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THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
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    Those Who Wait for the Lord will Gain New Strength © 2026 Christian Testimony Ministry
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    Those Who Wait for the Lord will Gain New Strength
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    Lambert, Lance

    Forças renovadas para o caminho do Senhor

    Leitura bíblica: Isaías 40

    Consolai, consolai o Meu povo, diz o vosso Deus.
    Falai ao coração de Jerusalém e clamai-lhe que a sua luta está terminada, que a sua iniquidade está perdoada, que recebeu da mão do Senhor em dobro por todos os seus pecados.

    Voz do que clama: Preparai no deserto o caminho do Senhor; endireitai na terra árida uma estrada para o nosso Deus.
    Todo vale será elevado, e todo monte e colina serão rebaixados; o terreno desigual se tornará plano, e os lugares escabrosos, uma planície:
    E a glória do Senhor será revelada, e toda carne juntamente a verá; porque a boca do Senhor o disse.

    Uma voz diz: Clama. E alguém disse: Que hei de clamar?
    Toda carne é erva, e toda a sua beleza é como a flor do campo.
    Seca-se a erva, murcha a flor, porque o sopro do Senhor passa sobre ela; certamente o povo é erva.
    Seca-se a erva, murcha a flor; mas a palavra do nosso Deus permanece para sempre.

    Ó tu que anuncias boas-novas a Sião, sobe a um alto monte; ó tu que anuncias boas-novas a Jerusalém, ergue a tua voz com força; ergue-a, não temas; dize às cidades de Judá: Eis o vosso Deus!
    Eis que o Senhor Deus virá como um poderoso, e o Seu braço governará por Ele. Eis que o Seu galardão está com Ele, e a Sua recompensa, diante Dele.
    Como pastor, Ele apascentará o Seu rebanho; recolherá os cordeiros em Seu braço e os levará em Seu regaço; guiará mansamente as que amamentam.

    Eis que as nações são como uma gota de um balde e são consideradas como o pó miúdo da balança; eis que Ele levanta as ilhas como coisa de pouquíssimo peso.

    É Ele Quem está assentado acima do círculo da terra, cujos habitantes são como gafanhotos; é Ele Quem estende os céus como uma cortina e os espalha como uma tenda para nela habitar; Quem reduz os príncipes a nada e torna os juízes da terra como coisa vã.

    Por que dizes, ó Jacó, e falas, ó Israel: O meu caminho está oculto ao Senhor, e a justiça que me é devida passa despercebida ao meu Deus?
    Não sabes? Não ouviste? O Deus eterno, o Senhor, o Criador dos confins da terra, não desfalece nem Se cansa; não se pode esquadrinhar o Seu entendimento.
    Ele dá vigor ao cansado e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor.
    Até os jovens desfalecerão e se cansarão, e os moços certamente cairão:
    Mas os que esperam pelo Senhor renovarão as suas forças; subirão com asas como águias; correrão e não se cansarão; caminharão e não desfalecerão.

    Oração inicial

    Amado Senhor, nós Te agradecemos porque, sempre que nos achegamos à Tua Palavra e ao ministério da Tua Palavra, Tu tens feito uma provisão específica de graça e poder. Tu colocaste uma unção à nossa disposição. E, Senhor, porque o Senhor Jesus conquistou essa unção para nós, queremos nos achegar com toda simplicidade, pela fé, e permanecer nela pela fé — para que eu fale e para que todos nós ouçamos.

    Que o meu falar seja ungido e que o nosso ouvir seja ungido; e assim, neste momento, que Tu realizes e cumpras algo, tornando a Tua Palavra, por assim dizer, viva para cada um de nós. Que recebamos a Palavra implantada, que criará raízes em nós, crescerá e produzirá muito fruto. Ouve-nos, ó Senhor. Nós Te daremos todo o louvor e toda a glória. Em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.

    A profecia de Isaías e a vinda do Messias

    Esta profecia de Isaías, cuja primeira parte começa aqui em Isaías 40 e segue até o capítulo 66, tem estado muito presente em meu coração há quase dois meses. Enquanto pensava, durante a noite, na reunião desta manhã, senti que talvez devesse compartilhar algo deste capítulo. É um capítulo extraordinário.

    É claro que sabemos que essa profecia diz respeito aos últimos dias. Esses profetas, quando olhavam para o futuro pelo Espírito de Deus, muitas vezes viam a primeira vinda do Messias e a segunda vinda do Messias como um único movimento. Na verdade, não lhes foi revelado que havia um grande intervalo entre elas.

    É como acontece com alguns de nós quando subimos a montanhas altas em uma região montanhosa. Olhamos e vemos, ao longe, uma cadeia de montanhas após outra; mas, às vezes, essas cadeias parecem tão próximas que pensamos que são uma só. Somente quando as escalamos descobrimos, de repente, que há um enorme cânion ou vale entre aquele conjunto de picos e o outro. Assim acontecia com os profetas. Muitas vezes, eles profetizavam a vinda do Senhor Jesus e a viam como um único movimento.

    Este é um exemplo maravilhoso disso. Sabemos, por Mateus 3 e Marcos 1, que esta palavra se cumpriu primeiro no ministério de João Batista:

    Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; endireitai na terra árida uma estrada para o nosso Deus.

