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THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
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    Prayer Warfare #2 © 2026 Christian Testimony Ministry
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    Prayer Warfare #2
    Prayer Warfare #2
    Lambert, Lance

    A investida do inimigo e o estandarte do Senhor

    Vocês poderiam abrir comigo na profecia de Isaías? Apenas um versículo, em Isaías 59:19:

    Assim temerão o nome do Senhor desde o ocidente,
    E a Sua glória desde o nascente do sol.
    Porque, quando o inimigo vier como uma inundação,
    O Espírito do Senhor levantará contra ele um estandarte.

    Quando o inimigo vier como uma inundação,
    O Espírito do Senhor levantará contra ele um estandarte.

    Algumas versões traduzem isso de maneira bem diferente, mas o hebraico diz exatamente isso. É possível trabalhar o texto de outra maneira, por causa do contexto, e traduzi-lo assim:

    Pois Ele virá como uma torrente impetuosa,
    Impelida pelo sopro do Senhor.

    Mas creio que a tradução antiga é muito mais fiel:

    Quando o inimigo vier como uma inundação,
    O Espírito do Senhor levantará contra ele um estandarte.

    Agora, mais um versículo, desta vez em 1 Samuel 2:9, no maravilhoso cântico de louvor de Ana, a mãe de Samuel:

    Ele guardará os pés dos Seus santos;
    Mas os ímpios serão silenciados nas trevas;
    Porque pela força nenhum homem prevalecerá.

    Agora, na Nova Aliança, em Efésios 6:10-18:

    Finalmente, fortalecei-vos no Senhor e na força do Seu poder.
    Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais permanecer firmes contra as ciladas, ou estratagemas, do diabo.
    Porque a nossa luta não é contra carne e sangue, mas contra os principados, contra as potestades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as hostes espirituais da maldade nos lugares celestiais.
    Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, permanecer firmes.
    Permanecei, pois, firmes, tendo cingido os vossos lombos com a verdade, e vestido a couraça da justiça, e calçado os pés com a preparação do evangelho da paz;
    Tomando, além de tudo, o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno.
    E tomai o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus;
    Com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e, para isso, vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos.

    Josafá e a batalha que pertence ao Senhor

    Voltando à Antiga Aliança, em 2 Crônicas 20, uma grande multidão veio contra Josafá: os filhos de Moabe, os filhos de Amom e outros que estavam com eles. Josafá teve medo, dispôs-se a buscar o Senhor e proclamou um jejum em todo o Judá. Judá se reuniu para buscar auxílio do Senhor.

    Josafá se pôs em pé na assembleia de Judá e de Jerusalém e orou:

    Ó Senhor, Deus de nossos pais, não és Tu Deus nos céus?
    E não és Tu Quem governa sobre todos os reinos das nações?
    E na Tua mão há poder e força, de modo que ninguém pode resistir a Ti.
    Não foste Tu, ó nosso Deus, que expulsaste os habitantes desta terra de diante do Teu povo Israel e a deste à descendência de Abraão, Teu amigo, para sempre?

    Então ele chegou ao cerne da questão:

    Ó nosso Deus, não os julgarás? Pois não temos força contra esta grande multidão que vem contra nós; nem sabemos o que fazer: mas os nossos olhos estão postos em Ti.

    Então o Espírito do Senhor veio sobre Jaaziel, no meio da assembleia, e ele disse:

    Ouvi, todo o Judá, e vós, moradores de Jerusalém, e tu, rei Josafá: Assim vos diz o Senhor: Não temais, nem vos assusteis por causa desta grande multidão; pois a batalha não é vossa, mas de Deus.
    Amanhã, descei contra eles.
    Nesta batalha não tereis de pelejar: tomai a vossa posição, permanecei firmes e vede a salvação do Senhor convosco, ó Judá e Jerusalém. Não temais, nem vos assusteis: amanhã, saí contra eles; pois o Senhor é convosco.

    Josafá se inclinou com o rosto em terra, e todo o Judá e os moradores de Jerusalém se prostraram diante do Senhor, adorando o Senhor. Os levitas se levantaram para louvar ao Senhor, o Deus de Israel, com voz muito alta.

