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THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
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    Proverbs #3: Diligence © 2026 Christian Testimony Ministry
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    Proverbs #3: Diligence
    Proverbs #3: Diligence
    Kaung, Stephen

    O caráter da diligência

    Senhor, como Te louvamos e agradecemos, porque nos deste a Tua vida. Nós Te agradecemos porque Tu vives em nós.

    Vivemos hoje não porque somos capazes de viver, mas porque Tu vives em nós. Oh, como Te louvamos e agradecemos porque podemos simplesmente nos confiar a Ti. Podemos nos entregar inteiramente a Ti e deixar que Tu vivas para a glória do Pai.

    Ó Senhor, pedimos que, pelo Teu Espírito Santo, possamos conhecer cada vez mais esta vida — esta vida eterna, esta vida que transcende, que glorifica a Deus. Em nome de nosso Senhor Jesus. Amém.

    A casa da sabedoria e suas colunas

    Temos compartilhado juntos sobre o livro de Provérbios. Da última vez, mencionamos que a sabedoria edificou a sua casa; lavrou as suas sete colunas.

    A sabedoria trata de uma casa, e Ele edifica a Sua casa com colunas. Agora, é claro, sabemos que a sabedoria ali está personificada. Isto é, essa sabedoria é o nosso Senhor Jesus. Ele é a sabedoria de Deus, e está edificando a Sua casa.

    Vocês se lembram de como o Senhor disse:

    Sobre esta pedra edificarei a Minha igreja.

    O Senhor é a sabedoria, e está edificando a Sua casa. Ele edifica a Sua casa com sete colunas.

    Ele não apenas lança um bom fundamento, mas também constrói um edifício sólido. É uma casa com sete colunas, e essas colunas representam o caráter — o caráter celestial, o caráter de Cristo.

    Ele está formando o Seu caráter em nós. E esse caráter, o caráter Dele formado em nós, sustentará a casa. Será uma casa na qual Ele terá prazer em habitar.

    Portanto, irmãos e irmãs, lembremo-nos disto: nosso Senhor Jesus está edificando a Sua casa hoje, e Ele a edifica com colunas — com caráter.

    Se esse caráter não estiver sendo formado em nós, Ele não poderá edificar a Sua casa. Então, guardemos isso como o contexto de tudo o que estamos dizendo.

    Há dois domingos, mencionamos a primeira coluna. A primeira coluna é a justiça. Como vocês podem observar no livro de Provérbios, a palavra justo, a referência ao justo, aparece por todo o livro.

    Deus é justo. Portanto, aquele que pratica a justiça é de Deus. O reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo.

    Porque Ele é justo, e Sua vida está em nós, essa vida é uma vida justa. Assim, a vida que está em nós exige que vivamos de maneira justa diante de Deus e dos homens.

    Como podemos viver de maneira justa na terra? Em primeiro lugar, vivendo de acordo com o que nos indica a nossa consciência renovada.

    O sangue limpou e purificou a nossa consciência má e a renovou. Nossa consciência agora é sensível a Deus, e é por meio dela que Ele nos dirá o que é certo e o que é errado.

    Portanto, irmãos e irmãs, se queremos andar de maneira justa na terra, precisamos aprender a andar de acordo com essa consciência renovada que Deus nos deu.

    Em segundo lugar, para andar de maneira justa, precisamos ser cuidadosos nas pequenas coisas. Muitas vezes, vocês perceberão que, por negligenciarmos as pequenas coisas, nos tornamos descuidados em nossa vida.

    Por isso, precisamos ser cuidadosos nas pequenas coisas, para que sejamos justos aos olhos de Deus e dos homens.

    A segunda coluna: a diligência

    Agora, nesta manhã, gostaríamos de considerar a segunda coluna. A segunda coluna que encontramos em Provérbios é expressa pela palavra diligente ou diligência.

    Vamos ler alguns versículos apenas para mostrar como a palavra diligente aparece no livro de Provérbios. A ideia da diligência está por toda parte.

    Empobrece aquele que trabalha com mão remissa;
    Mas a mão dos diligentes enriquece.

    — Provérbios 10:4

    A mão dos diligentes dominará;
    Mas os preguiçosos ficarão sujeitos a tributo.

    — Provérbios 12:24

    O preguiçoso não assa o que apanhou na caça;
    Mas o bem precioso dos homens pertence ao diligente.