    Era uma época de enorme abalo — de enorme abalo. Os romanos haviam chegado e, por meio da traição de parte do povo judeu, ocupado toda a terra e tomado posse dela. Foi um período de terrível abalo para eles, e os que criam na vinda do Messias se perguntavam como seria possível que o propósito de Deus se cumprisse.

    E o Senhor disse que todo vale seria elevado, todo monte e colina seriam rebaixados, o terreno desigual se tornaria plano e os lugares escabrosos, uma planície; e que a glória do Senhor seria revelada. Era a preparação de um caminho para a vinda do Senhor Jesus.

    Sabemos que havia todo um remanescente de santos fiéis preparando o caminho do Senhor. Penso em Simeão, Ana e Maria. Havia muitos que poderíamos mencionar, preparando o caminho além de João Batista. Pensamos nele como aquele que, acima de todos, preparou o caminho para o Senhor; e, certamente, foi a glória do Senhor que se revelou.

    Não foi uma estrela que chegou a Jerusalém e depois, de maneira extraordinária, foi de Jerusalém a Belém. Foi a glória do Senhor — a glória Shekinah do Senhor — que estava voltando para o povo. Ela parou sobre o lugar onde Jesus nasceu, e mais tarde João disse:

    E contemplamos a Sua glória, glória como do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.

    Essa glória veio de uma maneira que ninguém esperava. Esperavam uma grande manifestação pública de glória, mas, na verdade, foram apenas os magos, provavelmente quando Jesus tinha cerca de dezoito meses, que vieram para ver e seguiram a glória. Eles compreenderam que a glória havia voltado à terra e ao povo.

    A preparação do caminho para a segunda vinda

    Não quero me demorar muito nisso. Tudo o que quero dizer é que esta também é uma profecia acerca da segunda vinda do Senhor Jesus. É muito interessante: desta vez, há um caminho que precisa ser preparado no deserto, e há uma estrada que precisa ser nivelada na terra árida.

    Há vales que precisam ser elevados, montes e colinas que precisam ser rebaixados, terrenos desiguais que precisam ser nivelados e lugares escabrosos que precisam se tornar uma planície. Se você está construindo uma estrada, é muito difícil quando chega a um cânion ou a uma garganta. É difícil quando há montes e colinas, terrenos desiguais e lugares escabrosos. Todos eles são um problema para quem constrói estradas, especialmente antigamente, quando não havia os equipamentos que temos hoje.

    Mas o Senhor diz que isso será feito, desde que Ele tenha um povo que se comprometa com Ele e esteja pronto, custe o que custar, a abrir um caminho no deserto e uma estrada na terra árida. Não são lugares fáceis para abrir um caminho ou uma estrada.

    Mas a Palavra é:

    E a glória do Senhor será revelada, e toda carne juntamente a verá; porque a boca do Senhor o disse.

    Isso é ainda mais interessante porque Ele prossegue dizendo:

    Uma voz clama.

    A voz pergunta:

    Que hei de clamar?

    E a resposta é:

    Toda carne é erva.

    A erva é algo muito perecível, passageiro. Toda carne é erva, e toda a sua glória é como a flor do campo. Ela perece e murcha, mas a Palavra do nosso Deus permanece para sempre.

    Se o Senhor disse que a Sua glória será revelada e que toda carne juntamente a verá, então isso vai se cumprir, porque a boca do Senhor o disse. Tudo o mais passa, mas a Palavra do nosso Deus permanece para sempre.

    Então diz:

    Ó tu que anuncias boas-novas a Sião.

    A Palavra do Senhor está em nossa boca.

    Ó tu que anuncias boas-novas a Jerusalém.

    A Palavra do Senhor está em nossa boca. Depois, fala da vinda do Senhor: a Sua recompensa e o Seu galardão estão com Ele.

    Espero que isso pelo menos demonstre que tudo isso tem a ver com a vinda do Senhor. Não podemos simplesmente olhar para João Batista e dizer que tudo já se cumpriu e que, portanto, isso é como um fóssil, uma antiguidade que admiramos e da qual procuramos aprender. Aqui temos algo para os nossos próprios dias e para a nossa geração.

    Estamos, de fato, vivendo nestes tempos que o mundo descreve como os tempos do fim. Estamos esperando a vinda do Senhor Jesus, mas há um trabalho a ser feito. Não devemos apenas esperar passivamente pela Sua vinda. Há um caminho a ser aberto no deserto e uma estrada para o nosso Deus na terra árida.

    As nações como uma gota em um balde

    Há enormes obstáculos e problemas que se interpõem no caminho. É por isso que o Senhor diz ao profeta: “Não temas”. Todo o sistema mundial e todo o poder espiritual dos principados invisíveis e dos dominadores deste mundo de trevas vão se levantar contra esse propósito. Eles vão dar impulso à carne e ao sangue, mobilizar nações e produzir ideologias e filosofias. Não tenham medo.

    As nações são como uma gota de um balde.

    Que declaração maravilhosa: uma gota em um balde. Ele não diz metade do balde, nem um terço do balde. É uma gota em um balde. Não uma nação, mas as nações — todas as nações são como uma gota em um balde. Quem já teve medo de uma gota de água?

    Quando há enchentes, tempestades, tornados e grandes volumes de água, naturalmente sentimos medo. A força da água arrasta tudo à sua frente. Se você já esteve em uma enchente, sabe o que quero dizer. Certa vez, estive em uma enorme enchente, a pior em quatrocentos anos, na ponta do Sinai, e nunca me esquecerei disso até o dia da minha morte.

