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    God Has Spoken: The Word of God-Deuteronomy © 2026 Christian Testimony Ministry
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    God Has Spoken: The Word of God-Deuteronomy
    God Has Spoken: The Word of God-Deuteronomy
    Kaung, Stephen

    Deuteronômio: Ouvir, Amar e Obedecer a Deus

    Por favor, abram no livro de Deuteronômio. Vamos ler Deuteronômio 1:1-5.

    Estas são as palavras que Moisés falou a todo o Israel, além do Jordão, no deserto, na Arabá, defronte de Sufe, entre Parã, Tofel, Labã, Hazerote e Di-Zaabe.
    São onze dias de jornada desde Horebe, pelo caminho do monte Seir, até Cades-Barneia.
    E aconteceu, no quadragésimo ano, no undécimo mês, no primeiro dia do mês, que Moisés falou aos filhos de Israel, conforme tudo o que o Senhor lhe ordenara acerca deles;
    depois que feriu a Seom, rei dos amorreus, que habitava em Hesbom, e a Ogue, rei de Basã, que habitava em Astarote, em Edrei.
    Além do Jordão, na terra de Moabe, começou Moisés a explicar esta lei.

    Agora, Deuteronômio 6:4-15.

    Ouve, ó Israel: o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor;
    e amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força.
    E estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração;
    e as ensinarás diligentemente a teus filhos, e delas falarás quando estiveres sentado em tua casa, e quando andares pelo caminho, e quando te deitares, e quando te levantares.
    E as atarás por sinal na tua mão, e serão por frontais entre os teus olhos.
    E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas.
    E acontecerá que, quando o Senhor, teu Deus, te introduzir na terra que jurou a teus pais, Abraão, Isaque e Jacó, que te daria, com grandes e boas cidades, que tu não edificaste,
    e casas cheias de todas as coisas boas, que tu não encheste, e cisternas cavadas, que tu não cavaste, vinhas e oliveiras, que tu não plantaste, e comeres e te fartares;
    então guarda-te de que te não esqueças do Senhor, Que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão.
    Temerás o Senhor, teu Deus; a Ele servirás e pelo Seu nome jurarás.
    Não seguireis outros deuses, dentre os deuses dos povos que estão ao redor de vós;
    porque o Senhor, teu Deus, no meio de ti, é Deus zeloso; para que a ira do Senhor, teu Deus, não se acenda contra ti, e Ele te destrua de sobre a face da terra.

    E, por fim, Deuteronômio 29:1.

    Estas são as palavras da aliança que o Senhor ordenou a Moisés que fizesse com os filhos de Israel na terra de Moabe, além da aliança que fizera com eles em Horebe.

    Vamos orar?

    Querido Pai celestial, como Te louvamos e agradecemos por nos teres dado a Tua Palavra e o Teu Espírito, para que, pela vivificação do Teu Espírito e pela interpretação da Palavra pelo Teu Espírito, possamos tocar em Ti, a Palavra viva. Assim, hoje nos achegamos para oferecer este tempo a Ti e pedir que nos abençoes, em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.

    A Natureza de Deuteronômio

    Deuteronômio é o quinto livro de Moisés. Ele é chamado Deuteronômio porque essa palavra, em grego, significa “segunda lei”, ou a segunda promulgação da lei, ou a segunda edição da lei — é claro, sem emendas.

    Este livro é o resumo dos quatro livros que o precederam e, na verdade, eleva tudo a um nível mais alto.

    Deuteronômio nos fala da Palavra de Deus, assim como Gênesis nos fala da vontade de Deus; Êxodo, da obra de Deus; Levítico, do caminho de Deus; Números, do andar com Deus; e agora encontramos, em Deuteronômio, a Palavra de Deus.

    Se vocês lerem Deuteronômio 1:5:

    Além do Jordão, na terra de Moabe, começou Moisés a explicar esta lei.

    Deus deu a lei aos filhos de Israel no monte Sinai. Mas aqui, como vocês podem ver, na planície de Moabe, Moisés começou a desdobrar — isto é, a declarar, explicar e expor — essa lei.

    Portanto, em certo sentido, vocês verão que Deuteronômio não nos dá nenhuma revelação nova. Deuteronômio é a repetição da lei que Deus já havia dado no monte Sinai. Mas há uma diferença. No monte Sinai, vemos a lei sendo dada; aqui, porém, vemos a lei sendo desdobrada, explicada e ampliada.

    No monte Sinai, Deus falou diretamente ao povo e também falou indiretamente ao povo por meio de Moisés. Mas aqui, em Deuteronômio, vocês verão que era Moisés quem falava, apenas repetindo o que Deus havia dito.

