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    God Has Spoken: Numbers-The Walk of God © 2026 Christian Testimony Ministry
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    God Has Spoken: Numbers-The Walk of God
    God Has Spoken: Numbers-The Walk of God
    Kaung, Stephen

    A jornada do povo de Deus no livro de Números

    O livro de Números nos fala do último ano, o trigésimo oitavo ano. Eles peregrinaram durante trinta e sete anos e, então, no trigésimo oitavo ano, o livro nos relata o último ano — desde Cades-Barneia até chegarem às campinas de Moabe.

    Depois, de Números 26 a Números 36, encontramos os preparativos para a entrada na terra prometida. Se vocês tiverem essas coisas em mente, isso provavelmente os ajudará ao estudar o livro de Números.

    O avanço de Deus em direção ao Seu propósito

    O livro de Números nos relata todas as jornadas dos filhos de Israel. A jornada deles pelo deserto acontecia segundo o mandamento de Deus.

    Portanto, quando colocamos a questão dessa maneira, vemos no livro de Números o movimento de Deus. Deus está avançando. Deus está conduzindo Seu povo adiante. Deus não simplesmente tira Seu povo do Egito e o deixa permanecer no deserto. Esse não é o propósito de Deus.

    Deus continua avançando em direção ao objetivo final, e o objetivo final para esse povo é Canaã. Aqui encontramos o movimento de Deus. Deus avança em direção à plenitude do Seu propósito, e está conduzindo Seu povo a andar com Ele, a viajar com Ele, a seguir sua jornada com Ele, até que Seu tabernáculo seja estabelecido na terra prometida e Seu povo esteja estabelecido ali.

    Todas as jornadas deles aconteciam segundo o mandamento de Deus. É o mandamento de Deus. Deus lhes ordena que avancem. Se forem fiéis e seguirem o mandamento de Deus, então avançarão com Deus. Isso nos fala da jornada deles.

    Agora, irmãos e irmãs, em certo sentido vocês perceberão que isso também é verdade para nós hoje. Sabemos que, depois de nosso Deus nos redimir e nos libertar do mundo, do pecado, Seu propósito para nós não é que simplesmente permaneçamos no deserto. Seu propósito é nos conduzir à plenitude do que Ele planejou para nós.

    Deus está sempre avançando. Ele não quer que fiquemos parados em algum lugar. Infelizmente, vemos que muitos do povo de Deus, depois de serem salvos, simplesmente ficam parados em algum lugar do deserto. Não avançam com Deus em direção à plenitude do Seu propósito.

    Precisamos lembrar que o propósito de Deus é que avancemos em direção ao Seu propósito final para nós. E que lugar é esse? É Canaã.

    Canaã, espiritualmente falando, representa as riquezas de Cristo, porque Canaã é uma terra que mana leite e mel. É uma terra à qual não falta coisa alguma. Portanto, espiritualmente, ela nos fala de todas as insondáveis riquezas de Cristo.

    Esse é sempre o propósito de Deus para Seu povo. Ele não quer apenas nos salvar por um triz, como um tição arrancado do fogo. Ele quer nos salvar abundantemente, conduzindo-nos às insondáveis riquezas de Cristo.

    Vocês perceberão que Ele está sempre avançando em direção a esse objetivo. Ele está sempre nos conduzindo por esse caminho. E é nossa responsabilidade avançar com Ele, não permanecendo em lugar algum, mas seguindo de etapa em etapa até entrarmos na plenitude de Cristo.

    O que é a igreja? A igreja é o corpo de Cristo:

    A plenitude dAquele que cumpre tudo em todos.

    Portanto, é a plenitude de Cristo que está em vista, e é em direção a essa plenitude de Cristo que Deus avança. Isso constitui a nossa jornada.

    A necessidade da jornada pelo deserto

    Em certo sentido, o deserto é uma necessidade. Os filhos de Israel saíram do Egito e atravessaram o deserto para entrar em Canaã.

    Portanto, o deserto faz parte do caminho determinado por Deus para a entrada em Canaã. Ainda assim, segundo a Palavra de Deus, o tempo que os filhos de Israel passaram no deserto deveria ter ficado dentro de dois anos.

    Por quê? Porque, depois que Deus os libertou do Egito e os levou ao monte Sinai, passou-se um ano. Então, do monte Sinai — isto é, do monte Horebe —, pelo caminho do monte Seir até Cades-Barneia, eram, na verdade, apenas onze dias.

    Em outras palavras, em dois anos eles deveriam ter saído do deserto e entrado na terra prometida. Mas, infelizmente, levaram quarenta anos. A razão de terem levado quarenta anos foi a própria infidelidade deles.

    Portanto, em certo sentido, a jornada pelo deserto é uma necessidade; mas, por outro lado, deveria durar dois anos, e não quarenta.

