1 Samuel 18:6-9
Sucedeu, porém, que, vindo eles, quando Davi voltava de ferir o filisteu,
as mulheres de todas as cidades de Israel saíram ao encontro do rei Saul, cantando e dançando,
com tamboris, com alegria e com instrumentos de música.E as mulheres, dançando, cantavam umas às outras, dizendo:
Saul feriu os seus milhares,
porém Davi, os seus dez milhares.Então Saul se indignou muito, e aquela palavra pareceu mal aos seus olhos;
e disse: Dez milhares atribuíram a Davi, e a mim somente milhares;
que lhe falta, senão o reino?E, desde aquele dia em diante, Saul tinha Davi sob suspeita.
1 Samuel 22:1-2
Então Davi se retirou dali e escapou para a caverna de Adulão;
e, quando seus irmãos e toda a casa de seu pai o ouviram, desceram ali para estar com ele.E ajuntaram-se a ele todos os que se achavam em aperto,
e todos os endividados,
e todos os amargurados de espírito;
e ele se fez chefe deles;
e eram com ele uns quatrocentos homens.
1 Samuel 24:9-15
E disse Davi a Saul: Por que ouves as palavras dos homens que dizem: Eis que Davi procura o teu mal?
Eis que hoje os teus olhos viram que o Senhor te entregou em minhas mãos nesta caverna;
e alguns disseram que eu te matasse, mas os meus olhos te pouparam;
e eu disse: Não estenderei a minha mão contra o meu senhor, pois é o ungido do Senhor.Olha, meu pai, vê a orla do teu manto na minha mão;
pois, ao cortar a orla do teu manto, não te matei;
sabe, pois, e vê que não há mal nem transgressão na minha mão,
e que não pequei contra ti, ainda que tu andes à caça da minha vida para a tirares.Julgue o Senhor entre mim e ti, e vingue-me o Senhor de ti;
porém a minha mão não será contra ti.Como diz o provérbio dos antigos: Dos ímpios procede a impiedade;
porém a minha mão não será contra ti.Após quem saiu o rei de Israel?
A quem persegues?
A um cão morto?
A uma pulga?Seja, pois, o Senhor juiz, e julgue entre mim e ti;
e veja, e defenda a minha causa,
e me livre da tua mão.
1 Samuel 26:17-20
Então Saul reconheceu a voz de Davi e disse: É esta a tua voz, meu filho Davi?
E disse Davi: É a minha voz, ó rei, meu senhor.Disse mais: Por que persegue o meu senhor assim o seu servo?
Pois que fiz eu?
E que mal se acha na minha mão?Agora, pois, ouça o rei, meu senhor, as palavras do seu servo.
Se o Senhor te incitou contra mim, aceite Ele uma oferta;
porém, se foram os filhos dos homens, malditos sejam perante o Senhor;
pois hoje me expulsaram, para que eu não permaneça na herança do Senhor, dizendo: Vai, serve a outros deuses.Agora, pois, não caia o meu sangue em terra, longe da presença do Senhor;
porque o rei de Israel saiu em busca de uma pulga,
como quem persegue uma perdiz nos montes.
2 Samuel 5:4-5
Da idade de trinta anos era Davi quando começou a reinar; e reinou quarenta anos.
Em Hebrom reinou sobre Judá sete anos e seis meses;
e em Jerusalém reinou trinta e três anos sobre todo o Israel e Judá.
É tudo o que vamos ler nesta noite.
Mencionamos ontem à noite que, em Sua obra de restauração entre o Seu povo na história de Israel, Deus começou com Rute: o princípio da graça. Depois, prosseguiu com Ana: o princípio da oração prevalecente. Depois de Ana, veio Samuel: o princípio da revelação. E, depois de Samuel, veio Davi: o princípio da autoridade divina.
Vocês percebem que todos esses princípios estão presentes na obra de restauração de Deus. Cremos que Deus está realizando hoje Sua obra de restauração entre o Seu povo. Ele está conduzindo o Seu povo de volta ao Seu propósito original para ele.
Ele não Se satisfaz em que o Seu povo seja apenas redimido — isto é, tenha seus pecados perdoados e receba a promessa de ir para o céu. O desígnio original de Deus para o Seu povo é muito, muito mais elevado e nobre do que isso.
É claro que ser redimido pelo precioso sangue é o fundamento. Mas Deus vai edificar sobre esse fundamento e conduzir o Seu povo, sob o governo do Seu Rei, à plena posse daquilo que lhe pertence.
Para conduzir hoje o Seu povo a essa condição, vocês percebem que Ele está trabalhando segundo os mesmos princípios pelos quais trabalhou no passado. Em primeiro lugar, precisamos redescobrir o princípio da graça. Precisamos ver que tudo é graça.
Não é pelas nossas obras. Não são as obras da carne, por mais que nos esforcemos. Precisamos ver que tudo é pela graça. Do princípio ao fim, é a graça de Deus.
