No último Dia do Senhor, houve um casamento. Por causa disso, começamos a ouvir algo a respeito da família.
Vemos que a família não é uma ideia humana; isto é, ela não tem sua origem no homem. A família é um conceito divino. Ela vem de Deus, porque, no princípio, quando Deus criou o homem, Ele o criou tendo a família em mente. Ele criou homem e mulher, e a união do homem com a mulher constituiu o ser humano segundo o coração de Deus. Isso é uma família.
O próprio Deus é o Criador da família, e Ele mesmo é Quem une o casal. Ele trouxe Eva a Adão.
Parece que começamos a falar sobre a família, e provavelmente devemos continuar. Portanto, nesta manhã, continuaremos a tratar da família.
Por favor, abram em Gênesis 2:25 até Gênesis 3:19.
E ambos estavam nus, o homem e sua mulher, e não se envergonhavam.
Ora, a serpente era mais astuta que todos os animais do campo que o Senhor Deus havia feito.
E disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de nenhuma árvore do jardim?
E disse a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim podemos comer;
Mas, do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais.
Então, a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis;
Porque Deus sabe que, no dia em que dele comerdes, os vossos olhos se abrirão, e sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal.
E, vendo a mulher que a árvore era boa para alimento, agradável aos olhos e desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto e comeu; e deu também a seu marido, que estava com ela, e ele comeu.
Então, abriram-se os olhos de ambos, e souberam que estavam nus; e coseram folhas de figueira e fizeram para si aventais.
E ouviram a voz do Senhor Deus, que andava no jardim pela viração do dia; e o homem e sua mulher esconderam-se da presença do Senhor Deus entre as árvores do jardim.
E o Senhor Deus chamou o homem e lhe disse: Onde estás?
E ele disse: Ouvi a Tua voz no jardim e tive medo, porque estava nu; e escondi-me.
E Ele disse: Quem te mostrou que estavas nu? Comeste da árvore da qual te ordenei que não comesses?
E disse o homem: A mulher que Tu me deste por companheira, ela me deu da árvore, e eu comi.
E o Senhor Deus disse à mulher: Que é isto que fizeste? E disse a mulher: A serpente me enganou, e eu comi.
Então, o Senhor Deus disse à serpente: Porquanto fizeste isto, maldita és entre todos os animais domésticos e entre todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás e pó comerás todos os dias da tua vida;
E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e a sua Descendência; Ele te ferirá a cabeça, e tu Lhe ferirás o calcanhar.
À mulher Ele disse: Multiplicarei grandemente a tua dor e a tua concepção; com dor darás à luz filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará.
E a Adão Ele disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher e comeste da árvore da qual te ordenei, dizendo: Não comerás dela: maldita é a terra por tua causa; com trabalho penoso comerás dela todos os dias da tua vida;
Espinhos e cardos também te produzirá; e comerás a erva do campo;
No suor do teu rosto comerás o pão, até que tornes à terra, porque dela foste tomado: pois és pó, e ao pó tornarás.
Depois que Deus criou Adão do pó da terra e soprou em suas narinas o fôlego de vida, o homem tornou-se uma alma vivente. Mas Deus disse:
Não é bom que o homem esteja só.
Então, Deus lhe fez uma auxiliadora que lhe correspondesse.
De Adão, Deus tirou uma costela e, com ela, formou a mulher. Ele trouxe a mulher ao homem, e imediatamente Adão disse:
Esta é osso dos meus ossos e carne da minha carne.
Ela será chamada mulher, porque do homem foi tomada.
Os dois foram unidos em um só.
Eles estavam juntos no jardim do Éden. Sabemos que a palavra Éden significa prazer. Eles estavam juntos, desfrutando da companhia um do outro e da comunhão com o Senhor no jardim do Éden.
A Bíblia diz que eles estavam nus e, ainda assim, não se envergonhavam. Todos os seres vivos que Deus criou estavam revestidos de penas ou de pelos. Como é que, ao criar o homem, Deus não lhe deu uma vestimenta, de modo que eles estavam nus?