    Oração

    Amado Senhor, queremos simplesmente nos entregar em Tuas mãos neste período da tarde. Nós nos posicionamos contra todo o peso e toda a sonolência próprios desta hora do dia. Senhor, olhamos para Ti, pedindo que o Teu Espírito nos revigore e renove a todos.

    Nós Te agradecemos pela unção que tens providenciado para falar, traduzir e ouvir. Pela fé simples, nos firmamos nessa unção, para que, Senhor, tenhamos um encontro Contigo. Pedimos isso em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.

    O conflito espiritual e o dia mau

    Quero falar nesta tarde sobre o que fazer quando o inimigo vem como uma inundação. Vocês não podem ter avançado muito na obra do Senhor, na edificação da casa de Deus, na implantação e edificação de uma igreja ou na vida cristã sem terem descoberto que há dias e momentos em que o inimigo vem como uma inundação.

    Parece que tudo dá errado; que tudo foi entregue ao próprio diabo; que ele é soberano e senhor de tudo. Parece haver uma coordenação tão grande do mal que tudo dá errado por todos os lados, e o Senhor parece estar a milhões de quilômetros de distância. O que fazemos quando o inimigo vem como uma inundação?

    Você e eu nascemos em meio a uma batalha. Ela é muito maior do que nós, muito mais ampla do que nós. É uma batalha que atravessa toda a história, e você e eu nascemos em meio a ela.

    Quando somos muito novos no Senhor, Ele, em Sua misericórdia, nos protege da batalha. Ele coloca uma espécie de muro ao nosso redor e nos protege dentro de uma espécie de jardim de infância divino, espiritual. Mas chega um momento em que o Senhor diz que temos de aprender que estamos numa batalha. Temos de aprender a nos revestir de toda a armadura de Deus. Temos de aprender que existem armas de guerra que devemos usar pelo Espírito. Temos de crescer e nos tornar soldados do Senhor Jesus.

    A inundação como imagem da devastação espiritual

    Esta palavra em Isaías é muito interessante:

    Quando o inimigo vier como uma inundação,
    O Espírito do Senhor levantará contra ele um estandarte.

    Essa investida, como uma inundação, é semelhante a uma força poderosa e impetuosa que arrasta tudo à sua frente.

    Há alguns anos, eu estava no extremo sul do Sinai, numa pequena baía chamada Baía de Naama. Um amigo e eu estávamos num pequeno hotel, o único daquela baía. Enquanto olhávamos para o outro lado do Golfo de Ácaba, vi relâmpagos — relâmpagos verdes — e comentei que parecia haver uma tempestade em algum lugar da Arábia Saudita.

    Por volta da meia-noite, acordei e ouvi um som absolutamente impressionante. Pensei que as pessoas do quarto ao lado estivessem tomando um banho extraordinariamente demorado. Parecia que tinham aberto o chuveiro ao máximo e se esquecido de fechá-lo. Depois pensei que talvez uma caixa-d’água no telhado tivesse se rompido.

    Meu amigo, que era mergulhador de águas profundas, dormia profundamente. Olhei pela janela e vi água escorrendo em torrentes pelo vidro. Então abri a outra porta, que dava para uma longa varanda. Nunca vou me esquecer daquilo. Ao redor do hotel havia um grande paredão em forma de ferradura, e todo ele havia se transformado numa enorme cachoeira, como uma miniatura das Cataratas do Niágara.

    Naquela noite, sete pessoas morreram. Não havia como fazer nada. Havia água por toda parte. O mar e o deserto haviam se tornado uma coisa só. Havia ondas enormes por todos os lados. Pela primeira vez, compreendi o Salmo 93 e sua referência ao som de muitas águas.

    Mais tarde, soube por beduínos que sobreviveram à inundação que cinco uádis — leitos secos de rios sazonais — convergiam para aquela única pequena baía. Quando a tempestade atingiu a região com a força de um tufão, os cinco leitos se tornaram rios enormes e convergiram para um só lugar. A inundação arrastou tudo à sua frente.

    Só vivi uma inundação desse tipo uma vez na vida, e foi mais do que suficiente para uma vida inteira. Mas já vivi esse tipo de inundação espiritual muitas e muitas vezes. Tudo parece tranquilo, repousante, rotineiro e normal; então, de repente, algo acontece, e tudo se torna anormal.