    Em certo sentido, vemos que Deuteronômio não apenas repete a lei que havia sido dada anteriormente. Na verdade, em Deuteronômio, vemos que ele trata do espírito da lei — não apenas da letra da lei, mas, por meio da letra, chega ao espírito dela. E então, do espírito da lei, surgem uma nova aplicação e uma nova interpretação.

    Portanto, não há redundância ali. Vemos que não é uma revelação nova e, ainda assim, é nova. É tão inspirada quanto foi a lei quando dada pela primeira vez.

    O Princípio da Repetição

    Agora, esse princípio de Deuteronômio é muito importante. Qual é esse princípio? É o princípio da repetição.

    Sabem, esse é um princípio muito importante nas Escrituras. Em Jó 33:14, lemos:

    Pois Deus fala uma vez,
    e ainda uma segunda, embora o homem não atente para isso.

    E, novamente, encontramos em Salmos 62:11:

    Uma vez falou Deus;
    duas vezes ouvi isto:
    que o poder pertence a Deus.

    E, se vocês forem ao Novo Testamento, encontrarão em 2 Pedro que Pedro dizia que aquilo que lhes escrevia não era novidade; eles já sabiam. Mas ele escrevia apenas para lhes trazer à memória. Antes de sua partida, ele se empenhava diligentemente em lembrá-los dessas coisas, para que pudessem recordá-las depois.

    Agora, irmãos e irmãs, Deus fala uma vez e fala uma segunda vez. Por que isso acontece? Não porque Deus precise dessa repetição, mas por causa da nossa dificuldade de ouvir. Sabem, se Deus falar apenas uma vez, talvez não ouçamos. E, por Seu amor para conosco, Ele Se digna a falar novamente, para que possamos ouvir o que Ele quer que ouçamos. E damos graças a Deus por essa repetição.

    No monte Sinai, o próprio Deus falou. Mas aqui, como vocês podem ver, em Deuteronômio, na planície de Moabe, era Moisés quem falava.

    Agora, em certo sentido, vocês verão que isso também é verdade para nós hoje. O princípio é este: Deus falou. Como sabemos? Porque temos a Bíblia em nossas mãos. O que é a Palavra de Deus? O que é a Bíblia? A Bíblia é isto: Deus falou.

    Deus falou, no passado, aos nossos pais por meio dos profetas, em partes e de diversas maneiras, aqui e ali. E agora Deus falou em Seu Filho, plena e completamente. Deus falou, e tudo o que Ele disse foi escrito, registrado na Palavra, na Bíblia que temos.

    Mas, sabem, quando lemos a Palavra de Deus, o Espírito de Deus fala novamente. Ele não fala nada novo. Não há revelação nova fora das Escrituras. O que está estabelecido encontra-se nas Escrituras.

    E, no entanto, quando Ele fala novamente, quando fala a vocês e a mim, isso traz um novo significado, uma nova aplicação. A Palavra se torna viva e muito real para os nossos dias. E esse é o princípio de Deuteronômio.

    Precisamos guardar ricamente a Palavra de Deus em nosso coração, e então o Espírito Santo tomará essas palavras, desdobrando-as para nós, explicando-as, expondo-as e aplicando-as. Assim, vemos que, embora não haja revelação nova fora das Escrituras, para nós ela é tão nova, tão viva. Esse é o princípio de Deuteronômio.

    A Importância do Livro

    Este livro de Deuteronômio é muito, muito importante. Moisés não apenas falou essas palavras aos filhos de Israel, mas também as escreveu.

    E, se vocês lerem o livro de Deuteronômio, verão que, posteriormente, qualquer pessoa que subisse ao trono da nação de Israel receberia a ordem de copiar pessoalmente esse livro e lê-lo todos os dias, enquanto vivesse.

    Em segundo lugar, vocês verão que foi ordenado aos filhos de Israel que, depois de entrarem na terra prometida, escrevessem essas palavras em grandes pedras revestidas de reboco.

    E, em terceiro lugar, vocês verão que foi ordenado que, a cada sete anos, durante a Festa dos Tabernáculos, esse livro fosse lido e explicado ao povo. Portanto, vocês podem perceber como esse livro é importante.

    Deuteronômio é citado várias vezes no Novo Testamento. Nosso Senhor Jesus deu testemunho da autenticidade de Deuteronômio.

    Nós nos lembramos de quando nosso Senhor Jesus foi tentado no deserto. Ele citou Deuteronômio. Citou os capítulos 8 e 6 de Deuteronômio.

