Graças a Deus por nos reunir aqui nesta noite.
Vocês ainda se lembram de que, muitas vezes, quando estivemos juntos, tivemos comunhão a respeito do Deus de Abraão, Isaque e Jacó. Aqui encontramos um trio: Abraão, Isaque e Jacó. Deus é o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó.
Vemos que a vida dessas três pessoas está intimamente relacionada, e a obra de Deus ao chamar esses três segue uma sequência bem definida.
Na vida de Abraão, vemos o altar, que representa a cruz. Na vida de Isaque, vemos o poço, que representa o Espírito de vida. E, na vida de Jacó, vemos a coluna, que representa o testemunho.
Assim, vemos que da cruz vem a vida abundante, e da vida abundante vem o testemunho de Jesus. Essas três pessoas representam um caminho. Há uma sequência muito definida que podemos perceber nessas vidas.
Ora, vocês sabem que há várias pessoas cujas vidas estão relacionadas dessa maneira. Toda a obra de Deus nessas vidas segue uma sequência. Podemos ver com muita clareza o que Deus está fazendo.
Por isso, desta vez, ao estarmos juntos novamente, gostaríamos de considerar outro trio: Samuel, Davi e Salomão.
Vocês sabem que Deus prometeu a herança a Abraão, Isaque e Jacó. Essa foi a promessa de Deus a eles. Assim, por meio de Moisés, Deus tirou Seu povo do Egito e, por meio de Josué, conduziu Seu povo à terra prometida.
Quando chegamos ao fim do livro de Juízes e ao tempo de Samuel, encontramos em Atos 13 que, depois de cerca de quatrocentos e cinquenta anos, Deus levantou Samuel. O povo de Israel nunca havia tomado posse, de fato, de toda a sua herança.
Eles foram libertos do Egito e entraram na terra prometida. Mas o povo nunca tomou posse plenamente da promessa que Deus havia feito a Abraão, Isaque e Jacó. Pelo contrário, vemos que sua condição espiritual e, naturalmente, sua condição política estavam cada vez piores.
Ainda não haviam tomado posse de toda a sua porção. Eram oprimidos pelos povos vizinhos. Sua condição era muito precária, tanto espiritual quanto fisicamente.
Era como se a promessa de Deus não fosse se cumprir por meio de Seu povo.
Mas, quando chegaram ao ponto mais baixo, Deus começou a obra de restauração. Deus começou a levantar três pessoas: Samuel, Davi e Salomão. Por meio dessas três pessoas, Deus pôde não apenas restabelecer o que havia sido perdido, mas também recuperar Sua promessa original. Finalmente, os filhos de Israel chegaram à plena posse daquilo que Deus havia planejado.
Vocês sabem que, quando Deus realiza uma obra de restauração, Ele recupera mais do que aquilo que foi perdido. Ele sempre restaura as coisas ao Seu propósito e à Sua intenção originais. É isso que encontramos nessas três vidas. Deus levantou essas três pessoas para realizar essa restauração plena, levando o povo à plenitude do propósito de Deus.
Por isso, sinto que provavelmente é da parte do Senhor que dediquemos algum tempo juntos a examinar essas três vidas — não apenas estudando suas histórias de vida, mas buscando nelas alguns princípios importantes pelos quais Deus poderá realizar Sua obra de restauração hoje.
Ora, como todos vocês sabem, irmãos e irmãs, estamos vivendo em dias de restauração. Muito daquilo que Deus originalmente planejou para Sua igreja parece ter se perdido. Mas, antes da volta de nosso Senhor Jesus, certamente haverá uma restauração — não apenas para restabelecer o que foi perdido, mas para recuperar a intenção original de Deus quanto ao Seu povo hoje, isto é, quanto à Sua igreja.
Mas, para fazer isso, Deus precisa levantar homens que trabalhem com Ele. Isso é algo maravilhoso. Na obra da velha criação, Deus não precisou de nenhuma cooperação do homem. Quando Deus realizou a criação, fez tudo sozinho. Isso, naturalmente, foi antes do homem.
Mas, na obra da nova criação, Deus sempre procura o homem. Se Ele encontrar a pessoa certa, realizará Sua obra. Assim, para Deus, o homem é mais importante do que a obra. Nenhuma obra de Deus pode ser realizada se não houver um homem de Deus; mas, se Deus tiver o Seu homem, então Sua obra será realizada.
Por isso, creio, irmãos e irmãs, que é isso que Deus está procurando hoje. Ele está procurando homens. Está procurando um grupo de pessoas que possa usar para restaurar Seu propósito original quanto à igreja. Creio realmente que desejamos ser essas pessoas.
Assim, desta vez, gostaríamos de estudar juntos um pouco desse assunto. Vamos ler algumas passagens de 1 Samuel.
E Ana se levantou, depois que comeram e beberam em Siló; e Eli, o sacerdote, estava assentado em sua cadeira, junto à ombreira da porta do templo do Senhor.