    Os leitos secos dos uádis se tornaram rios furiosos, todos convergindo para a baía onde eu estava hospedado. Quando olhei pela porta dos fundos, a encosta, que antes era deserto seco, parecia as cataratas do Niágara — uma enorme ferradura de águas poderosas. A água arrastou todos os carros, soterrou tudo e atravessou o hotel. Olhei por outra janela e vi a água na altura das janelas do andar de baixo.

    Perguntei ao amigo que estava comigo, um mergulhador de águas profundas: “Quanto tempo você acha que este hotel vai aguentar?” Ele respondeu: “Acho que é muito bem construído. Acho que vamos ficar bem”. E ficamos. Mas nunca me esqueci daquilo. Quando a luz finalmente se apagou, só se via água. Ah, como aquela água era assustadora!

    De repente, percebi como eu era limitado e pequeno, e como os poderes e as forças da natureza são enormes. Não importa quanta força você tenha nem quão bem saiba nadar; não há nada que possa fazer. É algo tão imenso — a voz de muitas águas. Foi então que compreendi, pela primeira vez, Salmos 93:4:

    Acima das vozes de muitas águas,
    Dos poderosos vagalhões do mar,
    Poderoso é o Senhor nas alturas.

    Mas o Senhor diz: “Não tenham medo. Essas nações não são assim. São como uma gota, uma única gota em um balde”. O medo realmente obceca e domina alguns de nós, a ponto de quase nos paralisar; mas ter medo de uma única gota de água em um balde é ridículo.

    Você já ouviu falar de alguém que se afogou em uma gota de água? Já ouviu falar de uma gota de água que arrastou um prédio ou, de alguma forma, paralisou a vida? O Senhor diz que as nações são uma gota em um balde — nada —, se vocês tão somente confiarem Nele.

    O Senhor não é maravilhoso? Ele colocou esses vales, montes, colinas, terrenos desiguais e lugares escabrosos no caminho. Fez isso deliberadamente, porque não vai tornar tudo fácil. Quem pensa que vai ter uma vida fácil está muito enganado. Não há nada fácil. Por muitas tribulações entramos no reino de Deus.

    Aqueles que realmente serão fiéis e participarão da abertura de um caminho no deserto e de uma estrada para Deus na terra árida enfrentarão obstáculos. Contudo, é o próprio Senhor, à medida que confiamos Nele e cooperamos com Ele, Quem eleva os vales, rebaixa os montes — até mesmo o Everest —, nivela os terrenos desiguais, transforma os lugares escabrosos em planície e cumpre o Seu propósito.

    O Senhor está assentado acima do círculo da terra, e os seus habitantes são como gafanhotos — não hipopótamos nem rinocerontes. Podemos pensar nas grandes potências e imaginar que o Senhor tem um problema. Mas gafanhotos são frágeis, tão fáceis de enfrentar. O Senhor diz:

    Estou assentado acima do círculo da terra, e os seus habitantes são como gafanhotos.

    Até mesmo os príncipes e os juízes, todos esses grandes poderes dos quais as pessoas têm tanto medo, estão ali por determinação de Deus e permanecerão ali por determinação de Deus até que Ele diga que o tempo deles acabou. Quando Deus diz que acabou, acabou. Mao Tsé-Tung teve o seu tempo; Stalin teve o seu tempo; Hitler teve o seu tempo. Vieram e se foram. Mas a Palavra do nosso Deus permanece para sempre.

    O cansaço nos últimos dias

    Há uma promessa para nós em tudo isso, e é nela que quero me deter nesta manhã. Há uma promessa maravilhosa. Viajo por toda a terra, entre o povo de Deus, e percebo que, nos últimos anos, há um cansaço e uma fadiga inacreditáveis entre tantos filhos de Deus, especialmente entre os que estão na linha de frente da batalha.

    Há esgotamento, e isso é compreensível, porque a correnteza corre contra nós. Cada vez mais, os chamados países de origem do movimento missionário, onde o evangelho teve um lugar tão importante na história, estão se tornando verdadeiras fossas de maldade e iniquidade.

    Costumávamos dizer que aqueles que iam para a Ásia e para a África estavam na linha de frente, e orávamos por eles, porque dizíamos: “Nós, na Grã-Bretanha, nos Estados Unidos e em países semelhantes, não sabemos como é isso, porque temos uma tradição tão grande de avivamento, despertamento e pregação do evangelho”. De muitas maneiras, até as nossas sociedades nacionais foram influenciadas pela Palavra de Deus.

    Mas a hostilidade que antes se sentia em outros lugares chegou aos chamados países de origem. Há, na atmosfera, uma hostilidade espiritual e agressiva contra os que nasceram de Deus e permanecerão fiéis ao Senhor.

    Se não aprendermos o segredo de como sermos renovados — não apenas para sobreviver, mas para vencer —, ficaremos cansados. Normalmente, pensamos nos jovens como exemplos de vigor, força e poder. Na Palavra de Deus, os jovens são frequentemente usados como exemplos de vigor e força.

    No entanto, Isaías diz:

    Até os jovens desfalecerão e se cansarão,
    E os moços certamente cairão:
    Mas os que esperam pelo Senhor renovarão as suas forças;
    Subirão com asas como águias;
    Correrão e não se cansarão;
    Caminharão e não desfalecerão.

