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    The Witness Of John The Baptist © 2026 Christian Testimony Ministry
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    The Witness Of John The Baptist
    The Witness Of John The Baptist
    Kaung, Stephen

    O Testemunho de João Batista

    Leitura das Escrituras

    João 1:19-34

    E este é o testemunho de João, quando os judeus lhe enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para lhe perguntarem: Quem és tu?
    E ele confessou, e não negou; e confessou: Eu não sou o Cristo.
    E perguntaram-lhe: Então, quê? És tu Elias? E ele disse: Não sou. És tu o profeta? E respondeu: Não.
    Disseram-lhe, pois: Quem és, para que demos resposta àqueles que nos enviaram? Que dizes de ti mesmo?
    Disse ele: Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como disse o profeta Isaías.
    E os que haviam sido enviados eram da parte dos fariseus.
    E perguntaram-lhe, e disseram-lhe: Por que batizas, pois, se tu não és o Cristo, nem Elias, nem o profeta?
    João respondeu-lhes, dizendo: Eu batizo em água; no meio de vós está Aquele a Quem vós não conheceis,
    Aquele que vem após mim, de Quem não sou digno de desatar a correia da sandália.
    Estas coisas aconteceram em Betânia, além do Jordão, onde João estava batizando.
    No dia seguinte, viu Jesus vindo para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!
    Este é Aquele de Quem eu disse: Após mim vem um Homem que passou adiante de mim, porque existia antes de mim.
    E eu não O conhecia; mas, para que Ele fosse manifestado a Israel, por isso vim batizando em água.
    E João deu testemunho, dizendo: Vi o Espírito descer do céu como uma pomba, e permanecer sobre Ele.
    E eu não O conhecia; mas Aquele que me enviou a batizar em água, Esse me disse: Aquele sobre Quem vires descer o Espírito, e sobre Ele permanecer, Esse é o que batiza no Espírito Santo.
    E eu vi, e tenho dado testemunho de que Este é o Filho de Deus.

    João 3:22-30

    Depois destas coisas, foi Jesus com Seus discípulos para a terra da Judeia; e ali permaneceu com eles, e batizava.
    E João também batizava em Enom, perto de Salim, porque havia ali muitas águas; e vinham, e eram batizados.
    Porque João ainda não havia sido lançado na prisão.
    Surgiu, pois, uma discussão entre os discípulos de João e um judeu acerca da purificação.
    E foram ter com João, e disseram-lhe: Rabi, Aquele que estava contigo além do Jordão, de Quem deste testemunho, eis que Ele batiza, e todos vão a Ele.
    João respondeu, e disse: O homem não pode receber coisa alguma, se do céu não lhe for dada.
    Vós mesmos me sois testemunhas de que eu disse: Eu não sou o Cristo, mas fui enviado adiante Dele.
    Aquele que tem a noiva é o noivo; mas o amigo do noivo, que está presente e O ouve, alegra-se muito por causa da voz do noivo: assim, pois, esta minha alegria está completa.
    É necessário que Ele cresça, mas que eu diminua.

    É só isso que vamos ler nesta noite.

    João Batista como Instrumento de Transição entre Eras

    Não sei se alguns de vocês ainda se lembram do que compartilhamos na última vez. Falamos sobre João Batista. Dissemos que João Batista era um instrumento de Deus para marcar a transição entre eras.

    Deus estava prestes a mudar os tempos. Ele precisava de um instrumento por meio do qual tornasse possível essa mudança, e encontrou nesse homem, João Batista, um instrumento para realizar essa transição.

    A razão pela qual estamos tão interessados em João Batista é que estamos bem no limiar de outra grande mudança. Esta era está muito próxima do fim, e a era vindoura está muito próxima. O Rei está voltando.

    Lembrem-se: para que essa mudança aconteça, Deus também está procurando hoje, entre os Seus, um instrumento para marcar a transição entre eras. Mas, como mencionamos na última vez, esse instrumento não será um indivíduo. Será uma pessoa coletiva — um povo tomado pelo Senhor para preparar o caminho do Senhor.

    Também mencionamos a mensagem que João Batista pregou à nação dos judeus naquela época. Em outras palavras, Deus tinha uma palavra para o Seu povo — uma palavra para prepará-lo para a vinda do Messias.

    Essa palavra era muito simples:

    Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus.

    João não apenas pregava o arrependimento; ele batizava as pessoas em água, porque o batismo de João é para arrependimento. Pelo batismo, o arrependimento é expresso em ação: o passado está morto, sepultado, fora de vista, e a pessoa é levantada novamente sobre a base da ressurreição de Cristo.

    Agora, é claro, sabemos que o batismo de João e o batismo dos crentes são diferentes. Hoje temos o batismo dos crentes. Somos batizados porque nosso Senhor Jesus nos ordenou que fôssemos batizados.

    Ide, portanto, e fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;
    ensinando-os a guardar todas as coisas que vos ordenei.

    A ênfase do batismo de João está na morte, porque se trata de arrependimento. A ênfase do batismo dos crentes está na ressurreição, para que andemos em novidade de vida. É claro que o batismo inclui tanto o sepultamento quanto a ressurreição.

