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    Reigning With Christ: 3 Matters of Kingship © 2026 Christian Testimony Ministry
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    Reigning With Christ: 3 Matters of Kingship
    Reigning With Christ: 3 Matters of Kingship
    Lambert, Lance

    Realeza, Vitória e o Propósito de Deus

    É impressionante como esses momentos passam depressa. A gente pensa que uma semana é bastante tempo para estar juntos, mas, quando estamos nos acostumando com tudo e começando a nos aprofundar, já é hora de nos despedirmos uns dos outros.

    Quero ler uma passagem em Apocalipse 21:7:

    Aquele que vencer herdará estas coisas;
    e Eu serei seu Deus,
    e ele será Meu filho.

    E Apocalipse 3:21:

    Ao que vencer, dar-lhe-ei que se assente Comigo no Meu trono,
    assim como Eu também venci
    e Me assentei com Meu Pai no Seu trono.

    E Lucas 22:28-29:

    Vós sois os que tendes permanecido Comigo nas Minhas tentações;
    e Eu vos confiro um reino,
    assim como Meu Pai Mo conferiu.

    Lembram-se daquela bela tradução da New English Bible?

    Agora vos invisto da realeza
    da qual Meu Pai Me investiu.

    Vamos orar juntos?

    Querido Senhor, queremos simplesmente nos curvar agora em Tua presença, nesta manhã, ao chegarmos a esta última sessão. Nós Te agradecemos por Tua presença, que já está em nosso meio.

    E, Senhor, ao nos aproximarmos agora da Tua Palavra, ó Pai, Tu conheces a nossa necessidade. Pedimos que tomes este último momento juntos nesta conferência e que, Senhor, faças dele, nós Te rogamos, um encontro Contigo.

    Pai, toma a Tua Palavra e torna-a viva em nossos corações. Une alguns dos fios desta semana. Concede que algo seja depositado em nós pelo Teu Espírito Santo.

    Agora, Pai, sabemos que não somos suficientes em nós mesmos para essas coisas, nem quem fala, nem quem ouve. Mas, Senhor, nós Te louvamos porque tanto quem fala como quem ouve podem dizer:

    A nossa suficiência vem de Deus.

    Sabemos, Senhor, que Tu és suficiente — suficiente para tornar a Tua Palavra viva para nós; suficiente, Senhor, para fazer a Tua Palavra habitar em nós, de modo que ela tenha uma expressão prática em nossa vida.

    Pai, queremos simplesmente reconhecer juntos que precisamos de Ti e precisamos do gracioso ministério do Teu Espírito Santo. Permanecemos, pela fé, naquela unção que nos pertence. Mas concede que este momento, Senhor, fique escrito em nossos corações e em nossa memória.

    Pois pedimos isso em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.

    Três Aspectos da Realeza

    Há apenas três questões — três pontos — que eu gostaria de destacar ao chegarmos ao fim destes dias juntos.

    Não é fácil reunir tudo o que o Senhor procurou nos dizer nesta semana. Mas há três coisas a respeito dessa questão da realeza, três aspectos dessa questão de reinar com Cristo e vencer, que sinto muito forte no coração e quero destacar.

    A Realeza e o Indivíduo

    O primeiro é este: a realeza está relacionada ao indivíduo. Está relacionada ao indivíduo.

    Seria tão fácil se essa questão de vencer pudesse ser resolvida em massa — se, de alguma maneira, pudéssemos todos nos reunir, nos esconder uns nos outros e, de algum modo, vencer em massa. Mas não existe isso de vencer em massa.

    É muito interessante que o livro de Apocalipse termine com estas palavras:

    Aquele que vencer.

    O Senhor é muito cuidadoso nessa questão. Ele poderia facilmente ter dito:

    Aqueles que vencerem herdarão.

    Em Seu coração, Ele quer dizer que cada um precisa trilhar seu caminho com Deus, precisa conhecer o tratamento do Senhor de maneira própria e pessoal. Mas, para que não pudesse haver nenhum mal-entendido nessa questão, o Senhor diz, no singular:

    Aquele que vencer herdará estas coisas.

    Quando nosso Senhor fala àquelas sete igrejas, a cada uma Ele diz:

    Aquele que vencer…

    Em Apocalipse 2:7:

    Ao que vencer…

    E depois, novamente, em Apocalipse 2:11; Apocalipse 2:17; Apocalipse 2:26; Apocalipse 3:5; Apocalipse 3:12; e Apocalipse 3:21:

    Aquele que vencer.

    Ora, o Senhor está falando às igrejas. O normal seria Ele dizer: “Aqueles que vencerem”. Ele está falando àqueles que conhecem algo da vida corporativa. Conhecem algo de serem edificados juntos. Conhecem algo da vida da igreja.

    Essas não eram o tipo de igreja que tantas vezes conhecemos hoje. Com todas as suas falhas e deficiências, eram igrejas verdadeiras. Eram expressões do pensamento de Deus acerca da igreja. Eram crentes reunidos em Cristo, sobre aquele único fundamento que Deus havia dado, nas localidades onde viviam. Era algo muito simples.

    Não eram igrejas de Apolo, ou de Pedro, ou de Paulo, nem grupos exclusivos. O único nome que tinham está em Apocalipse 1:11: a igreja em Éfeso, a igreja em Esmirna, a igreja em Pérgamo, a igreja em Filadélfia e a igreja em Laodiceia.

    Eram o povo de Deus em Éfeso, o povo de Deus em Esmirna, o povo de Deus em Laodiceia. Talvez tivessem muitos problemas. Talvez houvesse muitos erros entre eles. Ainda assim, eram igrejas verdadeiras.

    O mais interessante de tudo é que, quando nosso Senhor — o Cabeça ressurreto da igreja, o Vencedor — está no meio daquelas sete igrejas e fala a elas, o candeeiro está em seu lugar em todas as sete igrejas.