    Uma enorme inundação nos atinge e arrasta tudo à sua frente, e nós nos perguntamos: “Onde está o Senhor?” Espiritualmente, quando isso acontece, perdemos todos os nossos pontos de referência. Todas as estradas desapareceram; toda comunicação desapareceu. Não sabemos onde estamos. O inimigo veio como uma inundação.

    O estandarte do Senhor

    Mas a promessa maravilhosa é esta:

    Quando o inimigo vier como uma inundação,
    O Espírito do Senhor levantará contra ele um estandarte.

    Nesse dia mau, quando perdemos nossos pontos de referência espirituais, quando toda a nossa comunicação parece comprometida, quando sentimos como se o Senhor estivesse a milhões de quilômetros de distância e como se o poder das trevas tivesse assumido o controle, o Espírito do Senhor agirá em graça. Ele levantará um estandarte.

    O que significa a palavra “estandarte”? Onde está o estandarte, ali está o comandante. Quando o Espírito do Senhor levanta um estandarte contra essa inundação do inimigo, sabemos que é ali que o Rei está. É ali que o Rei está posicionado. É ali que o Comandante está, e é dali que virão as ordens.

    Na guerra espiritual e na batalha em oração, temos de reconhecer a soberania do Espírito Santo. Temos de procurar onde está o estandarte. Onde quer que esteja o estandarte, ali receberemos entendimento; ali receberemos direção; ali encontraremos o caminho para a vitória.

    O inimigo tem uma enorme máquina de propaganda. Ele conhece nossas fraquezas e, em pouco tempo, está acusando este irmão e aquela irmã. Começamos a pensar: “É isso que está errado. Fulano está errado. Se fulano não tivesse feito isso, não estaríamos nesta confusão.” Há mil e uma possibilidades.

    Mas o Espírito do Senhor levanta um estandarte. Quando vemos onde está o estandarte, é ali que devemos nos reunir. Quando chegamos a esse ponto, o Senhor pode nos dar o entendimento de que precisamos. O Rei tem uma estratégia, e precisamos reconhecê-la e compreender o que devemos fazer.

    A súplica como busca de orientação

    Em Efésios 6, Paulo fala do dia mau, das ciladas ou estratagemas do diabo e de toda a armadura de Deus. Ele nos diz que devemos permanecer firmes, resistir no dia mau e, havendo feito tudo, permanecer firmes. Ao final dessa passagem notável, ele fala de tomar a espada do Espírito, que é a palavra de Deus, com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e vigiando para isso com toda perseverança e súplica por todos os santos.

    Há uma estratégia divina nessa batalha. Ela tem relação com a palavra de Deus como a espada do Espírito. À medida que permanecemos firmes e resistimos, e que o Espírito Santo aplica a palavra de Deus à nossa situação — seja ela local, familiar, empresarial, nacional ou até internacional —, podemos orar no Espírito e alcançar a vitória completa.

    A súplica, em seu sentido essencial, é um apelo insistente. É o apelo que um súdito faz a um rei, ou que as pessoas fazem a um tribunal superior. É um apelo à autoridade máxima: um apelo fervoroso, um apelo intenso. Esse apelo toma conta de você, porque a situação em que você se encontra exige que suplique.

    Para mim, a maneira mais útil de compreender a súplica é como consulta ao Senhor. Precisamos consultar o Senhor.

    Uma coisa pedi ao Senhor, e a buscarei:
    Que eu possa habitar na casa do Senhor todos os dias da minha vida,
    Para contemplar a beleza do Senhor,
    E para consultar no Seu templo.

    Em 1 Timóteo 2:1, Paulo fala de súplicas, orações, intercessões e ações de graças. Isso abrange toda a extensão da oração: desde a adoração e a devoção até a intercessão e o mais simples derramar do coração. Mas a súplica vem primeiro. Você não pode interceder sem antes suplicar.

    Se você não conhece a vontade de Deus, não pode interceder. Você tem de consultar o Senhor. Tem de fazer seu apelo a Ele. Você não chega com uma ideia fixa, inflexível e limitada do que o Senhor quer. Você começa a perguntar ao Senhor: “O que tudo isso significa? Como devemos orar? De que maneira devemos enfrentar esta situação?”

    A necessidade de ouvir o Senhor

    O problema é que muitas vezes pensamos que as reuniões de oração são uma via de mão única. Nós falamos o tempo todo, e Deus fica ouvindo o tempo todo. Onde temos uma reunião de oração em que esperamos em Deus?