    Creio que o Senhor tem uma palavra para o Seu povo hoje, e essa palavra virá por meio desse instrumento de transição entre eras. É a palavra de arrependimento. Este é um tempo em que precisamos nos arrepender de todo o passado, porque a realidade chegou.

    Precisamos enxergar que tudo o que pertence ao passado tem de ir para a morte, e precisamos estar inteiramente sobre a base da ressurreição de nosso Senhor Jesus.

    Nesta noite, gostaríamos de continuar falando sobre João Batista, mas agora a respeito do testemunho de João Batista.

    O Testemunho de João acerca de Si Mesmo

    João começou a pregar no deserto, e muitas pessoas acorriam a ele para serem batizadas. Até fariseus e escribas vinham a ele para serem batizados.

    É claro que não era fácil para esses fariseus e escribas virem a João para serem batizados, porque João era uma pessoa rústica. Não tinha instrução. Nunca havia frequentado a escola dos rabinos. Era muito pouco ortodoxo e estava fora dos padrões estabelecidos.

    Com esses fariseus e escribas vindo a ele para serem batizados, João deveria ter ficado muito satisfeito. Mas, em vez disso, vemos que João tinha palavras muito duras para eles.

    Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira vindoura?
    Produzi, pois, fruto digno de arrependimento.
    E já está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo.

    Isso deve ter ofendido esses fariseus e escribas. Mas, no início, as pessoas saíam das cidades, das aldeias e dos campos; todas acorriam a João Batista para ouvi-lo. Ele tinha tamanho poder e influência sobre as pessoas.

    Então, os fariseus, escribas, levitas, sacerdotes e governantes precisavam considerar o que fazer. Ali estava um homem pouco ortodoxo, fora dos padrões estabelecidos, e, ainda assim, com tamanho poder e influência. Tudo o que fazia contrariava a tradição deles. Ele desafiava a autoridade e a posição deles.

    Queriam descobrir se ele realmente era o Messias ou se era Elias, que seria enviado antes do Messias. Nesse caso, talvez tivessem de acompanhá-lo, apesar de tudo. Mas, se não fosse, por que deveriam continuar permitindo sua presença? Ele era uma contradição à tradição, à posição e à autoridade deles.

    Por isso, enviaram sacerdotes e levitas a João Batista e perguntaram: “Afinal, quem é você? Simplesmente não conseguimos entender você”.

    A Fórmula Religiosa de Ortodoxia

    Certamente, eles tinham uma espécie de fórmula que usavam para testar a ortodoxia. Evidentemente, sempre que alguém aparecia e alguma coisa acontecia, confrontavam essa pessoa com uma fórmula.

    A fórmula parece ter sido esta:

    1. Você é o Cristo?
    2. Você é Elias?
    3. Você é o profeta?

    Segundo o Antigo Testamento, Elias deveria vir antes do Messias. E “o profeta” se refere ao profeta que Moisés mencionou em Deuteronômio 18:15.

    O Senhor, teu Deus, te levantará um profeta do meio de ti, dentre teus irmãos, semelhante a mim; a Ele ouvireis.

    Se essa pessoa não fosse nenhum deles, então deveria ser um impostor. Poderiam tirar sua conclusão a respeito dela. Evidentemente, usaram a mesma fórmula com João Batista: “Quem é você? Diga-nos quem você é. Você é o Cristo? Você é Elias? Você é o profeta?”

    Quando perguntaram a João Batista, não havia nele nenhuma pretensão. Ele foi muito honesto em sua resposta. À primeira pergunta, disse: “Não sou”. À segunda: “Não sou Elias”. À terceira: “Não sou o profeta”.

    “Não sou. Não sou isto. Não sou aquilo.”

    O Conhecimento de Nossas Limitações

    Sabem, queridos irmãos e irmãs, em certo sentido, nosso testemunho acerca de nós mesmos não é verdadeiro. Se vocês dão testemunho de si mesmos, as pessoas não precisam dar muita atenção a isso.

    Até nosso Senhor Jesus, quando estava na terra, disse em João 5:31-32:

    Se Eu dou testemunho de Mim mesmo, o Meu testemunho não é verdadeiro.
    Outro é que dá testemunho de Mim; e sei que é verdadeiro o testemunho que Ele dá de Mim.

    Por que, se uma pessoa dá testemunho de si mesma, seu testemunho não é verdadeiro? Ela pode estar dizendo a verdade e, ainda assim, nesse sentido, seu testemunho não é verdadeiro. Não se pode dar muito crédito a ele.

    Se vocês falam de si mesmos, as pessoas não precisam lhes dar muito crédito. Num tribunal, se você dá testemunho de si mesmo, o juiz ou o júri não pode se basear apenas no seu próprio testemunho. Por quê? Porque nós, seres humanos, temos um coração enganoso e frequentemente enganamos a nós mesmos.

    Achamos que somos alguém. Achamos que somos alguma coisa. Achamos que somos isto ou aquilo, quando não somos. Às vezes, temos um conceito elevado demais de nós mesmos, mais elevado do que realmente deveríamos ter. Mas, às vezes, temos um conceito baixo demais de nós mesmos. Isso também pode acontecer.