Porque a graça de Deus está sobre nós, ela nos leva a dobrar os joelhos em oração. A graça nos mostra o encargo de Deus. A graça nos capacita a assumir esse encargo. A graça nos ajuda a orar, a dar vazão a esse encargo por meio da oração prevalecente.
Quando o povo de Deus começa a orar, vocês percebem que Ele começa a aparecer ao Seu povo e a falar com ele. A revelação será concedida. Vocês se lembram da oração de Paulo pela igreja em Éfeso: que Deus lhes concedesse o espírito de sabedoria e de revelação para o pleno conhecimento de Deus.
Da revelação surgirá o Rei de Deus — a autoridade de Deus.
Mencionamos ontem à noite a primeira etapa da vida de Davi: desde sua unção por Samuel até o momento em que ele foi manifestado aos filhos de Israel ao vencer Golias.
Vimos que a razão pela qual Deus o ungiu estava, é claro, em Sua soberania. Deus escolhe quem Ele quer escolher. É a soberania de Deus. Contudo, embora fosse uma escolha soberana de Deus, a razão pela qual Ele escolheu Davi foi que viu nele um coração perfeito, um coração voltado para Ele.
Como é importante que o nosso coração seja perfeito para com Ele. Mencionamos ontem à noite que ter um coração perfeito não significa ter uma vida perfeita. Mesmo no caso de Davi, sua vida não era perfeita; no entanto, Deus disse que seu coração era perfeito para com o seu Deus.
Porque seu coração era perfeito, Deus o escolheu. Deus o ungiu para ser Seu rei — um rei segundo o Seu coração, para fazer toda a Sua vontade.
Mas, depois de Davi ter sido ungido, vocês percebem que ele ainda passou alguns anos oculto. Ele não foi manifestado aos filhos de Israel imediatamente. Isso era difícil. Quando uma pessoa percebe que foi escolhida pelo Senhor e ungida, separada pelo Senhor para realizar uma obra especial, ela não consegue esperar. Quer se apresentar e começar logo.
Mas o caminho de Deus é muito diferente do caminho do homem. Embora Davi tivesse sido ungido, ele só foi manifestado alguns anos depois. Durante aqueles anos ocultos, aprendeu a conhecer Deus de maneira mais profunda.
Aprendeu a conhecer Deus como Libertador, Aquele que o livrou das garras do leão e das garras do urso. Aquilo foi uma preparação para o momento de sua manifestação, quando ele pôde enxergar o filisteu incircunciso como apenas um leão ou um urso e confiar em Deus para a vitória.
Agora, nesta noite, gostaríamos de prosseguir com a vida de Davi. A vida de Davi pode ser dividida muito claramente em três etapas:
A primeira etapa é Davi como pastor, e já ouvimos um pouco a respeito disso. A segunda etapa é Davi como fugitivo. Ela abrange cerca de dez anos de sua vida. Depois disso, encontramos Davi como rei. Ele foi rei sobre Israel durante quarenta anos.
Como nosso tempo é limitado, queremos reunir as duas últimas etapas nesta noite. Por isso, teremos de saltar de um episódio para outro.
Depois que Davi venceu Golias, todo o Israel se alegrou com isso. Por essa razão, amavam Davi. Não apenas todo o Israel se alegrou com a vitória, mas até Saul ficou contente, porque Davi havia matado Golias. Todos estavam felizes com aquilo.
Mas, quando voltaram do campo de batalha, algo aconteceu. As mulheres se reuniram e saíram ao encontro do exército triunfante. Quando saíram para receber o exército vitorioso, começaram a cantar uma canção. Foi algo tão espontâneo; não foi premeditado. Foi simplesmente espontâneo.
Elas dançavam e cantavam:
Saul feriu os seus milhares,
porém Davi, os seus dez milhares.
Essas mulheres eram muito inocentes. Não fizeram aquilo com alguma má intenção. Foi simplesmente natural e espontâneo.
Mas, quando cantaram dessa maneira, um homem ouviu e não ficou contente. Esse homem era Saul. Saul ouviu e disse: “Atribuíram milhares a mim e dez milhares a Davi. Que lhe resta, senão o reino?” Daquele dia em diante, passou a olhar para Davi com maus olhos.
Essas mulheres causaram um problema. Mas não as culpem, porque eram inocentes. Eram inocentes. Provavelmente, foram expressivas demais. Foram tão ingênuas que expressaram o que estava em seu coração. Não foram muito diplomáticas, nem muito cuidadosas, e, por causa disso, Davi teve de sofrer.
É claro que Deus quer que sejamos verdadeiros e honestos, mas Ele não quer que sejamos ingênuos e sem consideração pelos outros. Acho que provavelmente até aqui precisamos aprender uma lição. Às vezes dizemos: “Bem, só estou sendo honesto”, e nos orgulhamos disso. Se não tivermos consideração, podemos causar problemas para outras pessoas.
