É domingo à tarde, 10 de agosto de 1975, em Richmond, Virgínia. A ministração é feita pelo irmão Stephen Kong.
Agradecemos ao Senhor por podermos estar juntos novamente.
Gostaria de ler no livro de Josué, capítulo 1. Leremos os primeiros nove versículos.
E sucedeu, depois da morte de Moisés, servo do Senhor, que o Senhor falou a Josué, filho de Num, ministro de Moisés, dizendo:
Moisés, Meu servo, é morto; levanta-te, pois, agora, passa este Jordão, tu e todo este povo, à terra que Eu dou aos filhos de Israel.
Todo lugar que pisar a planta do vosso pé, vo-lo tenho dado, como Eu disse a Moisés.
Desde o deserto e este Líbano até ao grande rio, o rio Eufrates, toda a terra dos heteus, e até ao grande mar para o poente do sol, será o vosso termo.
Ninguém se susterá diante de ti, todos os dias da tua vida: como fui com Moisés, assim serei contigo; não te deixarei nem te desampararei.
Esforça-te e tem bom ânimo; porque tu farás a este povo herdar a terra que jurei a seus pais lhes daria.
Tão somente esforça-te e tem mui bom ânimo, para teres o cuidado de fazer conforme toda a lei que Meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda, para que prudentemente te conduzas por onde quer que andares.
Não se aparte da tua boca o livro desta lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme tudo quanto nele está escrito: porque, então, farás prosperar o teu caminho e, então, prudentemente te conduzirás.
Não to mandei Eu? Esforça-te e tem bom ânimo; não pasmes, nem te espantes: porque o Senhor, teu Deus, é contigo, por onde quer que andares.
Até aqui, temos percorrido brevemente os cinco livros de Moisés. No primeiro livro de Moisés, Gênesis, vemos o propósito de Deus. Ora, qual é o propósito de Deus? O que Deus realmente procura?
O propósito de Deus está no homem. Ele procura um homem segundo o Seu coração — não um homem qualquer, mas um homem específico, um homem muito especial: um homem segundo o Seu coração.
Então, é claro, vemos no segundo livro de Moisés, Êxodo, as obras de Deus. É a obra da redenção. Por meio da redenção, Deus realizará o Seu propósito.
No terceiro livro, Levítico, vemos o chamado de Deus. Depois de sermos redimidos, Ele nos chama para nos achegarmos e O servirmos como sacerdotes — um elevado privilégio.
No quarto livro de Moisés, Números, vemos os caminhos de Deus. Deus precisa tratar conosco de determinadas maneiras para que cresçamos até a maturidade, até a plena condição de filhos.
Por fim, no livro de Deuteronômio, encontramos a lei e a terra — a herança. Em certo sentido, vocês podem ver que o propósito de Deus é obter um homem. Então, no livro de Deuteronômio, é como se esse homem estivesse na terra.
Não apenas um homem, é claro. Eles vão entrar na terra; mas, do ponto de vista de Deus, há uma nação, um homem coletivo. Essa nação, esse homem coletivo, deve entrar na terra, que é Cristo.
Em outras palavras, o propósito de Deus é um homem em Cristo. Deus procura um homem em Cristo. Esse homem em Cristo não é apenas um homem ou uma mulher individualmente em Cristo. É claro que somos homens e mulheres em Cristo; mas esse homem em Cristo é um homem coletivo em Cristo. É isso que encontramos nos cinco primeiros livros de Moisés.
Depois disso, temos o livro de Josué. O livro de Josué é muito singular. Por quê? Porque nesse livro nos é mostrado como esse povo redimido entra em sua herança — ou, em outras palavras, como toma posse daquilo que lhe pertence.
Moisés, que representa a lei, não pôde conduzir o povo à terra prometida. Moisés permaneceu forte até o fim. Seus olhos não se escureceram, e sua força não diminuiu.
Vocês precisam entender que, no que diz respeito à lei, a lei de Deus nunca perde sua força. A lei define nosso relacionamento com Deus e com os homens, e ela nunca muda.
Mas, por causa da fraqueza da nossa carne, a lei não é capaz de nos conduzir à promessa de Deus, à herança de Deus. Depois de Moisés, Deus levantou Josué.
Ora, Josué representa o princípio da graça. O próprio nome Josué, em hebraico, significa “O Senhor é Salvador”; e, em grego, seria Jesus. Assim, aqui vemos Josué representando o princípio da graça.
A lei veio por meio de Moisés, mas a graça e a verdade vieram por meio de Cristo Jesus. O que a lei não pode fazer, nosso Senhor Jesus veio fazer pela graça. Por causa de Sua obra consumada na cruz, depois de concluir a obra da redenção, Ele subiu às alturas e nos enviou o Espírito Santo.
O Espírito Santo é a energia espiritual que nos levará a tomar posse daquilo que nos pertence. Assim, todo o livro de Josué nos fala do princípio da graça. É somente sob o princípio da graça que tomamos posse daquilo que nos pertence.
Sabem, o livro de Josué tem um correspondente no Novo Testamento. O correspondente, no Novo Testamento, do livro de Josué, no Antigo Testamento, é a carta aos Efésios.
