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    Lessons From Church History #13: Laodicea © 2026 Christian Testimony Ministry
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    Lessons From Church History #13: Laodicea
    Lessons From Church History #13: Laodicea
    Graham, Mac

    A Igreja em Laodiceia: Humildade, Arrependimento e Fé Centrada em Cristo

    Oração Inicial

    Podemos fazer mais uma oração?

    Senhor, nós Te agradecemos por essa nova lembrança do Teu maravilhoso amor: amor tão maravilhoso, tão divino. Agradecemos porque podemos estar em Tua presença, Senhor, na presença Daquele que tem um coração tão cheio de amor e que nos atraiu para voltarmos a Ele neste dia. Nós Te adoramos, Senhor.

    E, Senhor, agradecemos porque, ao considerarmos a Tua Palavra, podemos voltar os olhos para Ti de maneira nova e renovada. Que as palavras que lermos e ouvirmos hoje sejam verdadeiramente palavras de vida, mostrando-nos de maneira mais plena e em maior medida, Senhor, o Teu grande amor.

    Senhor, agradecemos porque o Teu amor não nos deixa ir. Hoje depositamos nossa confiança em Ti, buscando em Ti a Tua unção, o Teu preparo e a Tua capacitação para este tempo juntos. Em nome de Jesus, amém.

    Apocalipse 3:14-22

    Podemos abrir em Apocalipse 3:14? Esta é uma carta à igreja em Laodiceia — a igreja preferida de todo mundo.

    Realmente oro para que, ao lermos os versículos referentes a Laodiceia e compartilharmos sobre eles nesta manhã, o Senhor nos dê ouvidos para ouvir o que o Espírito está dizendo. Penso que, de todas as cartas às sete igrejas, conseguimos aceitar e conviver com algumas das repreensões dirigidas às outras igrejas. Parece que nos conhecemos tão bem.

    Mas, com Laodiceia, temos uma tendência maior do que com qualquer outra carta de deixá-la de lado e dizer: “Isso não se aplica a mim. É outra pessoa, Senhor. Eu não sou morno. Não sou assim”. Esta é a carta que afastamos de nós mais do que qualquer outra.

    E, quanto mais a afastamos, maior é o perigo de esse espírito de Laodiceia habitar em nosso coração. Portanto, precisamos realmente pedir hoje ao Espírito Santo que nos ajude, para que a Palavra viva contida nesta carta se torne viva para nós. Precisamos ver o que ela está nos dizendo hoje e aprender com esta epístola.

    Apocalipse 3:14-22:

    E ao anjo da igreja em Laodiceia escreve:
    Isto diz o Amém, a Testemunha fiel e verdadeira, o Princípio da criação de Deus:
    Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente;
    quem dera fosses frio ou quente.
    Assim, porque és morno, e nem quente nem frio, vomitar-te-ei da Minha boca.
    Porque dizes: “Sou rico, enriqueci e de nada tenho necessidade”;
    e não sabes que és desgraçado, miserável, pobre, cego e nu,
    aconselho-te que de Mim compres ouro refinado pelo fogo, para que te enriqueças;
    e vestes brancas, para que te vistas, e não seja manifesta a vergonha da tua nudez;
    e colírio para ungires os teus olhos, para que vejas.
    Eu repreendo e disciplino a todos quantos amo;
    sê, pois, zeloso e arrepende-te.
    Eis que estou à porta e bato;
    se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele Comigo.
    Ao que vencer, concederei que se assente Comigo no Meu trono,
    assim como Eu também venci e Me assentei com Meu Pai no Seu trono.
    Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.

    O Contraste entre Laodiceia e Filadélfia

    Ao considerarmos esta carta à igreja em Laodiceia, lembramos que, da última vez, compartilhamos sobre Filadélfia, representada pelo amor fraternal. Agora chegamos a Laodiceia, frequentemente chamada de igreja do século XX.

    Uma de suas características é ter surgido da igreja do amor fraternal. Aqueles que haviam visto algo do Senhor, aqueles que haviam sido tocados pelo Senhor, podem se esquecer de como O viram. Sem disposição para prosseguir e com o coração satisfeito, acomodam-se, contentes com o lugar onde estão. Também se acomodam em um espírito de orgulho: “Nós conseguimos. Nós chegamos lá. Nós somos os tais. Eu sei o que é ser espiritual. Sou rico. De nada tenho necessidade”.

    Nunca dizemos essas palavras, mas nossas ações e nosso coração podem dizê-las.

    Um dos maiores contrastes entre Filadélfia e Laodiceia é que o próprio fundamento de Filadélfia era o amor — o amor fraternal —, porque eles sabiam que o Senhor os havia amado primeiro. O fundamento da igreja em Laodiceia mudou do amor fraternal para o amor a si mesmo.

    Ali, o foco é o eu. O amor a si mesmo diz, de certa maneira: “Sou rico porque sou importante”. Mas esse amor nunca pode ser satisfeito; ele sempre deseja mais. De certa forma, há uma contradição nisso, porque você afirma ser autossuficiente e, ao mesmo tempo, esse eu deseja cada vez mais.

    Portanto, ao considerarmos esta carta hoje, que o Senhor nos ajude a aprender as lições de Laodiceia.

    A Palavra do Senhor e a Palavra do Homem

    Conhecemos as duas características de Filadélfia: o Senhor os elogiou por guardarem a Sua Palavra e não negarem o Seu nome. Esse contraste nos ajuda a enxergar a condição de Filadélfia e a condição de Laodiceia.

