É uma alegria para mim poder estar com vocês de uma maneira mais local, como uma família aqui. Sei que ainda há pessoas de outros lugares entre nós, mas é uma alegria poder compartilhar um pouco mais com todos vocês.
Gostaria de convidá-los a abrir a Primeira Carta do Apóstolo Paulo a Timóteo. Quero ler a partir de 1 Timóteo 1:18.
Este mandamento te confio, meu filho Timóteo, segundo as profecias que anteriormente foram feitas a teu respeito, para que, por elas, combatas o bom combate;
conservando a fé e uma boa consciência, a qual alguns rejeitaram e, quanto à fé, naufragaram;
entre os quais estão Himeneu e Alexandre, os quais entreguei a Satanás, para que aprendam a não blasfemar.
Exorto, pois, antes de tudo, que se façam súplicas, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens;
pelos reis e por todos os que estão em posição de autoridade; para que levemos uma vida tranquila e sossegada, em toda piedade e dignidade.
Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador;
o Qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade.
Agora, no Antigo Testamento, abram em Salmos 18:34.
Ele ensina as minhas mãos para a guerra;
de modo que os meus braços vergam um arco de bronze.
E também Salmos 144:1:
Bendito seja o Senhor, minha rocha,
Que ensina as minhas mãos para a guerra
e os meus dedos para a batalha.
Vamos nos curvar para mais uma palavra de oração?
Senhor, já pedimos que estejas conosco neste momento, e queremos simplesmente, pela fé, permanecer nessa unção que Tu nos concedeste. Torna claro a cada um de nós aquilo que for dito. Pelo Teu Espírito, de alguma maneira, deposita algo de Ti mesmo em nosso coração, que se expresse em verdadeira oração e intercessão nos dias que virão. Pedimos isso em nome de nosso Senhor Jesus. Amém.
Como sempre, a maneira mais proveitosa de aproveitar esta pequena oportunidade para dizer algo mais sobre guerra espiritual é retomar um dos pontos que apresentei durante a conferência que acabamos de concluir, quando falei sobre como usar as armas da nossa guerra.
Senti que não tivemos tempo suficiente e, de muitas maneiras, numa reunião grande, nem sempre é tão fácil tratar especificamente das armas da nossa guerra.
É muito interessante para mim que o Apóstolo Paulo, escrevendo a Timóteo, que por natureza era um tanto tímido e gentil, tenha lhe dito: “Houve profecias que precederam a sua caminhada”. Não sabemos quais eram essas profecias, mas deve ter havido algo, eu diria, sobre Timóteo ser um bom soldado do Senhor Jesus — algo sobre estar na linha de frente da batalha e conduzir o povo de Deus ao combate.
Em nosso exército, temos uma tradição que remonta a Josué: todos os oficiais devem liderar seus homens. Não temos oficiais que ficam atrás da linha de batalha, dirigindo tudo a uma grande distância. Temos oficiais que conduzem os homens à guerra.
O famoso grito do exército é: “Sigam-me”. Em hebraico, esse é o famoso grito do exército. Todo sujeito que já serviu no exército conhece esta palavra de seu oficial: “Sigam-me”.
Já o exército britânico sempre dizia: “Avançar!”, e então os homens avançavam enquanto o oficial ficava para trás. Mas, em nossa tradição, é o oficial quem deve ir à frente.
Isso é muito interessante para mim, porque o Apóstolo Paulo disse a Timóteo: “Essas profecias que precederam a sua caminhada — por meio delas, combata o bom combate”. Em outras palavras, deve ter havido algo que o Senhor disse a respeito de Timóteo — a respeito de seu ministério, de sua contribuição e de sua liderança.
O Apóstolo Paulo o faz lembrar: “Lembre-se do que foi dito pelo Espírito de Deus por meio dos lábios de alguns irmãos e combata o bom combate”. Ele diz:
Conservando a fé e uma boa consciência.
Depois, prossegue:
Exorto, pois, antes de tudo, que se façam súplicas, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens;
pelos reis e por todos os que estão em posição de autoridade.
E assim por diante.
Que palavra interessante: o apóstolo via toda essa questão da oração, da intercessão e de sermos sacerdotes na presença de Deus em termos de combater o bom combate.
Isso me leva imediatamente a este ponto: o salmista diz, em Salmos 18:34 e Salmos 144:1, que o Senhor ensina suas mãos para a guerra e seus dedos para a batalha. É preciso haver treinamento, e é preciso haver experiência.
Em outras palavras, precisamos que o Espírito Santo nos ensine a combater o bom combate. Eu disse muitas coisas, e algumas pessoas poderiam tentar seguir certas coisas à risca, mecanicamente. Isso não levará a lugar algum. No fim das contas, tem de ser o Espírito Santo Quem ensina nossas mãos para a guerra e nossos dedos para a batalha.
Temos de nos colocar à disposição. Temos de perceber que somos chamados para essa guerra. Temos de nos lembrar de que devemos combater o bom combate da fé e tomar posse da vida eterna, para a qual fomos chamados.
