E o Deus de toda a graça, que vos chamou à Sua eterna glória em Cristo, depois de haverdes sofrido por um pouco de tempo, Ele mesmo vos aperfeiçoará, firmará e fortalecerá.
A Ele seja o domínio pelos séculos dos séculos. Amém.
Agora me regozijo nos meus sofrimentos por vós e, da minha parte, completo na minha carne o que falta das aflições de Cristo, por amor do Seu corpo, que é a igreja;
Da qual fui constituído ministro, segundo a dispensação de Deus que me foi dada para convosco, para cumprir a palavra de Deus,
O mistério que esteve oculto por séculos e gerações: mas agora foi manifestado aos Seus santos,
Aos quais Deus quis dar a conhecer quais são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, a esperança da glória:
A Quem proclamamos, admoestando a todo homem e ensinando a todo homem em toda a sabedoria, para que apresentemos todo homem plenamente amadurecido em Cristo;
Para isso também trabalho, lutando segundo a Sua operação, que opera poderosamente em mim.
Assim como recebestes a Cristo Jesus, o Senhor, assim andai nEle, arraigados e edificados nEle, e confirmados na vossa fé, assim como fostes ensinados, abundando em ações de graças.
Se, pois, fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está, assentado à direita de Deus.
Pensai nas coisas que são de cima, não nas que são da terra.
Porque morrestes, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.
Quando Cristo, que é a nossa vida, Se manifestar, então também vós vos manifestareis com Ele em glória.
Por esta causa dobro os meus joelhos perante o Pai,
De Quem toda família nos céus e na terra recebe o nome,
Para que, segundo as riquezas da Sua glória, vos conceda que sejais fortalecidos com poder pelo Seu Espírito no homem interior;
Para que Cristo habite em vossos corações pela fé; a fim de que, estando arraigados e fundamentados em amor,
Possais compreender, com todos os santos, qual seja a largura, o comprimento, a altura e a profundidade,
E conhecer o amor de Cristo, que excede todo conhecimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus.
Ora, Àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, segundo o poder que opera em nós,
A Ele seja a glória na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, pelos séculos dos séculos. Amém.
Amado Senhor, somos tão gratos por podermos vir nesta noite, assim, à Tua presença. Não estamos pedindo que Te juntes a nós; nós é que estamos nos juntando a Ti. Estamos entrando na Tua presença. Tu és Aquele que nos reuniu.
E, Senhor, queremos agradecer-Te porque providenciaste uma unção para este nosso tempo juntos. Queremos permanecer, pela fé, nessa unção, tanto para falar a Tua palavra como para ouvi-la.
Querido Senhor, que este seja um tempo em que nos encontremos Contigo, em que algo da Tua palavra venha habitar em nós. Ó Senhor, ouve o nosso clamor e encontra-Te conosco nesta noite, pois pedimos isso em nome do nosso Senhor Jesus, o Messias. Amém.
Tenho trazido no coração aquela frase de 1 Pedro 5:10:
E o Deus de toda a graça, que vos chamou à Sua eterna glória em Cristo.
Ontem à noite falei sobre isso: chamados à Sua eterna glória em Cristo. Não posso retomar tudo o que disse ontem à noite. Tudo o que posso dizer, como introdução nesta noite, é que não existe outra palavra que substitua a palavra glória.
Algumas versões modernas tentaram usar palavras diferentes, como honra, magnificência ou esplendor, mas nenhuma delas é adequada. Realmente, não existe uma palavra alternativa. Temos de usar a palavra glória, assim como temos de usar a palavra graça. Graça é graça.
O Espírito Santo precisa revelar o significado de glória, assim como precisa revelar o significado de graça. E todo filho de Deus tem, como direito de nascimento, conhecer este mistério:
As riquezas da Sua glória entre os gentios.
Graça e glória são gêmeas. Não se pode ter glória sem graça. Elas caminham juntas. A única maneira de um ser humano chegar à glória de Deus é pela graça de Deus.
Há uma bela frase em um salmo muito querido, Salmos 84:11. Diz assim:
Porque o Senhor Deus é sol e escudo:
O Senhor dará graça e glória.
O caminho para a glória passa pela graça de Deus.
Nesta noite, quero falar a partir da passagem que lemos juntos em Colossenses 1:27:
Aos quais Deus quis dar a conhecer quais são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, a esperança da glória.
Cristo em vós, a esperança da glória.
Não é Cristo a favor de vocês. Isso é maravilhoso, mas não é Cristo a favor de vocês que é a esperança da glória. Vocês não podem ter nenhuma esperança de glória se Cristo não estiver a favor de vocês. Tampouco é Cristo acima de vocês. Vocês não podem chegar à glória de Deus se o Senhor Jesus não for o seu Senhor.
Tampouco é Cristo à frente de vocês. Se vocês não mantiverem os olhos no Senhor Jesus, nunca chegarão à glória de Deus. Mas Paulo não diz isso.
Tampouco é Cristo atrás de vocês. Receio que seja isso o que muitos cristãos têm: um Cristo atrás deles, sempre ali, por assim dizer, para arrumar a bagunça, corrigir os erros e nos colocar de volta no caminho.