    Haverá tamanha hostilidade no ar que até aqueles que são naturalmente fortes, robustos e vigorosos ficarão cansados, esgotados e certamente cairão. Mas os que esperam pelo Senhor renovarão as suas forças. Que promessa maravilhosa para os últimos dias!

    Não por força, nem por poder, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos.

    Como podemos enfrentar essa hostilidade crescente? Muitos de nós, na Grã-Bretanha, na Europa e em outros lugares, esperamos que as eleições tragam grandes mudanças. Pode haver uma mudança na política, mas essa hostilidade crescente no ar é algo previsto na Palavra de Deus.

    A Palavra de Deus é muito clara: tudo o que pode ser abalado será abalado. Em Ageu 2 e nas palavras do nosso Senhor Jesus registradas em Lucas 21, somos informados de que haverá um enorme abalo.

    Esse abalo ocorrerá primeiro na terra e depois no céu. Primeiro, haverá um abalo em todos os aspectos da vida terrena — social, moral, ético, religioso, médico. Cada dimensão e cada aspecto da vida serão abalados até os fundamentos. E é o Senhor Quem abala. Em última análise, não é Satanás; é o Senhor. Ele disse: “Eu abalarei”.

    O Senhor tem um propósito. Ele não é destrutivo. Ele abala tudo para que aquilo que não pode ser abalado seja revelado. Muitos de nós, crentes, nos agarramos ao que pode ser abalado. Realmente nos agarramos. Amamos o que pode ser abalado e, às vezes, o Senhor precisa nos dar uma dose muito forte de remédio. Ele abala tudo, e de repente descobrimos que estávamos confiando no que pode ser abalado.

    Como crentes, estamos recebendo um reino que não pode ser abalado. Se mantivéssemos a nossa atenção no Rei inabalável e no reino inabalável, seríamos salvos. Mas, se você é como eu, de alguma forma tem interesses pessoais ligados ao que pode ser abalado. Amamos essas coisas, edificamos sobre elas, e o Senhor diz: “Assim não dá”.

    O propósito do abalo divino

    Esse grande abalo começou neste século e está chegando ao seu clímax no fim dele. É interessante que, em 1903, houve o grande Avivamento Galês, que permaneceu em poder e glória por pelo menos dois anos, ou mais.

    Alguns anos depois de 1903, em uma pequena cidade no oeste do País de Gales, em um lugar chamado Llanddewi, uma grande multidão se reuniu em uma antiga capela presbiteriana galesa — uma capela metodista calvinista — para ouvir um dos servos do Senhor que havia participado intensamente do Avivamento Galês.

    Enquanto pregava, ele percebeu, de repente, que ninguém o estava ouvindo. Os olhos de todos estavam fixos na parede acima do púlpito. Um dos presbíteros, na primeira fila, apontou para cima da cabeça dele e implorou que descesse. Quando ele se virou e olhou, viu uma visão na parede. Toda a congregação a viu ao mesmo tempo.

    Era a visão da cabeça de um cordeiro, com enormes olhos humanos e lágrimas escorrendo pelo rosto. A visão permaneceu na parede por meia hora. Algumas pessoas chegaram a sair correndo do prédio e descer a rua para chamar outras a virem vê-la.

    É claro que o irmão não pregou mais. Em vez disso, toda a assembleia se ajoelhou e perguntou ao Senhor: “O que isso significa?” A palavra que receberam foi que estava prestes a começar um período de abalo sem paralelo na história do mundo. Estruturas inteiras seriam varridas, e esse abalo continuaria até a vinda do Senhor Jesus.

    Milhões seriam levados para a eternidade. Foi, é claro, a Primeira Guerra Mundial, na qual morreram quase vinte milhões de pessoas, incluindo a flor da juventude da Europa — da França, da Alemanha e da Áustria-Hungria. Foi um período inacreditável. Desapareceram reinos que, em muitos casos, existiam havia milhares de anos.

    O Império Austro-Húngaro, o Império Czarista, o Reich Alemão, o Império Otomano e até o império dinástico chinês, que havia durado mais de dois mil anos, chegaram ao fim pouco antes daquela guerra ou durante ela.

    Depois veio a Segunda Guerra Mundial, na qual cinquenta e cinco milhões de pessoas foram levadas. Foi um abalo ainda maior, mas surgiu da Primeira Guerra Mundial. Os impérios britânico, francês, espanhol e português desapareceram. Nasceu o Império Soviético. O marxismo nasceu em 1917, durante a Primeira Guerra Mundial. Tudo faz parte de um mesmo conjunto.

    Esse abalo vem acontecendo desde então. Não parou; está aumentando em força. O colapso do Kremlin foi inacreditável. Em questão de um ano, tudo aquilo desmoronou e mudou.

    É claro que ainda há um caminho pela frente. A Escritura diz que, no fim, serão abalados o sol, a lua e as estrelas. Os poderes dos céus serão abalados. Aquilo que começou na terra como um abalo moral, social e religioso, envolvendo nações, sociedade, filosofias e ideologias, finalmente atingirá o universo físico.

    Acho isso muito interessante, porque, nesta última grande era do humanismo, com um governo mundial, o homem se considerará muito inteligente. Colocamos um homem na lua, estamos explorando o espaço, vencendo doenças e chegando ao ponto em que, geneticamente, poderíamos produzir formas de vida inteiramente novas. Impressionante.