E ela, com amargura de alma, orou ao Senhor e chorou abundantemente.
E fez um voto, dizendo: Ó Senhor dos Exércitos, se de fato atentares para a aflição da Tua serva, e de mim Te lembrares, e não Te esqueceres da Tua serva, mas à Tua serva deres um filho, então ao Senhor o darei por todos os dias da sua vida; e sobre a sua cabeça não passará navalha.— 1 Samuel 1:9-11
E o menino Samuel ministrava perante o Senhor, diante de Eli. E a palavra do Senhor era preciosa naqueles dias; não havia visão frequente.
E sucedeu, naquele tempo, que Eli estava deitado em seu lugar; e seus olhos começavam a escurecer, de modo que não podia ver.
E a lâmpada de Deus ainda não se havia apagado; e Samuel estava deitado no templo do Senhor, onde estava a arca de Deus.
Então o Senhor chamou Samuel; e ele respondeu: Eis-me aqui.
E correu a Eli e disse: Eis-me aqui, porque tu me chamaste. E ele disse: Não te chamei; torna a deitar-te. E foi e se deitou.
E o Senhor tornou a chamar: Samuel. E Samuel se levantou, foi a Eli e disse: Eis-me aqui, porque tu me chamaste. E ele respondeu: Não te chamei, meu filho; torna a deitar-te.
Porém Samuel ainda não conhecia o Senhor, e a palavra do Senhor ainda não lhe havia sido revelada.
O Senhor, pois, tornou a chamar Samuel pela terceira vez. E ele se levantou, foi a Eli e disse: Eis-me aqui, porque tu me chamaste. Então Eli entendeu que o Senhor chamava o menino.
Por isso Eli disse a Samuel: Vai e deita-te; e há de ser que, se Ele te chamar, dirás: Fala, Senhor, porque o Teu servo ouve. Então Samuel foi e se deitou em seu lugar.
E veio o Senhor, e ali esteve, e chamou como das outras vezes: Samuel, Samuel. Então Samuel disse: Fala, porque o Teu servo ouve.— 1 Samuel 3:1-10
Então vieram os homens de Quiriate-Jearim, e levaram a arca do Senhor, e a trouxeram à casa de Abinadabe, no outeiro; e consagraram Eleazar, seu filho, para guardar a arca do Senhor.
E sucedeu que, desde o dia em que a arca ficou em Quiriate-Jearim, passou-se muito tempo, pois foram vinte anos; e toda a casa de Israel lamentava após o Senhor.
Então Samuel falou a toda a casa de Israel, dizendo: Se de todo o vosso coração vos voltais ao Senhor, tirai do meio de vós os deuses estranhos e as astarotes; dirigi o vosso coração ao Senhor, e servi somente a Ele; e Ele vos livrará da mão dos filisteus.
Então os filhos de Israel tiraram os baalins e as astarotes, e serviram somente ao Senhor.
E disse Samuel: Congregai todo o Israel em Mispa, e orarei ao Senhor por vós.— 1 Samuel 7:1-5
Então Samuel clamou ao Senhor; e o Senhor enviou trovões e chuva naquele dia; e todo o povo temeu grandemente ao Senhor e a Samuel.
E todo o povo disse a Samuel: Roga pelos teus servos ao Senhor, teu Deus, para que não morramos; porque a todos os nossos pecados acrescentamos este mal, de pedirmos para nós um rei.
Então disse Samuel ao povo: Não temais; vós tendes cometido todo este mal; contudo, não vos desvieis de seguir ao Senhor, mas servi ao Senhor de todo o vosso coração.
E não vos desvieis; pois seguiríeis coisas vãs, que não podem aproveitar nem livrar, porque são vãs.
Pois o Senhor não desamparará o Seu povo, por causa do Seu grande nome; porque aprouve ao Senhor fazer de vós um povo para Si.
E, quanto a mim, longe de mim que eu peque contra o Senhor, deixando de orar por vós; antes, vos ensinarei o caminho bom e direito.
Tão somente temei ao Senhor, e servi a Ele em verdade, de todo o vosso coração; pois considerai quão grandes coisas Ele vos tem feito.
Porém, se perseverardes em fazer o mal, perecereis, tanto vós como o vosso rei.— 1 Samuel 12:18-25
Deus levantou Samuel como um instrumento de restauração.
Samuel era um homem que via e ouvia. Era um homem de visão e revelação. Era um homem de oração.
Vemos que Deus usou Samuel não apenas para reverter a situação, mas até mesmo para mudar os tempos. Foi por meio de Samuel que o período dos juízes chegou ao fim, e a era do reino foi devidamente introduzida.
Ora, se vocês lerem o livro de Juízes, verão que, durante aquele longo período, Deus levantou juízes para libertar Seu povo de tempos em tempos. Mas a condição espiritual dos filhos de Israel, como um todo, é resumida na última frase do livro de Juízes:
Naqueles dias não havia rei em Israel; cada um fazia o que parecia reto aos seus próprios olhos.