    — Provérbios 12:27

    A alma do preguiçoso deseja e nada tem;
    Mas a alma dos diligentes será farta.

    — Provérbios 13:4

    O caminho do preguiçoso é como uma sebe de espinhos;
    Mas a vereda dos retos é uma estrada aplanada.

    — Provérbios 15:19

    A preguiça faz cair em profundo sono;
    E a alma ociosa padecerá fome.

    — Provérbios 19:15

    O preguiçoso mergulha a mão no prato,
    E nem sequer a leva de volta à boca.

    — Provérbios 19:24

    O preguiçoso não lavra por causa do inverno;
    Por isso, na colheita mendigará e nada terá.

    — Provérbios 20:4

    O desejo do preguiçoso o mata;
    Porque as suas mãos se recusam a trabalhar.

    — Provérbios 21:25

    Diz o preguiçoso: Há um leão lá fora;
    Serei morto nas ruas.

    — Provérbios 22:13

    Vês um homem diligente em seu trabalho?
    Perante reis será posto;
    Não será posto perante homens de condição humilde.

    — Provérbios 22:29

    Passei pelo campo do preguiçoso,
    E pela vinha do homem falto de entendimento;
    E eis que tudo estava coberto de espinhos,
    A sua superfície estava coberta de urtigas,
    E o seu muro de pedra estava derrubado.

    Então contemplei e considerei bem;
    Vi e recebi instrução:
    Um pouco de sono, um pouco de repouso,
    Um pouco de cruzar as mãos para dormir;
    Assim virá a tua pobreza como um ladrão,
    E a tua necessidade como um homem armado.

    — Provérbios 24:30-34

    Aqui encontramos a segunda coluna da sabedoria: a diligência.

    A diligência como caráter de Deus

    Nosso Deus é um Deus muito diligente. Vocês se lembram de que, quando nosso Senhor Jesus estava na terra, certa vez declarou:

    Meu Pai trabalha até agora, e Eu trabalho.

    A diligência é uma característica de Deus. E, porque nosso Deus é diligente, Ele exige que desenvolvamos esse mesmo caráter de diligência.

    Sabem, há uma palavra-chave no Evangelho segundo Marcos a respeito do Filho do Homem, nosso Senhor Jesus. Essa palavra-chave que vocês encontram em Marcos é “logo”, “imediatamente”.

    Vocês perceberão que nosso Senhor Jesus sempre age imediatamente. Ele nunca deixava para depois aquilo que deveria ser feito agora — para mañana, como dizem os espanhóis: amanhã.

    Sabem, em nossa natureza humana existe essa indolência. Não somos apenas preguiçosos até os ossos; a preguiça faz parte da nossa própria constituição.

    Quando Deus criou o homem, Ele providenciou tudo para ele no jardim do Éden. Plantou todas aquelas belas árvores, e os frutos eram bons para alimento.

    Mesmo assim, Deus não colocou o homem no jardim do Éden para viver uma vida de ócio. Vocês se lembram de que Ele ordenou ao homem que o cultivasse e o guardasse.

    Ele não queria que o homem fosse preguiçoso no jardim do Éden. Quanto ao alimento, havia alimento. Se o homem quisesse viver para si mesmo, poderia simplesmente colher o fruto e viver.

    Mas Deus disse: “Não, você não está no jardim apenas para garantir o seu sustento”. Tudo havia sido providenciado, sim, mas você está no jardim para cultivá-lo e guardá-lo para a glória de Deus.

    O homem não foi criado apenas para viver para si mesmo, apenas para ganhar a vida. Se esse fosse o caso no jardim do Éden, ele não precisaria fazer coisa alguma. Poderia ter vivido uma vida de lazer e prazer. Mas esse não era o propósito de Deus.

    Embora tudo tivesse sido providenciado, Deus disse: “Cultive-o e guarde-o”.

    No jardim do Éden, antes de o pecado entrar neste mundo, não havia espinhos, nem cardos, nem ervas daninhas. Mesmo assim, Deus disse: “Cultive-o”.

    As árvores ainda precisavam ser podadas. Provavelmente, a terra ao redor delas precisava ser revolvida, para que essas árvores produzissem mais fruto para a glória de Deus.

    E não apenas cultivá-lo, mas também guardá-lo. Por quê? Porque o jardim do Éden não tinha um muro. Adão e Eva eram os vigias ali.