Tudo isso serve de pano de fundo para o que realmente quero dizer nesta noite. Nosso problema na oração é que a maioria dos crentes tem medo de realmente confiar no Senhor pela fé e avançar.
É aí que precisamos de boa liderança. Precisamos de irmãos dispostos, sob a direção do Espírito Santo e sob o comando do Senhor dos Exércitos, a entrar nessas batalhas e, assim, ajudar os demais, que somos um pouco mais receosos, a segui-los. Vocês entendem?
A oração nunca pode ser ensinada; ela precisa ser aprendida por contágio.
Sei que, no meu caso, nunca teria aprendido nada sobre a guerra por meio da oração se não tivesse visto irmãos e irmãs envolvidos nela. Eles estavam envolvidos em algo que não era uma fantasia nem alguma ideia imaginativa que haviam tido; estavam realmente usando a Palavra de Deus nas regiões celestiais. E havia resultados.
Isso despertou em mim, como jovem crente, uma fome de conhecer o Senhor dessa maneira.
É por isso que acredito que a oração, no fim das contas, é algo que você precisa pegar por contágio. Você vê alguém que ora com fervor. Vê alguém que ora com eficácia. Vê alguém que ora usando a Palavra de Deus. Vê alguém orando com clareza, e isso desperta em você o desejo de trabalhar juntamente com o Senhor da mesma maneira.
Vocês não acham interessante que o Senhor permita que tantas situações se desenvolvam entre nós, situações que todo o ensino do mundo não consegue alcançar, que toda a energia e toda a boa vontade do mundo não conseguem alcançar, e que nem mesmo toda a comunhão do mundo consegue alcançar?
A única maneira de algumas dessas situações serem alcançadas é no lugar secreto. Poderes precisam ser desalojados. Fantasmas precisam ser dissipados. As trevas precisam ceder diante da luz. É uma área em que vocês e eu precisamos agir, porque não há neutralidade nesta guerra.
Agora, pelo que ouvi dos irmãos aqui, o querido Fred Flack, aquele extraordinário servo de Deus… Conheço Fred há tantos anos; ele deve estar perto dos oitenta ou até já ter passado disso. Se alguém me perguntasse se eu poderia dar um exemplo de vencedores, eu diria: Fred e sua esposa.
Eles são, para mim, exemplos incríveis de vencedores, e eu os conheço desde 1953. Quanto tempo é isso? Quarenta anos. Só de pensar nisso, já me sinto velho. Eu os conheço há quarenta anos. Vi como eles caminharam, as decepções que tiveram, as batalhas que enfrentaram.
Bem, não devo entrar nesse assunto, senão o tempo vai passar. O que eu queria dizer é que, pelo que entendi, Fred disse: “Vocês precisam usar a Palavra de Deus na oração”. Estou certo? Ele disse isso mesmo.
Ele disse: “Vocês precisam usar a Palavra de Deus na oração. Ir a uma reunião de oração sem a Bíblia é como entrar numa batalha sem uma arma”.
Quero dizer, vocês precisam da Bíblia. Além disso, não a deixem fechada. Isso é como dizer: “Estamos na batalha. Sei que estamos na batalha. Fui chamado para uma batalha. Estamos numa guerra”, e você tem sua arma, mas ela não está carregada nem é usada.
Desta vez, você trouxe a arma, o que já é um avanço em relação a nem sequer trazê-la, mas não a usa. Portanto, precisamos aprender a usar a Palavra de Deus.
Não há como simplesmente nos ensinarem isso. Precisamos aprender, cada um por si. Há, porém, uma maneira pela qual podemos aprender com os outros.
Infelizmente, algumas pessoas usam a Palavra de Deus de uma maneira tão floreada e artificial que acabam destruindo a reunião de oração. Vocês sabem que muitas vezes eu disse que a reunião de oração é um lugar de criaturas frustradas.
Todos entram nela e acreditam que, de alguma forma, precisam usar a Palavra de Deus. Às vezes, você tem vontade de dizer: “Fulano, o Senhor sabe disso. Quero dizer, não é preciso explicar tudo para Ele”.
É algo completamente diferente aprender a se apropriar de uma promessa ou de uma afirmação da Palavra de Deus e se firmar nela — especialmente quando outros confirmam aquilo, se unem a você e, juntos, se firmam nessa palavra. Isso é a Palavra de Deus.
Portanto, precisamos aprender a usar a Palavra de Deus e não ter medo disso. Esta é uma das coisas mais abençoadas num período de oração: ouvir o folhear das páginas das Escrituras.
Não porque alguém esteja tão entediado que resolveu fazer um pequeno estudo bíblico particular durante a reunião, mas porque o Senhor está realmente conduzindo essa pessoa a alguma passagem.
Já experimentei isso muitas e muitas vezes na batalha, na guerra. De repente, algo vem ao meu coração, e penso: “Onde está isso? Onde está? Ou está em Isaías, ou está em Salmos 7”. Então preciso procurar até encontrar.
Quando encontro e leio, o Espírito Santo continua a testificar em mim: “É isso. Vou usar isso. Essa é a espada do Espírito nesta situação”.