— Juízes 21:25
Em outras palavras, durante o tempo dos juízes, o povo de Deus estava disperso. Não estava unido nem unificado. Havia uma fraqueza bem definida, uma fraqueza inerente ao sistema dos juízes.
Foi por meio de Samuel que os tempos mudaram. Ele foi o último juiz de Israel e foi quem introduziu a monarquia. Sob o rei Davi e o rei Salomão, vemos que toda a nação foi unida como um só povo e restaurada à plena intenção de Deus.
Assim, irmãos e irmãs, ao lermos a vida de Samuel, encontramos um ponto em destaque: ele era um homem de visão, ou um homem de revelação.
Ora, como vocês sabem, a revelação é o primeiro fundamento nas coisas de Deus. Se não houver revelação, não pode haver um início para as coisas espirituais. Tudo o que diz respeito a Deus começa com revelação.
Nunca teremos o verdadeiro início de algo se não enxergarmos o propósito de Deus, se não enxergarmos nossa condição e se não enxergarmos o que Deus busca. Nesse caso, perdemos completamente o sentido da questão.
O primeiro fundamento da vida espiritual é essa questão da revelação. Vocês precisam ver. É por isso que Samuel representa a revelação. Em sua vida, podemos ver os princípios que governam a revelação: como ela chega à nossa vida, qual é sua função e como está relacionada a outras coisas.
Portanto, irmãos e irmãs, vamos deixar isto claro desde o início: na obra de restauração de Deus, a primeira coisa essencial é a revelação.
Agora, naturalmente, uma palavra de cautela: revelação ou visão, nas Escrituras, não significa algo que vemos fisicamente. Esse não é o sentido básico de visão ou revelação.
O conceito de visão ou revelação nas Escrituras é o desvendamento da mente de Deus ao nosso espírito. Quando, no íntimo do nosso espírito, conseguimos ver o objetivo de Deus, Sua mente e Seu coração, isso é revelação.
Além disso, a revelação é um processo contínuo em nossa vida, mas nunca é algo extra ou adicional ao que Deus já nos deu nas Escrituras.
Não estamos falando de uma nova revelação que não possa ser encontrada nas Escrituras. Não. Se alguém alegar ter uma revelação assim, certamente é um falso profeta.
A revelação pode ser nova para vocês e deve ser viva e fresca para aqueles que a recebem. Contudo, vemos que ela já está nas Escrituras. Mas o Espírito Santo a renova ao nosso espírito. Por isso, ela parece nova para quem a recebe. É nova, mas não é nada que esteja fora das Escrituras.
Assim, penso que, se nos lembrarmos dessas palavras de cautela, não nos desviaremos. De qualquer maneira, quero dizer mais uma vez que, na obra de restauração, a primeira coisa importante é a revelação.
Sem revelação, não pode haver restauração. As pessoas que Deus deseja usar hoje são aquelas que recebem de Deus e que conseguem ver algo de Deus. É isso que encontramos na vida de Samuel.
Precisamos conhecer um pouco do contexto. Creio que o contexto de Samuel se encontra nos primeiros versículos de 1 Samuel 3.
E o menino Samuel ministrava perante o Senhor, diante de Eli. E a palavra do Senhor era preciosa naqueles dias; não havia visão frequente.
— 1 Samuel 3:1
A palavra do Senhor era rara naqueles dias, e a visão não era frequente. Esse não era o desejo de Deus.
Não era a vontade de Deus deixar de falar. Não era que Ele não desejasse revelar-Se ao Seu povo. Deus queria falar. Deus queria revelar-Se ao Seu povo.
Mas por que a palavra do Senhor era rara, e por que a visão não era frequente? Não era porque Deus não quisesse falar. Era porque Deus não podia falar. Os ouvidos do povo estavam insensíveis, seus corações estavam cheios de ídolos, e seus olhos estavam cegos. Não havia condições para que Deus Se revelasse livremente.
Então aconteceu que Eli estava deitado em seu lugar, e seus olhos começavam a escurecer, de modo que não podia ver. Eli era o sacerdote naquele tempo. Ele deveria conduzir o povo de Israel, mas era um homem velho, deitado em sua cama, e seus olhos haviam se enfraquecido.
Isso nos apresenta uma pequena imagem. Ele era um líder cego conduzindo um povo cego, e todos estavam caminhando para cair no abismo. A condição de Eli era a condição do sacerdócio, da liderança e do povo de Israel. Eles estavam espiritualmente cegos.
E a lâmpada de Deus ainda não havia se apagado. A lâmpada não deveria se apagar, mas sua luz estava muito fraca. Que condição!
Irmãos e irmãs, ao lerem essas palavras, vocês podem visualizar a condição espiritual dos filhos de Israel naquele tempo. A condição havia chegado ao ponto mais baixo. É verdade que a lâmpada de Deus ainda não havia se apagado completamente, mas estava quase apagada.
Vemos que o sacerdócio era uma abominação aos olhos de Deus e aos olhos do povo, porque os dois filhos de Eli eram filhos de Belial. Eram sacerdotes, mas faziam o povo de Deus tropeçar.