    E esse jardim do Éden não era um jardim pequeno. Deve ter sido um jardim imenso. Para Adão e Eva guardarem aquele jardim, precisavam estar vigilantes o tempo todo. Precisavam estar de ronda o tempo todo. Eram os policiais do jardim.

    Eles não podiam viver uma vida preguiçosa. Sua vida precisava ser muito ativa, intensamente ocupada para a glória de Deus.

    A ociosidade e a tentação

    Mas, de alguma forma, Eva não estava cumprindo seu dever. Não estava com seu marido, cultivando e guardando. De alguma forma, afastou-se do marido. Afastou-se de seu dever e ficou entregue a devaneios.

    Ela olhou para uma árvore. Ah, que bela parecia! O fruto parecia bom para comer. No entanto, Deus havia dito:

    De todas as árvores podes comer livremente;
    Mas desta, a árvore do conhecimento do bem e do mal, não comerás:
    Porque, no dia em que dela comeres, morrerás.

    E, enquanto ela estava entregue a devaneios, ocupando-se com pensamentos ociosos, Satanás veio.

    Irmãos e irmãs, não há uma lição para nós aqui? Não é bom que as pessoas fiquem ociosas. Não é bom ser preguiçoso, porque muitas vezes, quando estamos ociosos, quando estamos entregues a devaneios, as tentações vêm.

    E Eva caiu na armadilha do diabo.

    Depois que o homem pecou, Deus o disciplinou. E vocês se lembram, em Gênesis 3, do que Deus disse ao homem? Deus disse: “De agora em diante, você terá de trabalhar, de labutar na terra, para ganhar a vida”.

    Quando você estava no jardim, não precisava ganhar a vida. Tudo havia sido providenciado. Você precisava apenas viver para a glória de Deus. Mas agora terá de suar para ganhar o seu pão e obter o seu próprio sustento.

    Em certo sentido, isso era um castigo. Mas, em outro sentido, mesmo no castigo havia misericórdia. Por quê? Porque Deus sabia que, se o homem não trabalhasse, se não se ocupasse, faria outras coisas. Pecaria.

    Assim, ao colocá-lo para trabalhar, Deus procurava mantê-lo afastado da ociosidade e de muitas outras coisas.

    O mesmo aconteceu com a mulher. Deus disse a Eva que, dali em diante, ela teria dores de parto, ficaria grávida e teria muitos filhos. Em certo sentido, ela teria de passar pela dor como castigo; mas, em outro sentido, isso a manteria ocupada com os filhos, para que pudesse viver uma vida piedosa.

    Portanto, aqui vocês veem que Deus não quer que ninguém seja preguiçoso. Deus não quer que ninguém fique simplesmente à toa. Isso não é bom para o homem.

    Mas, depois da queda, uma das características da natureza do homem caído é a preguiça.

    Irmãos e irmãs, vocês sabem que a preguiça está nos nossos ossos? Se tiverem a oportunidade, certamente escolherão o caminho mais fácil.

    Assim como a água sempre desce em vez de subir, nós sempre procuramos seguir o caminho mais fácil. Sempre buscamos uma vida de comodidade e ócio. Achamos que isso é viver.

    Mas Deus tem outra intenção. Ele quer reconstruir. Quer formar em nós um bom caráter — o caráter da diligência.

    A natureza da diligência

    O que é diligência? A própria palavra diligente significa trabalhar, aplicar-se.

    E, porque você se aplica com zelo, com disposição, com empenho, isso também envolve alguma dor. Esse é o significado da palavra diligência.

    Sabem, existe uma diferença entre estar ocupado e ser diligente. Você pode estar muito ocupado, mas talvez não seja diligente. Por quê? Porque a diligência é uma característica do caráter. É mais do que um ato, uma ação ou um comportamento.

    Sabem, às vezes você é colocado numa situação em que é obrigado a permanecer ocupado. Você tem de estar ocupado. Seu chefe está ali, dizendo: “Vamos, faça isso, faça isso, termine depressa”. Você está intensamente ocupado, mas isso não significa que seja diligente.

    E muitas vezes, depois de ficar ocupado por algum tempo, você relaxa logo em seguida. Bem, você acha que merece descansar, e merece mesmo.

    Portanto, vocês percebem que estar ocupado e ser diligente são duas coisas diferentes. Ser diligente é uma questão de caráter.