    Quando temos um conceito elevado demais de nós mesmos, ficamos cheios de orgulho. Quando temos um conceito baixo demais de nós mesmos, ficamos desanimados. Recuamos e tentamos nos esconder.

    Por isso, se damos testemunho de nós mesmos, nosso testemunho não é verdadeiro. Ninguém precisa dar muita atenção ao nosso próprio testemunho. É preciso que outra pessoa dê testemunho a nosso respeito, para que haja uma confirmação.

    No entanto, em João 8:12, o Senhor disse:

    Eu sou a luz do mundo; quem Me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida.

    Os fariseus disseram imediatamente: “Tu dás testemunho de Ti mesmo; o Teu testemunho não é verdadeiro”. Como o Senhor lhes respondeu?

    Ainda que Eu dê testemunho de Mim mesmo, o Meu testemunho é verdadeiro; porque sei de onde vim e para onde vou.

    Vejam, queridos irmãos e irmãs: se vocês dão testemunho de si mesmos por conta própria, seu testemunho não é verdadeiro, porque ninguém conhece realmente a si mesmo. Mas, por outro lado, se o Espírito Santo dá testemunho com o seu espírito, esse testemunho é verdadeiro.

    Como você sabe que é filho de Deus? É porque alguém lhe diz: “Agora você parece um filho de Deus”? De modo nenhum. Você sabe que é filho de Deus porque a Bíblia diz que o Espírito Santo dá testemunho com o seu espírito de que você é filho de Deus.

    Aqui vocês encontram a diferença. Se damos testemunho de nós mesmos segundo a carne, não há crédito nisso, e não devemos fazer isso. Mas, se o Espírito Santo dá testemunho com o nosso espírito, então esse testemunho é verdadeiro.

    O Senhor disse: “Meu testemunho é verdadeiro, porque sei de onde vim e sei para onde vou”. Aqui vocês encontram João Batista confrontado com a pergunta: “Quem é você? Diga-nos. Não conseguimos entender você”.

    Em sua resposta, vocês encontram tanto o aspecto negativo quanto o positivo. Primeiro, ele respondeu negativamente: “Não sou. Não sou o Cristo. Não sou Elias. Não sou o profeta”. Ele não fingiu ser o que não era.

    Como somos tentados a fingir ser outra pessoa. Sempre queremos ser outra pessoa, e tentamos fingir que somos outra pessoa.

    Devemos ter o Espírito de Cristo, mas não somos Cristo. Devemos ter o espírito de Elias, mas não somos Elias. Devemos ter o espírito do profeta, mas não somos o profeta.

    Se conhecemos a nós mesmos no Espírito, a primeira coisa que devemos conhecer é a nossa limitação — aquilo que não somos. Precisamos saber o que não somos antes de podermos realmente saber o que somos.

    Deus nos chamou para sermos nós mesmos. Deus não chama você para ser outra pessoa. Ele quer que você seja simplesmente você mesmo. É isso que você é.

    Ele tem um plano especial para você. Você tem um lugar no corpo de Cristo. Você é um membro especial desse corpo. Você não é outro membro. Você não é outra pessoa, mas é aquilo que Deus o chamou para ser.

    Se você não tenta ser outra pessoa e, em vez disso, fica contente em ser aquilo que Deus o chamou para ser, esse é o começo do conhecimento de si mesmo.

    Você conhece seu lugar. Conhece sua proporção. Conhece sua medida — até onde o Senhor lhe atribuiu uma medida, que proporção Ele lhe deu. Se você conhece essas coisas, conhece suas limitações e será aquilo que Deus o fez para ser. Esse é o começo do conhecimento de si mesmo.

    Uma Voz no Deserto

    Mas, então, João respondeu positivamente. Depois de ele ter dito: “Não sou isto; não sou aquilo”, a fórmula não funcionou. Perguntaram-lhe: “Afinal, quem é você? Por que batiza as pessoas? Se você não é o Cristo, como ousa batizar as pessoas?”

    Ele respondeu: “Sou uma voz no deserto”.

    Por estar cheio do Espírito Santo, foi-lhe dado conhecimento daquilo que ele era. Sabia, pelo lado negativo, o que não era, e não tentava ser o que não era. Sabia, pelo lado positivo, o que realmente era.

    Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor.

    Nas Escrituras, uma voz vem de uma pessoa. Uma voz transmite a mensagem dessa pessoa. É para ser ouvida, não para ser vista. Uma voz, depois de falar, desaparece; mas a mensagem que ela transmite permanece.

    Isso é o que João Batista era. Em certo sentido, entre os nascidos de mulher, não havia ninguém maior do que João Batista. No entanto, no que dizia respeito a si mesmo, ele se conhecia como uma voz — nada além de uma voz.

    Ele foi enviado por Deus para transmitir uma mensagem ao mundo, para falar às pessoas Daquele que haveria de vir. Depois que a voz falou, seu trabalho estava concluído, e ele desapareceu completamente de cena. Estava contente em ser apenas essa voz.