Todo filho de Deus conhece esse Cristo atrás de si. Tenta viver a vida cristã e, é claro, faz uma bagunça. Todos nós fazemos. Nascemos assim. Nenhum ser humano consegue viver a vida cristã, mas isso é algo que cada um de nós precisa aprender pela experiência — geralmente fracassando e caindo.
Dizemos: “Ajuda-me, Senhor. Ajuda-me, Senhor. Fica atrás de mim, Senhor. Sustenta-me, Senhor. Sê Aquele que vem atrás de mim, arrumando a bagunça que estou fazendo”.
Mas não é Cristo a favor de vocês, Cristo acima de vocês, Cristo à frente de vocês ou Cristo atrás de vocês. É Cristo em vocês.
Não são tantos os cristãos que já tiveram essa revelação. No entanto, ela é uma parte essencial do direito de nascimento de todo filho de Deus. Isso precisa ser revelado — que diferença faz quando, de repente, você percebe: Ele está em você.
Ele está em você.
Está escrito em Gálatas 1:15-16:
Mas, quando aprouve a Deus, que me separou desde o ventre de minha mãe e me chamou pela Sua graça,
Revelar Seu Filho em mim.
Foi aí que começou o ministério do apóstolo Paulo: quando o Espírito de Deus revelou Jesus nele.
Vocês se lembram da estrada de Damasco. Ele viu o Senhor. O Senhor realmente falou com ele. O Senhor Se revelou a ele. Mas depois chegou um momento — talvez durante os três anos na Arábia, não sei; talvez quando Ananias impôs as mãos sobre ele — em que, de repente, ele compreendeu.
Ele havia nascido de Deus. Era um filho de Deus. Aquele Jesus que disse:
Eu sou Jesus, a Quem tu persegues.
Não estava distante do Seu povo.
Paulo naturalmente teria dito: “Eu não estou perseguindo a Ti. Tu estás morto. Tu já foste embora. Não posso atingir a Ti. Estou atacando todas essas pessoas que estão causando problemas entre nós — esses Teus discípulos”.
Mas, por fim, o apóstolo compreendeu profundamente que, quando tocava naqueles discípulos, tocava no Senhor Jesus. Ao tocar neles, estava tocando no Senhor Jesus.
O Espírito Santo disse, em essência: “Agora você faz parte do Senhor Jesus. Quem tocar em você, Paulo, toca em Mim — o Filho dEle”.
Quando aprouve a Deus revelar Seu Filho em mim.
Lembro-me de quando fui salvo. Eu só conhecia o Senhor Jesus objetivamente.
Agora, preciso dizer isto: há um perigo em pensar no Senhor Jesus como pão, como água, como o ar que respiramos, como vida e como poder. Há o perigo de nos tornarmos tão subjetivos que nos esqueçamos de que existe um Homem à direita de Deus.
Esquecemo-nos de que esse Jesus está à direita de Deus. Ele está aguardando o momento de voltar. Ainda tem marcas nas mãos, uma cicatriz no lado e marcas nos pés. Não envelheceu nem um pouco nos milhares de anos desde que ascendeu na nuvem.
Esse Jesus está voltando como Rei. Ele vai voltar — entre todos os lugares, e isso talvez seja um choque para alguns — para Jerusalém. É ali que Ele será encontrado: esse Jesus.
Quando fui salvo, eu só conhecia o Senhor Jesus objetivamente. Lembro-me do dia em que O vi. Não sei se foi em um sonho ou em uma visão, mas eu O vi. Até hoje me lembro das palavras que Ele me disse. Eu tinha apenas catorze anos.
Eu tentava ser uma pessoa tão boa. Li tudo sobre John Wesley e sobre como ele falava todos os dias com uma pessoa a respeito da salvação da sua alma, e decidi fazer o mesmo.
Enchi a boca com a linguagem de Canaã — a linguagem dos cristãos à minha volta. Eram batistas, gente boa, nascida de Deus. Enchi a boca com a linguagem deles e falava como eles. Eu tinha uma inteligência razoável; não levei muito tempo para aprender o jargão.
Mas eu fazia de tudo para me tornar um bom cristão.
Quando fui para a universidade, tornei-me o terror dos estudantes, porque falava com pelo menos um deles por dia sobre a sua salvação. Era mais ou menos assim: “Você é um pecador. Eu sou um cristão. Você não é salvo; eu sou salvo. Eu vou para o céu; você vai para o inferno”.
Era mais ou menos dessa maneira que eu acreditava que precisava fazer. O resultado era que, toda vez que eu passava por um daqueles corredores, todos os estudantes desapareciam pelas portas dos dois lados.
Muitas vezes me perguntei quantos acabaram entrando em aulas que não tinham nada a ver com a Escola de Estudos Orientais e Africanos. Lá estava alguém estudando japonês que acabava entrando numa aula de hauçá, suaíli ou alguma outra coisa.
Enfim, sempre me lembro de como eles desapareciam. Eu sempre tinha um lugar na sala de convivência dos estudantes. Toda vez que entrava, todos saíam de perto, e eu conseguia encontrar um lugar para me sentar.
Mas, no fundo do coração, eu estava desesperado, porque, embora soubesse como um cristão deveria ser, de algum modo havia uma discrepância entre o que eu era e o que a Bíblia dizia que eu deveria ser.