    O deserto como lugar de humilhação

    Por que dizemos que a jornada pelo deserto é uma necessidade? Porque, se vocês abrirem em Deuteronômio 8, esse capítulo nos fala da experiência do deserto. Ali, em Deuteronômio 8:2-6, encontramos:

    E te lembrarás de todo o caminho pelo qual o Senhor, teu Deus, te guiou no deserto estes quarenta anos,
    para te humilhar, para te provar,
    para saber o que estava no teu coração,
    se guardarias os Seus mandamentos ou não.

    E te humilhou, e te deixou ter fome,
    e te sustentou com o maná, que tu não conhecias,
    nem teus pais o conheceram;
    para te dar a entender que o homem não viverá só de pão,
    mas de tudo o que sai da boca do Senhor viverá o homem.

    Nunca se envelheceu a tua roupa sobre ti,
    nem se inchou o teu pé nestes quarenta anos.
    E considerarás no teu coração
    que, como um homem castiga a seu filho,
    assim te castiga o Senhor, teu Deus.
    E guardarás os mandamentos do Senhor, teu Deus,
    para andares nos Seus caminhos e para O temeres.

    Por que existe essa jornada pelo deserto? Porque a jornada pelo deserto deve nos proporcionar algumas experiências importantes e necessárias. Precisamos experimentar várias coisas no deserto.

    Em primeiro lugar, precisamos conhecer a nós mesmos. Sabem, nós não nos conhecemos. Ninguém conhece a si mesmo.

    Antes de crermos no Senhor Jesus, é claro que não nos conhecíamos. Tínhamos uma opinião muito melhor de nós mesmos do que realmente merecíamos. Pensávamos que podíamos agradar a Deus. Pensávamos que tínhamos justiça.

    Até que, finalmente, fomos convencidos pelo Espírito Santo. Fomos levados ao pó e às cinzas, e nos arrependemos. Vimos que, na verdade, não tínhamos bondade nem justiça próprias. Todas as nossas justiças eram como trapos de imundícia. Isso não servia.

    Por causa disso, nos humilhamos e aceitamos o Senhor Jesus como nosso Salvador. Mas isso não significa que, por causa daquela experiência de salvação, passamos a conhecer a nós mesmos.

    Infelizmente, depois de sermos salvos, pensamos que agora somos pessoas melhores. Agora mudamos. Ora, irmãos e irmãs, é verdade: somos uma nova criação e recebemos uma nova vida. Mas, no que diz respeito à nossa carne, no que diz respeito à nossa vida natural, não mudamos nem um pouco.

    Mas não sabemos disso. Não conhecemos a nós mesmos. Por não nos conhecermos, pensamos que agora, uma vez que fomos salvos, somos diferentes. Certamente, aquilo que não conseguíamos fazer antes, agora conseguimos. Não conseguíamos obedecer a Deus, mas agora conseguimos. Não conseguíamos guardar os mandamentos de Deus, mas agora conseguimos. Antes não conseguíamos agradar a Deus, mas agora podemos agradá-Lo.

    Assim, irmãos e irmãs, em vez de pecar, tentamos agradar a Deus com a nossa carne, com a energia da nossa velha carne, no poder da vida natural. Em vez de viver pela nova vida que nos foi dada, ainda voltamos a viver pela nossa própria vida, por nós mesmos, e dizemos: “Agora somos capazes. Vamos guardar os mandamentos. Vamos fazer isso”.

    É como os filhos de Israel, que disseram: “Faremos tudo o que Deus ordenou. Não precisas falar diretamente conosco; temos medo disso. Fala indiretamente, e seguiremos tudo o que disseres”.

    Agora, irmãos e irmãs, essa não era apenas a atitude dos israelitas; essa é a nossa atitude. Por causa disso, vemos que, no deserto, precisamos ser humilhados. Deus usa o deserto para nos humilhar, a fim de que saibamos o que há em nosso coração.

    Podemos chegar a perceber que não há absolutamente nenhum bem em nós — isto é, em nossa carne. Essa é a razão pela qual o nosso velho homem foi crucificado com Cristo. Mas não sabemos disso.

    Portanto, a jornada pelo deserto, a experiência do deserto, nesse sentido é muito preciosa. Deus nos dá a oportunidade de conhecer a nós mesmos, de descobrir o que realmente há em nosso coração: descobrir que nosso coração é mais enganoso do que todas as coisas; descobrir como somos infiéis, como somos incrédulos, como somos propensos a murmurar, como somos propensos a nos rebelar; e descobrir que não mudamos nem um pouco, exceto pelo fato de termos a redenção do Senhor.

    O cuidado e a disciplina de Deus

    Em segundo lugar, por meio da jornada pelo deserto, precisamos conhecer o cuidado de Deus. Não devemos conhecer apenas nossas fraquezas e incapacidades, mas também o cuidado todo-suficiente, amoroso e fiel de Deus.

    Como Deus cuida de nós? Essa é a razão pela qual, às vezes, Deus permitiu que eles passassem fome: para fazer chover maná sobre eles, para lhes mostrar que o homem não vive só de pão, mas de toda palavra que sai da boca de Deus.