Ali estava o pobre Davi. Daquele dia em diante, não teve mais um dia de paz. Saul tinha inveja dele. Como o Espírito de Deus havia deixado Saul, um espírito maligno vinha sobre ele de tempos em tempos. Saul deu lugar ao espírito maligno.
Davi tocava harpa diante de Saul para acalmar seu espírito, e era assim que o espírito maligno era afastado. Mas, certo dia, quando o espírito maligno veio sobre Saul e Davi tocava harpa, procurando acalmar sua agitação, Saul arremessou sua lança contra Davi, tentando matá-lo. Davi escapou duas vezes.
Por causa disso, Saul teve medo de Davi. Teve muito medo de Davi. Enviou-o para ser comandante de mil homens, pensando que talvez Davi fosse morto pelas mãos dos filisteus. Mas, por onde quer que Davi fosse, prosperava, e isso fez Saul temê-lo ainda mais.
Saul tentou todos os meios para se livrar de Davi. Procurou se livrar dele dando-lhe sua filha em casamento, pensando que talvez, por meio disso, pudesse ter Davi em suas mãos. Mas não conseguiu. Finalmente, sua hostilidade se tornou tão aberta que Davi teve de fugir para salvar a vida.
Agora, irmãos e irmãs, a razão pela qual Davi teve de fugir para salvar a vida não foi ter feito algo errado. Foi porque ele era ungido de Deus. Em outras palavras, foi perseguido porque a unção estava sobre ele.
Se essa era a razão de sua perseguição, era muito difícil explicar. Quando sofremos por causa dos nossos pecados, podemos, de certa maneira, nos consolar, dizendo: “Eu mereço. Deus estava certo. Eu mereço”.
Mas, se temos de sofrer não porque fizemos algo errado, mas, pelo contrário, porque a unção do Senhor está sobre nós, então isso é muito difícil de explicar.
Nossa concepção humana é esta: se uma pessoa é ungida do Senhor, então deveria estar no trono, dando ordens a todos. Deveria ter uma vida muito tranquila e próspera. Por onde quer que fosse, prosperaria. Essa é a nossa ideia do que significa ser ungido do Senhor.
Quem pode imaginar que, para o ungido do Senhor, há uma fase da vida que significa sofrimento? Quem pode imaginar isso? Provavelmente, nunca nos passou pela cabeça.
Quando vemos algum irmão ou irmã, ou até nós mesmos, sendo perseguidos e sofrendo, invariavelmente chegamos à conclusão de que há algo errado com aquela pessoa, ou de que há algo errado conosco. Alguma coisa deve estar errada.
Pensamos que, se estivermos certos, certamente as bênçãos do Senhor estarão sobre nós. Certamente iremos de força em força, de vitória em vitória, de glória em glória. Não deveria haver sofrimento algum.
Era isso que Pedro pensava. Depois que Deus Pai revelou o Filho a Pedro, depois que Pedro confessou o Senhor como o Cristo, o Filho do Deus vivo, o Cristo continuou a revelar mais coisas a Pedro:
Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a Minha igreja;
e as portas do Hades não prevalecerão contra ela.
Eu te darei as chaves do reino.
Ah, isso é glorioso. Então o Senhor começou a compartilhar com Seus discípulos como precisava ir a Jerusalém, como seria rejeitado, como morreria e como, ao terceiro dia, ressuscitaria dentre os mortos.
Pedro não podia suportar aquilo. Não se encaixava na lógica humana. Pedro tomou o Senhor à parte e disse, em outras palavras: “Senhor, de modo nenhum. Poupa a Ti mesmo. Tu não precisas ir para a cruz. Não precisas sofrer. O trono é Teu. O reino é Teu. Basta uma palavra Tua para tê-lo”.
Mas o Senhor Se voltou e disse:
Para trás de Mim, Satanás;
tu és para Mim uma pedra de tropeço;
porque não cogitas das coisas de Deus,
mas das dos homens.
Não é estranho que ser ungido signifique passar por sofrimento? Ser ungido significa fugir como um fugitivo, esconder-se em cavernas e fortalezas, viver no deserto e andar de um lugar para outro, sem um lar, aparentemente sem realizar nada. É esse o significado de ser ungido?
É muito difícil explicar. Mas, novamente, dizemos: os pensamentos de Deus são mais altos do que os nossos pensamentos, e os caminhos de Deus são mais altos do que os nossos caminhos.
Davi foi ungido para ser rei, para exercer autoridade sobre o reino de Israel em nome de Deus. Mas, antes que pudesse se assentar no trono como representante de Deus, Deus teve de fazê-lo passar por uma prova de fogo.