Meu antigo pastor, Alan Redpath, percebeu que eu estava em dificuldade. Ele me enviou pelo correio um pequeno livreto chamado Mas Como?
Quando recebi aquele pequeno livreto — lembro-me de que era azul —, pensei comigo mesmo: “Mas como?” Eu havia dito isso repetidas e repetidas vezes.
Toda vez que o pastor pregava sobre vitória, vitória serena e sobre sermos mais que vencedores, eu pensava: “Mas como?” Toda vez que cantavam hinos maravilhosos sobre correntes caindo, eu pensava: “Mas como?” Quando cantávamos hinos sobre a culpa e o poder do pecado, eu pensava: “Mas como?”
Aquilo estava sempre comigo: “Mas como? Mas como? Mas como?” Ouvíamos coisas maravilhosas, mas a única pergunta que permanecia o tempo todo no meu coração era: “Mas como?”
Decidi levar aquele pequeno livreto e fui a uma das igrejas paroquiais antigas mais empoeiradas e malcheirosas, bem ao lado da Escola de Estudos Orientais e Africanos. Ajoelhei-me. O lugar era quase claustrofóbico por causa do cheiro de poeira. Eu duvidava que alguém tivesse limpado as janelas nos últimos cem anos.
O cheiro que vinha das almofadas dos bancos era o da poeira de cem anos. Mas o céu se abriu para mim.
Enquanto lia aquele livro, era como se o próprio céu se abrisse. Lembro-me com muita clareza de que a primeira coisa que me veio, como um enorme choque, foi esta: o Espírito Santo é seu.
Pensei comigo mesmo: “Eu mal sei que existe um Espírito Santo. Conheço o Pai. Conheço o Filho. Mas o Espírito Santo — Quem é Ele?”
Ele veio a mim como uma revelação. A única maneira de eu conhecer Jesus e saber o que era ter a Sua vida e o Seu poder era por meio do Espírito Santo.
O Espírito de Deus sussurrou no meu coração: “Eu fui dado a você com todas as chaves da sua vida, e você as roubou”.
E foi então que eu disse ao Senhor: “Ó, perdoa-me. Eu Te ignorei completamente, querido Espírito Santo. Eu havia escondido as chaves. Tu tinhas as chaves de cada parte da minha vida”.
A segunda coisa que compreendi profundamente foi uma revelação: o Espírito Santo me foi dado para reproduzir em mim a vida e a natureza do Senhor Jesus.
Aquilo foi uma revelação tremenda para mim. Foi a revelação de que Cristo estava em mim pelo Espírito Santo.
A terceira coisa veio quando eu estava me levantando: “Meu juízo a seu respeito é este: Eu crucifiquei você”.
Aquilo foi uma revelação para mim. Eu vinha tentando transformar o velho Lance Lambert em um bom cristão. Estudava a Palavra, orava, testemunhava a todos. Que revelação foi aquela: Deus havia me crucificado.
Eu disse: “O que tenho feito, tentando transformar esse velho Lance Lambert em um bom cristão, quando Deus o crucificou?”
Levantei-me, e o Senhor disse: “Espere um pouco. Há mais uma coisa”. Ajoelhei-me novamente, e o Senhor me disse — não acho que Ele necessariamente diria isso a vocês, mas foi o que disse a mim —: “Nada mais de testemunhar, a menos que Eu lhe dê a oportunidade. Nada mais de testemunhar”.
“Ó Senhor”, eu disse, “está bem”.
Pela primeira vez, Ele era Senhor.
Durante três semanas, aproveitei como nunca. Não testemunhei a uma única pessoa. Desfrutei do Senhor. Como desfrutei do Senhor! Achei que já havia sido salvo; achei que nunca havia sido salvo. Pensava que era salvo antes, mas agora — ah, era tão maravilhoso simplesmente ser um ser humano e não me preocupar mais comigo mesmo.
Depois de três semanas, um dos rapazes do time de rúgbi da faculdade veio até mim na sala de convivência e disse: “Posso lhe fazer uma pergunta muito pessoal?”
“Sim”, respondi, “por favor, faça”.
Ele disse: “Nós, os rapazes, temos conversado. Existe algo diferente entre você e nós”.
Agora, é claro, se ele tivesse me perguntado isso quatro semanas antes, eu teria dito: “Ah, sim. Você é um pecador, e eu sou salvo. Você vai para o inferno, e eu vou para o céu”. Depois, teria pedido que ele viesse comigo a uma reunião.
Mas, dessa vez, eu disse: “Entendo”. Fiquei quase constrangido. Disse: “Bem, nós dois somos pecadores. Mas acho que a diferença é que, pela graça de Deus, Ele me salvou”.
Para meu completo espanto, lágrimas escorreram pelo rosto dele. Pensei comigo mesmo: “Há algo estranho aqui. Passei dois anos inteiros tentando levar alguém à salvação e não consegui em um único caso, e, de repente, uma pessoa vem até mim. Nem sequer testemunho a ela, e ela me pergunta — com lágrimas escorrendo pelo rosto, numa sala cheia de estudantes —: ‘Como posso conhecer Deus como você?’”
Eu lhe disse: “Bem, você precisa convidar o Senhor Jesus a entrar no seu coração”.
“Onde posso fazer isso?”, ele perguntou.
“Na igreja?”