Muitos creem que, quando Deus criou o homem, ele estava revestido de glória — não de pelos nem de penas. De alguma maneira, Deus deve tê-los revestido de glória. Como estavam revestidos de glória, não tinham consciência de sua nudez. Mas, naturalmente, depois do pecado, aquela glória se foi, e então eles tomaram consciência de sua nudez.
Contudo, penso que também há um significado espiritual aqui. O homem e a mulher estavam nus e não se envergonhavam. Por quê? Porque o relacionamento entre eles era tal que estavam abertos um ao outro. Havia um relacionamento transparente entre o homem e sua esposa. Eles eram tão unidos que não havia nada a esconder. Por isso, estavam nus e, ainda assim, não se envergonhavam.
Esse era o relacionamento entre o homem e a mulher que Deus havia criado. Adão e Eva se amavam. Tinham uma só mente, um só coração e um só espírito. Estavam juntos, servindo ao Senhor. Não tinham nada a esconder um do outro. Seu relacionamento era perfeito; era transparente.
Isso não acontecia apenas entre os dois. A Bíblia diz que Deus vinha ao jardim para ter comunhão com eles.
Sabem, irmãos e irmãs, às vezes pensamos que os elementos essenciais de uma família são um homem e uma mulher. É claro que o homem e a mulher constituem a família. Mas às vezes nos esquecemos de que uma família tem outro elemento importante, e esse elemento é indispensável à família: Deus.
Pensamos que uma família é formada por um homem e uma mulher e que, se eles simplesmente se amarem, a família será muito feliz e bem-sucedida. Mas, segundo a Palavra de Deus, há outra Pessoa na família, e essa terceira Pessoa é Deus.
Deus vinha ao jardim para ter comunhão com eles. Deus não era apenas o Criador daquela família; Deus era um dos membros daquela família. E não apenas um dos membros: Ele era o Senhor daquela família.
Adão e Eva olhavam para Deus. Adão e Eva estavam juntos, esperando em Deus e permitindo que Ele lhes dissesse o que deveriam fazer. Vemos que a vida deles era uma vida sob a autoridade de Deus. Havia perfeita harmonia entre Adão e Eva, e entre aquela família e Deus. Era uma família sob a autoridade de Deus.
Esse é o conceito original da família. A razão pela qual a família hoje se tornou um problema tão grande é que o homem se esquece de Deus como um dos membros da família. Quando vocês deixam Deus fora da família, as coisas começam a se desintegrar.
Mesmo que exista na terra uma família em que marido e mulher se amem e pareçam muito felizes juntos, será que essa família é bem-sucedida? Do ponto de vista humano, ela é uma família bem-sucedida. Mas, do ponto de vista de Deus, ainda não alcançou o significado de família conforme Ele a vê.
Deus faz parte da família. Ele é o Cabeça, o Senhor daquela família. Como Adão e Eva olhavam para Deus, podiam viver juntos em tamanha paz e harmonia. Assim, essa foi a primeira família sob a autoridade de Deus.
Antes que o pecado entrasse neste mundo, a primeira família na terra era uma família saudável — uma família segundo Deus.
Mas então algo aconteceu.
Um dia, Eva estava sozinha. Ela se afastou de seu marido. De alguma maneira, ficou sozinha e, quando estava sozinha, a serpente — Satanás, o diabo — veio tentá-la.
Sabem, o jardim do Éden não era um jardim pequeno. Segundo a descrição apresentada em Gênesis 2, podemos imaginar que o jardim do Éden era um jardim vasto, um jardim imenso.
Mas Adão e Eva estavam sempre juntos. Trabalhavam juntos. Caminhavam juntos pelo jardim. Em tudo, estavam juntos. E, quando estavam juntos, o inimigo não conseguia encontrar uma oportunidade para entrar e tentá-los.
Por isso, o inimigo esperava o momento em que encontraria a família separada. Adão e Eva deveriam estar juntos, mas foram encontrados separados. Quando Eva estava longe de Adão, e Adão estava longe de Eva, eles não estavam juntos. Isso deu oportunidade ao tentador.
Uma família dividida dá ao inimigo oportunidades para atacar.