    Até aquele momento, o candeeiro não havia sido removido, nem mesmo da igreja em Éfeso, que de modo algum era a pior. Nosso Senhor diz em Apocalipse 2:5:

    Lembra-te, pois, de onde caíste,
    e arrepende-te, e pratica as primeiras obras;
    senão, venho a ti
    e removerei do seu lugar o teu candeeiro,
    se não te arrependeres.

    Em outras palavras, com todas as deficiências, com todas as falhas, com todos os problemas, essas eram igrejas do Novo Testamento — expressões da igreja. O testemunho de Jesus ainda estava ali. Ainda não havia sido retirado.

    E, mesmo assim, nosso Senhor diz:

    Aquele que vencer.

    Essa questão da realeza não é algo que possa ser produzido em massa. Eu me escondo em você, você se esconde em mim e, de algum modo, temos uma espécie de experiência de segunda mão. Deixo que um pouco da sua influência, da sua experiência, passe para mim. Ao me esconder bem perto de você, de alguma maneira a aura daquilo que Deus está fazendo em você me alcança, e as pessoas pensam: “Ora, ouçam o fulano”. Mas, na verdade, estou me escondendo na sua vida. Estou me escondendo na sua experiência. Vocês entendem?

    Algumas pessoas cometeram um grande erro nessa questão do vencedor. Elas acreditam que é possível formar grupos de vencedores. Ah, seria muito interessante se fosse possível! Se pudéssemos separar os vencedores e reuni-los todos numa espécie de grupo de elite em cada lugar — como que perfeitos, avançando rumo à perfeição. Mas não podemos fazer isso.

    O fato é que a realeza — a formação de um caráter real, a formação de uma capacidade e de uma aptidão para reinar e governar, para ter domínio, para estar somente por cima e não por baixo, para ser cabeça e não cauda — é algo que Deus precisa fazer pessoalmente em cada um de nós.

    Precisa ser uma obra que Ele realiza pessoalmente em nós. Precisa ser uma obra própria, original. Ninguém jamais chegará ao propósito de Deus sem ter sua própria experiência do Cordeiro, sua própria experiência da disciplina do Senhor, sua própria experiência da plenitude de Cristo e sua própria experiência da unção do Espírito Santo.

    Isso precisa ser uma questão entre você e o Senhor.

    O caráter espiritual é produzido pelo Senhor em você. Às vezes, certas coisas precisam acontecer com você, e você precisa ser conduzido por um caminho totalmente inexplicável, para que o Senhor possa desenvolver em você a capacidade de exercer a realeza.

    Creio que vimos isso nestes dias. Algumas das coisas sobre as quais nosso amado irmão Johannes tem falado — as bem-aventuranças — são coisas que desejo que Deus realize em cada um de nós, levando-nos àquele lugar onde, de alguma maneira, o Espírito de Deus habite em nós sem ser apagado.

    É o mesmo com tudo o que temos dito sobre a fé — a fé que vence. Você não pode se esconder na minha fé, e eu não posso me esconder na sua fé. Você precisa exercitar o pequeno grão de fé que Deus depositou em você, e eu preciso exercitar o pequeno grão de fé depositado em mim, se quisermos chegar ao trono.

    Em verdade vos digo:
    se tiverdes fé como um grão de mostarda,
    direis a este monte:
    Passa daqui para acolá;
    e ele passará;
    e nada vos será impossível.

    Abraão ouviu a voz do Senhor. Ele viu o Deus da glória. Quando foi chamado, obedeceu e saiu, sem saber para onde ia.

    Da mesma forma, precisamos ter nossa própria experiência da vida do Senhor Jesus Cristo, da vida e do poder da ressurreição. Eu não posso me esconder na sua vida; você não pode se esconder na minha.

    Você pode ter uma experiência maravilhosa da plenitude do Senhor, e eu posso passar anos me escondendo na sua plenitude, até chegar o dia em que você seja levado. Então, de repente, me deparo com a realidade: vivi da sua experiência, não da minha. Nenhum vencedor pode fazer isso.

    Você e eu precisamos saber o que é ser transformado. A maioria de nós sempre deseja que os outros sejam transformados. Conseguimos enxergar com muita clareza a necessidade de transformação nos outros. Mas cada um de nós precisa ser transformado na mesma imagem, de glória em glória.

    Precisamos conhecer pessoalmente o que é ser aperfeiçoado por meio do sofrimento, ser levado à plena maturidade, à inteireza, à plena realização. Cada um de nós. Eu não posso fazer isso por você, e você não pode fazer isso por mim.

    Posso estar numa comunidade que seja a mais gloriosa do mundo e, ainda assim, justamente por ser uma comunidade gloriosa, que conhece a presença do Senhor e ouve Sua voz, posso me esconder. Posso me esconder nessa experiência corporativa da presença do Senhor.

    Se você e eu quisermos chegar ao trono de Cristo, precisamos conhecer, em nossa própria vida, uma ação de Deus profunda, muito profunda, pessoal e própria.

    Precisamos conhecer o Senhor por nós mesmos. Precisamos ter nossa própria experiência, a sós com Ele. Precisamos tomar posse daquilo que nos pertence.

    Os seus pés não podem tomar posse da minha herança. As plantas dos meus pés precisam pisar na minha herança, se eu quiser ter minha pequena videira e minha figueira, debaixo das quais possa me sentar. Vocês entendem? Você não pode fazer isso por mim. Eu preciso fazer.

    Como Calebe, preciso dizer:

    Dá-me este monte.

    E preciso entrar e pisar nele. Então o monte de Hebrom lhe foi dado e se tornou a porção de sua herança para sempre.

    Assim precisa ser para você e para mim, porque Deus não tem netos. Cada um de nós precisa ter sua própria experiência direta com o Senhor.

    A Realeza e a Igreja de Deus

    Bem, essa é a primeira coisa. A segunda que quero dizer é esta: a realeza, essa questão de reinar com Cristo, essa questão de vencer, está relacionada à igreja de Deus.

    Vocês percebem como o Senhor Jesus está no meio daquelas sete igrejas como o Vencedor, o Filho de Deus ressurreto, o Cabeça da igreja. Elas representam toda a igreja de Deus na terra, no tempo e em suas localidades. Ali está Ele, no meio delas, e fala a cada uma. São igrejas verdadeiras, como já disse.