“Não”, respondi, “você pode fazer isso em qualquer lugar”.
“Posso fazer isso aqui?”
Fiquei tão espantado que minha boca se abriu. Eu disse: “Bem, sim, é claro”.
Então ele levantou a cabeça e simplesmente disse: “Ó Deus, Tu sabes que pecador eu sou. Entra no meu coração, Senhor Jesus, e salva-me”.
Esse foi o início do meu ministério.
Deus revelou o Senhor Jesus em mim. Agora, ouçam: isso não é para pessoas especiais. Isso é para todo filho de Deus.
A situação da sua família poderia ser transformada. “Ah”, você diz, “tenho um marido terrível, uma esposa terrível, filhos terríveis, pais terríveis”. Não, não estou falando deles. Estou falando de você.
Deus poderia mudar você de tal maneira que, no fim, isso teria um impacto na sua família, no seu trabalho e em quaisquer problemas que você tenha. Este é o seu direito de nascimento: saber que Cristo, pelo Espírito Santo, está em você — não apenas a seu favor, mas em você.
Isso é tão tremendo quando você começa a compreender, porque tudo está ali para você. Vocês se lembram de como o Senhor Jesus expressou isso em João 15:4:
Permanecei em Mim, e Eu em vós.
Se você é um filho de Deus, o fato glorioso é que a sua posição é em Cristo. Se você está em Cristo, pela graça de Deus, Cristo está em você. Talvez você não saiba disso. Talvez isso nunca tenha se tornado uma realidade para você por meio de revelação.
Deixem-me levá-los um passo adiante, se vocês ainda estão me acompanhando.
Cristo em você é a única esperança que você tem.
Mas é, de fato, esperança. Cristo em você: Ele é a esperança da glória.
Eu sou judeu; vocês são gentios. Essas riquezas da glória deste mistério estão entre os gentios. Isso não é extraordinário? No entanto, a maioria de vocês, de origem gentílica, nem sequer sabe que Cristo está em vocês.
Tantos estão tentando ser cristãos — tentando ser bons cristãos, tentando ser cristãos zelosos. Vocês vão se desgastar. Vão se esgotar tanto tentando ser cristãos que não haverá alegria nisso, apenas sofrimento.
Isso não é a vida cristã. O evangelho é alegria, paz e justiça no Espírito Santo.
A única maneira de a vida cristã ser autêntica é quando Deus toca os olhos do seu coração e você vê: “Ele está vivendo em mim”.
Espero ter deixado isso claro o suficiente: Cristo em vocês — glória. Entenderam? Cristo em vocês — glória.
Um dia, Ele será manifestado em vasos de glória — no corpo redimido de vocês.
Deixem-me levá-los um pouco mais adiante. Em Colossenses 2:9-10, está escrito:
Porque nEle habita corporalmente toda a plenitude da Divindade,
E nEle sois feitos plenos.
Agora, ouçam-me com muita atenção. Deus colocou tudo no Senhor Jesus. Fora do Senhor Jesus, não há nada. Há um veto divino sobre tudo o que está fora do Senhor Jesus. Isso é religião — religião cristã ou qualquer tipo de religião. É apenas religião.
Mas, em Cristo, Deus nos deu tudo: todas as bênçãos, todas as provisões, toda a luz, todo o poder. Tudo de que você precisa está no Senhor Jesus. NEle habita corporalmente toda a plenitude da Divindade, e nEle vocês são feitos plenos, ou completos.
Efésios 1:3 diz:
Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos abençoou com toda bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo.
Onde estão essas bênçãos? Toda bênção espiritual — onde estão? Em Cristo. Todas elas.
Graças a Deus, não experimentamos todas de uma só vez. Estaríamos em um hospital psiquiátrico. Não há como experimentar todas as bênçãos de Deus de uma só vez. Não conseguiríamos conter tudo isso. Ficaríamos loucos; perderíamos o equilíbrio mental.
Mas, pela graça de Deus, é pouco a pouco, passo a passo, dia após dia. Há uma bênção para tudo. Toda bênção é sua em Cristo.
Toda promessa é sua em Cristo. 2 Coríntios 1:20 diz:
Pois quantas forem as promessas de Deus, nEle está o sim: por isso também, por meio dEle, está o amém.
Deus, por assim dizer, declarou: “Em Meu Filho, Eu digo sim a toda promessa do Livro”. Toda promessa: sim.
É claro que o Espírito Santo precisa aplicá-la. Quando passamos por situações, quando enfrentamos problemas, quando as circunstâncias não parecem muito favoráveis, o Espírito Santo toma uma dessas promessas, e ela se torna nossa. Firmamo-nos nela, e, por meio dEle, vem o cumprimento.
NEle: sim. Por meio dEle: amém.
Filipenses 4:19 diz:
E o meu Deus suprirá cada uma das vossas necessidades segundo as Suas riquezas em glória em Cristo Jesus.
Ele não diz apenas necessidades espirituais. Toda necessidade física, toda necessidade mental, toda necessidade material — toda necessidade: espiritual, mental, física, material. Onde Deus diz que vai supri-la? Em Cristo.
Vocês creem nisso? Creem realmente nisso? Creem que toda promessa é sim em Cristo e que, por meio dEle, virá o cumprimento — amém? Creem realmente que toda bênção espiritual é de vocês nEle?