    E, novamente, vocês verão em Mateus 22 que, quando o fariseu, o intérprete da lei, tentou pô-Lo à prova, Ele citou Deuteronômio 6 e disse:

    Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento.

    Esse é o grande mandamento.

    Assim, nosso Senhor Jesus citou a primeira parte de Deuteronômio. Depois, vocês verão que Pedro, em Atos 3, e Estêvão, em Atos 7, citaram a parte central de Deuteronômio, o capítulo 18. E também verão que o apóstolo Paulo, em Romanos 10, citou a parte final de Deuteronômio, o capítulo 30.

    Portanto, aqui vocês veem que, no Novo Testamento, esse livro é citado repetidamente, comprovando sua autenticidade. E damos graças a Deus por termos esse livro em nossas mãos.

    A Nova Geração na Planície de Moabe

    Sabem, em certo sentido, Moisés precisava fazer isso porque, quando chegaram à planície de Moabe, tratava-se de uma nova geração.

    Toda a antiga geração que havia saído do Egito caiu no deserto por causa de sua incredulidade e rebeldia. Aqueles que eram homens adultos quando Deus deu a lei aos filhos de Israel morreram todos. Apenas os que eram crianças permaneceram.

    Assim, alguns deles talvez tivessem ouvido Deus falar no monte Sinai, mas muitos haviam nascido no deserto e nunca tinham ouvido Deus falar. Portanto, vocês veem que, tendo uma nova geração diante de si, havia uma grande necessidade de repetir a lei, de fazê-la conhecida por eles.

    E, na verdade, essa nova geração estava com uma disposição melhor, com um espírito mais receptivo para receber a lei.

    Sabem, quando a lei foi dada, o povo talvez a tenha ouvido, mas ainda assim não a compreendeu plenamente. Não percebeu plenamente o seu significado.

    Mas agora, na planície de Moabe, com trinta e oito anos de experiências passadas, estavam em melhores condições para compreender a lei.

    Vejam, irmãos e irmãs, isso também é verdade para nós hoje. Temos a Palavra de Deus em nossas mãos, mas podemos ler muitas dessas palavras sem compreendê-las plenamente, ou sem que elas nos causem uma impressão tão profunda — até que passemos por alguma experiência.

    Sabem, a experiência é muito necessária para a compreensão. Ela nos ajuda a entender o que Deus falou. Sem experiência, vocês não têm um precedente ao qual recorrer, e por isso é difícil compreender. Mas, quando já passaram por experiências, voltam à Palavra de Deus à luz delas e descobrem que a Palavra de Deus se abre.

    E isso também é verdade para nós hoje. É preciso alguma experiência para compreendermos certas palavras de Deus.

    Além disso, vocês verão que, quando os filhos de Israel estavam no monte Sinai, tinham acabado de sair do Egito. Ainda não haviam visto Canaã. Mas agora, na planície de Moabe, estavam na fronteira da terra prometida. Em outras palavras, tinham Canaã em vista.

    E isso lhes permitia compreender muito melhor a lei, porque a lei tinha muito a ver com a terra. E, irmãos e irmãs, creio que isso também é verdade para nós hoje.

    Se vemos a terra, se temos a terra em vista, se vemos o propósito eterno de Deus, se vemos o destino final, então, irmãos e irmãs, isso nos permite compreender a Palavra de uma maneira muito melhor.

    Muitas vezes lemos a Palavra de Deus e não compreendemos. Por quê? Porque não vemos a terra. Não vemos o propósito final de Deus. Quando vocês veem o propósito final de Deus, toda a Bíblia se abre.

    Assim, vocês veem que essa nova geração estava, de fato, em condições muito melhores para compreender a lei, porque a lei está relacionada à terra.

    Agora, irmãos e irmãs, espero que sejamos uma nova geração. Mencionei anteriormente que uma nova geração não é necessariamente uma questão física. Podemos ser renovados pelo Espírito de Deus e, assim, tornar-nos uma nova geração diante de Deus.

    Podemos ter o espírito de Calebe e Josué — um espírito de fé, em vez de um espírito de incredulidade. E creio realmente que hoje estamos em condições muito melhores para compreender a Palavra de Deus. Temos algumas experiências passadas que podem lançar luz sobre a Palavra de Deus, e temos a terra em vista.

    A Terra em Perspectiva

    Agora, no livro de Deuteronômio, vocês verão que a terra está muito presente. Sabem, em Números, o deserto está em vista; eles estão no deserto. Mas, em Deuteronômio, embora ainda não tenham entrado na terra, tudo está relacionado à terra.

