Ministração por meio do irmão Stephen Kaung.
E te lembrarás de todo o caminho pelo qual o Senhor, teu Deus, te guiou no deserto estes quarenta anos, para te humilhar, para te provar, para saber o que estava no teu coração, se guardarias os Seus mandamentos ou não.
E Ele te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que tu não conhecias, nem teus pais conheciam; para te fazer saber que o homem não vive somente de pão, mas de tudo o que procede da boca do Senhor vive o homem.
A tua roupa não envelheceu sobre ti, nem o teu pé inchou, nestes quarenta anos.
Considerarás, pois, no teu coração que, como um homem disciplina seu filho, assim o Senhor, teu Deus, te disciplina.
E guardarás os mandamentos do Senhor, teu Deus, para andares nos Seus caminhos e para O temeres.
Ó, vinde, adoremos e prostremo-nos;
Ajoelhemo-nos diante do Senhor, nosso Criador:
Porque Ele é o nosso Deus,
E nós somos o povo do Seu pasto e as ovelhas da Sua mão.
Hoje, quem dera ouvísseis a Sua voz!
Não endureçais o vosso coração, como em Meribá,
Como no dia de Massá, no deserto;
Quando vossos pais Me tentaram,
Puseram-Me à prova e viram a Minha obra.
Durante quarenta anos estive desgostoso com aquela geração,
E disse: É um povo que erra em seu coração,
E não conhece os Meus caminhos:
Por isso, jurei na Minha ira
Que não entrariam no Meu descanso.
Porque não quero, irmãos, que ignoreis que nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem, e todos passaram pelo mar;
E todos foram batizados em Moisés, na nuvem e no mar;
E todos comeram do mesmo alimento espiritual;
E todos beberam da mesma bebida espiritual: porque bebiam de uma rocha espiritual que os acompanhava; e a rocha era Cristo.
Contudo, Deus não Se agradou da maioria deles: porque foram prostrados no deserto.
Ora, estas coisas foram exemplos para nós, a fim de que não cobicemos as coisas más, como eles também cobiçaram.
Nem sejais idólatras, como alguns deles foram; como está escrito: O povo assentou-se para comer e beber, e levantou-se para divertir-se.
Nem pratiquemos a fornicação, como alguns deles praticaram, e caíram num só dia vinte e três mil.
Nem tentemos o Senhor, como alguns deles O tentaram, e pereceram pelas serpentes.
Nem murmureis, como alguns deles murmuraram, e pereceram pelo destruidor.
Ora, estas coisas lhes aconteceram como exemplos; e foram escritas para nossa advertência, sobre quem os fins dos séculos têm chegado.
Assim, aquele que pensa estar de pé cuide para que não caia.
Não vos sobreveio tentação que não fosse humana: mas Deus é fiel, e não permitirá que sejais tentados além do que podeis suportar; antes, com a tentação, dará também o meio de escape, para que a possais suportar.
Não li as passagens das Escrituras que consideraremos juntos nesta tarde, porque são muito longas. Nesta tarde, abordaremos dez capítulos do livro de Números, do capítulo 11 ao capítulo 20. Portanto, tenham isto em mente: não temos tempo para ler esses capítulos.
Depois que Deus libertou os filhos de Israel do Egito, Ele os trouxe a Si mesmo no monte Sinai. Ali, deu-lhes as Dez Palavras, a lei.
Em outras palavras, Deus não apenas libertou o Seu povo, mas trouxe o Seu povo a Si mesmo. Ele lhes confiou o Seu testemunho. Por ter confiado o Seu testemunho a esse povo, esse povo precisava ser testado, provado e purificado.
Isso nos fala dos caminhos de Deus, e essa é a experiência dos filhos de Israel no deserto. A experiência deles no deserto estava ligada ao testemunho de Deus. Foram provados com base nisso. Deus queria levá-los à altura desse testemunho. Deus precisava trazer à luz tudo o que havia no coração deles.
Ao lermos a história do deserto, ficamos bastante abatidos, porque vemos que aquilo que foi revelado era realmente muito lamentável. Mas, queridos irmãos e irmãs, nós não conhecemos a nós mesmos.
Embora sejamos redimidos pelo precioso sangue, embora pertençamos ao Senhor, ainda assim não conhecemos a nós mesmos. Não sabemos que em nós — isto é, em nossa carne — não habita bem algum.
Esse é um conhecimento que precisamos ter, não naturalmente, mas por meio da experiência. Se não tivermos esse conhecimento, não seremos capazes de desfrutar da terra prometida. Não seremos capazes de desalojar o inimigo. Não seremos capazes de tomar posse daquilo que nos pertence.
Portanto, colocando de outra maneira: a menos que tenhamos um conhecimento real de nós mesmos, nunca seremos capazes de apreciar Cristo e nos apropriar Dele como deveríamos.
O maior problema do povo de Deus hoje é a falta de conhecimento de si mesmo. A experiência no deserto, embora seja muito dolorosa, é absolutamente essencial.
A carne em nós precisa ser exposta e tratada, corrigida e disciplinada. Caso contrário, não seremos capazes de glorificar a Deus na terra prometida.