Vocês creem realmente que cada uma das suas necessidades pode ser suprida, e é suprida, nEle — gloriosamente, ricamente, plenamente?
Vocês creem que nEle está toda a plenitude?
Eu poderia continuar. Poderia falar sobre a vida. A vida eterna não é uma coisa; a vida eterna é uma Pessoa. A vida eterna é o Senhor Jesus, que disse em mais de uma ocasião:
Eu sou a vida.
Eu sou a ressurreição e a vida.
É por isso que o apóstolo João diz em 1 João 5:11-12:
E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna, e esta vida está em Seu Filho.
Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida.
É uma das coisas mais extraordinárias que, em conferências, convocações, convenções e livros por todo o mundo, o tema seja tão frequentemente “a vida cristã, a vida cristã, a vida cristã”.
No entanto, nem uma única vez vocês encontram a expressão vida cristã na Bíblia. Isso não é extraordinário? Significa que não existe vida cristã? Não com essas palavras.
Vocês podem ficar bastante aborrecidos comigo e dizer: “Quer dizer que não existe vida cristã?”
O que a Bíblia chama de vida eterna é a vida cristã. É muito simples. Vocês, os mais jovens, ouçam-me:
Deus nos deu a vida eterna, e esta vida está em Seu Filho.
Essa é a vida cristã.
Quem tem o Filho tem a vida cristã. Quem não tem o Filho de Deus — por mais que tenha recebido o batismo infantil, sido batizado ou inscrito no registro de alguma igreja — não a tem.
Como disse Spurgeon, vocês podem ser batizados por todo o trajeto de Land’s End, na Grã-Bretanha, até a Nova Inglaterra, nos Estados Unidos, e tudo o que acontecerá é que ficarão muito molhados.
Deus nos deu vida — vida mais abundante, vida de ressurreição. Nessa vida há um poder extraordinariamente grande: poder para vencer em toda dificuldade.
Deus colocou tudo em Seu Filho. Se você é um filho de Deus, salvo pela graça de Deus, Ele o posicionou em Cristo, onde está toda a provisão. E agora, ainda mais maravilhoso, Cristo está em você.
Isso significa que toda essa provisão não está longe. Está em você, se você é um filho de Deus.
Não sei se isso está sendo assimilado. Eu ouvia mensagens assim, e elas simplesmente passavam por cima da minha cabeça. Quando compreendi profundamente que o Espírito Santo me havia sido dado, pensei: “Eu mal sabia que existia um Espírito Santo”. Sim, eu havia cantado hinos sobre o Espírito Santo. Certamente havia ouvido mensagens sobre o Espírito Santo.
É extraordinário, não é? Deus nos deu tudo em Cristo; então, pela Sua graça, colocou-nos nEle, e Ele está em nós. Ah, precisamos crescer com Ele.
Cristo em vós, a esperança da glória.
Então Paulo prossegue e diz:
Assim como recebestes a Cristo Jesus, o Senhor, assim andai nEle.
Vocês ouviram isso? Como receberam o Senhor Jesus? Como pecadores. Pela graça de Deus, receberam o Senhor Jesus. Portanto, andem nEle.
Não deixem isso subir à cabeça. Não pensem que são alguma coisa quando não são. Mas andem da mesma maneira como O receberam.
Agora, o que é andar? Desculpem-me por ficar cobrando respostas de vocês assim, como um professor rigoroso, mas quero que compreendam. Alguns cristãos parecem pensar que toda a sua vida cristã é uma grande série de saltos.
A vida deles é um salto espiritual após o outro. De algum modo, são impulsionados por uma explosão nuclear espiritual e acham que essa é a maneira de se tornarem espirituais. Bobagem.
Vocês podem ter experiências enormes, mas nada substitui o andar. O que é andar? Um passo após o outro, após o outro.
Se eu continuar por tempo suficiente, vou chegar daqui a Santa Barbara. Como faço isso? Um passo após o outro, após o outro. Foi isso que John estava dizendo nesta manhã.
É uma série de passos, dados pela graça, mediante a fé.
Pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.
Se vocês enxergam Cristo em vocês, isso não significa que sejam maduros, plenamente desenvolvidos ou completos no sentido que a antiga palavra inglesa perfect pode sugerir. Não significa que não tenham pecado, fraqueza ou falha. Significa que estão crescendo em direção à plena maturidade.
Vocês podem ter sido salvos pela graça de Deus, mediante a fé, mas são bebês. Que empolgação há quando, pela primeira vez, um bebê se agarra a alguma coisa e fica em pé. Há uma enorme empolgação em toda a família: “O pequeno Tommy ficou em pé!”
Como se fosse um milagre. No entanto, isso aconteceu um milhão de milhões de vezes ao longo da história da humanidade. Mas, quando acontece pela primeira vez em uma família, todos ficam empolgados. Os telefones tocam: avó, avô, tia — “O pequeno Tommy ficou em pé!”
Há uma empolgação ainda maior, e um pouco de medo, quando ele dá os primeiros passos.
Não é triste quando os cristãos ficam parados — imóveis? Não conseguem andar.
Não importa quem vocês sejam ou há quanto tempo estejam no Senhor, todos nós precisamos andar nEle. Perceberam isso?
