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    Paul's Heavenly Vision © 2026 Christian Testimony Ministry
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    Paul's Heavenly Vision
    Paul's Heavenly Vision
    Kaung, Stephen

    A visão celestial de Paulo: da tradição à revelação

    Leitura bíblica: Atos 26:1-20

    E Agripa disse a Paulo: É-te permitido falar em tua defesa. Então Paulo, estendendo a mão, começou a sua defesa:
    Tenho-me por feliz, ó rei Agripa, por poder defender-me hoje perante ti de todas as coisas de que sou acusado pelos judeus;
    principalmente porque és conhecedor de todos os costumes e questões que há entre os judeus; pelo que te rogo que me ouças com paciência.
    Quanto à minha maneira de viver desde a mocidade, que desde o princípio decorreu entre o meu povo e em Jerusalém, todos os judeus a conhecem;
    pois me conhecem desde o princípio, se quiserem dar testemunho, e sabem que, segundo a seita mais rigorosa da nossa religião, vivi como fariseu.
    E agora estou aqui para ser julgado por causa da esperança na promessa feita por Deus a nossos pais;
    à qual as nossas doze tribos, servindo a Deus fervorosamente noite e dia, esperam chegar. Por causa desta esperança, ó rei, sou acusado pelos judeus!
    Por que se julga entre vós coisa incrível que Deus ressuscite os mortos?

    Na verdade, eu pensava comigo mesmo que devia fazer muitas coisas contra o nome de Jesus, o Nazareno.
    E assim procedi em Jerusalém: havendo recebido autoridade dos principais sacerdotes, encerrei muitos dos santos nas prisões; e, quando eram mortos, eu dava o meu voto contra eles.
    E, castigando-os muitas vezes por todas as sinagogas, procurava obrigá-los a blasfemar; e, enfurecido sobremaneira contra eles, os perseguia até nas cidades estrangeiras.

    Com este propósito, indo eu a Damasco com autoridade e comissão dos principais sacerdotes,
    ao meio-dia, ó rei, vi no caminho uma luz do céu, mais resplandecente que o sol, brilhando ao meu redor e ao redor dos que viajavam comigo.
    E, caindo todos nós por terra, ouvi uma voz que me dizia em língua hebraica: Saulo, Saulo, por que Me persegues? Dura coisa te é recalcitrar contra o aguilhão.
    E eu disse: Quem és Tu, Senhor? E o Senhor disse: Eu sou Jesus, a Quem tu persegues.
    Mas levanta-te e põe-te em pé: porque para isto te apareci, para te constituir ministro e testemunha tanto das coisas em que Me viste como daquelas em que te aparecerei.

    Livrando-te do povo e dos gentios, aos quais te envio,
    para lhes abrires os olhos, a fim de que se convertam das trevas à luz e do poder de Satanás a Deus, para que recebam remissão dos pecados e herança entre os que são santificados pela fé em Mim.
    Pelo que, ó rei Agripa, não fui desobediente à visão celestial;
    antes, anunciei primeiramente aos de Damasco e em Jerusalém, por toda a região da Judeia e também aos gentios, que se arrependessem e se convertessem a Deus, praticando obras dignas de arrependimento.

    Oração inicial

    Querido Senhor, com corações agradecidos nos reunimos em Teu nome, o nome que está acima de todo nome. Diante desse nome, todo joelho se dobrará, e toda língua confessará que Jesus é o Senhor.

    Senhor, nossos corações estão abertos a Ti. Pedimos que nesta noite nos concedas o espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento de Deus. Como Te louvamos e agradecemos porque é do Teu agrado revelar Teu Filho em nós.

    Por isso, Senhor, nesta noite olhamos para Ti. Pedimos que Teu Espírito Santo abra a Tua Palavra para nós e, por meio dela, fale pessoalmente a cada um de nós. Tira-nos de tudo o que não procede de Ti e leva-nos para aquilo que procede de Ti.

    Senhor, queremos conhecer-Te. Conhecer-Te é a vida eterna. Entregamos este tempo em Tuas mãos, confiando que realizarás a Tua obra. Em nome de nosso querido Senhor Jesus Cristo. Amém.

    A recuperação dos poços de água viva

    Como mencionamos ontem pela manhã, nesta ocasião nos reunimos aqui não apenas para ouvir alguma coisa. Estamos aqui juntos para cavar.

    Estamos aqui para tornar a cavar os poços de água viva que nossos pais cavaram em seus dias. Mas, infelizmente, os filisteus vieram e os encheram de terra. Agora, portanto, é a nossa vez. Se queremos ter água viva, precisamos cavar.

    Não podemos simplesmente ficar acomodados, ouvindo o que as pessoas dizem. Vocês não encontrarão água viva dessa maneira. É nossa responsabilidade e nosso dever vir para cavar.