    Em Filadélfia, de quem é a palavra? É a Sua Palavra. É a Palavra do nosso Senhor Jesus. A Sua Palavra é a Palavra que prevalece.

    Mas, em Laodiceia, de quem é a palavra? É a palavra do homem. É a palavra humana. Laodiceia deixou a Palavra do Senhor e começou a seguir a opinião do homem, os costumes do homem e a maneira humana de fazer as coisas.

    Eles pensam que são ricos. Pensam que sabem. Pensam que chegaram lá: “Eu vi alguma coisa”. Uma das características de Laodiceia é que ela surge das bênçãos.

    Depois de sermos abençoados, há uma tendência de nos concentrarmos mais nas bênçãos do que Naquele que abençoa. A partir dessa bênção, começamos a pensar que somos ricos: “Eu sei como isso deve ser feito”. Isso muda toda a nossa perspectiva. Em vez de o fundamento ser a Palavra do Senhor, passa a ser a palavra do homem.

    O Nome de Jesus e o Foco no Eu

    Em Filadélfia, qual nome está no centro? Qual nome é o foco de tudo? É Jesus. Eles não negaram esse nome.

    Em Filadélfia, o Senhor diz que Ele é o Santo e o Verdadeiro. Eles não negaram isso. Disseram: “Tu és santo. Não há nada de comum em Ti. Há uma santidade própria de Ti, Senhor”.

    Mas, em Laodiceia, o nome mudou de Jesus para eu: “Eu sou rico”. Mais uma vez, há um foco no homem e no eu. Essa mudança ocorreu de Filadélfia para Laodiceia.

    O Amor Fraternal e o Amor a Si Mesmo

    O verdadeiro coração e fundamento de Filadélfia está em seu nome: amor fraternal. Esse amor fraternal vem deles mesmos? Sabemos que não. Podemos amar os irmãos porque o Senhor nos amou primeiro, e é por meio da operação da cruz que podemos amar uns aos outros.

    Em nossa condição natural, não temos como amar uns aos outros. Por um breve período, podemos tolerar uns aos outros. Mas, à medida que prosseguimos, até isso acaba. Nossa paciência natural se esgota.

    Mas Filadélfia está fundamentada no amor fraternal. Laodiceia está inteiramente voltada para o eu; é um amor a si mesmo. Outro dia, eu estava lendo que o maior testemunho do amor a si mesmo é: “Minhas necessidades não estão sendo atendidas. Ninguém me ama nem cuida de mim”. Esse é o testemunho do amor a si mesmo no mundo de hoje.

    É uma mudança de perspectiva. O ponto central de Filadélfia, o centro, é o Senhor. O ponto central de Laodiceia é o nosso próprio eu, e tudo precisa girar em torno dele, porque somos o que há de mais importante.

    A diferença entre Laodiceia e Filadélfia é a disposição de abraçar a cruz.

    A indisposição do eu para pagar esse preço é significativa. O Senhor diz:

    Compra de Mim.

    E compartilharemos mais sobre isso adiante. Comprar Dele é realizar uma transação com o Senhor — seguir o caminho da cruz e permitir que a Sua vida seja formada em nós.

    A Imagem de Cristo e a Imagem de Deus Construída pelo Homem

    Em Filadélfia, há uma consciência de estar em Cristo e de Cristo estar em nós. Eles compreendem que foram criados à imagem de Cristo e que Ele está sendo formado neles. Seu desejo é que a Sua vida seja expressa em maior medida.

    Mas, em Laodiceia, qual é a imagem de Cristo? Ele se torna o nosso Cristo, feito à nossa imagem. Sabemos que Deus criou o homem à Sua imagem. Quando chegamos a Laodiceia, o homem cria Deus à sua imagem.

    Quem quer que desejemos que Cristo seja, quem quer que desejemos que Deus seja, é isso que criamos. É isso que fazemos Dele. Ao fazer isso, deixamos de perceber Quem Ele realmente é.

    A Cruz como Caminho para a Vida

    Laodiceia não tem lugar para a cruz. Em Filadélfia, eles compreendem que a cruz é o caminho para a vida. Quando desejamos conhecer mais o Senhor e receber mais vida, a cruz é esse caminho para a vida.

    Mas, no cristianismo atual, no mundo em que vivemos, há uma indisposição para pagar o preço. Quando os irmãos estiveram juntos naquele domingo à noite, fomos desafiados a entender que, para prosseguirmos, há um sacrifício envolvido. Isso nos custará alguma coisa.

    Estamos dispostos a permitir que o Senhor nos atraia a Si mesmo? Isso nos custará a vida do eu. Custará as conveniências do nosso eu. Estamos dispostos a passar por isso nestes dias, quando tudo o que ouvimos no cristianismo moderno é que nossas necessidades serão atendidas?

    Se você é alcoólatra, aqui estão doze passos. Se tem esse tipo de problema, basta fazer isto e se sentirá melhor. Você tem determinado problema; vá até ali e suas necessidades serão atendidas. Mas nenhuma dessas coisas está realmente nos levando de volta ao pé da cruz, onde podemos enxergar o caminho da vida.