Os filhos de Israel não conheciam a si mesmos. Quando a lei foi dada, responderam repetidamente: “Tudo o que Deus disser, faremos. Faremos tudo o que Deus disser”. E estavam sendo sinceros. Pensavam que eram capazes de fazê-lo.
Por isso, Deus os conduziu pelo deserto para humilhá-los, prová-los e revelar o que havia no coração deles — se realmente guardariam ou não os mandamentos de Deus.
Deus os conduziu por um lugar que lhes era desconhecido, onde não havia provisão, nem caminho, nem trilha. Deus, por assim dizer, os encerrou naquele deserto: por um lado, para revelar o que havia dentro deles; por outro, para levá-los a perceber que dependiam do Senhor para tudo.
Deus permitiu que seu alimento se esgotasse, para que recebessem o maná do céu. Deus lhes demonstrou que o homem não vive somente de pão, mas de toda palavra que procede da boca de Deus.
Era uma vida difícil, mas uma vida que os levaria a compreender Deus e a conhecer a si mesmos.
Irmãos e irmãs, nós conhecemos a nós mesmos? Realmente sabemos o que há dentro de nós? Conhecemos a nossa carne? Sabemos da absoluta incapacidade da nossa carne de agradar a Deus e fazer a vontade de Deus?
Embora, às vezes, concordemos com isso mentalmente, será que é real para nós? O Senhor precisa nos conduzir pelo deserto para revelar o que há dentro de nós.
Gostaríamos de permanecer escondidos. Como gostamos de criar algum tipo de fachada e nos esconder atrás dela! Como gostaríamos de apresentar uma aparência muito agradável e boa!
Ah, gostaríamos que nossa vida fosse tão tranquila que não houvesse testes, nem provações; que não fôssemos levados ao esgotamento do nosso alimento natural, da nossa força natural — ao fim de alguma coisa.
Se Deus ao menos nos desse um caminho muito fácil, uma vida muito fácil, sem nada que nos provasse, nada que nos humilhasse, nada que nos expusesse, acho que ficaríamos muito felizes.
Mas Deus sabe o que é melhor. Não tenham medo de ser conduzidos a um lugar onde a sua carne seja exposta. Não tentem se esconder, porque, se tentarmos nos esconder, Deus nunca poderá nos alcançar. Ele nunca poderá nos libertar da nossa carne. Ele nunca poderá crescer em nós.
Portanto, nos dez capítulos que gostaríamos de considerar nesta tarde, lembrem-se: por um lado, é muito desanimador; por outro, porém, é muito necessário. Trata-se da exposição da carne que há no povo de Deus.
Quando lemos esses capítulos, talvez pensemos: “Como os filhos de Israel podiam ser tão maus?”. Vamos culpá-los. Vamos pensar: “Este é o povo redimido do Senhor. Eles viram as obras poderosas do Senhor e, ainda assim, puseram Deus à prova”.
Deus os provou, e eles também provaram Deus. Foi um tempo de prova mútua. Deus os conduziu pelo deserto para prová-los, expô-los e mostrar-lhes o que realmente eram.
Mas, ao mesmo tempo, enquanto atravessavam o deserto, eles punham Deus à prova: se Deus era real, se Deus realmente os amava, se Deus realmente proveria para eles e se Deus estava no meio deles.
Dez vezes puseram Deus à prova, e Deus demonstrou ser fiel; ainda assim, eles não creram. Toda essa história era inacreditável. Mas essa história inacreditável é a nossa. Ficaremos surpresos ao descobrir que não somos melhores que os filhos de Israel.
Depois que Deus os contou e os colocou em ordem, a coluna de nuvem e de fogo começou a se mover. A arca do Senhor ia adiante deles para lhes procurar um lugar de descanso.
Pensem nisso. Embora não houvesse caminho nem estrada no deserto, a coluna de nuvem e de fogo e a arca da aliança de Deus os guiavam. Em outras palavras, o próprio Deus estava conduzindo o Seu povo pelo deserto. O próprio Deus abria o caminho. O próprio Deus procurava um lugar para eles descansarem.
Assim, caminharam durante três dias, e a arca os guiava. No entanto, depois de três dias, algo aconteceu. Houve murmuração no acampamento. Essa foi a primeira coisa: murmuração.
Evidentemente, essa murmuração veio da extremidade do acampamento, porque, mais tarde, quando Deus os disciplinou, o fogo começou na extremidade.
A murmuração foi a primeira obra manifesta da carne. Agora, por que murmuraram? Murmuraram porque não estavam contentes com os caminhos de Deus. Deus os estava conduzindo havia três dias, e provavelmente pensavam que deveriam ter descansado mais cedo. Não estavam satisfeitos com o caminho de Deus, e reclamaram e murmuraram.
Sabem, o primeiro problema na história da igreja foi a murmuração. Quando vocês leem Atos 6, descobrem que esse foi o primeiro problema que a igreja primitiva enfrentou.
Os judeus helenistas murmuraram porque houve uma falha na provisão para suas viúvas. Na igreja em Jerusalém, todos eram judeus; contudo, havia dois grupos diferentes de judeus.