    Não importa o que você faça, a diligência está presente. Ela não está naquilo com que você se ocupa, nem em quanto tempo ou quanto você se ocupa; está na própria maneira como você encara aquilo. Isso é diligência.

    O recebimento da vida de diligência

    Como podemos ser diligentes? Nós, que temos a preguiça nos próprios ossos, não podemos mudar a nós mesmos. Mas, graças a Deus, primeiramente Ele colocou uma nova vida em nós, e essa nova vida não é outra senão a Sua própria vida.

    E uma característica, um aspecto da natureza dessa vida, é a diligência. Assim como nosso Senhor foi diligente enquanto esteve na terra, Sua vida em nós também é uma vida diligente. E essa vida em nós nos conduzirá, de maneira prática, pelo caminho da diligência.

    Precisamos ir ao Senhor e confessar: “Senhor, não há diligência em mim. Sou preguiçoso”.

    Enquanto você não for levado a esse ponto, não haverá muita esperança de o Senhor reconstruir o seu caráter. Portanto, antes de tudo, precisamos ser levados ao ponto em que o Espírito Santo nos convença da nossa indolência.

    Sempre deixamos as coisas de lado e dizemos: “Bem, farei isso amanhã”, e amanhã haverá outro amanhã. Isso se torna um hábito para nós. Se pudermos deixar de fazer algo agora sem sofrer consequências imediatas, sempre diremos: “Bem, amanhã ainda haverá uma oportunidade”.

    Irmãos e irmãs, o Espírito Santo já começou a tocar nessa natureza de vocês? O Espírito de Deus já falou com vocês a respeito de sua indolência, de sua preguiça?

    Ele já tocou na sua consciência quando você deixou de lado algo que deveria ser feito hoje, e você se sentiu inquieto diante de Deus? Você já foi levado a esse ponto? Já tentou ser diligente?

    Agora, se você já passou por tudo isso, creio que um dia chegará ao ponto de dizer: “Senhor, simplesmente não há diligência em mim. Se Tu queres que eu seja diligente, Tu tens de fazer isso”.

    Não há nada de extraordinário em reconhecer que sou uma pessoa preguiçosa. Às vezes, admitir isso fere o nosso orgulho, mas diante de Deus precisamos ser honestos.

    E, quando você percebe que a diligência não faz parte do seu caráter, que seu caráter é justamente o oposto — preguiça —, e quando vê que a preguiça é um pecado diante de Deus, mas não consegue vencê-la, você se lança sobre o Senhor.

    Você aprende a depender da vida Dele. Esse é o começo da formação do caráter.

    A cooperação com o Espírito Santo

    Em segundo lugar: depois de confessar que esse caráter, essa natureza, não existe em você, não tente melhorar a si mesmo, por assim dizer, porque isso não pode ser melhorado.

    Se ainda pudesse ser melhorado, o velho homem não teria sido crucificado com Cristo na cruz.

    Então, a segunda coisa é esta: em sua vida diária, você aprende a estar aberto ao Espírito de Deus, para que Ele lhe mostre em que você não é diligente.

    Precisamos ser suficientemente humildes diante de Deus para permitir que Ele nos mostre em que não somos diligentes. E, à medida que o Espírito Santo começa a nos convencer, precisamos aprender a nos lançar sobre a Sua misericórdia e a Sua vida.

    Diga: “Senhor, quero ser diligente. Sê Tu a minha diligência”.

    Coopere — coopere com o Espírito Santo. Entregue-se ao Senhor. Deixe que a vida do Senhor assuma o controle e viva por meio de você.

    A disciplina da renúncia a si mesmo

    Em terceiro lugar: esse processo envolve certas dores. É por isso que o Senhor disse:

    Nega-te a ti mesmo, toma a tua cruz e segue-Me.

    Se queremos que a vida de Cristo viva em nós, não basta apenas estarmos dispostos. Às vezes dizemos: “Senhor, estamos dispostos. Estamos dispostos a deixar que Tu vivas”. Mas isso não é suficiente.

    Há um processo envolvido, e esse processo consiste em aprendermos, pela graça de Deus, a negar a nós mesmos, tomar a nossa cruz e segui-Lo.

    Quando negamos a nós mesmos e tomamos a nossa cruz, nós O seguimos. Sua vida se torna a lei. E vocês sabem que isso envolve disciplina e dor.