Portanto, precisamos aprender a usar a Palavra de Deus. Na verdade, é muito interessante que, na Carta aos Efésios, não haja outra arma.
De fato, nenhuma outra arma é mencionada além desta: a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus, com toda oração, orando em todo tempo no Espírito e vigiando para isso com toda perseverança.
Parece-me que vocês e eu precisamos aprender a usar a Palavra de Deus nas situações. A Palavra de Deus pode ser usada de muitas maneiras. Podemos estar orando por uma situação específica relacionada à igreja de Deus. Vou dar alguns exemplos. Não entrarei em exemplos pessoais; tentarei apenas ilustrar isso.
Suponhamos que haja um ataque real contra todo o testemunho da igreja. Digamos que seja divisão. Digamos que seja partidarismo. Digamos que tenha surgido alguma imoralidade grave ou algo assim, e percebemos que o nome do Senhor será difamado naquela região. Não sabemos o que fazer.
Nosso Senhor não disse na Palavra que veio pela igreja, para apresentá-la sem mancha, sem defeito?
Aí está uma afirmação da Palavra de Deus em meio a uma situação terrível. A situação parece tão diferente daquilo que o Senhor veio fazer que podemos tomar essa Palavra, nos firmar nela e, pelo Espírito de Deus, apelar ao Cabeça da igreja para que entre nessa situação e a transforme em bem.
Vocês entendem como estamos usando a Palavra de Deus? Aqui está uma afirmação. Usei apenas uma; há dezenas de outras que podemos usar. Quero dizer, por toda a Palavra há afirmações a respeito da igreja e de sua função.
Estamos preocupados porque, de alguma maneira, a igreja não está crescendo? Há passagens das Escrituras sobre toda essa questão. Somos informados de que a igreja deve edificar a si mesma em amor.
Há algum lugar em que somente umas poucas pessoas estão funcionando, enquanto as demais não estão? Por que não nos firmamos em algo que o Senhor nos dê — digamos, em Efésios 4 — sobre todo o corpo, bem ajustado e crescendo?
Você tem uma afirmação da Palavra de Deus, algo em que se firmar. Entendem? Essa é a espada do Espírito. Essa afirmação da Palavra de Deus vale mais do que dez mil afirmações suas.
Estou falando sério, não importa o que digam alguns carismáticos. Ela vale mais do que dez mil afirmações suas. Quando você tem a Palavra de Deus, dada a você pelo Senhor, e pode compartilhá-la e se firmar nela, e outros a confirmam, e outros a acolhem e se firmam nela, isso vale por um sermão inteiro ou dois.
Não há nada que o inimigo possa fazer quando as pessoas começam a usar a espada do Espírito no lugar de oração. Mil situações terão de ceder.
Eu poderia prosseguir e falar de muitas outras coisas. Vejam, talvez nossos problemas de comunhão uns com os outros sejam fantasmas.
Um problema da formação anglo-saxônica é que as pessoas são reservadas demais, e o inimigo sabe disso. Ele usa essa reserva. Incluo os chineses nessa formação anglo-saxônica. Eles são tão reservados que o inimigo consegue lançar todo tipo de coisa no ar.
E somos tão tolos que acreditamos. Na verdade, não há fundamento algum para isso. São apenas fantasmas. É tudo propaganda satânica, transmitida o tempo inteiro — o que seria de esperar se estivéssemos numa guerra.
Seria de esperar que uma das principais coisas que Satanás faria fosse propaganda. Vocês entendem? De uma forma ou de outra, ele cria fantasmas, e esses fantasmas criam raízes dentro de nós, e realmente acreditamos que as coisas são assim.
Às vezes, tudo o que precisamos fazer é estabelecer a verdade. Às vezes, você se apropria de uma palavra que Deus lhe dá sobre essa questão. Por exemplo, deixem-me colocar desta maneira:
Eu sou a luz do mundo; quem Me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida.
Agora temos uma afirmação de nosso Senhor que pode ter sido dada pelo Espírito Santo numa determinada situação. Podemos tomar essa luz e anunciar juntos: “O Senhor Jesus em nosso meio é a luz do mundo. As trevas não têm comunhão com essa luz. As trevas não têm lugar nessa luz. Vamos expulsá-las em nome do Senhor, e vamos olhar para o Senhor, para que Ele conceda vida a todos nós e nos livre de imaginações vãs”.
Às vezes, o inimigo bloqueia alguma coisa. É muito interessante essa tentativa de bloquear o Senhor.
Pode haver uma quantidade enorme de atividades evangelísticas e uma preocupação genuína com a evangelização. Alguns, é claro, não têm preocupação alguma, mas há aqueles que realmente se importam. No entanto, não importa o que façam nem o quanto se envolvam: nada acontece.
É quase como se o inimigo risse e dissesse: “Bloqueei tudo isso. Não importa o que façam; eles não vão conseguir avançar. Coloquei tudo sob cerco. Não vai passar”.