    Nada poderia ser mais divinamente concebido para abalar a humanidade até os seus fundamentos do que o Senhor tocar no sol. Quando isso acontecer, algo acontecerá com a lua, e imediatamente as estações e as marés serão afetadas. O homem perceberá, de repente, como é limitado e pequeno, e como os poderes da natureza são imensos.

    É por isso que Jesus disse que os homens desfalecerão de medo e pela expectativa das coisas que virão sobre a terra. Algumas pessoas ficam muito assustadas quando se fala dessas coisas. Mas, se você conhece Aquele que está abalando, se conhece a Pessoa que está causando o abalo, não terá tanto medo. Precisamos conhecê-Lo muito bem.

    Servir ao Senhor e esperar pelo Senhor

    Voltemos a isto: o Senhor nos deu uma promessa maravilhosa.

    Os que esperam pelo Senhor.

    No hebraico, isso pode significar tanto servir ao Senhor com atenção quanto esperar pelo Senhor. Na verdade, esperar pelo Senhor é ainda mais difícil do que estar atento para servi-Lo.

    Os que esperam pelo Senhor renovarão as suas forças;
    Subirão com asas como águias;
    Correrão e não se cansarão;
    Caminharão e não desfalecerão.

    Se eu estivesse transmitindo essa profecia e fosse tentado a alterá-la, não a teria colocado dessa maneira. Eu teria dito: “Os que esperam pelo Senhor caminharão e não se cansarão; correrão e não desfalecerão; subirão com asas como águias”. Isso me pareceria mais lógico.

    Normalmente, você não desfalece quando caminha, embora possa se cansar. Quando corre, pode desfalecer se exagerar. Eu teria começado com caminhar, depois correr e, por fim, subir. Mas o Senhor não é extraordinário? Ele sempre coloca em primeiro lugar aquilo que mais deseja.

    Lembrem-se de como Ele falou da boa semente que cai na terra. Em vez de dizer que ela produziria trinta, sessenta e cem por um, Ele colocou os cem por um primeiro. É isso que Ele quer. Se você não conseguir isso, então sessenta por um; e, se não conseguir isso, trinta por um. Mas pelo menos produza alguma coisa.

    Há muita coisa na Escritura sobre caminhar, e muita coisa sobre correr. Somos instruídos a andar pela fé, andar em amor, andar de modo digno da nossa vocação e andar em Cristo assim como O recebemos. Caminhar é algo natural. Nascemos para caminhar.

    Também há muita coisa na Escritura sobre correr. Somos informados de que muitos correm em uma corrida, mas só um recebe o prêmio. Correr é uma forma mais rápida de caminhar; você continua usando as pernas. Tanto caminhar quanto correr pertencem à terra — a Adão, não é mesmo?

    Mas desertos, terras áridas, vales, montes, colinas, terrenos desiguais e lugares escabrosos são um problema quando você está caminhando. São um problema ainda maior para correr. Se você já tentou caminhar cerca de trinta e nove quilômetros, tendo de descer por uma enorme garganta e depois subir para sair dela, e ainda enfrentar colinas e montanhas, sabe como pode ficar cansado.

    Lembro-me de estar na Namíbia, em uma região com uma garganta muito profunda, floresta tropical embaixo e terrenos altos em degraus acima. Eu estava sentado em um pequeno escritório, olhando por uma janela grande para uma colina seca, castigada pelo sol, do outro lado. Vi pequenas nuvens de poeira em intervalos regulares e, então, vi um jovem africano muito alto correndo.

    As pernas dele pareciam uma máquina. Ele se movia com uma rapidez extraordinária, e, toda vez que suas longas pernas tocavam o chão, levantava-se uma pequena nuvem de poeira. Foi chegando cada vez mais perto e passou bem ao lado do lago. O anfitrião e a anfitriã disseram: “Ah, sim, ele é o mensageiro do correio. Corre quarenta ou quarenta e dois quilômetros sem parar”.

    Quando passou, não estava nem ofegante nem esgotado. Fez com que eu me sentisse tão velho! Mas, mesmo assim, montanhas, vales e terrenos desiguais são obstáculos quando você está caminhando ou correndo.

    Subir com asas como águias

    Meus queridos amigos, ouçam-me com atenção. Quando vocês têm asas de águia, vales, montes, colinas, terrenos desiguais e lugares escabrosos não são nada. Não há barreiras quando vocês têm asas.

    Vocês se elevam acima de tudo e voam. Usam as próprias correntes de ar que poderiam destruí-los ou tirá-los do rumo. A águia é uma criatura extraordinária, assim como os abutres e as aves de rapina. Foram criados de tal maneira que usam justamente aquilo que deveria destruí-los.

    Vivem nessa atmosfera. Fazem seus ninhos nos lugares mais inacessíveis, nos precipícios e nas escarpas das montanhas. Ali se reproduzem e encontram alimento. Usam as próprias correntes que deveriam destruí-los para subir cada vez mais alto, mais alto e mais alto. Na Palavra de Deus, a águia é sempre um símbolo do divino; é também um símbolo do Espírito Santo.

    Aqui, portanto, devemos subir com asas como águias. Então o vale não é nada, os montes não são nada e as colinas não são nada. Se vocês já observaram essas criaturas, perceberam como podem parecer próximas — tão próximas que é possível distinguir as cores de suas asas e identificar a espécie. Então, de repente, elas sobem cada vez mais, até se tornarem meros pontinhos no céu. Muitas vezes, mergulham como uma pedra.

