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THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
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    The Heart 2 © 2026 Christian Testimony Ministry
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    The Heart 2
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    Kaung, Stephen

    Deus como nosso Deus e a lei do Espírito da vida

    Oração inicial

    Nosso Pai celestial, nós Te agradecemos e Te louvamos porque nos colocaste nesta família de Deus. Estamos alegres e somos gratos a Ti por nos fazeres membros desta grande família.

    Como podemos nos reunir para Te oferecer nosso louvor e nossa adoração? Não há mérito algum em nós. Não merecemos isso, mas Te louvamos e Te agradecemos porque nos concedeste esse privilégio.

    Somos Teus filhos. Tu nos deste a Tua vida, o Teu próprio Filho, nosso Senhor Jesus. Nós Te louvamos e Te agradecemos porque somos aceitos no Teu Amado. Nós Te louvamos e Te agradecemos porque Ele é a videira, e nós somos os ramos. Ele está em nós, e nós estamos Nele. Ensina-nos a permanecer Nele, para que Ele permaneça em nós e para que demos muito fruto para a glória do Pai.

    Ó nosso Pai celestial, nós Te louvamos e Te agradecemos por este tempo juntos. Reivindicamos a Tua presença entre nós, mediante a revelação e a operação do Teu Espírito Santo em cada um de nossos corações, para que obtenhas algo para Ti mesmo em todos nós.

    Nosso desejo não é aquilo que podemos receber de Ti, Senhor; Tu já nos deste tanto. Mas nosso desejo nesta manhã é que obtenhas algo para Ti mesmo em todos nós. A Ti sejam o louvor e a glória, em nome de nosso Senhor Jesus. Amém.

    O desejo divino de um relacionamento de coração

    Ontem à noite, começamos com esta questão do coração. Deus não quer manter um relacionamento superficial conosco. Ele quer ter um relacionamento de coração para coração com o Seu povo.

    É para o coração que Deus olha, não para a aparência exterior. É com o coração que Deus vai tratar. Ele procura um coração perfeito. Ele procura um amor pelo qual possamos amá-Lo de todo o nosso coração. É isso que Deus quer.

    Nesta manhã, provavelmente usaremos algumas das passagens das Escrituras que usamos ontem à noite, mas procuraremos examiná-las por outro ângulo, em conexão com esta questão do coração.

    A nova aliança e a lei da vida

    Por favor, abram em Hebreus 8:10. Leremos apenas esse versículo.

    Porque esta é a aliança que farei com a casa de Israel,
    Depois daqueles dias, diz o Senhor;
    Porei as Minhas leis no seu entendimento,
    E também sobre o seu coração as escreverei:
    E Eu lhes serei por Deus,
    E eles Me serão por povo.
    — Hebreus 8:10

    Romanos 8:2:

    Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus,
    Me libertou da lei do pecado e da morte.
    — Romanos 8:2

    O Evangelho segundo João 20:17:

    Disse-lhe Jesus: Não Me toques;
    Porque ainda não subi para o Pai:
    Mas vai para Meus irmãos e dize-lhes:
    Subo para Meu Pai e vosso Pai,
    E Meu Deus e vosso Deus.
    — João 20:17

    A identidade imutável de Deus

    Deus — o seu Deus. No princípio, Deus. Ele é o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim. Desde a eternidade passada até a eternidade futura, Ele é Deus.

    Esse é um fato fundamental no universo. Nada pode mudar isso. Ninguém O fez Deus. Ele é Deus por Si mesmo. Ele não depende de circunstância alguma. Não está sujeito a nenhuma condição para ser Deus. Ele é Deus desde o princípio até o fim.

    Nada pode mudar o que Ele é. Não importa o que aconteça, Ele é Deus. O arcanjo que Ele criou poderia se rebelar contra Ele, mas isso não altera o fato de Ele ser Deus. Ele continua sendo Deus. O homem que Ele criou pode desobedecer-Lhe, mas Ele continua sendo Deus. Nada pode mudar Sua posição como Deus — absolutamente nada.

    Talvez vocês pensem que isso é elementar demais, simples demais. Todo mundo sabe disso. Mas, às vezes, em nossa vida cristã, somos tentados e provados nesse ponto.