    Essa questão da realeza, essa questão de vencer, essa questão de chegar ao trono do Cordeiro está relacionada ao propósito de Deus.

    Não adianta enxergar a vitória apenas em termos pessoais, individuais. Isso seria um grande erro. É evidente que você precisa ter sua própria experiência pessoal com o Senhor, que seus próprios pés precisam estar sobre o fundamento, que você precisa estar estabelecido e conhecer o Senhor por si mesmo.

    Mas como você pode conhecer alguma coisa da realeza se não está ligado ao propósito eterno de Deus?

    Desde o princípio, era Seu propósito que você e eu tivéssemos domínio, que soubéssemos o que é reinar, governar, controlar, supervisionar e administrar. Como você e eu podemos administrar a vontade de Deus se não estamos ligados ao propósito de Deus? Não é possível, é?

    Além disso, há também a questão de estarmos ligados à fase do propósito de Deus em que nos encontramos.

    Não adianta simplesmente dizer: “Ah, a Reforma — foi maravilhoso o que aconteceu na Reforma. Gosto tanto de todas aquelas coisas que foram recuperadas na Reforma”. Ou talvez você fique muito entusiasmado com a experiência dos quakers, ou com a experiência metodista e wesleyana. Talvez ache que o movimento dos Irmãos foi a coisa mais extraordinária que já aconteceu. Ou talvez avance um pouco mais na história até chegar a outra coisa.

    Mas, meu querido amigo, tudo o que sei é isto: a respeito de Davi, está escrito que ele:

    Serviu ao propósito de Deus em sua própria geração.

    O problema com a maioria dos cristãos é que todos estamos servindo ao propósito de Deus segundo uma geração passada.

    A vitória precisa estar relacionada não apenas ao coração de Deus — ao propósito que está em Deus desde o princípio —, mas também àquela fase do propósito de Deus em que nos encontramos, na geração em que vivemos.

    Vocês entendem o que estou tentando dizer?

    Se a fase em que estamos é de restauração, então, de alguma maneira, preciso estar ligado a essa restauração. Não posso chegar ao trono se não estiver.

    As pessoas ficam com ideias tão estranhas quando começam a enxergar algo do propósito de Deus. Todos somos assim. Quando enxergamos uma verdade, vendemos todo o resto. Somos tão limitados como seres humanos que parece que só conseguimos conter uma parte de cada vez. Então, assim que enxergamos alguma coisa, todo o resto vai embora.

    Ou temos pessoas inteiramente voltadas para a evangelização, ou temos pessoas inteiramente voltadas para o aprofundamento da vida espiritual. As que estão inteiramente voltadas para o aprofundamento da vida espiritual acham que evangelização é coisa de jardim de infância — ficar correndo de um lado para outro, tentando levar as pessoas à salvação e à fé no Senhor. Elas acham que o importante é ter uma experiência mais profunda com o Senhor.

    Então as pessoas começam a enxergar a casa de Deus e dizem: “Ah, todo aquele resto é leite. Conferências? O que as conferências têm a ver com a casa de Deus? O que a evangelização tem a ver com a casa de Deus?”

    Enxergamos alguma coisa e vamos nos entregar àquilo que enxergamos. Nós nos tornamos pequenos grupos fechados e esquisitos, vocês sabem o que quero dizer — todos olhando uns para os outros e falando das coisas profundas, muito profundas.

    Como ficamos estranhos. Deus deve chorar às vezes, se posso falar assim a Seu respeito, por causa das excentricidades do Seu povo.

    Mas, querido filho de Deus, quando alguns de nós começam a enxergar o propósito de Deus para os nossos dias, e começam a enxergar algo da casa de Deus e do que o Senhor procura fazer a respeito dela, tendemos a olhar para trás, para a história da igreja, e dizer: “Ah, Martinho Lutero não enxergou certas coisas. Wesley? Ele não enxergou. Zinzendorf? Até os primeiros Irmãos, achamos nós, só enxergaram em parte”.

    Então vem aquele pensamento: “Eu nunca enxerguei nada”. Vocês conhecem esse tipo de espírito.

    Mas, meu querido amigo, quero lhe dizer uma coisa: Deus nunca esperou de Martinho Lutero nada além daquilo que Ele lhe revelou.

    Na medida em que Martinho Lutero, Zinzendorf e outros se entregaram, naquele momento da história, à restauração que Deus procurava realizar, eles foram vencedores. Deus nunca quis que fossem além. Queria apenas que obedecessem àquilo que Ele lhes mostrava.

    Agora, quando Deus nos mostra alguma coisa, Ele quer que obedeçamos, seja o que for. Não adianta continuar falando sem parar sobre a justificação pela fé se o que Deus está mostrando agora é que devemos ser edificados juntos e ver a casa de Deus concluída.

    Eu preferiria estar, no fim, na presença de Deus, independentemente do que o mundo pensasse de mim e do que os cristãos pensassem de mim, tendo seguido o Cordeiro por onde quer que Ele vá nesta era, na parte que me cabe.

    Não posso seguir o Cordeiro por onde quer que Ele tenha ido centenas de anos atrás. Vocês entendem o que estou tentando dizer? Na minha geração, só posso seguir o Cordeiro naquilo que Ele procura fazer. Se eu servir ao propósito de Deus na minha própria geração, isso é tudo o que Deus requer de mim.

    Foi maravilhoso o que P. T. Forsyth disse quando estava morrendo. Muitas vezes pensei que aquela foi a maneira mais gloriosa de morrer. Ali estava ele, pesando apenas algumas dezenas de quilos, só pele e osso, e suas últimas palavras — quase as últimas palavras que pronunciou — foram: “Tudo o que o Senhor me ordenou fazer, eu fiz”.

    Acho que essa é a maneira mais maravilhosa de morrer: não haver na consciência uma única coisa que o Senhor tenha nos pedido especificamente e que não tenhamos feito.

    Como alguém pode ser vencedor se não está ligado ao propósito de Deus, se não está ligado àquela fase do propósito de Deus em que nos encontramos, na geração em que estamos vivendo?