    O Corpo de Cristo e as Visões Distorcidas da Igreja

    Em Filadélfia, havia uma compreensão de que, quando nasceram de novo, estavam em Cristo e eram o corpo de Cristo. Havia um belo testemunho de conhecer o corpo de Cristo — não apenas conhecê-lo intelectualmente, mas conhecê-lo na experiência.

    Eles o conheciam por serem dedicados uns aos outros, por precisarem uns dos outros e por compreenderem como afetamos uns aos outros. Às vezes, oro em meu coração para que percebamos o quanto afetamos uns aos outros.

    Nossas ações e aquilo que fazemos afetam outros irmãos e irmãs, porque estamos no corpo. Muitas vezes, não vemos esse efeito, mas ele existe. Se eu for descuidado com uma palavra, se disser algo sobre um irmão que não deveria ter dito, isso libera alguma coisa dentro do corpo. Isso é pecado.

    Precisamos realmente pedir ao Senhor que nos ajude a enxergar o quanto precisamos uns dos outros e como afetamos uns aos outros.

    Quando chegamos a Laodiceia, é interessante observar que ela assume duas formas em relação à igreja. Uma é exclusivista. Ela diz: “Nós somos os tais”. Na verdade, acabam tornando a igreja pequena demais.

    Eles dizem: “Nós nos reunimos sobre a base da igreja e somos a igreja local. Se vocês não se reunirem conosco, não estão na igreja”. Tomam uma verdade e a restringem demais. Há um exclusivismo.

    Ou, no outro extremo, ampliamos demais — tornamo-nos ecumênicos. Vamos para um extremo ou para o outro. Ou tornamos a igreja pequena demais, sendo exclusivistas, ou a tornamos grande demais, sendo ecumênicos.

    O Senhor está dizendo: “Onde está a verdade?”. A verdade sempre nos leva de volta à simplicidade de estarmos fundamentados na Sua Palavra e de permitirmos que, sob o Seu nome, Ele seja o Cabeça vivo. Uma vez que saímos da maneira do Senhor de fazer as coisas — da maneira do Senhor para a igreja — e entramos na maneira do homem, podemos produzir todo tipo de distorção e de perspectiva diferente.

    O Orgulho e a Ilusão das Riquezas Espirituais

    Agora, em Laodiceia, o que eles dizem de si mesmos? Dizem:

    Sou rico e de nada tenho necessidade.

    Se você tivesse de escolher uma palavra para definir isso, seria orgulho. É o pecado do orgulho.

    Toda essa questão de ser rico se divide em duas categorias gerais. Uma está relacionada à verdade objetiva. Eles pensam que são ricos por causa da doutrina ou do ensino e acabam dizendo: “Nós somos a igreja verdadeira. Temos a mensagem. Nós somos os tais”.

    Isso nasce da verdade objetiva. Eles pensam: “Recebemos muito”. Mais uma vez, nasce das bênçãos. O Senhor lhes concedeu entendimento, mas eles vão um pouco além. Dizem: “Eu sei como uma igreja deve funcionar. Sei como isso deve ser feito. Você deve fazer isto, isto e isto. Você não está fazendo isso; portanto, está errado”.

    Você percebe um espírito de julgamento. Uma exaltação de si mesmo, uma elevação de si mesmo começa a surgir: “Eu sei como deve ser feito”, ou: “Nós sabemos como deve ser feito”.

    Podemos até começar a tornar a igreja cada vez menor. No passado, li sobre o que chamavam de “conferências de vencedores”. Eu gostaria de saber quem participava delas, mas houve uma série de conferências de vencedores.

    O que há nisso, porém, é um orgulho sutil: “Nós somos espirituais, e nós, que somos espirituais e estamos realmente prosseguindo com o Senhor, queremos nos reunir. Os outros irmãos e irmãs não têm realmente um coração para o Senhor; por isso, nós, que somos espirituais, vamos nos reunir, buscá-Lo, prosseguir e obter mais bênçãos”.

    No Novo Testamento, o Senhor alguma vez separa para Si apenas os que são mais espirituais? Ele chama todos à parte e lhes transmite a Sua Palavra. Há ocasiões em Atos em que os presbíteros são chamados a Mileto, mas isso está mais relacionado a uma função de governo. Não é: “Vocês, que são mais espirituais, venham aqui, e o restante fique ali”.

    Senhor, guarda-nos das conferências de vencedores e permite que sejamos simplesmente os irmãos reunidos em torno de Ti.

    O Orgulho Espiritual Baseado na Experiência

    Além de se tornar exclusivista ou de permitir que o orgulho entre por meio de uma perspectiva doutrinária objetiva, Laodiceia também pode ser muito subjetiva. Pode se basear na experiência cristã: “Porque tivemos esta experiência, nós somos os tais”.

    Quantas vezes você ouve no cristianismo de hoje: “Se você realmente quer prosseguir com o Senhor, precisa desta experiência. Nós temos a bênção; portanto, você precisa vir receber a bênção. Nós temos o segredo”?

    Outro dia, eu estava compartilhando com um irmão, e esta é uma das sutilezas da Bênção de Toronto que anda circulando. É algo como: “Se você realmente quer, nós temos. Você precisa vir até nós, e então poderá ser mais espiritual”.

    Isso afasta as pessoas da pessoa de Cristo e as atrai de volta umas às outras. Em Laodiceia, isso é muito sutil, porque nasce da bênção. Como precisamos que nosso coração seja guardado e preservado, e como precisamos permanecer humildes diante do Senhor.