    Às vezes, somos tentados a destroná-Lo como Deus em nossa vida. Essa é a tentação. Às vezes, somos provados quanto a realmente crermos que Ele é Deus. Por isso, penso que é bom sermos lembrados, de tempos em tempos, de que Deus é Deus. Não importa o que aconteça, Deus é Deus.

    Um querido irmão expressou isso muito bem. Ele disse que, normalmente, quando somos tentados ou provados, é claro que não abandonamos nossa fé em Deus; contudo, de algum modo, podemos dizer: “Deus — mas…”. As coisas não parecem indicar que Deus é Deus.

    Mas ele disse: “Não é ‘Deus, mas’; deve ser ‘Mas Deus’”. Sim, tudo pode parecer desfavorável. Tudo pode parecer de cabeça para baixo. Mas Deus — se vocês recorrerem a Deus, verão que Nele não há mudança. Ele governa e tem a palavra final sobre todas as coisas. Ele está no trono, e o Seu trono nunca se abala.

    Deus é Deus. Irmãos e irmãs, esse é um fato eterno. Nunca muda.

    O desejo de Deus de ser o nosso Deus

    Mas há algo sobre o qual gostaríamos de compartilhar nesta manhã. Deus não Se satisfaz em apenas ser Deus. Deus quer ser o seu Deus e o meu Deus.

    O propósito de Deus para com o homem é que Ele seja o nosso Deus e que nós sejamos o Seu povo. Agora, vocês sabem, aqui há uma pequena diferença. Deus é Deus — isso diz respeito ao que Ele é em Si mesmo. Isso nunca muda. Nada pode mudá-Lo.

    Mas, para Deus ser o seu Deus e o meu Deus, para Deus ser o nosso Deus e nós sermos o Seu povo, vocês verão que esse é um relacionamento que precisa ser estabelecido. Trata-se de uma relação.

    Deus não quer ser Deus de maneira absoluta, sem relacionamento algum. Ele quer ser o seu Deus e o meu Deus. Ele quer que vocês sejam o Seu povo. Esse é o desejo de Deus.

    O propósito de Deus no jardim do Éden

    Vejam a história do jardim do Éden. Deus criou Adão e o colocou no jardim do Éden. Deus lhe deu ordens: ele deveria cultivar a terra e guardar o jardim. Esse era o seu trabalho.

    Deus lhe deu um mandamento: de todas as árvores do jardim ele poderia comer livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não deveria comer; porque, no dia em que dela comesse, certamente morreria.

    No que dizia respeito ao ato de Deus criar o homem, a obra estava concluída. Deus havia criado o homem. Quando Deus olhou para ele, disse: “Muito bom”. Mas por que Deus o colocou no jardim? Por que Deus lhe deu um mandamento?

    Porque, por meio daquele mandamento, Deus faria de Adão alguém que pertencesse ao Seu povo, e Ele seria o Deus de Adão. No que dizia respeito ao ato da criação, Deus era Deus sobre Adão. Não havia dúvida quanto a isso, porque Adão fora criado por Deus.

    Mas Deus não queria ser o Deus de Adão apenas pelo direito de criação. Deus queria algo mais profundo, algo melhor. Deus queria que Adão desejasse pertencer ao Seu povo, obedecendo-Lhe, assumindo seu lugar como homem e honrando a Deus como Deus.

    Ao fazer isso, Adão pertenceria ao povo de Deus por sua própria escolha, por sua livre vontade, por assim dizer. Assim, Deus seria o seu Deus, e o relacionamento seria estabelecido.

    A tentação de tornar-se como Deus

    Mas Adão foi tentado no jardim. Vocês sabem o que significa essa tentação? Satanás veio na forma da serpente — ou o espírito maligno entrou na serpente — e tentou Eva.

    Ele disse: “Deus realmente disse que vocês não podem comer fruto de nenhuma das árvores?”. Em outras palavras: “Deus quer que vocês morram de fome”. Eva respondeu: “Certamente não. Podemos comer o fruto de todas as árvores, exceto o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Se comermos dele, morreremos”.

    Então Satanás disse: “Talvez não seja assim. Se vocês comerem da árvore do conhecimento do bem e do mal, conhecerão o bem e o mal como Deus. Serão tão sábios quanto Deus”.

    Em outras palavras, naquela tentação, Satanás procurou tirar o homem de sua posição como homem e inflar o seu ego, para fazê-lo desejar ser ele próprio Deus. “Você não precisa de Deus. Não precisa de ninguém acima de você. Pode ser o seu próprio deus. Aja por conta própria, e você será o seu próprio deus.”