Isso vinha de Deus. Embora, exteriormente, tivesse acontecido por causa do descuido dessas mulheres, Deus era soberano. Deus estava por trás daquilo. Deus permitiu que essas coisas acontecessem para preparar ainda mais aquele vaso, aquela própria expressão da autoridade espiritual.
Davi precisava aprender mais sobre autoridade. Não podia mais permanecer no palácio. Não podia sequer permanecer em sua própria casa. Fugiu para salvar a vida. Foi para a caverna de Adulão, e ali seus pais e sua família se juntaram a ele.
Os que estavam em aflição, os endividados e os amargurados de espírito vieram todos se juntar a Davi. Cerca de quatrocentos homens se juntaram a ele, e ele se tornou seu comandante.
Saul caçava Davi todos os dias. Saul queria se livrar de Davi, por isso Davi precisava andar de um lugar para outro e não tinha onde descansar. Essa foi a vida de Davi durante cerca de dez anos.
Nós diríamos: “Que desperdício!” Depois que Davi foi ungido e manifestado — Deus o manifestou —, se o tempo de Deus ainda não havia chegado, por que Deus o teria manifestado? Se Deus tivesse permitido que ele permanecesse no campo como pastor, não teria passado por todos esses problemas.
Foi Deus quem o manifestou, mas, depois de manifestá-lo, Deus o retirou de cena outra vez. Isso é difícil para qualquer pessoa.
Há em nós uma natureza assim: se ficamos, ficamos; se vamos, queremos continuar indo. Essa é a nossa natureza humana. Se estamos ocultos, depois de algum tempo ficamos tão confortáveis que já não queremos ser manifestados. Temos o nosso pequeno ninho; ele é muito aconchegante.
Então, se Deus nos manifesta e nos coloca em movimento, não conseguimos parar. Queremos seguir, seguir, seguir, seguir, seguir, porque isso está em nossa natureza humana. Pensamos: “Bem, se Deus quer nos manifestar, então que sejamos manifestados”. Mas o caminho de Deus é tão misterioso.
Ele manifestou Davi, e depois Davi foi retirado de cena outra vez, como fugitivo, escondendo-se. Queridos irmãos e irmãs, esse é o caminho de Deus com o Seu povo.
Muitas vezes, vocês se perguntam por que Deus não permite que permaneçam numa determinada posição. Quando Ele os coloca ali pela primeira vez, vocês se sentem desconfortáveis. Não gostam. Mas, depois de algum tempo, acostumam-se e ficam muito felizes com aquilo. Então percebem que Deus mexe no seu ninho e os lança para fora.
No começo, vocês não se sentem confortáveis e não querem ir. Mas, depois de algum tempo, encontram seu lugar e ficam muito à vontade. Então, de repente, Deus os coloca de lado outra vez. Vocês se perguntam por quê.
Mas esse é o caminho de Deus, Sua maneira de nos treinar. Há tantas lições diferentes que precisamos aprender, e não podemos aprender todas elas numa única posição. Ele precisa nos colocar em posições diferentes para que aprendamos muitas lições diferentes.
Aqueles anos de peregrinação como fugitivo não foram uma perda para Davi. Acho que, naqueles anos, Davi aprendeu pelo menos três coisas — em três áreas.
Primeiro, foi durante aqueles anos que Davi começou a enxergar a si mesmo de uma maneira como nunca havia enxergado antes. Embora Davi já se conhecesse até certo ponto, sem dúvida, se Deus o tivesse ungido, manifestado e colocado imediatamente no trono, vocês acham que ele teria conhecido a si mesmo como veio a conhecer depois? Não teria.
Como precisava peregrinar, fugir, esconder-se em cavernas, fortalezas e desertos, e como era caçado daquela maneira, começou a conhecer a si mesmo. No começo, ninguém se sentiria confortável. Davi era como qualquer um de nós. Sem dúvida, no começo foi muito difícil para ele.
Ele não conseguia entender por que precisava ser caçado daquela maneira, por que precisava viver como fugitivo. Não era culpa dele. Deve ter examinado a si mesmo diante do Senhor, perguntando: “Por quê, por quê, por quê? Eu não mereço isso. Por pior que eu seja, não mereço esse tratamento”. Certamente, ele não merecia.
Mas, depois que isso continuou por algum tempo, Deus começou a falar com ele. Davi aprendeu uma lição preciosa durante aqueles anos: começou realmente a conhecer a si mesmo.
Até que ponto ele se conhecia? Pôde testemunhar diante de seu inimigo que não passava de um cão morto. Disse: “Quem estás caçando? A quem estás perseguindo? Não estás perseguindo Davi, aquele homem poderoso que matou Golias. Estás perseguindo um cão morto”.
Para os judeus, os cães eram impuros; mas um cão morto é pior do que um cão vivo. Davi se considerava não apenas um cão, mas um cão morto. Pensem nisso. Aos seus próprios olhos, ele não passava de um cão morto.