Havia judeus hebreus, nascidos e criados na Palestina, e havia judeus helenistas, nascidos e criados em cidades gentílicas. Os judeus helenistas haviam recebido a influência da cultura grega, enquanto os judeus hebreus eram muito ortodoxos e muito rigorosos na observância da lei de Moisés.
Deus tirou esses judeus helenistas e esses judeus hebreus do judaísmo e os reuniu. Esses eram os grupos que constituíam a igreja em Jerusalém.
Naquele tempo, tudo era feito pelos doze apóstolos. Esses doze apóstolos realmente se matavam de trabalhar. Com todos aqueles dez mil crentes naquela época, apenas doze apóstolos faziam tudo. Faziam o chamado trabalho espiritual e também o chamado trabalho secular. Não apenas pregavam, mas também serviam às mesas.
Por mais espirituais ou capazes que fossem, é claro que não podiam fazer tudo. De algum modo, negligenciavam tanto a oração quanto a pregação da Palavra, porque precisavam servir às mesas; e também não serviam bem às mesas, porque precisavam orar e pregar a Palavra.
Assim, muito em breve, a provisão para as viúvas dos crentes judeus helenistas foi negligenciada — não intencionalmente, pois os doze apóstolos eram todos judeus hebreus. Naturalmente, conheciam melhor as condições entre os judeus hebreus. Não estavam tão familiarizados com as condições dos judeus helenistas, de modo que, naturalmente, houve uma falha.
E houve murmuração. Por que os crentes judeus helenistas não podiam simplesmente ir aos apóstolos e falar de modo aberto, franco, humilde e com amor? Certamente os apóstolos os ouviriam.
Mas, de algum modo, não queriam falar abertamente. De algum modo, a carne assumiu o controle. Não tinham confiança nos apóstolos. Suspeitavam de alguma coisa. Por não terem confiança e estarem desconfiados, não vieram falar abertamente, em amor. Falaram pelas costas. Isso é murmuração.
Irmãos e irmãs, vocês acham que a murmuração é uma coisa pequena? Há muita coisa envolvida na murmuração. Por que, como irmãos e irmãs, não podemos falar abertamente? Por que, como membros do corpo de Cristo, não podemos confiar uns nos outros? Por que não podemos falar em amor?
Como diz a Escritura:
Falando a verdade em amor.
Não discutindo, mas em amor. Há falta de confiança. Há suspeita. Por causa disso, em vez de terem comunhão abertamente e apresentarem a necessidade, as pessoas murmuram pelas costas.
A murmuração começa a crescer como as ondas do mar, e logo chega aos ouvidos dos apóstolos. Felizmente, os apóstolos ouviram a murmuração a tempo, antes que houvesse uma divisão.
Imediatamente, tomaram medidas para pôr fim à murmuração. Nessa atitude, o amor de Cristo prevaleceu. Os apóstolos reconheceram sua limitação. Não podiam fazer tudo.
Os apóstolos sugeriram que escolhessem sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo, para servir às mesas. Os judeus helenistas eram a minoria, e os judeus hebreus eram a maioria. No entanto, quando escolheram sete homens para servir às mesas, todos os sete eram judeus helenistas, com a possível exceção de um, que talvez fosse judeu hebreu.
Em outras palavras, os irmãos e irmãs se elevaram acima daquilo que a carne naturalmente sugeriria. Podiam confiar em seus irmãos, certos de que suas viúvas não seriam esquecidas. Não havia vingança. Não havia medo. Havia perfeito amor entre os irmãos e irmãs.
Esse foi o primeiro problema na igreja primitiva. Se não tivesse sido resolvido, vocês veriam, logo no início da história da igreja, o povo de Deus dividido em dois grupos segundo a cultura.
Portanto, aqui vemos que, quando começaram sua jornada, a primeira coisa que apareceu foi a murmuração — a reclamação. Irmãos e irmãs, nós reclamamos?
Há alguém que nunca tenha reclamado? Quando alguma coisa não nos convém, quando alguma coisa não nos agrada, quando não estamos contentes com a maneira como Deus nos conduz, começamos a murmurar. Murmuramos contra o homem. Murmuramos contra Deus.
Achamos que a murmuração não é nada. Não estamos tomando nenhuma atitude. Não estamos ferindo ninguém. Não estamos causando nenhum dano. Mas, irmãos e irmãs, esse é o começo. Se a murmuração não for interrompida, vocês não sabem onde ela vai terminar. É algo sério — muito sério.
Como essa murmuração contrariava o testemunho de Deus neles, Deus precisava discipliná-los. Deus havia Se comprometido com eles, e a murmuração certamente não vinha de Deus. Ela contrariava o testemunho que carregavam consigo. Traria vergonha e desonra ao nome de Deus.
O que o mundo diria ao ver o povo de Deus como um povo murmurador? Por isso, a disciplina de Deus veio sobre eles. Deus não permitiu que continuassem murmurando.
Antes de chegarem ao monte Sinai, depois que saíram do Egito, eles murmuraram repetidamente. Quando Deus os levou ao mar Vermelho e o exército de Faraó os perseguiu, imediatamente começaram a murmurar. Mas Deus abriu o mar Vermelho. Deus não os disciplinou; Deus simplesmente supriu sua necessidade.