Assim como recebestes a Cristo Jesus, o Senhor, assim andai nEle.
À medida que andam nEle, passo a passo e etapa por etapa, vocês crescem. Vocês crescem.
É maravilhoso ser um filho de Deus. Muitas vezes penso comigo mesmo, neste mundo em que vivemos: como alguém vive sem o Senhor Jesus? Vocês já pensaram nisso?
Como alguém tem vivido neste nosso mundo, com toda a sua tristeza, pecado, problemas e dificuldades, sem o Senhor Jesus?
Precisamos crescer nEle. É algo que acontece passo a passo.
Vocês perceberam a passagem que lemos em Efésios 3:16? O apóstolo diz: “Estou orando por vocês”. É isto o que ele diz:
Para que, segundo as riquezas da Sua glória, vos conceda que sejais fortalecidos com poder pelo Seu Espírito no homem interior.
A única maneira de conhecermos o Senhor Jesus é por meio do Seu Espírito. Como Ele habita em vocês? Pelo Espírito de Deus.
Que sejais fortalecidos com poder pelo Seu Espírito no homem interior.
Essa é a primeira coisa.
Aqui está a segunda coisa:
Para que Cristo habite em vossos corações pela fé.
Isto é andar nEle: que Cristo habite no seu coração pela fé. A única maneira de Cristo habitar no seu coração é pelo Espírito Santo e mediante a fé dada por Deus.
Vocês dão um passo após o outro, às vezes diante de dificuldades enormes — obstáculos que parecem rir de vocês de maneira demoníaca. Mas vocês creem que Jesus é o Vencedor.
Somente depois de atravessarem tudo isso é que olham para trás e dizem: “Aprendi alguma coisa. Algo mais do Senhor Jesus se tornou meu por meio daquela experiência”.
Então vem a terceira coisa:
A fim de que, estando arraigados e fundamentados em amor, possais compreender, com todos os santos, qual seja a largura, o comprimento, a altura e a profundidade,
E conhecer o amor de Cristo, que excede todo conhecimento.
Acho que uma das coisas mais maravilhosas, como crente, é conhecer o amor do Messias, que excede o entendimento.
Vocês nunca irão além do amor de Deus. Há Alguém que ama a sua alma e não vai soltá-los.
Querido filho de Deus, acho isso tão extraordinário: fortalecidos com poder pelo Seu Espírito no homem interior; Cristo habitando no seu coração pela fé; conhecendo a largura, o comprimento, a altura e a profundidade do amor de Cristo, que excede o entendimento; e então, ouçam: cheios de toda a plenitude de Deus.
Seria blasfêmia se não estivesse no Livro. Como pode um pequeno ser humano ser cheio de toda a plenitude de Deus?
Isso significa que sou inteiramente envolvido por Ele. Alguns cristãos têm um deus tão pequeno que fica confinado às suas próprias concepções limitadas.
É algo tremendo ser cheio de toda a plenitude de Deus. Não significa que eu possa conter, no meu pequeno ser, toda a plenitude de Deus. Significa que estou imerso nEle.
Lembro-me de ter lido um sermão de Campbell Morgan. Não o ouvi — isso me tornaria velho demais, embora eu já seja bastante velho —, mas lembro-me de tê-lo lido.
Ele disse: “Por que os cristãos sempre pensam que chegar à glória é como um navio entrando no porto? Eu penso nisso como um navio que parte para navegar”.
Em outras palavras, não é que tudo vá se estreitando cada vez mais. Os horizontes se tornam cada vez mais amplos: uma eternidade de exploração, uma eternidade de experiência, uma eternidade em Cristo, em glória.
Vamos passar por isso novamente:
Fortalecidos com poder pelo Seu Espírito no homem interior;
Cristo habitando em nossos corações pela fé;
Para que conheçamos a largura, o comprimento, a altura e a profundidade, e o amor de Cristo, que excede todo conhecimento;
Cheios de toda a plenitude de Deus.
Então:
Ora, Àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, segundo o poder que opera em nós.
É tudo a mesma coisa: fortalecidos com poder no homem interior pelo Seu Espírito, segundo o poder que opera em nós. Isto é Cristo em vocês pelo Espírito Santo.
Vocês creem realmente que têm um Senhor que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedem ou pensam? Ou vocês O limitaram? Ele é algum tipo de ídolo — um ídolo de Jesus? Ele pode ir até certo ponto; pode fazer até certo tanto; mas vocês estabelecem os limites. “Ele não pode fazer isto. Ele não pode fazer aquilo.”
Ele é poderoso para fazer além de tudo o que pedimos. Essa é uma coisa que muitos de nós não fazemos. C. T. Studd disse certa vez: “Por que pedir ao Senhor um nome, quando você pode pedir um elefante?”
Em outras palavras, façam orações grandes.
Nada tendes, porque não pedis.
Ele é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos. Alguns de nós não ousam verbalizar isso. Não ousam colocar em palavras. Pensamos: “Ah, se ao menos o Senhor fizesse isso”.
Deixem-me dar mais um passo: vocês estão limitando o poder que opera em vocês?
Voltando agora ao assunto. Quanto mais de Cristo, mais glória. Quanto menos de Cristo, menos glória.