Na carta aos Efésios, vocês perceberão que ela se divide, em linhas gerais, em duas partes. Os três primeiros capítulos de Efésios nos falam daquilo que nos pertence.
Deus nos abençoou com toda bênção espiritual nos lugares celestiais em Cristo Jesus. Os três primeiros capítulos de Efésios nos dizem qual é a nossa possessão. É Cristo, e quão rico Ele é — as insondáveis riquezas de Cristo.
Então, na segunda parte da carta aos Efésios, encontramos como tomar posse daquilo que nos pertence. A primeira oração em Efésios é uma oração por revelação.
Paulo orou a Deus para que Ele concedesse o espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento de Deus. Em outras palavras, precisamos de revelação. Precisamos ver. Precisamos ver o que nos pertence. Precisamos ver a terra prometida. Precisamos ver quão rica é a nossa herança.
Nossa porção é Cristo. Ele é o cálice da nossa porção, e as nossas divisas caem em lugares agradáveis. Precisamos ver isso, e é necessária revelação para vê-lo.
Então, na segunda oração de Paulo, em Efésios 3, encontramos uma oração para que possamos nos apropriar daquilo que nos foi revelado. Como nos apropriaremos disso? Sendo fortalecidos pelo Espírito Santo em nosso homem interior.
Em outras palavras, nosso homem interior — nosso espírito — precisa ser fortalecido pelo poder do Espírito Santo, para que Cristo habite em nosso coração, para que sejamos arraigados e alicerçados em amor, a fim de podermos compreender, com todos os santos, a largura, o comprimento, a profundidade e a altura, e conhecer o amor de Cristo, que excede o conhecimento, para que sejamos cheios de toda a plenitude de Deus.
Assim, aqui na carta aos Efésios, vocês encontram a questão da revelação: precisamos ver. Depois, há a outra questão, a da apropriação: precisamos nos apropriar daquilo que nos foi revelado.
Assim, no livro de Josué, chegamos à questão de como tomar posse daquilo que nos pertence. Moisés havia morrido, então Deus começou a falar com Josué.
No primeiro capítulo do livro de Josué, Deus disse a Josué:
Moisés, Meu servo, é morto; levanta-te, pois, agora, passa este Jordão, tu e todo este povo, à terra que Eu dou aos filhos de Israel.
Antes de tudo, precisamos ver isto: a terra na qual eles entrariam não era uma terra que Deus ainda lhes daria. Era uma terra que Deus já lhes havia dado.
Em outras palavras, vocês não podem tomar posse do que não lhes pertence. Se tentarem tomar posse do que não lhes foi dado, isso é uma ocupação ilegal. Vocês se tornam invasores. Mas, se lhes foi dado, é de vocês. Então, é seu direito tomar posse, e vocês devem entrar e tomar posse.
Ora, queridos irmãos e irmãs, a terra prometida, a terra de Canaã, não era uma terra que Deus daria aos filhos de Israel naquele momento. Muito, muito tempo antes, havia um homem que morava em Ur dos caldeus.
O Senhor da glória apareceu a ele e o chamou para sair da terra dos caldeus e ir ao lugar determinado por Deus. Ele obedeceu. Abrão obedeceu a Deus e saiu, sem saber para onde ia; mas sabia Quem o chamava.
Abraão deixou Ur dos caldeus. Atravessou o rio Eufrates e, é claro, teve seus problemas. Parou no meio do caminho, em Harã. Depois que seu pai morreu, Deus apareceu a ele mais uma vez e o encorajou a prosseguir; então, ele obedeceu.
Em Gênesis 12, vemos que Abraão chegou à terra de Canaã. Quando entrou na terra de Canaã, chegou a Siquém, junto ao carvalho de Moré. Deus apareceu a ele e disse:
À tua descendência darei esta terra.
Agora, lembrem-se, irmãos e irmãs: naquela época, Abrão não tinha filho. Mas, quando Deus lhe prometeu aquela terra, Deus não disse: “Eu dou esta terra a você”. Deus disse: “Eu dou esta terra à sua descendência”.
Abraão, crendo em Deus, edificou um altar a Deus. Assim, lá em Gênesis 12, vemos que Deus já havia dado aquela terra à descendência de Abraão.
Abraão peregrinou na terra prometida como estrangeiro. Armou ali sua tenda. Percorria a terra, mas sempre morava em uma tenda. Somos informados de que não somente Abraão fez isso, mas também Isaque e Jacó. Todos moravam em tendas. Eram estrangeiros e peregrinos na terra de sua herança.
Depois, os filhos de Israel foram para o Egito por quatrocentos e trinta anos. Para a mente humana, era como se a promessa de Deus não fosse se cumprir.
Haviam se passado centenas de anos. Deus cumpriria Sua promessa a Abraão? Ela parecia cada vez mais distante. Por quê? Porque, ao final de quatrocentos e trinta anos, os filhos de Israel eram literalmente escravos no Egito.