    Ao comer o fruto proibido, Adão rejeitou a Deus como o seu Deus. Disse que, daquele momento em diante, ele próprio seria deus. Não sabia que havia se entregado a Satanás e que Satanás havia se tornado o deus deste mundo.

    Mas Deus continuava sendo Deus. Como sabemos disso? Porque Deus veio e julgou. Deus expulsou Adão do jardim do Éden. Nem mesmo a rebelião de Adão mudou Deus em coisa alguma. Ele continuava sendo Deus.

    Mas uma coisa foi frustrada: o propósito de Deus foi frustrado. Nada mudou no próprio Deus, mas aquilo que Deus queria no homem não estava presente. Em sentido estrito, Deus não era o Deus de Adão, e Adão não pertencia ao povo de Deus.

    Desde o princípio, o desejo de Deus era ter um povo — um povo que O honrasse, O respeitasse e O recebesse como Deus. O desejo de Deus era ser o Deus deles. Esse é o Seu propósito.

    Israel, a redenção e a aliança

    Deus libertou Seu povo Israel do Egito. Em Êxodo 19:4-6, encontramos Deus dizendo:

    Eu vos levei sobre asas de águias,
    E vos trouxe a Mim.
    Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a Minha voz,
    E guardardes a Minha aliança,
    Então sereis a Minha propriedade peculiar dentre todos os povos:
    Porque toda a terra é Minha:
    E vós Me sereis um reino de sacerdotes,
    E uma nação santa.
    — Êxodo 19:4-6

    Aqui, novamente, depois de Deus libertar Israel do Egito e trazer Israel a Si, Ele começou a revelar Seus pensamentos e Seu coração ao Seu povo. Deus estava dizendo: “Vocês sabem por que os redimi? Sabem por que os trouxe a Mim? Quero fazer de vocês um povo peculiar, um povo que seja Minha propriedade”.

    “É verdade que todos os povos da terra são Meus pelo direito de criação, mas não Me satisfaço com isso. Quero que vocês sejam o Meu povo peculiar. Se ouvirem a Minha voz e guardarem a Minha aliança, então poderão ser para Mim um reino de sacerdotes e uma nação santa.”

    Como? Deus lhes deu os Dez Mandamentos. Eles foram escritos em duas tábuas de pedra. A primeira tábua provavelmente continha quatro mandamentos, e a segunda, seis. A primeira tábua definia o relacionamento do homem com Deus, e a segunda descrevia o relacionamento entre nós.

    Lembrem-se: quando Deus deu os Dez Mandamentos a Israel, não lhes deu a lei com base na criação. Deu-lhes a lei com base na redenção. Ele apresentou a lei dizendo:

    Eu sou o Senhor teu Deus,
    Que te tirei da terra do Egito,
    Da casa da servidão.
    — Êxodo 20:2

    Deus não estava tratando com eles com base na criação; estava tratando com eles com base na redenção. “Agora vocês estão redimidos. Qual é o propósito da redenção? Quero ser o Deus de vocês, e quero que vocês sejam o Meu povo.”

    O primeiro mandamento diz:

    Não terás outros deuses diante de Mim.
    — Êxodo 20:3

    Deus está dizendo: “Eu sou o seu Deus. Você não terá outros deuses”. Em Deuteronômio 6:13, que nosso Senhor Jesus citou quando foi tentado no deserto, lemos:

    Ao Senhor teu Deus temerás;
    E a Ele servirás.
    — Deuteronômio 6:13

    O segundo mandamento diz que não devemos fazer imagem de escultura nem adorar uma imagem. Deus é Deus. O terceiro mandamento diz que não devemos tomar o nome do Senhor em vão. Devemos honrá-Lo e respeitá-Lo como Deus. O quarto mandamento nos diz que devemos guardar o sábado e aceitar a obra consumada de Deus.

    Quando vocês reúnem esses quatro primeiros mandamentos, veem uma coisa: Deus quer ser o Deus do povo de Israel. Se o povo de Israel guardasse esses mandamentos, então verdadeiramente se tornaria o povo do próprio Deus. Essa foi a razão pela qual a lei foi dada.

