Por favor, abram em 1 Samuel 16.
1 Samuel 16. Começaremos em 1 Samuel 16:6.
E sucedeu que, entrando eles, viu a Eliabe e disse: Certamente está perante Ele o ungido do Senhor.
Porém o Senhor disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a altura da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o Senhor não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração.
Então chamou Jessé a Abinadabe e o fez passar diante de Samuel, o qual disse: Nem a este tem escolhido o Senhor.
Então Jessé fez passar a Samá; porém disse: Tampouco a este tem escolhido o Senhor.
Assim fez passar Jessé a sete de seus filhos diante de Samuel; porém Samuel disse a Jessé: O Senhor não tem escolhido a estes.
Disse mais Samuel a Jessé: Acabaram-se os teus filhos? E disse: Ainda falta o menor, e eis que apascenta as ovelhas. Disse, pois, Samuel a Jessé: Manda chamá-lo, porquanto não nos assentaremos à mesa até que ele venha aqui.
Então mandou chamá-lo e o trouxe; e era ruivo, e formoso de semblante, e de boa aparência. E disse o Senhor: Levanta-te e unge-o, porque este mesmo é.
Então Samuel tomou o chifre de azeite e ungiu-o no meio de seus irmãos; e, desde aquele dia em diante, o Espírito do Senhor veio poderosamente sobre Davi. Então Samuel se levantou e foi para Ramá.
Agora, 1 Samuel 17:31.
E, ouvidas as palavras que Davi havia falado, as anunciaram a Saul, que mandou chamá-lo.
E Davi disse a Saul: Não desfaleça o coração de ninguém por causa dele; teu servo irá e pelejará contra este filisteu.
Porém Saul disse a Davi: Contra este filisteu não poderás ir para pelejar com ele; pois tu ainda és moço, e ele, homem de guerra desde a sua mocidade.
Então disse Davi a Saul: Teu servo apascentava as ovelhas de seu pai; e, quando vinha um leão ou um urso e tomava um cordeiro do rebanho,
Eu saía após ele, e o feria, e o livrava da sua boca; e, levantando-se ele contra mim, lançava-lhe mão da barba, e o feria, e o matava.
Assim feriu teu servo o leão e o urso; assim será este incircunciso filisteu como um deles, porquanto afrontou os exércitos do Deus vivo.
Disse mais Davi: O Senhor, Que me livrou das garras do leão e das garras do urso, Ele me livrará da mão deste filisteu. Então disse Saul a Davi: Vai, e o Senhor seja contigo.
E Saul vestiu a Davi de suas vestes, e pôs-lhe sobre a cabeça um capacete de bronze, e o vestiu de uma couraça.
E Davi cingiu a espada sobre as suas vestes e tentou andar, pois nunca as havia usado. Então disse Davi a Saul: Não posso andar com isto, pois nunca o usei. E Davi tirou aquilo de sobre si.
E tomou o seu cajado na mão, e escolheu para si cinco pedras lisas do ribeiro, e pô-las no alforje de pastor que trazia, isto é, no surrão; e tomou a sua funda na mão e chegou-se ao filisteu.
Agora, 1 Samuel 17:45.
Davi, porém, disse ao filisteu: Tu vens a mim com espada, e com lança, e com dardo; porém eu venho a ti em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a Quem tens afrontado.
Hoje mesmo o Senhor te entregará na minha mão; e ferir-te-ei, e tirar-te-ei a cabeça, e os corpos do arraial dos filisteus darei hoje mesmo às aves dos céus e às feras da terra; para que toda a terra saiba que há Deus em Israel:
E saberá toda esta congregação que o Senhor salva, não com espada nem com lança; porque do Senhor é a batalha, e Ele vos entregará na nossa mão.
Ultimamente, temos compartilhado em comunhão sobre a obra de restauração de Deus entre o Seu povo, usando a história dos filhos de Israel como pano de fundo.
Os filhos de Israel já estavam na terra prometida havia centenas de anos. A história registrada no livro de Juízes abrange mais de trezentos anos. Durante todos esses anos, o povo de Deus estava na terra de Deus; contudo, ao ler o livro de Juízes, vocês percebem que a condição deles era deplorável.
Por causa de sua infidelidade ao Senhor, eles não conseguiam subjugar todos os seus inimigos. Não conseguiam tomar plena posse de tudo o que lhes pertencia. Pelo contrário, de tempos em tempos, seus inimigos os venciam. Eles ficavam sob o domínio e a opressão de seus inimigos.
Quando essas coisas aconteciam, eles clamavam ao Senhor em sua aflição. E o Senhor, por causa de Seu coração misericordioso — não porque os filhos de Israel tivessem se arrependido, não porque tivessem mudado, mas por causa da misericórdia do Senhor —, levantava juízes entre eles para livrá-los de seus inimigos e lhes dar tempos de refrigério.
Mas isso acontecia repetidamente, vez após vez. Era um ciclo: infidelidade, opressão, um juiz era levantado, livramento, avivamento e, depois, mais uma vez, afastamento de Deus. Isso continuou por mais de trezentos anos.