Não apenas um cão morto, mas uma simples pulga. Uma pulga é uma coisa tão pequena — pequena e também bastante incômoda. Aqui vocês encontram Davi olhando para si mesmo como uma simples pulga. “Eu não sou nada. Sou pior do que nada. Não estou apenas morto, mas também incomodo. Esse sou eu: uma simples pulga.”
Ele disse novamente a Saul: “Não passo de uma perdiz”. Que ave — uma perdiz. Nada, absolutamente nada. Essas palavras vieram do coração de Davi. Ele não estava apenas tentando ser educado ou aparentar humildade. De modo nenhum.
Quando Davi confessou isso, confessou de coração: “É exatamente isso que eu sou”. Por isso, disse a Saul: “Por que te incomodas? Por que te incomodas? Tens coisas mais nobres para fazer. Tens coisas maiores para fazer. Por que te incomodas comigo? Eu não sou absolutamente nada”.
Queridos irmãos e irmãs, não é fácil ser levado a essa condição. Por mais pobres que sejamos, por mais que não sejamos nada, ainda nos consideramos alguma coisa.
Às vezes, tentamos ser humildes e dizemos: “Ah, não, eu não sou nada”. Mas, quando as pessoas dizem que vocês não são nada, como reagem? Vocês podem dizer a si mesmos que não são nada, mas conseguem dizer que não são nada diante de seu inimigo? Certamente não.
Posso me considerar um nada, mas, diante do meu inimigo, bem, sou alguma coisa. Aqui, porém, vocês percebem que Davi foi levado a um ponto ao qual, sem aqueles anos de peregrinação, teria sido impossível um homem chegar: considerar-se um cão morto, uma simples pulga e apenas uma perdiz.
Deus o levou para baixo, para baixo, para baixo, para baixo. Deus o estava reduzindo o tempo todo. Depois de sua vitória sobre Golias, provavelmente todos teriam dito: “Agora você é o maior nome do mundo”. Mas Deus começou a reduzi-lo, reduzi-lo, reduzi-lo, até que ele foi reduzido a nada, até a algo pior do que nada.
Davi aceitou isso. Confessou isso. Chegou a reconhecer diante de seus inimigos: “Eu não sou absolutamente nada”. Ah, Davi realmente conhecia a si mesmo.
Queridos irmãos e irmãs, nosso problema é que não conhecemos a nós mesmos. Como não nos conhecemos, é muito perigoso Deus nos confiar alguma coisa, especialmente autoridade.
O que acontecerá se não conhecermos a nós mesmos e, ainda assim, tivermos autoridade? Isso é perigosíssimo. Uma pessoa que não se conhece e a quem não foi confiada autoridade não pode causar muito dano. Mas confiar o reino de Deus a uma pessoa que não conhece a si mesma — o que aconteceria?
Deus precisava ensinar a Davi, que representaria Sua autoridade, uma lição: conhecer a si mesmo como absolutamente nada. Essa é a lição que Deus quer que aprendamos. É muito difícil chegar à compreensão de que não somos absolutamente nada: um cão morto, uma simples pulga, uma perdiz.
A segunda lição é esta: por um lado, Davi aprendeu, por meio do sofrimento, que não era absolutamente nada. Assim, não seria um obstáculo para Deus. Se vocês ainda se consideram alguma coisa, perceberão que estão sendo um obstáculo para Deus.
Mas, por outro lado, ele precisava conhecer Deus cada vez mais profundamente. Se vocês conhecem a si mesmos, mas não conhecem Deus, isso os tornará muito passivos e pessimistas. Durante aqueles dias, porém, Davi aprendeu a conhecer Deus de uma maneira que nunca poderia ter aprendido antes.
Como pastor de ovelhas, ele podia conhecer Deus em determinados aspectos. Aprendeu como Deus livra. Aprendeu como Deus cuida. Pôde escrever o Salmo 23:
O Senhor é o meu pastor; nada me faltará.
Deitar-me faz em verdes pastos;
guia-me mansamente a águas tranquilas.
Ele podia conhecer Deus nessa área. Mas foram necessários anos de peregrinação como fugitivo para que conhecesse Deus de maneira tão rica.
Muitos dos salmos que Davi escreveu foram escritos naquele período ou a respeito daquele período. Se vocês lerem os salmos, verão que alguns têm títulos que informam quando ele os escreveu ou a respeito de que acontecimento foram escritos. Há muitos outros sem títulos assim; no entanto, ao lê-los, vocês sabem que expressam a experiência de Davi com Deus.
Os salmos de Davi não eram apenas belos pensamentos sobre Deus. Eram sua própria experiência de vida. Ele experimentou Deus de maneira tão abundante que, a partir de sua experiência pessoal com Deus, escreveu esses salmos. É por isso que eles tocam tão profundamente o nosso coração.