    Falamos sobre ser humilde e sobre humildade, e essa é uma palavra difícil de compreender. O que significa? A definição de que sempre gostei é que a pessoa humilde é simplesmente alguém disposto a aprender.

    Você está disposto a aprender? Aceita ser corrigido? Está permitindo que o Senhor fale com você? Se temos essa atitude dentro de nós, o Senhor pode nos guardar.

    A Autoconfiança e as Concessões ao Mundo

    À medida que prosseguimos no Senhor e Ele nos abençoa tanto em nossas experiências, podemos nos tornar autoconfiantes em nosso andar diário.

    Quando você começa a falar sobre o andar diário, entra em algo mais pessoal. É preciso ter cuidado com os exemplos, porque cada pessoa é diferente. Mas, em nosso andar diário, as coisas relacionadas ao lazer, às atividades, à maneira de nos vestirmos, às pessoas com quem nos relacionamos, ao que lemos e ao que desejamos exercem influência sobre nós.

    Elas podem nos distrair. Podem dispersar nossas forças. Podem até nos contaminar, se não tivermos cuidado.

    O aspecto sutil de um espírito de Laodiceia é pensarmos que somos maduros o suficiente no Senhor para lidar com as coisas do mundo e que elas não nos afetarão. É uma armadilha.

    Pensamos que podemos brincar com as coisas do mundo — as coisas boas. Sabemos que as coisas ruins estão fora de questão, mas pensamos que podemos lidar com todas as coisas boas e que elas não nos afetarão, porque: “Sou um cristão forte. Posso me manter separado disso, e isso não vai me afetar”.

    Somos cristãos que se arriscam sem medir as consequências. Estamos por aí brincando com o mundo e pensamos que isso não vai nos afetar. Mas, irmãos e irmãs, afeta, sim. Pode nos distrair, dispersar nossas forças e até nos contaminar.

    Que o Senhor toque nosso coração para que possamos enxergar Seu chamado para voltarmos a Ele. Em Filadélfia, Ele diz que é santo e verdadeiro. Santidade não é uma questão de graus. Ou você é santo, ou não é.

    Hoje, pensamos que tudo é relativo. Laodiceia é a igreja da relatividade. Mas, em nosso Senhor, há uma santidade absoluta à qual Ele nos chama — uma separação para Si mesmo.

    A Oração e a Comunhão como Indicadores da Necessidade Espiritual

    Ao pensarmos nessa questão de ser rico e não ter necessidade de nada, há dois indicadores nos quais podemos nos concentrar: a oração e a comunhão.

    Alguém que é rico e não tem necessidade de nada verá sua vida de oração seguir um caminho ou outro. Primeiro, talvez nunca ore, porque não tem necessidade. Pessoas que não têm necessidades não têm necessidade de orar.

    “Por que devo orar por este dia? Por que devo orar pelo meu trabalho? Eu dou conta. Por que devo orar por esta situação? Ela pode se resolver.”

    Ou a oração vai para outro extremo: toda a vida de oração gira em torno de si mesmo. Voltamos ao amor a si mesmo e à dedicação a si mesmo. Toda vez que essas pessoas pedem alguma coisa, estão olhando para si mesmas, e tudo se concentra nisso.

    Além da oração, há a comunhão. O maravilhoso na igreja em Filadélfia — o belo entre os irmãos ali — é que existe um relacionamento horizontal. Há transparência. Há comunhão uns com os outros.

    Há um desejo de estar uns com os outros, porque sabem que precisam uns dos outros. Mas, em Laodiceia, a comunhão assume um tom diferente. Ou não há comunhão, porque não se percebe necessidade alguma, ou ela acontece de maneira condescendente.

    Você já conversou com um cristão — e nem vou chamar isso de comunhão — e sentiu como se tivesse ficado com torcicolo, de tanto olhar para cima enquanto ele olhava para você de cima para baixo? Isso não foi realmente comunhão. Foi o orgulho dele, ou qualquer expressão do eu que você queira usar, olhando para você de cima para baixo.

    A comunhão é uma via de mão dupla. É compartilhar a vida de Cristo uns com os outros. Às vezes, precisamos procurar uns aos outros e pedir conselho e orientação, mas, mesmo nisso, trata-se de nos colocarmos lado a lado — ambos buscando o Senhor juntos.

    Nesse espírito de comunhão, podemos realmente enxergar o quanto precisamos uns dos outros. Irmãos e irmãs, precisamos que o Senhor nos mostre de maneira renovada o quanto precisamos uns dos outros e o quanto Ele nos ama.

    Todos nós podemos cair sutilmente em um espírito de Laodiceia. Talvez isso não esteja em todo o nosso ser, mas somos compartimentalizados. Podemos ir bem em uma área e tropeçar em outra. Podemos ir bem aqui e errar ali.

    Mesmo dentro de nós, pode haver áreas em que, diante de determinada circunstância, agimos como o Senhor deseja que ajamos. Mas, diante de outra circunstância, podemos entrar naquele espírito de Laodiceia: “Eu sei como deve ser feito. Eu estou certo”.

    Há essa indisposição para tomar a cruz. Que o Senhor nos ajude e nos convença disso ao considerarmos essas coisas.

    O Conselho do Senhor a Laodiceia

    Qual é o conselho do Senhor a Laodiceia? Em meio a tudo isso, Ele diz:

    Compra de Mim.

    Ele diz:

    Compra de Mim.

