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    Proverbs #9: Conclusion © 2026 Christian Testimony Ministry
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    Proverbs #9: Conclusion
    Proverbs #9: Conclusion
    Kaung, Stephen

    A Sabedoria Reproduzida na Igreja

    Talvez possamos ler alguns versículos. Primeiro, em Provérbios, no Antigo Testamento.

    Leituras Bíblicas

    Também estes são provérbios de Salomão,
    os quais transcreveram os homens de Ezequias, rei de Judá.
    —Provérbios 25:1

    Palavras de Agur, filho de Jaque, a saber, o oráculo.
    Diz o homem a Itiel, a Itiel e a Ucal:
    —Provérbios 30:1

    Palavras do rei Lemuel, o oráculo que sua mãe lhe ensinou.
    —Provérbios 31:1

    Temos tido comunhão em torno do livro de Provérbios há algum tempo, e provavelmente esta será a última mensagem sobre Provérbios por enquanto. Então, vamos fazer primeiro uma breve revisão para chegarmos ao ponto que queremos compartilhar nesta manhã.

    As Três Divisões de Provérbios

    O livro de Provérbios pode ser dividido, de modo geral, em três partes. Do capítulo 1 ao capítulo 9, podemos dizer que a sabedoria faz ouvir o seu chamado — a sabedoria é personificada. A sabedoria é o nosso Senhor Jesus. Ele é a sabedoria de Deus e está nos chamando para Si, para que Ele seja sabedoria para nós. Ele está reunindo um povo para Si, a fim de torná-lo filho da sabedoria. Essa é a primeira parte.

    A segunda parte vai do capítulo 10 ao capítulo 24. É a sabedoria instruindo, ou a sabedoria tratando conosco. E nos lembramos do nosso Senhor Jesus: como sabedoria, Ele está edificando algo. Ele está edificando a Sua igreja. Ele está edificando a Sua casa.

    A sabedoria edifica a sua casa com sete colunas. Por isso, temos compartilhado juntos sobre essas sete colunas.

    Então, a terceira parte de Provérbios vai do capítulo 25 ao capítulo 31. É a sabedoria prosseguindo, transbordando e respondendo.

    Os Provérbios Transcritos pelos Homens de Ezequias

    Agora, nessa última parte de Provérbios, do capítulo 25 ao capítulo 31, vocês verão que ela começa assim:

    Também estes são provérbios de Salomão,
    os quais transcreveram os homens de Ezequias, rei de Judá.
    —Provérbios 25:1

    Naturalmente, sabemos que, do capítulo 10 ao capítulo 24, nos é dito que esses são os provérbios de Salomão. Salomão proferiu três mil provérbios e, desses três mil, encontramos um grande número na parte central do livro de Provérbios. Havia muitos outros provérbios de Salomão que não foram registrados.

    Mas cerca de trezentos anos depois de Salomão, no reinado do rei Ezequias — o rei Ezequias reinou sobre a nação de Judá cerca de trezentos anos depois de Salomão —, houve um grande despertamento espiritual.

    Havia homens de Ezequias, homens sábios, que transcreveram mais provérbios de Salomão. Em outras palavras, Salomão proferiu três mil provérbios, mas, até aquele momento, muitos deles não haviam sido transcritos ou registrados. Eram conhecidos entre o povo, transmitidos oralmente de geração em geração, mas não haviam sido colocados por escrito.

    Então, os homens de Ezequias começaram a recolher essas coisas, reuni-las e organizá-las. Esse é o sentido de transcrever. Eles tomaram aquilo que vinha sendo transmitido oralmente entre o povo, reuniram tudo, colocaram em ordem e transcreveram. É assim que encontramos esses provérbios, também de Salomão, mas transcritos pelos homens de Ezequias.

    Mas, ao transcrevê-los, fizeram mais do que simplesmente reuni-los, recolhê-los, organizá-los e colocá-los em ordem. Isso é mecânico; isso é técnico. Porém, quando os homens de Ezequias os transcreveram, foi mais do que uma tarefa técnica.

    Por quê? Porque havia um despertamento espiritual naquela época. Eles haviam sido despertados diante do Senhor. Levaram a sério esses provérbios — essas admoestações, essas advertências que Salomão havia proferido trezentos anos antes. Eles as acolheram no coração. Essas palavras se tornaram as palavras deles.