Quando foram para o Egito pela primeira vez, eram apenas setenta e cinco pessoas, mas foram tratados de maneira régia, porque José era o primeiro-ministro ali. Depois, porém, surgiu um novo rei, uma nova dinastia que não conhecia José. Assim, os filhos de Israel foram reduzidos à escravidão.
Não apenas não tinham a terra prometida, mas eram escravos no Egito. Onde estava a promessa de Deus? Provavelmente, a promessa havia sido esquecida até pelos filhos de Israel. Eles perderam toda esperança quanto à terra prometida.
Então, depois de quatrocentos e trinta anos, Deus enviou Moisés para conduzir os filhos de Israel para fora do Egito, a fim de levá-los à terra prometida. Portanto, queridos irmãos e irmãs, antes de tudo precisamos lembrar que eles entrariam em uma terra que lhes havia sido dada centenas e centenas de anos antes.
Irmãos e irmãs, isso também não é verdade para nós? Não vamos tomar posse de algo que não nos foi dado, como se não o tivéssemos e agora fôssemos entrar e tomar posse.
Somos chamados a tomar posse daquilo que nos pertence. Em outras palavras, Deus já nos deu a terra. Nossa terra, é claro, é Cristo. Deus já nos deu Cristo. Ele já é nosso.
Em Efésios 1:3, somos informados de que Deus nos abençoou — não de que Ele vai nos abençoar, mas de que nos abençoou, já nos abençoou — com toda bênção espiritual nos lugares celestiais em Cristo Jesus.
Em outras palavras, Deus já nos deu Cristo e, em Cristo, todas as coisas. Cristo é nossa porção. Cristo é nossa possessão. Cristo é nossa propriedade. Cristo é nossa herança. Cristo já nos foi dado e, porque Ele já nos foi dado, somos chamados a tomar posse dEle em tudo o que Ele é.
Ora, irmãos e irmãs, nosso problema é que sempre pensamos em termos de pedaços e pequenas partes. Nossa mente é pequena demais. Nossa mente é fragmentada. Não conseguimos compreender que, quando Deus nos dá algo, Ele dá tudo.
Sempre pensamos: “Bem, quando Deus dá alguma coisa, Ele dá um pouquinho, depois mais um pouquinho e, então, mais um pouquinho. Se pedirmos, Ele dá um pouco mais”. Essa é a nossa mente. Nossa mente funciona assim e, porque somos assim, também agimos assim.
Mas Deus é diferente. Quando Deus dá, Ele dá tudo ou nada. Deus amou o mundo de tal maneira que fez o quê? Deu a vida eterna? Ah, não. Deu o perdão dos pecados? Não. Deu consolo? Não. Deu sabedoria, força, cura, dons? Não.
Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu Filho unigênito. Foi isso que Ele deu. Quando Deus deu, Ele deu Seu Filho; e, em Seu Filho, todas as coisas — todas as coisas.
Portanto, queridos irmãos e irmãs, isso é algo que precisamos perceber. Muitas vezes, quando nos achegamos a Deus, pensamos que vamos a Deus e extraímos dEle o perdão dos pecados.
Choramos diante dEle. Clamamos a Ele. Pedimos misericórdia. Tocamos a compaixão de Deus. Comovemos Seu coração, e Deus não consegue mais resistir; então, Deus diz: “Está bem, Eu perdoo você”. Depois, voltamos livres, sabem?
Em outra ocasião, sentimos novamente alguma necessidade e vamos a Deus, implorando, implorando e implorando, até que Deus diz: “Bem, não aguento mais tanta súplica. Está bem, vou lhe dar cura. Vou lhe dar um dom”. Pouco a pouco, tentamos obter alguma coisa de Deus. Essa é a nossa concepção.
Mas, queridos irmãos e irmãs, nossa perspectiva mudaria completamente se víssemos que, quando nos achegamos a Deus, Deus nos dá Seu Filho. Cristo nos é dado e, quando Deus nos dá Cristo, tudo está ali.
Ele deu tudo o que tinha. Se vocês voltarem a Deus e pedirem algo mais, Deus diz: “Vocês já Me deixaram pobre. Não tenho mais nada para dar”. Esgotamos Deus. Deus Se esgotou ao nos dar Seu Filho, e Ele fez tudo.
O que estamos fazendo hoje? O que fazemos hoje é descobrir o que Deus nos deu em Cristo — não simplesmente pedir a Ele e extrair do céu uma coisa após outra. Não, tudo está aqui. Tudo está aqui conosco em Cristo.
É apenas uma descoberta, uma nova descoberta. Entramos em uma nova compreensão de Cristo. É disso que se trata.
Assim, aqui vemos que, quando Deus falou a Josué, Ele disse: “Entre na terra que dou aos filhos de Israel”. “Eu já a dei.” Do ponto de vista de Deus, ela está dada.
Quando Deus dá, Ele nunca toma de volta. Sabem como são as crianças: às vezes, quando estão brincando juntas, uma criança pode ficar muito generosa e dar seu brinquedo a outra. Mas, um minuto depois, alguma coisa acontece, e ela quer seu brinquedo de volta.
Deus não é assim. Quando Deus dá, Ele dá, e pronto. Ele nunca toma de volta. Ele cuida para que aquilo se cumpra.