Também vemos que o povo de Deus havia se tornado muito supersticioso. Pensavam que, levando a arca da aliança para a batalha, poderiam vencer seus inimigos. Isso era superstição. A própria condição deles era contrária a Deus.
Finalmente, até mesmo a arca da aliança de Deus — a glória de Deus — foi levada cativa pelo inimigo. Irmãos e irmãs, vocês conseguem encontrar uma situação ou condição pior do que essa?
Parecia que a promessa de Deus a Abraão, Isaque e Jacó nunca poderia se cumprir. Parecia que o povo de Israel perderia a herança. Mas isso se tornou uma questão da honra do Senhor.
Deus não podia negar a Si mesmo. Os homens podem falhar, mas Deus permanece fiel. Ele não pode negar a Si mesmo.
Assim, vemos aqui que, mesmo numa condição como essa, Deus começou, em segredo, a preparar um instrumento de restauração. Em cada movimento de Deus, antes de agir numa situação, Ele começa a preparar instrumentos adequados para Si.
Samuel era exatamente o oposto da condição dos filhos de Israel naquele tempo. Quando a palavra do Senhor era rara, e a visão não era frequente entre os filhos de Israel, Samuel era um homem de visão. Samuel via. Seus olhos não estavam cegos. Foi por meio dele que o testemunho de Deus foi restaurado.
Primeiro, vamos considerar o nascimento de Samuel. Como Samuel nasceu? Samuel nasceu por meio da oração de Ana. Samuel nasceu de maneira sobrenatural.
Deus havia fechado o ventre de Ana. Ana significa graça. Deus fechou o ventre de Ana, e ela não podia dar à luz. Por causa disso, era criticada, perseguida e ridicularizada por Penina. Sua alma estava em profunda angústia.
Toda vez que a família ia a Siló, à casa de Deus, para adorar a Deus, era uma ocasião em que ela ficava profundamente angustiada e era perseguida. Ela chorava muito diante de Deus e orava muito. Ela tinha uma necessidade.
Ter uma necessidade significa ter um clamor a Deus. Vocês não podem simplesmente fechar o coração diante de Deus. Ana estava tão desesperada que fez um voto diante de Deus:
Se me deres um filho, eu o devolverei a Ti por toda a vida.
Talvez, no início, Ana quisesse apenas um filho para ser livre de sua aflição e da perseguição que sofria. Certamente, se Deus lhe desse um filho, sua aflição desapareceria, e sua vergonha se transformaria em glória.
Mas, à medida que ela orava, orava e orava, vemos que certamente foi instruída pelo Senhor. No início, estava pedindo um filho para si mesma. Mas, no fim, em seu desespero, estava pedindo ao Senhor que lhe desse um filho para o Senhor.
Lembrem-se: Ana tinha uma necessidade. Ao suprir a necessidade de Ana, Deus pôde suprir Sua própria necessidade. Essas duas necessidades pareciam se fundir numa só.
Encontramos algo semelhante no início do Novo Testamento, no caso de Zacarias e Isabel. Eles não tinham filhos, e ambos eram idosos. Haviam orado para que Deus lhes desse um filho. Oraram, oraram e oraram, mas não houve resposta.
Então, certo dia, Zacarias recebeu o privilégio de queimar incenso no santo templo. Era um grande privilégio. Ele representava todo o povo de Israel, apresentando sua necessidade a Deus e orando pela nação.
A Bíblia não nos diz o que ele orou naquele momento, mas podemos ter certeza de que, representando todos os filhos de Israel, ele não estava orando apenas por si mesmo. Estava orando em favor da nação de Israel.
Qual era a necessidade daquela nação? Um Messias. Israel estava sob o domínio do Império Romano. Não tinham liberdade. Aguardavam a esperança de Israel na Pessoa do Messias.
Então o anjo apareceu a Zacarias e disse:
A tua oração foi ouvida.
Como ela foi respondida?
Terás um filho.
E esse filho seria o precursor, preparando o caminho para o Messias.
Assim, vemos que, em Zacarias, a ocasião de sua necessidade e o plano relacionado à necessidade de Deus foram reunidos. A necessidade de Deus foi suprida.
Irmãos e irmãs, temos muitas necessidades como filhos de Deus. Por que deveríamos ter necessidades?
O Senhor é o meu pastor; nada me faltará.
Ao que parece, Deus sabe do que precisamos antes de pedirmos. Então, por que devemos pedir?
Irmãos e irmãs, muitas vezes tentamos separar nossa necessidade da necessidade de Deus, e esse é todo o problema. Como enxergamos apenas nossa própria necessidade, Deus não pode ouvir nossa oração em seu sentido mais pleno. Se Deus nos desse apenas aquilo que buscamos egoisticamente, nos tornaríamos as pessoas mais egoístas do mundo.