    Portanto, ao transcrevê-los, não se tratava apenas de algo mecânico; era algo espiritual. Os provérbios de Salomão se tornaram os provérbios deles. As palavras que Salomão havia proferido estavam neles e eram expressas por meio deles. Foi dessa maneira que esses provérbios foram transcritos.

    A Sabedoria Reproduzida na Igreja

    Agora, irmãos e irmãs, Cristo, como sabedoria, edifica a Sua casa com sete colunas, e essas sete colunas representam o caráter de nosso Senhor Jesus em seus sete aspectos. Ele edifica a Si mesmo em nós e, então, conosco, edifica a Sua casa — isto é, a Sua igreja.

    Mas, depois que a casa é edificada, o que vocês encontram nela? Encontram na casa uma reprodução Dele mesmo. Em outras palavras, Cristo é a sabedoria e, agora, depois de ter edificado a Si mesmo em Sua igreja, a Sua igreja começa a refletir a Sua sabedoria e a manifestar a Sua sabedoria.

    O que Cristo é, assim também será a Sua igreja, porque a Sua igreja nada mais é do que o próprio Cristo sendo expresso em Seu povo. É por isso que, na terceira parte do livro de Provérbios, vocês encontram essa reprodução da sabedoria. Encontram esse reflexo de Cristo na igreja.

    Assim, na terceira seção, ao lerem esses capítulos, vocês perceberão que eles são quase repetições daquilo que encontram na segunda parte. Mas são repetições com variações — não exatamente palavra por palavra; vocês percebem que o pensamento é o mesmo, mas é apresentado de maneiras ligeiramente diferentes. Há certa variação.

    Irmãos e irmãs, isso é o que a igreja é. Isso é o que nós somos. Estamos aqui para representar Cristo. Estamos aqui para reproduzi-Lo, por assim dizer; estamos aqui para expressar Cristo. Aquilo que vocês veem em Cristo é o que deveriam ver na igreja.

    Não é outro, e, no entanto, é diferente. Há variações: Cristo em você, Cristo em mim, Cristo nos diferentes membros do corpo. Cada membro expressa Cristo de uma maneira ligeiramente diferente.

    Há variações, como nos membros do corpo. Existem diversos membros; nem todos os membros do corpo são iguais. Vocês têm vários membros, e, no entanto, é um só corpo. Esse único corpo deve expressar a plenitude da Cabeça. Assim como Cristo é a plenitude de Deus, a igreja é a plenitude de Cristo.

    Aqui vocês encontram, na igreja, Cristo sendo reproduzido — Cristo sendo expresso em Sua plenitude, em grande variedade. É isso que vocês encontram na terceira parte do livro de Provérbios.

    As Sete Colunas Refletidas em Provérbios 25–29

    Não creio que devamos examinar tudo isso em detalhes, mas, para aqueles que gostariam de estudar o assunto, permitam-me apresentar esses versículos para mostrar como a terceira parte é uma reprodução da segunda parte, com variações.

    Justiça

    Mencionamos as sete colunas. A primeira é a justiça. Aqui vocês encontrarão, na terceira parte — isto é, do capítulo 25 ao capítulo 29 —, versículos sobre a justiça: Provérbios 25:5, Provérbios 25:26, Provérbios 28:6, Provérbios 28:12, Provérbios 28:28, Provérbios 29:2, Provérbios 29:6, Provérbios 29:7 e Provérbios 29:27.

    Tira o ímpio da presença do rei,
    e o seu trono será estabelecido em justiça.
    —Provérbios 25:5

    Diligência

    A segunda coluna é a diligência. Vocês a encontrarão em Provérbios 26:13-16 e também em Provérbios 28:19.

    Diz o preguiçoso: Há um leão no caminho;
    um leão está nas ruas.
    Como a porta gira sobre as suas dobradiças,
    assim o preguiçoso sobre a sua cama.
    O preguiçoso mete a mão no prato;
    cansa-se de levá-la de novo à boca.
    O preguiçoso é mais sábio aos seus próprios olhos
    do que sete homens que sabem responder com razão.
    —Provérbios 26:13-16

    Amor

    A terceira coluna é o amor. Vocês encontrarão esses versículos em Provérbios 25:21-22 e também em Provérbios 26:24-26.

    Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe pão para comer;
    e, se tiver sede, dá-lhe água para beber:
    Porque amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça,
    e o Senhor te recompensará.
    —Provérbios 25:21-22

    Humildade

    A quarta coluna é a humildade — a disposição de se rebaixar, de ser humilde. Vocês a encontrarão em Provérbios 25:6-7, Provérbios 27:1, Provérbios 27:21, Provérbios 28:25 e Provérbios 29:23.