    Ele é a única fonte. Há apenas uma fonte à qual podemos recorrer.

    Quando vamos ao nosso Senhor e compramos Dele, trata-se de uma transação pessoal. Nosso irmão nos lembrou, no início da reunião, de que o Senhor deseja um corpo coletivo, sim, mas também há o indivíduo.

    Não devemos nos perder tanto no coletivo a ponto de perdermos o chamado individual sobre nossa vida. É uma transação pessoal que o Senhor exige de cada um de nós: comprar.

    O Ouro Refinado pelo Fogo

    Ele diz:

    Compra de Mim ouro.

    Esse ouro fala daquilo que as pessoas chamam de justiça divina. É a justiça de Deus. Cristo Se tornou a nossa justiça, como está escrito em 1 Coríntios 1:30.

    Mas justiça divina pode se tornar um daqueles termos teológicos. Vamos abrir em Filipenses 3:8. Para mim, esse é o testemunho de Paulo sobre comprar ouro. Podemos começar em Filipenses 3:7.

    Mas o que para mim era ganho, isso considerei perda por causa de Cristo.
    Mais do que isso, considero todas as coisas como perda, por causa do valor supremo do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor;
    por Quem sofri a perda de todas as coisas e as considero como lixo, para que possa ganhar a Cristo
    e ser achado Nele, não tendo justiça própria, procedente da lei,
    mas aquela que vem pela fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, com base na fé;
    para que eu O conheça, e o poder da Sua ressurreição, e a comunhão dos Seus sofrimentos,
    sendo conformado à Sua morte;
    para que, de algum modo, alcance a ressurreição dentre os mortos.
    Não que eu já a tenha alcançado ou que já tenha sido aperfeiçoado, mas prossigo
    para alcançar aquilo para o que também fui alcançado por Cristo Jesus.

    Isso é comprar. Isso é uma transação. É considerar todas as coisas — não apenas as coisas ruins, mas também a grande herança de Paulo — como perda.

    Qual é o ouro que ele compra?

    Para que possa ganhar a Cristo e ser achado Nele, não tendo justiça própria.

    Essa é a justiça que procede de Deus, com base na fé.

    Para que eu O conheça, e o poder da Sua ressurreição, e a comunhão dos Seus sofrimentos, sendo conformado à Sua morte.

    Isso é ouro. É o testemunho de Paulo sobre sua transação com o Senhor e sobre sua disposição diante do Senhor.

    Quando você compra alguma coisa, há um custo. Da parte do Senhor, custou-Lhe o Seu Filho. Sabemos que a graça é gratuita. Mas qual é o custo para nós? Custa-nos a vida do eu. É considerar todas as coisas como perda para que possamos conhecê-Lo.

    Receio que, em minha própria vida e talvez na vida de muitos de nós, gostemos de usar a expressão “considero as coisas como perda”, mas deixemos de fora a palavra todas. Consideramos coisas como perda, mas deixamos algumas de fora. Dizemos: “Das outras coisas eu ainda gosto muito. Quero desfrutá-las. Quero me divertir”.

    Em boa parte do cristianismo, quase existe a ideia de que, se deixarmos isso para trás e nos entregarmos ao Senhor, não teremos uma vida agradável. Mas Paulo disse: “Quero Te conhecer mais, Senhor”.

    Quanto mais O conhecemos, mais O vemos. Quanto mais O vemos, maior é a nossa disposição de deixar todas as coisas de lado, para que sejam consideradas como perda.

    Se há algo valioso em nossa vida que não estamos dispostos a abandonar, ou por causa do qual lutamos com o Senhor, peçamos ao Senhor que nos permita ver mais Dele. Que vejamos mais do Seu amor, de tudo o que Ele é e de tudo o que fez por nós.

    Que Ele seja Aquele que ajusta nossa perspectiva. Ao vê-Lo, podemos ser atraídos para mais perto Dele.

    As Vestes Brancas

    Apocalipse prossegue e diz que devemos comprar Dele vestes brancas. As vestes mencionadas em Apocalipse estão relacionadas ao que se chama de justiça prática — nosso andar diário, nossas obras diárias e nossa vida cotidiana. Elas devem ser brancas, não escuras nem encardidas.

    Como nossas vestes se tornam brancas? Mesmo ficando vermelhas de sangue, elas são tornadas brancas como a neve pelo sangue do Cordeiro. É conhecer diariamente o sangue e sua operação em nossa vida.

    Nisso, há uma separação em santidade e justiça diante do Senhor. Toda essa questão de nossas obras e de nossa vida diária se relaciona horizontalmente, porque é aos nossos irmãos e irmãs que nossas obras são mostradas.

    O ouro é nosso relacionamento com o Senhor. As vestes brancas são nosso relacionamento uns com os outros.

    O Colírio e a Visão Espiritual

    Finalmente, Ele diz que também precisamos comprar colírio. Você compra esse colírio e o aplica aos olhos para poder enxergar.

    O que vemos nisso? É um refrigério e uma renovação do Espírito Santo, para que sejamos continuamente cheios do Espírito Santo e atraídos pelo Espírito ao próprio Senhor.

    Isso nos permite enxergar não apenas o Senhor, mas também a nós mesmos. A pessoa em Laodiceia está enganada a respeito de si mesma e se considera justa. A única maneira de alguém que se considera justo ser liberto é por meio do Espírito Santo que habita nele, tocando seu coração e convencendo-o.