Depois de atravessarem o mar Vermelho e cantarem o cântico de vitória, continuaram a viagem e ficaram sem água. Quando encontraram água, ela era amarga; então, murmuraram novamente, e Deus tornou a água boa.
Depois, não tinham nada para comer. O alimento que haviam trazido se esgotou, e eles murmuraram. Deus lhes deu maná e os supriu. Não houve disciplina. Deus cedeu às suas murmurações todas as vezes.
Pensavam que tinham o direito de murmurar. Bastava murmurar, e Deus cederia a eles. Então, começaram a murmurar novamente. Sabem, a murmuração pode se tornar um hábito — um hábito muito ruim.
Mas, dessa vez, quando murmuraram, Deus não cedeu. Deus não apenas deixou de ceder a eles, mas também os corrigiu. Por quê? Porque o testemunho de Deus estava com eles. Essa era a diferença.
Deus precisava vindicar a Si mesmo em Seu povo. Assim, o fogo irrompeu na extremidade do acampamento e consumiu alguns deles. Eles clamaram ao Senhor, arrependeram-se, e o fogo se apagou.
Vocês sabem que há murmuração em nós? Sabem que a murmuração é uma das obras manifestas da carne? Quando murmuramos, sabemos que isso é a carne.
Nosso Senhor Jesus não murmurou. Ele trabalhou muito em Cafarnaum, Corazim, Betsaida e em todos esses lugares, e eles se recusaram a recebê-Lo. Recusaram-se a crer Nele. Que desânimo isso deve ter causado!
Mas, em vez de murmurar, nosso Senhor Jesus olhou para o céu e disse: “Pai, Eu Te agradeço. Esta é a Tua vontade. Esta é a Tua vontade, e Eu Te agradeço”.
Se esta é a Tua vontade, isso é tudo o que importa. Não importa que eles não creiam em Mim. Não importa que Meu trabalho pareça ter sido todo em vão. Não importa, porque foi do Teu agrado revelar aos pequeninos e ocultar aos prudentes e sábios.
Irmãos e irmãs, a melhor maneira de combater a murmuração é dar graças. A vida de Cristo em nós sempre dá graças ao Pai.
Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus.
À medida que prosseguiam, encontramos o segundo incidente. Havia uma multidão mista no acampamento. Quem eram essas pessoas da multidão mista?
Quando os filhos de Israel saíram do Egito na Páscoa, pessoas que não eram israelitas saíram com eles. Não haviam comido o cordeiro pascal. Eram egípcios ou outras pessoas que viviam na terra do Egito.
Viram a mão poderosa de Deus e ouviram as promessas de Deus aos filhos de Israel. Foram atraídos por essas coisas e, por isso, saíram com eles.
Lembrem-se: eles não tinham experiência da Páscoa nem do cordeiro pascal. Colocando em termos do Novo Testamento, não conheciam a salvação do Senhor individualmente, em sua vida pessoal. Não conheciam o Senhor Jesus como seu Salvador pessoal.
Tinham ouvido falar das obras poderosas de Deus, visto as obras poderosas de Deus e ouvido as promessas de Deus. Foram atraídos pelo poder e atraídos pela promessa. Por isso, seguiram com eles.
Sempre há multidões mistas assim. Por não terem experiência de Deus, eram atraídos apenas pelo poder e pelas promessas de Deus. Portanto, essas multidões mistas se tornaram um verdadeiro problema no acampamento.
Muito em breve, começaram a cobiçar a comida do Egito. Estavam cansados do maná do céu. Cobiçavam a comida do Egito — o alho, a cebola, todas aquelas coisas de cheiro forte. Desejavam peixe e todas aquelas coisas do Egito.
Começaram a cobiçar e a chorar: “Nossa alma está seca. Estamos definhando com esse maná”. E, quando começaram a cobiçar, logo influenciaram os filhos de Israel.
Os filhos de Israel também começaram a chorar e a cobiçar. Todos saíram e se sentaram à entrada de suas tendas, chorando e desejando carne. Não é de admirar que Moisés estivesse angustiado. Eles cobiçavam a comida do Egito.
Ah, irmãos e irmãs, será que às vezes não sentimos que Cristo não nos satisfaz? Será que às vezes não sentimos que Ele não é suficiente? Será que às vezes sentimos que Ele é um pouco sem sabor, e nosso coração anseia por alguma coisa do mundo, porque parece muito saborosa?
Quando vivemos muito perto do Senhor, descobrimos que Ele é tão doce, como o mel. Descobrimos que Ele nos satisfaz plenamente. Mas, quando nossa vida com o Senhor começa a se afastar um pouco, imediatamente começamos a sentir que o Senhor não é suficiente.
“Preciso de alguma outra coisa. Preciso do mundo. Preciso de alguma coisa do mundo para satisfazer a cobiça da minha alma.”
Moisés estava muito infeliz. Foi ao Senhor e disse: “Senhor, isto é terrível. Onde posso conseguir comida para todo este povo? Por que me confias esta enorme responsabilidade? Deixa-me morrer. Não quero ver isto. Não quero ouvir o choro deles”.