Quando Eva começou a seguir seu próprio caminho — ou quando alguém em uma família começa a agir de maneira independente, sem se relacionar corretamente conforme o desígnio de Deus —, o marido segue seu caminho, ou a esposa segue o dela. Quando não se relacionam corretamente como parceiros na graça de Deus e começam a agir de maneira independente, vemos que o inimigo encontra uma oportunidade para entrar.
Dividir para dominar: essa é a tática do inimigo.
Em Eclesiastes 4:9, Salomão nos diz:
Melhor é serem dois do que um; porque têm boa recompensa pelo seu trabalho.
Melhor é serem dois do que um. Por quê? Eles têm boa recompensa pelo seu trabalho. Não apenas isso: trabalhando juntos, seu trabalho prosperará mais. Produzirão mais. E, ao desfrutarem do fruto de seu trabalho, desfrutarão dele ainda mais.
Agora, comer sozinho ou comer acompanhado — há uma diferença. Mesmo que vocês estejam comendo a mesma coisa, se a compartilham com outras pessoas, se comem com outras pessoas, a comida parece melhor. É melhor que dois trabalhem e desfrutem da recompensa de seu trabalho.
Porque, se caírem, um levantará o seu companheiro; mas ai daquele que estiver só quando cair e não tiver outro que o levante.
É muito humano cairmos. Mas, se houver dois, quando um escorregar, o outro o levantará. Agora, se você estiver sozinho e cair, ficará estendido no chão.
Novamente:
Também, se dois dormirem juntos, terão calor; mas como se aquentará um só?
Vocês têm apoio mútuo, ajuda mútua e recebem esse calor.
E, se alguém prevalecer contra aquele que está só, dois lhe resistirão; e o cordão de três dobras não se rompe depressa.
O inimigo pode atacar uma pessoa, mas duas podem resistir ao inimigo.
Portanto, irmãos e irmãs, Deus criou a família. É Seu desejo que marido e mulher sejam um em mente e um em espírito, estejam juntos e se relacionem corretamente um com o outro sob a autoridade de Deus. Quando isso acontece, ninguém pode resistir a eles.
Mas, de alguma maneira, vemos que Eva se afastou disso. Provavelmente foi movida pela curiosidade.
Sabem, não sei se a mulher é naturalmente mais curiosa que o homem. Provavelmente isso seja verdade. A mulher foi feita com um temperamento mais emotivo e, por ser mais emotiva, talvez seja mais curiosa. O homem, de modo geral, é mais racional e, portanto, mais frio, menos curioso.
Eu me pergunto se foi a curiosidade que moveu Eva. Ela sabia que Deus havia dito:
De todas as árvores do jardim podes comer livremente;
Mas há uma árvore, a árvore do conhecimento do bem e do mal, da qual não comerás.
E ela ficou curiosa a respeito disso.
Não creio que, a princípio, Eva tivesse a intenção de comer aquele fruto. Ela não estava pensando em comer o fruto. Isso seria terrível — pensar que poderia se rebelar contra a ordem de Deus. Isso nem sequer lhe passou pela cabeça. Ela estava apenas curiosa, só isso.
“Por que Deus não nos permite comer daquela árvore? Que tipo de árvore é essa?” Então, ela simplesmente se afastou de seu marido e foi olhar bem aquela árvore.
Mas, enquanto olhava para a árvore, Satanás veio. A curiosidade, às vezes, é boa; mas, às vezes, traz muitos problemas. Se somos curiosos e isso nos leva a um terreno proibido, então realmente traz problemas.
Lá estava Eva. Ela estava debaixo daquela árvore, apenas curiosa a respeito dela. Enquanto estava ali, o tentador veio e disse:
É assim que Deus disse: Não comereis de nenhuma árvore do jardim?
O ser humano, no jardim, vivia dos frutos das árvores. Esse era seu alimento. Satanás veio introduzindo um pensamento maligno e disse: “Deus disse que vocês não podem comer de nenhuma destas árvores?” Em outras palavras, Deus era muito severo. Ele não queria que vocês vivessem.
Eva disse: “Ah, não. Deus disse que podemos comer de todas as árvores, mas, desta árvore, Deus disse que não podemos comer e que não podemos tocar nela”. Ela foi tentada. Deus apenas havia dito:
Não comerás.
Mas ela acrescentou algo e disse: “Vocês não podem tocar nela”.