Agora, pensem no amor de Deus. Quando vocês dão alguma coisa a uma pessoa, do seu ponto de vista, vocês já deram. Mas suponham que essa pessoa não consiga receber a dádiva. Vocês dirão: “Esse é um problema dela, não meu. Se ela não consegue receber a dádiva, muito bem, então posso tomá-la de volta”.
Mas aqui encontramos a diferença: quando Deus dá, Ele não apenas dá, mas também cuida para que vocês sejam capazes de receber. Essa é a graça de Deus.
Irmãos e irmãs, muitas vezes dizemos que até a fé que recebe a dádiva vem de Deus. Se Ele não lhes der fé, mesmo havendo dádiva e graça, vocês não serão capazes de recebê-la. Ele cuida para que vocês tenham fé.
Ah, nada — realmente, nada — vem de nós mesmos. Tudo vem de Deus. Assim, Deus disse a Josué: “Apenas entre na terra que já lhe foi dada. É seu direito tomar posse dela”.
Queridos irmãos e irmãs, Cristo é nossa porção. Ele é nosso. Tudo o que está em Cristo nos foi dado. Agora, entrem e tomem posse de tudo.
Qual é a extensão da terra prometida? Deus disse:
Desde o deserto e este Líbano até ao grande rio, o rio Eufrates, toda a terra dos heteus, e até ao grande mar […]
Esse é o Mediterrâneo.
[…] para o poente do sol, será o vosso termo.
A terra que Deus prometeu a Abraão não é apenas a terra que hoje chamamos de Palestina. É uma terra que se estende desde o rio Eufrates até o Mediterrâneo e, ao sul, até o ribeiro do Egito. Toda essa extensão de terra foi dada a Abraão e a seus filhos.
Infelizmente, os filhos de Israel nunca tomaram plena posse daquilo que lhes pertencia. Somente por um breve período, sob Davi e Salomão, parece que possuíram a terra que Deus lhes havia prometido — e, mesmo assim, por pouco tempo.
Isso também não é verdade para nós? O Cristo que Deus nos deu é infinito. Não conseguimos sequer imaginar. É por isso que, no livro de Efésios, somos informados das insondáveis riquezas de Cristo.
Ah, a plenitude da Divindade habita nEle corporalmente. Agora, pensem nisso: a plenitude da Divindade — isto é, tudo o que Deus é, tudo o que Deus tem, tudo o que Deus é capaz de fazer. Quem pode sondar a plenitude da Divindade?
Mas toda a plenitude da Divindade habita em Cristo corporalmente, e vocês estão completos nEle. A terra que Deus nos deu em Cristo é tão infinitamente grande que, humanamente falando, nunca podemos medir a largura, o comprimento, a profundidade e a altura.
Assim, Paulo diz em Efésios 3 que possamos compreender com todos os santos. Ora, se vocês tentarem compreender sozinhos, será impossível. Precisam compreender com todos os santos.
Todos os santos não incluem apenas alguns de nós aqui. Todos os santos incluem todos os santos que hoje estão nesta terra e, mais do que isso, todos os santos que viveram antes de nós e todos os santos que virão depois de nós. Precisamos compreender com todos os santos — isto é, com toda a igreja.
Cabe à igreja inteira compreender. Compreender o quê? A largura, o comprimento, a profundidade e a altura. Gramaticalmente, essa frase nunca é concluída.
Eu diria que Paulo conhece muito bem a gramática. É claro que ele a conhece. Mas, quando chega a este ponto —
Para poderdes compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a profundidade, e a altura […]
—, é como se ficasse sem fôlego. A frase não termina.
Nós diríamos: “Ora, qual é a largura, o comprimento, a profundidade e a altura de quê?”. Não dá para dizer. Por quê? Porque as riquezas de Cristo são insondáveis. A terra que Deus nos deu é tão imensa que está além da nossa compreensão.
Algumas pessoas tentam calcular isso. Se vocês têm uma boa mente matemática, é claro que, ao lerem a Bíblia, sempre tentam calcular as coisas. Por exemplo, tentam calcular exatamente qual é o comprimento, a largura e a altura da cidade santa, a Nova Jerusalém.
Bem, uma medida é dada, então vocês podem tentar imaginar. Mas conseguem imaginar uma cidade tão grande? Conseguem imaginar uma cidade tão alta? O número apresentado ali serve apenas para deixá-los sem fôlego. É só isso.
Em outras palavras, está além da nossa imaginação. É tão imenso. Vocês se deparam com determinado número e, então, ficam perdidos. Aquilo não significa nada para vocês. Trilhões, bilhões, milhões — não significam nada para vocês.
Se forem cem, isso significa alguma coisa. Vocês sabem o que é. Mil, sim; dez mil, sim; até um milhão, provavelmente, sim. Mas, quando chegam aos milhões, bilhões e assim por diante, ficam perdidos. Ficam perdidos.
Queridos irmãos e irmãs, é exatamente disso que se trata. Quem pode dizer: “Eu O possuo por inteiro”? Quem pode dizer: “Eu O conheço por inteiro”?