    Alguns cristãos têm medo do silêncio. Se há silêncio, sentem que algo terrível aconteceu e que precisam preenchê-lo com um cântico ou alguma outra coisa. Mas os quakers costumavam esperar no Senhor em absoluto silêncio. Eles tremiam na presença do Senhor, porque, de repente, o Senhor estava ali.

    Barulho não significa necessariamente que o Senhor está presente. Às vezes, o Senhor chega e todos começam a gritar, e isso pode ser maravilhoso. Mas certa vez ouvi um irmão de origem menonita muito conservadora dizer: “Quando o Espírito Santo veio sobre nós, era possível nos ouvir a mais de três quilômetros de distância.” Então outro irmão, vindo de um meio pentecostal dos mais exuberantes, disse: “Quando o Espírito Santo veio sobre nós, ficamos em silêncio por duas horas.”

    Por que não estamos ouvindo? Será que realmente pensamos que o Senhor é mudo, que Ele nunca fala?

    Certa vez, recebi uma ligação de uma irmã que disse: “Irmão, Deus lhe deu um dom de aconselhamento. Ele lhe deu sabedoria. Estou com um problema.” Então ela falou sem parar durante vinte minutos. Eu não conseguia dizer uma palavra sequer. Por fim, ela disse: “Ah, irmão, obrigada pelo seu conselho. Ele confirmou aquilo que creio ser o caminho que devo seguir”, e desligou o telefone.

    É assim que muitos de nós oramos. Derramamos tudo diante do Senhor, mas nunca ouvimos. Mesmo que o Senhor gritasse, não ouviríamos. Mas um ouvido atento é a chave para o serviço genuíno.

    Se um servo de Deus não consegue ouvir a voz do Senhor, receber as orientações do Senhor e conhecer a palavra de Deus aplicada às situações que está enfrentando, então seu serviço é produzido por ele mesmo. É mecânico.

    O Livro nos dá todo o conhecimento e todos os fatos, mas é o Espírito Santo Quem nos capacita a aplicá-los.

    Quando o inimigo vier como uma inundação,
    O Espírito do Senhor levantará contra ele um estandarte.

    Fraqueza, dependência e força divina

    O problema, muitas vezes, é que somos grandes demais. Por que o Senhor permite que o inimigo venha como uma inundação? Creio que, às vezes, é para nos levar de volta ao lugar de total dependência. Não sabemos como lidar com isso. Não sabemos como enfrentar isso.

    Há tanta agitação, tanta convulsão e tantas vozes desencontradas que não sabemos para onde nos voltar. Então somos reduzidos à fraqueza. Podemos ser tentados a pensar que tudo está perdido. Estamos quebrantados, aflitos e fracos.

    O problema dos servos de Deus não é que não sejamos fortes; é que somos fortes demais. Quanto mais conhecimento temos, mais ele pode inflar a nossa força natural. Então, de vez em quando, chega um dia mau.

    Nesse dia mau, tudo parece ser arrastado diante do inimigo. Nossas linhas de comunicação com Deus parecem rompidas, e tudo dá errado. Mas, quando o inimigo vem como uma inundação, o Espírito do Senhor levanta contra ele um estandarte. Se estivermos suficientemente feridos, suficientemente fracos e suficientemente quebrantados, olharemos para o estandarte, nos reuniremos junto ao estandarte e ouviremos novamente o que o Comandante está dizendo.

    Que palavra maravilhosa Ana proferiu:

    Porque pela força nenhum homem prevalecerá.

    Ana era fraca. A outra esposa tinha filhos; Ana não tinha nenhum. Mas Ana era uma intercessora. A outra mulher gerava filhos. Quando Ana se apresentou diante do Senhor, Eli pensou que ela estivesse embriagada, porque viu seus lábios se movendo e achou que ela estivesse cambaleando. Mas ela disse: “Não é vinho. Estou tomada por um peso no coração.”

    Quando somos fracos, Deus pode agir. Ana havia prevalecido pela intercessão, somente pelo poder de Deus.

    Fortalecei-vos no Senhor e na força do Seu poder.