Às vezes, são outras necessidades — a necessidade de pessoas para ajudar em diversas áreas, com as crianças, com os jovens ou com alguma outra coisa. Ninguém se apresenta. Ninguém se oferece. Evidentemente, o inimigo diz: “Há um bloqueio nisso. Eu coloquei um bloqueio nisso”.
E todos nós dizemos: “Ah, por que será? Por que tudo é tão difícil?”. Então as pessoas dizem: “Este é um grupo muito estranho. São bem ensinados, mas ninguém se oferece. Ninguém se coloca à disposição”.
Então o inimigo diz: “Sim, claro, porque todos são hipócritas”. E nós dizemos: “Ah, sim, provavelmente é isso mesmo. Todos nós somos hipócritas. Não nos oferecemos”. Mas, na verdade, é um bloqueio. É um bloqueio espiritual.
Às vezes, o inimigo bloqueia a provisão financeira numa obra do Senhor ou em algo em que há grande necessidade de avançar. Então podemos recorrer a todo tipo de coisa — apelos, manipulação, insinuações e mil e uma outras coisas — em vez de nos apegarmos ao Senhor para que Ele, de alguma maneira, abra o caminho.
Mas o Senhor não pode ser bloqueado. Sempre enxerguei isso dessa maneira. Se o Senhor Jesus está aqui, como o inimigo pode bloqueá-Lo?
Ao longo dos anos, estive em muitas situações em que anunciamos juntos: “Não há como o inimigo bloquear isto. Rompemos este cerco em nome do Senhor. Ele não pode cercar o Senhor Jesus. Não pode impor nenhuma limitação ao Espírito do Senhor”.
Quando assumimos uma posição firme e começamos realmente a permanecer juntos nessa questão, o bloqueio desaparece quase da noite para o dia.
Então todos se perguntam: “Como isso é possível? Suportamos isso durante um ano inteiro, dois anos, e então, de repente, quando todos nos unimos e nos firmamos nessa Palavra que o Senhor deu, tudo desapareceu da noite para o dia”.
Às vezes, é muito difícil para nós realmente acreditar que temos um inimigo de verdade, que emprega táticas inteligentes. Mas é exatamente isso que acontece.
É por isso que vocês e eu precisamos aprender a usar a Palavra de Deus. Se vemos alguns crentes que não estão crescendo, vocês não acham que há algo em Sua Palavra que o Espírito Santo nos daria?
Na última cidade em que falei, citei Filipenses 1:6:
Tendo por certo isto mesmo: Aquele Que começou boa obra em vós a aperfeiçoará até o dia de Jesus Cristo.
Agora, se o Senhor diz que a realizará, vocês não acham que poderíamos nos firmar nisso em favor de uma vida?
Como vocês acham que o Apóstolo Paulo orava pelos gálatas quando disse:
Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós.
Vocês acham que ele poderia ter se firmado numa palavra como essa? Ele mesmo a escreveu, mas, se estivesse em nossos dias, certamente teria se firmado em algo assim.
Vocês entendem o que estou dizendo? Às vezes, alguns de nós, irmãos e irmãs mais velhos, que temos um encargo pelos mais jovens na comunhão, poderíamos agir nos bastidores e nos firmar nesse tipo de passagem das Escrituras.
Realmente, não apenas pedir ao Senhor, mas nos firmar nela. Abrir caminho. Declarar sobre esta vida ou aquela vida, sobre esta família ou aquela família, que essa Palavra será cumprida.
E quanto a uma situação na igreja que se torna cada vez mais impossível, até sermos novamente tentados a jogar a toalha? Que tal tomar 1 Coríntios 1:9?
Fiel é Deus, pelo Qual fostes chamados à comunhão de Seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor.
Não é uma palavra maravilhosa, especialmente quando pensamos na situação dos coríntios?
Estou apenas apresentando essas coisas como ilustrações deste fato: a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus.
Houve outras coisas que mencionei naquela mensagem a respeito das armas da nossa guerra. Falei de adoração, declaração e ação executiva.
Posso tratar primeiro desta palavra: oração? Imagino que todos vocês entendam a oração. Isso não é problema para ninguém. Sabem, significa simplesmente derramar o coração.
Não sejam artificiais na maneira de orar. Sejam vocês mesmos. Só se lembrem de uma coisa: levantem a voz para que possamos ouvir. Qual é o sentido de você orar se eu não consigo ouvi-lo? Você poderia muito bem ir para casa, e eu também.
Aqui estou eu, sentado em algum canto. Como posso dizer “Amém” àquilo? Poderia muito bem ser uma oração em línguas; não consigo entender o que você está dizendo.
Portanto, ao agir com naturalidade e ser você mesmo, lembre-se de que precisamos ouvi-lo. Levante a voz.
Não orem com o rosto enterrado nas mãos. Algumas pessoas são extraordinárias. Ficam tão nervosas que, quando finalmente conseguem começar, escondem a cabeça nas mãos. Eu não consigo ouvir.
À medida que alguns de nós envelhecemos, passamos a ouvir menos, e isso é extremamente irritante. Então o inimigo nos tenta a pensar: “Por que essa pessoa está tomando todo esse tempo? Nem sequer consigo ouvi-la”.