    Uma ilustração da diligência prática

    Vamos usar uma ilustração. Que tal escrever cartas?

    Suponha que algumas pessoas escrevam uma carta para você. Agora, não estou dizendo que toda carta precisa ser respondida. Algumas cartas provavelmente não exigem resposta.

    Mas suponha que alguém lhe escreva uma carta, e que nela haja certas questões importantes às quais você precisa responder. Provavelmente, também há um prazo. Então, como você faz isso?

    Não sei quanto a vocês, mas conheço a mim mesmo. Sempre deixo a carta de lado e digo: “Bem, vou responder, mas não estou com vontade de responder agora”.

    Quando eu estiver com vontade de escrever cartas, então responderei. E, em certo sentido, sempre faço isso. Minhas cartas vão se acumulando, e então, um dia, simplesmente me sento e escrevo cartas, cartas, cartas, cartas, sabem?

    Bem, esse é outro assunto. A questão é que, às vezes, há cartas importantes que precisam ser respondidas, mas, como as deixo de lado, acabo me esquecendo.

    Foi o que aconteceu na semana passada: alguém me fez uma ligação interurbana perguntando sobre certas coisas. Eu deveria ter respondido, mas me esqueci completamente. A carta está lá. Eu pretendia respondê-la, mas não estava com vontade.

    E aquelas pobres pessoas tiveram de me fazer uma ligação interurbana. Sinto vergonha disso.

    Então, irmãos e irmãs, usando isso apenas como ilustração, vocês sabem que há muitas coisas que deveriam ser feitas, mas em nossa própria natureza sempre existe uma tendência a adiar.

    Por isso, às vezes você precisa se submeter à disciplina. Mesmo que não esteja com vontade, precisa se sentar e escrever.

    Simplesmente, pela graça de Deus, olhe para Ele e responda. Sabem, isso é um pouco doloroso para a alma, porque você não gosta de fazê-lo. Mas é assim que permitimos que a vida de Cristo cresça e se manifeste por meio de nós.

    As consequências da indolência

    Quais são os sentimentos do preguiçoso, do indolente? Bem, segundo o livro de Provérbios, vemos que o preguiçoso tem um desejo, mas não consegue nada, e seu desejo o mata. Por quê? Porque ele não faz coisa alguma.

    Em outras palavras, ele deseja alguma coisa — o desejo está ali —, mas não age. Então o desejo o mata. Ele sempre se sente insatisfeito, descontente.

    E o preguiçoso tem a sensação de que é inverno. Para o preguiçoso, é sempre inverno. Não se pode semear no inverno e, por isso, quando chega a colheita, ele não tem nada.

    Vocês se lembram do que nosso Senhor disse. O Senhor disse:

    Vede, vós dizeis que faltam quatro meses para a colheita;
    Mas Eu vos digo: os campos já estão brancos para a colheita.

    Isso é diligência.

    Qual é a desculpa do indolente? Ah, ele diz: “Há um leão na rua. Não posso sair”.

    O preguiçoso está sempre esperando um momento melhor, um ambiente mais fácil e mais conveniente. Ele não sabe que o problema está nele.

    O que acontecerá com o preguiçoso? Ele passará necessidade. Não terá coisa alguma. Viverá na pobreza. E não poderá governar; será governado.

    Espiritualmente, como isso é verdadeiro! O preguiçoso põe a mão no prato, mas tem preguiça demais para levá-la à boca.

    Irmãos e irmãs, o preguiçoso diz: “Um pouco de sono, só mais um pouquinho”, e a pobreza chega à sua porta.

    Como precisamos ser disciplinados pelo Espírito de Deus, para que essa indolência seja tratada e um novo caráter seja formado em nós!

    Áreas que exigem diligência

    A guarda do coração

    Em que áreas devemos ser diligentes? Vou mencionar algumas. Em primeiro lugar: Provérbios 4:23. É um versículo conhecido.

    Guarda o teu coração com toda a diligência;
    Porque dele procedem as fontes da vida.

    — Provérbios 4:23

    Em primeiro lugar, precisamos ser diligentes em guardar o nosso coração. Sabem, nosso coração é o centro do nosso ser.

    Não apenas fisicamente — nosso coração, o órgão cardíaco, é o centro do nosso ser físico —, mas o coração nas Escrituras, no sentido espiritual e moral, é o centro da nossa vida espiritual, porque dele procedem as fontes da vida.