    Vimos no poder do Espírito Santo para retirar a terra com que nossa carne encheu os poços, para remover tudo o que possa impedir que a água viva jorre.

    Estamos aqui para cavar o poço da visão. Deus deu aos nossos antepassados a visão celestial, mas, de alguma maneira, nossa carne a encheu de terra. Por isso estamos aqui, com a ajuda do Espírito Santo, sob Sua ação de convencimento e Seu poder, para remover toda essa terra que está sobre nós, a fim de que a água viva volte a jorrar.

    Nosso querido irmão Dana nos ajudou a cavar o poço do modelo mostrado a Moisés no monte. Agora, lembrem-se: ele está apenas ajudando vocês a cavar. Vocês precisam cavar com ele. Não estão aqui apenas para ouvir nosso irmão; estão aqui para trabalhar junto com ele, sob a direção do Espírito Santo, para cavar o poço do modelo mostrado a Moisés no monte.

    Deus deu esse modelo; ele está registrado. Mas, irmãos e irmãs, se não cavarmos, não o veremos. Não desfrutaremos daquilo que ele nos proporciona.

    Nosso querido irmão John Inglis está nos ajudando a cavar o poço do desejo de Davi pela casa de Deus. Da mesma forma, irmãos e irmãs, ele está ajudando vocês a cavar, mas vocês precisam cavar junto com ele. Caso contrário, não conseguirão alcançar o desejo de Davi pela casa. Não conseguirão ver a casa nem ser edificados na casa de Deus.

    E o encargo que tenho é cavar junto com vocês, queridos irmãos e irmãs, o poço da visão celestial de Paulo.

    Cada um de nós terá três sessões, se o Senhor tardar. Espero que nunca terminemos nossa mensagem.

    O propósito das três sessões

    Agora, se for da vontade do Senhor, nesta noite gostaríamos de recorrer à Palavra de Deus e examinar a vida de Paulo antes e depois de ele ter visto a visão celestial.

    Queremos ver um contraste, uma mudança completa em sua vida e em seu ministério. E não se trata apenas de ver o que aconteceu com Paulo há cerca de dois mil anos. Ele é um espelho para cada um de nós.

    Esse espelho é tão nítido que, se vocês olharem para ele, verão a si mesmos. O que Deus pôde fazer naquele homem, o mesmo Deus pode fazer em nossa vida. Ele pode nos transformar completamente.

    Se Deus quiser, na segunda sessão entraremos no assunto da visão celestial. Queremos saber o que está contido nessa visão. Qual é a interpretação do Espírito Santo acerca dessa visão, para que possamos fazer parte dela?

    E, por fim, se Deus quiser, gostaríamos de compartilhar como essa visão pode se transformar em nossa vocação. O apóstolo Paulo disse:

    Não fui desobediente à visão celestial.

    Para ele, era mais do que uma visão. Para ele, aquela visão havia se tornado sua vocação.

    Queremos ver e compreender como isso acontece, para que aconteça com cada um de nós.

    A vida de Paulo antes de sua conversão

    Nesta noite gostaríamos de rever juntos a vida de Paulo. Agradecemos a Deus porque, na Palavra de Deus, recebemos muitas informações sobre o apóstolo Paulo antes e depois de sua conversão.

    Se vocês lerem o livro de Atos, encontrarão essas informações. Se lerem as próprias epístolas de Paulo, também as encontrarão, porque ele compartilhou conosco sua vida, tanto antes como depois. É isso, portanto, que faremos nesta noite.

    A primeira menção a Paulo — na verdade, naquela época ele se chamava Saulo; esse era seu nome judaico — está em Atos 7:58. Ele recebeu o nome do primeiro rei da nação de Israel.

    Ali, Estêvão foi levado perante o Sinédrio, o tribunal mais elevado do judaísmo. Ele foi acusado falsamente. Em Atos 7, vemos que, enquanto estava diante daquele conselho, as pessoas olhavam para ele, e seu rosto parecia o de um anjo.

    Em sua defesa, Estêvão lhes relatou a história de Israel: como Deus apareceu a seu antepassado Abraão, como Deus chamou Abraão, como Deus usou Moisés para libertá-los do Egito e como Moisés profetizou que um dia Deus levantaria dentre seus irmãos Alguém a Cujas palavras deveriam dar ouvidos, ou pereceriam.

    Ele lhes relatou a história dos filhos de Israel, inclusive quando Deus os conduzia pelo deserto e lhes dava o modelo no monte, o tabernáculo. Exteriormente, carregavam o tabernáculo de Deus em suas jornadas pelo deserto, mas, na realidade, carregavam as tendas dos ídolos. Eram um povo de dura cerviz.

    Seus pais mataram os profetas que Deus lhes havia enviado, e eles eram iguais. Deus não habitava em lugares feitos por mãos humanas, porque nem os céus e a terra são suficientes para contê-Lo.