Portanto, lembrem-se: precisamos ouvir vocês. Falem mais alto, mas sejam naturais. Não sejam artificiais. Às vezes, é possível identificar de onde algumas pessoas vêm pela maneira como oram.
Eu costumava ouvir pessoas começarem bem devagar e, de repente, dispararem como um avião a hélice na cabeceira de uma pista. Dava para ouvir os motores ganhando rotação, e então elas decolavam, subiam, subiam, subiam — e, de repente, tudo terminava.
É uma maneira pentecostal de orar — uma determinada maneira pentecostal de orar. Não estou dizendo nada contra eles; estou apenas dizendo que eu podia identificar imediatamente: “Ah, fulano é de tal grupo entre os pentecostais”.
Depois, eu ouvia este tipo de oração: “Nós… Te… louvamos… Senhor. Tu… nos… ouvirás”. Um dos meus irmãos dizia que dava para escrever uma carta entre uma palavra e outra.
Nosso irmão, o senhor Sparks, orava assim, mas isso era totalmente normal e natural para ele. Muitas pessoas decidiram que aquela era a maneira natural de orar.
Então tínhamos todas aquelas pessoas hesitando, fazendo pausas e falando muito devagar, quando, na verdade, eram pessoas muito vivazes. Aquilo se tornou artificial. Vocês entendem o que estou tentando dizer?
Não imitem ninguém. Imitem apenas a fé dessas pessoas. Imitem sua maneira de seguir o Senhor Jesus. Sejam vocês mesmos, mas falem alto o suficiente para que possamos ouvir.
Lembrem-se: oração é derramar o coração. Vocês podem derramar o coração. Às vezes, em certo sentido — talvez eu esteja me expressando muito mal —, a oração é uma questão de tentativa e erro, porque você está derramando o coração.
Vocês devem sempre se lembrar do que C. T. Studd disse a esse respeito: “Por que pedir ao Senhor um ovo, se você pode pedir um elefante?”.
Em outras palavras, peça; mesmo que o Senhor diga não, você receberá alguma coisa. Essa era a maneira de C. T. Studd encarar a oração: derrame o coração.
Amy Carmichael disse que o Senhor tem três maneiras de responder à oração, e que Ele sempre responde de uma dessas três maneiras: ou diz sim, ou diz não, ou diz espere.
Isso é oração. Isso é derramar o coração. Que seja fervorosa. Não tenham medo do fervor.
Não forcem a emoção. Não sei o que acontece com algumas pessoas. Elas sentem que, assim que começam a orar, precisam começar a chorar — aquele jeito choroso.
O Senhor não Se deixa enganar por esse tipo de coisa. Se você vai chorar, chore. Chore de verdade. O Senhor verá seu coração e receberá isso como oração, porque o Senhor tem um odre no qual recolhe todas essas lágrimas.
Mas não pense que pode se encher de emoção como se, fazendo isso, estivesse arrancando alguma coisa de um pai da era vitoriana que realmente não quer ceder. Isso, na verdade, revela insegurança em nosso relacionamento com o Senhor.
Sejam naturais. Sejam fervorosos na oração.
Agora, o que é declaração? Declaração é algo mais.
Vejam Salmos 145:4:
Uma geração louvará as Tuas obras à outra
e anunciará os Teus poderosos feitos.
E Salmos 145:6:
Os homens falarão do poder dos Teus feitos terríveis;
e eu declararei a Tua grandeza.
Pensem por um momento. Isso aparece por todos os Salmos. Esse é apenas um exemplo. Essa palavra está por toda parte nos Salmos. É uma das expressões favoritas do salmista: “Declararei a Tua misericórdia. Declararei a Tua grandeza. Declararei os Teus poderosos feitos”.
O que isso significa? Certamente não significa: “Perguntarei ao Senhor sobre os Teus poderosos feitos. Pedirei ao Senhor que revele a Sua grandeza”.
O que significa dizer que você declara? Significa que você anuncia alguma coisa. Proclama alguma coisa. Declara alguma coisa. Vocês entendem?
Portanto, quando faz uma declaração, você não está pedindo. Não se trata de tentativa e erro. Você está tomando algo que é absolutamente estabelecido e verdadeiro.
Deixem-me explicar. Suponhamos que estejamos num período de oração, enfrentando uma situação terrível. Enquanto perseveramos em oração, alguém se levanta — digamos que eu mesmo sinta esse encargo — e digo: “Ó Senhor, quero declarar aqui: Tu és absolutamente fiel”.
Se somos infiéis, Ele permanece fiel.
Aqui está uma declaração. O inimigo não consegue resistir a uma declaração como essa, porque sabe que é a verdade. Ele é o pai da mentira. Uma vez declarada a verdade, ele nada pode fazer contra ela. A espada do Espírito.
Você poderia dizer algo assim: “Eu declaro, nós declaramos juntos: o Teu trono, ó Senhor, é para todo o sempre”.