Em outras palavras, ela acolheu a tentação e estava começando a duvidar de Deus. Afinal, Deus não era tão amável assim. Ele havia retido alguma coisa deles. Ele não era tão bom. Ele era severo.
Então, Satanás veio e disse: “Não, vocês não morrerão. Não morrerão. Pelo contrário, se comerem daquela árvore, seus olhos se abrirão, e vocês serão como Deus”.
E Eva olhou para a árvore. Era agradável de se olhar. Ela lhe daria sabedoria para conhecer o bem e o mal. Ela seria como Deus. Vemos que, imediatamente, ela se esqueceu de Deus. Só pensava em si mesma — em como tornar-se Deus.
Ela foi tentada. Tomou o fruto e o comeu. Não apenas comeu, mas também o deu a seu marido, e ele comeu. Imediatamente, descobriram que estavam nus e se envergonharam. Então, tomaram folhas de figueira e fizeram aventais para se cobrir.
Agora, irmãos e irmãs, muitas vezes pensamos na queda do homem em termos individuais. Em outras palavras, como o homem caiu em pecado? Mas, nesta manhã, gostaríamos de ver como o homem caiu como família — a queda do homem em relação à família.
Em primeiro lugar, vemos que a queda começa com a separação entre marido e mulher. Começa com Eva seguindo seu próprio caminho. Eles estavam divididos, e esse é o início da queda da família.
Quando uma família está dividida no coração, quando um vai em uma direção e o outro vai em outra, e cada um age de maneira independente, esse é o início da queda da família.
Uma família deve estar unida sob a autoridade de Deus. Essa é a proteção; essa é a glória da família. Mas, quando uma família se divide, e cada um segue seu próprio caminho, vemos que esse é o início da queda da família.
Em segundo lugar: Deus estabeleceu uma ordem divina na família. Adão, tendo sido criado primeiro, era o cabeça da família. Eva foi feita, ou formada, a partir de Adão; ela deveria ser o corpo da família.
Adão foi colocado por Deus como o cabeça da família. Eva foi colocada por Deus como o corpo da família. A cabeça sem um corpo não pode fazer nada; o corpo sem uma cabeça não tem direção. Assim, Adão e Eva estavam juntos como o ser humano, como a família. Essa era a ordem divina de Deus.
Mas aqui vemos que, na queda, essa ordem divina foi perturbada e invertida. Quando Satanás tentou Eva, ela não disse: “Bem, vou voltar a Adão, consultá-lo e ver o que ele diz”. Se tivesse feito isso, não teria sido enganada.
Mas ela decidiu por conta própria. Agiu de maneira independente. Mais do que isso, tomou a iniciativa. Comeu o fruto e deu o fruto a seu marido para que ele comesse. Aquela ordem foi invertida.
Em vez de Adão ser o cabeça, Adão permitiu que Eva fosse a cabeça daquela família. Assim, vemos que, na queda, houve uma inversão da ordem divina.
Em 1 Timóteo 2:14, somos informados de que Adão não foi enganado; foi Eva quem foi enganada e caiu em transgressão. Mas, quando chegamos a Romanos 5:12, o texto diz que o pecado entrou neste mundo por um só homem, e esse homem não era Eva, mas Adão.
O que isso significa? Do ponto de vista histórico, a mulher foi enganada e caiu em transgressão. Mas, no que diz respeito à interpretação e ao julgamento de Deus, Ele responsabilizou Adão.
Eva foi enganada. Adão não foi enganado. Adão comeu o fruto de olhos bem abertos. Sabia que aquilo era uma violação, uma rebelião contra Deus. Sabia disso, mas fez assim mesmo. Por quê? Ele amava Eva.
Ele estava disposto a abrir mão de Deus, mas não a abrir mão da mulher. Vocês chamam isso de amor? Mais adiante, veremos que isso é egoísmo. Isso não é amor. Ele queria Eva para si — não por causa de Eva, mas por causa de si mesmo.
De qualquer maneira, vemos que, quando Adão pecou, pecou deliberadamente. Eva foi enganada, mas Adão não foi enganado. Ele pecou deliberadamente diante de Deus e, por ser o cabeça da família, Deus o responsabilizou.