    A lei é dada para que possam entrar na terra prometida e permanecer ali. A terra é muito importante.

    Agora, neste livro de Deuteronômio, vocês encontrarão três passagens nas quais a terra é descrita. Eles ainda não haviam estado na terra, mas o Espírito Santo a descreve para despertar em seu coração o desejo de entrar nela.

    A primeira dessas três passagens está em Deuteronômio 6:10-11:

    E acontecerá que, quando o Senhor, teu Deus, te introduzir na terra que jurou a teus pais, Abraão, Isaque e Jacó, que te daria, com grandes e boas cidades, que tu não edificaste,
    e casas cheias de todas as coisas boas, que tu não encheste, e cisternas cavadas, que tu não cavaste, vinhas e oliveiras, que tu não plantaste, e comeres e te fartares.

    Essa é a primeira descrição. A segunda está em Deuteronômio 8:7-9:

    Porque o Senhor, teu Deus, te introduz numa boa terra, terra de ribeiros de águas, de fontes e de mananciais profundos, que brotam nos vales e nos montes;
    terra de trigo e cevada, de vides, figueiras e romãzeiras; terra de oliveiras e mel;
    terra em que comerás pão sem escassez, e nada te faltará nela; terra cujas pedras são ferro, e de cujos montes cavarás cobre.

    E a terceira descrição encontra-se em Deuteronômio 11:10-15:

    Porque a terra em que entras para possuí-la não é como a terra do Egito, de onde saístes, onde semeavas a tua semente e a regavas com o teu pé, como a uma horta;
    mas a terra a que passais para possuí-la é terra de montes e vales, e bebe água da chuva dos céus,
    terra de que o Senhor, teu Deus, cuida: os olhos do Senhor, teu Deus, estão continuamente sobre ela, desde o princípio do ano até o fim do ano.
    E acontecerá que, se ouvirdes diligentemente os Meus mandamentos que hoje vos ordeno, para amar o Senhor, vosso Deus, e servi-Lo de todo o vosso coração e de toda a vossa alma,
    darei a chuva da vossa terra a seu tempo, a temporã e a serôdia, para que recolhas o teu cereal, o teu vinho novo e o teu azeite.
    E darei erva nos teus campos para o teu gado, e comerás e te fartarás.

    Assim, vocês verão que essa terra que Deus prometeu a Abraão, Isaque e Jacó é uma terra muito boa. É uma terra que mana leite e mel. É uma terra de fartura, de abundância. É uma terra em que tudo já está preparado: cidades já edificadas, casas já cheias de coisas boas, poços já cavados, vinhas e olivais já plantados.

    É uma terra cheia de ribeiros, cursos de água e fontes. É uma terra com cobre e ferro. É uma terra com cereais, trigo, cevada, romãs, figos, azeitonas e todas essas coisas boas. E é uma terra sobre a qual os olhos do Senhor estão constantemente fixos, com chuva temporã e serôdia.

    Em outras palavras, é uma terra de tamanha abundância que eles podem desfrutá-la e ficar satisfeitos. Essa é a terra. Quem não a deseja?

    Cristo como a Terra do Crente

    Irmãos e irmãs, qual é a nossa terra? Temos uma terra que Deus nos prometeu. Ela é ainda melhor do que a terra de Canaã — muito melhor.

    Temos uma terra onde tudo está preparado para nós. Não precisamos cavar os poços. Não precisamos construir a casa. Não precisamos plantar a vinha. Deus fez tudo isso por nós.

    Temos uma terra cheia de águas de toda espécie. Temos uma terra abundante, uma terra sobre a qual os olhos de Deus estão constantemente fixos. E, é claro, sabemos Quem é essa terra: nosso Senhor Jesus.

    Sabem, nosso Senhor Jesus é essa terra. NEle, Deus providenciou tudo para nós.

    Porque NEle habita corporalmente toda a plenitude da Divindade,
    e NEle estais plenos.

    É como se Deus dissesse: “Agora, vocês não precisam fazer nada. Eu fiz tudo. Preparei tudo para vocês em Cristo Jesus”.

    E ali vocês encontram cada expressão, cada atividade do Espírito Santo. Seja como os ribeiros de águas — tranquilos, para que vocês possam beber e descansar —, seja como uma fonte da qual brota água, ou como todos os rios, tudo está ali. Todas as atividades do Espírito Santo estão em Cristo Jesus.

