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THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
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    Gospel According to Matthew II © 2026 Christian Testimony Ministry
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    Gospel According to Matthew II
    Gospel According to Matthew II
    Kaung, Stephen

    A Realidade e os Mistérios do Reino dos Céus

    Oração Inicial

    Desejamos, de fato, sentar-nos aos Teus pés, como Maria outrora. Que o Teu Espírito passe sobre nossas almas enquanto contemplamos o Senhor.

    Oramos para que abras nossos corações, a fim de que possamos compreender. Oramos para que, enquanto esperamos em Ti e conhecemos o Teu pensamento, sejamos como Maria outrora, com um coração puro.

    Ó Senhor, oramos para que sejamos um Contigo, não apenas em vida, mas também em propósito. Entregamos este tempo em Tuas mãos, confiando que o Teu Espírito Santo aperfeiçoará Sua obra em nós. Em nome de nosso Senhor Jesus. Amém.

    Leituras Bíblicas

    Então, vocês leram os primeiros versículos de Mateus 5 ontem à noite, mas ainda não tratamos deles. Provavelmente, vamos relê-los e acrescentar algo mais. Por favor, abram em Mateus 5.

    Mateus 5:1-12

    E, vendo as multidões, subiu ao monte; e, tendo-Se assentado, Seus discípulos aproximaram-se Dele:
    e Ele, abrindo a boca, os ensinava, dizendo:
    Bem-aventurados os pobres de espírito: porque deles é o reino dos céus.
    Bem-aventurados os que choram: porque serão consolados.
    Bem-aventurados os mansos: porque herdarão a terra.
    Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça: porque serão fartos.
    Bem-aventurados os misericordiosos: porque alcançarão misericórdia.
    Bem-aventurados os limpos de coração: porque verão a Deus.
    Bem-aventurados os pacificadores: porque serão chamados filhos de Deus.
    Bem-aventurados os que têm sido perseguidos por causa da justiça: porque deles é o reino dos céus.
    Bem-aventurados sois vós quando os homens vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós, por Minha causa.
    Regozijai-vos e exultai: porque grande é o vosso galardão nos céus: pois assim perseguiram os profetas que foram antes de vós.

    Mateus 13:1-3, 10-11

    Naquele dia, Jesus saiu de casa e assentou-Se à beira do mar.
    E ajuntaram-se a Ele grandes multidões, de modo que entrou num barco e assentou-Se; e toda a multidão ficou na praia.
    E falou-lhes muitas coisas por parábolas, dizendo: Eis que o semeador saiu a semear.

    E os discípulos aproximaram-se e disseram-Lhe: Por que lhes falas por parábolas?
    E Ele, respondendo, disse-lhes: A vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não é dado.

    Mateus como o Evangelho do Rei

    Mencionamos ontem à noite que o Evangelho segundo Mateus é o evangelho do Rei, porque o Cristo de Mateus, na experiência pessoal de Mateus, é o Rei.

    Quando o Senhor chamou Mateus, dizendo: “Segue-Me”, ele deixou tudo e seguiu o Senhor. Nosso Senhor Jesus veio a esta terra com um único propósito, segundo Mateus, e esse propósito era estabelecer Seu reino na terra.

    É por isso que, logo no início de Seu ministério, Ele disse:

    Arrependei-vos; porque o reino dos céus está próximo.

    O Rei veio, e está chamando um povo para Si. Esse povo será o Seu reino.

    Em Mateus 11:12, Ele diz:

    Desde os dias de João Batista até agora, o reino dos céus sofre violência, e os violentos o tomam à força.

    O reino dos céus está aqui na terra; mas aqueles que estão nesse reino precisam ser os violentos — não no sentido carnal, mas no sentido de estarem desesperados, de apostarem tudo em Cristo e de entregarem tudo a Cristo. Dessa maneira, somos o reino dos céus na terra.

    O Reino de Deus e o Reino dos Céus

    Para compreendermos o significado do reino dos céus, mencionamos ontem à noite que, às vezes, o reino de Deus e o reino dos céus são sinônimos. Mas, em outras ocasiões, o reino dos céus é mais específico.

    Em outras palavras, o reino de Deus se estende de eternidade a eternidade.

    O Senhor estabeleceu o Seu trono nos céus;
    e o Seu reino domina sobre tudo.

    Esse é o reino de Deus.

    Mas o reino dos céus é um termo específico usado por Mateus. Refere-se, de maneira especial, àquilo que está relacionado a Cristo, porque Cristo é Aquele que desceu do céu e, contudo, ainda está no céu.

    Portanto, quem está sob a autoridade de Cristo — que veio do céu e ainda está no céu — está no reino dos céus. Nesse sentido, o reino dos céus é uma parte específica dentro do reino de Deus.

    Três Aspectos do Reino em Mateus

    No Evangelho de Mateus, encontramos três pontos culminantes que nos ajudam a compreender o que é o reino dos céus.