Um dia, tudo o que nasceu de Deus em vocês — tudo o que nasceu do Senhor Jesus em vocês — será glorificado.
Quanto mais houver do Senhor Jesus na sua vida, mais glória haverá.
Algumas pessoas têm a ideia de que o reino dos céus é uma espécie de soviete, uma espécie de Estado marxista, onde todos deveriam ser iguais. Não haverá rivalidade, ciúme nem nada disso; todos serão exatamente iguais. Isso é um absurdo.
Uma estrela difere de outra estrela em glória.
Isso está em 1 Coríntios 15:41. Se o Senhor, pelo Seu Espírito Santo, puder desenvolver em vocês uma capacidade cada vez maior para o Senhor Jesus, haverá mais glória. Deixem-me colocar assim: haverá mais a ser glorificado.
A capacidade de vocês para o Senhor Jesus precisa ser em amor. Vou falar sobre isso amanhã à noite, por isso não direi mais nesta noite. Mas essa capacidade para o Senhor Jesus em vocês precisa ser em amor.
Cristo em vós: a esperança da glória.
Infelizmente, hoje usamos a palavra esperança de uma maneira diferente daquela em que a Bíblia a usa. Nós a usamos como uma espécie de desejo sem fundamento. Esperamos contra toda esperança. “Cristo em vocês, esperando contra toda esperança alcançar a glória.”
Esse não é o significado. Não é um vago “talvez, talvez”. “Talvez eu seja um filho de Deus. Só espero conseguir chegar à porta.”
Não é assim que essa maravilhosa palavra esperança é usada. Esta é uma esperança certa — mais certa do que a chegada do amanhecer.
Esperamos o amanhecer; isto é, aguardamos com expectativa o amanhecer. Vocês entendem?
Cristo em vocês, a esperança — sempre acrescento essa palavrinha, embora ela não esteja no original —, uma esperança certa de glória.
Cristo está em vocês? Deus os posicionou no Senhor Jesus? O Senhor Jesus veio habitar em vocês?
Essa é a esperança certa da glória. Certa.
Vocês se lembram da outra passagem, em Colossenses 3:2-4:
Pensai nas coisas que são de cima, não nas que são da terra.
Porque morrestes, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.
Quando Cristo, que é a nossa vida, Se manifestar, então também vós vos manifestareis com Ele em glória.
Fixem a mente em Cristo.
Agora, é aqui que quero encerrar nesta noite. Como sempre digo, no momento em que falo sobre o fim, vocês podem ter bastante certeza de que ainda vem mais um pouco. Tenho uma boa sucessão apostólica para isso, porque o apóstolo Paulo sempre dizia “finalmente” na metade das suas cartas.
Tenho a tendência de seguir essa tradição apostólica.
Quero levá-los a 2 Coríntios 3:17-18. Este é realmente o meu último ponto nesta noite.
Ora, o Senhor é o Espírito: e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade.
Mas todos nós, com o rosto desvendado, contemplando como em um espelho a glória do Senhor, somos transformados na mesma imagem, de glória em glória, como pelo Senhor, o Espírito.
Entenderam? Capítulo 3, desculpem — eu disse capítulo 4? Estou ficando velho.
Há algumas pessoas acordadas aqui nesta noite.
Pensem novamente. Ouçam. É o Espírito Santo outra vez. É o Senhor Jesus — a glória do Senhor Jesus —, a luz do conhecimento da glória de Deus na face de Jesus, o Messias.
Mas vocês não podem conhecer isso à parte do Espírito Santo. É o Espírito Santo que nos revela Jesus e nos capacita a voltar os olhos para Ele.
Há algum santo aqui que tenha mais tempo no Senhor? Vocês conhecem o Senhor e têm experimentado o Senhor há muitos anos, mas talvez tenham muitos problemas e dificuldades. Seus olhos se desviaram do Senhor.
Estão no inimigo, nos problemas, na situação e nas dificuldades. Voltem os olhos para o Senhor Jesus. Somente o Espírito Santo pode capacitá-los a fazer isso.
Agora, ouçam novamente: com o rosto desvendado.
Devo dizer outra vez? Com o rosto desvendado.
Vocês sabem qual é o problema entre tantos cristãos? Eles têm um véu sobre o rosto.
Vocês podem dizer: “Como podem ter um véu sobre o rosto?” Pecado não confessado. Esse é o véu.
Desobediência. Você sabe muito bem em que está sendo desobediente. Pode ser a menor coisa na sua vida, a menor coisa sobre a qual o Espírito de Deus colocou o dedo, e você não quer ouvir.
Isso significa que você tem o rosto coberto por um véu.
O mundanismo é outro problema. Somos tão mundanos; amamos as coisas do mundo. E há também o egoísmo.
Deixem-me contar uma pequena história da qual voltei a me lembrar mais recentemente.
Muitos anos atrás — mais anos do que gosto de lembrar —, celebrávamos a Mesa do Senhor. Uma moça entrou, vinda da rua. Ela era garçonete em um pequeno restaurante razoavelmente conhecido na cidade. Não tinha nenhuma formação cristã.
Na Mesa do Senhor, sempre dizíamos: “Se você não pertence ao Senhor e não pode se entregar ao Senhor, não tome o pão e o vinho”.