O veredito do Espírito Santo sobre toda aquela situação era simplesmente este:
Não havia rei em Israel; cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos.
Eles eram um povo disperso. Eram fracos. Não estavam unidos e não conseguiam entrar no pleno propósito de Deus.
Mas, depois de isso acontecer por centenas de anos, Deus começou a agir — não apenas para livrá-los temporariamente da opressão, mas de maneira mais permanente. Isto é, Deus começou a introduzir o Seu rei entre os filhos de Israel.
O propósito de Deus para os Seus filhos era dar-lhes um rei. O próprio Deus era o Rei deles, e Ele queria ter um homem que O representasse como rei sobre o Seu povo. Sob esse rei, toda a nação seria unida em uma só. Eles venceriam seus inimigos e tomariam plena posse de tudo o que lhes pertencia.
Naturalmente, sabemos que isso aconteceu no tempo de Davi. Era a obra de restauração de Deus. Deus começou a restaurá-los ao Seu propósito original — não apenas lhes dando um breve período de avivamento, mas conduzindo-os à restauração, ao pleno propósito de Deus.
Quando Deus começou essa obra de restauração, vemos que Ele a realizou passo a passo. Em cada etapa, uma pessoa foi usada; e, nessa pessoa, um princípio espiritual de restauração foi demonstrado.
Os princípios de Deus são princípios vivos. Não são teorias mortas. Portanto, todos esses princípios vivos de Deus precisam ser demonstrados em pessoas vivas. Por meio dessas pessoas, Deus pôde demonstrar os princípios divinos da restauração e realizar a obra de restauração.
A primeira pessoa que Ele escolheu na linha da restauração foi alguém que estava completamente fora das expectativas de qualquer um, porque ela era moabita. Um moabita não tinha permissão para entrar na congregação de Deus, nem mesmo até a décima geração.
Os moabitas estavam completamente excluídos da comunidade de Deus. Não tinham parte com Deus. Contudo, quando Deus começou Sua obra de restauração, escolheu uma mulher moabita para começar, e o nome dela era Rute.
Na vida de Rute, encontramos uma demonstração do princípio divino da graça. A graça é algo que nunca vimos, em que nunca pensamos e com que nunca sequer sonhamos.
Deus, por Sua misericórdia, escolheu uma mulher moabita. Ele colocou essa mulher em contato com Israel por meio de Noemi. Rute foi tão atraída por Noemi que também foi atraída pelo Deus de Noemi. Ela abandonou seus próprios deuses, seu próprio povo e sua própria terra. Seguiu Noemi até a terra de Israel, tomando o povo de Noemi como seu próprio povo e o Deus de Noemi como seu Deus.
Depois, vemos como ela recolheu espigas no campo de Boaz. Então encontrou Boaz na eira e reivindicou o direito de resgate. Boaz a resgatou, e daquela união veio o rei Davi.
Assim, o primeiro movimento na obra de restauração de Deus é encontrado em Rute: o princípio da graça.
Depois, vemos que Deus começou a avançar mais um passo. Mais uma vez, Deus escolheu outra mulher: Ana.
Deus cerrou o ventre de Ana. Ela era uma mulher piedosa e deveria ter sido abençoada com muitos filhos e filhas; mas Deus cerrou o seu ventre. Deus a colocou em uma situação muito constrangedora e, por essa razão, ela era provocada por Penina.
Toda vez que a família ia adorar a Deus em Siló, ela não conseguia comer nem beber. Chorava o tempo todo. Deus a havia encerrado de tal maneira nessa situação que ela acabou descobrindo uma coisa: Deus também tinha uma necessidade.
Então ela se dispôs a que a necessidade de Deus fosse suprida por meio da sua própria necessidade. Quando compreendeu isso, entregou-se à oração prevalecente. Deus respondeu à sua oração e lhe deu um filho, Samuel, aquele vaso de Deus.
Irmãos e irmãs, o segundo princípio na obra de restauração de Deus é a oração prevalecente. Primeiro, a graça; e a graça nos conduz à oração com dores de parto. Sem graça, nunca poderemos orar com dores de parto. Esse é o trabalho mais difícil.
Vocês podem tentar fazer outros trabalhos sem graça. Mas, se quiserem realizar o trabalho da oração prevalecente, isso é impossível sem graça. Foi da oração de Ana, com dores de parto, que Deus levantou Samuel.
Samuel demonstra o terceiro princípio da restauração. Samuel foi uma pessoa que marcou uma época. Ele não era apenas um profeta; era profeta, sacerdote e juiz. Deus o usou para realizar a transição da dispensação dos juízes para a dispensação dos reis.
Samuel demonstra o princípio divino da revelação. Ele viveu em uma época em que a palavra de Deus era rara e as visões de Deus eram pouco frequentes. Até Eli, o sumo sacerdote e juiz, tinha os olhos enfraquecidos. Ele estava fraco, e a lâmpada de Deus ainda ardia na casa, embora estivesse se apagando.