    Se você já tentou discutir com uma pessoa que se considera justa, desperdiçou muitas palavras inúteis. Nós não vencemos. Precisamos orar por esse colírio em nosso coração, para que o Espírito Santo abra nossos olhos.

    Então podemos verdadeiramente enxergar o estado de pobreza em que nos encontramos. À medida que vemos mais do Senhor, embora reconheçamos que não somos ricos, isso nos faz apreciar ainda mais o quanto somos ricos Nele.

    Em nós mesmos, somos pobres. Ele lhes diz que são pobres. Mas, Nele, somos verdadeiramente ricos.

    O Amor Anelante de Cristo

    Se você tentasse resumir o que o Senhor diz a Laodiceia, encontraria o coração anelante Daquele que clama a alguém que Ele ama.

    Ele não apenas lhes diz o que fazer; Ele os aconselha. Ele lhes oferece orientação. Quase implora que se arrependam e voltem a Ele.

    Mas há um custo, como já dissemos. Entre Filadélfia e Laodiceia está a disposição de seguir o caminho da cruz. Essa disposição está em Filadélfia.

    Mas, em Laodiceia, nesse cristianismo moderno do século XX, quando você fala da cruz, quando fala de sofrimento, sempre há alternativas: “Você não precisa seguir esse caminho. Podemos dar um jeito em você. Podemos remendar você e fazer com que pareça estar bem”.

    Mas você está apenas enganando a si mesmo. Nós nos enganamos ao lutar com nossa consciência. É por isso que precisamos novamente do colírio do Espírito Santo em nós.

    Os irmãos em Filadélfia conheciam o amor de Deus. De alguma forma, em Laodiceia, haviam perdido esse amor. Haviam perdido de vista o quanto o Senhor os amava e havia morrido por eles.

    A preciosidade da mesa nesta manhã fala do quanto Ele nos amou. Mas uma autossuficiência sutil estava entrando, aquela maneira sutil de dizer: “Eu estou certo e eu sei”.

    Sempre que o Senhor nos mostrar alguma coisa, que continuemos voltando à cruz.

    Como diz Tiago 4:6:

    Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.

    Há uma graça que nos permite prosseguir Nele e conhecê-Lo de maneira mais plena e em maior medida.

    Reflexões sobre o Espírito de Laodiceia

    Nunca é fácil compartilhar sobre Laodiceia. De certa forma, quando se compartilha sobre Laodiceia — pelo menos para mim, mais do que sobre qualquer outra igreja —, a pessoa se sente hipócrita enquanto fala.

    Essa é uma das coisas com as quais tenho lutado diante do Senhor durante toda a semana. Que o Senhor realmente opere em nosso coração. Não há muita história nem muitas questões externas referentes a Laodiceia; sua história será escrita no futuro. Mas seu espírito está diante de nós.

    É algo sutil. Nasce da bênção — daqueles que amam o Senhor, que experimentaram a graça de Deus, que conheceram o maravilhoso testemunho da Sua Palavra e da Sua vida e que, sutilmente, permitiram que o orgulho capturasse seu coração.

    Sabemos que um dos anjos mais abençoados de todos os tempos, sutilmente, deixou que o orgulho lhe roubasse seu lugar. O orgulho está sempre presente. Ele é uma tentação maior para os fortes do que para os fracos.

    Quando você tem algo de que se orgulhar, precisa voltar ao Senhor e se humilhar, para que seja guardado por Ele — por Sua graça e por Sua misericórdia.

    Que continuemos a andar diante Dele pelo sangue do Cordeiro, de maneira transparente e com a consciência limpa. Que o Senhor nos ajude.

    Lições da História da Igreja

    Ao considerarmos esta série sobre a história da igreja, é útil resumir o que vimos. Sou encorajado ao ver a grande fidelidade do nosso Senhor.

    Cristo é o centro e o ponto focal. Ao longo da história, porém, o homem — seja com base nas emoções ou no intelecto — oscila para um lado ou para o outro. É nossa alma que nos desvia.

    No século II, por meio do montanismo, houve um mover do Espírito Santo que o Senhor usou para levar as pessoas de volta ao centro. Mas o homem pode se concentrar tanto na experiência que continua avançando até o extremo.

    O mesmo acontece do lado do intelecto. Durante a Reforma, depois da Idade das Trevas, houve uma recuperação de muitas verdades, incluindo a justificação pela fé. O Senhor levou as pessoas de volta ao centro. Mas então o homem, em seu intelecto, transformou essas verdades em uma teologia.

    Contudo, o Senhor, em Sua fidelidade, sempre mantém uma linha firme. Ele sempre tem aqueles poucos fiéis. Isso deve nos levar a permanecer humildes diante do Senhor, porque a história mostra que o homem sempre foi para um extremo ou para o outro.

    Que o Senhor nos mantenha na linha central, concentrados em Cristo. Aqueles que se concentram nas emoções podem começar a se concentrar na experiência ou no dom, em vez de Naquele que o concede. Aqueles que se concentram no intelecto podem transformar palavras de vida em letras mortas.

    Há uma palavra de vida e há experiência, mas ambas estão em Cristo. Nele, podemos continuar prosseguindo juntos.

    Características da Vida Cristã Normal na Igreja

    Algumas pessoas têm perguntado o que mais aprendi ao preparar esta série. Há muitas lições diferentes, mas começamos esta série dizendo que existem sete características normalmente vistas nos moveres do Senhor — aquilo que poderíamos chamar de vida cristã normal na igreja.