    Não te exaltes na presença do rei,
    nem te ponhas no lugar dos grandes:
    Porque melhor é que te digam: Sobe para cá,
    do que seres rebaixado na presença do príncipe
    a quem os teus olhos viram.
    —Provérbios 25:6-7

    Graciosidade

    A quinta coluna é a graciosidade. Vocês a encontram em Provérbios 25:15, Provérbios 28:8 e Provérbios 28:27.

    Pela longanimidade se persuade o governante,
    e a língua branda quebra o osso.
    —Provérbios 25:15

    Disciplina

    A sexta coluna é a disciplina — uma vida disciplinada. Vocês a encontram em Provérbios 25:28, Provérbios 26:3, Provérbios 27:13, Provérbios 28:14, Provérbios 28:19, Provérbios 29:1, Provérbios 29:15 e Provérbios 29:17.

    Aquele cujo espírito não tem domínio
    é uma cidade derrubada e sem muros.
    —Provérbios 25:28

    Veracidade

    A sétima coluna é a veracidade. Vocês a encontram em Provérbios 25:14, Provérbios 26:28, Provérbios 27:5-6, Provérbios 28:23, Provérbios 29:5 e Provérbios 29:12.

    Como nuvens e vento sem chuva,
    assim é aquele que se gaba falsamente de suas dádivas.
    —Provérbios 25:14

    Assim, vocês encontrarão nesses versículos uma correspondência com aquilo que encontram na segunda parte do livro de Provérbios. É uma reprodução. Queridos irmãos e irmãs, é isso que o Senhor está fazendo: Ele está formando a Si mesmo em nós, formando o Seu próprio caráter em nós. Quando somos edificados juntos, então O refletimos em Sua beleza e em Seu caráter, para que o mundo possa vê-Lo em nós e por meio de nós.

    Agur e Lemuel

    Mas aqui vocês encontram, antes de o livro de Provérbios chegar ao fim, mais dois capítulos: o capítulo 30 e o capítulo 31. Esses dois capítulos são muito singulares.

    Vocês encontram no início do capítulo 30:

    Palavras de Agur, filho de Jaque, a saber, o oráculo.
    Diz o homem a Itiel, a Itiel e a Ucal:
    —Provérbios 30:1

    E, no capítulo 31:

    Palavras do rei Lemuel, o oráculo que sua mãe lhe ensinou.
    —Provérbios 31:1

    Agora, não sabemos quem são esses dois homens. Quem é Agur? Quem é Lemuel? Não sabemos. Algumas pessoas pensam que esses nomes são pseudônimos de Salomão, mas não vemos necessidade de tal interpretação.

    Quem são esses dois homens? As palavras de Agur, filho de Jaque — quem é Jaque? O oráculo proferido pelo homem a Itiel — quem é Itiel? A Itiel e a Ucal — quem é Ucal? Aqui vocês encontram vários nomes que nos são completamente desconhecidos.

    Por causa disso, algumas pessoas, depois de estudarem o assunto, pensam que provavelmente esses não são nomes próprios. Provavelmente são palavras cujo significado deve ser considerado, em vez de serem tratadas como nomes próprios.

    Assim, Provérbios 30:1 pode ser traduzido desta maneira:

    Palavras de Agur, filho da princesa de Massá;
    o dito do homem: Fatiguei-me acerca de Deus,
    fatiguei-me acerca de Deus, e então me retirei.
    —Provérbios 30:1

    E Provérbios 31:1 pode ser traduzido assim:

    Palavras de Lemuel, rei de Massá,
    que sua mãe lhe ensinou.
    —Provérbios 31:1

    Agora, na antiga American Standard Version, vocês encontrarão na nota de rodapé:

    Palavras de Agur, de Massá.
    —Provérbios 30:1

    E também no capítulo 31:

    Palavras de Lemuel, rei de Massá.
    —Provérbios 31:1

    Assim, vocês encontram um lugar chamado Massá em ambos os casos. Agur é de Massá; Lemuel é rei de Massá. Agur é filho da princesa de Massá. Portanto, provavelmente a princesa de Massá é a rainha-mãe de Massá no capítulo 31. Provavelmente Agur e Lemuel eram irmãos. Ambos eram filhos da princesa de Massá.