Mas vocês sabem por que Deus às vezes permite que tenhamos necessidades? Ele está procurando nos mostrar que nossa necessidade é a ocasião para que a necessidade Dele seja suprida. Por meio da nossa necessidade, Ele pode suprir Sua própria necessidade. Ele pode trazer à realização Seu propósito, Seu plano, Sua vontade, Seu reino e Sua glória.
Quando conseguimos ver isso, nossa necessidade se torna uma ocasião para a glória de Deus. Já não ficaremos lutando apenas por uma pequena necessidade pessoal. Podemos ver que foi Deus Quem fechou o ventre. Por quê? Porque Deus tem uma necessidade, e essa necessidade só pode ser suprida por meio da nossa necessidade em oração.
Esse é um princípio. Quando oramos, parece que estamos incomodando Deus com nossas próprias necessidades. Mas, na verdade, é somente quando começamos a ver que Deus tem necessidades nas nossas necessidades, e pedimos a Ele que as supra por Sua causa, que nossa oração se torna eficaz.
Samuel nasceu das súplicas, da oração e da perseverança vitoriosa de sua mãe.
Uma coisa a respeito da revelação ou visão: ela nos é dada soberanamente por Deus. Em outras palavras, vocês não podem fazer nada para produzir revelação. Podem fazer muitas coisas, mas, em matéria de revelação, o que podem fazer?
Às vezes, irmãos e irmãs vêm até mim e perguntam: “Irmão, como podemos receber revelação? Como podemos ter visão? Como podemos ver?” A única resposta que posso lhes dar é que não podemos fazer nada.
Se aprouver a Deus revelar Seu Filho em vocês, deem graças a Deus por isso. A revelação é soberana. Ela vem de Deus. Começa com Deus. É isso. Se aprouver a Ele, Ele revelará; vocês não podem produzi-la por si mesmos.
Isso é absolutamente verdadeiro. Mas, ao mesmo tempo, por que Deus dá mais revelação a certas pessoas e menos a outras? Isso é favoritismo? Certamente não.
Por outro lado, vemos que a revelação é dada em resposta à oração. Vocês se lembram da oração de Paulo no livro de Efésios?
Para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos dê espírito de sabedoria e de revelação no conhecimento Dele.
— Efésios 1:17
Ora, se a revelação fosse completamente independente do homem, Paulo não teria feito essa oração pelos crentes de Éfeso. Para que serviria uma oração assim? Mas Paulo orou para que Deus lhes desse espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento Dele.
Buscai, e achareis.
Pedi, e dar-se-vos-á.
Não é que Deus não queira dar isso a vocês. A revelação é soberana, mas é do agrado soberano de Deus revelar.
Então, o que se exige de vocês? Vocês a desejam? Então a busquem. Vocês oram? Perseveram até alcançar resposta? Ela é preciosa para vocês? Essa é a questão.
Por que vocês desejam revelação ou visão? Desejam ter revelação para se tornarem um grande homem ou uma grande mulher? Sua oração não será ouvida.
Mas, se vocês buscam revelação para ver e conhecer a vontade de Deus, Seu propósito eterno, Seu conselho e Seu plano — se buscam ter luz, não por causa de vocês mesmos, mas para que a necessidade de Deus seja suprida nestes dias —, então suas orações serão ouvidas.
Irmãos e irmãs, não há necessidade maior do que esta: que o povo de Deus possa ver.
Por onde quer que vocês vão, têm uma impressão. Encontram muitas pessoas do povo de Deus que amam o Senhor, mas, de alguma maneira, não veem. Por causa disso, vemos que o povo de Deus está dividido.
Em Provérbios 29:18, está escrito:
Onde não há visão, o povo se entrega à falta de freios.
— Provérbios 29:18
Ou, dizendo de outra maneira, o povo perece. Por que parece que o povo de Deus hoje vive sem freios? Por que o povo de Deus está disperso e se dissipando?
Vocês veem muitas pessoas do povo de Deus sendo despertadas e levantadas por Deus. Elas O amam, mas, depois de algum tempo, acabam se dispersando. Por quê? Não há visão. Não sabem para onde estão indo. Cegos estão conduzindo cegos, e todos caem no abismo.
O que é necessário hoje é revelação: percepção espiritual e discernimento espiritual — pessoas que possam ver a mente de Deus, Sua vontade e Seu propósito.
Irmãos e irmãs, nada une mais do que visão e revelação. Muitas coisas boas nos dividem, mas a visão e a revelação nos unem. Essa é a necessidade da igreja de Deus hoje.
Mas como isso acontece? Deus está disposto, mas nós estamos buscando? Vemos que nossa necessidade é o meio de Deus nos levar a enxergar? Vemos que, ao buscarmos revelação, é para a necessidade de Deus, e não para nossa própria honra?
Vemos que é por meio das dores de parto de nossa alma que entramos na revelação? Não é algo barato. É algo que custa. Foi assim que Samuel nasceu.
Para que serve a revelação? Para o propósito de Deus.