    Em outras palavras, o deserto nos permite conhecer a Deus — conhecer Seu cuidado, saber como Ele é digno de confiança, como Ele é fiel. Por um lado, conhecemos nossa falta de confiabilidade; por outro, conhecemos a confiabilidade de Deus. Conhecemos nossa infidelidade e a fidelidade de Deus, para que não nos apoiemos mais em nós mesmos, mas, de agora em diante, nos entreguemos completamente a Ele.

    Essa é uma lição importante a aprender. Então, em terceiro lugar, por meio da experiência do deserto, precisamos ser disciplinados, corrigidos pelo Senhor.

    O Senhor corrige a quem ama.

    Porque Ele nos ama, precisa nos disciplinar. Sabem, somos indomáveis e precisamos ser corrigidos para que toda a insensatez que há em nós seja lançada fora.

    Então poderemos crescer, saindo da condição de bebês, da infância, até nos tornarmos homens e mulheres maduros. Em outras palavras, a correção de Deus visa formar em nós filhos e filhas de Deus. Muitas lições precisam ser aprendidas no deserto.

    Portanto, irmãos e irmãs, depois de crermos no Senhor Jesus, depois de sermos salvos, vocês perceberão que Deus nos conduz adiante. Ele não quer que fiquemos parados em lugar algum, porque, onde quer que fiquemos parados, estaremos no deserto.

    Ele quer que avancemos de etapa em etapa até que, finalmente, conheçamos a nós mesmos, conheçamos a Ele, comecemos a amadurecer e entremos nas insondáveis riquezas de Cristo.

    Sabem, irmãos e irmãs, quanto mais depressa vocês entrarem nisso, melhor. Não precisam esperar quarenta anos. Dois anos deveriam bastar. É claro que não estou falando de anos físicos; estou falando de anos espirituais.

    O deserto como representação do mundo

    Bem, em outro sentido, fisicamente falando, o deserto representa o mundo. Aquilo de que acabamos de falar se refere ao sentido espiritual. Fisicamente falando, o que é o deserto? O deserto representa o mundo.

    Depois de termos sido redimidos, Deus nos libertou do mundo — do Egito, do mundo. Mas ainda estamos no mundo. Isso é algo maravilhoso. Fisicamente, ainda estamos no mundo, mas, espiritualmente, estamos fora dele.

    Portanto, para nós, os que cremos hoje, o mundo é um deserto. Antes de sermos salvos, víamos o mundo como o Egito, como aquele lugar rico, o celeiro do mundo.

    Mas, depois de sermos salvos, nosso ponto de vista, nossa avaliação, nossa maneira de enxergar o mundo mudam completamente. Não vemos o mundo como o Egito, uma terra rica em cereais, alho, peixe e todas essas coisas de cheiro forte. Em vez disso, começamos a ver o mundo como um deserto árido.

    Em outras palavras, não vemos no mundo nada que possa nos satisfazer. Agora, irmãos e irmãs, o mundo para nós hoje é um deserto. Estamos apenas de passagem. O mundo já não é nosso lar. Estamos fora dele.

    Estamos atravessando o mundo em direção ao nosso lar eterno em Deus. Porque ainda estamos no mundo e, no entanto, não somos do mundo, enquanto vivermos aqui teremos muitas provações, muitos testes, muitas aflições, muitos sofrimentos e muitas tribulações.

    Essas são coisas que podemos esperar. Em outras palavras, não pensem que o sofrimento é algo estranho para quem crê. O sofrimento é comum para quem crê. Quero dizer, vivemos em um mundo hostil. Vivemos em um deserto hostil. O que vocês podem esperar em um ambiente tão hostil? Sofrimento, testes, provações e aflições.

    Mas, graças a Deus, por meio de todas essas coisas Deus está nos ensinando, nos educando e nos amadurecendo, para que cresçamos e entremos nas riquezas que estão em Cristo.

    Enquanto o Senhor quiser que vivamos neste mundo, não pensem que viver não vale a pena. Viver vale muito a pena, não porque o mundo seja tão atraente, mas porque Deus tem muito a nos ensinar e muito a trabalhar em nosso amadurecimento enquanto estivermos neste mundo.

    Na verdade, este mundo é um lugar de treinamento. Estamos sendo treinados para nossa vocação futura. Um dia serviremos a Deus conforme Ele determinou para nós, e hoje estamos apenas sendo treinados para isso. Fisicamente falando, é isso que o deserto representa.

    A jornada coletiva do povo de Deus

    Outra coisa de que precisamos lembrar é que essa viagem, essa jornada, não é algo individual. É verdade que cada israelita estava seguindo sua jornada, mas toda a ideia dessa jornada é coletiva. Deus está conduzindo Seu povo adiante, antes de tudo.

    Portanto, irmãos e irmãs, muitas vezes falamos de nossa peregrinação espiritual como algo muito pessoal. Isso é verdade. Em certo sentido, cada um de nós está em uma peregrinação espiritual, e ela é muito pessoal. Às vezes, vocês sentem como se fossem os únicos no caminho.