    Meus queridos irmãos e irmãs, é esse o nosso testemunho acerca de nós mesmos? Vemos, diante do Senhor, que realmente não somos nada? Não somos ninguém. Somos apenas uma voz.

    Estamos falando nossas próprias opiniões, trazendo nossa própria mensagem? Ou somos uma voz de Deus? Temos uma mensagem da parte de Deus?

    Se não temos uma mensagem, não podemos ser uma voz, porque, se estamos apenas falando por conta própria, direcionamos as pessoas para nós mesmos. Fazemos de nós mesmos o fim, em vez de sermos o meio.

    Mas, se realmente temos uma mensagem da parte de Deus, então podemos ser uma voz — uma voz no deserto. Este mundo é um deserto, e Deus fala por meio do Seu povo.

    Deus transmite uma mensagem ao mundo por meio do Seu povo. Depois que lhes transmitimos a mensagem, podemos ir embora e desaparecer — não para sermos vistos, mas para sermos ouvidos. Quem ouve a voz deve adorar a Cristo, adorar a Jesus. Amém.

    Então, em primeiro lugar, o testemunho de João acerca de si mesmo era que ele era uma voz. Em segundo lugar, em João 3:22-30, vocês encontram novamente seu testemunho acerca de si mesmo.

    O Amigo do Noivo

    Era uma situação muito delicada. João Batista estava batizando as pessoas, e Jesus e Seus discípulos também estavam batizando. Mais pessoas iam para serem batizadas pelos discípulos de nosso Senhor Jesus.

    Os discípulos de João tiveram uma discussão com um judeu acerca da purificação. Foram até João e estavam com muito ciúme por causa de seu mestre, porque todas as pessoas estavam indo a Jesus, em vez de virem a João.

    Disseram: “Aquele de Quem você deu testemunho agora está batizando as pessoas, e mais pessoas foram a Ele”. Era uma insinuação e tanto.

    João deu testemunho acerca de si mesmo: “Eu não sou o noivo. Sou o amigo do noivo. Quando o amigo do noivo ouve a voz do noivo, ele se alegra. É necessário que Ele cresça, mas que eu diminua”.

    Antigamente, segundo o costume judaico, quando um noivo ia pedir a mão de uma moça, geralmente não ia pessoalmente. Enviava seu amigo para representá-lo, para ir à família da moça e tratar do casamento.

    O amigo do noivo era uma pessoa muito próxima do noivo — um amigo íntimo. Estava disposto a fazer tudo por seu amigo. Conduzia todas as negociações.

    Depois que toda a questão estava concluída, o amigo do noivo ficava responsável pela festa de casamento. Ele fazia todo o trabalho para o noivo, mas era o noivo quem tinha a noiva.

    Não tinha ciúme disso. Quando ouvia a voz do noivo — isto é, quando o noivo voltava com a noiva e a festa começava —, ele se alegrava, porque sua tarefa estava concluída. Não estava pensando em si mesmo; estava pensando em seu amigo.

    Essa foi a posição que João Batista tomou. Ele disse: “Sou o amigo do noivo. Venho buscar a mão da moça para o noivo. Se ouço a voz do noivo, alegro-me. É necessário que Ele cresça, mas que eu diminua”.

    Em certo sentido, somos a noiva. Mas, em outro sentido, somos o amigo do noivo.

    Nosso Senhor Jesus veio a este mundo para nos buscar como Sua noiva. Ele quer que sejamos Sua noiva. Mas temos outra posição, como João Batista: somos o amigo do noivo. Compreendemos Seu coração.

    Um amigo é alguém que compreende. O Senhor Jesus disse em João 15:15:

    Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de Meu Pai vos tenho dado a conhecer.

    Um servo não conhece o pensamento de seu senhor. O senhor simplesmente diz: “Faça isto”, e ele faz. O senhor não explica. Mas, com um amigo, o senhor compartilha seu pensamento.

    É assim que o Senhor Jesus trata conosco. Ele compartilha Seu coração conosco. Compartilha Seu pensamento e Seu encargo conosco. Sabendo o que Ele realmente quer, o que estamos fazendo?

    Somos realmente o amigo do noivo? Estamos dispostos a fazer todo esse trabalho de negociação e preparação e, ainda assim, depois de todo o trabalho concluído, dizer: “Senhor, somos apenas servos inúteis. Tu és o Noivo. É necessário que Tu cresças e que nós diminuamos”?

    Esse é o tipo de instrumento de transição entre eras que Deus pode usar. Se falamos de nós mesmos e em favor de nós mesmos, se tentamos atrair as pessoas para nós mesmos, não estamos aptos a dar testemunho do Senhor.

    Mas, se nosso testemunho acerca de nós mesmos é que somos uma voz e amigos do noivo, então nosso testemunho do Senhor é verdadeiro e eficaz.

    O Testemunho Tríplice acerca de Cristo

    Isso é apenas a base da introdução. O que realmente queremos considerar nesta noite é o testemunho de João acerca de Cristo.

    É verdade que, às vezes, podemos ser obrigados a dar testemunho de nós mesmos. Geralmente, é melhor não dar testemunho de si mesmo, porque, se você fizer isso, as pessoas dirão: “Seu testemunho não é verdadeiro”. Mas, às vezes, você pode ser obrigado a fazê-lo.