Portanto, irmãos e irmãs, vemos que essa é a história da queda da primeira família. O que aconteceu ali foi a independência e a inversão da ordem divina.
Imediatamente depois que fizeram isso, a glória se foi. Eles viram que estavam nus e tentaram se cobrir.
Na viração do dia, Deus veio ao jardim, mas eles se esconderam entre as árvores. Por quê? Nem mesmo as folhas de figueira, os aventais de folhas de figueira, podiam esconder de Deus a nudez deles.
Então, Deus disse: “Homem, onde você está?” E Adão disse: “Estamos aqui, escondidos entre as árvores, porque estamos nus”. Deus disse: “Quem lhe disse que você está nu? Você comeu daquela árvore proibida?”
Agora, observem o que aconteceu. Em vez de Adão se apresentar e dizer: “Sinto muito. Eu fiz isso”, ele disse: “Senhor, a mulher que Tu me deste por companheira, ela me deu o fruto”. Isso é amor?
O homem, sendo o cabeça da família, deve proteger a mulher, dar sua vida pela mulher que ama. Mas aqui, quando chegou o momento decisivo e Deus começou a perguntar o que havia acontecido, Adão disse: “Ah, foi aquela mulher. Foi ela”. Isso é amor? Não.
Ele demonstrou que, quando comeu o fruto por causa de Eva, na verdade foi por egoísmo. Ele queria Eva para si.
Sempre que o pecado entra no mundo, vemos que há separação. O pecado não apenas nos separa de Deus; o pecado separa os membros da família uns dos outros.
Não apenas se perdeu a glória de que estavam revestidos, mas também se desvaneceu o amor que os unia. O homem tornou-se egoísta, tentando proteger a si mesmo, encobrindo-se. Faltava muito amor naquela família.
Deus perguntou à mulher: “O que você fez?” E a mulher colocou a culpa na serpente: “Foi a serpente que me enganou”. Naturalmente, Deus proclamou Seu juízo sobre a serpente. Mas, depois disso, vemos que Deus pronunciou um juízo sobre a família.
Por causa da queda da família — da perda da glória e da perda do amor —, aquela família havia se desfeito, sabem? Deus começou a pronunciar Seu juízo sobre aquela família.
Mas, queridos irmãos e irmãs, observem isto: mesmo quando Deus pronunciou juízo sobre a família, Ele não retirou dela Seu propósito original.
Graças a Deus. Deus é um Deus de propósito, e, quando estabelece um propósito, Ele jamais muda. Não importa o que aconteça, Ele jamais mudará Seu propósito. Ele pode mudar Seus caminhos, mas jamais mudará Seu propósito.
Seus caminhos com Adão e Eva mudaram, mas, mesmo no juízo, o propósito de Deus não mudou. Como sabemos disso? Deus disse à mulher: “Porque você pecou, dará à luz filhos. Terá dores no parto e na gravidez”.
Quando Deus criou o homem e a mulher, Ele disse que deveriam frutificar, multiplicar-se e encher a terra. Frutificar, multiplicar-se e encher a terra é, naturalmente, a obra do marido e da esposa. Mas a mulher assume a responsabilidade.
Ela deve conceber, passar pelo trabalho de parto e dar à luz uma criança. Essa é a obra que Deus deu à mulher para realizar. Ao realizá-la, ela cumpre a obra de Deus.
Deus não retirou isso dela. Deus não disse: “Agora, de hoje em diante, você não servirá mais ao Meu propósito”. Não. A mulher ainda deve conceber, passar pelo trabalho de parto, estar grávida e dar à luz. Ela ainda deve cumprir o propósito original que Deus lhe confiou — uma obra a ser realizada, mas com dor.
No jardim do Éden, se o ser humano não tivesse pecado, haveria trabalho, mas não haveria dor. Porém, como a mulher foi enganada e agiu de maneira independente, Deus lhe impôs dor no trabalho de parto e ao dar à luz.
Mas Deus também disse:
O teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará.
Por quê? Porque a ordem divina que Deus estabeleceu inicialmente entre o homem e a mulher foi perturbada na queda.