    Enquanto Estêvão testemunhava, seu rosto era como o de um anjo, mas as pessoas não conseguiam suportar aquilo. Taparam os ouvidos com as mãos. Não queriam ouvir, porque sua consciência estava sendo ferida. Sabiam que era verdade, mas eram muito teimosos e de dura cerviz.

    Arrastaram Estêvão para fora da cidade e ali o apedrejaram até a morte. Enquanto faziam isso, as testemunhas que apedrejavam Estêvão colocaram suas vestes aos pés de um jovem chamado Saulo.

    Enquanto o apedrejavam, Estêvão disse: “Vejo os céus abertos e o Filho do Homem em pé ali”. Antes de morrer, disse: “Senhor, recebe meu espírito. Perdoa-lhes. Perdoa aqueles que me apedrejam até a morte”. O jovem Saulo estava ali, presenciando tudo isso.

    No entanto, em Atos 8:1 está registrado que Saulo consentia na morte de Estêvão. Começou uma perseguição em Jerusalém, e, quando ela veio, seu líder era esse jovem.

    Em Atos 9:1, Saulo ainda respirava ameaças e morte contra os discípulos do Senhor Jesus. Entrava nas casas, arrastava homens e mulheres para fora e os lançava na prisão. Quando eram condenados à morte, ele dava seu voto.

    Quem era esse jovem? Gostaríamos de conhecê-lo. Quem era ele?

    A formação judaica, grega e romana de Saulo

    Anos depois, após ter encontrado o Senhor ressurreto no caminho de Damasco, após ter sido obediente à visão celestial e servido fielmente ao Senhor durante muitos anos, ele foi preso na última vez em que foi a Jerusalém.

    Os judeus em Jerusalém queriam matá-lo, mas o comandante romano o resgatou. A multidão o apertava de tal maneira que os soldados levantaram Paulo e tentaram levá-lo para a fortaleza.

    Antes de entrar na fortaleza, ele perguntou ao oficial romano, Cláudio Lísias: “Posso falar ao meu povo?”. Falou em grego. Lísias ficou surpreso e lhe deu permissão. Então, ali, na escadaria da fortaleza, Paulo se voltou para a multidão.

    Falou com eles em língua hebraica e, quando ouviram a língua hebraica, ficaram em silêncio. Agora, ouçam o que ele disse sobre si mesmo:

    Irmãos e pais, ouvi agora a minha defesa perante vós.
    Eu sou judeu, nascido em Tarso da Cilícia, mas criado nesta cidade, aos pés de Gamaliel, instruído segundo o rigor da lei de nossos pais, sendo zeloso para com Deus, assim como todos vós o sois hoje;
    e persegui este Caminho até a morte, prendendo e entregando às prisões tanto homens como mulheres.
    Disto também me são testemunhas o sumo sacerdote e todo o conselho dos anciãos.

    Esse era aquele jovem. Era judeu, mas havia nascido em Tarso da Cilícia. Sabemos que Tarso da Cilícia era uma cidade gentia. Em outras palavras, embora fosse judeu, nasceu fora da Palestina, a terra prometida.

    Ele era um dos judeus dispersos entre as outras nações, mas nasceu em uma família judaica. Era judeu de nascimento. Contudo, por ter nascido em uma cidade gentia, recebeu a cultura grega, que era a cultura do mundo naquela época.

    Tarso também era uma cidade romana. Não sabemos exatamente como, mas alguns dizem que talvez seu pai fosse um comerciante rico que havia obtido a cidadania romana contribuindo financeiramente com o governo romano. Assim, quando esse jovem nasceu, já era cidadão romano.

    Portanto, queridos irmãos e irmãs, vemos que esse jovem era produto das três culturas daquela época. Era judeu e recebeu a religião judaica, a mais pura e a melhor de todas as religiões.

    Até mesmo muitos gentios, naqueles dias, admiravam a pureza da religião judaica. Frequentavam as sinagogas, e alguns se tornavam prosélitos, plenamente convertidos ao judaísmo. O apóstolo Paulo recebeu tudo o que a religião judaica podia lhe oferecer.

    Ao mesmo tempo, a cultura do mundo era grega, e ele foi criado sob essa cultura. Falava grego. Conhecia os escritos dos filósofos e dos poetas.

    Politicamente, o mundo era romano. Os romanos governavam o mundo naquela época, e ele nasceu romano. Tinha todos os privilégios de um cidadão romano.

    Assim, vemos que esse jovem era produto das melhores culturas do mundo. Seja no aspecto religioso, filosófico ou político, ele tinha o melhor que o mundo podia oferecer naquela época.

    A linhagem religiosa de Saulo

    Em Filipenses 3, Paulo nos deu seu próprio testemunho. Ele disse:

    Circuncidado ao oitavo dia.