Quanto mais vocês O conhecem, mais começam a descobrir que não O conhecem. Não conhecem. Nem sequer tocaram a superfície. São como criancinhas brincando com pedrinhas à beira-mar. São como criancinhas tentando tirar água do mar com seu baldinho, pensando que possuem o mar. De modo nenhum. De modo nenhum.
Como é tolice acharmos que sabemos tudo, que possuímos tudo. Não. Irmãos e irmãs, Jesus Cristo — essa é a nossa possessão. Isso é o que Deus deu à igreja.
A igreja é o corpo de Cristo, a plenitude dAquele que enche tudo em todos. É disso que se trata.
Por isso, encontramos a segunda parte da palavra de Deus a Josué:
Todo lugar que pisar a planta do vosso pé, vo-lo tenho dado, como Eu disse a Moisés.
Não há contradição aqui. Por um lado, a terra já foi dada. Por outro, Deus diz: “Agora, entre, e todo lugar onde você puser o pé será seu”.
Há alguma contradição? Não, não há contradição. A terra inteira foi dada, mas somente quando vocês põem o pé no chão é que aquele lugar onde pisam se torna de vocês na prática.
Em outras palavras, ela foi dada; agora, entrem e tomem posse. Entrem e experimentem.
Vocês se lembram de quando Abraão era estrangeiro e peregrino na terra prometida. Um dia, ele e seu sobrinho Ló tiveram alguns problemas com seus rebanhos, porque tinham muito gado. Seus pastores começaram a discutir diante dos cananeus.
Abraão disse: “Isso não está certo. Somos irmãos. Devemos pertencer a Deus e, no entanto, aqui estamos, com nossos pastores discutindo diante dessas pessoas. Isso não é um bom testemunho”.
Então Abraão, sendo muito generoso, disse: “Agora, Ló, escolha. Se você for para o oeste, irei para o leste. Se você for para o sul, irei para o norte. Vivamos em paz”.
Vocês se lembram de Ló. Contrariando todos os princípios de cortesia, ele aproveitou imediatamente a oportunidade. Olhou e viu a planície junto ao rio Jordão, onde ficavam Sodoma e Gomorra. Era muito fértil, como o Egito, de onde acabavam de sair. Então escolheu aquela região.
Ora, humanamente falando, fico imaginando se, por um segundo, passou pela mente de Abraão: “Puxa, ele ficou com o melhor”. Mas a Bíblia não diz que esse pensamento lhe ocorreu.
Depois que Ló partiu, Deus apareceu a Abraão. Em Gênesis 13, Deus disse:
Levanta, agora, os teus olhos e olha desde o lugar onde estás, para a banda do norte, e do sul, e do oriente, e do ocidente;
Porque toda esta terra que vês te hei de dar a ti.
Depois Deus disse:
Levanta-te, percorre essa terra.
Duas coisas: ver e caminhar.
Primeiro, vocês levantam os olhos e veem. É claro que Abraão também viu aquela terra que Ló acabara de escolher; ela estava ao alcance de sua vista. Deus diz: “Primeiro, olhe. Tudo o que você vê é seu”. A segunda coisa é: caminhe por ela. Percorra-a.
Portanto, irmãos e irmãs, esses são os dois princípios espirituais que operam juntos. A primeira coisa é a revelação. Precisamos ver. Em nosso espírito, precisamos ver o que Deus nos deu. Precisamos ver Cristo, irmãos e irmãs. Precisamos vê-Lo.
Se ao menos O virmos, Ele não apenas ampliará nossa capacidade, mas também nos despertará para nos levantarmos e percorrermos a terra — para tomarmos posse daquilo que nos pertence, nos apropriarmos dEle e O experimentarmos.
Onde quer que vocês ponham o pé, aquilo é seu: vocês o experimentam. Ora, o que é a experiência cristã?
A experiência cristã não é experimentar alguma coisa além de Cristo. A experiência cristã não é experimentar algo que não lhes pertence. A experiência cristã é experimentar Cristo, que já é de vocês.
É por isso que vocês não estão simplesmente experimentando isto e aquilo. Algumas pessoas dizem: “Eu experimento uma segunda graça, uma segunda bênção”.
A primeira bênção é a fé. A segunda bênção, para algumas pessoas, é a santificação. Para outras, é a manifestação do Espírito Santo, o batismo com o Espírito Santo. Essa é uma segunda bênção.
Às vezes dizemos: “Tenho a primeira bênção; agora tenho a segunda bênção; agora tenho a terceira bênção; tenho uma quarta bênção”. Uma por uma, vocês tentam obter isto e aquilo. De modo nenhum. De modo nenhum.
Deus tem somente Cristo. Ele nos abençoou com toda bênção espiritual nos lugares celestiais em Cristo Jesus. Vocês já foram abençoados. Ele nos abençoou com Cristo, e com o que mais vocês poderiam ser abençoados?
Acontece apenas que, depois de algum tempo, vocês passam por uma porção da terra — ah, e descobrem! Na verdade, ela já lhes havia sido dada. Vocês estão experimentando Cristo um pouco mais.