    E a Bíblia diz que precisamos ser muito diligentes em guardar o nosso coração, para que ele não seja seduzido, para que não seja enganado ou iludido, para que não seja endurecido.

    Como podemos guardar o nosso coração com diligência? A única maneira de termos o coração guardado é entregá-lo ao Senhor e deixar que Ele o guarde.

    Por isso, nesse mesmo sentido, vocês encontram:

    Filho Meu, dá-Me o teu coração,
    E deleitem-se os teus olhos nos Meus caminhos.

    Não sabemos como guardar o nosso coração. Nosso coração é tão enganoso que engana até a nós mesmos. Portanto, a única maneira de guardar o nosso coração é entregá-lo ao Senhor.

    “Senhor, meu coração é Teu. Guarda-o. Guarda meu coração, para que eu Te ame de todo o coração. Guarda meu coração do engano. Se houver algum engano nele, mostra-me. Examina meu coração. Vê se há nele algum caminho mau.”

    Hoje, se ouvirdes a Sua voz,
    Não endureçais o vosso coração.

    Se entregarmos nosso coração ao Senhor, Ele o guardará. Como? Ouviremos a Sua voz.

    O Espírito Santo falará conosco. Sempre que houver algum problema, o Espírito Santo falará conosco. Não endureçam o coração; é assim que nosso coração é guardado.

    Sejam diligentes nisso. Precisamos guardar o nosso coração acima de todas as coisas. Ele é o tesouro da sua vida.

    Se houver algo errado com o seu coração, toda a sua vida espiritual desmoronará. Guarde o seu coração com diligência. É nisso que precisamos aplicar a diligência. Precisamos estar atentos e vigilantes.

    Não podemos nos dar ao luxo de ser preguiçosos. Não podemos nos dar ao luxo de ser descuidados. Precisamos vigiar o nosso coração, mantê-lo no lugar que lhe cabe.

    A busca diligente de Deus

    Em segundo lugar: Hebreus 11:6.

    Ora, sem fé é impossível agradar-Lhe;
    Porque aquele que se aproxima de Deus deve crer que Ele existe,
    E que é galardoador dos que O buscam.

    — Hebreus 11:6

    Na versão King James, está escrito “buscam diligentemente”. Busquem-No diligentemente, porque buscar com diligência significa procurá-Lo até encontrá-Lo. Precisamos buscar a Deus com diligência.

    Por quê? Porque, às vezes, quando você O busca, parece que Ele Se esquiva de você, parece que Se esquiva. E, se você desistir, não O encontrará.

    Você precisa continuar a buscá-Lo. Precisa buscá-Lo diligentemente, e Ele o recompensará.

    Portanto, irmãos e irmãs, ao buscar a Deus, precisamos ser diligentes. Nós nos levantamos cedo pela manhã para buscá-Lo? Estudamos a Sua Palavra com diligência?

    Busquem-No diligentemente, e Ele os recompensará. Vocês O encontrarão se fizerem isso.

    A observância dos mandamentos de Deus

    Agora, em terceiro lugar: precisamos ser diligentes em guardar os Seus mandamentos. Deuteronômio 6:17.

    Diligentemente guardareis os mandamentos do Senhor, vosso Deus,
    E os Seus testemunhos e os Seus estatutos, que Ele te ordenou.

    — Deuteronômio 6:17

    Devemos guardar diligentemente os Seus mandamentos. Quando o Senhor fala conosco, como respondemos?

    Dizemos: “Sim, mas espera um pouco — um pouco mais tarde”? Ou somos como Abraão? Quando Deus chamou Abraão para oferecer Isaque, vocês se lembram do que ele fez. Na manhã seguinte, levantou-se cedo e partiu.

    Sejam diligentes em guardar os Seus mandamentos.

    A formação do caráter

    Em quarto lugar: precisamos ser diligentes na formação do caráter. 2 Pedro 1:5-11.

    Sim, e por essa mesma razão, empregando da vossa parte toda a diligência,
    Acrescentai à vossa fé a virtude; e à virtude, o conhecimento;
    E ao conhecimento, o domínio próprio; e ao domínio próprio, a perseverança;
    E à perseverança, a piedade; e à piedade, a afeição fraternal;
    E à afeição fraternal, o amor.

    Porque, se estas coisas vos pertencem e abundam,
    Não vos deixam ociosos nem infrutíferos
    No conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo.