    A Vitória no Contexto da Casa de Deus

    Quero que vocês enxerguem outra coisa nessa questão da realeza, ou da vitória, em sua relação com a casa de Deus.

    Havia condições muito lamentáveis na maioria dessas igrejas. Acho que havia apenas uma ou duas, no máximo, às quais se poderia dizer que o Senhor não tinha nada a corrigir. Nas demais, havia condições muito lamentáveis.

    Ainda assim, nosso Senhor diz àqueles que estão nelas:

    Aquele que vencer.

    Vocês devem permanecer ali até que o candeeiro seja removido.

    Você não pode sair até que o candeeiro seja removido. Uma vez removido o candeeiro, você sai.

    Lembro-me de ter conversado, anos atrás, com uma senhora idosa maravilhosa da Califórnia. Nunca me esqueci da conversa que tive com aquela querida guerreira de oração. Ela me disse: “Sabe, eu era metodista. A igreja foi ficando cada vez mais morta, mais morta, mais morta. Os sermões foram ficando cada vez mais liberais, mais liberais, mais liberais. Eu aguentei firme, ano após ano”.

    Então ela disse: “No fim, de repente enxerguei uma coisa e saí. Sabe o que me disseram? ‘Como você pode abandonar o navio que está afundando?’”

    Ela disse: “Eu lhes respondi: ‘O capitão está no bote salva-vidas’”.

    Meu querido amigo, é uma grande tolice ficar no navio que está afundando se o capitão já entrou no bote salva-vidas. Se o capitão ainda está na ponte de comando, pode haver algo especial, com o nosso Capitão, em permanecer no navio, mesmo que ele afunde, porque Ele é capaz de nos ressuscitar dentre os mortos.

    Teremos uma experiência maravilhosa no fundo do mar e depois subiremos novamente com Ele, numa ressurreição de poder extraordinário. Graças a Deus por isso. Se meu Capitão está no navio e permanece ali, eu permanecerei.

    Mas, se eu perceber que o Capitão desceu para o bote salva-vidas, sairei imediatamente. Não há esperança para o navio.

    Não é que Deus não vá abençoar aqueles que permanecem, como dissemos outro dia, no exílio, para usar outra figura. Mas, meu querido amigo, se você e eu quisermos estar no trono, se quisermos fazer parte desse propósito de Deus, precisamos seguir o Cordeiro por onde quer que Ele vá.

    Mas ouçam isto: toda essa questão da vitória e da realeza tem muito a ver com nosso relacionamento uns com os outros na casa de Deus.

    Vocês já repararam naquela pequena palavra extraordinária em 1 Coríntios 11? Ela geralmente passa despercebida naquele capítulo maravilhoso. Está em 1 Coríntios 11:19:

    Porque é necessário que haja também facções entre vós,
    para que os aprovados
    se tornem manifestos entre vós.

    Por que temos tanto medo dos problemas nas comunidades? Uma vez que estamos realmente sobre o fundamento de Cristo, uma vez que reconhecemos o Espírito de Deus começando a agir, por que temos tanto medo? Em certos momentos, todo tipo de coisa precisa vir à superfície, mas, se Deus estiver agindo, os aprovados se tornarão manifestos.

    Aqueles cujo espírito é correto; aqueles que podem entregar a vida pelo Senhor e pelos irmãos; aqueles que conhecem algo do amor perfeito, que tudo suporta e nunca falha — esses se tornarão manifestos.

    Vou lhe dizer uma coisa, querido filho de Deus: é muito mais fácil suportar a ira, o ódio e a oposição do mundo do que suportar o desprezo, a zombaria e a antipatia de um irmão ou de uma irmã. Essa é a coisa mais difícil do mundo: quando alguém da mesma família não gosta de você.

    Agora, querido filho de Deus, são necessárias duas pessoas para haver uma divisão. Nunca se esqueça disso. Não pode haver uma divisão com uma pessoa só. Duas pessoas precisam reagir uma contra a outra. Mas, se uma delas continuar entregando a própria vida, a outra não conseguirá produzir uma divisão. Vocês entendem?

    Se duas pessoas estão em rota de colisão, Deus vai deixá-las bater a cabeça uma contra a outra até que estejam se nocauteando. O Senhor dirá: “Bem, está certo, continuem”.

    Mas talvez chegue o dia em que uma de vocês diga: “Vou entregar a minha vida. Vou amar aquela pessoa. Vou ser um capacho. Vou deixá-la fazer o que quiser. Vou deixá-la dizer o que quiser. Vou amá-la, amá-la e amá-la”.

    Você saiu do caminho. Agora Deus diz: “Essa pessoa está em rota de colisão Comigo. Meu filho se abaixou; Eu estou aqui”.

    Foi um antigo teólogo puritano quem disse: “Cuide da sua boa consciência; Deus cuidará do seu bom nome”.

    Você quer saber o que é reinar? Então precisa se humilhar, e Deus o exaltará. Mas como você se humilha? Que necessidade haveria de se humilhar se ninguém estivesse sendo difícil com você?

    O que vamos fazer — entrar todos com aparência de humildes? Muitas pessoas têm essa ideia estranha sobre humildade: se você se senta lá atrás, é humilde. É claro que isso não faz sentido. A maioria dos orgulhosos se senta lá atrás.

    Alguém talvez diga: “Ah, não, não, não, eu não sei tocar piano. Não sei tocar”. Mas, se alguém disser: “O jeito dessa pessoa tocar parece uma mistura de música árabe com cantoria de gato”, ela fica furiosa. “Como alguém se atreve a descrever minha maneira de tocar nesses termos?”

    Mas você não disse que não sabia tocar? Se disse que não sabia tocar, por que está esperando que alguém o elogie?

    É o mesmo com as pessoas que dizem que não sabem falar. “Ah, eu não sei falar.” Mas basta alguém dizer alguma coisa a respeito delas, e ficam furiosas. Talvez nem saibam se vão voltar.