    E vocês veem que nosso Senhor Jesus não é apenas o nosso alimento, toda espécie de alimento para atender a toda espécie de necessidade, mas Ele também é a nossa força, o nosso ferro e o nosso cobre. E, certamente, os olhos de Deus estão sobre o nosso Senhor.

    E, se O amarmos, se O servirmos, então não teremos falta de coisa alguma e ficaremos satisfeitos. Em outras palavras, teremos a plenitude da vida.

    O que é a igreja? A igreja é o Corpo de Cristo, a plenitude dAquele Que enche tudo em todos.

    Como é boa a nossa terra! Irmãos e irmãs, estamos ansiosos para entrar? Estamos ansiosos para explorar? Estamos ansiosos para desfrutar de tudo o que há em Cristo?

    Graças a Deus, estamos em Cristo. Estamos na terra.

    Mas vós sois DEle, em Cristo Jesus, o Qual nos foi feito por Deus sabedoria, justiça, santificação e redenção.

    Como precisamos valorizar a nossa terra, o nosso Senhor Jesus.

    A Estrutura de Deuteronômio

    Agora, este livro de Deuteronômio contém todas as palavras pronunciadas por Moisés na planície de Moabe, à margem do rio Jordão. O período abrangido por esse livro é de aproximadamente dois meses.

    Porque, se vocês compararem Deuteronômio 1:3 com Josué 4:19, verão que se trata de um período de aproximadamente dois meses. Assim, durante esses dois meses, Moisés expôs e desdobrou a lei, a Palavra, aos filhos de Israel — àquela nova geração.

    O livro inteiro de Deuteronômio pode ser facilmente dividido em três partes, de acordo com os três discursos que Moisés proferiu aos filhos de Israel.

    O Discurso Histórico: A Memória da Fidelidade de Deus

    Do capítulo 1 ao capítulo 4 está o primeiro discurso. Ele é histórico. Em outras palavras, aqui vocês veem que Moisés voltou à história passada. Começou no monte Sinai e percorreu, com os filhos de Israel, a jornada pelo deserto até o momento em que chegaram à planície de Moabe.

    Agora, essa retrospectiva histórica é muito, muito importante. Por quê? Porque dava ao povo a atitude correta. Sabem, é importante lembrar.

    Portanto, em outras palavras, a ênfase do primeiro discurso é lembrar, recordar. Moisés ajudou os filhos de Israel a recordar o que havia acontecido antes, para que não se esquecessem. Ele os fez lembrar.

    Ele os lembrou de que não eram um povo grande. Não eram um povo bom. Na verdade, eram um povo de dura cerviz e rebelde.

    E a razão pela qual Deus os libertou do Egito com mão poderosa, os conduziu pelo deserto e desapossou seus inimigos para lhes dar sua possessão não foi a grandeza deles, nem o seu poder.

    Na verdade, eram os menores, os mais fracos. Seus inimigos eram muito mais fortes e poderosos do que eles, maiores do que eles. Mas a razão pela qual agora estavam na planície de Moabe, esperando para entrar na terra prometida, não era o que eles eram. Era o amor de Deus.

    Moisés disse: “Porque Deus amou vocês, Ele fez todas essas coisas por vocês. Agora, lembrem-se disso. Vocês são um povo infiel. Rebelaram-se contra Deus repetidas vezes. Vocês não têm direito algum. Mas é o amor de Deus, é a fidelidade de Deus que os traz até este ponto”.

    E ele queria que os filhos de Israel se lembrassem disso, que o recordassem. Sabem, isso os humilharia. Prepararia seu coração para receber a Palavra de Deus com disposição.

    Em certo sentido, irmãos e irmãs, isso também é verdade para nós hoje. Precisamos lembrar.

    Precisamos lembrar que hoje somos o que somos não por causa da nossa grandeza. Não é por causa da nossa bondade. Na verdade, somos um povo de dura cerviz e rebelde. Temos sido infiéis o tempo todo.

    Mas, graças a Deus, Ele nos amou. Ele não nos ama porque somos dignos de amor. Não somos.

    Na verdade, nossos inimigos são maiores e mais fortes do que nós. E, ainda assim, Deus, em Seu amor para conosco, nos libertou do mundo. Ele desapossou nossos inimigos e nos deu a terra — tudo aquilo de que precisamos.

    Irmãos e irmãs, estamos satisfeitos. Mas cuidado para que, estando satisfeitos, não nos esqueçamos.

    Sabem, os filhos de Israel, infelizmente, quando se fartaram, esqueceram-se. Esqueceram-se de Deus. Começaram a seguir os próprios caminhos, como se tivessem conseguido todas essas coisas por si mesmos. E se afastaram de Deus. Começaram até a adorar falsos deuses, e o resultado foi que a disciplina de Deus veio sobre eles.