Às vezes, é exatamente como acontece com os pais: quando os filhos choram e não há como suprir sua necessidade, os pais ficam tão frustrados que prefeririam morrer a ouvir ou ver aquilo. Moisés estava assim. Com dois milhões de pessoas chorando, ninguém conseguiria suportar.
Mas Deus disse: “Porventura se encurtou a Minha mão? Se querem carne, Eu lhes darei carne — não apenas por um dia, não apenas por uma semana, mas por um mês inteiro”.
Moisés disse: “Senhor, como podes fazer isso? Queres que matemos todas as ovelhas e todos os rebanhos? Mesmo que reunisses todos os peixes do mar…”. Deus disse: “Você está se esquecendo. Eu farei isso”.
Mas, como diz a Bíblia:
Deus lhes concedeu o que pediram, mas enviou magreza à sua alma.
Deus lhes deu o que queriam, mas enviou magreza à sua alma. Uma praga também veio sobre eles.
O que é cobiça? Cobiça é desejar algo além daquilo que é necessário. Isso é cobiça.
A piedade com contentamento é grande ganho.
Se desejamos algo além da nossa necessidade real, isso é cobiça. Não é errado pedir alimento:
O pão nosso de cada dia nos dá hoje.
O Senhor nos ensina a orar dessa maneira.
Mas, se queremos comer isto e aquilo, isto e aquilo, isso é cobiçar — especialmente cobiçar as coisas do mundo. Então, o amor do Pai não está em nós.
Se insistirmos, Deus cederá, mas haverá magreza na alma.
É por isso que sempre gosto do que a senhorita Margaret E. Barber disse. Ela era uma pessoa muito forte. Às vezes, Deus tinha a Sua vontade para ela, mas ela tinha a própria vontade. Havia conflito. Contudo, sua oração era sempre: “Senhor, não cedas a mim. Espera um pouco; eu acabarei cedendo a Ti”.
Irmãos e irmãs, nunca insistam. Aprendam a ceder ao Senhor, e não deixem que o Senhor ceda a vocês. Ele cederá se vocês insistirem. Assim, Deus lhes concedeu o que pediram, mas enviou magreza à sua alma. A cobiça é outra obra manifesta da carne.
Quando isso aconteceu, Moisés foi provado. Moisés se esqueceu de que Deus era capaz. Moisés tomou sobre si um peso excessivo.
Se Deus coloca vocês numa posição de liderança, vocês tendem, por um lado, a levar isso a sério demais. É claro que devem levar a sério, mas às vezes levam a sério demais, como se tudo estivesse sobre seus ombros e, sem vocês, a casa inteira desmoronasse.
Há uma tentação de ir ao outro extremo e não querer nenhuma responsabilidade. “Por que Deus me deu essa responsabilidade? Eu não pedi isso. Quero me livrar dela.” A carne em Moisés foi exposta.
A carne do povo provocou a carne de Moisés. A carne faz a carne vir à tona. Se eu estiver na carne e falar na carne, a carne de vocês também será despertada. A carne dos filhos de Israel, de algum modo, fez a carne de Moisés vir à tona.
Ele foi a Deus reclamar: “Senhor, por quê? Eu não pedi essa tarefa. Por que fizeste isso comigo? Não aguento mais. Deixa-me morrer. Não quero mais isso”.
Como Deus foi gentil com Moisés! Deus não disse: “Eu também estou cedendo em parte a isso”. Deus disse: “Está bem. Se você acha que sua responsabilidade é pesada demais, chame os setenta anciãos. Que os setenta anciãos compartilhem a responsabilidade com você, para que você não fique sozinho”.
Mas como Deus fez isso? Deus tomou do Espírito que estava sobre Moisés e O distribuiu sobre os setenta.
O que isso significa? Significa que Deus estava procurando dizer a Moisés: “Você pensava que estava carregando toda a responsabilidade. É o Meu Espírito. O Meu Espírito sobre você está assumindo toda a responsabilidade, e o Meu Espírito é suficiente para toda a obra”.
“Não aumentarei o Meu Espírito. Simplesmente tomarei do que já está sobre você e distribuirei entre os setenta.” Essa era a lição.
Moisés foi, por assim dizer, rebaixado. Deus estava dizendo a Moisés: “Não é você quem carrega a responsabilidade. É o Meu Espírito. Se você apenas confiar em Mim, o Meu Espírito é suficiente — suficiente para tudo”.
Entre os setenta anciãos, Eldade e Medade nem sequer vieram quando foram chamados para comparecer diante de Moisés. Provavelmente desprezavam Moisés. Ainda assim, o Espírito foi distribuído sobre eles também, e começaram a profetizar no acampamento.
Um jovem correu e contou a Moisés que isso havia acontecido de maneira irregular. Josué, que amava muito Moisés, disse: “Moisés, meu senhor, proíbe-os”.
Quando uma pessoa está sob disciplina, o único caminho é humilhar-se sob a poderosa mão de Deus, e Ele a exaltará no devido tempo.
Moisés sabia que estava sob disciplina. Aquilo era uma vergonha e uma desonra para ele. Havia falhado em sua carne. Sabia que Deus havia tratado com ele. Mas como ele era humilde!
Em vez de tentar se justificar ou se apegar à sua posição, disse:
Quem dera todo o povo do Senhor fosse profeta, e que o Senhor pusesse o Seu Espírito sobre eles!