    Vejam, é só quando as pessoas começam a dizer coisas a nosso respeito que precisamos nos humilhar. Graças a Deus, havia um pastor dinamarquês, P. P. Johnson, que costumava dar, acho que eram cinco coroas, a qualquer pessoa que dissesse algo ruim sobre ele.

    Com toda a seriedade, ele tirava suas cinco coroas, entregava à pessoa e dizia: “Isto é por me manter humilde”.

    Nós não gostamos disso, gostamos?

    Podemos falar até cansar sobre caráter cristão, caráter espiritual, a necessidade de abrir mão e a necessidade de entregar a nossa vida. Mas, quando temos a oportunidade, detestamos.

    Meus queridos amigos, todos vocês têm oportunidades na vida familiar, na vida do lar e, acima de tudo, na vida da igreja.

    A igreja é um lugar de pouca cerimônia. Mais cedo ou mais tarde, alguém vai dizer alguma coisa que o aborreça. Ou dirá: “Você fala demais; o que tem a dizer não tem muito valor”, ou: “Você nunca faz nada”.

    Mais cedo ou mais tarde, alguém vai dizer alguma coisa.

    Às vezes, são aquelas pessoas que se fecharam, que nunca se comprometeram, que dizem isto e aquilo. Aqueles que mais têm do Senhor levam tudo tão a sério. Ah, eles sofrem por causa disso; ficam envolvidos nisso e se perdem.

    Querido filho de Deus, humilhe-se debaixo da poderosa mão de Deus, para que Ele o exalte no tempo devido. Simplesmente permita que o Senhor faça isso. Os aprovados por Deus se tornarão manifestos entre vocês.

    Vejam, essa questão de vencer não é apenas algo pessoal; está relacionada à casa de Deus.

    Mesmo quando há algo errado entre nós, nossa atitude diante disso e a maneira como lidamos com isso são questões de vitória. Algumas pessoas ficam tão interessadas nas coisas que estão erradas. Vão fazer isto, vão mandar expulsar aquela pessoa. Ah, meu Deus!

    Esquecemo-nos do que a Palavra diz: nunca devemos tocar no pecado; nunca devemos nos tornar participantes dos pecados de outros; mas:

    O amor cobre uma multidão de pecados.

    Os rabinos dizem que essa expressão veio originalmente de uma situação de adultério. Se alguém descobrisse que seu cônjuge havia cometido adultério, poderia ir aos anciãos e, se fosse comprovado, seu marido ou sua esposa poderia ser apedrejado até a morte. Mas também poderia perdoar.

    Quando havia perdão, estava perdoado. O amor cobre uma multidão — não no sentido de aprovar o pecado, mas de modo que ele não precisasse ser exposto publicamente. O perdão precisava ser respeitado, e era concedido.

    Que palavra interessante encontramos em Gálatas 6:1:

    Irmãos, se alguém for surpreendido em alguma transgressão,
    vós, que sois espirituais, restaurai o tal
    com espírito de mansidão;
    olhando por ti mesmo, para que não sejas também tentado.

    Tudo isso é uma questão de vencer. Às vezes, são as transgressões de nossos irmãos e irmãs que revelam quem somos. Se as encobrimos de maneira errada, falhamos. Se não os restauramos da maneira certa, falhamos. Vocês entendem o que quero dizer?

    Em Romanos 15:7, está escrito:

    Portanto, recebei-vos uns aos outros,
    como também Cristo vos recebeu,
    para a glória de Deus.

    Como Cristo me recebeu? Ele me recebeu como pecador. É assim que preciso receber você: como pecador salvo pela graça. Esse é o fundamento mínimo sobre o qual devo recebê-lo.

    Mas a maioria de nós não recebe uns aos outros assim. Recebemos uns aos outros conforme achamos que estão avançando, que estão a caminho da perfeição, que são extraordinários. Porque nós mesmos fomos tratados nesse ponto, esperamos que você alcance imediatamente o padrão que Deus nos deu. Isso é parte do nosso problema.

    Não seria bom se você e eu pudéssemos ir para algum lugarzinho — de vez em quando sonho com isso — onde não houvesse nenhum outro ser humano à vista? Você precisa ser muito orgulhoso, como eu, para querer um lugar assim, porque nossa ideia é que, se conseguíssemos chegar lá, poderíamos vencer.

    Ah, teríamos momentos maravilhosos com o Senhor: nenhum dos problemas dos seres humanos, nenhuma das complexidades que vêm com eles, nenhum dos emaranhados, desgastes, tensões ou críticas.

    Mas não é assim que se chega ao trono.

    O trono tem a ver com pessoas. Não se trata apenas de governar leis naturais. Em geral, as leis naturais funcionam por si mesmas. O trono de Deus tem a ver com pessoas, com nações.

    A única maneira de você e eu chegarmos ao trono é estando com pessoas, aprendendo a conhecer pessoas, permitindo que o Senhor nos trate por meio de pessoas.

    Acho que já contei a vocês a história de Charles Haddon Spurgeon, aquele extraordinário pregador do século passado, um dos maiores pregadores que a Grã-Bretanha já conheceu.

    Milhares e milhares de pessoas vinham ouvi-lo. Mas, toda segunda-feira de manhã, sem falta, por meio de algum mensageiro desconhecido, uma carta era entregue na residência particular de Charles Haddon Spurgeon. Era de uma irmã que assistia às duas reuniões de domingo e anotava cada coisa que estava errada.

    Ela anotava qualquer erro de dicção, gramática, teologia ou apresentação e depois fazia um comentário geral sobre tudo.

    Vocês sabiam que o grande Charles Haddon Spurgeon quase teve um colapso nervoso? Aquilo quase pôs fim ao seu ministério.

    É difícil para nós compreender que uma coisa tão pequena pudesse fazer isso. Mas, sabem, elefantes morrem de medo de ratos. É algo muito estranho. Você pensa que alguém do porte de um gigante, como Charles Haddon Spurgeon, só poderia ser assustado por outro gigante. Mas não — ele tinha tanto medo da chegada daquela carta na segunda-feira de manhã.