    Isso é verdade. Mas não se esqueçam de que, ao mesmo tempo, Deus está nos conduzindo como uma assembleia — a assembleia dos filhos de Israel, a congregação dos filhos de Israel. Em outras palavras, Deus está conduzindo Seu povo em direção àquele objetivo.

    Ao olharmos para trás, vemos que, ao longo do século XX, Deus tem conduzido Sua igreja adiante — adiante, passo a passo, etapa por etapa. Ele está conduzindo Seu povo adiante em direção àquele objetivo final.

    Isso é algo muito empolgante. Irmãos e irmãs, é por isso que precisamos avançar junto com nossos irmãos e nossas irmãs.

    O recenseamento e a organização de Israel

    Agora chegamos ao livro de Números. Quando vocês abrem esse livro, a primeira coisa que encontram é o recenseamento dos filhos de Israel.

    Nos quatro primeiros capítulos, na verdade, vocês encontram três recenseamentos diferentes. Mas o principal é o recenseamento dos filhos de Israel: de cada família e de cada tribo, todos os homens de vinte anos para cima, aptos para sair ao serviço militar, foram contados.

    Esse é o recenseamento principal. Há também o recenseamento dos primogênitos, de um mês de idade para cima, e o recenseamento dos levitas, de um mês de idade para cima.

    Vocês se lembram de que todos os primogênitos pertenciam a Deus. No Egito, o anjo destruidor feriu todos os primogênitos, por isso Deus disse: “Todos os primogênitos pertencem a Mim”. Assim, aqui vocês encontram o recenseamento dos primogênitos a partir de um mês de idade.

    Por meio dos primogênitos, Deus está dizendo ao Seu povo: “Todos vocês pertencem a Mim. Vocês, que foram redimidos, já não pertencem a si mesmos; pertencem a Mim”.

    O recenseamento dos primogênitos a partir de um mês de idade corresponde ao recenseamento dos levitas a partir de um mês de idade. Por quê? Porque os levitas foram chamados para servir a Deus no lugar dos filhos de Israel.

    Se considerarmos essas duas coisas em seu sentido espiritual, isso significa que nós, que fomos redimidos pelo Senhor, todos pertencemos ao Senhor e todos somos levitas. Todos devemos servir a Deus desde o início.

    Vocês não precisam esperar até os vinte anos para começar a servir a Deus. Em outras palavras, assim que nascem, de um mês de idade para cima, devem servir a Deus.

    Isso diz respeito ao nosso serviço. Mas, sabem, como pessoas que creem, desempenhamos vários papéis. Somos filhos de Deus, redimidos e pertencentes a Deus. Somos levitas. Somos sacerdotes. Devemos servir a Deus. E também, vocês perceberão, somos soldados. Estamos no serviço militar. Somos o exército do Senhor.

    O exército do Senhor

    Aqui vocês percebem que o recenseamento dos filhos de Israel é o recenseamento dos soldados. Os filhos de Israel iriam atravessar o deserto e, antes de iniciarem a viagem, Deus contou todos os homens de vinte anos para cima que eram aptos para sair ao serviço militar, para que houvesse o exército do Senhor.

    Para sair à batalha, é preciso crescer um pouco. Uma criança de um mês não pode ir lutar. Vinte anos de idade significam amadurecimento, crescimento. À medida que começam a amadurecer, vocês se tornam capazes de portar armas e de combater o combate de Deus.

    Espiritualmente falando, aqueles que foram contados a partir dos vinte anos para o serviço militar representam, na verdade, toda a congregação. Em outras palavras, cada pessoa que crê não é apenas alguém redimido, não é apenas um sacerdote ou um levita para servir a Deus; cada pessoa que crê também deve crescer e se tornar forte o suficiente para agir com maturidade, como homem ou mulher, e combater o combate de Deus.

    Todos são chamados para esse serviço militar. Por que isso é necessário? Porque, antes de os filhos de Israel iniciarem sua jornada, quando saíram do Egito, eram apenas uma multidão desorganizada.

    Eles nunca haviam sido organizados. Uma multidão de outras pessoas saiu com eles. Tudo era confuso e desordenado. Mas, no monte Sinai, Deus fez uma aliança com Seu povo, e esse povo se tornou uma nação santa — uma nação em aliança com Deus.

    Como nação em aliança com Deus, eles deveriam ser o instrumento coletivo do testemunho de Deus.

    O tabernáculo do testemunho

    Na jornada pelo deserto, se vocês lerem o livro de Números, encontrarão algo muito interessante. O tabernáculo — isto é, a tenda da congregação — é chamado de tabernáculo do testemunho.

    Isso é muito especial, porque esse termo é usado apenas uma vez em Êxodo ou Levítico. Mas, no livro de Números, o tabernáculo e a arca são chamados de tabernáculo do testemunho e arca do testemunho.