Para ilustrar, considerem o Salmo 18. O Salmo 18 tem um título:
Ao mestre de canto. Salmo de Davi, servo do Senhor,
que dirigiu ao Senhor as palavras deste cântico no dia em que o Senhor o livrou
das mãos de todos os seus inimigos e das mãos de Saul.
Esse salmo é um resumo de como Deus livrou Davi das mãos de todos os seus inimigos, especialmente de Saul. Ele disse:
Eu Te amo, ó Senhor, força minha.
O Senhor é a minha rocha, a minha fortaleza e o meu libertador;
o meu Deus, a minha rocha, em Quem me refugio;
o meu escudo, o poder da minha salvação e a minha torre alta.
Invocarei o Senhor, que é digno de louvor;
assim serei salvo dos meus inimigos.
De todo o seu sofrimento brotou amor. Humanamente, isso é estranho. Podemos pensar que, quanto mais Davi sofresse, mais amargurado ficaria — amargurado contra Deus e contra o mundo inteiro. Se vocês não tiverem Deus, será assim.
Mas, tendo Deus, vocês percebem que os sofrimentos apenas aumentaram seu amor por Ele. Davi disse:
Eu Te amo, ó Senhor, força minha.
Ele descobriu Deus como sua força.
O Senhor é a minha rocha.
Ele não é apenas a minha força, mas também a minha rocha, sobre a qual me firmo, minha fortaleza e meu libertador. Deus é a minha rocha, em Quem confio; meu escudo, o poder da minha salvação, minha torre alta.
Aqui Davi descreve seu conhecimento de Deus de diversas maneiras: força, rocha, fortaleza, libertador, escudo, poder e torre alta. Essas não são apenas palavras floreadas ou figuras de linguagem. Não. Para Davi, eram reais.
Ele experimentou Deus assim, literal e espiritualmente. Se vocês lerem sobre sua vida como fugitivo, perceberão que ele realmente descobriu que Deus era sua fortaleza. Quem poderia protegê-lo de Saul e de todos os seus inimigos? Não era uma fortaleza terrena ou material. Deus era sua fortaleza.
Quem o protegia de todos os ataques dos seus inimigos e das flechas lançadas contra ele? O Senhor era seu escudo. Quem o levantava? O Senhor era o poder da sua salvação. Ele era sua torre alta.
Davi começou a conhecer Deus de maneiras tão abundantes e ricas. Queridos irmãos e irmãs, como esse conhecimento é necessário. Se não conhecemos Deus como deveríamos, como podemos representar Cristo?
Estamos aqui para representar Cristo, mas como podemos representá-Lo se não O conhecemos como deveríamos? Como nosso conhecimento de Cristo pode aumentar? Muitas vezes, vocês percebem que foi nos anos como fugitivo que Davi aprendeu a conhecer Deus.
Esses dois tipos de conhecimento são absolutamente essenciais para o vaso de Deus. Precisamos conhecer a nós mesmos. Precisamos conhecer Deus.
Em terceiro lugar, como Davi seria rei e representaria a autoridade de Deus, precisava aprender a obediência pelas coisas que sofreu. Essa era a única maneira de aprender.
Davi precisava aprender a estar sob autoridade antes que Deus pudesse colocá-lo em posição de autoridade. O único caminho para exercer autoridade é o caminho da obediência, e o único caminho para a obediência passa pelo sofrimento.
Até mesmo nosso Senhor Jesus, como Filho de Deus, nunca precisou aprender obediência. Isso não é estranho? Deus alguma vez precisa aprender obediência? Essa não é uma lição para Deus. Deus nunca precisa dessa lição. Ele é Deus.
Sendo o Filho de Deus, nosso Senhor Jesus nunca havia aprendido a lição da obediência. Ele é Deus. Cabe a Ele ser obedecido, não obedecer. Mas, para que o Filho de Deus aprendesse a lição da obediência, precisou tornar-Se homem.
Como homem, Ele aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu. Nunca havia aprendido obediência antes. Lembremo-nos disso. Ele aprendeu obediência apenas enquanto esteve na terra como homem.
Ali, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu. Ah, como Ele sofreu. Nosso Senhor Jesus sofreu mais do que qualquer outra pessoa. Sendo Deus em um corpo humano — restrito, limitado, impedido —, como deve ter sofrido.
Vocês se lembram de que, certo dia, Ele disse, em outras palavras: “Estou angustiado. Estou tão restrito. Aguardo o dia da Minha libertação”, e essa libertação seria por meio da cruz. Então Sua vida seria liberada. Mas Ele estava limitado naquele corpo humano. Quanto deve ter sofrido em Sua encarnação.
Quanto sofreu às mãos dos homens, por causa dos poderes das trevas, de Seu próprio povo e de Seus próprios discípulos. Eles não O compreendiam. Ele procurava lhes dizer alguma coisa, e eles entendiam errado. Como sofreu na cruz.