    Agora, irmãos e irmãs, talvez não achemos isso muito importante, mas, para os judeus, era importantíssimo. Em Gênesis 17, quando Abraão tinha noventa e nove anos, Deus lhe apareceu, fez uma aliança com ele e deu a circuncisão como sinal dessa aliança.

    Todo menino nascido em uma família judaica devia ser circuncidado ao oitavo dia, para mostrar que pertencia à comunidade de Israel e podia desfrutar da aliança de Deus com Abraão. Ele seria considerado parte do povo escolhido de Deus.

    É claro que, ao lerem Gênesis 17, vocês verão que, depois de Deus dar essa ordem a Abraão, ele foi circuncidado aos noventa e nove anos. Circuncidou também seu filho Ismael, que tinha treze anos, nascido de Agar, nascido segundo a carne.

    Mas, quando chegou o filho da promessa, Isaque, ele foi circuncidado ao oitavo dia. Portanto, irmãos e irmãs, vemos que, para Paulo, antes de encontrar o Senhor no caminho de Damasco, essa era sua credencial. Essa era sua linhagem.

    Isso era importante para ele. Era seu tesouro, porque provava que era um dos escolhidos de Deus, pertencente ao povo da aliança. Tinha direito à aliança e às promessas de Deus.

    Ele era da linhagem de Israel. Isso é importante. Por quê? Porque Isaque teve dois filhos, Esaú e Jacó. Esaú era o primogênito, mas desprezou o direito de primogenitura. Vendeu esse direito a seu irmão mais novo, Jacó.

    Perdeu a bênção do primogênito. Embora Jacó tenha enganado seu pai e roubado de seu irmão a bênção da primogenitura, Deus não aprovou o que ele fez. Mas Deus olhou para seu coração. Seu coração desejava a bênção espiritual.

    Por causa do que fez, Jacó teve de viver longe de casa. Contudo, foi a ele que coube o direito de primogenitura, e foi ele quem herdou as promessas da aliança de Deus. Por isso, esse jovem disse: “Sou da linhagem de Israel. Não sou de Esaú; sou de Jacó”.

    Mais do que isso, ele disse: “Sou da tribo de Benjamim”. Por que Benjamim era tão importante? Dos doze filhos de Jacó, Benjamim foi o único que nasceu na terra prometida. Todos os outros onze nasceram fora da terra prometida.

    Quando a nação se dividiu, as dez tribos se afastaram, mas Benjamim permaneceu com Judá. E o primeiro rei da nação de Israel era benjamita, outro Saul. Portanto, isso era importante: tudo muito ortodoxo, muito exato.

    Além disso, em Filipenses 3 ele se descreveu como:

    Hebreu de hebreus.

    O que isso significa?

    Ele não apenas nasceu de hebreus; era judeu. Abraão foi o primeiro hebreu, aquele que atravessou o rio e entrou na terra prometida. Portanto, os judeus eram hebreus, e Paulo nasceu de pais hebreus. Mas ele disse: “Sou hebreu de hebreus”.

    Segundo nos dizem, isso significa que naquela família se falava a língua hebraica. Naquela época, os judeus nascidos fora da terra prometida eram chamados de judeus helenistas. Estavam sob a influência da cultura grega e, até mesmo em suas famílias, começaram a falar grego em vez da língua hebraica pura.

    Mas, naquela família, preservavam fielmente a antiga tradição. Ainda usavam a língua hebraica em casa. É por isso que ele disse: “Sou hebreu de hebreus”.

    Tudo isso constituía sua linhagem — algo de que se orgulhava e que prezava muito, porque significava muito para ele.

    A educação de Saulo e seu zelo farisaico

    Mas isso não é tudo. Se continuarem a ler sua história e examinarem sua criação e educação, verão que, nas famílias hebraicas, as crianças eram instruídas desde os primeiros anos, primeiro pelos pais e depois nas escolas das sinagogas da cidade.

    Esse jovem foi enviado a Jerusalém, talvez quando passou por seu bar mitzvá, aos doze ou treze anos, quando se tornou um filho da lei e membro pleno da sinagoga. Foi enviado a Jerusalém para ser instruído e educado aos pés de Gamaliel.

    Gamaliel era neto de Hilel, e Hilel era um dos dois maiores rabinos daqueles dias. Esse jovem recebeu sua educação sob a orientação de Gamaliel.

    Foi educado segundo a seita mais rigorosa do judaísmo, segundo a lei dos pais. Foi preparado para ser fariseu.

    Hoje, por lermos o Novo Testamento, temos uma opinião muito desfavorável dos fariseus. Nosso Senhor Jesus disse:

    Ai de vós, fariseus, hipócritas.

    Mas, naquela época, os fariseus eram muito respeitados entre o povo judeu.

    Segundo nos dizem, nunca houve mais de cerca de seis mil fariseus. Eram muito rigorosos. Eram pessoas instruídas na observância exata da lei, de acordo com as melhores tradições de seus pais.