Depois que Samuel nasceu e foi desmamado, Ana cumpriu sua promessa. Samuel foi entregue ao Senhor por toda a vida. Ela levou Samuel ao templo e o deixou ali para ministrar na casa de Deus, diante de Eli.
Se vocês lerem do segundo ao terceiro capítulo, verão que o menino crescia. Ele crescia diante de Deus em sabedoria e no favor de Deus e dos homens. Ainda pequeno, vestia um éfode, uma veste sacerdotal, e ministrava ao Senhor no templo, diante de Eli.
Mas ele ainda não tinha um conhecimento pessoal de Deus. A palavra de Deus ainda não havia vindo a ele, e ele ainda não conhecia o Senhor.
Então, certo dia, enquanto ele dormia, Deus chamou: “Samuel”. Ele ouviu a voz de Deus, mas não sabia que era Deus Quem o chamava. Por isso, levantou-se, correu até Eli, seu mestre, e disse: “Eis-me aqui; tu me chamaste”. Mas Eli disse: “Não, meu filho, eu não te chamei. Volta e deita-te”.
Na segunda vez, Samuel correu novamente até Eli. E, na terceira vez, Samuel ainda não reconhecia a voz de Deus, porque não tinha experiência.
Mas Eli, por mais fraco e cego que fosse, ainda tinha alguma experiência de Deus. Ele tremia pela arca de Deus. Assim, quando Samuel veio pela terceira vez, Eli soube que Deus estava chamando o menino.
Por isso, disse a Samuel: “Vai, deita-te; e, se ouvires o Senhor te chamar, diz”:
Fala, Senhor, porque o Teu servo ouve.
Foi dessa maneira que Samuel ouviu a voz de Deus pela primeira vez.
Daquele momento em diante, nenhuma palavra de Samuel caiu por terra. Deus cuidou para que as palavras que dava a Samuel se cumprissem. Assim, todo Israel soube que Deus havia estabelecido Samuel como profeta de Deus.
Deus começou a aparecer novamente em Siló e a falar novamente, porque havia encontrado um instrumento.
Irmãos e irmãs, aprouve a Deus revelar Seu Filho em nós. Somos filhos da luz. Já não estamos nas trevas. Devemos ser pessoas que veem e ouvem.
Esse é nosso direito de nascimento. Por quê? Porque Nele, isto é, em Cristo, está a vida, e a vida é a luz dos homens. Se andarmos na luz, como Ele está na luz, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, Seu Filho, nos purifica de todo pecado.
Lembrem-se disto: nós, que nos tornamos filhos da luz, devemos ter luz o tempo todo. Devemos andar na luz o tempo todo. Devemos ter revelação o tempo todo. Devemos ser capazes de ver o tempo todo. Esse é nosso direito de nascimento.
Mas, em nossa experiência, vemos que a revelação aumenta na medida em que cresce nossa vida com o Senhor. O menino precisa crescer.
À medida que Samuel crescia em vida e ministrava a Deus sob a orientação de Eli, Deus começou a chamá-lo e a falar com ele.
Ler os primeiros dois ou três capítulos de 1 Samuel é quase como ler Lucas 2 a respeito de nosso Senhor Jesus quando era menino. O menino crescia em graça, sabedoria e estatura, no favor de Deus e dos homens.
É verdade que a revelação é nosso direito de nascimento. Deus não pretende que andemos nas trevas. Deus quer que vejamos Seu propósito, Seu coração, Sua mente, o que Ele está fazendo, o que pretende fazer e o que busca. Deus quer que vejamos isso porque somos filhos da luz.
Mas isso não significa automaticamente que vocês verão a luz. Depende muito do crescimento de vocês em sua vida com o Senhor.
Samuel servia ao Senhor, esperando Nele. É isso que significa “ministrava ao Senhor”. Ele permanecia à disposição do Senhor. Ainda pequeno, crescia diante de Deus. Havia aquela vida diante de Deus e, à medida que crescia, Deus começou a chamá-lo e a falar com ele.
Como é importante vermos que precisamos crescer em nossa vida espiritual! Como crescemos na vida espiritual? Esperando no Senhor e permanecendo à Sua disposição.
No templo, isto é, tendo uma vida oculta com o Senhor. À medida que temos comunhão com Ele, permanecemos em Cristo, vivemos diante Dele e esperamos Nele, vemos que, gradualmente, nossa vida cresce. À medida que nossa vida cresce, a revelação aumenta.
Não apenas isso: Samuel, por estranho que pareça, foi formado sob a orientação de Eli. Quem era Eli? Como acabamos de mencionar, Eli era um homem velho, espiritualmente cego. Contudo, aprouve a Deus colocar o instrumento de Sua escolha sob a direção de alguém que tinha pouca visão espiritual.
Às vezes, Samuel poderia ter pensado: “Eli, quem é você? Como pode ter autoridade sobre mim? A palavra de Deus já não vem a você. Você está cego. Como pode me ajudar?”