    1. Mateus 5–7: A realidade do reino dos céus.
    2. Mateus 13: Os mistérios do reino dos céus.
    3. Mateus 24–25: A futura manifestação pública do reino dos céus.

    Conhecer esses três pontos nos ajudará a compreender o que é o reino dos céus. Nesta manhã, precisamos abordar um pouco mais, porque ontem à noite não falamos nada sobre o primeiro ponto. Então, nesta manhã, trataremos de dois pontos em vez de um e, se Deus quiser, deixaremos o último para esta noite.

    A Realidade Espiritual do Reino

    O que é o reino dos céus? Qual é a sua realidade? Quem está nesse reino? Onde ele está? Como sabemos que este é o reino dos céus?

    As respostas podem ser encontradas em Mateus 5, 6 e 7. Às vezes, as pessoas tomam esses três capítulos, o chamado Sermão do Monte, como o padrão da ética cristã. Pensam que, assim como Moisés deu a lei à nação de Israel, o Senhor Jesus deu Sua lei ao mundo inteiro.

    Mas, se lermos com atenção, veremos que o Sermão do Monte não é Cristo dando ao mundo alguns princípios éticos, algum código moral. Por quê? Porque, quando grandes multidões vinham ao Senhor, em vez de ir ao encontro delas, o Senhor parecia afastar-Se da multidão.

    Ele subiu ao monte. Depois de subir ao monte, assentou-Se ali, e a Bíblia diz que Seus discípulos se aproximaram Dele. Então, Ele abriu a boca e disse:

    Bem-aventurados os pobres de espírito: porque deles é o reino dos céus.

    Portanto, vejam, nosso Senhor Jesus não estava Se dirigindo à multidão. Ele Se dirigia aos Seus discípulos, àqueles que já haviam deixado tudo e O seguido. Estava lhes dizendo o que o reino dos céus realmente é.

    As multidões estavam ao redor e ouviam o que o Senhor dizia, mas era aos discípulos que Ele realmente falava.

    Irmãos e irmãs, o Sermão do Monte não é algo que nosso Senhor dá a este mundo, como se estivesse estabelecendo um padrão moral mais elevado para o mundo. Não, o chamado Sermão do Monte é nosso Senhor Jesus revelando a realidade do reino dos céus àqueles que já estão nele.

    O Senhor está lhes dizendo o que o reino dos céus realmente é.

    Há uma grande diferença entre simplesmente estabelecer um padrão moral para as pessoas guardarem, praticarem e seguirem, e revelar uma realidade espiritual. Quem consegue cumprir tal padrão?

    Ninguém na nação de Israel conseguiu guardar a lei com justiça. Como alguém neste mundo pode cumprir o Sermão do Monte? Quanto mais tentarmos cumprir o Sermão do Monte, mais estaremos no vale. É impossível.

    O Senhor não dá essas palavras ao mundo para que as cumpra. Elas são elevadas demais para isso. Tampouco nós, como cristãos, devemos tentar cumprir o Sermão do Monte por nossa própria força, como se essas palavras fossem meramente padrões morais.

    Você consegue fazer isso? É capaz de fazê-lo? Percebemos que são palavras muito difíceis — muito difíceis. Impossível.

    Mas, quando vemos nosso Senhor Jesus falando essas palavras aos Seus discípulos, Ele não está estabelecendo um padrão moral. Deus está revelando a realidade espiritual do reino dos céus.

    Se for algo meramente moral, pode estar morto. Mas, se for espiritual, é vida.

    Em outras palavras, a menos que você tenha a vida de Cristo em você e viva sob a autoridade de Cristo, a vida que está em você não pode ser liberada. Ninguém é capaz de seguir o Sermão do Monte sem essa vida.

    É uma questão espiritual, não uma questão moral. Não é algo colocado diante de você para que tente praticar. É uma realidade espiritual que só pode se concretizar pela vida de Cristo em você.

    Irmãos e irmãs, temos a vida de Cristo em nós. Graças a Deus por isso. Mas, se temos a vida de Cristo em nós e, ainda assim, não nos entregamos ao Senhor e à Sua autoridade, essa vida não pode se manifestar.

    Em outras palavras, a menos que sejamos Seus discípulos, que tenhamos negado a nós mesmos, seguido a Ele e permitido que Ele governe sobre nós, a vida de Cristo em nosso interior não será expressa. Quando essa vida transborda, isso é o Sermão do Monte.

    Não é uma obra; é o fruto da vida.

    Ser espiritual não significa não ser moral. Pelo contrário, ser espiritual é mais do que ser meramente moral.

    Portanto, nossa justiça precisa exceder a justiça dos fariseus e dos escribas. A justiça dos fariseus e dos escribas é apenas uma questão moral. A menos que nossa justiça exceda a justiça dos fariseus e dos escribas, não podemos entrar no reino dos céus.

    É uma questão puramente espiritual. Assim, antes de tudo, precisamos compreender isto: o reino dos céus é uma realidade espiritual.