    O apóstolo Paulo foi obrigado a fazer isso em 2 Coríntios. Ele não queria falar de si mesmo; queria falar do Senhor. Mas, às vezes, era obrigado, e precisava dizer alguma coisa. Mesmo o que ele disse era verdadeiro, porque não o disse na carne. Ele estava no Espírito, e não havia nenhuma pretensão em seu testemunho acerca de si mesmo.

    O mesmo acontece conosco. É melhor que não falemos de nós mesmos. Mas, às vezes, as pessoas nos pressionam: “Quem é você? Não conseguimos entender você. Quem é você? O que você quer?” Então, podemos ser obrigados a revelar alguma coisa.

    Nós realmente conhecemos a nós mesmos? Sabemos realmente o que somos e o que não somos? Acho que isso é importante. É uma preparação, para que nosso testemunho do Senhor Jesus seja pleno e completo.

    Fico admirado quando penso em João Batista e em seu testemunho do Senhor Jesus. Que testemunho pleno e completo ele deu do Senhor Jesus! É impressionante.

    O testemunho de João Batista acerca do Senhor tinha três aspectos:

    1. Ele testemunhou: “Eis o Cordeiro de Deus”.
    2. Ele testemunhou que o Senhor batiza com o Espírito Santo.
    3. Ele testemunhou que o Senhor é o Noivo.

    Assim, o testemunho de João acerca de nosso Senhor Jesus é tríplice: o Cordeiro de Deus, Aquele que batiza com o Espírito Santo e o Noivo.

    Cristo como o Cordeiro de Deus

    Quando o Senhor veio a João, ele disse:

    Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!

    No dia seguinte, quando dois de seus discípulos estavam com ele e o Senhor Jesus passou, João disse novamente: “Eis o Cordeiro de Deus”. Os dois discípulos foram e seguiram o Senhor.

    Esse foi seu primeiro testemunho acerca do Senhor. É claro que, para o povo judeu, o conceito do cordeiro era muito familiar. Vocês podem voltar na história deles até o tempo em que estavam no Egito e ver como Deus os livrou da morte e do Egito por meio de um cordeiro pascal.

    Deus enviou diferentes pragas sobre Faraó e sobre o Egito, mas nada funcionou até que Deus feriu todos os primogênitos da terra e salvou os primogênitos dos israelitas pelo sangue do cordeiro pascal.

    Cada família deveria preparar um cordeiro sem defeito, perfeito. Entre as duas tardes do décimo quarto dia do primeiro mês, o cordeiro deveria ser morto. Seu sangue era colocado nos umbrais e na verga da porta, e toda a família se reunia na casa para comer a carne do cordeiro.

    Esse cordeiro lhes deu força para sair do Egito, atravessar o deserto e entrar na terra prometida. Assim, para os filhos de Israel, o conceito do cordeiro era familiar. Ele marcou o início deles como uma nação de Deus.

    Então, é claro, no templo, todas as manhãs, a primeira coisa a ser feita era colocar um cordeiro sobre o altar como holocausto. O altar de bronze era, basicamente, o altar do holocausto.

    Todas as manhãs, um cordeiro era colocado sobre o fogo e lentamente consumido ao longo do dia, até ser reduzido a cinzas. Então, colocava-se a oferta da tarde. Assim, o fogo do holocausto continuava dia e noite, sem cessar.

    Todos os outros sacrifícios oferecidos ao longo do dia — fossem ofertas pelo pecado, ofertas pela culpa, ofertas de cereais, ofertas pacíficas ou outras ofertas — eram oferecidos com base no holocausto.

    Por lermos o livro de Hebreus, sabemos que todo o sangue de touros e bodes não pode tirar pecados. Todas as dezenas de milhares e milhões de bois, ovelhas e bodes oferecidos ao longo dos anos não podiam lavar um único pecado.

    Por isso, nos tempos do Antigo Testamento, os pecados eram cobertos, não lavados. Mas, quando Cristo veio como o Cordeiro de Deus, Ele ofereceu a Si mesmo, sem mácula, pelo Espírito eterno, a Deus, uma vez por todas. Está consumado.

    Ele foi aceito e, porque Ele foi aceito, nós somos aceitos no Amado. Ele levou em Seu corpo os nossos pecados sobre a cruz, para que nos tornássemos justiça de Deus.

    Somos redimidos, não por prata e ouro, mas pelo precioso sangue do Cordeiro, que foi conhecido antes da fundação do mundo.

    Nosso Senhor Jesus é o Cordeiro de Deus. Ele era o Cordeiro que todos esses cordeiros, ovelhas e bodes prefiguravam. Deus O preparou. Deus O enviou a este mundo. Deus fez com que Ele fosse oferecido sobre a cruz. Por causa disso, nossos pecados são perdoados.

    João deu um testemunho muito claro do Senhor Jesus nesse aspecto. O arrependimento era apenas uma preparação. Sem arrependimento, as pessoas não confiariam no Cordeiro de Deus. Não veriam a necessidade do sangue.