Queridos irmãos e irmãs, se vocês pensarem nos sofrimentos do nosso Senhor, verão que estão além de qualquer descrição. Contudo, por meio dos sofrimentos, Ele aprendeu uma coisa: obediência. Aprendeu a obedecer ao Seu Pai em todas as coisas.
Porque aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu, tornou-Se o Autor da salvação eterna. Portanto, para que Davi chegasse ao trono e realmente representasse a autoridade de Deus, Deus precisava fazê-lo passar pela escola do sofrimento.
Ele precisava aprender quem era. Precisava aprender a estar sob autoridade, até mesmo sob uma autoridade injusta. Quando Deus quer que alguém aprenda uma lição, às vezes coloca essa pessoa numa situação extrema. Nessa situação extrema, vocês devem aprender algo extraordinário.
Davi foi colocado até mesmo sob uma autoridade injusta e, ainda assim, aprendeu obediência. O relacionamento de Saul com Davi tinha dois aspectos. Naquele tempo, Saul era o rei de Davi. Davi era seu súdito. Como súdito, Davi precisava aprender a se submeter à autoridade de seu rei.
Isso não significa que Davi precisava se deixar matar por Saul. Davi podia fugir para salvar a vida, mas não tocaria em Saul. Isso era submissão.
Em segundo lugar, Saul era sogro de Davi. Davi era seu genro. Como genro, precisava respeitar o sogro, por menos digno de respeito que ele fosse.
Podemos pensar: “Se ele é uma pessoa tão pouco digna de respeito, certamente posso desprezá-lo”. Não. Ser ele digno de respeito ou não é uma questão entre ele e o Senhor. Mas, se vocês têm um relacionamento com ele, então devem respeitá-lo por causa desse relacionamento.
Davi tinha uma dupla obrigação para com Saul: como seu rei e como seu sogro. Saul procurava tirar a vida de Davi; era uma autoridade injusta em todos os sentidos. Ainda assim, Davi não podia levantar um dedo contra Saul.
Duas vezes Deus colocou Saul nas mãos de Davi. Uma delas foi na caverna de En-Gedi, onde Davi e seus homens estavam escondidos nas partes mais profundas. Até hoje, se vocês forem a En-Gedi, encontrarão um lugar cheio de cavernas — cavernas muito profundas. É fácil se esconder ali, e centenas de pessoas podem ficar escondidas no fundo sem que ninguém perceba.
Davi e seus homens estavam nas partes mais profundas da caverna, e Saul entrou. Os homens de Davi disseram: “Deus colocou teu inimigo nas tuas mãos. Agora é a hora. Levanta-te e mata-o, e todos os teus problemas estarão resolvidos”.
Davi foi tentado. Levantou-se e cortou um pedaço do manto de Saul. Mas, quando fez isso, seu coração o acusou.
Davi não matou Saul, mas cortou um pedaço do seu manto para lhe mostrar que poderia tê-lo matado. Nem mesmo esse pensamento foi permitido por Deus. Sua consciência dizia: “Eu não deveria fazer isso. Não deveria fazer isso”. Como o coração de Davi era sensível. Como seu coração devia ser puro.
Em outra ocasião, Saul veio caçar Davi. Saul e seus três mil homens estavam acampados à noite, dormindo profundamente. Davi entrou com Abisai, e Saul estava deitado ali, com sua própria lança fincada no chão ao lado.
Abisai disse: “Deixa-me apenas atravessá-lo com a lança uma vez, e será o fim. Tu nem precisas fazer nada”. Que tentação. Davi poderia facilmente ter dito: “Eu não fiz isso. Não toquei em Saul”.
Mas Davi precisava dar permissão, e disse: “Não. Ninguém pode tocar no ungido do Senhor e ficar sem culpa. Ele está nas mãos de Deus. Quando chegar sua hora, Deus o removerá. Mas a minha mão não se estenderá contra ele. Pega apenas a lança e o jarro de água, e vamos embora”.
Davi foi provado duas vezes. Isso mostrou que ele podia dominar seu próprio espírito.
Se vocês lerem Provérbios, verão que uma pessoa que domina seu espírito é mais poderosa do que alguém que conquista uma cidade. Pensamos que conquistar uma cidade é uma demonstração de poder. Mas dominar o próprio espírito é ainda mais poderoso do que conquistar uma cidade.
Nosso problema é que não conseguimos dominar a nós mesmos. Se não conseguimos dominar nosso espírito, como podemos ser usados por Deus para governar, em Seu nome, o Seu povo? Não estamos aptos — não somos nada.
Aqui vocês percebem que Davi foi capaz de dominar seu espírito. Não cedeu à persuasão e à lógica humanas. Não cedeu ao próprio egoísmo. Foi capaz de dominar seu espírito e não permitiu que ele se tornasse arrogante ou vingativo. Conservou seu espírito puro diante de Deus.