    Essa realidade espiritual é encontrada entre aqueles que têm a vida de Cristo e vivem sob a autoridade de Cristo. Por ser uma realidade espiritual, ela não está limitada pelo tempo ou pelo espaço.

    Sempre que você toca a realidade espiritual, está além do tempo e do espaço. A Palavra é eterna. Portanto, o Sermão do Monte não tem um limite de tempo nem de espaço. Onde houver a realidade do Rei governando sobre Seu povo, ali está o reino dos céus.

    O reino dos céus, em sua realidade espiritual, já está aqui. Para sua manifestação pública, precisamos esperar até que Cristo volte.

    O Caráter do Reino

    Mateus 5, 6 e 7 nos mostram a natureza do reino dos céus. Quais são as características desse reino? Cristo disse:

    O Meu reino não é deste mundo.

    Então, como é esse reino? Se o céu governa sobre nós, qual será a nossa condição?

    Sem entrar em muitos detalhes, pessoalmente, sinto que Mateus 5, 6 e 7 são tão claros. Quando chegamos à realidade espiritual, tudo é simples. Nós complicamos as coisas e, por complicá-las, ficamos confusos. Mas, quando chegamos à realidade espiritual, na verdade, tudo é muito simples.

    Quando você lê Mateus 5, 6 e 7, não precisa de muita exposição. É claro; está aberto diante de nós. Mas mencionaremos, muito brevemente, três pontos.

    A Natureza Espiritual do Reino

    Em Mateus 5, vemos que o Senhor diz que o reino dos céus é espiritual. Em outras palavras, a natureza do reino dos céus é intensamente espiritual.

    Bem-aventurados os pobres de espírito: porque deles é o reino dos céus.

    Como isso é diferente do conceito humano! Segundo o conceito humano, bem-aventurados os ricos em bens materiais, porque deles é o reino deste mundo. Quanto mais você tem neste mundo, mais do reino você possui.

    Mas, com o reino dos céus, é diferente:

    Bem-aventurados os pobres de espírito.

    É claro que esse é o caráter de nosso Senhor Jesus. Nosso Senhor Jesus, sendo igual a Deus, esvaziou-Se, tomando a forma de servo; e, sendo encontrado em semelhança de homens, humilhou-Se ainda mais, tornando-Se obediente até a morte, e morte de cruz.

    Isso é ser pobre de espírito. Não significa que alguém seja pobre de espírito porque não tem nada. Geralmente, você descobre que o pobre de espírito é alguém que tem muito; mas, justamente por ter muito, está disposto a esvaziar-se de tudo e assumir a posição de pobre, como se não tivesse nada.

    É nesse tipo de espírito que encontramos o reino dos céus. Irmãos e irmãs, a pobreza de espírito é o espírito de Cristo.

    Ele tem tudo e, ainda assim, esteve disposto a esvaziar-Se e tornar-Se nada. Ele disse:

    Nada posso fazer de Mim mesmo.

    O que faço é porque Meu Pai o está fazendo.

    Nada posso dizer de Mim mesmo.

    Se digo alguma coisa, é porque ouvi Meu Pai dizê-la.

    Em outras palavras, na vida de nosso Senhor Jesus havia pobreza de espírito — não pobreza no sentido natural, mas humildade. Ele esvaziou-Se.

    Quem vive sob a autoridade de Cristo certamente será alguém que aprendeu muito e, ainda assim, não tem orgulho nem arrogância. Em vez disso, há pobreza de espírito.

    O reino dos céus é uma questão espiritual. É uma condição de nosso espírito: humildade e esvaziamento diante de Deus. Deles é o reino dos céus.

    Quando você lê cada uma das bem-aventuranças, descobre que todas são características de Cristo.

    Bem-aventurados os que choram: porque serão consolados.

    Nosso Senhor Jesus é chamado de Homem de dores e experimentado no sofrimento.

    Bem-aventurados os misericordiosos: porque alcançarão misericórdia.

    Ele disse:

    Misericórdia quero, e não sacrifício.

    Cada item ali é uma descrição do espírito de Cristo.

    Quem compõe o reino dos céus? Quem se torna o Seu reino? O reino de Cristo é composto por aqueles que têm o Seu Espírito. Portanto, irmãos e irmãs, o reino dos céus é intensamente espiritual.

    É uma condição do espírito. Se temos o Espírito de Cristo, então Seu reino está conosco. Somente depois de termos o Espírito de Cristo seremos luz e sal para este mundo.

    Como você pode ser sal para este mundo se não tem o Espírito de Cristo? Não é o que você faz nem o que você diz; é o espírito por trás do seu falar e do seu agir que realmente constitui um testemunho para este mundo.

    Nosso Senhor Jesus disse que não veio destruir a lei, mas cumpri-la. Não é meramente uma questão de letra:

    Não matarás.
    Não adulterarás.