Vocês entendem? O que vocês agora estabeleceram no mundo invisível, ao nosso redor, é algo que aqueles poderes já sabem: o trono de Deus é eterno.
Apesar de usarem todas as armas para tentar frustrar o governo desse trono de Deus, a verdade é que a maioria dessas armas é usada contra nós para nos fazer sentir que, de uma maneira ou de outra, o trono de Deus não está governando naquela situação.
Os poderosos feitos do Senhor — pensem nos poderosos feitos por toda parte. Vou dar alguns exemplos agora mesmo.
Aqui está um poderoso feito do Senhor: a obra consumada do Senhor Jesus. Declarar a obra consumada do Senhor Jesus é declarar sua plenitude.
Aqui está outro: a ressurreição do Senhor Jesus. Isso é algo que Satanás não suporta — a ressurreição do Senhor Jesus dentre os mortos.
Aqui está outro poderoso feito: a ascensão do Senhor Jesus à direita de Deus, tendo sido colocados em Suas mãos toda autoridade e todo poder no céu e na terra.
Eu poderia continuar e continuar. Poderíamos falar de outros poderosos feitos que Ele realizou ao nos converter e nos salvar. É um poderoso feito de salvação, vocês não acham?
Não sei quanto a vocês, mas só posso dizer que me salvar é, aos meus olhos, um feito incrivelmente poderoso. Talvez não aos olhos de vocês, mas, aos meus olhos, o fato de Alguém ter conseguido me alcançar e me salvar — libertar-me do poder das trevas e transferir-me para o reino do amado Filho de Deus —, a isso eu chamo de poderoso feito.
Ninguém mais poderia fazer isso. Você pode ir à universidade e obter dois ou três diplomas. Isso não o colocará no reino de Deus, mesmo que sejam diplomas de teologia.
Você pode fazer todo tipo de coisa. Pode dar a volta ao mundo inteiro, prostrando-se a cada trecho do caminho e, ao mesmo tempo, passando as contas do rosário entre os dedos. Isso não o levará a lugar algum. Certamente não o colocará no reino.
Isso é um poderoso feito. Declarar um poderoso feito — isso é tremendo.
Portanto, acho importante essa questão da declaração. Como usamos a Palavra de Deus como a espada do Espírito? Primeiro, temos a Palavra de Deus tornada real para nós numa situação específica. Depois, também precisamos aprender qual é o momento certo para declarar alguma coisa.
Passamos da oração e do pedido para a declaração. Passamos até mesmo da busca por estabelecer alguma coisa para a declaração.
Na verdade, a declaração é o momento em que você gira a chave na fechadura — seja para abrir alguma coisa, seja para trancá-la. Muitas vezes, é nesse ponto que a coisa se realiza.
Agora, a adoração e o louvor são outra maneira pela qual, curiosamente, usamos a Palavra de Deus como a espada do Espírito.
Por quê? Porque, quando você adora o Senhor, não há “talvez” nem “quem sabe”.
Você não pode adorar o Senhor dessa maneira e dizer: “Ó Senhor, entramos na Tua presença. Queremos Te agradecer porque talvez Tu nos tenhas salvado. Talvez um dia estejamos no reino de Deus. Quem sabe conheceremos a Tua graça”.
Não há adoração nisso.
Mas, quando você entra na presença de Deus e diz: “Senhor, Tu nos salvaste. Nós, que somos pecadores indignos, sem esperança, incapazes de salvar a nós mesmos — pela Tua graça, Tu nos salvaste, nos uniste a Ti, nos trouxeste para o Teu reino e nos fizeste membros do Teu corpo” —, aí está a adoração.
É nos derramarmos diante Dele. São todos fatos. O inimigo não consegue suportar isso.
É por isso que um hino cantado no momento certo, ou uma passagem das Escrituras cantada no momento certo durante um período de oração, pode trazer libertação. De repente, você sabe que alcançou a vitória.
Por quê? Porque não é apenas uma canção. É algo por meio do qual estamos adorando o Senhor.
Agora, a adoração, como todos vocês sabem, é muito mais do que louvor. Louvar o Senhor é tremendo. A adoração exige todo o seu ser.
Que coisa maravilhosa é aprender, na guerra por meio da oração, a passar do pedido, ou da própria batalha, para o louvor e a adoração. Quando isso acontece, mais uma vez, é como girar a chave.
A ação executiva é algo que somente o Senhor pode dirigir. Creio que seja uma prerrogativa especial daqueles que o Senhor chamou para a liderança: que sejam capazes de aprender a agir.
O que é ação executiva? É, de fato, dar algum passo pela fé numa determinada questão.
Não sei bem como explicar isso. Na conferência, falei a vocês sobre uma frase de Lilias Trotter; ela é um exemplo perfeito disso.
Lembro-me de duas queridas irmãs no Senegal, que é uma das regiões mais difíceis da África Ocidental — muçulmana, noventa e oito e alguma coisa por cento muçulmana, incrivelmente difícil.