Isso é algo novo? No que diz respeito à experiência, é novo; mas, no que diz respeito à dádiva recebida, é antigo. Não é que vocês estejam extraindo alguma coisa do céu. Não, ela já foi dada. Vocês apenas a estão descobrindo.
É por isso que vocês não entram na experiência cristã implorando. Entram na experiência cristã pela fé — pela fé.
Irmãos e irmãs, se vocês se lembrarem disso, perceberão que esse princípio governa toda a nossa experiência cristã. Todas as chamadas experiências cristãs consistem em experimentar Cristo. Se se trata de experimentar Cristo, não pode ser algo que ainda não foi dado. É apenas apropriar-se de algo já dado.
É uma exploração. É uma descoberta. Não é, digamos, uma invenção. Não, de modo nenhum.
Assim, aqui vemos que Deus disse a Josué: “Conduza o povo para dentro, e todo lugar onde pisar a planta do seu pé será seu”. Primeiro, recebam isso por revelação; depois, pela fé, apropriem-se disso. Quando vocês se apropriam, aquilo se torna real em sua experiência.
Queridos irmãos e irmãs, o Espírito Santo nos guiará a toda a verdade. Mas, se a verdade não estiver lá, o Espírito Santo não terá para onde guiá-los.
Em outras palavras, o Espírito Santo está conduzindo vocês a tudo o que já foi realizado em Cristo. Tudo o que Cristo fez por vocês está aqui, e o Espírito Santo está conduzindo vocês a tudo o que Cristo fez por vocês.
Levantem-se e apropriem-se. Percorram a terra. Não sejam preguiçosos. Não fiquem tão satisfeitos consigo mesmos, mas levantem-se em seu espírito. Se vocês virem Cristo por revelação, isso os moverá a avançar e a se apropriar de tudo o que já lhes pertence. Firmem o pé.
Por fim, no versículo 6, vemos Deus dizendo a Josué, por três vezes ao longo da passagem: “Seja forte e muito corajoso”.
Sempre que encontrarem algo repetido nesses nove versículos — nessa breve mensagem que Deus deu a Josué —, vocês devem prestar atenção. Por três vezes, Deus o encorajou, dizendo: “Seja forte e muito corajoso”. Por quê? Deve haver alguma razão.
Josué havia estado com Moisés por quarenta anos. Era o companheiro mais próximo de Moisés, seu auxiliar. Ele viu tudo ao longo daqueles quarenta anos.
Moisés não conseguiu conduzir esse povo à terra. Que tipo de povo era aquele? Obstinado, rebelde, incrédulo. Moisés não conseguia fazer nada com eles. Josué conseguiria?
Sem dúvida, Josué deve ter pensado nisso quando olhou para os quarenta anos que haviam passado e viu que Moisés, seu mestre, não havia conseguido. Seria ele capaz de conduzir aquele povo à terra prometida? Ele tinha suas dúvidas.
Estava lidando com um povo que sempre se rebelava. A natureza humana nunca muda. Deus precisou encorajá-lo, dizendo: “Seja forte e muito corajoso”. Ele precisava de coragem.
Então, olhando adiante para a terra, ela não era uma terra desocupada. Josué havia sido um dos espias trinta e oito anos antes. Ele tinha visto tudo.
Era uma terra habitada por sete tribos, e essas sete tribos não eram povos fracos. Eram povos fortes. Haviam construído cidades com muralhas muito altas, como se chegassem ao céu. Naquela terra, chegaram a ver gigantes — os anaquins.
Josué era soldado. Como soldado, é claro, precisava avaliar: “Será que eu, com este povo, posso entrar e destruir as sete tribos, que são mais fortes? Será que consigo fazer isso?”.
Olhando adiante, não havia muita esperança. Olhando para trás, ele via um povo incapaz. Olhando adiante para os inimigos, via adversários formidáveis. Não parecia haver nenhuma possibilidade de derrotar o inimigo.
Queridos irmãos e irmãs, isso não é verdade para nós hoje? Ainda temos confiança em nossa carne?
Durante quarenta anos, os filhos de Israel estiveram no deserto. Toda a experiência do deserto visava provar uma coisa: que não há bem algum na carne — apenas provar essa única coisa.
Se é assim, vocês têm alguma confiança na carne? Se ainda tiverem confiança na carne, tornarão a cair. Saibam disso. Prestem atenção nisso.
Assim, quando Josué olhou para o povo, ficou temeroso. Graças a Deus, ele não tinha confiança na carne.
Irmãos e irmãs, a razão pela qual não entramos na plenitude que está em Cristo é esta: uma das coisas que impedem nossa entrada nas riquezas de Cristo é a nossa confiança na carne.
A carne nunca pode herdar aquilo que é dado ao espírito. Vocês nunca poderão experimentar Cristo se tiverem confiança na carne. É por isso que eles não puderam entrar na terra prometida.
Precisamos temer isso, para que não tenhamos nenhuma confiança na carne. Paulo nos diz em Filipenses que não temos confiança na carne. Adoramos a Deus no Espírito — sem confiança na carne. Esse é o caminho para conhecer Cristo.