    Não farás isto ou aquilo. É mais do que a letra; é o Espírito.

    Podemos guardar a letra da lei, mas isso nos dá apenas a justiça dos fariseus e dos escribas. O Senhor diz que é o espírito que conta. O reino dos céus é uma questão espiritual.

    Como é fácil pensarmos no reino dos céus em termos do físico, do material e das coisas exteriores! Mas o reino dos céus, em sua realidade, é espiritual.

    A Natureza Celestial do Reino

    O próximo ponto é que o reino dos céus é celestial. Não é terreno. Não é algo para este mundo.

    Irmãos e irmãs, o reino dos céus é um reino celestial. Está na terra e, contudo, não é da terra. É um reino celestial.

    É um relacionamento entre nós e o Pai que está nos céus. Por essa razão, não ajuntamos tesouros para nós na terra, porque ali a traça e a ferrugem consomem, e os ladrões arrombam e roubam.

    Ajuntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não arrombam nem roubam:
    porque onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração.

    Aqui vemos que o reino dos céus é celestial em sua natureza. Ponham a mente nas coisas do alto, porque ali Cristo está assentado à direita do Pai, e nós estamos escondidos com Cristo em Deus.

    Mas buscai primeiro o Seu reino e a Sua justiça; e todas estas coisas vos serão acrescentadas.

    Não precisamos nos preocupar com o que comeremos, com o que beberemos ou com o que vestiremos, porque o Pai celestial sabe.

    Devido a uma falha mecânica, parte da mensagem não foi registrada.

    Os Mistérios do Reino

    Nosso Senhor Jesus veio a esta terra e deu aos discípulos a explicação acerca dos mistérios do reino dos céus. O que é o reino dos céus?

    Aos olhos do mundo, o reino dos céus hoje é o cristianismo — a cristandade. Onde quer que o evangelho seja pregado, onde quer que os missionários vão, onde quer que hospitais, orfanatos e escolas sejam estabelecidos, tudo isso, aos olhos do mundo, é o reino dos céus.

    Antes de vir a este país, ouvi dizer que os Estados Unidos da América eram um país cristão. É assim que o mundo vê este país: um país cristão.

    Você vai a uma escola missionária, e as pessoas consideram a escola missionária como cristianismo, ou cristandade. Irmãos e irmãs, sabemos que não é bem assim; mas, para o mundo, isso é o reino dos céus — cristianismo, cristandade, o reino dos céus em sua aparência exterior.

    Lembrem-se: as parábolas se referem aos mistérios do reino dos céus. Não se referem à igreja. Se vocês tentarem explicar essas parábolas como se tratassem da igreja, ficarão confusos, porque são parábolas acerca dos mistérios do reino dos céus, não da igreja.

    A Parábola do Semeador

    Agora, vejamos muito brevemente essas parábolas. O reino dos céus é como um semeador que sai a semear.

    Algumas sementes caem à beira do caminho, e as aves vêm e as arrebatam. Algumas caem em terreno pedregoso, onde há apenas uma fina camada de terra. Começam a brotar, mas não têm raiz; quando o sol nasce, secam.

    Algumas caem entre espinhos. Começam a crescer, mas são sufocadas pelos espinhos e não podem dar fruto. Mas, graças a Deus, algumas sementes caem em boa terra e dão fruto com perseverança.

    Essa parábola é a base de todas as outras parábolas. Se vocês não compreenderem essa parábola, não poderão compreender todas as demais. Portanto, é muito importante compreendermos o que ela significa, e o próprio Senhor a explica para nós.

    Quem é o Semeador? Sem dúvida, o próprio Senhor Jesus. Ele pregou:

    Arrependei-vos; porque o reino dos céus está próximo.

    O reino dos céus está no meio de vocês. O Senhor é o Semeador; Ele sai a semear a semente.

    A semente é a Palavra de Deus. Agora, lembrem-se disto: a semente é a palavra do reino. É algo muito específico e muito definido. Não é meramente uma palavra genérica; é a palavra do reino.

    Como encontramos em Mateus 24:14:

    E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, para testemunho a todas as nações; e então virá o fim.

    Não apenas o evangelho, mas o evangelho do reino — a palavra do reino. Irmãos e irmãs, não ouvimos muito essa palavra nestes dias. Ouvimos a Palavra de Deus e ouvimos o evangelho de Jesus Cristo; mas, de modo geral, não ouvimos a palavra do reino.

    Não ouvimos que Cristo é o Rei. Não ouvimos o chamado à obediência, à rendição, a entregar tudo a Cristo. Se a palavra não é semeada, como podemos obter o fruto?

    Aqui encontramos nosso Senhor Jesus semeando a semente, que é a palavra do reino. Ele está nos chamando a segui-Lo. Está nos chamando a entregar nossa vida a Ele.

    Mas a palavra, às vezes, cai à beira do caminho. Aqui encontramos quatro tipos diferentes de coração.