Em outras palavras, Samuel viveu em uma época em que não havia visão, não se enxergava e não havia palavra de Deus. Mas Samuel era um vidente. Era alguém que via. Ele ouvia a palavra de Deus, via Deus aparecer-lhe e conhecia o pensamento de Deus.
Foi por meio da revelação que ele começou a trazer o povo de Deus de volta a Deus. Portanto, queridos irmãos e irmãs, o terceiro movimento na obra de restauração de Deus segue o princípio da revelação.
Depois da revelação veio o quarto princípio: a realeza. Davi era um rei designado por Deus, e, na vida de Davi, outro princípio é demonstrado — o princípio da autoridade divina.
Mas precisamos voltar um pouco. Os filhos de Israel ficaram impacientes porque os filhos de Samuel não andavam em seus caminhos. Então foram a Samuel e disseram: “Dá-nos um rei como o têm as nações”.
Deus lhes daria um rei, mas lhes daria um rei segundo o Seu próprio coração. Os filhos de Israel não conseguiram esperar por esse rei. Pediram um rei à maneira das nações e, por causa disso, receberam Saul. Que decepção!
O povo se apegou muito a Saul. Embora Saul falhasse vez após vez, Deus lhe deu todas as oportunidades para ser o rei de Deus. Mas um homem da carne não pode se sujeitar à lei de Deus. A mente carnal não consegue enxergar a sabedoria de Deus; para ela, isso é loucura.
Saul foi provado vez após vez e fracassou em todas as provas. Finalmente, Deus o rejeitou. Contudo, mesmo depois de Deus o rejeitar, Samuel ainda lamentava por ele, porque, de alguma forma, Saul havia se tornado o primeiro amor de Samuel.
Deus precisou dizer a Samuel: “Por que lamentas por alguém que Eu rejeitei? Tu deverias ser um Comigo. Quem Eu rejeito, tu rejeitas; quem Eu recebo, tu recebes. Mas agora Eu rejeitei Saul, e tu ainda estás apegado a ele. Por que fazes isso?”
Deus disse: “Levanta-te. Vai a Belém e ali unge um dos filhos de Jessé para ser rei — o Meu rei”.
Samuel disse: “Não posso fazer isso. Se Saul souber que vou ungir outro, ele me matará”. Mas Deus lhe disse que fosse a Belém oferecer um sacrifício, chamasse os filhos de Jessé e ungisse um deles.
Jessé reuniu sete de seus filhos, mas deixou um de fora: o mais novo, que estava no campo. Um após outro, eles passaram diante de Samuel.
Quando o filho mais velho, Eliabe, passou, Samuel pensou: “Certamente este deve ser o ungido do Senhor”. Ele se parecia muito com Saul. Saul era mais alto que os outros, dos ombros para cima, e Eliabe era alto, bonito e impressionante.
Mas Deus disse: “Eu o rejeitei”. Deus não olha para a aparência. Os homens olham para a aparência. Quando os homens escolhem, escolhem segundo a aparência; mas Deus olha para o coração.
O segundo passou, e Deus disse: “Não”. O terceiro passou, e Deus disse: “Não”. O sétimo passou, e Deus disse: “Não”.
Samuel começou a se perguntar o que estava acontecendo. Disse: “Estes são todos os seus filhos?” Jessé respondeu: “Ainda falta o mais novo”. Segundo o tom do hebraico, havia um tom de desprezo: “Sim, tenho outro filho mais novo, mas o que ele é? Ele não é ninguém. Só serve para cuidar de algumas ovelhas”.
Era uma ocasião tão importante: um dos filhos seria ungido rei, e, ainda assim, Jessé pôde deixar Davi de fora. Ele não tinha confiança em seu filho mais novo. Negligenciava-o completamente. Não o compreendia.
Ali estava um jovem, o mais novo de oito rapazes. Normalmente, se você é o filho mais novo, é o queridinho da família. Mas aquilo era realmente incomum: Davi era o filho mais novo, e seu pai o ignorava completamente.
Talvez Davi fosse tão espiritual que seu pai não conseguisse compreendê-lo. Por isso, ele era considerado um inútil, mandado para o campo e nem sequer chamado de volta. Muito incomum. Ele era desprezado por seu pai.
Também era desprezado por seus irmãos. Mais tarde, quando seus três irmãos mais velhos foram à guerra e o pai de Davi o enviou para saber como eles estavam, Davi foi obedientemente. E como seu irmão mais velho o repreendeu!
“Eu conheço você”, disse Eliabe. “Você é orgulhoso, orgulhoso e arrogante. Só quer vir ver a guerra.” Ele não compreendia Davi de modo algum.
Davi era adolescente naquela época, um jovem negligenciado por seu pai e desprezado por seus irmãos. Ninguém o compreendia. Ele era completamente desconhecido.
Isso não é maravilhoso? Ele era desconhecido pelos homens, mas conhecido por Deus. Entre todos os filhos de Jessé, Deus tinha o Seu coração voltado para este: Davi.
Quando Davi chegou, Deus disse: “Levanta-te e unge-o. É este. É este”.