    Agora, o que é Massá? Onde fica Massá? Vocês encontrarão esse nome mencionado em Gênesis 25:14. Massá fica na fronteira sudeste da Palestina. A Palestina é a terra prometida que Deus deu aos filhos de Israel, mas, além da fronteira da Palestina, no lado sudeste, há uma região chamada Massá.

    Ela era habitada pelos ismaelitas. Vocês sabem, Abraão teve um filho chamado Ismael, e os ismaelitas habitavam aquela região.

    Agora, se esse for o caso, então a rainha-mãe de Massá, Agur e Lemuel provavelmente eram ismaelitas. Provavelmente não eram israelitas; eram ismaelitas.

    E, no entanto, vocês encontram os provérbios, os ditos sábios — especialmente os da rainha-mãe. Na verdade, os dois filhos falaram aquilo que sua mãe lhes havia ensinado. Assim, esses ditos sábios, todos esses provérbios, vieram da rainha-mãe de Massá, uma mulher gentia. Da boca dessa mulher gentia vieram esses ditos sábios, e eles foram reunidos no livro de Provérbios. Ora, isso não é maravilhoso?

    Vocês sabem, o primeiro livro da Bíblia Sagrada, cronologicamente falando, não foi escrito por um judeu ou por um israelita. O livro de Jó — Jó não era hebreu; ele não era judeu. Contudo, vocês veem que o livro de Jó foi o primeiro livro da Bíblia, cronologicamente falando.

    Aqui vocês encontram, em Provérbios, não apenas os provérbios de Salomão, rei dos israelitas, mas, nessa mesma coletânea, também os ditos sábios da rainha-mãe de Massá, uma ismaelita.

    A Inclusão de Judeus e Gentios

    Quando a sabedoria edifica a sua casa, Ele inclui nessa edificação tanto judeus como gentios. O que é a igreja que Cristo está edificando? Por toda a terra, vocês encontrarão na igreja judeus e gentios; e, no entanto, não há judeu nem gentio. Por quê? É o próprio Cristo.

    Assim, mesmo em Provérbios, nos ditos sábios de Deus, vocês encontram não apenas aqueles que vieram de Salomão, mas também aqueles que vieram da rainha-mãe de Massá.

    Na história de Salomão, há uma analogia. Depois que Deus deu a Salomão grande sabedoria e sua fama começou a se espalhar pelo mundo, vocês se lembram daquela rainha — a rainha de Sabá, da África. A rainha de Sabá, na África, ouviu falar da sabedoria de Salomão, então veio até ele para provar sua sabedoria com enigmas.

    Ela veio até Salomão, fez-lhe perguntas e abriu o seu coração — apresentou todos os seus problemas. Ela abriu o seu coração a Salomão, e ele lhe respondeu em todos os pontos, satisfazendo-a plenamente.

    Agora, para uma mulher vir até Salomão e provar sua sabedoria, ela mesma devia ser muito inteligente. No entanto, quanto ela recebeu de Salomão! A tradição diz que ela se casou com Salomão. Quando voltou, fez uma réplica de todo o templo, dos seus objetos, de todos os utensílios sagrados do templo.

    Até hoje, nos dizem que é possível encontrar na Etiópia uma réplica dos utensílios sagrados do templo. O rei da Etiópia, ainda hoje, é chamado de Leão de Davi. Eles procuram remontar essa linhagem a Sabá e Salomão.

    Assim, vocês veem que há uma analogia. Assim como a rainha de Sabá está unida a Salomão, a igreja está unida a Cristo. Nessa união, vocês encontram a sabedoria de Cristo sendo manifestada.

    A rainha-mãe de Massá pode representar a igreja respondendo a Cristo com grande sabedoria, porque é a sabedoria de Deus; é o próprio Cristo.

    Humildade e Sabedoria em Agur

    Agora, esses dois capítulos são muito interessantes. O capítulo 30 contém as palavras de Agur. Agur começa desta maneira. Ele diz:

    Fatiguei-me acerca de Deus.

    E repete:

    Fatiguei-me acerca de Deus.

    E depois:

    Desisti; retirei-me.

    Certamente sou mais bruto do que qualquer homem,
    e não tenho o entendimento de um homem;
    E não aprendi a sabedoria,
    nem tenho o conhecimento do Santo.
    —Provérbios 30:2-3

    Em outras palavras, aqui vocês encontram Agur tentando conhecer Deus. Ele queria conhecer Deus. Ele buscava, investigava e se fatigou nessa busca.