    Não apenas estudavam a lei; eles a guardavam. Guardavam a lei ao pé da letra — indo além do que o Senhor havia exigido — porque observavam todas as tradições dos pais.

    Deus lhes deu uma lei viva, mas, ao longo dos anos, surgiam grandes mestres entre o povo judeu que procuravam explicar e interpretar a lei de Deus, aplicar a lei de Deus.

    Por exemplo, Deus disse: “Guarda o sábado. Nesse dia não farás nenhum trabalho; não trabalharás”. Então as pessoas perguntavam: “O que Tu queres dizer com trabalho?”. Os mestres respondiam: “Você pode fazer isto no sábado, mas, se fizer aquilo, isso é trabalho”.

    Mesmo no sábado, quando você está com fome e passa por um campo de trigo, pode colher as espigas e comê-las, mas não pode esfregá-las. Se as esfregar, isso é trabalho. No sábado, você pode caminhar certa distância, mas não pode ir além dela.

    Dizem-me que, até hoje, os judeus ortodoxos, no sábado, nem sequer apertam o botão de um elevador, porque isso é trabalho.

    Assim, esse jovem foi instruído segundo a mais rigorosa observância da lei dos pais: era fariseu. Quando deu seu testemunho, disse:

    Vivi como fariseu.

    Muitos fariseus não viviam como fariseus; eram hipócritas. Mas ele era autêntico. Esse jovem levava aquilo a sério.

    Ele vivia como fariseu. Era fariseu de fariseus. Essa foi sua formação.

    Vejam suas realizações. Ele disse que estava mais adiantado do que seus contemporâneos. Era zeloso para com Deus, a ponto de considerar a perseguição à igreja, aos discípulos do Senhor Jesus, um serviço a Deus.

    Dedicava-se inteiramente a esse serviço, pensando estar servindo a Deus: entrando nas casas, odiando homens e mulheres, lançando-os na prisão, indo às sinagogas, encontrando seguidores de Jesus e obrigando-os a blasfemar.

    Dava seu voto quando muitos eram condenados à morte. O tempo todo, pensava estar servindo a Deus.

    Vejam sua missão. Ele não perseguia apenas os que estavam em Jerusalém e nas cidades da terra prometida. Isso não lhe bastava. Chegou a obter documentos dos principais sacerdotes, autorização para ir às cidades gentias, caçar os do Caminho, trazê-los a Jerusalém, condená-los e puni-los.

    Queridos irmãos e irmãs, esse era o jovem Saulo.

    Muitos jovens buscam as coisas deste mundo — dinheiro, posição e outras coisas —, mas não esse jovem. Ele era diferente. Seu coração estava voltado para a moralidade, a ética, a religião e a piedade.

    Era um jovem extraordinário. No que diz respeito a este mundo, provavelmente seria difícil encontrar alguém como ele. Aos olhos do mundo, era um exemplo.

    Vejam esse jovem: tão moral, tão piedoso, tão religioso, tão puro, tão zeloso pelas tradições dos pais. Esse era o jovem.

    O encontro no caminho de Damasco

    Um dia ele obteve documentos do sumo sacerdote para ir às cidades gentias e procurar aquelas pessoas do Caminho de Jesus Cristo. Tinha seguidores; era o líder deles. E começou sua viagem para Damasco.

    Estava quase chegando à cidade. Seu coração estava decidido. Sabem, a corda do amor de Deus é longa. Deus permite que uma pessoa vá o mais longe possível.

    Deus permitiu que Saulo chegasse quase à cidade, e então o fez parar. Isso não é maravilhoso? Quantas vezes Deus faz o mesmo conosco.

    Era meio-dia. De repente, surgiu uma luz mais forte do que o sol do meio-dia. Ela brilhou sobre esse jovem e seus seguidores, e tinha tamanho poder que os lançou por terra.

    Depois de caírem por terra, Saulo ouviu a voz. Os outros ouviram o som, mas não ouviram a voz, porque aquela voz se dirigia diretamente a esse jovem.

    A voz disse: “Saulo, Saulo, por que Me persegues? Sabes que te é duro recalcitrar contra os aguilhões?”.

    Irmãos e irmãs, ele era um homem que causava tanto dano a Cristo. Seu desejo era apagar o nome do Senhor Jesus. Segundo as melhores tradições dos pais, consideravam Jesus um impostor. Seu nome devia ser apagado.

    Em seu zelo, era isso que pretendia fazer como serviço a Deus: um jovem cheio das tradições dos pais, um jovem que vivia, andava e trabalhava de acordo com as melhores tradições daquela época, mas um jovem em completas trevas. E ele não sabia disso.

    “Saulo, Saulo, por que Me persegues?” Creio que não era uma voz irada. O Senhor teria motivos para estar irado com ele. Havia causado tanto dano ao nome do Senhor, manifestado tanto ódio sem razão.

