras, você simplesmente presume. Não busca realmente o Senhor. Não sabe realmente qual é a vontade do Senhor, mas presume que deve ser assim, que deveria ser assim. No entanto, Deus não está nisso.

    Precisamos pedir ao Senhor que nos guarde da presunção. Nada deve ser presumido ou dado como certo. Como precisamos nos humilhar diante do Senhor em tudo, sem sermos presunçosos de maneira alguma!

    Então seremos livrados de grande transgressão. Provavelmente foi isso que Josias fez. Bem no final, vemos que ele provavelmente cometeu o pecado da presunção. Deu tudo como certo.

    Mas Deus interveio soberanamente nessa questão. Deus usou a oportunidade — talvez não fosse a Sua vontade direta —, mas Deus a usou para levar o Seu servo, de modo que ele não visse o que aconteceria à nação.

    Em outras palavras, Deus cumpriu Sua promessa. Deus cumpriu Sua palavra.

    Agora, queridos irmãos e irmãs, naturalmente isso está além da nossa compreensão. Não estamos em posição de dizer se aquele era o momento em que Josias deveria partir ou se, por ter sido presunçoso, partiu antes do que deveria. Não sabemos. Só podemos dizer que Deus interveio soberanamente e fez com que isso resultasse em bem.

    Portanto, creio que uma coisa com a qual precisamos ter cuidado diante do Senhor é esta: especialmente quando conhecemos a presença do Senhor, especialmente quando conhecemos a bênção do Senhor, esse é o momento em que precisamos pedir ao Senhor que nos guarde de sermos presunçosos.

    Então o tempo de Deus não será abreviado de maneira alguma.

    A bendita esperança da igreja

    Mas graças a Deus, nossa situação é diferente da de Josias. No caso de Josias, ele não conseguiu afastar a ira de Deus nem o juízo. Conseguiu adiá-lo, e Deus o levou por meio da morte, para que não visse as coisas que aconteceriam à nação.

    Agora, no nosso caso, é diferente. Não esperamos ser levados pela morte, mas nossa esperança é que sejamos arrebatados vivos.

    Sabemos que o juízo está vindo sobre este mundo. Isso não mudará. Pode ser adiado, mas não mudará.

    Se o Senhor vier em breve, qual é a nossa bendita esperança? Nossa bendita esperança é que Ele nos leve, para que não vejamos o juízo — não pela morte, mas pelo arrebatamento.

    É isso que encontramos prometido à igreja em Filadélfia. À igreja em Filadélfia, aos que vencem, a promessa do Senhor é:

    Porque guardaste a palavra da Minha perseverança, também Eu te guardarei da hora da provação, daquela hora que há de vir sobre o mundo inteiro, para provar os que habitam sobre a terra.

    Naturalmente, isso significa a grande tribulação. Quando o juízo realmente cair sobre esta terra, nosso Senhor promete, sim, que haverá pessoas que escaparão dele. Elas não verão o juízo porque serão levadas. Serão levadas ao trono.

    Portanto, queridos irmãos e irmãs, tomemos isso como nossa bendita esperança.

    Oração

    Nosso Pai celestial, oramos para que, nestes últimos dos últimos dias, nosso coração esteja voltado para Ti, assim como estava o coração do Teu servo Josias.

    Que possamos andar nos Teus caminhos e buscar-Te de todo o coração, de toda a alma e de toda a força; que façamos o que é reto aos Teus olhos; que não nos desviemos nem para a direita nem para a esquerda.

    Oh, que possamos fazer algo para trazer restauração à terra, ao Teu povo e à adoração.

    Ó Senhor, oramos para que nunca cometamos o pecado da presunção, mas para que sempre andemos humildemente diante de Ti durante toda a nossa vida.

    Ó Senhor, nossa esperança é que Tu nos leves para Ti antes mesmo que o juízo caia sobre esta terra. Tu o prometeste e, Senhor, oramos para que, pela Tua graça, isso se cumpra em nós.

    E tudo seja para o Teu louvor e a Tua glória. Pedimos em Teu precioso nome. Amém.