    Vimos, ao longo da história da igreja, como estes diferentes aspectos se manifestaram:

    • Conhecer a autoridade de Cristo como Cabeça.
    • Reconhecer a importância da Palavra de Deus.
    • Ser dedicados uns aos outros para a Sua glória.
    • Manter a separação do mundo.

    Eles não são dedicados uns aos outros meramente por causa de si mesmos; são dedicados uns aos outros para a Sua glória. Deve haver uma separação contínua do mundo.

    Os Fiéis ao Longo da História

    Uma das coisas que me encorajam na história da igreja são os fiéis ao longo dos tempos. Hoje, olhamos para trás, e muitos dos homens cujos nomes mencionamos são famosos — alguns, por motivos negativos —, mas, em sua própria época, não eram famosos.

    Eram simplesmente irmãos e irmãs fiéis que obedeciam ao Senhor. O Senhor dizia: “Faça isto”, e eles faziam. Compreendiam que tinham um tesouro em vasos de barro. Não havia nada de grande neles mesmos, a não ser uma disposição de responder ao Senhor quando Ele lhes pedia que fizessem alguma coisa.

    Eles não começaram com grandes credenciais. Os que começaram com grandes credenciais geralmente precisaram ser humilhados; depois disso, puderam realmente ser usados pelo Senhor.

    Vemos esse quadro no Senhor e em Seus discípulos. Ele não escolheu os doze discípulos porque eram os grandes deste mundo. Eles eram as coisas loucas do mundo.

    Para mim, isso encoraja meu coração. Dá-me esperança de que não precisamos ser alguém importante para que o Senhor nos use. Precisamos apenas estar dispostos.

    Não ser alguém importante, mas estar dispostos. Se tivermos um coração disposto e permitirmos que Ele nos use, Ele poderá nos usar.

    O Amor do Senhor pela Igreja

    Outra lição geral da história da igreja é o amor do Senhor pela igreja. Ao longo de todas as épocas, vemos um amor zeloso e anelante. Apesar das circunstâncias e das situações, Ele faz os irmãos atravessarem tudo isso e os sustenta até o fim.

    Em Éfeso, vimos Seu encorajamento para que voltassem ao primeiro amor. Em Esmirna, havia um amor sofredor em meio à perseguição, mas o Senhor veio ao encontro deles e os guardou.

    Em Pérgamo, Constantino uniu a igreja e o Estado. Ainda assim, havia um amor que separava as pessoas para o Senhor, atraindo-as a Si mesmo.

    Durante a Idade das Trevas de Tiatira, havia apenas alguns irmãos. A Igreja Católica estava sendo edificada e se estabelecendo, mas havia pessoas solitárias, como os paulicianos e os bogomilos — apenas alguns espalhados aqui e ali. Ainda assim, havia um amor na solidão, e o Seu amor se manifestava e os guardava em meio a tudo.

    Em Sardes, ao chegarmos ao movimento protestante, o Senhor os encorajava a prosseguir: “Despertem. Não se acomodem com o que têm. Avancem. Perseverem”. Havia o amor perseverante do Senhor, que nos atrai a Si mesmo e nos encoraja a prosseguir em direção a Ele.

    Em Filadélfia, vimos o amor fraternal. Em Laodiceia, Seu amor é um amor santo. Não é comum; há uma santidade em Seu amor, e Ele nos chama por meio desse amor.

    Como sabemos por Efésios 5:25, isso se deve ao Seu grande amor pela igreja. Ele morreu por nós individualmente, mas também amou a igreja e Se entregou por ela.

    Que o Senhor renove nosso coração com a compreensão do quanto Ele ama a igreja e com o conhecimento de Seu coração e de Seu propósito para ela. Ao estarmos em diferentes situações e atravessarmos diferentes períodos, que conheçamos a suficiência da Sua graça para nos sustentar em tudo.

    A Confiança na Fidelidade de Deus

    Outra coisa que tocou meu coração é que temos uma grande esperança, porque nosso Deus é fiel.

    O Senhor diz em Mateus 16:18:

    Edificarei a Minha igreja.

    Ele fará isso. Zacarias 4:6 diz:

    Não por força nem por poder, mas pelo Meu Espírito.

    E Zacarias 4:7:

    Graça, graça a ela.

    Romanos 9:16 diz que:

    Não depende de quem quer nem de quem corre, mas de Deus, que Se compadece.

    Isso nos mantém no lugar certo. Ele nos chamou para cooperar com Ele, mas também vemos, ao longo da história da igreja, que, apesar de nós mesmos, Ele edificará a Sua igreja.

    Podemos escolher se prosseguiremos com Ele nesse processo de edificação. Mas, se individualmente nos desviarmos em nosso coração, Ele prosseguirá. Ao longo da história, quando aqueles que haviam sido usados pelo Senhor se desviaram, outros foram levantados. Eles levaram adiante a tocha do testemunho.

    Que não pensemos, novamente naquele espírito de orgulho e de Laodiceia, que o propósito do Senhor depende de nós. Ele edificará a Sua igreja, e Ele o fará.

    Uma das grandes falácias daquilo que hoje se chama de teologia da restauração é a ideia de que o homem precisa criar um mundo perfeito, e então o Senhor poderá voltar. Depois que o homem restaurar tudo, Deus poderá voltar e estabelecer Seu reino.