    Não sejam fortes no conhecimento; não sejam fortes no próprio zelo; não sejam fortes pela determinação mental ou pela teimosia. Sejam fortes no Senhor e na força do Seu poder. Revistam-se de toda a armadura de Deus, para que possam permanecer firmes contra as ciladas do diabo.

    A vitória já conquistada

    A estratégia satânica é nos esmagar. Então acontece uma de duas coisas: ou recorremos ao braço da carne para lidar com o problema, ou jogamos a toalha. Ou tentamos resolver o problema por nós mesmos, ou desistimos.

    Você não consegue fazer isso. Se usar o braço da carne quando o inimigo vier como uma inundação, a situação se tornará infinitamente pior. Mas a outra alternativa também é terrível, porque o inimigo diz: “Está vendo? Você não serve para nada. Tem todo esse conhecimento e toda essa experiência, mas, quando o inimigo chega, você está acabado.”

    O inimigo pode vir como uma inundação, mas, graças a Deus, o Espírito do Senhor está levantando contra ele um estandarte. Grande parte do problema é uma ameaça imaginária; é propaganda.

    Quando você entrar em situações difíceis, pergunte: “Quais são os fatos?” Muitas vezes, as pessoas não têm fatos. Têm rumores, suspeitas, suposições e impressões. A propaganda do inimigo se estabelece na mente das pessoas, e então elas não sabem como se livrar dessas ilusões.

    Essas ameaças imaginárias são propaganda do inimigo. Muitas vezes, são mais difíceis de enfrentar do que ciúmes reais, problemas reais ou divergências genuínas de interpretação. Mas o Senhor sabe como lidar com elas.

    O que diz a Palavra?

    Tomai a vossa posição, permanecei firmes e vede a salvação do Senhor, vosso Deus.

    Onde você toma sua posição? Onde o Espírito do Senhor levanta o estandarte: junto ao Rei. É ali que você toma sua posição — junto ao Rei.

    Que palavra maravilhosa: permanecer firmes, resistir e, havendo feito tudo, permanecer firmes. Que maneira estranha de vencer uma batalha. Você não avança, não recua, não vai para a esquerda nem para a direita. Você permanece firme. Você resiste. Havendo feito tudo, permanece firme.

    Esse permanecer firme implica algo: implica que a vitória já foi conquistada. Você permanece firme porque a vitória já foi conquistada.

    Ouçam Hebreus 2:14-15:

    Para que, pela morte, Ele reduzisse a nada aquele que tinha o poder da morte, isto é, o diabo;
    E libertasse todos os que, pelo temor da morte, estavam sujeitos à escravidão durante toda a vida.

    Quando Jesus morreu, Ele neutralizou todas as armas do arsenal satânico. Ele anulou a influência dos poderes das trevas. Quando Ele morreu, o príncipe deste mundo foi expulso. Isso não significa que o diabo não esteja andando ao redor como um leão que ruge. Não significa que o mundo inteiro não esteja no maligno. Mas a vitória está conquistada.

    Jesus Se assentou. Ele não está mais lutando. Ele conquistou a vitória. Agora devemos permanecer firmes nessa vitória e declará-la.

    Por meio da morte, o Senhor Jesus reduziu o diabo a nada. Nada é nada. Por mais vezes que você multiplique zero, ele continua sendo zero. Firme-se nisso. Não o insulte. Não fale com ele. Declare a verdade: ele é um inimigo derrotado. Ele não é o Senhor. Ele é zero.

    Ele não tem direito de tocar na igreja, no povo de Deus ou na obra de Deus. Ele fará tudo o que a nossa ignorância lhe permitir fazer. Entrará onde não deve entrar; tomará posse do que não lhe pertence; procurará destruir a herança, a adoração e o funcionamento do corpo de Cristo.

    Mas, por meio da morte do nosso Senhor Jesus, ele foi reduzido a zero.

    Há outra passagem maravilhosa em Colossenses 2:14-15:

    Havendo despojado os principados e as potestades, Ele os expôs publicamente, triunfando sobre eles na cruz.

    Por meio da cruz, o Senhor Jesus desarmou os principados e as potestades. A imagem é a de um governante conquistador voltando a Roma, com reis, nobres e generais derrotados, acorrentados ao seu carro. O Senhor Jesus despojou os principados e as potestades de suas armaduras e triunfou sobre eles por meio da Sua cruz.