    Portanto, irmãos e irmãs, sentimos que Deuteronômio é muito importante para nós, mesmo nessa parte histórica. Como precisamos que o Espírito Santo nos lembre repetidamente do amor de Deus em Cristo Jesus, de que somos o que somos hoje pela graça de Deus. E isso sempre nos manterá humildes.

    Sabem, o maior perigo para o povo de Deus é que, ao ser abençoado por Deus, se torne orgulhoso. E, infelizmente, vocês veem isso acontecer o tempo todo.

    Quando estamos em aflição, nós nos humilhamos. Mas, quando estamos em prosperidade, tornamo-nos arrogantes. Achamos que conseguimos tudo porque somos bons; somos melhores do que todos os outros. E, sempre que esse tipo de orgulho entrar em nosso coração, cuidado. O próximo passo é a queda.

    A soberba precede a destruição,
    e a altivez do espírito precede a queda.

    Precisamos recordar a bondade de Deus. Precisamos lembrar da nossa infidelidade, não para nos desanimar, mas para nos humilhar.

    A humildade é o espírito da terra. Precisamos de um espírito de humildade, e somente nesse espírito estamos prontos para receber, para ouvir, o que Deus tem a nos dizer — o que o Espírito de Deus tem a dizer à Sua igreja.

    O Discurso Legislativo: Ouvir e Amar a Deus

    Então encontramos a segunda parte de Deuteronômio, do capítulo 5 ao capítulo 28. Essa parte é legislativa. Nesses capítulos, Moisés repetiu a lei de Deus dada no monte Sinai, conduziu o povo ao espírito dela e a aplicou de uma nova maneira.

    Primeiro, ele repetiu os Dez Mandamentos no capítulo 5. Depois, a partir do capítulo 6, começou a tratar desses Dez Mandamentos, resumindo-os no mandamento e, então, passando a detalhá-los e aplicá-los com novas interpretações e novas aplicações.

    É disso que trata a parte central, a segunda parte do livro de Deuteronômio.

    Nessa parte, gostaríamos de enfatizar duas coisas.

    A Escuta com um Coração Sensível

    Em primeiro lugar: vocês verão que, quando Moisés começou a desdobrar a lei aos filhos de Israel, ele disse repetidas vezes: “Ouve, ó Israel. Ouve”.

    Ouvir é muito, muito importante. A antiga geração ouviu e, ainda assim, não ouviu. Por quê? Porque seu coração era duro.

    Agora, aqui está uma nova geração. Então Moisés disse: “Agora ouve, ó Israel. Ouve o que Deus vai te dizer”.

    O Espírito Santo diz:

    Hoje, se ouvirdes a Sua voz,
    não endureçais o vosso coração, como na provocação,
    como no dia da provação no deserto.

    Em outras palavras, vocês verão que a razão pela qual a antiga geração não ouviu não estava, em primeiro lugar, nos seus ouvidos; estava no seu coração. Sabem, nosso coração e nossos ouvidos estão ligados.

    É verdade, usamos os ouvidos para ouvir. Mas, se o coração não estiver atento, talvez não ouçamos. E isso é verdade.

    Se nosso coração estiver endurecido, por mais alto que a Palavra soe — pode ser como um trovão —, não ouviremos nada. Portanto, a questão é o coração. Vejam, Deus sempre volta ao coração.

    Se o coração estiver endurecido, os ouvidos ficam cheios de óleo, de gordura; vocês não conseguem ouvir. Como precisamos de um coração circuncidado.

    Deus prometeu aos filhos de Israel que um dia circuncidaria seu coração. Sabem, nosso coração precisa ser circuncidado. O que isso significa? Significa simplesmente que a nossa vontade natural, carnal e egoísta precisa ser removida e crucificada na cruz.

    Para que nosso coração seja sensível, brando, disposto, pronto e humilde para ouvir o que Deus tem a dizer.

    Nosso maior problema é o coração. Precisamos ter um coração circuncidado. Oh, que o Senhor circuncide nosso coração! Que tire a gordura do nosso coração. Que tire aquilo que encobre nosso coração. Que tire a incredulidade, a obstinação, a nossa própria vontade egoísta, o nosso orgulho.

    Que tire tudo isso do nosso coração e o torne sensível, brando, disposto, pronto e humilde para receber o que Deus tem a dizer. E, quando o coração se torna brando, os ouvidos ouvem.

    O mais importante é ouvir o que Deus tem a dizer.