Aqui vemos Deus ordenando a Samuel que ungisse Davi. Nos últimos dias, as pessoas têm feito perguntas sobre a unção; por isso, talvez possamos aproveitar esta oportunidade para compartilhar um pouco sobre ela.
Nos tempos do Antigo Testamento, Deus ungia determinadas pessoas. Também ungia objetos com azeite. Ele enviava Seu profeta para ungir algumas pessoas como reis, assim como enviou Samuel para ungir Saul e, depois, Davi. Os reis eram ungidos.
Os sacerdotes também eram ungidos. Quando o sumo sacerdote era consagrado, era ungido com azeite. O azeite era derramado abundantemente sobre sua cabeça e escorria por toda a sua veste.
Os profetas também eram ungidos. Deus enviou Elias para ungir Eliseu como profeta em seu lugar. Assim, nos tempos do Antigo Testamento, certas pessoas eram ungidas. Quando eram ungidas, eram separadas e recebiam uma obra específica para realizar para Deus.
Um rei deve governar para Deus, não para si mesmo. Um sacerdote deve servir a Deus e ao povo de Deus. Um profeta deve proclamar o pensamento de Deus ao Seu povo. Essas pessoas eram escolhidas e separadas para cumprir uma obra específica.
Não apenas pessoas eram ungidas nos tempos do Antigo Testamento; até objetos eram ungidos. Depois que o tabernáculo foi construído e todos os seus utensílios foram colocados em ordem, Deus ordenou a Moisés que ungisse a tenda e todos os utensílios, antes que os sacerdotes entrassem para servir.
Essas coisas já haviam sido feitas conforme as instruções, mas não deveriam ser usadas até que fossem ungidas.
Havia outro caso peculiar de unção: quando um leproso era purificado. Depois de sua purificação, o sangue do carneiro era colocado sobre sua orelha, seu polegar e seu dedão do pé, e, sobre esse sangue, era aplicado azeite. Assim, o leproso, que havia sido excluído, era recebido de volta na congregação de Deus.
Quando reunimos essas coisas, chegamos a uma compreensão do que a unção realmente significa.
Quando Davi foi ungido, o Espírito de Deus veio sobre ele. Em outras palavras, a unção trouxe o Espírito Santo. No Antigo Testamento, a unção era simbólica. Por meio dela, a pessoa ou o objeto era vivificado pelo Espírito Santo e, somente então, podia começar a cumprir sua função.
Um rei não podia exercer sua função como rei para Deus até ser ungido. Precisava ser capacitado pelo Espírito Santo para servir ao propósito de Deus. O mesmo acontecia com o sacerdote e com o profeta. Eles não deveriam fazer nada por conta própria, mas sob o poder da unção — isto é, sob o poder do Espírito Santo.
No caso do leproso, ele era recebido de volta à comunhão por meio da unção. Era trazido de volta à vida, à comunhão e ao exercício de sua função como membro do corpo de Cristo.
Quando chegamos ao Novo Testamento, vemos que nosso Senhor Jesus é o Ungido. Seu próprio título, Cristo, significa “o Ungido”.
Quando Ele saiu do rio Jordão, o Espírito Santo veio sobre Ele como uma pomba e permaneceu Nele. Então Ele foi conduzido pelo Espírito ao deserto. Depois de vencer o tentador, voltou no poder do Espírito Santo.
Ele entrou na sinagoga, abriu o livro de Isaías e leu:
O Espírito do Senhor está sobre Mim,
Porque Me ungiu para anunciar boas-novas aos pobres.
Nosso Senhor Jesus é o Ungido. Ele estava sob a unção de Deus ao realizar a obra que Deus O enviou para fazer. Depois de concluir Sua obra e subir às alturas, Ele foi novamente ungido pelo Pai.
Nosso Senhor Jesus foi ungido para ser Profeta. Enquanto esteve na terra, Ele nos revelou o Pai. Foi ungido para ser Sacerdote à direita do Pai, intercedendo por nós. Foi ungido para ser Rei. Um dia, Ele voltará e governará e reinará para Seu Pai.
Deus O ungiu acima de todos os Seus companheiros. Ele era o Ungido.
Agora, queridos irmãos e irmãs, e quanto a nós? Nós fomos ungidos?
Quem somos nós? Somos cristãos. O que significa ser cristão? Cristo é o Ungido. Os cristãos são os ungidos. Pelo nosso próprio nome, fomos ungidos. Vocês creem nisso ou ainda estão esperando ser ungidos?
Vamos ler uma passagem: 2 Coríntios 1:21-22.
Mas o Que nos confirma convosco em Cristo e o Que nos ungiu é Deus;
O Qual também nos selou e deu o penhor do Espírito em nossos corações.
Vocês foram ungidos? Se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é Dele, diz Paulo.
Segundo essa palavra, Deus é Aquele Que nos confirma com os apóstolos em Cristo. Nós, que fomos redimidos, estamos sendo firmados por Deus. É uma obra presente. Deus ainda está realizando essa obra.
O que está sendo firmado? O corpo de Cristo — a igreja. Ele firma todos nós juntos em Cristo, para que sejamos o corpo de Cristo. Essa é a obra de Deus.