    Mas, com o arrependimento, estavam prontas para receber Cristo como o Cordeiro de Deus. Assim, o testemunho de João Batista não era apenas negativo: “Arrependei-vos”. Era também positivo:

    Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!

    Queridos irmãos e irmãs, é claro que sabemos disso. Mas o mundo ainda precisa ouvir esse testemunho. Ainda precisamos testemunhar ao mundo: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”.

    Não só isso: mesmo em nossa vida diária, nunca podemos ir além da necessidade de Cristo como o Cordeiro de Deus.

    Se andarmos na luz, como Ele está na luz, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, Seu Filho, nos purifica de todo pecado.

    É com base no sangue derramado de nosso Senhor Jesus que nossa comunhão diária com Deus pode permanecer ininterrupta. Se ela for interrompida, somente pelo poder do sangue poderá ser restaurada.

    Nunca podemos ir além da necessidade de vê-Lo como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Mas esse é apenas o primeiro aspecto do testemunho de João acerca de nosso Senhor Jesus.

    Hoje, no cristianismo, infelizmente, há muitos que levam o nome de cristãos, mas não há testemunho do Senhor Jesus como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Em vez disso, prega-se um evangelho social.

    Mas, graças a Deus, ainda há lugares onde vocês podem realmente ouvir o evangelho pleno de Jesus Cristo: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. Graças a Deus por esse testemunho.

    No entanto, parece que nosso testemunho do Senhor Jesus frequentemente termina aí. Não é porque o Senhor Jesus não seja mais do que o Cordeiro de Deus, mas porque isso é tudo o que conhecemos Dele.

    Em certo sentido, alegramo-nos porque O conhecemos como o Cordeiro de Deus e damos esse mesmo testemunho. Mas, por outro lado, como é triste que isso pareça ser tudo o que conhecemos Dele e que não tenhamos nenhum testemunho adicional a dar acerca de nosso Senhor Jesus.

    Mas olhem para João Batista. Ele viveu no encerramento do Antigo Testamento e no início do Novo Testamento. Ele não estava no Novo Testamento tão plenamente quanto nós estamos hoje, quanto a igreja está hoje, e, ainda assim, seu conhecimento do Senhor Jesus parece ser tão pleno.

    Cristo como Aquele que Batiza com o Espírito Santo

    João não apenas deu testemunho do Senhor Jesus como o Cordeiro de Deus, mas, em segundo lugar, disse: “Eu batizo em água. Mas há entre vocês Alguém que é anterior a mim. Ele vem depois de mim, mas existia antes de mim, e não sou digno de desatar a correia de Suas sandálias”.

    Ele é tão superior a mim. “Eu batizo vocês em água para arrependimento, mas Ele os batizará com o Espírito Santo.”

    Em certo sentido, João Batista e nosso Senhor Jesus eram primos. Mas João vivia no deserto, e esses dois primos não se conheciam muito bem.

    Quando o Senhor Jesus veio a João Batista, havia algo naquele Homem que fez João sentir que não podia batizá-Lo. O Senhor Jesus precisou dizer:

    Deixa por agora, porque assim nos convém cumprir toda a justiça.

    João disse: “Eu não O conhecia. Mas Aquele que me enviou a batizar em água me disse: ‘Aquele sobre Quem vires descer o Espírito, e sobre Ele permanecer, Esse é o que batiza no Espírito Santo’”.

    Quando nosso Senhor Jesus foi batizado, enquanto Ele orava, o céu se abriu. O Espírito Santo desceu sobre Ele como uma pomba, e ouviu-se uma voz dizendo:

    Este é o Meu Filho amado, em Quem Me comprazo.

    João Batista deu testemunho: “Este é o Filho de Deus. Este é Aquele que batizará com o Espírito Santo”.

    Vocês precisam de olhos espirituais e ouvidos espirituais para ver e ouvir quando essas coisas estão acontecendo. Podem estar bem no meio de tudo e, ainda assim, não ver nem ouvir. Somente aqueles que têm olhos espirituais e ouvidos espirituais podem perceber isso.

    Nosso Senhor Jesus veio para batizar com o Espírito Santo. É claro que sabemos que isso se cumpriu no dia de Pentecostes.

    Depois da morte de nosso Senhor Jesus, Ele apareceu aos Seus discípulos durante quarenta dias. Então, levou-os ao monte das Oliveiras, e ali foi elevado ao céu. Segundo Sua palavra, voltaram a Jerusalém e permaneceram ali por dez dias, orando unânimes — cento e vinte pessoas.

    Enquanto oravam juntos, ao cumprir-se o dia de Pentecostes, de repente veio um som como o de um vento impetuoso. Todo o aposento foi cheio do Espírito Santo, línguas como de fogo vieram sobre eles, e começaram a falar em línguas, glorificando o Senhor.

    Quando o Senhor Jesus estava na terra, Ele era o Cordeiro de Deus, e morreu para tirar nossos pecados. Mas, depois de ascender às alturas, o Pai O ungiu com óleo, assim como o óleo foi derramado sobre a cabeça de Arão e desceu por sua barba e suas vestes, até a orla de suas vestes.