Mas, por outro lado, havia os povos na terra — os inimigos. Irmãos e irmãs, os inimigos que os filhos de Israel encontraram no deserto eram figuras da carne.
Mas os inimigos que encontrariam na terra prometida eram figuras dos poderes malignos das trevas. Assim, em Efésios 6, vemos que lutamos contra principados, autoridades, poderes das trevas e espíritos malignos nos lugares celestiais.
No deserto, é uma luta contra a carne; mas, nos lugares celestiais, é um conflito com as forças malignas. São dois tipos diferentes de inimigos.
Josué, pela graça de Deus, foi capaz de vencer a carne. Por quê? Porque ele foi escolhido para conduzir o povo na luta contra Amaleque. Amaleque representava a carne. Ele foi capaz de vencer Amaleque; foi capaz de vencer sua carne.
Assim, ele pôde continuar vivo e recebeu a promessa de entrar na terra prometida. Mas, quanto a lutar contra as forças espirituais — seria capaz de fazer isso?
Nossa luta não é contra carne e sangue, mas contra principados e autoridades. Não é contra o homem; é contra as forças malignas nos lugares celestiais. Não é de admirar que Josué precisasse ser encorajado.
Deus o encorajou: “Não tenha medo”. É verdade que, no que diz respeito à carne, não há esperança; e, no que diz respeito aos inimigos, eles são formidáveis. Mas seja forte e muito corajoso.
Sejam fortes. Na Bíblia, vez após vez, somos encorajados a ser fortes.
Efésios 6 nos diz:
Fortalecei-vos no Senhor e na força do Seu poder.
2 Timóteo 2:1 nos diz:
Fortifica-te na graça que há em Cristo Jesus.
1 Coríntios nos diz:
Vigiai, estai firmes na fé; portai-vos varonilmente e fortalecei-vos.
Sempre somos encorajados a ser fortes — não fortes na carne, mas fortes no espírito; fortes na graça de Deus; fortes na força do Seu poder.
Sabem, nossa carne é muito forte. Nossa carne é forte em tudo, exceto nas coisas espirituais. Quando se trata de outras coisas, nossa carne é tão forte e capaz; mas, quando se trata das coisas espirituais, nossa carne é tão fraca.
Nosso espírito está pronto, mas nossa carne é fraca. Quando chega a hora de orar, seu espírito está pronto, mas sua carne é fraca; então, vocês dormem. Nossa carne é forte em tudo, exceto na espiritualidade.
Mas somos exortados a ser fortes no espírito e na força do Seu poder. Somos exortados a ser fortes na graça que está em Cristo Jesus.
Ah, irmãos e irmãs, devemos saber que não podemos fazer nada por nós mesmos; mas também somos exortados a reconhecer que podemos fazer todas as coisas por meio dAquele que nos fortalece.
Sabem, irmãos e irmãs, leva muito tempo para aprender a lição de que, sem Ele, nada podemos fazer. Leva muito tempo para aprender essa lição.
Mas, depois de aprendermos um pouco dessa lição, vamos ao extremo oposto. Ficamos tão passivos, tão paralisados, tão retraídos, tão introspectivos. “Ah, não podemos fazer nada. Não podemos fazer nada.” Então, não fazemos nada — literalmente nada.
Precisamos passar para o outro lado e ver que podemos fazer todas as coisas por meio dAquele que nos fortalece. Sejam fortes. Sejam fortes e muito corajosos.
Irmãos e irmãs, na questão de tomar posse daquilo que nos pertence, na questão de tomar posse de Cristo, nosso espírito precisa ser forte. Precisamos ser fortes em nosso espírito. Precisamos ser fortes na graça de Deus.
Sim, não podemos fazer isso; mas, fortalecidos pelo Espírito Santo em nosso homem interior, devemos permitir que Cristo habite em nosso coração pela fé, arraigados e alicerçados em amor, e compreender com todos os santos. Precisamos ser fortes.
A força diz respeito à condição; a coragem diz respeito à atitude. Sejam fortes e muito corajosos.
Talvez possamos trocar essa palavra, corajoso. O sentido seria o mesmo. Talvez possamos usar outra palavra que nos ajude a compreender. Que tal usar a palavra ousado?
Nós, os que cremos e pertencemos ao Senhor, precisamos ser muito ousados. Olhem para as pessoas deste mundo. Às vezes, elas são muito ousadas — verdadeiros temerários. Mas nós precisamos ousar.
Elas ousam fazer muitas coisas para destruir a si mesmas, mas nós precisamos ousar fazer coisas para nos apropriarmos de Cristo. Somos passivos demais.
Simplesmente ficamos sentados, abrimos a boca e deixamos o maná cair dentro dela. Nem sequer saímos para recolher o maná.
O povo de Deus é passivo demais, demais. Na questão de tomar posse de Cristo, vocês precisam ser fortes em seu espírito e muito ousados — muito ousados.
É por isso que, em Mateus 11:12, encontramos Cristo dizendo:
O reino dos céus sofre violência, e os violentos o tomam pela força.
A palavra violento ali transmite a mesma ideia de ousadia.