    Por muito tempo, não contou a ninguém o que havia na carta, até que, por fim, procurou alguns irmãos e disse: “Não consigo continuar. Estou reduzido a nada”.

    Eles não conseguiram ajudá-lo. Disseram: “Bem, encontre a pessoa e mande-a embora. Por que um ministério tão grande como este, sob a unção, deveria chegar ao fim por causa de alguma irmãzinha tola, maldosa e de mente estreita?”

    Charles Haddon Spurgeon começou a buscar o Senhor a respeito de tudo aquilo. Começou a buscar o Senhor para descobrir quem era, a fim de que alguma providência pudesse ser tomada em relação àquele espinho na carne.

    Então, num de seus momentos a sós com Deus, o Senhor lhe disse: “Você quer que Eu remova o seu tesouro?”

    “Tesouro? Que tesouro?”

    “Este tesouro.”

    “Mas ela é a minha destruição!”

    “Não”, disse o Senhor. “Ela é o seu tesouro, porque está produzindo em você um tesouro muito precioso.”

    Daquele momento em diante, Charles Haddon Spurgeon sempre se referiu a ela como seu tesouro. Pelo que sei, ela continuou escrevendo sua cartinha infeliz até o dia em que ele morreu.

    Agora, muitos de nós temos tesouros. Alguns de nós somos casados com eles. Temos tesouros na casa de Deus — pessoas por meio das quais Deus nos faz vencer.

    Se nos abaixarmos, avançaremos. Mas, se você disser: “Não vou me abaixar. Não vou permitir que isso aconteça de novo”, e tentar ficar por cima, vai desmoronar.

    Quando você abre mão, se abaixa e descobre que está por cima. Ah, você já não é cauda; é cabeça.

    A Realeza e o Mundo

    Por último, gostaria de dizer algo sobre a realeza em sua relação com a casa de Deus e com o mundo.

    É nossa tarefa, como casa de Deus, como igreja de Deus, como corpo de Cristo, governar e reinar agora. Não devemos esperar até o milênio, ou esperar pelas eras vindouras, para então reinar.

    Devemos, aqui e agora, estar assentados juntamente com Cristo nos lugares celestiais. Devemos, aqui e agora, em nome do Senhor Jesus Cristo, ligar coisas na terra e desligar coisas na terra.

    O Senhor não disse: “Ligai coisas na igreja”. Ele não disse:

    Eu te dei as chaves do reino dos céus;
    tudo o que ligares na igreja será ligado nos céus,
    e tudo o que desligares na igreja será desligado nos céus.

    Ele disse:

    Tudo o que ligares na terra será ligado nos céus,
    e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.

    A respeito do nosso Senhor Jesus Cristo, está escrito naquele grande salmo messiânico, em Salmos 110:2:

    O Senhor enviará de Sião o cetro da Tua força:
    domina no meio dos Teus inimigos.

    Mas nosso Senhor está à direita de Deus. O que significa “domina no meio dos Teus inimigos”? Significa que Ele ressuscitou triunfante e vitorioso. Ele governa e reina por meio do Seu corpo, mesmo aqui na terra.

    É a isso que Ele quer levar você e a mim. Ele quer nos levar ao lugar onde possamos declarar a realeza de Cristo sobre esta terra.

    Davi pensava nisso de vez em quando:

    Do Senhor é a terra e a sua plenitude;
    o mundo e aqueles que nele habitam.

    Babilônios, assírios, egípcios — aqueles que eram pagãos, aqueles que adoravam ídolos —, o mundo e aqueles que nele habitam pertencem ao Senhor. Essa é a nossa declaração.

    Não “a terra será do Senhor”, mas:

    Do Senhor é a terra e a sua plenitude.

    Que declaração!

    Querido filho de Deus, somos a vanguarda do reino. Estamos aqui nesta terra declarando que esta terra pertence ao Senhor Jesus Cristo.

    Pede-Me,
    e Eu Te darei as nações por herança,
    e os confins da terra por Tua possessão.

    Não estou dizendo que devemos fazer coisas separados de Cristo. Ah, não, de modo algum. Você não pode ligar na terra aquilo que não é da vontade do céu ligar. Você não pode desligar na terra aquilo que não está no pensamento de Cristo desligar na terra.

    Mas, uma vez que sabemos, pelo Espírito, qual é o pensamento do Senhor, temos a tarefa de proclamar a vontade de Deus e declarar o pensamento de Deus no lugar secreto — no mundo espiritual.

    Isso não tem a ver com o Kremlin e a Casa Branca. Não tem a ver com Londres, Paris, Roma ou Pequim. Trata-se do mundo espiritual. Por trás de todas essas coisas estão principados, potestades, dominadores deste mundo de trevas e hostes de espíritos malignos nos lugares celestiais.

    Há fortalezas satânicas — fortalezas de poder satânico —, raciocínios e coisas altivas que se levantam contra o conhecimento de Deus. Pensamentos.

    O comunismo começou com um pensamento na cabeça de um homem tranquilo chamado Karl Marx. Os pensamentos do presidente Mao — esses pensamentos podem ser levados cativos pelas armas que Deus nos deu em Cristo.

    Agora, não estou sugerindo, nem por um momento, que devemos enfrentar coisas grandes demais para nós. Tudo precisa começar com uma consulta ao Senhor.

    Se você simplesmente tomar isso como uma verdade e disser: “Vamos governar a nação; vamos sair; vamos fazer isto e aquilo”, meu querido amigo, em pouco tempo você já não estará aqui.

    Mas, se nós, como casa de Deus, edificados juntos sob a cobertura da comunhão e mantidos firmemente em Deus, começarmos a consultar o Senhor e soubermos que a vontade do Senhor não é isto, nem isto, nem isto, então podemos declarar: “Não será assim. Não será assim”.

    Está escrito na Palavra de Deus, em algum lugar de 2 Pedro 3, que podemos apressar a vinda do dia de Deus. Meu querido amigo, Satanás também procura apressar a chegada daquela noite em que ninguém pode trabalhar. É nossa tarefa cuidar para que essa noite não venha nem uma hora antes do tempo de Deus.