Então ele diz:
E o Que nos ungiu.
Para que essa obra de nos firmar seja realizada, precisamos ser ungidos, selados e receber o penhor do Espírito em nossos corações. Caso contrário, essa obra não pode ser realizada.
Esses são termos diferentes, mas o fato de serem termos diferentes não significa que essas coisas precisem acontecer em momentos diferentes. São aspectos diferentes da obra do Espírito Santo em nós.
Quando cremos no Senhor Jesus, o Espírito Santo nos gera. O que é nascido do Espírito é espírito. Ele não apenas nos gera, mas também nos sela. Somos selados pelo Espírito Santo; isto é, pertencemos a Deus.
Se vocês veem o selo de uma pessoa sobre alguma coisa, isso significa que aquela coisa pertence àquela pessoa. Assim, nós, que fomos gerados pelo Espírito, fomos, ao mesmo tempo, selados pelo Espírito.
Será possível pertencermos ao Senhor e, ainda assim, não termos sido escolhidos e separados para uma função específica? Certamente não. Fomos escolhidos. Fomos separados. Deus nos separou pelo Espírito Santo para uma função específica, uma obra específica a ser realizada no corpo e na obra de Deus.
Todos os que pertencem ao Senhor foram ungidos. O Espírito Santo nos ungiu. Por causa disso, fazemos parte da obra de Deus e somos capazes de cumprir nossa função. Ele também nos deu o penhor do Espírito, a garantia de que, um dia, Ele nos conduzirá à nossa plena herança em Cristo.
Todas essas coisas já aconteceram. Temos o Espírito Santo em nós? Se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é Dele. Vocês têm o Espírito Santo. Portanto, no que diz respeito à obra de Deus, todos nós fomos ungidos.
Se você não foi ungido, não pode se chamar cristão. Cristão significa um pequeno ungido.
Vocês creem nisso? Posso ver no rosto de vocês que alguns não creem. É bom demais para acreditar, não é? Ainda estamos procurando algum dia futuro em que possamos receber a unção do Senhor e, então, ser escolhidos, separados e receber dons para cumprir nossa função na edificação do corpo de Cristo.
Vocês estão esperando por isso? Não ouvem o que o Senhor disse na cruz?
Está consumado.
Está feito. Está feito.
Se vocês prosseguirem até 1 João 2, encontrarão o que João diz:
Vós tendes a unção que vem Dele.
Vocês não precisam que alguém os ensine, porque a unção dentro de vocês os ensinará a respeito de todas as coisas. Tudo o que ela ensina é verdadeiro e não é mentira. Se vocês obedecerem ao ensino da unção, permanecerão em Cristo.
Nos tempos do Antigo Testamento, a unção era algo que vinha fisicamente sobre uma pessoa, porque o Espírito Santo ainda não havia vindo. Mas, no Novo Testamento, a unção é o próprio Espírito Santo, vindo habitar em nós e nos dando poder para servir. Ela é interior e exterior.
Algumas pessoas dizem: “Se isso é verdade, por que estou tão morto? Por que não consigo exercer minha função? Por que não me sinto chamado para uma obra específica? Será que realmente fui separado? É verdade que Deus quer me usar, até a mim — tão pequeno, o menor de todos? Certamente não sirvo para nada. Será que Ele me ungirá? Será que Ele me usará?”
Ah, irmãos e irmãs, Deus ungiu Davi — o menor, desprezado, negligenciado e considerado inútil pelas pessoas. Contudo, Deus o ungiu como rei.
Se ao menos enxergássemos o que a unção realmente significa: fomos ungidos, separados, recebemos uma função específica para cumprir e recebemos o Espírito Santo para que, por meio Dele, possamos cumprir essa função.
Por que não experimentamos a unção? Por que, quando tentamos exercer nossa função, achamos tudo tão difícil? Porque estamos fazendo isso por conta própria, com nossa própria força, esforçando-nos para conseguir, em vez de permitir que o poder do Espírito Santo flua por meio de nós.
A unção é soberana. Eu não posso dizer: “Quero ser ungido”, e Deus ser obrigado a me escolher. Davi não escolheu isso, mas Deus ungiu Davi.
Deus é soberano. Quem Ele quer escolher, Ele escolhe. Quem Ele quer usar, Ele usa. Isso não procede do homem; está inteiramente em Deus. É por isso que tantas pessoas ficam surpresas.
Mas por que Deus rejeitou os outros filhos e escolheu Davi? Havia uma razão. Quando Samuel pensou de maneira errada, Deus o corrigiu e disse: “Deus olha para o coração, não como os homens, que olham para a aparência exterior”.
A razão pela qual, dentre todos os jovens daquela época, Deus escolheu Davi foi que Deus viu seu coração. A unção de Davi por Deus estava baseada no coração de Davi.
É verdade que Deus é soberano. Ele pode ungir quem quiser. Contudo, sendo o Deus infinitamente sábio, Ele tem uma razão quando unge alguém. No caso de Davi, a razão era o seu coração.