Mas Deus interveio e disse, com palavras claras, que aquela ordem divina deveria ser mantida. De alguma maneira, Deus colocou na mulher um desejo por seu marido. Mesmo depois da queda, Deus colocou na mulher um desejo por seu marido e, se você deseja seu marido, dá a ele a oportunidade de governar sobre você.
No princípio, a ordem divina entre marido e mulher estava presente, embora nada tivesse sido dito. Por amor, aquela ordem era mantida. Eva não precisava que lhe dissessem: “Você deve se submeter a seu marido”. Ela fazia isso por amor.
Mas faltava amor, e Deus interveio e proclamou isso como se a mulher estivesse sob uma espécie de obrigação. Naturalmente, a mulher desejaria seu marido, e o marido governaria sobre ela — já não de maneira tão espontânea, mas isso deveria acontecer. Aquela ordem deveria ser mantida.
Em terceiro lugar: como a mulher foi enganada e caiu em transgressão, a salvação virá da mulher. A Descendência da mulher esmagará a cabeça da serpente, e a serpente Lhe ferirá o calcanhar. Sabemos Quem é a Descendência da mulher: Cristo Jesus.
Da mulher, na plenitude do tempo, Deus enviou Seu Filho para nascer de uma mulher, sob a lei, a fim de que Ele nos libertasse da maldição da lei e nos conduzisse à condição de filhos.
Aqui vemos que a promessa foi dada à mulher e deveria se cumprir por meio da mulher. No juízo, há misericórdia.
Como o nosso Deus é gracioso. Embora Deus tenha colocado a mulher sob Seu juízo, a situação não era sem esperança. O objetivo era restaurá-la ao lugar em que Deus a havia colocado no princípio.
O juízo de Deus não visa à destruição. O juízo de Deus aqui visa à restauração, para que a mulher seja restaurada ao lugar em que Deus originalmente pretendia que ela estivesse. Não é belo?
Então, Deus Se voltou para o homem e o julgou. Porque ele pecou, Deus disse: “A terra será amaldiçoada por sua causa. Com trabalho penoso você comerá o seu pão. A terra produzirá espinhos e cardos, e você terá de trabalhar arduamente, com o suor do seu rosto, para ganhar o sustento”.
Eu me pergunto se isso ocorreu porque, sabem, trabalhar no jardim antes da queda era um prazer. Não era, de modo algum, um trabalho penoso. Você trabalhava no jardim, e isso era um prazer. Mas agora o trabalho seria penoso. Era preciso suar para ganhar o sustento.
Deus não retirou o dever do marido. Pelo contrário, Deus lhe impôs o dever: “Você tem de trabalhar para sustentar a si mesmo e à sua família”. Fazendo isso, ele ainda pode ser o cabeça.
Portanto, queridos irmãos e irmãs, vemos que, mesmo em Seu juízo, Deus não deixa de lado Seu propósito. Pelo contrário, por meio do juízo, Ele procura trazer tanto o homem quanto a mulher de volta à família que tinha em mente.
Portanto, queridos irmãos e irmãs, graças a Deus.
Quando chegamos ao Novo Testamento, vemos que o homem deve ser restaurado como o cabeça da família: para prover o sustento de sua família e criar os filhos na disciplina e na admoestação do Senhor.
E a mulher deve ser restaurada ao seu lugar na família como auxiliadora — para apoiar e edificar a família.
Vemos que a vida familiar deve ser plenamente restaurada na redenção de nosso Senhor Jesus.
Assim, nesta manhã, vamos parar por aqui, com esta breve visão da primeira família, de sua queda e de seu juízo.
Nosso Pai celestial, como Te louvamos e Te agradecemos por teres criado a família e por teres um propósito para ela: que, por meio da família, a terra seja sujeitada e o Teu reino venha sobre esta terra.
Ó Senhor, como Te louvamos e Te agradecemos. Tu nos amas tanto que, mesmo que nossas famílias tenham caído, por meio da Tua redenção Tu as restaurarás para a Tua glória.
Ó, nós simplesmente Te louvamos e Te agradecemos. Que a Tua Palavra penetre em nosso coração e seja viva e operante em nós e em todas as famílias. Nós Te damos todo o louvor, em nome de nosso Senhor Jesus. Amém.