    Em outras palavras, agora eles são um povo em aliança com Deus. Deus Se comprometeu com esse povo. Eles já não são simplesmente como as demais nações. São uma nação tirada dentre as nações para ser um povo peculiar, propriedade de Deus.

    Deus os chamou para Si, fez uma aliança com eles e Se comprometeu com eles. Em outras palavras, o testemunho de Deus foi confiado a esse povo.

    Eles deveriam testemunhar que Deus era o seu Deus, que Deus estava no meio deles e que Deus era único e vivo. Ele é o único Deus. Esse era o testemunho deles enquanto atravessavam o deserto em direção à terra prometida.

    Essa é a razão pela qual precisavam ser organizados como um exército do Senhor. Como exército, deveriam acampar ao redor do tabernáculo para protegê-lo. Deveriam marchar em formação com o tabernáculo no meio deles. Tinham a responsabilidade de cumprir o encargo recebido no mandamento de Deus. Eram um povo destinado a levar o testemunho de Deus.

    É claro que a natureza daquela batalha mudou do deserto para a terra prometida. No deserto, a batalha deles era principalmente contra o mundo, contra a própria carne e contra o pecado, porque essas coisas afetariam seu testemunho.

    Eles estavam no deserto como o exército de Deus, lutando contra o mundo, lutando contra a carne e lutando contra o pecado, para que o testemunho de Deus fosse preservado no meio deles.

    Depois de entrarem em Canaã, lutaram pela posse da terra. Lutaram pela herança. Lutaram contra as forças malignas dos ares, representadas pelas sete tribos de Canaã. Mas, em qualquer caso, tornaram-se o exército do Senhor.

    Agora, irmãos e irmãs, em certo sentido isso também é verdade para nós hoje. Somos o povo da aliança de Deus. Acabamos de participar da mesa do Senhor. O cálice na mesa do Senhor é o cálice da aliança de Deus, a nova aliança.

    Deus fez uma aliança conosco, e o testemunho de Jesus foi confiado a nós como Seu povo. Portanto, irmãos e irmãs, levamos o testemunho de Jesus enquanto atravessamos este mundo.

    O testemunho de Jesus será atacado pelo mundo. A sedução do mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos, a soberba da vida — as coisas do mundo procuram afetar o testemunho de Jesus em nosso meio.

    A carne — a nossa carne e a carne dos outros — procura atacar e investir contra esse testemunho de Jesus. O pecado pode afetar o testemunho de Jesus. Estamos diariamente batalhando contra todas essas forças para cumprir nosso encargo e manter intacto o testemunho de Jesus entre nós. Essa é uma responsabilidade tremenda.

    Cristo como o centro do povo de Deus

    Essa é a razão pela qual eles precisavam ser organizados em um exército, a fim de preservar o testemunho de Deus durante a travessia do deserto.

    Depois de terem sido organizados, vocês percebem, é claro, que o centro era o tabernáculo. O centro era o tabernáculo. É por isso que estamos centrados em Cristo. Cristo é o nosso centro, e todos estamos acampados ao redor dEle.

    Todas as tribos acampavam segundo seus estandartes, segundo a ordem estabelecida por Deus. Em outras palavras, ninguém escolhia seu lugar. Cada posição era determinada pelo mandamento de Deus, e cada um permanecia onde Deus o havia colocado.

    Agora, irmãos e irmãs, se aplicarmos isso ao Novo Testamento, como é bom! Cristo é a Cabeça; Ele é o centro. Todos somos membros do corpo e estamos, por assim dizer, ao redor dEle.

    Cada um está no lugar em que Ele o colocou. Vocês não escolhem qual membro do corpo de Cristo são. Deus os estabeleceu como membros em Seu corpo, e, onde quer que Ele os coloque, esse é o melhor lugar para vocês.

    Como precisamos estar bem ajustados e unidos uns aos outros, assim como os filhos de Israel acampavam ao redor do tabernáculo. Que ordem — uma ordem divina!

    Para nós hoje, não se trata apenas de uma organização exterior; trata-se de uma ordenação interior, orgânica, com toda a vida de Deus em nós. À medida que estivermos centrados em Cristo, estaremos bem ajustados e unidos uns aos outros. Juntos, preservamos o testemunho de Jesus.

    A direção pela presença de Deus

    Quando vocês chegam a Números 9 e Números 10, percebem que Deus começou a conduzi-los adiante. Seu movimento, sua jornada, acontecia segundo os mandamentos de Deus.

    Como Deus lhes ordenava que partissem ou permanecessem? Eles não estavam em movimento o tempo todo, porque, se um exército, com todas as crianças, as mulheres e todo o grupo, se deslocasse continuamente, mesmo por onze dias, muitos morreriam.

    Deus os conduzia passo a passo em direção à terra prometida. Deus os conduzia por meio da nuvem. Depois que o tabernáculo foi erguido, a coluna de nuvem veio sobre o tabernáculo. Ela representa a presença de Deus. A presença de Deus estava no meio deles.