Ah, que poderoso homem de Deus era Davi. Não é de admirar que Deus tenha podido confiar Sua autoridade àquele homem.
Os anos de sofrimento como fugitivo não foram desperdiçados. Deus estava continuamente preparando Seu vaso. Havia três lições essenciais: conhecer a si mesmo, conhecer Deus e aprender a obediência pelas coisas que sofreu — aprender a dominar seu próprio espírito.
Depois que ele aprendeu suas lições, Deus removeu Saul. Queridos irmãos e irmãs, realmente creio que precisamos aprender essas lições.
Como cantamos no início, Deus nos fez reis e sacerdotes para Ele. Somos reis, mas estamos aptos para governar? Quando Cristo voltar, governaremos e reinaremos com Ele. Mas hoje é o tempo em que devemos ser treinados.
Se hoje não conhecemos a nós mesmos, se não conhecemos Deus, se não aprendemos obediência e se não conseguimos dominar nosso espírito, então, quando Cristo voltar, estaremos aptos para reinar com Ele durante mil anos?
Finalmente, Davi se tornou rei. Mas, primeiro, foi rei apenas sobre Judá, durante sete anos e seis meses. Naqueles dias, a casa de Davi crescia, e a casa de Saul diminuía.
Depois de sete anos, Davi se tornou rei sobre todo o Israel — sobre todo o Israel.
Sem entrar em detalhes, quando Davi subiu ao trono, vocês percebem que certas coisas aconteceram. Davi, como rei, aprendeu a fazer toda a vontade de Deus. Não era porque havia chegado ao trono que agora poderia fazer tudo o que quisesse.
Queremos fazer nossa própria vontade, mas não podemos porque não temos o poder ou a posição. Pensamos: “Ah, se ao menos tivéssemos o poder, poderíamos fazer o que queremos”. Mas esse não é o caminho de Deus.
Davi se tornou rei para fazer toda a vontade de Deus. Ser rei não é fazer a própria vontade. Ser rei é fazer a vontade de Deus.
Qual era a vontade de Deus? Primeiro, depois que Davi se tornou rei, a primeira coisa que fez foi conquistar Jerusalém.
Evidentemente, depois de centenas de anos, Deus revelou a Davi que aquele era o lugar de Sua escolha, onde Ele colocaria Seu nome. Como agora havia Jerusalém, toda a nação convergiu para ela. Tornaram-se uma só nação, unida.
Em segundo lugar, a próxima coisa que Davi fez foi levar a arca de Quiriate-Jearim, dos campos da floresta, para a tenda de Davi no monte Sião. Em outras palavras, ele colocou Deus em Seu devido lugar entre o Seu povo.
Tornaram-se um povo unido como um só, sob Deus. Foi isso que Davi fez. Como isso foi realizado, todos os inimigos foram vencidos.
Pela primeira vez, a terra que Deus havia prometido a Abraão — desde o ribeiro do Egito até o rio Eufrates — passou à posse de Israel. A promessa de Deus para o Seu povo foi cumprida.
Deus também colocou no coração de Davi o desejo de Lhe construir um templo. Embora tenha sido construído por Salomão, a ideia veio de Davi.
Queridos irmãos e irmãs, em Davi todas essas coisas se concretizaram. A autoridade é para edificar, não para destruir. Às vezes, algumas coisas precisam ser derrubadas; ainda assim, a autoridade é para edificar.
É em Cristo que o povo de Deus é unido como um só. Então somos edificados como um templo santo.
Como cooperadores de Cristo, como trabalhadores sob Cristo, precisamos muito enxergar que não estamos divididos, mas que somos um. Precisamos muito nos colocar sob a liderança de Cristo, para que Ele tenha Seu devido lugar entre o Seu povo.
É dessa maneira que os inimigos serão derrotados, que entraremos na plena posse daquilo que nos pertence em Cristo e que seremos edificados juntos como um templo santo para Deus.
Aqui chegamos à restauração de Deus. O propósito de Deus é restaurado.
Ó Pai celestial, queremos louvar-Te e agradecer-Te porque, na vida do Teu servo Davi, Tu desejas nos mostrar Cristo, o nosso Davi, e também nos mostrar como estar unidos ao nosso Cristo.
Ensina-nos a aprender todas as lições que Tu queres que aprendamos, para que um dia possamos reinar com Ele e ser verdadeiramente herdeiros e coerdeiros com Cristo.
Ó Senhor, mostra-nos essas coisas. Torna-as muito reais e vivas. Senhor, embora às vezes essas lições sejam difíceis de aprender, encoraja-nos com Tua própria presença. Conduze-nos adiante até que o Teu propósito eterno entre o Teu povo seja plenamente realizado na igreja em Cristo.
Pedimos em Seu nome. Amém.