Enquanto o pão era partido e o vinho era servido nos cálices, ela viu o Senhor.
Depois, ela veio até mim e disse: “Enquanto aquele pão era partido e o vinho era derramado daquela jarra nos cálices, eu vi o Senhor. Foi a pessoa do Senhor que eu vi, e me entreguei a Ele”.
Disse-lhe algumas coisas sobre ser fiel ao Senhor, sempre obedecer ao Senhor —
Tudo quanto Ele vos disser, fazei.
Vocês sabem, as coisas habituais.
Ela abriu um grande sorriso e disse: “Obrigada”. Ao sair pela porta, virou-se de repente e disse: “Ah, há uma coisa — uma coisa que não vou fazer”.
Eu disse: “O que é?”
Ela disse: “Não vou tirar este batom”.
Eu disse: “Ninguém falou sobre batom. Você ouviu alguém falar sobre batom ou maquiagem?”
“Não”, ela disse, “mas percebi que muitas das senhoras não têm nada no rosto”.
“Bem”, eu disse, “isso é assunto delas. Talvez gostem de ficar assim”.
“Mas eu não vou tirar”, ela disse. “Tenho a pele muito pálida e não quero parecer um fantasma.”
Eu disse: “Minha querida, você me faz uma promessa?”
“Sim”, ela disse. “Qual?”
Eu disse: “Prometa-me que nunca vai tirar esse batom — a menos que o Senhor fale com você”.
“Prometo”, ela disse, e fez a promessa.
Talvez nove meses depois, de repente percebi, em uma das reuniões: ela estava sem batom. Então fui diretamente até ela depois da reunião e disse: “E a promessa?”
“Ah”, ela disse, “o Senhor falou comigo”.
Agora, por favor, senhoras, não me matem todas depois por causa disso. Não vejo nada de errado em cosméticos ou batom. Acho muito melhor parecer vivo do que parecer um monte de cadáveres prestes a cair nos seus caixões.
E, se o Senhor falou com você, isso não significa que seja para todo o sempre. Na verdade, ela voltou a usar batom depois de alguns anos.
Mas aquele único ato de obediência a levou a uma dimensão de entendimento espiritual e, a partir daquele momento, ela cresceu.
Quando Deus fala com você sobre abrir mão da televisão, do esporte, de romances, de um amigo ou de um relacionamento, você pode argumentar, argumentar e argumentar. Você diz: “Por quê? Não há nada de errado nisso. É legítimo. Não é pecado”.
Mas um véu vem sobre o seu rosto. Você já não contempla a glória do Senhor, ainda que como em um espelho.
Muitas vezes, um ato de obediência em uma questão muito pequena leva você a um universo de entendimento espiritual. De pequenos atos de obediência dependem enormes revelações e experiências do Senhor Jesus.
Todos nós, com o rosto desvendado, contemplando como em um espelho a glória do Senhor, somos transformados na mesma imagem, de glória em glória.
O que isso significa? Só posso dizer a partir da minha própria experiência.
Quando olho para trás, para a minha vida, não posso dizer que ela tenha sido de glória em glória. Só posso dizer que tem sido de tribulação em tribulação. Mas descobri que é exatamente isso o que significa.
Toda vez que o Senhor coloca você numa situação difícil e você não sabe mais o que fazer, Ele amplia a sua capacidade para Cristo. Ao final, você tem mais do Senhor Jesus — mais dEle.
É passar de uma capacidade menor para a glória a uma capacidade maior para a glória. Esta é a obra do Espírito Santo.
Portanto, querido filho de Deus, não desista. Não desista.
Há uma bela e breve palavra em Isaías 44:23 que diz:
O Senhor remiu a Jacó e será glorificado em Israel.
Jacó era um trapaceiro. Havia muito pouco de glorioso em Jacó. Mas, quando Deus Se encontrou com ele, tocou na fonte da sua força e o quebrantou, ele se tornou Israel.
Deus remiu Jacó, mas será glorificado em Israel. Você é um Jacó? Não desista. Não desista.
O pior Jacó do mundo pode ver a face de Deus e viver. Então Jacó se torna Israel, e Israel é a base para a glória.
Que o Senhor opere em vocês nesta noite. Que Ele tome esta pequena frase de Colossenses 1:27:
As riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, a esperança da glória.
Uma esperança certa de glória.
Vamos orar?
Amado Senhor, nossa oração nesta noite é que toques os nossos corações. Podemos ouvir todas estas palavras e ouvir as ilustrações, mas, a menos que, Senhor, pelo Teu Espírito, toques os olhos do nosso coração e nos dês esse espírito de sabedoria e de revelação no conhecimento de Ti, tudo será em vão.
A menos que ilumines os olhos do nosso coração, Senhor, tudo será em vão. Por isso, Senhor, clamamos a Ti nesta noite.
Se houver alguém com o rosto coberto por um véu, ajuda essa pessoa a voltar-se para Ti com sinceridade; a confessar qualquer pecado; a abandonar qualquer concessão ao mal; a abandonar todo mundanismo; a obedecer-Te em tudo o que estiveres pedindo.
Sabemos, Senhor, que pelo Teu Espírito darás nova visão, nova iluminação e nova revelação. Ouve-nos, pois pedimos isso em nome do nosso Senhor Jesus, o Messias. Amém.