    Não tentem falar com eles. Isso é perigoso. Falem com o Senhor. Declarem a vitória. Esse é o seu direito como filhos de Deus.

    A tomada de posição por meio do louvor

    Em 2 Crônicas 20, Josafá teve de encontrar uma maneira de expressar a fé. Eles receberam a ordem de tomar sua posição, permanecer firmes e ver a salvação do Senhor. Como poderiam expressar isso concretamente?

    Eles cantaram. Declararam que a bondade, o amor firme, imutável, leal, o amor da aliança do Senhor, dura para sempre.

    Dai graças ao Senhor;
    Porque a Sua benignidade dura para sempre.

    O louvor é uma declaração. O Senhor é Rei. O Senhor é exaltado. O Senhor está entronizado. O amor firme do Senhor dura para sempre.

    Os amonitas, os moabitas e os edomitas se voltaram uns contra os outros e, quando Judá saiu pela manhã, encontrou os cadáveres. Não estou falando de carne e sangue. Estou falando de poderes espirituais. Tudo o que ataca a obra do Senhor, a casa do Senhor, o trono do Senhor e o povo do Senhor deve ser vencido por meio da vitória de Cristo.

    Quando o inimigo vier como uma inundação, o Espírito do Senhor levantará contra ele um estandarte. Que o Senhor nos ensine a reconhecer quando o Espírito de Deus levanta esse estandarte, a nos reunir junto a ele, a permanecer firmes juntos e a expressar nossa fé na vitória do nosso Senhor Jesus.

    Cristo como Cabeça e a vitória do Seu corpo

    Vou terminar com uma história. Um irmão que entendia muito de cavalos estava profundamente deprimido. Sua família estava em dificuldades, seus filhos estavam lhe dando problemas, e parecia que o inimigo havia vindo como uma inundação. Ele chegou em casa, e seus filhos adolescentes estavam assistindo a uma das famosas corridas de cavalos da Grã-Bretanha.

    A corrida estava muito disputada. Um cavalo estava apenas um pouco à frente do outro, e ninguém conseguia dizer quem havia vencido. Então o comentarista disse que seria preciso esperar pela decisão da comissão. Por fim, anunciaram que um dos cavalos havia vencido por uma diferença de um focinho.

    Então o Senhor disse àquele querido pai: “Está vendo? O focinho cruzou a linha de chegada, e a cauda venceu.”

    Ele compreendeu que o Senhor estava dizendo: “A sua Cabeça, o Senhor Jesus, cruzou a linha de chegada. Ele venceu. Você é a cauda. Mas, se a Cabeça cruzou a linha, a cauda venceu.”

    É uma imagem maravilhosa para nós. Nosso Senhor Jesus está assentado à direita de Deus. Ele cruzou a linha de chegada. Ele venceu. Porque Ele venceu, nós, que estamos em Seu corpo, vencemos.

    Ele O constituiu Cabeça sobre todas as coisas para a igreja,
    Que é o Seu corpo.

    Tudo foi colocado debaixo dos Seus pés. Nem sempre parece ser assim, mas, quando declaramos isso e nos apropriamos dessa verdade, o poder de Deus é liberado e a vitória se manifesta.

    Que o Senhor ajude a todos nós. Se o inimigo ainda não veio como uma inundação neste momento, certamente chegará um dia, se você é filho de Deus, em que experimentará esse dia mau. Naquele dia, que Deus lhe traga tudo isso de volta como uma lembrança viva e o ajude a alcançar a vitória.

    Oração final

    Amado Senhor, nós nos entregamos a Ti. Tu sabes muito bem que todos estamos numa batalha. Esta não é a nossa batalha, Senhor; é a Tua batalha. Contudo, estamos nela e muitas vezes sentimos nossa indignidade, nossas fraquezas, nossas falhas e nossos pecados. O inimigo nos acusa.

    Mas, ó amado Senhor, nós Te louvamos porque podemos tomar nossa posição, permanecer firmes e ver a salvação do nosso Deus. Que isso se torne realidade em cada um de nós — na casa de Deus, na edificação da casa de Deus, no cumprimento do propósito de Deus e na obra do Senhor.

    Que seja assim não apenas coletivamente, mas também individualmente: nas famílias aqui representadas e até mesmo nos negócios. Senhor, que seja assim para cada um de nós. Pedimos isso em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.