    A descida do Espírito Santo sobre os cento e vinte era a prova de que nosso Senhor Jesus havia chegado e havia sido ungido por Deus como Senhor e Cristo.

    O Cabeça foi ungido. Depois de ser ungido, Ele enviou o Espírito Santo e batizou os cento e vinte no Espírito Santo. Dizemos que esse foi o início da igreja.

    Muitas vezes, queridos irmãos e irmãs, pensamos no batismo com o Espírito Santo em termos do som de um vento impetuoso e da visão de fogo. Mas essas coisas são circunstanciais.

    O significado essencial, o verdadeiro significado do batismo com o Espírito Santo, é outra coisa. Nosso Senhor Jesus é Aquele que batiza. O agente é o Espírito Santo, e nós somos as pessoas que são batizadas.

    Qual é o significado de ser batizado com o Espírito Santo? Qual é a verdadeira obra realizada quando o Senhor, o Cabeça, batiza Seu corpo — Seu povo — com o Espírito Santo? O que aconteceu?

    João batizava as pessoas em água para arrependimento. Quando recebemos o batismo dos crentes, também entramos na água. Mas para que isso serve? Somos batizados em água para que pertençamos a Cristo.

    Em Romanos 6:3, não sabemos que nós, que fomos batizados, fomos batizados em Cristo? Somos batizados em água para pertencer a Cristo.

    Assim como os filhos de Israel foram batizados no mar em Moisés, nós somos batizados em água em Cristo. Em outras palavras, pertencemos a Cristo.

    Então Cristo, o Cabeça, batiza a nós, que somos Seus, com o Espírito Santo. Para quê? O batismo em água é para pertencermos a Cristo; o batismo no Espírito é para pertencermos ao corpo de Cristo.

    É por isso que somente em duas ocasiões — no dia de Pentecostes e na casa de Cornélio — são usados os termos “batizados com o Espírito Santo” ou “batismo no Espírito Santo”.

    Em 1 Coríntios 12:12-13, isso é explicado:

    Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros do corpo, sendo muitos, constituem um só corpo, assim também é Cristo.
    Pois, em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um só corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres; e a todos nós foi dado beber de um só Espírito.

    O significado essencial do batismo com o Espírito Santo — de o Cabeça nos batizar com o Espírito Santo — é que nos tornemos um só corpo. Um só corpo.

    O Senhor não pensa apenas de maneira individual. Precisamos ser salvos como indivíduos. Você não pode ser salvo por mim, e eu não posso ser salvo por você. Cada um precisa se arrepender, crer no Senhor Jesus e receber o Senhor Jesus como o Cordeiro de Deus.

    Precisamos ser salvos individualmente. Mas lembrem-se: esse não é o propósito final de Deus. É apenas o primeiro passo.

    Depois de nos salvar individualmente, Deus nos reúne e nos batiza no Espírito Santo em um só corpo. É isso que Ele quer.

    Portanto, se permanecemos como cristãos individuais, se nosso individualismo não é tratado, se ainda agimos por conta própria e somos independentes, conhecemos Cristo apenas nesse primeiro aspecto. Isso é tudo o que conhecemos.

    Estamos muito aquém do propósito pleno de Deus. O propósito pleno de Deus é que nós, que fomos redimidos, sejamos um. Ele nos batizou em um só Espírito em um só corpo, quer judeus, quer gentios.

    No mundo, a distância entre judeus e gentios não pode ser vencida. É impossível. Mas, em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um só corpo.

    Quando somos batizados em um só corpo, então, como dizem as Escrituras:

    Não pode haver grego nem judeu, circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, cita, escravo, livre; mas Cristo é tudo, e em todos.

    Isso é o que o Senhor Jesus fez como Aquele que batiza com o Espírito Santo. Somos um só corpo. Somos membros uns dos outros. Há uma relação orgânica, não apenas entre nós e o Senhor, mas também entre nós, uns com os outros.

    Por isso, como é importante que mantenhamos a unidade do Espírito no vínculo da paz. Como é importante que vivamos nossa vida no corpo, e não como se estivéssemos fora do corpo.

    Como é importante que nos relacionemos uns com os outros e sejamos edificados juntos. Como é importante que, como membros de um só corpo, funcionemos — não apenas separadamente, mas juntos e em coordenação, sob a autoridade de Cristo como Cabeça.

    Todas essas coisas são reais e importantes porque o Senhor Jesus é mais do que o Cordeiro de Deus. Ele é Aquele que batiza com o Espírito Santo.

    Conhecemos realmente o Senhor Jesus como Aquele que batiza com o Espírito Santo? Se conhecemos, isso nos libertará da independência e do individualismo.

    Isso nos ajudará a ver que somos um só corpo e como precisamos viver a vida desse corpo. É isso que o Senhor fez, e não devemos fazer nada contrário ao que o Senhor fez.

    É por isso que a divisão é uma questão tão séria. Está Cristo dividido? Não somos um só corpo?

    Este é o desejo do Senhor: que nós, que somos Seus, sejamos realmente um, para que o mundo saiba que o Pai O enviou. Se formos aperfeiçoados na unidade, o mundo poderá saber que o Pai nos amou assim como amou a Cristo.