Não apenas os setenta, mas todo o povo poderia receber o Seu Espírito.
Que espírito humilde ele tinha! Não é de admirar que Deus tenha dito que Moisés era o mais manso de todos os homens. Não havia ninguém mais manso que Moisés. Ele se humilhou sob a poderosa mão de Deus.
Queridos irmãos e irmãs, quando nossa carne for exposta e formos corrigidos, não lutem. Não tentem salvar as aparências. Humilhem-se sob a poderosa mão de Deus, e, no devido tempo, Ele os exaltará. Esse é o único caminho.
Mas uma coisa levou a outra. Provavelmente porque Moisés foi disciplinado e sua fraqueza foi exposta, Miriã e Arão começaram a falar contra ele.
Deus havia chamado três membros da família para posições importantes: Moisés como governante em Israel, Arão como sacerdote e sumo sacerdote de Israel, e Miriã como profetisa de Israel. Ela conduziu as mulheres no cântico de vitória. Deus usou os três membros da família, e eles trabalhavam juntos como um só.
Mas, quando viram Moisés sendo humilhado por Deus, algo aconteceu. Miriã e Arão começaram a julgar Moisés porque ele havia se casado com uma mulher cuxita.
Historicamente, a esposa de Moisés era midianita, não cuxita. Não sabemos se a esposa de Moisés havia morrido e ele se casara com uma mulher cuxita, ou se ainda se tratava de Zípora, e Miriã e Arão estavam simplesmente usando um apelido porque não estavam contentes com ela. Não sabemos.
Mas vemos que, exteriormente, durante muito tempo, a irmã e os dois irmãos pareciam trabalhar muito bem juntos. Contudo, interiormente, alguma coisa estava acontecendo.
Miriã, a irmã mais velha de Moisés, era uma mulher muito forte. Mesmo quando Moisés era um bebê, foi ela quem ficou observando o pequeno cesto em que ele havia sido colocado no rio. Ela teve coragem de correr até a filha de Faraó e fazer uma sugestão.
Era uma mulher extraordinária, uma mulher forte. Salvou a vida de Moisés. Amava muito seu irmão. Mas Zípora também era uma mulher forte.
Como sabemos disso? Vocês se lembram de quando Moisés foi chamado por Deus, e ele, Zípora e seus dois filhos estavam voltando ao Egito para libertar os filhos de Israel. No caminho, o anjo do Senhor encontrou Moisés e procurou matá-lo.
Quando Zípora viu isso, imediatamente tomou uma faca e circuncidou seus dois filhos. Moisés precisou mandá-la de volta.
Moisés era levita, e, segundo a aliança que Deus fez com os filhos de Israel, todo menino precisava ser circuncidado ao oitavo dia. Evidentemente, Moisés queria circuncidar seus dois filhos quando nasceram, mas Zípora, por não ser israelita, se opôs a isso.
Ela era uma mulher tão forte que impôs sua vontade a Moisés. Moisés não conseguiu fazê-lo. Seus dois filhos não foram circuncidados. Agora Deus chamava Moisés para realizar a obra de libertação, mas sua família não estava em ordem diante de Deus.
Em outras palavras, vocês precisam colocar sua casa em ordem antes que Deus possa usá-los. Zípora percebeu isso imediatamente e imediatamente o fez. Mas, por causa disso, foi mandada de volta. Mais tarde, voltou, já no deserto, depois que os filhos de Israel haviam saído.
Portanto, vemos que Zípora também era uma mulher muito forte. A irmã mais velha amava muito o irmão mais novo, e a esposa amava muito o marido. Duas mulheres na mesma casa — deve ter havido conflito o tempo todo. Cada uma queria ter Moisés para si.
Mas isso estava escondido. Agora a fraqueza de Moisés foi exposta, e Miriã levantou a cabeça. Levou Arão consigo para criticar Moisés. “Deus não falou também por meio de nós? Você acha que é superior a nós? Você está acabado. É melhor deixar seu lugar e permitir que nós assumamos.”
Ao criticarem Moisés, usaram isso como um meio de rebaixá-lo ainda mais e tentar elevar suas próprias posições. É sempre assim.
Muitas vezes criticamos outras pessoas. Talvez estejam erradas, mas por que vocês procuram seus erros? Por que as criticam? É para mostrar que vocês são melhores? Ambição e ciúme — essas são obras manifestas da carne.
A carne de Moisés foi exposta e tratada. Aqui vemos o ciúme de Miriã e Arão vindo à superfície.
Mas, graças a Deus, Moisés era humilde. É muito mais fácil suportar o julgamento, a crítica e o desprezo de estranhos ou de pessoas de fora. Mas sofrer crítica e desprezo dentro da própria casa — isso é difícil.
Moisés era o homem mais manso. Não disse uma palavra. Deixou que as palavras viessem e passassem. Não tentou se defender.
Então Deus veio vindicar Moisés. Muitas vezes, irmãos e irmãs, nossa carne se levanta e diz: “Bem, não sou tão ruim assim, e você não é melhor que eu”. Tentamos nos defender e, ao fazer isso, toda a carne vem à tona.