    Infelizmente, antes de a lei chegar às mãos deles, já a haviam quebrado. Enquanto Moisés estava no monte recebendo os Dez Mandamentos, o povo de Israel fez um bezerro de ouro e adorou Satanás. A lei foi quebrada por causa da fraqueza da carne. A lei não pode tornar ninguém perfeito.

    A única coisa que levou o povo de Israel a ser levado cativo para a Babilônia foi a adoração a outros deuses — a abominação da idolatria. Por quê? Porque Deus é um Deus zeloso. Ele redimiu esse povo. Queria ser o Deus deles, e queria que eles fossem o Seu povo. Mas eles foram atrás de outros deuses e se entregaram à idolatria.

    A idolatria é uma abominação aos olhos de Deus. Por causa desse pecado, foram levados cativos para a Babilônia, para serem curados da idolatria.

    Cristo como o Homem perfeito

    Então a promessa de Deus se cumpriu com a vinda de Seu Filho a este mundo. O Verbo Se fez carne e habitou entre os homens, cheio de graça e de verdade. O Senhor Jesus entrou em cena, e aqui encontramos um Homem — o Homem de Deus.

    Antes de iniciar Seu ministério público, Ele foi tentado. Vocês sabem qual era a tentação? A tentação era esta: Deus é o Seu Deus? Ele pertence ao povo de Deus?

    Satanás procurou tentar o Senhor a agir independentemente de Deus. “Se Tu és o Filho de Deus, transforma estas pedras em pães. Tu estás com fome.” Mas o Senhor respondeu:

    Nem só de pão viverá o homem,
    Mas de toda palavra que procede da boca de Deus.
    — Mateus 4:4

    Em outras palavras, Ele foi tentado a agir por conta própria, mas Se recusou. Foi como se dissesse: “Tenho o Meu Deus. Deus não falou. Não transformarei pedras em pães. Prefiro ficar com fome a agir de maneira independente”.

    Vejam, quando nosso Senhor Jesus foi tentado, Ele manteve a posição de homem. Honrou a Deus como o Seu Deus.

    Quando Satanás Lhe mostrou todos os reinos do mundo e a glória deles, disse: “Se Tu me adorares, se fizeres de mim o Teu deus, eu Te darei tudo”. O Senhor disse:

    Ao Senhor teu Deus adorarás,
    E só a Ele servirás.
    — Mateus 4:10

    Satanás foi derrotado. A tentação de nosso Senhor Jesus se resumia a uma questão: Deus é o Seu Deus? Satanás procurou tirar Deus do Senhor Jesus, mas o Senhor insistiu que Deus era o Seu Deus e que Ele pertencia ao povo de Deus.

    Ao longo de toda a vida de nosso Senhor Jesus, encontramos esse princípio em ação. O Senhor Jesus podia fazer muitas coisas, mas disse:

    O Filho nada pode fazer de Si mesmo,
    Senão aquilo que vê o Pai fazer.
    — João 5:19

    “Tenho o Meu Deus. Pertenço ao Seu povo. Preciso fazer o que Ele faz. Caso contrário, não posso fazer coisa alguma.”

    Quando foi para a cruz, Ele foi duramente provado. Na cruz, clamou:

    Deus Meu, Deus Meu, por que Me desamparaste?
    — Salmos 22:1; Mateus 27:46

    Durante toda a Sua vida na terra, Ele havia feito de Deus o Seu Deus. Contudo, mesmo naquela hora sombria, não deixou de reconhecer Deus como o Seu Deus. Se vocês continuarem a ler Salmos 22, verão que, embora fosse duramente tentado, Ele continuou a confiar em Deus.

    Sobre Ti fui lançado desde a madre:
    Tu és o Meu Deus desde o ventre de Minha mãe.
    — Salmos 22:10

    Mesmo que Ele não compreendesse, Deus continuava sendo o Seu Deus, e Ele continuava pertencendo ao povo de Deus.

    A salvação como conformidade a Cristo

    Antes que o Senhor pudesse nos trazer Sua salvação, Ele precisava demonstrar em Sua própria vida que isto era verdadeiro: Deus era o Seu Deus, e Ele pertencia ao povo de Deus.

    O que é a salvação do Senhor que Ele nos trouxe? É mais do que apenas ter nossos pecados perdoados. Graças a Deus por isso. Por causa da obra consumada na cruz de nosso Senhor Jesus, nossos pecados não são apenas perdoados, mas também esquecidos por Deus. Isso é grandioso.