    Irmãos e irmãs, temos muitos vales. Há muitos vales na Palavra de Deus, e muitos montes. Talvez você tenha um vale em sua vida.

    O vale de Acor

    Aqui está um vale: o vale de Acor. Acor, em hebraico, significa aflição — o vale da aflição. Em Oseias 2:15, está escrito:

    Farei do vale de Acor uma porta de esperança.

    Como você pode abrir um caminho para o Senhor em um vale de aflição, um vale de aflição muito séria? É um vale em que o inimigo entrou, como fez com Acã. O vale de Acor recebeu esse nome por causa do pecado de Acã.

    Você sabe que o Senhor pode transformar esse vale de aflição em uma porta de esperança — uma passagem pela qual você pode avançar para conhecer mais do Senhor e entrar no cumprimento do Seu propósito? O vale de Acor.

    O vale de Baca

    Ou considerem Salmos 84:5-7:

    Em cujo coração estão os caminhos para Sião.
    Passando pelo vale de Baca, fazem dele um lugar de fontes.
    Vão de força em força;
    Cada um deles aparece perante Deus em Sião.

    Eles transformam o vale do choro — é isso que significa — em um lugar de fontes. De repente, suas lágrimas se tornam fontes para outros. As fontes começam a fluir. Vocês já ouviram falar de algo assim que o Senhor pode fazer?

    A maioria de nós, em algum momento da vida, passará por um vale de choro. Pode ser por mil e uma razões. Alguns de nós permanecem no choro até o fim dos seus dias. Ele nos amarga, nos destrói e nos devasta. Torna-se não um marco pelo qual passamos, mas um beco sem saída.

    Mas aqueles em cujo coração estão os caminhos para Sião podem transformar um vale de choro em um lugar de bênção para outros — um lugar de fontes. Isso não é belo?

    O vale de ossos secos

    Ou considerem o vale de ossos secos. Alguns de nós sentem que estão em um vale de ossos secos. Podemos estar em lares ou comunidades em que tudo parece ossos secos — ossos aqui, ossos ali, crânios aqui, pés ali. Não há nada mais deprimente do que ossos secos.

    Anos atrás, vi um daqueles ossuários em um mosteiro. Na parede, em letras grandes, estavam as palavras: “É proibido rir”. Havia milhares de ossos naquela antiga construção: crânios empilhados em um canto, costelas em outro e mãos colocadas umas sobre as outras em outro lugar.

    Havia um armário muito antigo, com portas de vidro, e dentro dele estava sentado Santo Estêvão — não o Estêvão da Escritura, mas um santo do século IV. Ele ainda tinha pele no rosto e nas mãos e estava vestido com uma roupa púrpura. Haviam-no encontrado no monte Athos e colocado naquele armário, onde estava havia quase mil e quinhentos anos.

    Um amigo muito irreverente estava comigo, e eu precisava ficar dando pequenos chutes nele, porque estava prestes a cair em uma gargalhada incontrolável. Ele viu um balde de couro com um crânio, ossos, pés e mãos e perguntou ao velho sacerdote: “O que há nesse balde?” O sacerdote respondeu: “É o último sacerdote”. Meu amigo disse: “Imagino que tenha sido daí que veio a expressão inglesa kicking the bucket — ‘chutar o balde’, no sentido de morrer”.

    Mas, quando você vê ossos por toda parte, percebe que milagre seria se aqueles ossos pudessem viver. Você consegue imaginar como foi dramático para Ezequiel estar naquele vale de ossos secos? Não apenas alguns ossos, mas um exército — talvez os ossos de vinte mil pessoas —, todos completamente separados e mortos.

    Então o Senhor lhe disse:

    Filho do homem, poderão viver estes ossos?

    O pobre Ezequiel olhou para os ossos e disse:

    Ó Senhor Deus, Tu o sabes.

    Então o Senhor lhe disse:

    Profetiza sobre estes ossos e dize-lhes: Ossos secos, ouvi a palavra do Senhor.

    Ele fez isso, e houve um grande ruído. Os ossos se juntaram, cada osso ao seu osso, até se levantarem como um grande exército. Então veio carne sobre eles, mas ainda não havia espírito neles. Ele teve de profetizar novamente. Era a Palavra do Senhor.

    Quando você estiver em um vale de ossos secos — seja em uma comunidade de ossos secos, em uma nação de ossos secos ou em uma família de ossos secos —, lembre-se: só Deus pode fazer isso, mas Ele pode fazer. Quando a Palavra do Senhor está em sua boca, vinda do Livro e pelo Espírito de Deus, então algo pode acontecer aos ossos secos.

    Então você subirá com asas como águias. O impossível é realizado. O inacreditável acontece.

    O vale da sombra da morte

    Ou considerem outro vale, em Salmos 23:4:

    Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte,
    Não temerei mal algum; porque Tu estás comigo;
    A Tua vara e o Teu cajado me consolam.

    Isso é muito interessante. Antes de tudo, é um vale da sombra da morte. Não pode haver sombra sem luz. Não é simplesmente um vale de morte; é um vale da sombra da morte. Em algum lugar desse vale há uma luz maravilhosa, e ela está projetando uma sombra.

    Você pode viver na sombra ou viver na luz. Lembre-se de que esse não é um lugar onde você deve permanecer.

    Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte.

    À medida que continuar caminhando, você atravessará o vale, sairá da sombra e chegará à luz.