Somente os ousados tomam posse. Irmãos e irmãs, precisamos ter uma determinação desesperada. Ousamos fazer qualquer coisa — qualquer coisa para nos apropriarmos de Cristo.
Estamos dispostos a arriscar tudo. Estamos dispostos a dar tudo a Ele. Estamos dispostos a colocar tudo sobre a mesa. Estamos dispostos a ousar fazer tudo, contanto que possamos conhecê-Lo.
Era assim que Paulo era. Ele ousou considerar todas as coisas como perda para conhecer a excelência do conhecimento de Cristo. Irmãos e irmãs, esse tipo de espírito é necessário hoje.
Humildade, sim. É claro que a humildade é o espírito de Cristo. Precisamos ser humildes; isso é verdade. Mas humildade e ousadia caminham juntas.
Não é porque vocês são humildes que não ousam fazer nada e, então, ficam por isso mesmo. Precisam ser humildes, sabendo que nada podem fazer por si mesmos. Precisam ser humildes e reconhecer que tudo o que Deus deu é Sua graça. Não têm do que se gloriar.
Vocês precisam ser humildes para reconhecer que, sem Ele, nada podem fazer. Isso é verdade. Mas, por outro lado, Paulo disse:
Posso todas as coisas.
Precisamos nos gloriar em Cristo. Precisamos ser corajosos e ousados em Cristo. Precisamos ter esse tipo de espírito.
Sejam fortes e muito corajosos. Somente os fortes e corajosos tomam posse daquilo que lhes pertence.
Mas como podemos ser fortes e muito corajosos? Qual é o segredo? Aqui vemos que Deus disse duas coisas a Josué.
Ninguém se susterá diante de ti, todos os dias da tua vida: como fui com Moisés, assim serei contigo; não te deixarei nem te desampararei.
A presença permanente do Senhor.
Como podemos ser fortes e muito corajosos? Quando temos consciência de Sua presença permanente. Ah, irmãos e irmãs, se tivermos consciência de Sua presença permanente, ousaremos fazer qualquer coisa.
Se não tivermos Sua presença, por mais que tentemos nos encorajar, não seremos capazes de nos levantar. Não seremos capazes. Sua presença permanente é o segredo da nossa força.
Ah, como precisamos cultivar nossa comunhão, nosso relacionamento com o Senhor. Como precisamos cultivar nossa amizade com o Senhor. Como precisamos cultivar a presença permanente do Senhor. Como precisamos viver na presença do nosso Senhor.
Se cultivarmos essa presença, nosso espírito será forte, e seremos corajosos.
Portanto, em primeiro lugar, é a presença permanente do Senhor. Precisamos ter comunhão com Ele. À medida que temos comunhão com Ele, a consciência de Sua presença permanente se torna nossa força — nossa força espiritual.
Em segundo lugar:
Tão somente esforça-te e tem mui bom ânimo, para teres o cuidado de fazer conforme toda a lei que Meu servo Moisés te ordenou;
Dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda, para que prudentemente te conduzas por onde quer que andares.
Não se aparte da tua boca o livro desta lei; antes, medita nele dia e noite.
A Palavra de Deus — a Palavra de Deus.
Irmãos e irmãs, como podemos ser fortes e muito corajosos? Primeiro, não deixem que a Palavra se aparte de sua boca. Isto é, leiam a Palavra.
Não apenas leiam a Palavra, mas meditem nela. Não apenas meditem nela, mas tenham o cuidado de praticá-la.
Se lermos a Palavra de Deus, a soubermos de cor, meditarmos na Palavra de Deus, permitirmos que seja digerida dentro de nós e a assimilarmos, e se praticarmos a Palavra de Deus, obedecendo a ela, então, irmãos e irmãs, nosso espírito será forte, e seremos corajosos.
Ninguém poderá resistir diante de vocês. Em todos os seus caminhos, vocês prosperarão.
Portanto, queridos irmãos e irmãs, se quisermos tomar posse daquilo que nos pertence, se quisermos tomar posse de Cristo, lembrem-se: precisamos ser fortes no espírito e muito corajosos.
É Sua presença permanente, e é Sua Palavra, que nos dão força para prosseguir e tomar posse daquilo que nos pertence. Que o Senhor nos prepare dessa maneira.
Nosso Pai celestial, nosso coração se humilha diante de Ti, sabendo que nos deste uma dádiva tão imensa, uma dádiva infinita — o Teu próprio Filho, nosso Senhor Jesus Cristo.
Ah, como Te louvamos e agradecemos porque tudo está nEle e já nos foi dado. Tu nos chamas a nos levantarmos em nosso espírito, a sermos corajosos e a tomarmos posse daquilo que nos pertence.
Ah, como Tu anseias que tomemos posse daquilo que nos pertence. Isso Te agrada. Isso Te glorifica, se conhecermos mais de Cristo.
Ah, nosso Pai, como Te louvamos e agradecemos. Pedimos, Senhor, que, pelo Teu Espírito, fortaleças nosso homem interior, para que verdadeiramente nos levantemos em nosso espírito e tomemos posse de Cristo como nosso, para Te glorificar.
Pedimos em Teu precioso nome. Amém.