Lembro-me dessas duas irmãs. Uma tinha crises de asma todas as noites; a outra precisava orar por ela para que sobrevivesse até o dia seguinte. As duas tinham ido sozinhas para aquele lugar e estavam quase esquecidas.
Tinham uma clínica; eram profissionais da área da saúde. Todo tipo de coisa começou a acontecer na clínica e, de maneira surpreendente, algumas pessoas começaram a encontrar o Senhor. Eram poucas, mas encontraram o Senhor.
Então quiseram ter um local de reuniões e pediram autorização ao governo, porque sabiam que o pedido seria negado, a menos que o Senhor, de alguma maneira, operasse um milagre.
Elas se ajoelharam e receberam esta palavra do Senhor: Ele faria isso por elas. Firmaram-se juntas nessa palavra, oraram, trabalharam juntas e conseguiram a autorização do governo.
O governo queria saber a área exata. Lembrem-se: há muito terreno naquelas vastas extensões abertas. O capim chegava até aqui, e aquelas duas irmãs sentiram, depois de orar com os poucos crentes senegaleses, que deveriam usar as plantas dos pés para percorrer e demarcar um pequeno pedaço de terra. Foi isso que fizeram.
O capim chegava até aqui. Então a irmã que tinha asma se perdeu — ou, pelo menos, foi isso que a outra, que se chamava Ruth, pensou. Ruth era uma senhora corpulenta, de aparência maternal, tão alta quanto eu.
Quando percebeu que a outra não estava mais com ela, não soube o que fazer e começou a chamá-la. Não ouviu resposta alguma.
Depois de algum tempo, viu o capim se mexendo enquanto a outra saía de lá. Então gritou para ela, e a outra disse: “Ah, está tudo bem. É que tenho uma convicção. Precisamos tomar um pouco mais de terreno do que já tomamos”.
Assim, ela tinha deixado de contornar por este lado e incluído aquele pedaço ali. O governo lhes concedeu exatamente a área que a outra havia percorrido.
É apenas um pequeno exemplo de ação executiva. É claro que alguém poderia dizer: “Ah, essas mulheres malucas”. Elas não eram. “Só mesmo mulheres para fazer uma coisa dessas. Precisavam de alguns irmãos ali para segurá-las”, sabem?
Quero dizer, lá foram elas. Tomaram aquele pequeno pedaço de terra, e a outra irmã saiu andando por ali, simplesmente assim. Que tolice, ou seja lá o que alguém diga — mas é interessante. Ela tomou alguma coisa. Foi uma ação executiva. Ela realmente tomou alguma coisa. Vocês entendem?
Lembro-me de uma ocasião em que aconteceu algo extraordinário em Halford House. Tínhamos orado muitas vezes pela horta comercial nos fundos da casa, um grande terreno antigo que antes pertencia à propriedade, mas havia sido cedido.
Oramos, mas nada aconteceu, e todos nos esquecemos do assunto. Então, um dia, o irmão idoso que era o proprietário me chamou. Ele era um homem de Derbyshire, e me disse: “Lance, quero conversar com você”.
Fui até ele e perguntei: “O que foi, Dan?”. Ele disse: “Bem, estou ficando velho demais. Quero vender esta horta e quero que vocês fiquem com ela por um preço ridículo”.
Olhei para ele e perguntei: “Quanto?”. Ele disse: “Doze mil libras”. Isso era no centro de Richmond; havia vários acres de terreno ali.
Olhei para ele e disse: “Doze mil?”. Pensei: “Bem, não temos um centavo”. Não disse isso a ele. Ele disse: “Você precisa de alguns dias para pensar, para poder ir ao banco e conseguir um empréstimo”.
“Ah, não”, eu disse. “Dan, não fazemos empréstimos. Vamos lhe pagar.” “Ah”, ele disse, “está bem. Mas como vão me pagar?” Eu disse: “Vamos pagar em dinheiro.” “Em dinheiro, é?”
Pensei comigo mesmo: “Meu Deus, o que foi que eu disse?”. Mas falei: “Bem, você sabe o que quero dizer”.
Naquela noite, tivemos uma reunião de oração em Halford House. Todos estavam presentes, e já devíamos dinheiro pela construção do salão maior. Estava perto de ficar pronto, e sabíamos que ainda havia uma quantia a pagar.
Pensei comigo mesmo: “Não adianta apresentar isso aos irmãos, porque muitos vão dizer: ‘Isso está errado. Precisamos quitar a outra dívida. Não temos dinheiro algum. Temos de resolver a outra primeiro. Não podemos comprar aquele terreno por doze mil libras’”.
Para minha grande surpresa, todos começaram a orar. Todos pediram ao Senhor: “Mostra-nos o que isso significa”. Quando terminamos, perguntei: “O que vocês sentem?”. Havia um sentimento unânime entre todos: “Vamos ficar com ele”.
Fiquei muito surpreso por todos sentirem isso. Eu disse: “Vocês sabem que não temos dinheiro e que precisamos pagar a outra dívida primeiro”. “Sim”, todos responderam.