    Então este será o seu testemunho:

    Não temerei mal algum; porque Tu estás comigo.

    Não um ensinamento, não um sistema, não uma organização, não apenas amigos cristãos.

    Tu estás comigo.
    A Tua vara e o Teu cajado me consolam.

    Os montes e o exercício da fé

    Eu poderia falar sobre montes. É maravilhoso quando o Senhor intervém e os montes se desfazem. Isso está em Isaías 64:1:

    Oh! Se fendesses os céus e descesses,
    Se os montes tremessem à Tua presença!

    É maravilhoso quando o Senhor intervém sem que sequer exercitemos a fé. Ele intervém, e o monte desaparece. Então temos um testemunho maravilhoso. Nós nos levantamos no domingo de manhã seguinte e dizemos: “Irmãos e irmãs, algo tremendo aconteceu comigo. Havia um monte tão grande no meu caminho, um obstáculo tão grande, e então o Senhor interveio, e ele desapareceu”.

    Bem, pelo menos você conhece o poder do seu Deus. Mas não foi necessariamente transformado.

    Então há outros montes a respeito dos quais o Senhor diz:

    Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá; e ele passará; e nada vos será impossível.

    Desta vez, você está envolvido. Os montes são obstáculos reais, mas agora você precisa exercitar a fé. O Senhor diz: “Não vou intervir nisso — não até que você exercite a fé”. Nós dizemos: “Senhor, não tenho fé suficiente”. O Senhor diz: “Um grão de mostarda — tão pequeno”.

    Se você tão somente exercitar aquele pequeno grão de fé, do tamanho de um grão de mostarda — a fé que precisou ter, porque não poderia ser salvo sem ela —, esse monte será removido. Então aprendemos algo. A fé só opera quando vemos o Senhor. Ela nunca operará enquanto estivermos concentrados no monte. Mas, quando vemos o Senhor, nada é demais para Ele. Nenhum monte é maior do que o Senhor.

    Então há outro tipo de monte. Em Isaías 49:11, o Senhor diz:

    Farei de todos os Meus montes um caminho,
    E as Minhas estradas serão elevadas.

    Ele transforma os montes em um caminho. O caminho passa bem por entre os montes. É Ele Quem o faz.

    Penso em Calebe, quando disse: “Dá-me este monte”. Isso é fé. Ali havia um monte cheio de anaquins — grandes gigantes —, todos inimigos, sem um único rosto amigo. Contudo, Calebe disse: “Dá-me este monte”.

    Calebe foi um dos dois, juntamente com Josué, que disseram: “Sim, há gigantes na terra. Sim, há cidades com muralhas que chegam até o céu. Mas Deus as entregará em nossas mãos”. Aquele monte se tornou a herança de Calebe para sempre. Hoje chamamos aquele lugar de Hebrom.

    Há mais uma coisa sobre os montes. Às vezes, o Senhor não remove o monte, mas abre um caminho por ele ao transformar você. Penso em Habacuque 3:19:

    O Senhor Deus é a minha força,
    E faz os meus pés como os das corças,
    E me fará andar sobre os meus lugares altos.

    Aqui você tem um monte que não é removido, mas algo acontece com você. Sempre digo que o problema da maioria dos crentes é que temos pés de elefante. Pés de elefante podem ser muito bons na planície, mas não servem para aquelas alturas escarpadas.

    Vocês já viram essas criaturas? Ouvem o pequeno ruído de uma pedra caindo, olham para cima e veem uma delas em pé sobre uma estreita saliência na rocha. Seus pés são tais que elas conseguem saltar de uma saliência para outra. Vivem nesses lugares. Pés de corça.

    Talvez você diga: “Obrigado. Acho que só vou conseguir caminhar”. Bem, pelo menos caminhe e não desfaleça. Talvez um ou dois de vocês possam dizer: “Pela graça de Deus, vou correr”. Está bem, corra e não se canse. Não há necessidade de se cansar.

    Mas, se você puder confiar plenamente no Senhor, Ele lhe dará asas como as de águia. Você subirá com asas como águias. Aquilo mesmo que deveria destruí-lo será aquilo que o formará.

    Seja qual for a circunstância, o relacionamento ou o problema, aquilo mesmo que foi concebido para destruí-lo se tornará aquilo que o formará. Pela graça de Deus, será usado para levá-lo à própria presença do Senhor — plenamente amadurecido, completo e vencedor pela Sua graça.

    O custo da renovação das forças

    Isso não é algo fácil. O Senhor disse:

    Ele dá vigor ao cansado e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor.

    Para conhecermos essa experiência de subir com asas como águias, você e eu precisamos passar por um esvaziamento, e isso não é nada fácil.

    Precisamos conhecer o que significa ter completamente arrasadas as nossas próprias forças de caráter e de vontade, para que conheçamos o Senhor como o nosso poder. Como disse o apóstolo Paulo:

    Quando sou fraco, então sou forte.

    Há um custo ligado a isso. Não seria maravilhoso se pudéssemos simplesmente dizer: “Quem quiser asas como as de águia, basta abaixar a cabeça, dizer: ‘Obrigado, Senhor’, e elas serão suas”? Não, não. Essa força e esse poder que há em você precisam ser reduzidos a zero.

    O significado de servir ao Senhor com atenção

    O que significa estar atento para servir ao Senhor? Às vezes, as pessoas vêm a mim e perguntam: “O que significa esperar no Senhor?” Pensem da seguinte maneira. É uma ilustração limitada, mas ajuda. Quando você sai para fazer uma refeição, há um garçom. O que o garçom faz? Em um bom restaurante, ele fica à sua disposição para servi-lo.