    O primeiro tipo de coração é um coração endurecido por muito trânsito. A beira do caminho é um lugar por onde todos passam e, de tanto ser pisoteada, fica muito dura, como cimento. A semente não consegue penetrar; fica na superfície, e as aves podem facilmente arrebatá-la.

    Irmãos e irmãs, muitas pessoas estão tão envolvidas com este mundo. Todo o seu coração está ocupado com coisas. Não têm desejo, não pensam e não têm tempo para as coisas espirituais.

    Quando ouvem a palavra do reino, ela não consegue entrar. Seus corações estão cheios de outras coisas. As aves, que representam Satanás e os espíritos malignos, vêm e levam a palavra embora. É como se essas pessoas nunca tivessem ouvido; a palavra não deixa vestígio e desaparece por completo.

    Depois há os outros, semelhantes ao terreno pedregoso. Ouviram a palavra do reino e foram tocados emocionalmente.

    Há uma pedra por baixo: talvez algum pecado não confessado, talvez alguma pendência com o Senhor que se recusam a resolver, talvez alguma desobediência no passado. De qualquer modo, vemos que há uma pedra por baixo.

    São tocados apenas emocionalmente. Parecem muito felizes em seguir o Senhor, mas, quando há perseguição por causa da palavra, imediatamente dizem: “Não vale a pena”, e voltam atrás.

    Depois há outros semelhantes ao terreno cheio de espinhos. Sim, recebem a palavra, e a palavra cria raízes neles, mas permitem que os espinhos sufoquem o trigo, de modo que ele não possa dar fruto.

    Quantas vezes recebemos a palavra do reino! Sabemos que devemos entregar nossa vida ao Senhor e, contudo, ao mesmo tempo, as preocupações desta vida sufocam o fruto. Não conseguimos avançar.

    Graças a Deus, haverá alguns corações que foram lavrados, revolvidos e preparados. Quando a palavra do reino chega a seus corações, eles a recebem e dão fruto com perseverança — não rapidamente, como no terreno pedregoso, mas com perseverança: alguns a cem por um, outros a sessenta e outros a trinta.

    Quando o evangelho do reino é pregado, esses são os resultados da pregação. Alguns simplesmente se afastam. Outros o recebem sem criar raízes. Graças a Deus, haverá alguns que crescerão com perseverança. Essa é a primeira parábola.

    A Parábola do Trigo e do Joio

    Então, continuamos com a segunda parábola: a parábola do joio entre o trigo. Um homem sai ao campo para semear trigo.

    Depois que ele semeia a boa semente, os homens dormem. Observem que o homem que sai a semear está no singular, mas “os homens dormiam” está no plural. Enquanto esses homens dormiam, o inimigo entrou às escondidas e semeou joio.

    Esses servos não sabiam disso. Quando as plantas começaram a crescer, o joio se parecia muito com o trigo. No estágio inicial, não se pode ver a diferença.

    Mas, quando o joio cresce, fica escuro, enquanto o trigo é claro. Quando o vento sopra, a haste do trigo se inclina para a terra, mas o joio permanece ereto. Então se vê a diferença.

    Quando os servos perceberam a diferença, foram ao senhor e disseram:

    Não semeaste boa semente no teu campo? De onde vem, então, o joio?

    O senhor disse:

    Um inimigo fez isso.

    Os servos perguntaram se deveriam ir e arrancar o joio. Mas o senhor disse:

    Não, para que, ao arrancardes o joio, não arranqueis também o trigo com ele.
    Deixai ambos crescerem juntos até a colheita.

    Quando chegar o tempo da colheita, então o joio poderá ser separado do trigo. O trigo é recolhido no celeiro.

    Irmãos e irmãs, encontramos uma progressão nessas parábolas. Quem é o Homem que semeia a boa semente? É claro que é o Senhor. Aqueles que são semeados pelo Senhor podem ser chamados de filhos do reino.

    O que é a semente? Já não é a palavra do reino. Na primeira parábola, o Semeador semeou a semente, e a semente era a palavra do reino. A palavra do reino precisa ser pregada primeiro.

    Mas, depois que a palavra do reino é pregada, aqueles que a recebem, como a boa terra, tornam-se filhos do reino. Por terem recebido a palavra, tornam-se filhos do reino.

    Quem recebe a palavra do reino torna-se, por sua vez, um filho do reino. Esse é o princípio da encarnação: a Palavra tornando-Se carne.

    Nosso Senhor Jesus é a Palavra de Deus feita carne. Mas esse princípio pode ser aplicado a todos nós. Quando recebemos a palavra do reino, a palavra se torna carne em nós, e nos tornamos filhos do reino.

    Em outras palavras, as palavras não permanecerão meramente palavras; as palavras se tornarão vida. Quando as palavras se tornam vida, então nos tornamos filhos do reino.

    O campo aqui não é o coração, como na primeira parábola. O campo aqui é o mundo. O mundo é o campo.