Então uma querida irmã idosa disse algo — depois ela se arrependeu muito, mas não conseguiu evitar. Ela pôs em palavras aquilo que muitos cristãos sentem. Disse: “Bem, vamos confiar no Senhor primeiro e, se Ele não prover, faremos um empréstimo”.
Então eu disse à minha querida irmã: “Não é assim que fazemos. Ou confiamos no Senhor, e Ele realiza aquilo que esperamos, ou Ele não o realiza”.
Depois, pedimos a todos: “Por favor, vocês podem ficar de boca fechada? Se isso se espalhar, esse terreno vale uma quantia enorme — quatro, cinco, seis vezes esse valor. Por favor, todos precisam prometer que não vão telefonar para ninguém, escrever para ninguém nem contar a ninguém sobre esse assunto. É somente para oração”.
Na manhã seguinte, uma querida irmã me telefonou de um lugar a cerca de cento e sessenta quilômetros dali. Ela disse: “Quero conversar com você sobre a horta”.
Então perguntei: “Como você sabe da horta?”. Ela mencionou outra irmã. Eu disse: “Essa irmã deveria ter vergonha. Todos nos comprometemos a guardar segredo. Nenhum de nós vai falar sobre esse assunto, e estou muito surpreso por ela ter quebrado a promessa que fez juntamente com todos nós”.
“Não”, disse essa irmã. “Tive um sonho durante a noite. Vi uma casa e um jardim. Tive uma sensação estranha de que era algo relacionado ao jardim, porque alguma coisa encobriu a casa.”
“Então acordei, e o Senhor me disse claramente: ‘Não compre a casa. Compre o jardim — a horta’.”
Ela tinha telefonado para vários lugares no sul da Inglaterra, procurando alguém que tivesse uma horta comercial. Quando encontrou alguém, disse: “Ah, Lance deve ter contado a você sobre isso”. A pessoa respondeu: “Não, ele não disse uma palavra”. “Ah”, disse essa irmã, “não posso dizer nada. É melhor você telefonar para ele”.
O extraordinário é que, em oito horas, tínhamos doze mil libras em dinheiro. Ao fim daquele dia, estavam em nossas mãos doze mil libras em dinheiro para pagar pela horta. Extraordinário.
Foi uma ação executiva. De alguma maneira surpreendente, toda aquela guerra de oração de anos antes, da qual já havíamos nos esquecido e que havia se aquietado, chegou a um ponto decisivo quando eu disse a Dan: “Ah, sim, vamos pagar por ela”.
Preciso contar mais uma coisa. Depois que lhe disse: “Vamos pagar em dinheiro”, voltei sozinho para o escritório. Nunca tinha contado isso a ninguém. Ajoelhei-me, porque estava tão atordoado com o que havia dito. Pensei: “Agora estamos numa bela enrascada. De onde, afinal, virá tanto dinheiro?”.
Ajoelhei-me e disse: “Ó Senhor, por favor, livra-me disso. Se cometi um erro tolo, ajuda-me simplesmente a ir e dizer isso a Dan”.
Então, claramente — não numa voz audível, mas em meu espírito —, o Senhor disse: “Você o terá”.
Ainda assim, havia a batalha entre os irmãos a ser vencida, e o Senhor os tornou um. Vejam, há algo na ação executiva quando seus lábios expressam alguma coisa. Vocês entendem? Embora sejamos pessoas muito frágeis e pobres, é isso que queremos dizer com girar a chave na fechadura.
Essas são, portanto, algumas das maneiras pelas quais o Senhor nos conduz em oração nessas questões. Que o Senhor ajude vocês.
Tenho a impressão de que o Senhor está permitindo todo tipo de situação entre Seus filhos. Estamos avançando rapidamente para a última fase da história mundial. Não sabemos quão perto estamos da vinda do Senhor.
Mas uma coisa está muito clara: há na atmosfera um enorme aumento da atividade espiritual — atividade demoníaca. Alguns estão mais esgotados agora do que jamais estiveram. Sentem uma espécie de antagonismo no próprio ar.
Vocês e eu teremos de aprender a lidar com as coisas em oração.
Pode chegar um dia em que não conseguiremos pregar fora destas paredes. Talvez não possamos realizar nenhuma forma de evangelização. Até mesmo o ensino — talvez nem sequer possamos publicar.
Mas ninguém pode nos impedir de orar.
Se aprendermos a orar, teremos nas mãos uma arma que permitirá aos santos de Deus prosseguir até a vinda do Senhor Jesus e ouvir:
Bem está, servo bom e fiel.
Que o Senhor nos ajude nisso. Essa é minha oração, e espero que essas poucas palavras ajudem vocês.
Nunca é bom falar sobre oração pouco antes de começarmos a orar, porque isso tende a nos deixar um pouco constrangidos. Mas o fato é que temos muitas situações se desenvolvendo, e acredito que o Senhor está nisso.
Ele está realmente permitindo que se desenvolvam situações que só podem ser alcançadas pela oração.
Que o Senhor nos ensine a alcançar essas coisas juntos, com toda a nossa fraqueza — a alcançá-las por amor ao nosso Senhor Jesus.