Mas aqui vemos a obediência e a diligência do menino Samuel. Vocês sabem que, quando um menino adormece, dificilmente consegue ouvir alguém chamando. E, se ele se levantar na primeira vez e descobrir que não era nada, certamente não dará atenção à segunda vez.
Mas aqui encontramos a obediência de Samuel. Sempre que ouvia o chamado, levantava-se. Ia até Eli e dizia: “Aqui estou; você me chamou”. Como ele era obediente! Como era diligente!
Ele estava sendo formado e disciplinado. Por meio dessa formação e disciplina, pôde crescer no Senhor. Por meio da obediência e da diligência, pôde amadurecer.
Irmãos e irmãs, ao crescermos espiritualmente, Deus não apenas nos coloca diante de Si; muitas vezes, Deus nos coloca sob a autoridade de alguém. Essa pessoa pode não ser perfeita. Ninguém jamais foi perfeito.
Contudo, de alguma maneira, pode haver nessa pessoa alguma experiência que nos ajude. A experiência de outras pessoas pode nos ajudar a crescer no Senhor — mas lembrem-se: apenas indiretamente, não diretamente.
A experiência de ninguém pode ajudar vocês diretamente, nem mesmo a própria experiência de vocês. A experiência é história passada. Nossa experiência passada veio de uma revelação passada. Deus nos revelou algo, e então experimentamos algo. Portanto, a experiência é, na verdade, a história de uma revelação passada.
A experiência ajuda a nos direcionar a Deus, mas não pode substituir a revelação presente de Deus. Deus precisa nos conduzir adiante. Se vocês dependerem da experiência passada, ficarão para trás enquanto Deus segue em frente. Estarão vivendo no passado, por mais revelação que tenha havido naquela experiência passada.
Mas a experiência realmente nos ajuda a dirigir nossa atenção a Deus. Por termos alguma experiência, iremos ao Senhor e diremos: “Senhor, eis-me aqui”.
Fala, porque o Teu servo ouve.
Mas o velho Eli só podia orientar Samuel a ir a Deus. Não podia dar a Samuel o oráculo de Deus. Este precisava vir de Deus.
Irmãos e irmãs, a experiência passada do povo de Deus, e até mesmo a própria experiência passada de vocês, realmente ajuda. Ela nos ajuda a nos voltar para Deus e a buscá-Lo. Mas lembrem-se: ajuda apenas indiretamente.
Às vezes, Deus organiza as coisas de tal maneira que, enquanto estamos crescendo, Ele nos coloca sob a autoridade de pessoas mais velhas e talvez mais experientes, para que aprendamos obediência e diligência. Se aprendermos dessa maneira, veremos que a palavra de Deus vem a nós.
Em outras palavras, a revelação aumenta à medida que a vida cresce.
A propósito, se vocês quiserem saber mais sobre essa questão da autoridade, há um livro novo aqui. Não estou fazendo propaganda dele, mas sinto que é algo muito importante para nós hoje. Se vocês o lerem, poderão encontrar mais sobre o assunto. Estou apenas mencionando.
De qualquer maneira, aqui vemos como Samuel começou a crescer e se tornou capaz de receber a palavra de Deus — mais revelação de Deus — à medida que crescia em vida. Isso também é verdadeiro para nós hoje.
Depois que a arca foi devolvida pelos filisteus, ela ficou na casa de Abinadabe, em Quiriate-Jearim. Durante aqueles vinte anos, o coração do povo de Israel começou a se voltar para o Senhor.
Ora, como isso aconteceu? Creio realmente que foi, provavelmente, por causa do trabalho de Samuel durante aqueles vinte anos. Deus falava a Samuel, e Samuel transmitia a palavra de Deus ao povo de Deus. Foi por meio de Samuel que o coração dos filhos de Israel começou a se voltar para Deus.
Assim, quando o povo de Deus voltou para Deus, Samuel disse: “Muito bem, vamos nos reunir em Mispa diante do Senhor, e eu orarei por vocês”.
Vocês se lembram de como o povo se reuniu. Eles fizeram uma aliança com Deus. Então os filisteus vieram lutar contra eles. O povo pediu a Samuel que orasse e oferecesse uma oferta. Ele orou, e Deus enviou trovões. Os filisteus foram derrotados diante dos filhos de Israel.
É interessante que os filisteus não voltaram a oprimir os filhos de Israel. Samuel ergueu uma pedra e a chamou de Ebenézer, que significa:
Até aqui nos ajudou o Senhor.
Agora vemos que, nesse período, por meio desse instrumento de revelação e visão, Deus pôde falar e revelar-Se. Por meio disso, várias coisas foram realizadas.
Primeiro, o povo de Israel começou a se voltar para o Senhor. Isso não é algo grandioso? Eles se voltaram para Deus.
Segundo, foram libertos das mãos de seus inimigos.
Terceiro, foram unidos novamente sob a liderança de Samuel.
Quarto, por meio de Samuel, foi introduzido um novo sistema — a monarquia. Isto é, uma nova estabilidade foi introduzida na nação de Israel.