    Portanto, encontramos aqui uma progressão. O Senhor Jesus está semeando os filhos do reino neste mundo.

    Se você enxergar isso, poderá perceber a estratégia de Deus. Por que você está na Inglaterra? Por que um irmão está na Rússia? É por acaso? Não. O Senhor semeou vocês ali.

    Este é o mundo, e o Senhor, segundo Seu conselho divino, nos semeia nos lugares onde devemos estar. Há um propósito nisso. Você não está em determinado lugar simplesmente porque gosta do clima.

    O Senhor semeou você em certo lugar para um propósito específico. É como numa batalha: um general posiciona suas tropas em pontos estratégicos. Ele está tentando conquistar uma cabeça de praia, um ponto de apoio em território inimigo. Mantendo esses pontos estratégicos, pode controlar toda a região e vencer a guerra.

    Essa é a estratégia de Deus. Irmãos e irmãs, Deus nos semeou neste mundo, aqui e ali. Por quê? Porque fomos colocados em pontos estratégicos.

    Mantendo Seu povo aqui e ali, o testemunho deles será tal que provocará a derrubada do domínio do inimigo. É dessa maneira que o reino de Deus finalmente virá.

    O reino do mundo tornou-se o reino de nosso Senhor e do Seu Cristo.

    Essa estratégia está em andamento hoje. Deus nos plantou aqui e ali, e é nesses lugares que permaneceremos firmes pelo reino de Deus, sob a autoridade de Cristo. Os poderes das trevas serão derrubados. Que estratégia Deus tem!

    Infelizmente, os servos de Deus não têm sido vigilantes. O Homem não dorme; o Senhor sabe muito bem o que o inimigo fez. Mas os servos dormem.

    Na história da igreja, vemos que Cristo plantou Seu povo aqui e ali — primeiro em Jerusalém, depois em Antioquia, depois em Roma. Vemos o reino sendo plantado aqui e ali, para que Ele finalmente coloque este mundo debaixo de Seus pés.

    Mas, na história da igreja, os servos de Deus não têm sido vigilantes. Permitiram que o inimigo entrasse e semeasse o joio. O joio são os filhos do maligno.

    Dessa maneira, em todo o cristianismo, encontramos mistura e confusão. Deveria haver um testemunho puro para Deus, mas, porque os homens não foram vigilantes, o inimigo colocou filhos do diabo entre os cristãos. No início, não se pode ver a diferença.

    Não se pode tentar arrancá-los. Se você fizer isso, poderá arrancar também o trigo.

    Em certa época, alguns reformadores tentaram estabelecer o reino dos céus na terra, em Genebra. Tentaram arrancar todo o joio. Condenaram aqueles que, em Genebra, não guardavam a lei de Deus, chegando até a condená-los à morte. Queriam edificar o reino de Deus na terra e torná-lo puro.

    Mas não se pode fazer isso. No cristianismo, há muitas pessoas que não são crentes de fato. Nominalmente, pertencem ao cristianismo, mas, na verdade, pertencem ao diabo.

    Não há necessidade de nós os separarmos. Isso não é algo que o homem possa fazer, porque, quando chega o tempo da colheita, esse é o trabalho dos anjos. Deus não confiou ao homem essa tarefa. Os anjos farão a separação.

    Creio que estamos nos aproximando do tempo da colheita. Quase consigo ver os anjos reunindo o joio.

    Não se pode aplicar essa parábola à igreja, porque, no que diz respeito à igreja, não pode haver joio. A igreja é uma massa sem fermento.

    Lançai fora o fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como sois sem fermento.

    Na igreja, não se pode permitir que o fermento permaneça. É preciso haver disciplina. Mas, no cristianismo, isso é impossível.

    Esse é o mistério do reino dos céus. É isso que o mundo vê, e isso é o cristianismo hoje.

    Quantas vezes, na China, quando tentávamos pregar o evangelho, as pessoas diziam: “Vejam o que o cristianismo fez hoje. Essas nações cristãs travaram a Guerra do Ópio. A China queria se livrar do ópio, mas a Inglaterra lutou contra a China por causa do ópio”.

    Confusão! Que confusão! Mas é isso que o cristianismo representa para elas: o reino dos céus em sua aparência exterior e misteriosa.

    A Parábola do Grão de Mostarda

    Em seguida, vem a parábola do grão de mostarda. O grão de mostarda é a menor de todas as sementes e, contudo, quando cresce, torna-se uma grande árvore, e as aves do céu vêm e se alojam em seus ramos.

    A interpretação tradicional é que o cristianismo começou muito pequeno, mas, graças a Deus, tornou-se uma grande instituição neste mundo. Vejam como o cristianismo cresceu, e as pessoas se orgulham disso.

    Mas, se vocês lerem com muita atenção, descobrirão que isso é exatamente o contrário do que Deus tem em mente. O grão de mostarda representa a fé viva.