Esse jovem, desconhecido por todos, tinha um coração assim diante de Deus — um belo coração. Seu coração era inteiramente voltado para o seu Deus. Seu coração buscava a Deus. Seu coração era puro para com Deus. Porque Deus viu um coração assim, disse: “Este é o homem segundo o Meu próprio coração”.
Nosso Deus é um Deus de coração. Ele é cheio de coração e, por isso, olha para o coração. Queridos irmãos e irmãs, nada é mais importante do que o nosso coração.
Em Provérbios, somos instruídos:
Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração;
Porque dele procedem as fontes da vida.
A vida procede do coração, e a vida cresce por meio do coração. Não é para a nossa aparência que Deus realmente olha; é para o nosso coração.
Não conhecemos nosso coração, mas Deus conhece. Se Ele puder encontrar alguém neste mundo cujo coração seja perfeito para com Ele, mostrará Seu poder em favor dessa pessoa. Foi por isso que Deus escolheu Davi.
Muitas vezes, percebo que as pessoas estão mais preocupadas com sua aparência. “Será que pareço espiritual? Será que minha aparência está boa?” Muitas vezes, negligenciamos nosso coração diante de Deus.
É verdade: ninguém conhece seu próprio coração. O coração é enganoso acima de todas as coisas; quem poderá conhecê-lo? Mas é Deus Quem prova e conhece nosso coração.
Esta deveria ser nossa oração, dia após dia, como orou o salmista:
Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração:
Prova-me e conhece os meus pensamentos:
E vê se há em mim algum caminho mau,
E guia-me pelo caminho eterno.
Essa deveria ser nossa oração. Como precisamos sempre voltar nosso coração para o Senhor e permitir que Ele nos examine! Em 2 Coríntios 3, vemos que, sempre que nosso coração se volta para o Senhor, o véu é retirado. Então contemplamos a glória do Senhor e somos transformados, de glória em glória, na mesma imagem, pelo Senhor, o Espírito.
Tudo se baseia no coração. Irmãos e irmãs, a razão pela qual muitas pessoas não experimentam a unção é que seu coração não está correto diante de Deus. Se seu coração estiver correto diante de Deus, sem dúvida experimentarão a unção do Senhor sobre elas.
Como nosso coração pode estar correto diante de Deus? Isso, mais uma vez, está ligado à consagração.
Dá-Me, filho Meu, o teu coração,
E deleitem-se os teus olhos nos Meus caminhos.
Vocês, que têm ânimo dobre, purifiquem o coração. Muitas vezes, temos o coração dividido. Queremos Deus, mas também queremos outra coisa.
A cura para uma mente dividida não consiste em lidar diretamente com a mente. Vocês nunca conseguirão realizar essa obra dessa maneira. Lidar com uma mente dividida é lidar com o coração. Quando o coração é purificado, a mente passa a ter um só propósito.
Como precisamos dar nosso coração ao Senhor! Deixem que Ele nos examine. Deixem que Ele encha nosso coração com Seu amor, para que possamos amá-Lo de todo o coração. Se vocês O amarem de todo o coração, experimentarão a unção sobre vocês.
Vocês foram ungidos, mas experimentar a unção exige um coração voltado para Deus, um coração que O ame inteiramente.
Quando vocês chegarem a esse ponto, não precisarão se preocupar com a unção. Quando Moisés desceu do monte, seu rosto resplandecia, mas ele não sabia disso.
Quantas vezes perguntamos: “Tenho a unção? A unção está comigo?” Vocês não precisam se preocupar com isso. Se seu coração estiver correto diante do Senhor, se estiver voltado para o Senhor e for perfeito para com Ele, o Senhor mostrará Seu poder.
Davi foi ungido porque Deus viu ali um coração. Com um coração assim, Deus podia confiar a Si mesmo àquela pessoa. Deus podia confiar Seu povo, Israel, àquela pessoa. Deus podia confiar Seu propósito àquela pessoa. Deus podia ungir aquela pessoa como rei para governar em Seu nome, porque sabia que não haveria problema.
Quando vocês têm a unção do Senhor sobre vocês, isso significa que Deus confiou a Si mesmo a vocês. Como precisamos que Deus confie a Si mesmo a nós! Mas Ele não fará isso até que primeiro nos entreguemos a Ele.
Estamos inteiramente entregues a Ele? Nosso coração é perfeito para com Ele? Isso não significa que sejamos perfeitos, sem pecado. Davi era perfeito de coração para com Deus, mas não era perfeito em todos os aspectos.
A Bíblia não ensina uma perfeição sem pecado, mas ensina a perfeição cristã: um coração perfeito para com Deus. Então Deus mostrará Seu poder em favor de vocês — poderosamente.
Quando Davi foi ungido, o Espírito de Deus veio sobre ele, porque esse era o significado de ser ungido. Sem o Espírito de Deus, ele não poderia realizar a obra que Deus lhe havia designado. Ela precisava ser realizada no poder do Espírito Santo.
Se isso era verdade nos tempos do Antigo Testamento, quanto mais é verdade hoje para nós, nos tempos do Novo Testamento? Nada podemos fazer a não ser pela unção do Espírito Santo.