    Mas, queridos irmãos e irmãs, isso é apenas o começo. A salvação do Senhor consiste em que sejamos como Ele. Assim como Ele é, nós também seremos. Esse é o significado da salvação.

    O Senhor Jesus experimentou a realidade de Deus ser o Seu Deus e de Ele pertencer ao povo de Deus. O mesmo deve ser verdadeiro para vocês e para mim, para todos nós que fomos redimidos. Somos salvos para que Deus seja o nosso Deus e para que sejamos o Seu povo. O Senhor tornou isso possível.

    Sob a antiga aliança e a lei de Moisés, isso não funcionou. Embora o povo clamasse, dizendo com sinceridade:

    Tudo o que o Senhor tem falado faremos.

    Isso não funcionou.

    Exteriormente, eles eram o povo de Deus, sim, mas, na realidade, não. Embora o povo de Israel fosse chamado de povo de Deus, de fato não era, porque não guardava os mandamentos de Deus. Não ouvia a voz de Deus. Rebelava-se contra o governo de Deus. Adorava ídolos. Nem sempre respeitava Deus como Deus. Agia por conta própria.

    Mas graças a Deus: por meio da obra consumada de nosso Senhor Jesus na cruz, Ele tornou isso possível para nós.

    A nova aliança escrita no coração

    Aqui, em Hebreus 8:10, encontramos a nova aliança. Segundo as profecias, isso acontecerá com o povo de Israel; mas hoje já desfrutamos das bênçãos da nova aliança.

    Na noite em que foi traído, nosso Senhor Jesus tomou o cálice e disse:

    Este cálice é a nova aliança no Meu sangue.
    — Lucas 22:20

    Ele nos deu isso. Hebreus 8:10 diz:

    Porei as Minhas leis no seu entendimento,
    E também sobre o seu coração as escreverei:
    E Eu lhes serei por Deus,
    E eles Me serão por povo.

    Por que Deus coloca essa lei em nossa mente e a escreve em nosso coração? Para que Ele seja o nosso Deus e nós sejamos o Seu povo. Ao escrever Sua lei em nosso coração, Ele pode ser o nosso Deus, e nós podemos ser o Seu povo. Não há outro caminho.

    A pergunta é: como Deus pode ser o nosso Deus e nós sermos o Seu povo de fato — não apenas de nome, não superficialmente, nem apenas segundo o propósito de Deus, mas na experiência real?

    Talvez você queira permitir que Deus seja o seu Deus. Talvez deseje pertencer ao Seu povo. Mas, se não souber como, se não conhecer o caminho ou o segredo, não conseguirá entrar nessa realidade. Essa é a glória da nova aliança.

    Como Deus será o seu Deus, e como você pertencerá ao Seu povo? O segredo é este:

    Porei as Minhas leis no seu entendimento,
    E também sobre o seu coração as escreverei.

    Esse é o caminho.

    A lei do Espírito da vida

    Qual é a lei que pode ser escrita no coração? Não se pode escrever os Dez Mandamentos no coração. Os Dez Mandamentos eram letras. Por sua própria natureza, eram letras, regras e regulamentos. Só podiam ser escritos em pedra ou em papel. Eram externos a você.

    Mas há uma lei que pode ser escrita no coração.

    A letra mata, mas o Espírito vivifica.
    — 2 Coríntios 3:6

    Há apenas uma lei que pode ser escrita no coração, e essa é a lei do Espírito da vida.

    No cristianismo, não há regras e regulamentos sem conta. No cristianismo, foi dada apenas uma lei: a lei do Espírito da vida.

    Sob a antiga aliança, havia Dez Mandamentos, e esses dez mandamentos se tornaram a base de todo um sistema de leis. Se vocês lerem Êxodo, Levítico ou Deuteronômio, encontrarão estatutos, ordenanças, preceitos, rituais e cerimônias fundamentados naqueles mandamentos.

    Isso se tornou todo um sistema de leis. Nem se sabe quantos artigos há. Ele trata de muitos detalhes. Estão escritos no livro. É difícil memorizar todas essas coisas. É preciso consultar o livro e receber instrução.

    Mesmo assim, você não sabe tudo. Sem perceber, pode violar algumas das leis. Se tomar conhecimento disso, terá de oferecer um sacrifício, porque transgrediu a lei. E não apenas isso: você não tem o poder para guardar a lei. Essa é a antiga aliança.