    Em Mateus 17:20, o Senhor disse que, se a fé de vocês for como um grão de mostarda, poderão mover uma montanha. Portanto, o grão de mostarda representa a fé viva.

    Mas um grão de mostarda, se crescer normalmente, continua sendo uma hortaliça, uma erva. A mostarda é uma erva, uma planta hortícola; não é uma árvore.

    Em Gênesis 1, quando Deus criou todas as coisas, tudo foi criado segundo a sua espécie. A árvore segundo a sua espécie, a hortaliça segundo a sua espécie — Deus é um Deus de ordem.

    Quando a fé viva cresce normalmente neste mundo, deve continuar sendo algo muito pequeno e insignificante aos olhos do mundo. Deus nunca pretendeu que Sua igreja fosse uma grande instituição, algo que domina este mundo.

    É por isso que, em Lucas 12:32, o Senhor disse:

    Não temas, ó pequeno rebanho; porque aprouve a vosso Pai dar-vos o reino.

    Em comparação com o mundo, aqueles que pertencem ao Senhor são um pequeno rebanho. Não tenham medo, porque é do agrado de seu Pai celestial dar-lhes o reino.

    Quando o Senhor andou na terra, aqueles foram os dias de Sua humilhação. Como aqueles que seguem o Senhor hoje podem ser glorificados enquanto o Senhor ainda é rejeitado? Isso está em contradição com o Senhor.

    Estes são dias de humilhação para nós. Não devemos ser cortejados nem favorecidos por este mundo. Devemos permanecer pequenos e insignificantes aos olhos do mundo.

    Mas, em vez de permanecer dentro de sua espécie e ordem, o cristianismo cresce de maneira anormal, fora da ordem divina, tornando-se uma grande árvore. O que acontece com essa árvore? As aves do céu vêm e se alojam em seus ramos.

    Não se pode explicar essas aves de maneira diferente das aves da primeira parábola. Se as aves da primeira parábola se referem a Satanás e a seus espíritos malignos, então essas aves se referem à mesma coisa.

    À medida que o cristianismo se torna uma grande organização, vemos Satanás e seus poderes malignos começarem a se alojar e descansar nele. Esse é o reino dos céus em mistério — mas essa é apenas sua aparência exterior e humana.

    A Parábola do Fermento

    Uma mulher escondeu fermento em três medidas de farinha, até que tudo ficou levedado.

    O ensino tradicional é que isso descreve como o cristianismo cresceu. Mas, se vocês lerem com atenção, descobrirão que é exatamente o contrário do que Deus tem em mente.

    Três medidas de farinha representam a oferta de manjares. Vocês se lembram de que, quando Deus apareceu a Abraão, Abraão tomou três medidas de farinha para fazer bolos para o Senhor. A oferta de manjares é algo para Deus.

    Isso é o que a igreja realmente é. Devemos ser uma oferta a Deus. Devemos adorar a Deus com sinceridade e verdade.

    Mas aqui encontramos uma mulher escondendo fermento na farinha. O fermento, nas Escrituras, sempre fala de algo mau.

    Em todas as ofertas feitas a Deus, o fermento é proibido. O fermento e o mel são proibidos. Somente no dia de Pentecostes, quando os dois pães eram apresentados como primícias em oferta movida, o fermento era permitido. Essa oferta representa a igreja, e, por mais puros que sejamos, sempre há a carne.

    Mas, fora essa única ocasião, nenhuma oblação pode conter fermento. O fermento, nas Escrituras, fala de corrupção, quer se refira à má doutrina, quer à má conduta.

    Em Mateus 16, o Senhor disse aos Seus discípulos:

    Acautelai-vos do fermento dos fariseus e dos saduceus.

    O fermento dos fariseus e dos saduceus é a sua doutrina — o ensino dos fariseus e dos saduceus.

    O ensino dos fariseus é o formalismo: tudo se resume a coisas exteriores e ao ritualismo. O ensino dos saduceus é o racionalismo e a incredulidade; eles não creem em nada sobrenatural. O fermento de Herodes é o mundanismo.

    O cristianismo deveria ser uma oferta a Deus. Você deveria ser uma oferta a Deus. Contudo, o fermento entrou nele e permeou tudo. Doutrinas más entraram no cristianismo e o fizeram inchar, tornando-o mais agradável ao homem, mas já não apropriado para ser oferecido a Deus.

    Se você faz pão ou bolo, coloca fermento porque ele faz a massa crescer e a torna mais agradável ao paladar. Sem fermento, ela fica achatada e dura. Mas, irmãos e irmãs, como o cristianismo tem feito concessões! Como tem tentado tornar as coisas aceitáveis ao homem! Mas já não está apto a ser oferecido a Deus.

    Em 1 Coríntios 5, o fermento fala de má conduta. Portanto, nada nessa figura fala de algo bom.

    Exteriormente, o cristianismo cresceu de maneira anormal, tornando-se uma grande instituição, e todas as forças malignas vieram se alojar nele. Interiormente, está corrompido pelo mau ensino e pela má conduta. Isso é o cristianismo.