    Ele descobriu que simplesmente não conseguia compreender Deus em Sua profundidade. Deus é infinito e, ao tentar, com uma mente finita, penetrar no próprio segredo de Deus, Agur descobriu que apenas se esgotava. Ele estava exausto e disse: “Eu me retirei. Reconheço que sou apenas um tolo. Não tenho inteligência para compreender Deus em Sua profundidade. Deus está muito além de mim. Oh, Ele é o Infinito”.

    E, no entanto, ele deu graças a Deus. Vocês veem que ele orou a Deus. Sua oração não pedia vaidade nem mentira, nem riqueza nem pobreza. Sua oração tinha um único propósito: que ele pudesse estar perto de Deus e glorificar a Deus em sua vida.

    Ele não pediu riqueza, para que não se tornasse rico e se esquecesse de Deus. Pediu a Deus que o livrasse da pobreza, para que não viesse a roubar e desonrar a Deus. Ele só queria estar perto de Deus e glorificar o nome de Deus.

    Agora, essa é a sua atitude. Não é verdade que a atitude da igreja — a atitude de nós, crentes — deveria ser sempre assim? Nossa atitude deveria ser uma atitude humilde. Buscamos a Deus. Oh, queremos conhecê-Lo, e, no entanto, quanto mais queremos conhecê-Lo, mais percebemos que Ele está além de nós. Por mais que vocês O conheçam, ainda não O conhecem.

    Deus é um grande mistério. Nós O conhecemos e, no entanto, não O conhecemos. É necessária a eternidade para que O conheçamos e, ainda assim, continuamos tendo de conhecê-Lo. Agora, isso é um paradoxo, mas é a verdade.

    E, no entanto, embora reconheçamos que não O conhecemos, estamos perto Dele. Podemos glorificá-Lo em nossa vida. Desse relacionamento com Deus vem grande sabedoria.

    Se vocês lerem o capítulo 30, verão que Agur registra muitas coisas que, ainda hoje, são um mistério. Não tenho a pretensão de poder interpretar o capítulo 30. Há muitas coisas mencionadas por Agur que são um mistério para mim. Grande sabedoria — até hoje, não conseguimos compreender plenamente aquilo que Agur disse, porque ele conhecia a Deus. Por isso, tinha tamanha sabedoria que, ainda hoje, não a compreendemos.

    Não é isso também verdade a respeito da igreja?

    Cristo e a Igreja em Provérbios 31

    Então, no capítulo 31, vocês veem que a mãe de Lemuel, rei de Massá, o instruiu. Quando vocês leem o capítulo inteiro, o que ela lhe ensinou? Duas coisas: como deve ser um rei e, em segundo lugar, como deve ser uma rainha; como deve ser um homem e como deve ser uma mulher; o que se deve esperar de um marido e o que se deve esperar de uma esposa.

    Agora, esse é o capítulo 31. Um rei deve ser justo. Um rei não deve beber logo pela manhã. Um rei deve ser misericordioso. Ele é o símbolo da justiça e da misericórdia.

    E quanto à mulher, à rainha? Oh, a mulher deve ser diligente. A mulher deve ser bondosa — uma bondade que se estende até mesmo para além da sua própria casa. Uma mulher deve ser sábia.

    É um retrato perfeito de Cristo e de Sua igreja: Cristo como o Rei, o Homem, o Marido. Ele é o próprio símbolo da justiça e da misericórdia. A mulher, como símbolo, é uma figura da igreja — diligente, graciosa, bondosa e sábia.

    Essa é a união perfeita que Deus busca. Queridos irmãos e irmãs, qual é o propósito eterno de Deus? A união de Cristo e de Sua igreja. Há tamanha correspondência entre a mulher e o homem que, juntos, eles realizam a obra de Deus. Essa é a conclusão de Provérbios.

    Assim, queridos irmãos e irmãs, esperamos que nossas meditações em Provérbios nos sejam de verdadeira ajuda.

    Oração

    Nosso Pai celestial, como Te louvamos e Te agradecemos por Tua palavra. Tuas palavras são puras. Oh, como Te louvamos e Te agradecemos por Tua palavra, porque, por meio dela, Tu nos dás o Teu Cristo.

    Oh, nós Te louvamos e Te agradecemos. Senhor, nós Te pedimos que aquilo que nos deste por meio de Tua palavra se torne realidade para todos nós, para que verdadeiramente sejamos marcados pelo caráter de Cristo; para que, em nossa união com Ele, possamos manifestar a Sua sabedoria para a glória de Deus.

    Pedimos em nome de nosso Senhor Jesus. Amém.