    O Senhor não depende do homem dessa maneira. Ele deseja trabalhar por nosso intermédio, mas, apesar de nós, edificará a Sua igreja.

    O Chamado para Ouvir o que o Espírito Diz

    As últimas quatro igrejas seguem juntas. Elas caminham paralelamente agora, até a volta do Senhor.

    A pergunta que precisamos fazer a nós mesmos é: em qual delas estamos? Ou podemos formular de outra maneira: qual delas está em nós? Que espírito? Quais características estão em nós?

    Em Tiatira, o fundamento são as obras: “Você precisa fazer isto para receber a bênção do Senhor”. Em Sardes, vemos muito da mente tentando compreender as coisas — a mente racional. Em Laodiceia, vimos a base do amor a si mesmo e a entrada das emoções.

    Já em Filadélfia, eles são guiados pelo Espírito.

    Irmãos e irmãs, sabemos em qual delas queremos estar. Precisamos simplesmente orar. Cada vez que o Senhor diz “quem tem ouvidos”, há novamente esse chamado individual:

    Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.

    O irmão Nee conta a história de dois homens que caminhavam por uma rua movimentada. Havia carros indo em todas as direções e barulho por toda parte — a agitação de uma cidade grande.

    Um dos homens disse: “Espere um pouco. Estou ouvindo um grilo”. O outro respondeu: “Como assim, você está ouvindo um grilo? Há carros indo em todas as direções. Você não pode estar ouvindo um grilo”.

    Mas o primeiro homem disse: “Não, estou ouvindo um grilo. Vamos até ali”. Eles foram até lá e, sobre a saliência de uma loja, havia um grilo.

    O outro homem perguntou: “Como você ouviu esse grilo?”. Ele respondeu: “Bem, depende do que você está procurando ouvir”.

    O mecânico de automóveis anda pela rua e ouve o motor de um carro falhando. Percebe que ele precisa de um escapamento novo. Só de ouvir, consegue identificar o que está errado em cada carro.

    O banqueiro anda pela rua e vê dinheiro por toda parte. Está pensando em dinheiro e atento a maneiras de ganhar dinheiro. Mas aquele homem disse: “Sou entomologista. Estudo insetos. Presto atenção aos sons dos insetos. Foi assim que o ouvi”.

    O músico presta atenção à música e consegue ouvir música em quase qualquer som. Mas aquele homem havia sido treinado para ouvir o inseto.

    Para ouvir o quê nossos ouvidos estão treinados? Estamos procurando ouvir o Espírito do Senhor? O Espírito do Senhor está falando conosco nestes dias.

    Que tenhamos o ouvido — o ouvido do nosso coração — aberto para realmente ouvir o que Ele está dizendo. Há muitas vozes, muitos ruídos e muitos sons por aí.

    O Senhor nos desafia de maneiras diferentes das que esperamos. Às vezes, podemos colocar o Senhor dentro de uma caixa e dizer: “Deus não age dessa maneira. Por que estou nesta situação, se Deus age assim?”. Mas temos ouvidos para ouvir o que Ele está dizendo?

    Sou realmente abençoado pelos muitos jovens que virão no próximo fim de semana — mais de cem de outras cidades — para ouvir o Senhor. Estou orando para que tenham ouvidos para ouvir e para que todos nós tenhamos ouvidos para ouvir o que o Espírito está dizendo.

    Não como um exercício de autoexame, mas permitamos que o Senhor sonde nosso coração. Ao olharmos para essas lições da história da igreja, algumas nos atingem mais de perto do que outras. Algumas são um pouco mais desconfortáveis do que outras.

    Mas que permitamos ao Senhor e ao Espírito Santo realmente tocar nosso coração e nos ensinar, para que possamos aprender.

    O Convite ao Arrependimento e à Comunhão com Cristo

    Ele encerra a parte final da carta a Laodiceia, em Apocalipse 3:19-20:

    Eu repreendo e disciplino a todos quantos amo;
    sê, pois, zeloso e arrepende-te.
    Eis que estou à porta e bato;
    se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa;
    cearei com ele, e ele Comigo.

    Há uma via de mão dupla aí. Ele ceia conosco, e nós ceamos com Ele. Ele simplesmente nos chama a ir a Ele e nos arrepender. Não há barreira alguma. Ele está à porta, quase tentando empurrá-la para abri-la, a fim de entrar e cear conosco.

    Que tenhamos ouvidos para ouvir o que o Espírito diz. Vamos orar.

    Oração Final

    Senhor, agradecemos pelo Teu grande amor. Agradecemos pelo Teu amor que simplesmente não nos deixa ir.

    Senhor, vemos como, depois de provarmos das Tuas bênçãos, somos tão propensos a nos orgulhar delas — a nos orgulhar daquilo que Tu nos mostras. Pedimos, Senhor, que nos ajudes em nosso coração a voltar continuamente a Ti.

    Que nosso lar seja ao pé da cruz e que testemunhemos: “Não eu, mas Cristo”. Agradecemos pelo Teu amor que nos atraiu. Obrigado por tão grande salvação.

    Senhor, agradecemos pela herança que temos ao longo destes séculos. Oramos para que, tendo Tu nos dado esses exemplos, possamos aprender com aqueles que vieram antes de nós, para que não pensemos estar de pé e venhamos a cair.

    Tem misericórdia de nós, Senhor. Em nome de Jesus.