    Cristo como o Noivo

    Esse é o segundo aspecto do testemunho de João acerca de Cristo. Então, há o terceiro.

    João Batista não apenas viu o Senhor Jesus como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Viu o Senhor Jesus como Aquele que batiza com o Espírito Santo, que reúne Seu trigo para Si mesmo. Somos reunidos a Ele como um só corpo.

    Mas João Batista também viu o propósito — o propósito final — de que nos tornássemos a noiva de Cristo e de que Cristo é o Noivo.

    A razão pela qual o Senhor Jesus veio a este mundo vai além de simplesmente buscar e salvar o perdido. A razão pela qual Ele salva os perdidos é reuni-los em um só corpo, o corpo de Cristo, a plenitude Daquele que enche tudo em todos.

    Mas a razão pela qual Ele quer que Seu corpo seja edificado, plenamente desenvolvido e maduro é que esse corpo deve ser Sua noiva. Ele tem Seus olhos voltados para essa noiva.

    Se vocês voltarem a Gênesis, encontrarão uma figura disso. Deus disse: “Não é bom que o homem esteja só”. Então, Deus trouxe todos os animais a Adão.

    Adão olhou para cada um dos animais e deu nomes a todos eles, mas não pôde encontrar alguém que lhe correspondesse.

    Então, Deus fez Adão dormir e tirou algo de seu lado. No original, é simplesmente que Deus tirou algo dele e, com esse algo, edificou uma mulher.

    É maravilhoso que a palavra usada ali seja “edificou”. Adão foi feito, mas a mulher foi edificada.

    Quando Adão acordou, Deus trouxe a mulher até ele. Adão olhou para ela e disse:

    Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; ela será chamada Mulher, porque do Homem foi tomada.

    Os dois foram unidos em uma só carne. Que belo.

    É a mesma coisa. Nosso Senhor Jesus veio a este mundo, mas não pôde encontrar ninguém que Lhe correspondesse. Quando Ele veio a este mundo, tudo o que viu foram pecadores e rebeldes, como animais selvagens e ferozes.

    Ele não pôde encontrar ninguém que Lhe correspondesse, que fosse Sua noiva. Ele não pode unir a Si mesmo aquilo que não é de Sua vida. Não pôde encontrar ninguém e, por isso, precisou começar desde o princípio.

    Ele foi posto para dormir na cruz. Dele saíram sangue e água: sangue para a remissão dos pecados, água para a vida.

    Com aquilo que sai Dele, Ele edifica a mulher. Ele nos trouxe à vida por meio de Sua morte e, então, nos edifica juntos com aquilo que procede Dele mesmo.

    Lembrem-se: a igreja é edificada com aquilo que procede Dele. Somente aquilo que procede Dele, que é semelhante a Ele e que Lhe corresponde, pode ser unido novamente a Ele.

    É por isso que, durante o processo de edificação, a obra da cruz precisa ser realizada em nossa vida, porque é a cruz que nos molda.

    Então, aquilo que permanecer e que for edificado em conjunto se tornará essa mulher — a igreja, a igreja gloriosa.

    Cristo também amou a igreja, e a Si mesmo Se entregou por ela;
    para que a santificasse, tendo-a purificado pela lavagem de água com a palavra,
    para que a apresentasse a Si mesmo como igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante;
    mas para que fosse santa e sem defeito.

    É isso que o Senhor está fazendo. Ele precisa começar desde o princípio. Precisa salvar pecadores, reunir esses que foram salvos e edificá-los.

    Quando estiverem plenamente desenvolvidos, então Ele voltará e tomará esse corpo maduro como Sua noiva. Eles serão unidos para sempre.

    Queridos irmãos e irmãs, João viu tudo isso pela revelação do Espírito Santo. Ele foi uma pessoa usada por Deus para realizar a mudança.

    Quanto mais deveríamos conhecer de nosso Senhor! Esse é o nosso testemunho do Senhor.

    Testemunhamos ao mundo que nosso Senhor é o Cordeiro de Deus? Graças a Deus, sim. Mas também testemunhamos que nosso Senhor Jesus é Aquele que batiza com o Espírito Santo e que somos um só corpo?

    Realmente testemunhamos e dizemos que o Senhor é o Noivo? É por isso que precisamos ser edificados juntos. Não é apenas para nós mesmos. É para Ele, por causa Dele. É isso que Ele quer, é para isso que Ele vem, é isso que Ele anseia.

    Se pudermos dar esse testemunho, seremos usados para mudar os tempos e trazer o Rei.

    Oração

    Nosso Pai celestial, nós Te louvamos e Te agradecemos porque, por meio do Espírito Santo, Teu servo João Batista pôde dar um testemunho tão claro, tanto de si mesmo quanto de Teu Filho.

    Senhor, nós Te pedimos que, por meio da revelação do Espírito Santo, também nos seja dada uma revelação clara de quem somos e do que somos diante de Ti, e do que Tu és para nós.

    Que possamos dar ao mundo um verdadeiro testemunho de Jesus. Oh, que Teu nome seja exaltado em Tua preciosidade. Amém.