Mas Moisés havia aprendido uma lição. Foi capaz de deixar a questão com o Senhor. Muitas vezes, o Senhor não pode agir porque nós já estamos à frente. Não damos ao Senhor tempo para nos vindicar.
Deus chamou Moisés, Arão e Miriã, e Deus disse: “Moisés é diferente”.
Se houver entre vós um profeta, Eu, o Senhor, a ele Me farei conhecer em visão; falarei com ele em sonho.
Não é assim com o Meu servo Moisés.
Com ele falarei boca a boca, claramente.
“Quem são vocês para falar contra o Meu servo?” Deus estava irado. Quando Ele Se retirou, Miriã estava leprosa.
Arão clamou a Moisés, e Moisés clamou a Deus. Não havia vingança no espírito nem na vida de Moisés. Ele clamou a Deus, e Deus disse que Miriã precisava ficar fora do acampamento por sete dias, e depois poderia voltar.
Por causa de Miriã, a jornada dos filhos de Israel foi atrasada em sete dias. Aqui vemos toda a questão: não apenas o povo foi provado e achado em falta; até mesmo a liderança foi provada e achada em falta.
A carne precisa ser exposta para que possa ser tratada. Se permanecer sempre escondida, não haverá oportunidade de tratá-la.
Irmãos e irmãs, se olharmos por esse ângulo, como agradeceremos a Deus! Embora seja uma experiência dolorosa, ela é necessária — necessária.
Finalmente, chegaram a Cades-Barneia, à fronteira. Deus disse: “Agora entrem e tomem posse da terra”. Mas eles não estavam prontos.
Vieram a Moisés e disseram: “Vamos enviar espias para explorar a terra, para ver se a terra é realmente boa, quem são seus habitantes, se vivem em cidades ou em aldeias, e para descobrir como entrar”.
Na verdade, não confiavam em Deus. Depois que Deus demonstrara Sua fidelidade a eles tantas vezes, ainda não confiavam em Deus. Queriam explorar a terra, e Deus cedeu a eles e permitiu que fossem enviados espias.
Vocês conhecem o resultado. Eles voltaram, por um lado, relatando que a terra era boa, como Deus havia dito. Mas, por outro lado, deram um relato negativo: “As pessoas são tão grandes e tão altas. Somos como gafanhotos aos olhos delas. Não podemos entrar. Todos seremos devorados”.
Somente Josué e Calebe seguiram o Senhor com um espírito excelente. Em outras palavras, a incredulidade — o pecado da incredulidade — é a raiz de todos os pecados.
Por isso, em Hebreus somos exortados:
Hoje, se ouvirdes a Sua voz,
Não endureçais o vosso coração.
Não endureçam o coração como os filhos de Israel. Seus cadáveres caíram no deserto. Não lhes foi permitido entrar na terra prometida.
O pecado da incredulidade — incredulidade. Tenham cuidado. Quantas vezes temos o mesmo problema! A carne simplesmente não consegue crer. Simplesmente não consegue crer em Deus, porque a mente carnal não compreende e não se sujeita à lei de Deus.
Mas, quando Deus disse: “Está bem, se vocês acham que vão morrer, morrerão, como disseram, no deserto. Voltem para o deserto”, no dia seguinte eles se levantaram cedo e disseram: “Queremos entrar agora. Estávamos errados. Queremos entrar”.
Moisés disse: “Não façam isso, porque Deus não está com vocês”. Esse era o pecado da presunção.
Por um lado, cometeram o pecado da incredulidade. Não creram no que Deus disse. Agora cometeram o pecado da presunção. Queriam fazer o que Deus não lhes havia ordenado.
Às vezes, irmãos e irmãs, cometemos o pecado da incredulidade. Deus nos falou, mas não queremos fazer. Quando Deus não falou, porém, presumimos que devemos fazê-lo.
Em Salmos 19:13-14, encontramos a oração de Davi:
Guarda também o Teu servo dos pecados de presunção;
Que eles não tenham domínio sobre mim:
Então serei íntegro,
E ficarei livre de grande transgressão.
Sejam as palavras da minha boca e a meditação do meu coração
Agradáveis à Tua vista,
Ó Senhor, minha rocha e meu Redentor.
Como precisamos pedir a Deus que nos guarde do pecado da presunção! Por favor, não presumam as coisas. Sem a palavra de Deus, sem a ordem de Deus, nos oferecemos para fazer algo.
Quando os filhos de Israel fizeram isso, parecia que finalmente obedeceriam a Deus. Mas, ao fazerem isso, estavam, na verdade, desobedecendo a Deus. Agiram com presunção.
Ó Deus, que o Senhor nos guarde do pecado da presunção!
Então serei íntegro,
E ficarei livre de grande transgressão.
A carne, por um lado, não crê em Deus. Por outro lado, a carne tem muita confiança em si mesma. Por isso, agimos presunçosamente, porque confiamos em nossa carne.
Todo o acampamento dos filhos de Israel foi colocado sob disciplina. Deus disse: “Voltem. Voltem”.
Antes de começarem a se mover, algo aconteceu. Em Números 16, Corá, um levita, juntamente com Datã e Abirão, filhos de Rúben, e duzentos e cinquenta líderes dos filhos de Israel, uniram-se e se rebelaram contra Deus, contra Moisés e contra Arão.