    Pois aquele a quem faltam estas coisas é cego, vendo somente o que está perto,
    Havendo-se esquecido da purificação dos seus antigos pecados.

    Portanto, irmãos, empregai ainda maior diligência
    Para confirmar a vossa vocação e eleição:
    Porque, fazendo estas coisas, jamais tropeçareis:
    Pois assim vos será amplamente concedida
    A entrada no reino eterno
    De nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

    — 2 Pedro 1:5-11

    Na formação do caráter, precisamos ser diligentes. Se não formos diligentes, o caráter não poderá ser formado.

    Precisamos nos aplicar. Precisamos cooperar diariamente com o Espírito Santo para adquirir caráter.

    A preservação da unidade do Espírito

    Em quinto lugar — estou mencionando apenas algumas coisas; há muitas outras —, precisamos guardar diligentemente a unidade do Espírito no vínculo da paz. Efésios 4:3-6.

    Nós, que pertencemos ao Senhor, que somos o povo de Deus, precisamos guardar a unidade do Espírito. Como é fácil o povo de Deus se dividir! Como é fácil o povo de Deus entrar em conflito!

    Como precisamos guardar diligentemente a unidade do Espírito nessa unidade que se expressa de sete maneiras em Deus! Essa é uma área na qual precisamos ser diligentes. Se não formos diligentes, não faremos isso.

    O serviço fiel a Deus

    Em sexto lugar: precisamos ser diligentes em servir a Deus. Em nosso serviço, precisamos ser diligentes. 2 Timóteo 2:15.

    Emprega diligência em apresentar-te aprovado a Deus,
    Como obreiro que não tem de que se envergonhar,
    Manejando corretamente a palavra da verdade.

    — 2 Timóteo 2:15

    Romanos 12:8, 11:

    Ou o que exorta, dedique-se à exortação;
    O que contribui, faça-o com liberalidade;
    O que preside, com diligência;
    O que exerce misericórdia, com alegria.

    Na diligência, não sejais remissos;
    Sede fervorosos no espírito;
    Servindo ao Senhor.

    — Romanos 12:8, 11

    Precisamos ser diligentes em servir ao Senhor. Devemos ser como os bons servos, e não como o mau servo, que é preguiçoso.

    A proclamação das boas-novas

    Em sétimo lugar: precisamos ser diligentes em espalhar as boas-novas. 2 Timóteo 4:2.

    Prega a palavra; insta a tempo e fora de tempo;
    Repreende, censura, exorta, com toda a longanimidade e ensino.

    — 2 Timóteo 4:2

    Colossenses 4:5:

    Andai em sabedoria para com os de fora,
    Remindo o tempo.

    — Colossenses 4:5

    Remir as oportunidades, aproveitar as oportunidades, exige diligência. Portanto, irmãos e irmãs, nessas áreas precisamos ser diligentes.

    As bênçãos da diligência

    E, se formos diligentes, o que acontecerá? O diligente terá sustento. O diligente será posto diante de reis. O diligente governará.

    Se formos diligentes, não passaremos necessidade, mas poderemos ter mais para dar. Se formos diligentes, poderemos servir em vez de ser servidos. Seremos usados pelo Senhor.

    Se formos diligentes, não estaremos entre os de condição humilde, mas entre reis. Reinaremos com Cristo.

    Portanto, irmãos e irmãs, essas são as bênçãos do diligente. Que o Senhor cultive e forme em cada um de nós esse novo caráter de diligência para a glória de Deus. Vamos orar?

    Oração final

    Senhor, reconhecemos que, em nós mesmos, não existe esse caráter de diligência. Confessamos como é fácil escolhermos o caminho mais fácil, sermos indolentes.

    Reconhecemos que nem sequer temos força para ser diligentes. Mas, Senhor, Tu és a nossa vida. Tu és a nossa força. E simplesmente nos entregamos a Ti, pedindo que formes esse caráter de diligência em cada um de nós.

    Que o Teu Espírito Santo vele por nós, nos convença e nos conduza a esse caráter de diligência.

    Oh, pedimos-Te que possamos aprender isso dia após dia, nas pequenas coisas, para que esse caráter seja formado em nós, e Tu possas edificar a Tua igreja com esse caráter, para o louvor da Tua glória.

    Nós Te agradecemos, Senhor, em Teu precioso nome. Amém.