    Enquanto a nuvem cobria o tabernáculo e permanecia ali, os filhos de Israel ficavam acampados ao redor do tabernáculo e cumpriam o encargo de Deus. Mas, quando a nuvem começava a se levantar e a se mover, então eles levantavam acampamento e avançavam de acordo com ela.

    O sinal para o movimento era dado pela nuvem, pela coluna de nuvem. Em outras palavras, a presença de Deus governava a jornada deles.

    Às vezes, a nuvem permanecia sobre a tenda por um dia e, no dia seguinte, se levantava; então eles começavam a se mover. Em outras ocasiões, permaneciam por alguns dias ou por um mês; se fosse um mês, ficavam por um mês.

    Eles não tinham a opção de dizer: “Bem, já ficamos aqui por tempo demais, então queremos partir”. Não. Permaneciam enquanto a nuvem permanecesse ali e se moviam quando a nuvem se movia. Também não podiam dizer: “Agora queremos ficar mais um pouco”. Não podiam fazer isso. A nuvem governava a jornada deles.

    Irmãos e irmãs, como isso é verdadeiro: nossa jornada espiritual é governada pela presença de Deus. Hoje, a presença de Deus em Sua igreja se dá por meio do Seu Espírito. O Espírito Santo habita na igreja, e o Espírito Santo é responsável por conduzir Seu povo adiante.

    Às vezes, vocês perceberão que o Espírito Santo simplesmente permanece ali. Haverá um tempo de descanso, um tempo de consolidação; depois haverá um tempo de jornada, de partida. À medida que o Espírito conduz, o povo de Deus deve seguir o Espírito e prosseguir.

    Na jornada espiritual, isso é muito importante, porque às vezes ficamos impacientes. Dizemos: “Bem, já ficamos aqui por tempo demais. Queremos partir”. Mas, se o Espírito de Deus não Se move, como vocês podem se mover? Para onde irão? Estarão fora da ordem de Deus e fora do caminho de Deus.

    Às vezes, ficamos tão acomodados e tão confortáveis que queremos permanecer ali para sempre. Se chegarmos a Elim, com todas as suas fontes e palmeiras, gostaríamos de ficar ali por mais tempo. Mas Deus diz: “Não, vocês precisam avançar”.

    Quando chegamos a Mara, não queremos ficar ali. Queremos passar ao largo, mas o Senhor diz: “Vocês precisam permanecer ali”. Não podemos fazer nossa própria escolha. Precisamos aprender a seguir o Espírito Santo.

    A presença do Senhor, representada pelo Espírito Santo, governa nossa jornada conjunta como povo de Deus.

    O ministério das trombetas de prata

    Vocês perceberão que eles não eram governados apenas pela nuvem, mas também pelo toque das trombetas de prata.

    É claro que as trombetas eram tocadas pelos sacerdotes. A nuvem dava a orientação geral, mas a trombeta fornecia os detalhes: qual acampamento deveria ser desmontado primeiro, quem partiria primeiro, o que viria em seguida. Tudo isso era governado pelas trombetas de prata. Era assim que eles avançavam juntos.

    Hoje podemos dizer que, como povo de Deus, nossa jornada deve ser governada pelo Espírito de Deus, pela presença do Senhor. Mas, ao mesmo tempo, essa direção é reforçada, por assim dizer, pelo toque das trombetas de prata.

    As trombetas de prata representam o ministério profético. No Novo Testamento, se vocês tocarem uma trombeta com um som definido, as pessoas saberão o que fazer.

    Aqueles que estão perto de Deus, como os sacerdotes, estão próximos do tabernáculo. Observam a nuvem com muita atenção e, quando ela se levanta, imediatamente respondem e tocam a trombeta: “Agora é hora de partir”.

    Portanto, vocês perceberão que, no corpo de Cristo, haverá aqueles que estão próximos do Senhor e que conseguem observar o movimento do Espírito. Eles falarão profeticamente à igreja, e é assim que o povo de Deus avança.

    A incredulidade e a disciplina de Deus

    Mas, infelizmente, assim que começaram a se mover, começaram a murmurar. Começaram a murmurar.

    Aquela jornada do monte Sinai até Cades-Barneia era uma jornada de onze dias. É claro que levaram muito mais tempo por causa das coisas que aconteceram ali. Durante toda aquela jornada, murmuraram e se rebelaram contra Deus. Miriã e Arão tiveram ciúmes de Moisés, e assim por diante.

    Essas coisas aconteceram não apenas entre o povo, mas até entre os líderes. Todas essas rebeliões, murmurações e infidelidades culminaram no relatório dos espias.

    Os espias voltaram e disseram: “De fato, esta é uma terra muito, muito boa, mas as pessoas ali são tão altas. Aos nossos próprios olhos, parecemos gafanhotos, e as cidades têm muralhas que chegam ao céu. É uma terra que devora as pessoas. Não podemos ir para lá. Eles vão nos devorar”.