    Contudo, creio que não era uma voz irada. Era uma voz mansa, ferida, mas amorosa: “Saulo, Saulo”.

    Esse jovem, apesar de sua criação e educação, sabia a respeito de Deus, mas não conhecia Deus. Havia ouvido o nome de Deus, mas nunca O tinha visto. Esse era o problema.

    Ele não O conhecia. “Quem és Tu, Senhor?” Mas o Senhor o conhecia, pois o Senhor sabia seu nome.

    Mais tarde, esse jovem testemunhou: “Mesmo quando eu estava no ventre de minha mãe, Deus me havia escolhido”. Depois escreveu: “Mesmo antes da fundação do mundo, Deus me escolheu em Cristo Jesus”. Mas, naquela ocasião, ele não sabia disso.

    Deus o conhecia o tempo todo. O Senhor conhecia seu assentar e seu levantar. Deus conhecia cada pensamento seu; Deus conhecia cada ação sua. Como o Senhor Jesus foi paciente, permitindo que ele fosse o mais longe possível — até aqui, e não mais adiante.

    Mais tarde ele testemunhou: “Fiz isso ignorantemente, na incredulidade. Eu era blasfemo, perseguidor. Mas a graça de Deus, Seu amor, me alcançou”. Isso não é verdade para cada um de nós?

    A resistência aos aguilhões

    “Saulo, Saulo, por que Me persegues? Sabes que é duro recalcitrar contra os aguilhões?” “Senhor, Quem és Tu?”

    Enquanto estava prostrado no chão, atingido por aquela luz, ele sabia que não era páreo para a Pessoa que falava com ele.

    Até então, em sua vida de jovem, nunca havia encontrado alguém à sua altura. Era senhor de sua própria vida. Dominava outras pessoas; era um líder nato. Mas agora encontrou Alguém que o superava.

    Não O conhecia, mas sabia: “Tu és o Senhor. Tu estás acima de mim”.

    Creio que Saulo compreendeu imediatamente o que significava recalcitrar contra os aguilhões, embora nós talvez não compreendamos. Antigamente, quando um agricultor lavrava um campo com um arado, usava um boi, um cavalo ou uma mula.

    Colocava o jugo sobre o pescoço do animal e o prendia ao arado. Com uma mão guiava o arado; na outra segurava um instrumento pontiagudo chamado aguilhão.

    Enquanto lavrava, o animal tinha sua própria vontade. O agricultor queria seguir em linha reta, mas o animal, ao perceber alguma coisa à esquerda ou à direita, começava a se desviar.

    O animal se esquecia de que tinha um dono. Pensava que era seu próprio dono e podia fazer o que quisesse. Então o agricultor usava aquele instrumento pontiagudo e tocava a perna do animal.

    Não perfurava a perna, é claro que não. Apenas a tocava suavemente, lembrando o animal: “Não se esqueça: você tem um dono”.

    Infelizmente, o animal podia ser tão obstinado que dava um coice e se feria. O agricultor nunca quis machucá-lo, mas ele se machucava porque dava coices.

    Depois de dar repetidos coices, aprendia a lição. Percebia que não pertencia a si mesmo. Percebia que tinha um dono e que esse dono tinha um propósito para sua vida. Então se tornava obediente e seguia humildemente a direção do dono.

    É duro recalcitrar contra os aguilhões.

    Esse jovem resistiu repetidas vezes. Tinha uma vontade tão forte. Creio que, no apedrejamento de Estêvão, embora fosse moral e íntegro segundo a justiça da lei e irrepreensível aos próprios olhos, ele ainda tinha uma consciência.

    Enquanto guardava as vestes daqueles que apedrejavam Estêvão, olhava para o rosto dele. Pergunto-me, irmãos e irmãs, se antes daquela ocasião, nas sinagogas das cidades gentias, ele havia discutido muitas vezes com Estêvão.

    Certamente, ele concordou com a morte de Estêvão. Contudo, deve ter olhado para o rosto de Estêvão e visto o rosto de um anjo. Um fariseu acreditava em anjos. Como aquele homem, a quem chamavam de blasfemo, podia ter o rosto de um anjo?

    Quando Estêvão disse: “Vejo os céus abertos e o Filho do Homem em pé”, foi como se nosso Senhor Jesus tivesse Se levantado de Seu assento para receber o primeiro mártir da igreja. Saulo ouviu isso.

    Ouviu as últimas palavras de Estêvão:

    Não lhes imputes este pecado.

    Sua consciência deve ter sido ferida, mas ele resistiu. Tentou silenciar sua consciência, mas continuou a respirar ameaças e morte.

    Quando via homens e mulheres serem mortos, quando observava esses mártires, sua consciência era ferida. Mas a tradição era muito forte.

    É isso que a tradição faz. Ela pode ser tão forte que, mesmo quando sua consciência é tocada repetidas vezes, ainda há resistência.