    Muitas vezes temos uma espécie de concepção muçulmana, islâmica, fatalista da soberania de Deus: “O que tiver de ser, será. O mundo vai ficar cada vez pior, então simplesmente deixamos as coisas acontecerem”.

    Não, meu amigo, não é assim.

    Vós sois o sal da terra.

    Se o sal perder o sabor, com que será salgado? Devemos ser o sal nas cidades pequenas, nas vilas e nas grandes cidades em que estamos. Devemos ser o sal na nação em que estamos. Detemos a corrupção. Preservamos aquilo que é certo.

    Não adianta os crentes colocarem toda a culpa na nação, nos incrédulos ou na maior parte da igreja. Meu querido amigo, Deus põe o dedo, como Johannes disse ontem à noite — e concordo inteiramente com ele —, em nós.

    O julgamento deve começar pela casa de Deus.

    Deus põe o dedo em nós e diz: “Vocês estão permitindo que isso aconteça? Estão simplesmente aceitando, de modo que Satanás possa fazer qualquer coisa?”

    Não é que queiramos que vocês falem com Satanás, entrem em conversas com demônios ou comecem a se expor sem proteção. Não. Comecem a declarar que Jesus é Senhor.

    Como é maravilhoso poder declarar que Jesus é Senhor. Adoração.

    Kenny falou sobre adoração, e como foi maravilhoso. Ela é muito mais até do que derramarmos nosso coração diante do Senhor. Quando adoramos o Senhor, declaramos aquilo que Ele é.

    Não dizemos: “Senhor, por favor, faz isto. Por favor, faz aquilo. Por favor, sê todo-poderoso. Por favor, age como convém”. Nós nos prostramos: “Ó Senhor Deus, Rei dos reis, Senhor dos senhores, declaramos a Tua grandeza. Declaramos a Tua majestade”.

    Diante disso, os poderes das trevas ficam paralisados pela nossa declaração.

    Até a Ceia do Senhor é uma declaração de algo — uma declaração da Sua morte, de que, por meio da morte, Ele destruiu aquele que tinha o poder da morte.

    Meus amigos, se ao menos pudéssemos aprender o que é reinar com Cristo agora, isso não faria uma grande diferença?

    Chaves — pequenas coisas, as chaves. Mas, ah, quantos problemas temos quando elas se perdem! Se temos uma chave, conseguimos entrar no carro em um segundo. Se temos uma chave, conseguimos entrar em casa em um segundo. Mas, se perdemos as chaves, podemos ficar parados por horas, tentando encontrar alguém que consiga entrar ou, de algum modo, forçar a janela.

    Que palavra maravilhosa encontramos em Deuteronômio 28, aquelas palavras com as quais começamos esta semana:

    E o Senhor te exaltará
    sobre todas as nações da terra.

    Será que Ele não deseja isso para a igreja agora? Exaltada sobre as nações da terra, se tão somente dermos ouvidos à voz do Senhor.

    E Ele diz, em Deuteronômio 28:7:

    O Senhor fará que os teus inimigos,
    que se levantarem contra ti,
    sejam derrotados diante de ti:
    por um caminho sairão contra ti,
    e por sete caminhos fugirão diante de ti.

    Depois Ele diz, em Deuteronômio 28:10:

    E todos os povos da terra
    verão que és chamado pelo nome do Senhor;
    e terão medo de ti.

    Lembro-me de alguns anos atrás, quando estávamos juntos em Richmond e havíamos aprendido algumas dessas lições. Havia uma senhora alcoólatra, com uma família de quatro crianças pequenas. Ah, ela era uma pessoa impossível. À medida que buscávamos o Senhor e confiávamos Nele, ela ia seguindo em frente.

    Ela era garçonete num restaurante perto da casa onde nos reuníamos. Então descobrimos que um homem mau, dono de um estabelecimento licenciado para vender bebidas alcoólicas, estava lhe vendendo bebida mesmo quando ela não podia pagar. Ele anotava tudo como dívida, para colocá-la nas mãos dele.

    Oramos e buscamos o Senhor. Estávamos muito indignados com aquilo. No fim, embora eu normalmente não fique muito zangado, fiquei tão zangado que fui até aquele lugar, entrei no estabelecimento e pedi para falar com o gerente.

    Ele saiu, e eu disse: “Como você se atreve a vender bebida a uma filha de Deus nessas condições?” Ele ficou completamente vermelho. Disse: “Você deve estar louco”.

    Eu disse: “Não estou louco. Mas vou lhe dizer uma coisa: em nome do Senhor Jesus, uma maldição está sobre você, a menos que pare de fazer isso”.

    Ele disse: “Mas a lei diz que sou obrigado”.

    “A lei lhe diz que você pode dar bebida a alguém que não pode pagar?”

    Ele discutiu e discutiu. Ameaçou chamar a polícia para me pôr para fora. Eu disse: “Agora escute aqui, meu senhor: em nome do Senhor Jesus Cristo, uma maldição está sobre este lugar”.

    É claro que voltei para casa e depois passei por um momento difícil. Sentei-me com uma xícara de chá e pensei comigo mesmo: “Ah, como você pôde fazer uma coisa dessas? Não deveria amaldiçoar uma pessoa assim”.

    Mas, em duas semanas, ele havia fechado o estabelecimento, porque levou muito a sério a ideia de que o lugar estava amaldiçoado. Disse aos vizinhos: “Vou sair daqui”, e saiu.

    Isso, acredito, é, de certa maneira, o que significa reinar. Não estou dizendo: “Ah, saiam por aí amaldiçoando as pessoas”. Mas, quando a injustiça e o mal entram, não deveríamos lidar com eles?

    Lembro-me de outra ocasião em que um dos nossos rapazes, um excelente jovem, tornou-se dependente de heroína. Ele havia se tornado dependente por causa da dor. Veio até nós e foi maravilhosamente salvo. Ficou um ano inteiro sem usar drogas.

    Então, à noite, alguns de seus antigos traficantes começaram a bater na janela. Quando ele a abriu, ofereceram-lhe heroína, e ele voltou a usar.