    O povo chorou e se rebelou contra Deus. Deus disse: “Vocês Me puseram à prova dez vezes”. E esse foi o limite. Por causa disso, não lhes foi permitido entrar na terra prometida.

    Agora, irmãos e irmãs, há uma coisa que vocês precisam observar: quando Deus os tirou do Egito, no caminho do Egito até o monte Sinai, eles murmuraram e pecaram contra Deus, mas Deus nunca os corrigiu.

    Deus simplesmente os tolerou. Eles receberam o maná, e Deus atendeu às suas necessidades. Comeram, e Deus não disse uma palavra, porque aquela viagem era governada puramente pela graça — pela graça.

    Mas, depois que se tornaram um povo em aliança com Deus, dali até Cades-Barneia e depois disso, quando murmuravam, pecavam e se rebelavam contra Deus, a disciplina de Deus vinha sobre eles.

    Em outras palavras, a maneira de Deus lidar com Seu povo mudou. Agora não estavam apenas sob a graça. Eram um povo em aliança com Deus, e Deus precisava lidar com eles segundo Sua aliança.

    Essa é a razão pela qual Deus os disciplinava. Deus os disciplinava para restaurá-los, para fazê-los crescer. Mas, quando se recusaram a crescer, um dia Deus disse: “Agora basta. Basta”.

    “Toda esta geração que não creu em Mim não pode entrar na terra prometida.” Quanto às crianças e às mulheres, que eles pensavam que se tornariam uma presa, Deus disse: “Eu as farei entrar”.

    A misericórdia e a graça de Deus ainda estavam presentes. A fidelidade de Deus continuava ali; não foi afetada. Mas a disciplina de Deus veio sobre esse povo e, por causa disso, toda aquela geração não pôde entrar na terra prometida.

    Agora, irmãos e irmãs, essas palavras foram registradas para nossa instrução. Vocês se lembram de que, em 1 Coríntios 10, o apóstolo Paulo menciona especialmente as coisas que aconteceram no deserto: como o povo se rebelou, murmurou e pecou contra Deus, e como a disciplina veio sobre eles.

    O apóstolo Paulo disse que todas essas coisas foram registradas por nossa causa, para nossa advertência — nós, que vivemos na última era —, a fim de que aprendamos essas lições.

    Não pensem que podem permanecer firmes por si mesmos.

    Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe que não caia.

    Precisamos confiar no Senhor e depender do Senhor, de Sua graça e de Sua fidelidade, o tempo todo.

    Não há bem em nós. Não podemos depender de nós mesmos, mas Ele é digno de confiança. Ele é capaz de nos guardar se nos entregarmos a Ele. Essas são lições que precisamos aprender.

    Irmãos e irmãs, precisamos aprender essas lições. Sim, há graça. Mas lembrem-se: porque Deus nos ama e porque somos o povo da Sua aliança, Ele nos corrigirá. Ele nos disciplinará.

    Costumo dizer que Deus não nos pune, mas nos disciplina. Há uma diferença. A punição visa causar dano, mas a disciplina visa à restauração e ao amadurecimento.

    Deus nos ama e, de fato, nos disciplina. É aqui que precisamos aprender a seguir o Senhor. Quando Ele nos disciplina, submetamo-nos à Sua poderosa mão e aprendamos a lição, para que não sejamos como os filhos de Israel, que não creram e se rebelaram contra Deus até que Deus disse: “Esta geração não pode entrar na terra prometida”.

    Os anos perdidos de peregrinação

    Durante trinta e oito anos, eles peregrinaram a partir de Cades-Barneia. Peregrinaram durante trinta e oito anos até voltarem a Cades-Barneia.

    Durante aquele período, não há registro — nenhum registro de seus itinerários. Vocês não o encontram no livro de Números. Não o encontram no resumo apresentado em Números 33. Quanto a todos os lugares pelos quais passaram, passo a passo, há silêncio. Silêncio completo.

    Em outras palavras, aqueles foram anos perdidos. No que diz respeito a Deus, aqueles foram anos perdidos.

    Portanto, irmãos e irmãs, precisamos ser cuidadosos diante do Senhor, para que sejamos fiéis a Ele. Quando Ele Se move, nós nos movemos com Ele. Não devemos ser infiéis a Ele e começar a vagar.

    Vocês perceberão que os dias em que vagamos são dias perdidos. Eles não contam. Não há registro no céu. Eles não contam. Que o Senhor tenha misericórdia de nós.

    A nova geração e a terra prometida

    Mas, graças a Deus, depois de trinta e oito anos eles chegaram novamente às campinas de Moabe. Deus os havia trazido de volta às campinas de Moabe, à fronteira de Canaã. Deus chamou Moisés para contar os filhos de Israel pela segunda vez.

    Quando terminaram o recenseamento, descobriram que ninguém da primeira geração estava ali. Todos daquela geração que não creu em Deus caíram no deserto, exceto dois: Josué e Calebe.