    Somente o Senhor — a manifestação do Senhor — pode nos libertar das tradições dos pais.

    Todos estamos presos à tradição, àquilo que ouvimos de geração em geração. Tomamos essa porção de verdade, vivemos de acordo com ela e provavelmente estamos dispostos a morrer por ela. No entanto, estamos cegos, em completas trevas, sem saber onde estamos.

    “Saulo, por que Me persegues? É duro recalcitrar contra os aguilhões.” Isso basta? Deveria bastar. Humilhe-se sob a poderosa mão de Deus. Arrependa-se.

    Que voz! Ela quebrantou o coração de Saulo.

    Ele disse: “Senhor, o que queres que eu faça?”. Era uma pergunta que nunca havia feito a ninguém. Era senhor de sua própria vida. Sabia o que fazer.

    Mas, quando encontrou o Senhor no caminho de Damasco, seu coração se derreteu diante da longanimidade de Deus. Ele se rendeu. Capit ulou. Disse: “Senhor, Tu és o Mestre. De agora em diante, Tu me dirás o que fazer”.

    O Senhor disse: “Levanta-te. Entra na cidade, e ali te será dito o que quero que faças”.

    Ele se levantou, mas já não conseguia enxergar. Seus olhos naturais foram cegados por aquela luz. Mas, graças a Deus, seus olhos interiores foram abertos.

    Mais tarde, em Gálatas 1, ele testemunhou que aprouve a Deus revelar Seu Filho nele. Ele O viu. Ouviu a voz do Justo. Chegou a ver o Justo e, mais do que isso, aprouve a Deus revelar Seu Filho nele.

    A revelação de Jesus Cristo

    Sabem, irmãos e irmãs, se o Pai celestial não nos revelar Seu Filho, nunca conheceremos o Senhor Jesus.

    Quando Simão Pedro confessou ao Senhor:

    Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.

    Nosso Senhor Jesus disse:

    Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas: porque não foi carne e sangue que to revelou, mas Meu Pai, que está nos céus.

    Carne e sangue só podem lhes mostrar que Jesus é um grande mestre ou um grande profeta, mas nada além disso. É o Pai celestial Quem O revela a vocês.

    Queridos irmãos e irmãs, isso não é verdade para cada um de nós? Podemos ter sido criados em uma família cristã. Podemos ter ouvido o evangelho. Podemos até aceitar intelectualmente Jesus como o Salvador do mundo.

    Contudo, isso pode continuar sendo algo exterior a nós. Somente quando, um dia, agrada a Deus abrir nossos olhos interiores é que vemos Jesus Cristo, e Este crucificado.

    Quando isso acontece, você é transformado. Já não é Saulo, o fariseu; dali em diante, é Paulo, o apóstolo.

    Paulo significa “pequeno”. Antes de conhecermos o Senhor, éramos grandes aos olhos das pessoas. Mas, quando encontramos o Senhor, nos tornamos pequenos.

    Portanto, queridos irmãos e irmãs, queremos ver na vida desse jovem um reflexo de nós mesmos.

    Testemunho pessoal: a incapacidade da tradição para salvar

    Talvez não sejamos tão inteligentes quanto esse jovem. Talvez não sejamos tão capazes, com todas essas credenciais. Ainda assim, não há ninguém que não se glorie em sua própria carne.

    Nasci chinês. Fui educado na cultura chinesa. Ao mesmo tempo, recebi uma educação cristã. Desde a juventude, desde a infância, fui criado em escolas missionárias. Conhecia as histórias bíblicas.

    Meu pai era pastor. Amava o Senhor e pagou um preço quando creu no Senhor. Foi quase expulso de nossa grande família.

    Tínhamos um culto doméstico todas as noites. Meu pai reunia todos os filhos, nós sete, na sala de estar. Lia na Bíblia grande, e todos nos ajoelhávamos enquanto ele nos conduzia em oração.

    Fui batizado. Pensava que era cristão.

    Cria na Palavra de Deus. Eu a lia. Orava. Sabia como orar. Ia à igreja.

    O único dia em que eu não ousava ir ao cinema era o domingo. Tinha de guardar o domingo, mas podia jogar basquete. Não ousava estudar no domingo, embora sempre tivesse medo de uma prova na segunda-feira.

    Eu era fariseu. Cria que Jesus é o Salvador do mundo, mas era bom demais para precisar que Ele me salvasse.

    Mas, graças a Deus, Ele me deixou ir tão longe quanto eu podia. Ainda jovem, levou-me à beira da morte. Clamei a Ele: “Sei a Teu respeito, mas não Te conheço. Sou jovem demais para morrer. Quero viver”. E Ele me ouviu.

    Daquele dia em diante, surgiu em mim um desejo natural. Isso se devia à minha criação e à minha educação religiosa. Disse a Deus: “Se me devolveres a vida, quero fazer alguma coisa para Te retribuir”.