    Se você pede que a carne seja preparada de determinada maneira e ela vem de outra, você não fica com uma boa impressão do garçom. Ele está ali para atendê-lo. Normalmente, um garçom não se senta. O que você pensaria se um garçom pegasse uma cadeira, se sentasse ao seu lado, ficasse olhando você comer e começasse a falar de política?

    Você se perguntaria: “O que há de errado com esse homem? Para que ele está aqui? Não deveria estar nos atendendo?” Normalmente, um garçom fica em pé. Fica perto de você. Um bom garçom observa e quase consegue perceber intuitivamente se você está satisfeito ou insatisfeito. Ele pergunta: “Há algo que eu possa fazer?” Isso é ser um garçom.

    Quando estamos atentos para servir ao Senhor, espiritualmente é exatamente a mesma coisa. Devemos estar atentos ao Senhor, observando o Senhor. Devemos estar prontos para servi-Lo e ministrar a Ele. Isso é estar à disposição do Senhor.

    Os que estão atentos para servir ao Senhor renovarão as suas forças. A promessa é para os que estão à disposição do Senhor — para os servos do Senhor, para os que ministram ao Senhor. Esses renovarão as suas forças.

    Mas o que significa esperar pelo Senhor? Significa que você não se adianta a Ele. Não vai à frente Dele. Você espera pelo Senhor.

    Isso é o mais difícil de tudo — esperar pelo Senhor. Todos estamos sujeitos a essa dificuldade. Oramos por alguém e queremos vê-lo liberto de algum mau hábito, ou queremos vê-lo salvo. Alguns de vocês, pais e mães, querem ver seus filhos salvos.

    O problema é que você tenta esperar pelo Senhor, ora e ora; então, no fim, sente: “Precisamos fazer alguma coisa”. Aí você intervém e, puxa, como estraga tudo! Toda vez que intervimos, estragamos tudo, porque complicamos a situação inteira. Não conseguimos esperar pelo Senhor.

    Substituímos a inatividade do Senhor pela nossa própria atividade, e então nos metemos em um problema.

    A escuta do Senhor

    A coisa mais importante nessa espera atenta é a capacidade de ouvir. Estive em Williamsburg algumas semanas atrás, e fomos atendidos por um rapaz formado na universidade, com títulos acadêmicos. Ele estava ganhando algum dinheiro trabalhando como garçom. Era um bom garçom.

    Você pode ter pessoas com diplomas e títulos, mas elas não sabem servir com atenção, porque não é isso que importa. O que você pensaria de um garçom que não conseguisse ouvir? Ele recebe o seu pedido, mas não consegue escutar.

    Está tão cheio das próprias ideias sobre o que seria bom para você que anota outra coisa enquanto você diz o que quer. A coisa mais importante em um garçom é saber ouvir — a capacidade de escutar.

    É por isso que o Senhor sempre fala sobre os ouvidos. Quando o servo vinha ao seu senhor e dizia: “Quero ser para sempre o seu servo, o seu escravo”, o que o senhor fazia? Não colocava um anel em seu dedo nem uma pulseira no pulso ou no tornozelo. Não dizia que as mãos ou os pés eram as coisas mais importantes.

    O Senhor disse: “Leve-o à porta, fure a sua orelha e coloque uma argola nela”. Por que a orelha? Porque o Senhor diz: “De que adiantam os pés? De que adianta a mão, se Eu não tenho o seu ouvido? Você precisa Me ouvir”.

    É por isso que, quando o leproso era purificado, o sangue era colocado primeiro na orelha, depois no polegar e depois no dedão do pé. Então vinha o óleo na orelha, o óleo no polegar e o óleo no dedão do pé. Primeiro, você precisa começar a ouvir o Senhor — uma audição redimida. Depois, precisa conhecer o Espírito Santo capacitando-o a ouvir o que o Espírito está dizendo.

    Para estar atento ao Senhor e esperar pelo Senhor, é muito importante ser capaz de ouvir o Senhor. Que o Senhor nos ajude nisso.

    Os que esperam pelo Senhor renovarão as suas forças;
    Subirão com asas como águias;
    Correrão e não se cansarão;
    Caminharão e não desfalecerão.

    Oração final

    Amado Senhor, pela Tua graça e pelo Teu poder, ajuda-nos a conhecer algo dessa experiência plena — assentados com Cristo nos lugares celestiais. Ajuda-nos, Senhor, a subir com asas como águias, para que todas as barreiras e todos os obstáculos que nos parecem tão imensos se tornem pequenos à luz da Tua presença, do Teu poder e da Tua graça.

    Senhor, precisamos de Ti. Estamos vivendo dias de enorme tensão e de hostilidade muito real contra as coisas de Deus e contra o povo de Deus. Precisamos de Ti, Senhor. Precisamos desse Teu poder e dessa Tua graça.

    Por isso, Senhor, oramos: faze de nós Teus servos de verdade, e não apenas em posição. Faze de nós verdadeiros servos Teus. Que sejamos aqueles que estão atentos para Te servir e que esperam por Ti, e que aprendem este maravilhoso segredo de subir com asas como águias, com as nossas forças renovadas.

    Senhor, faze isso, nós Te pedimos. Pedimos em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.