    O Amor como Espírito da Lei

    E, em segundo lugar, vocês verão que, nessa seção, Moisés conduziu os filhos de Israel da letra da lei ao espírito dela.

    Ali ele lhes diz:

    Ouve, ó Israel: amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força.

    O espírito da lei é o amor.

    Se vocês veem apenas a letra da lei, ela produz medo. Mas, se veem o espírito da lei, ele produz amor.

    Deus quer que O amemos porque Ele é amor. Ele quer que O amemos de todo o nosso coração, de toda a nossa alma e de toda a nossa força.

    Em certo sentido, se colocarmos isso em termos do Novo Testamento, podemos dizer que Ele quer que O amemos com todo o nosso espírito, com toda a nossa alma e com todo o nosso corpo. Em outras palavras, todo o nosso ser deve amá-Lo.

    E a razão pela qual Ele dá a lei é que Ele nos ama. E, se O amamos, a lei deixa de ser um peso. Esse é o segredo.

    E, graças a Deus, vocês verão que um dia Deus disse: “Eu circuncidarei o teu coração e farei com que Me ames”. Deus fará isso.

    E, num sentido muito real, Deus já fez isso conosco, porque tirou de nós aquele coração de pedra e nos deu um coração de carne.

    Ele nos deu uma nova aliança, e nessa nova aliança fez com que O amássemos. Nós O amamos porque Ele nos amou primeiro. Assim, para nós hoje, os Seus mandamentos já não são um peso.

    Assim como nosso Senhor Jesus, quando estava na terra, disse:

    Eis que venho para fazer a Tua vontade, ó Deus.
    A Tua lei está dentro do Meu coração.

    É o prazer do meu coração. Amo fazê-la.

    O Discurso Profético: Aliança e Graça

    E, em terceiro lugar, a terceira parte vai do capítulo 29 ao capítulo 34. Essa parte é profética.

    Nessa parte, vocês verão que o ponto principal é a aliança — a aliança.

    Sabem, Deus fez uma aliança com a nova geração na planície de Moabe, à margem do rio Jordão. Ela era adicional à aliança feita no monte Sinai.

    Agora, lembremos disto. No monte Sinai, Deus fez uma aliança com os filhos de Israel. É a aliança sinaítica; é a aliança da lei.

    Agora, aqui, junto à planície de Moabe, Deus fez outra aliança, além da que havia feito no monte Sinai. É a aliança moabita. É uma aliança de lei e misericórdia.

    A lei ainda está presente. Ela é repetida. Mas o povo agora está sob a misericórdia de Deus. Eles já demonstraram sua infidelidade. Foram disciplinados, e a misericórdia de Deus trouxe a nova geração até a fronteira da terra prometida.

    E, por Sua misericórdia, Ele iria introduzi-los na terra prometida, mas sob a condição de que obedecessem a Deus. A obediência é a chave.

    Assim, aqui vocês veem que Deus fez outra aliança com os filhos de Israel. É uma aliança de lei e misericórdia. Deus exige obediência do povo e, se obedecessem, poderiam entrar na terra, possuí-la e continuar vivendo nela.

    Mas, se desobedecessem, quebrariam a aliança de lei e misericórdia. Então Deus os disciplinaria.

    E, no entanto, quando chegamos ao capítulo 30, encontramos Deus dizendo: “Eu circuncidarei o teu coração. Depois de vos espalhar por todo o mundo, se voltardes para Mim, circuncidarei o vosso coração e farei com que Me ameis e guardeis a Minha Palavra”.

    E Ele disse: “A Minha Palavra não está longe de ti. Não precisas ir ao céu para fazê-la descer, nem precisas ir às profundezas da terra para fazê-la subir. Ela está na tua boca e no teu coração”.

    E sabemos que isso é uma profecia da nova aliança.

    Mesmo na aliança de lei e misericórdia, Deus já lhes havia prometido a aliança da graça. Encontramos isso em Jeremias 31. Deus disse que um dia: “Farei uma nova aliança com eles”.

    Porei a Minha lei no seu interior e a escreverei no seu coração; e Eu serei o seu Deus, e eles serão o Meu povo.
    E não ensinará mais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhecei o Senhor; porque todos Me conhecerão, desde o menor deles até o maior, diz o Senhor: pois perdoarei a sua iniquidade, e não Me lembrarei mais do seu pecado.

    A nova aliança. A semente da nova aliança já está plantada.

    Sabem, quanto aos filhos de Israel, eles ainda estão sob a aliança moabita, a aliança de lei e misericórdia. Mas hoje, quanto a nós, à igreja de Deus, já estamos na nova aliança.