    Eu tinha quatorze anos naquela época. Comecei, junto com outros, a organizar reuniões cristãs em nossas escolas. Dirigia reuniões de oração.

    Tentava contar às pessoas como Deus respondia às orações, mas tinha pouca experiência. Então esperava até poder entrar no escritório de meu pai, pegava um livro sobre oração, traduzia-o para o chinês, decorava-o e contava as histórias.

    Pedia que todos se ajoelhassem para orar. Meus colegas não oravam. As pessoas começavam a rir, e eu as repreendia.

    Eu pregava, mas não tinha mensagem. Ia ao escritório de meu pai, onde ele tinha muitos bons livros. Pegava um livro de sermões de um grande pregador deste país, J. H. Jowett. Escolhia um tema, traduzia, decorava e pregava.

    Depois de pregar, eu me sentia bem. Mas a única coisa ruim era que ninguém me elogiava.

    Eu queria retribuir a Ele. Como fui tolo! Tradição. Eu não O conhecia.

    Mas, graças a Deus, foi enquanto eu tentava servi-Lo à minha maneira, retribuir a Ele como se pudesse fazê-lo, que o Espírito Santo começou a me convencer de meus pecados.

    Sentia um peso enorme por causa de meus pecados. Quando estava sozinho, chorava. Eu O via. Sabia que Ele era o Salvador, mas não conseguia alcançá-Lo.

    Durante um ano inteiro, busquei-O. Onde quer que houvesse reuniões de avivamento em minha cidade, Xangai, eu ia. Vieram grandes pregadores de todo o mundo. Ouvi Paul Rader e outros grandes homens. Ficava comovido. Ia à frente, ao altar. Chorava. Mas nada acontecia.

    Isso continuou por um ano inteiro, até que, um dia, em 1930, fui a uma conferência porque queria ser salvo.

    Estava ali havia alguns dias, mas nada acontecia. Quando pregavam, eu já sabia tudo aquilo. Três jovens, recém-formados no Asbury College, dirigiam as reuniões. Nada de novo.

    Certa manhã, antes da reunião, eu estava em meu quarto. Não sabia se estava orando ou falando comigo mesmo. De alguma forma, estava falando com Deus.

    Disse: “Deus, quero ser salvo. Por que outras pessoas são salvas tão depressa, tão facilmente, e para mim é tão difícil? Ouvi as pessoas dizerem que alguém pode ficar endurecido de tanto ouvir o evangelho. Devo estar endurecido de tanto ouvir o evangelho”.

    “Deus, salva-me. Se não me salvares agora, adeus. Não vou mais tentar.”

    Naquela mesma tarde, o Senhor me encontrou. Ele conhecia meu coração. Não foi por causa do que ouvi, mas Ele me tocou com a Palavra em 1 João 1:9.

    Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.

    Com base nessa Palavra, ajoelhei-me diante Dele e derramei meu coração, confessando meus pecados. Disse: “Senhor, fiz a minha parte. Agora é a Tua”.

    Graças a Deus, Ele me ouviu. Ele me salvou. Levantei-me e sabia que estava salvo.

    Queridos irmãos e irmãs, a tradição não me salvou. Foi o Senhor Jesus vivo Quem me salvou.

    Graças a Deus, daquele dia em diante, apesar de toda a minha fraqueza, teimosia e falhas, Ele continua trabalhando em mim. Sou grato.

    Passo a passo, Ele abriu meus olhos para ver quanto eu estava preso às tradições dos pais.

    A letra mata, mas o Espírito vivifica.

    Oh, é Sua manifestação, Sua revelação, Sua palavra e Sua visão que me libertam. Ainda há muito que Ele precisa fazer, porque eu era muito, muito teimoso e lento para aprender.

    Mas, graças a Deus, sei de uma coisa: se vivemos pelas tradições dos pais, morremos. Mas, se vivemos pela revelação de Jesus Cristo, vivemos.

    Há uma grande diferença: vida e morte, céu e terra.

    Portanto, irmãos e irmãs, aprendamos a lição com esse jovem. Que o Senhor realmente abra nossos corações para vermos que nem mesmo as melhores tradições funcionam.

    Precisamos ser libertos da letra e conduzidos ao Espírito. Precisamos ter um encontro pessoal com o próprio Senhor. Precisamos conhecê-Lo, e não apenas saber a respeito Dele.

    E esse é o único caminho pelo qual Deus nos chamou a seguir.

    Oração final

    Querido Senhor, é do Teu agrado revelar Teu Filho em nós.

    Senhor, nosso clamor a Ti é: não ensino, não doutrina, não sistema, não forma, mas Tu. Queremos a Ti.

    Revela-Te a nós. Liberta-nos de tudo o que é morto, cego e escuro. Conduze-nos pelo caminho da vida eterna.

    Pedimos em nome de nosso Senhor Jesus. Amém.