Naturalmente, durante todo aquele tempo, vemos que Samuel foi fiel a Deus. Foi fiel à revelação que recebeu de Deus.
Por ser fiel, às vezes vemos que ele foi muito firme, como no caso de Saul. Naturalmente, amava muito Saul. Mas, quando Saul se opôs a Deus, Samuel teve de declarar: “Deus o rejeitou”.
Deus disse:
Achei um homem segundo o Meu coração.
E Samuel ungiu Davi. Durante toda a sua vida, Samuel foi fiel à revelação que Deus lhe havia dado.
Agora, irmãos e irmãs, qual é o efeito da revelação? O que Deus realmente deseja obter por meio da revelação?
Antes de tudo, a revelação de Deus volta o coração do povo de Deus para Deus.
Se houver uma suposta revelação que afaste as pessoas de Deus, ela não vem de Deus. Isso é certo. Se vier de Deus, invariavelmente o efeito da revelação será que o coração do povo de Deus se voltará para Deus.
Segundo, se é revelação, há libertação. Seremos libertos do inimigo. Os filisteus aqui representam a carne; trata-se especialmente da libertação da opressão da carne.
Terceiro, se a revelação vem de Deus, essa revelação unirá o povo de Deus. A revelação não deve dividir o povo de Deus.
É muito trágico ver tantas pessoas hoje afirmando que têm novas revelações. Mas, quando essas novas revelações chegam, dividem o povo de Deus. Isso é uma revelação de Deus? A revelação de Deus une; não divide.
Por fim, a revelação sempre introduz o reinado. Em outras palavras, a síntese da revelação é Cristo. Ela sempre traz Cristo. Faz de Cristo o Senhor sobre tudo. Isso é revelação.
Se uma revelação não introduz o reinado de Cristo, ela não vem de Deus.
Para aqueles que receberam revelação, há uma responsabilidade. A responsabilidade é ser fiel. Precisamos ser fiéis à revelação que Deus nos deu. Se formos fiéis, então Deus nos dará mais revelação.
Finalmente, vemos a relação entre revelação e oração. Samuel nasceu por meio da oração de Ana, sua mãe. Samuel era um homem de oração.
Quando reuniu o povo em Mispa, disse: “Orarei por vocês”. Quando os filisteus vieram, ele orou a Deus, e Deus o ouviu. Quando o povo de Israel desejou um rei, ele foi a Deus a respeito disso.
Mesmo quando teve de ungir Saul, fez isso sabendo que Saul era a escolha do povo. Sabia que Deus estava descontente com aquilo, embora o tivesse permitido. Samuel disse: “Se vocês voltarem o coração para o Senhor, o Senhor será misericordioso com vocês. Mas eu não deixarei de orar por vocês. Eu lhes mostrarei o caminho bom e direito diante do Senhor”.
Vemos que, durante toda a sua vida, Samuel foi um homem de oração. Naturalmente, no Salmo 99, encontramos estas palavras:
Moisés e Arão entre os Seus sacerdotes,
E Samuel entre os que invocam o Seu nome;
Clamavam ao Senhor, e Ele lhes respondia.— Salmos 99:6
Samuel — que homem de oração! Irmãos e irmãs, a revelação e a oração caminham juntas.
A oração traz revelação, e a revelação produz oração. Quanto mais luz vocês recebem de Deus, mais devem se dedicar à oração, porque tudo é realizado por Deus por meio da oração.
Assim, Samuel era um homem de oração. Como precisamos ver isso!
Que Deus levante entre nós hoje pessoas que sejam instrumentos de revelação. Mas, como instrumentos de revelação, devem ser homens e mulheres de oração. Se faltar oração, a revelação não alcançará seu pleno resultado.
Por isso, precisamos realmente buscar o Senhor, não apenas para que nos dê luz, mas também para que nos dê encargo, a fim de que a luz se torne oração.
Assim, este é o primeiro elemento daquela sequência: a revelação. E, se Deus quiser — não sabemos —, talvez amanhã de manhã falemos sobre Davi e depois sobre Salomão. Vemos que, por meio dessas três pessoas, a obra de restauração de Deus é realizada.
Nosso Pai celestial, nós Te louvamos e Te agradecemos, porque o homem pode falhar, mas Tu nunca falhas. Tu és fiel à Tua promessa.
Nós Te louvamos e Te agradecemos porque estás realizando a obra de restauração hoje entre o Teu povo. Mas estás procurando instrumentos de restauração em termos de revelação, de luz, de visão, de capacidade de ver, de discernimento espiritual e de percepção.
Ó Senhor, nós nos humilhamos diante de Ti. Pedimos a Ti, se isso Te agradar, que nos tornes pessoas que veem — não por nossa causa, mas para que a Tua necessidade seja suprida.
Ó Senhor, oramos para que não nos seja dada apenas luz, mas também encargo, a fim de que saibamos orar pela revelação que nos tens dado.
Seja feita a Tua vontade. Em nome de nosso Senhor Jesus. Amém.