A obra manifesta da carne começa com a murmuração e agora termina em rebelião — rebelião aberta. Nós nos rebelamos contra a disciplina de Deus.
O ataque de Corá contra Moisés era religioso. Ele disse: “Toda a nação de Israel é santa. Deus está conosco. Por que você se eleva acima dos outros, como se fosse mais santo?”.
Era uma rebelião religiosa. A nação de Israel era santa? Não era. Eles pecaram contra Deus. Em Sua misericórdia, Deus permaneceu com eles, mas não porque fossem santos.
Na verdade, Deus permaneceu com eles por causa da intercessão de Moisés. Contudo, acusaram Moisés de se elevar acima dos outros, porque todos os outros eram santos.
O ataque de Datã e Abirão era de natureza civil. Disseram a Moisés: “Você nos tirou do Egito, uma terra que mana leite e mel”. Descreveram o Egito como uma terra que mana leite e mel. Haviam se esquecido da escravidão.
“Você nos tirou de uma terra que mana leite e mel e não nos levou a uma terra que mana leite e mel. Você quer nos matar no deserto.” Não entraram na terra prometida por causa de sua incredulidade e, ainda assim, acusaram Moisés.
Rebelião. A Bíblia diz:
A rebelião é como o pecado de adivinhação,
E a obstinação é como a iniquidade e a idolatria.
Nós nos rebelamos contra Deus e levamos isso para dentro da igreja. Nós nos opomos às autoridades que Deus colocou sobre nós. Vontade própria.
Por causa disso, Deus tratou com eles. Mas olhem para Moisés. Moisés e Arão se prostraram com o rosto em terra três vezes em Números 16. Não responderam aos seus acusadores. Simplesmente se prostraram com o rosto em terra — uma vez diante dos acusadores, duas vezes diante de Deus em favor de seus acusadores.
Essa é a atitude quando há rebelião, quando as pessoas não aceitam a autoridade de Deus. Não lutem para defendê-la. Prostrem-se com o rosto em terra diante do Senhor. Humilhem-se, e Deus os vindicará.
O problema é que, se Deus coloca alguém na liderança e essa pessoa é mal compreendida, tendemos a nos manifestar e tentar nos defender. Quando vocês se defendem, a autoridade se perde. Prostrem-se com o rosto em terra. Humilhem-se diante de Deus, e então Deus falará.
Corá e os duzentos e cinquenta foram queimados enquanto ofereciam incenso. Quanto a Datã, Abirão e suas famílias, a terra se abriu, e eles foram tragados vivos para o Seol, para o Hades.
Mas Moisés disse: “Não sou eu quem faz isso. Não sou eu; é Deus”. Em outras palavras, a autoridade precisa ser exercida em amor. Como Moisés suplicou a Corá e procurou persuadi-los a não se rebelarem contra Deus!
Não era contra Moisés; era contra Deus. Mas eles não quiseram se arrepender e, por isso, a disciplina veio sobre eles em sua rebelião.
Deus resolveu a questão de quem estava qualificado para servir, pedindo a cada tribo que preparasse uma vara com o nome de seu líder escrito nela, e que o nome de Arão fosse escrito na vara de Levi.
As doze varas foram colocadas diante da arca do testemunho durante a noite. Na manhã seguinte, quando Moisés entrou, a vara de Arão havia brotado, florescido e produzido amêndoas.
Assim, foi resolvida a questão de quem é chamado para servir a Deus. Aquela vara com amêndoas representa o poder da ressurreição.
É no poder da Sua ressurreição que podemos servir a Deus e ao homem. Não se trata de uma posição a buscar; trata-se do poder da Sua ressurreição.
É claro que, para conhecer o poder da Sua ressurreição, vocês também precisam passar pela morte. É assim que se estabelece o ministério.
Queridos irmãos e irmãs, nesses dez capítulos encontramos incidente após incidente, mostrando como a carne se manifesta de diversas maneiras. É algo feio, mas graças a Deus.
Essas coisas já estavam ali, mas ninguém sabia. Toda a nação de Israel estava enganada. Pensavam que eram santos. Pensavam que eram bons. Pensavam que podiam herdar a terra.
Mas aquilo estava ali. Deus precisava permitir que viesse à tona, fosse exposto e fosse tratado. Por causa disso, graças a Deus, uma nova geração foi levantada para entrar na terra prometida.
Portanto, espiritualmente falando, irmãos e irmãs, não tenham medo se o Senhor expuser a sua carne. O que vocês precisam temer é endurecer o coração.
Humilhem-se diante do Senhor. Aceitem a disciplina do Senhor, porque Ele nos disciplina como um pai corrige seus filhos, para que sejamos participantes da Sua natureza divina.
Nosso Pai celestial, permite-nos ver a Tua boa mão.
Ó Pai, se for necessário que nossa carne seja exposta, então, Senhor, ensina-nos a nos humilhar diante de Ti e a aceitar a Tua correção, para que sejamos um povo capaz de tomar posse da nossa herança — o nosso Cristo.
Pedimos em Teu precioso nome. Amém.