    Vocês conseguem acreditar nisso — alguém subir por um cano de escoamento e bater na janela dele? Quando soube, oramos a respeito de toda aquela situação. Então pedi a um dos irmãos, que era professor e morava na região onde esse homem vivia, que descobrisse onde ele estava.

    Eu disse: “Vá até ele, bata à porta e diga que, se ele se atrever a vender mais um pouco de heroína — ou qualquer outra coisa desse mundo das drogas — a um dos filhos de Deus, será eliminado”.

    Naquela noite, esse jovem se voltou para mim e disse: “Como você pode fazer uma coisa dessas? É magia branca ou magia negra?”

    Eu disse: “Não é magia branca nem magia negra. Você está negociando destruição. Está deliberadamente destruindo homens e mulheres para enriquecer à custa da destruição deles. Por isso, em nome do Senhor Jesus Cristo, uma maldição está sobre você”.

    Aquele homem saiu daquela casa com a esposa e foi para o Marrocos, porque disse a alguém: “Aquela casa está amaldiçoada. Preciso sair dela”. Eu nunca quis dizer a casa em si; quis dizer a casa dele, sua família.

    Sua esposa morreu no Marrocos, e ele se suicidou. Esse foi o fim daquele lugar de maldade.

    Mais uma vez, não estou dizendo que vocês devem sair por aí fazendo isso. Quero que entendam que há uma posição que a igreja deveria ocupar:

    Terão medo de ti.

    Mas eles têm medo de nós? A maior parte do mundo nos vê como um grupo de amigos. “O que eles podem fazer — cantando seus hinozinhos, fazendo suas pequenas orações, lendo suas preciosas Escrituras? Nunca têm nenhum efeito sobre a nação, a cidade ou a comunidade.”

    Mas, meus queridos amigos, se fomos ressuscitados com Cristo, unidos ao Cristo ressurreto e feitos assentar juntamente com Ele nos lugares celestiais, certamente deve haver algum efeito sobre as cidades e comunidades em que estamos.

    Querida América, pergunto-me se vocês, cidadãos desta nação, compreendem o que a América significa. Conseguem imaginar o que significaria para a liberdade se a América caísse?

    Meu querido amigo, não quero que você seja meramente político ou nacionalista. Mas há uma responsabilidade colocada sobre seus ombros: orar pela sua nação.

    Se nós, na Dinamarca e na Grã-Bretanha, lutamos durante dias em oração pela eleição presidencial de vocês, é um grande choque para nós descobrir que vocês nunca oram.

    Se somos chamados por Deus a jejuar e orar durante noites e dias porque acreditamos que quem entrar naquela Casa Branca determinará o rumo desta nação mais do que muitos outros que vieram antes, isso não é político. É uma questão de conhecer o pensamento do Senhor, de governar e reinar.

    Não estamos orando por democrata ou republicano. Estamos orando para que a vontade de Deus seja feita. Se, em nosso espírito, percebemos que essa é a vontade de Deus, então queremos perseverar em oração até que a vontade de Deus se cumpra. Queremos reinar e governar.

    Tivemos tantas experiências em nossa terra. Vejam, queridos amigos, tomem cuidado, aqui na América, para não viver numa ilusão de segurança. Vocês têm esse grande mar ao redor, mas o inimigo pode alcançá-los.

    Nós, do nosso lado, estamos muito conscientes de que nosso tempo está se esgotando. Sabemos como seria fácil sermos ocupados em questão de poucos dias. Temos visto o mal tomar conta dos nossos sindicatos, tomar conta das nossas instituições de ensino superior, e Deus começou a colocar esse peso sobre nós.

    Começamos a orar por alguns daqueles sindicatos. O que aconteceu foi isto: os comunistas perderam eleição após eleição após eleição. O povo de Deus na Grã-Bretanha orou para que Deus contivesse a maré desses males.

    Podemos fazer isso. Só que sabemos que temos pouco tempo. Sabemos que virá um dia em que Deus dirá: “Agora, a noite. Agora, o dia da queda da Grã-Bretanha”. Quando isso acontecer, deixaremos de orar daquela maneira e oraremos: “Deus, salva-os em sua aflição. Salva-os em sua infelicidade. Salva-os, Senhor, em seu quebrantamento”.

    Mas, até que esse dia chegue, não permitiremos que o inimigo entre nem uma única hora antes do tempo de Deus.

    Por que deveríamos abandonar uma nação na qual fomos salvos e que significou tanto para os propósitos de Deus? Por que deveríamos nos render? Isso é nacionalismo? Não. É uma questão do propósito de Deus.

    O Chamado para Reinar com Cristo

    E assim, querido filho de Deus, o Senhor diz:

    Agora vos invisto da realeza
    da qual Meu Pai Me investiu.

    Como você está se saindo nessa questão?

    O Senhor Jesus diz:

    Ao que vencer,
    dar-lhe-ei que se assente Comigo no Meu trono,
    assim como Eu também venci
    e Me assentei com Meu Pai no Seu trono.

    Se nosso Senhor Jesus vive sempre para interceder por nós, que o Espírito de Deus coloque em nosso coração algo do peso que está no coração Dele: pela glória de Deus; pela restauração da casa de Deus; pela salvação de almas preciosas nas nações em que se encontram; e pela contenção do mal até o tempo de Deus.

    Vamos orar?

    Ó Senhor, todos nós somos tão indignos e tão insignificantes. Mas, precioso, precioso Senhor, pedimos juntos a Ti: põe a Tua mão sobre nós.

    Que estes momentos que tivemos juntos não se percam nem sejam esquecidos, mas vela sobre a Tua Palavra para cumpri-la, Senhor, nós Te pedimos.

    Se alguma coisa imprópria foi dita nesta manhã, apaga-a da nossa memória. Mas, ó Senhor, aquilo que vem de Ti, escreve aqui em nosso espírito.

    Queremos ser pessoas que ouvem o que o Espírito diz às igrejas. Concede que seja assim, pois pedimos em nome do nosso Senhor Jesus Cristo.

    Amém.