    Porque, naquela noite, quando nosso Senhor Jesus tomou o cálice, Ele disse:

    Este cálice é a nova aliança no Meu sangue: fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de Mim.

    Portanto, irmãos e irmãs, nosso Senhor Jesus tomou essa nova aliança e a trouxe à igreja. Hoje estamos sob a nova aliança da graça.

    Ele inscreveu a Sua lei em nosso coração. Ele faz com que O amemos, capacita-nos a fazer a Sua vontade e perdoou e esqueceu toda a nossa iniquidade. Graças a Deus por isso.

    Quanto aos filhos de Israel hoje, eles ainda estão sob a aliança moabita: lei, mas também misericórdia; misericórdia, mas também lei. Porém, graças a Deus, um dia, quando nosso Senhor Jesus voltar, no milênio, toda a nação de Israel entrará na aliança da graça que experimentamos hoje.

    O Cântico e a Bênção de Moisés

    E então, é claro, depois que a aliança foi feita, Deus disse a Moisés que cantasse um cântico, que escrevesse um cântico, para testemunhar contra os filhos de Israel e também para testemunhar da fidelidade de Deus.

    Deus sabia o que aconteceria. Deus nos conhecia tão bem. Ele nos advertiu e, ainda assim, nunca desistiu de nós. Continuou prometendo: “Ainda os restaurarei”.

    Tudo conforme Deus planejou, porque o propósito de Deus nunca muda. Graças a Deus por isso.

    E, depois disso, vem a bênção de Moisés, no capítulo 33. Moisés, antes de morrer, abençoou os filhos de Israel. Abençoou cada tribo.

    Sabem, Jacó, quando estava para morrer, também abençoou seus filhos. Mas essas duas bênçãos são diferentes. Ambas são proféticas, mas são diferentes.

    Jacó os abençoou conforme via o que aconteceria a cada um de seus filhos no fim dos dias. Mas Moisés os abençoou conforme via a graça soberana de Deus, a distribuição e a disposição estabelecidas por Deus para essas doze tribos na terra.

    O que aconteceria com eles na terra? Estariam ali representando o povo escolhido de Deus, sendo um testemunho da grandeza de Deus. Essa é a bênção de Moisés.

    E, graças a Deus, o cântico nos adverte, mas a bênção nos encoraja.

    Assim, hoje damos graças a Deus. Sabemos que, embora sejamos infiéis, nosso Deus é tão fiel. E tudo o que Ele planejou, Ele realizará.

    A Obediência por Meio da Vida do Filho

    Portanto, cabe a nós cooperar com Ele e obedecer. Agora, irmãos e irmãs, hoje obedecer não é difícil. Por quê? Porque temos em nós a vida do Filho obediente.

    É verdade que, por nós mesmos, é difícil o tempo todo. Parece que dentro de nós — isto é, em nossa carne — sempre há rebeldia. Nós nos rebelamos contra qualquer coisa, contra tudo o que é de Deus. Essa é a natureza humana.

    Mas, graças a Deus, temos em nós a vida do Filho, e a vida do Filho é uma vida de obediência.

    Embora fosse Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu;
    e, tendo sido aperfeiçoado, tornou-Se o Autor da salvação eterna para todos os que Lhe obedecem.

    Portanto, irmãos e irmãs, graças a Deus, temos em nós a vida obediente do Filho. E não é difícil obedecermos. Se amamos a Deus, a obediência é um prazer, uma alegria.

    Conclusão

    E isso é Deuteronômio. Assim, Deuteronômio realmente resume os quatro livros anteriores e os eleva a um nível mais alto, para que aprendamos a ouvi-Lo, a amá-Lo e a obedecer-Lhe, a fim de desfrutarmos da terra.

    Vamos orar?

    Querido Pai celestial, nós Te louvamos e agradecemos porque não apenas nos prometeste a boa terra, mas já a deste a nós: o Teu próprio Filho amado.

    Nós Te louvamos e agradecemos porque estamos NEle, e Ele está em nós. Senhor, capacita-nos a ouvi-Lo, a amá-Lo e a obedecer-Lhe, para que permaneçamos NEle e possamos desfrutá-Lo plenamente.

    E que tudo isso seja um testemunho para Ti e uma glória ao Teu nome. Senhor, reconhecemos que somos infiéis, de dura cerviz, rebeldes; mas Tu és fiel, amoroso, digno de confiança e bom.

    E aquilo que propuseste, Tu realizarás, para a glória de Deus. Em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.