    É verdade que o propósito de Deus é nos conduzir às insondáveis riquezas de Cristo, para que sejamos a plenitude de Cristo. Esse é o propósito de Deus, e isso Deus fará, porque Ele é fiel. Ele não pode negar a Si mesmo.

    Mas, irmãos e irmãs, se vocês poderão entrar nessa plenitude depende de sua fidelidade a Ele. Em outras palavras, se não formos fiéis, se não crermos nEle, poderemos cair no deserto. Talvez não consigamos tomar posse da nossa herança.

    Mas, se tivermos um espírito excelente — um espírito que segue o Senhor até o fim, crendo nEle, não importa o que aconteça, como Josué e Calebe —, então, nesse espírito, Deus nos conduzirá ao Seu propósito, à plenitude que está em Cristo.

    Deus espera por uma nova geração. No segundo recenseamento, há uma nova geração, e essa nova geração tem o espírito de Josué e Calebe. Deus conduzirá essa nova geração à terra prometida.

    Agora, irmãos e irmãs, não precisamos olhar para isso apenas historicamente. Infelizmente, muitas vezes isso é verdade na história. Encontramos uma geração que ouviu o chamado de Deus e conheceu a Deus de determinada maneira, mas, por alguma razão, não crê e não entra.

    Mas, graças a Deus, Deus levanta a geração seguinte para entrar na terra prometida. Muitas vezes, na história, isso é verdade. Mas, espiritualmente falando, vocês não precisam esperar pela segunda geração, porque a primeira geração pode ser renovada.

    Se nos arrependermos, se nos humilharmos diante de Deus, se O ouvirmos e se tivermos um espírito que O segue, então Deus poderá nos renovar e nos tornar aquela nova geração que entra na terra prometida.

    A preparação para a herança

    Os últimos capítulos apresentam os preparativos para a entrada na terra prometida. Eles nos mostram como Deus é fiel. Apesar da nossa infidelidade, Deus continua fiel a Si mesmo.

    Ele está preparando aquele povo para entrar na terra prometida por meio de um novo recenseamento. Não apenas os contou novamente, mas até repartiu a terra antes de eles entrarem nela.

    Em outras palavras, Deus disse: “A terra é de vocês. Muito bem, Eu a repartirei, e vocês poderão possuí-la”.

    Graças a Deus, vocês encontram as filhas de Zelofeade, da tribo de Manassés. Quando a terra foi dividida entre as tribos, Zelofeade não tinha filho homem. Tinha apenas filhas. Portanto, sua descendência não recebeu terra alguma.

    As filhas vieram a Moisés e disseram: “Nosso pai morreu no deserto, não por causa do pecado de Corá, mas por causa do seu próprio pecado. Porém, ele não tinha filho homem. Isso significa que não teremos herança?”

    Aqui, nas filhas de Zelofeade, havia um desejo de tomar posse. Maravilhoso! Elas tinham esse desejo. Queriam tomar posse. Por isso fizeram a pergunta: “Como fica a nossa situação?”

    Deus disse: “O que elas dizem está certo. Se não houver filho homem, deem a herança às filhas”. Então as outras tribos disseram: “Se as filhas se casarem com homens de outras tribos, a terra passará para as outras tribos”. Então Deus disse: “Muito bem, se elas se casarem, que se casem dentro da própria tribo, para que a terra permaneça dentro da tribo”.

    Deus diz que isso nos mostra que, nessa nova geração, há um novo espírito — um novo espírito. Eles não são como a antiga geração, que desprezou a terra. São uma nova geração que deseja a terra e valoriza a terra.

    Embora ainda não a tivessem obtido, eles a desejavam, e Deus honrou esse desejo. Isso é muito belo.

    Mas, infelizmente, mesmo assim, vocês encontram duas tribos que preferiam permanecer no lado oriental da terra prometida a atravessar o Jordão. Em outras palavras, viviam para seus rebanhos. Não viviam para o propósito de Deus, para a glória de Deus.

    Isso também é uma advertência para nós. Todo o livro de Números é relevante — muito relevante — para nós hoje. Estamos seguindo nossa jornada, como povo, em direção à plenitude que está em Cristo. Que o Senhor tenha misericórdia de nós, para que sejamos fiéis a Ele.

    Oração

    Querido Pai celestial, nós Te louvamos e Te agradecemos por nos libertares do pecado, da morte e de Satanás, e por nos conduzires a Cristo, à plenitude que está em Cristo.

    Ó nosso Pai, nós Te agradecemos porque, embora precisemos atravessar o deserto, ainda assim Tu estás nos ensinando, nos educando e nos desenvolvendo.

    Oramos para que não sejamos tão obstinados a ponto de não crermos em Ti. Senhor, oramos para que sejamos um povo humilde, para que realmente nos humilhemos diante de Ti e confiemos em Tua fidelidade para nos conduzir àquela terra prometida, à plenitude que está em Cristo.

    Pedimos em Teu precioso nome. Amém.