    Esse é o chamado reino dos céus. Não é um mistério, uma confusão? Mas, graças a Deus, em seguida vêm outras duas parábolas.

    O Tesouro Escondido e a Pérola de Grande Valor

    Essas parábolas foram proferidas dentro de casa. Em outras palavras, o Senhor contou aos Seus discípulos outras duas parábolas: a parábola do tesouro escondido num campo e a parábola da pérola de grande valor.

    Essas parábolas contrastam com as anteriores: a mistura de trigo e joio, o crescimento anormal do grão de mostarda e o fermento na farinha. Aqui encontramos a parte que é de Deus.

    O reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido num campo. Muito provavelmente, alguém havia enterrado o tesouro ali antes; caso contrário, ele não estaria ali.

    Lembro-me de meu avô durante os tempos de guerra na China. Tivemos tantas guerras e, às vezes, precisávamos fugir. O que fazíamos? Lembro-me de que ele usava um jarro de barro, colocava ouro e prata dentro dele e, então, à meia-noite, enquanto todos dormiam, ele e um de seus servos mais fiéis iam ao campo.

    Tínhamos um terreno ali. Eles cavavam um buraco e enterravam as coisas, para que ninguém soubesse. Depois, quando voltávamos, ele as desenterrava. Era assim que meu avô fazia.

    Portanto, muito provavelmente, alguém havia escondido um tesouro. Então, um homem veio e descobriu o tesouro. Não o levou, porque o campo pertencia a outra pessoa. Assim, escondeu-o novamente, foi embora e vendeu tudo o que tinha para comprar o campo.

    Irmãos e irmãs, mesmo antes da fundação do mundo, Deus tinha um tesouro em Seu pensamento. Qual é o tesouro? A igreja — a verdadeira igreja.

    Em 2 Coríntios 4:7, está escrito:

    Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a extraordinária grandeza do poder seja de Deus, e não de nós mesmos.

    O tesouro é Cristo. Mas, porque temos Cristo dentro de nós, tornamo-nos um tesouro para Deus. Vocês sabem que somos um tesouro para Deus? Somos um tesouro para Cristo. Somos muito preciosos para Cristo.

    Mesmo antes da fundação do mundo, Deus tinha a igreja em mente. Mas, neste mundo, a igreja está escondida. A igreja é como um tesouro escondido ao longo dos séculos. É um mistério oculto desde os séculos.

    O Homem que encontrou o tesouro é Cristo. Ele veio a este mundo e encontrou o tesouro. O que fez? Não o trouxe à vista; escondeu-o novamente. A igreja hoje, neste mundo, continua escondida.

    Então, Ele foi comprar o campo. Depois de comprar o campo, tomaria o tesouro. Tudo isso é Dele.

    Em seguida, vem outra parábola: a pérola de grande valor. Um negociante, um especialista em pérolas, procurava belas pérolas. Já havia encontrado outras pérolas, mas, quando encontrou uma pérola de grande valor, foi e vendeu tudo para adquiri-la.

    Irmãos e irmãs, Israel é o tesouro de Deus, mas a igreja é a pérola de grande valor. Para ter Sua igreja, nosso Senhor Jesus vendeu tudo por ela. É isso.

    Seja no testemunho exterior, seja na experiência interior, o tesouro e a pérola são a parte de Deus.

    Portanto, no reino dos céus, há uma mistura: algo mau, mas, graças a Deus, algo bom. Essas coisas permanecerão no cristianismo até a última parábola.

    A Parábola da Rede

    A última parábola é a da rede lançada ao mar. Ela recolhe peixes de toda espécie. Depois, eles se assentam e fazem a separação, colocando os bons em recipientes e lançando fora os maus.

    Em outras palavras, quando Cristo voltar, enviará Seus anjos para distinguir e separar o que pertence a Ele daquilo que não Lhe pertence. Haverá uma separação final.

    Aqueles que pertencem a Ele serão recolhidos em recipientes e entrarão em Seu reino. Aqueles que não pertencem a Ele ficarão de fora. Esse é o fim.

    Irmãos e irmãs, quando vocês veem a aparência exterior do reino dos céus, esse é o quadro. O Senhor diz que nos cabe compreendê-lo.

    Portanto, em Mateus 5, 6 e 7, temos a realidade. Em Mateus 13, temos a aparência exterior. Se Deus quiser, iremos a Mateus 24 e 25 para tratar da manifestação pública do reino dos céus.

    Oração Final

    Nosso Pai celestial, oramos para que não sejamos confundidos pelos mistérios do reino dos céus. Mas, Senhor, que conheçamos o Teu pensamento, para que sejamos daqueles que estão na realidade do Teu reino, e não apenas em sua aparência exterior.

    Ó Senhor, tem misericórdia do Teu povo, não apenas aqui, mas em toda parte. Oramos em nome de nosso Senhor Jesus. Amém.