Depois de ser ungido, Davi não foi entronizado imediatamente. Não sabemos quantos anos se passaram — provavelmente alguns anos. Durante esses anos, embora estivesse ungido e o Espírito de Deus estivesse sobre ele, ainda permanecia no campo, cuidando de algumas ovelhas.
Vocês conseguem acreditar nisso? “Ah, se Deus me ungir hoje, certamente nesta mesma noite eu deveria estar no trono!” É assim que somos impacientes. Mas Davi foi ungido entre seus irmãos. Seus irmãos sabiam; seu pai sabia; contudo, eles não conseguiam acreditar.
Tratavam Davi como se ele não tivesse sido ungido. Ele continuava sendo mandado para o campo para cuidar de algumas ovelhas, sem ser conhecido por ninguém — desconhecido.
Se Davi tivesse sido um pouco carnal, enquanto cuidava daquelas ovelhas, talvez tivesse chorado: “Pensem nisso! Fui ungido para ser rei, e aqui estou eu, cuidando de algumas ovelhas. Ninguém me nota”. Vocês não tentariam se colocar em evidência e dizer: “Olhem, olhem, eu fui ungido”?
Provavelmente faríamos isso. Não estou brincando. É verdade. Mas que coração perfeito Davi tinha! Ele havia sido escolhido por Deus e ungido; contudo, estava tão feliz quanto poderia estar, cuidando de algumas ovelhas.
Muito provavelmente, algo aconteceu durante aqueles anos ocultos. Ninguém sabia, e Davi não se importava. Isso deve ter acontecido depois que ele foi ungido, porque Deus queria que ele experimentasse a unção.
Um leão veio e arrebatou uma ovelha. Davi, sob a unção do Senhor, foi e livrou a ovelha da boca do leão. Quando o leão se levantou para atacá-lo, Davi o agarrou pela barba e o matou. Depois veio um urso, e ele fez a mesma coisa.
Mas ninguém sabia. Seu pai nunca procurou saber. Seus irmãos nunca perguntaram. Davi nunca falou sobre isso. Se vocês matassem um leão, toda Richmond ficaria sabendo no dia seguinte. Vocês estariam na primeira página do jornal!
Mas Davi, sob a unção, matou um leão, matou um urso e livrou uma ovelha; contudo, nunca contou a ninguém. Era algo entre ele e o Senhor.
Durante aqueles anos sob a unção, Davi estava em comunhão com Deus. Ele experimentou pessoalmente o grande poder de Deus, preparando-se para o dia em que enfrentaria o filisteu.
Aquele tempo não foi perdido. Deus estava ali, treinando Seu rei. Aqueles anos ocultos eram segredos guardados com Deus.
Creio que o Salmo 23 provavelmente foi escrito naquela época:
O Senhor é o meu pastor; nada me faltará.
Foi na vida oculta que ele aprendeu a conhecer Deus — o livramento de Deus, o poder de Deus e a santidade de Deus — de maneira pessoal. Essa seria a base de sua autoridade no futuro.
A autoridade se baseia na vida. A autoridade nunca se baseia na posição. A autoridade do mundo se baseia na posição: assim que você obtém a posição, tem autoridade. Mas a autoridade espiritual não é uma questão de posição; é uma questão de vida.
Deus é a autoridade. É Deus em você. É o Deus Que você conhece e experimenta pessoalmente, a vida de Cristo em você — essa é a autoridade que você recebe de Deus.
Aqueles anos ocultos de Davi, sob a unção e, ainda assim, oculto, foram anos preciosos. Era a vida que Deus estava aprofundando, aprofundando e aprofundando.
Ele não tentou se colocar em evidência prematuramente. Receio que muitos do povo de Deus, por zelo, se lancem à ação cedo demais. Pensam que têm a unção e o poder; portanto, precisam fazer alguma coisa imediatamente. Essa impaciência tem arruinado muitas vidas.
Se ao menos soubéssemos que ser chamado e separado por Deus não significa que precisamos começar imediatamente. Haverá anos ocultos diante de Deus — uma história oculta.
Isso é de extrema importância. Não consigo enfatizá-lo como deveria: como precisamos ter essa história oculta com o Senhor!
Coisas acontecem, mas ninguém sabe. Contudo, elas aconteceram, e essas coisas constituem a base da autoridade e da administração no futuro.
Então chegou o dia de o ungido do Senhor ser manifestado. Davi provavelmente tinha cerca de vinte anos. Ele chegou ao trono aos trinta e foi perseguido por Saul e fugiu durante dez anos. Portanto, naquela época, provavelmente tinha cerca de vinte anos.
Embora ungido por Deus, ele ainda cuidava de algumas ovelhas. Mas Deus preparou o ambiente e as circunstâncias para que Davi fosse manifestado.
Ali estava Golias, o filisteu. Golias representava toda a nação dos filisteus e desafiava a nação de Deus. Saul e seu povo estavam aterrorizados. Ninguém ousava sair e lutar contra Golias.
De maneira soberana e providencial, Davi foi enviado por seu pai para saber como estavam seus três irmãos no exército. Quando chegou, Golias saiu para desafiá-los, e todos começaram a fugir.
Davi disse: “O que está acontecendo? O que está acontecendo?” Contaram-lhe sobre Golias e sobre a promessa do rei a quem fosse capaz de matá-lo. Davi disse: “É mesmo? É mesmo?” Seu irmão ficou irado, porque a atitude de Davi expunha a sua própria.
Davi continuou perguntando porque estava procurando uma audiência com Saul. Queria que a notícia chegasse a Saul, porque sentia que Deus queria que ele fosse lutar contra o filisteu.
Finalmente, ele foi levado à presença de Saul. Davi disse: “Que ninguém se preocupe. Eu vou lutar contra o filisteu”. Saul olhou para ele e disse: “Golias é guerreiro desde a juventude, e você ainda é um jovem. Como pode lutar contra Golias?”
Pela primeira vez, Davi começou a contar seu segredo. Você não conta seu segredo prematuramente. Só conta seu segredo quando é obrigado a fazê-lo.
Paulo fez a mesma coisa. Depois de quatorze anos, foi obrigado pelos coríntios a contar sobre sua grande revelação — como havia sido arrebatado ao terceiro céu e ao paraíso, onde ouviu palavras inexprimíveis. Ele não mencionou essas coisas até quatorze anos depois, porque não estava contando a história para exaltar a si mesmo. Queria apenas glorificar a Deus e que a obra Dele fosse realizada.
Assim, Davi foi obrigado a contar seu segredo. “Você não sabe”, disse ele, “mas deixe-me contar. Quando eu cuidava das ovelhas de meu pai, veio um leão, e eu matei o leão, matei o urso e livrei a ovelha. Quem é este filisteu incircunciso? Como ousa afrontar o exército do Deus vivo?”
“O Senhor me livrou das garras do leão e das garras do urso. Certamente Ele me livrará da mão deste filisteu.”
Que fé havia ali! Não era presunção. Baseava-se na experiência pessoal. Davi sabia que aconteceria, porque já havia acontecido antes. Ele olhava para aquele filisteu incircunciso como para um leão e um urso.
Ele faria isso para Deus, porque a batalha é do Senhor. Não é por lança ou espada, mas por Deus, pelo poder de Deus.
Saul ficou feliz porque finalmente havia encontrado um campeão. Vestiu Davi com sua couraça e lhe deu sua espada. Isso era uma grande honra, mas Davi nem sequer conseguia andar com aquilo.
Davi teve sabedoria suficiente para tirar tudo aquilo. Vocês não podem lutar uma batalha com a armadura de outra pessoa. Simplesmente não podem. O fato de certas pessoas fazerem as coisas de determinada maneira e conseguirem realizar a obra não significa que vocês possam copiá-las.
Nas coisas espirituais, vocês não podem copiar. Se tentarem seguir a vida de outra pessoa, nem sequer conseguirão andar. Não funcionará.
Davi tirou tudo aquilo e foi como pastor. Pegou cinco pedras lisas do ribeiro e sua funda. Com a primeira pedra, matou o filisteu.
Naturalmente, há um significado espiritual nisso. Nosso Senhor Jesus é tipificado por Davi. Davi é um tipo de Cristo. As cinco pedras representam a igreja. Somos as pedras em Sua mão, e Ele nos usará para vencer os filisteus.
Mas pedras ásperas não servirão; pedras lisas servirão. Há muito trabalho a ser feito. Precisamos ser alisados para que Deus possa nos usar.
Pela primeira vez, Davi foi manifestado à nação de Israel. Todos passaram a conhecer Davi.
Em outras palavras, não tentem se manifestar. Deixem que Deus os manifeste. Quando chegar o tempo de Deus, se vocês forem Seus ungidos para aquela obra, Ele os manifestará.
Aqui encontramos a primeira etapa da vida de Davi. Desde o momento em que foi ungido até o momento em que foi manifestado, Davi foi pastor.
O rei segundo o coração de Deus precisa ser um rei-pastor — não um rei que corre atrás das coisas do mundo, como Saul fazia, mas um rei que é pastor, que tem um coração de pastor.
Esse é o rei segundo o coração de Deus. Que o Senhor grave em nosso coração que é para o coração que Deus está olhando.
Se nosso coração for perfeito para com Ele, não se preocupem com Sua unção. Mas não tenham pressa de ser manifestados. Esperem. Deixem que sua vida seja aprofundada com o Senhor e, no momento certo, Deus preparará o ambiente para que vocês sejam manifestados e realizem Sua obra.
Nosso Pai celestial, pedimos que abençoes a Tua palavra em nosso coração e realmente nos conduzas além da letra da Tua palavra, ao Espírito, para que possamos ver que Tu estás à procura do coração.
Senhor, examina nosso coração, para que ele seja perfeito para Contigo. Oh, que possamos experimentar a Tua unção, mesmo em secreto, e, no Teu tempo, ser manifestados publicamente, para que a Tua obra seja realizada.
Pedimos em Teu precioso nome. Amém.