    Mas Deus está fazendo algo novo conosco em Cristo Jesus. Ele não nos dá mil e uma leis para guardar. Dá-nos apenas uma lei — apenas uma lei. Por meio dessa lei, Ele será o seu Deus, e você pertencerá ao Seu povo.

    É a lei do Espírito da vida, e essa lei pode ser escrita em seu coração, porque não é letra; é vida. A própria natureza dessa lei é diferente.

    Quando você crê no Senhor Jesus, Deus coloca Sua vida em você. Essa vida que está em você é uma lei. Deus não lhe deu muitas leis e muitas regras. Deus lhe deu uma vida, mas essa vida é uma lei.

    Como sabemos que a vida é uma lei? Porque toda vida tem sua própria natureza, e a natureza dessa vida é lei para ela. Se você segue a natureza dessa vida, está seguindo a lei da vida. Tudo é natural, espontâneo, livre e tranquilo.

    Mas, se você não segue a natureza de uma vida e procura agir contra essa natureza, haverá luta. Você viverá de maneira contrária à sua natureza, com sofrimento e frustração.

    A vida de Cristo em nós tem sua natureza, e essa natureza da vida é uma lei para nós. Deus colocou essa vida em você e diz: “Siga esta vida. Obedeça a esta vida. Esta vida em você é uma lei”.

    Ele não lhe dá muitas leis e regulamentos escritos em uma parede ou registrados em papel para você memorizar. Não. Já foi demonstrado que isso não funciona. Toda a história de Israel é uma evidência disso.

    Mas agora Deus coloca Sua vida em nós. Se você segue a vida, se segue a natureza dessa vida, então pode viver naturalmente — ou de maneira sobrenaturalmente natural —, porque essa vida é sobrenatural.

    A vida sobrenatural vivida com naturalidade

    Há uma coisa que precisamos enxergar: hoje, no cristianismo, devemos viver de maneira sobrenaturalmente natural. Em certo sentido, sim, não podemos viver por nossa vida natural. Mas entendemos isso de maneira errada. Pensamos que não viver por nossa vida natural significa que devemos viver de maneira artificial.

    Encontramos cristãos vivendo de maneira artificial. Todos nós somos bons atores e atrizes. Procuramos agir como se fôssemos cristãos. Procuramos guardar todo tipo de regra e regulamento, e estamos sempre criando novas regras.

    Achamos que, fazendo essas coisas, sendo artificiais, nos tornamos espirituais. Quanto mais artificialmente você vive, mais espiritual pensa que se tornará. Mas, vocês sabem, isso não funciona. Não funciona.

    É verdade que não devemos viver pela vida natural nesse sentido. Nossa velha vida natural foi crucificada com Cristo na cruz. Mas, queridos irmãos e irmãs, esquecemos que Deus nos deu uma nova vida — uma vida sobrenatural.

    Quando essa vida sobrenatural se expressa, ela se expressa de maneira sobrenaturalmente natural. É natural. Você não representa. Não finge. Simplesmente vive de maneira natural, segundo a lei dessa vida sobrenatural.

    Um pássaro não precisa representar para voar. É natural. Ele simplesmente segue a natureza da vida de um pássaro. Um cristão não precisa agir artificialmente para viver como Cristo. Se ele segue Cristo, é natural. Se não segue, é contrário à sua natureza.

    Há apenas uma lei: a lei da vida.

    Infelizmente, a maioria dos cristãos vive segundo regras e regulamentos preparados por pessoas. É por isso que a vida cristã se torna artificial e exige sempre um esforço penoso.

    Se ao menos soubéssemos que Deus colocou uma lei dentro de nós — muito simples, a lei da vida —, então, à medida que estivéssemos em comunhão com Deus, essa vida seria uma lei para nós. Essa vida nos dirá o que Deus quer, e essa vida nos dará a força para fazê-lo.

    Uma lei não é apenas conhecimento; uma lei também é poder. É sabedoria e também poder. É por isso que Paulo disse que os gregos buscam sabedoria e os judeus buscam sinais, mas Cristo é a sabedoria de Deus e o poder de Deus.

    Essa vida em você não apenas lhe dirá o que fazer; essa vida em você também o ajudará. Ela é poder — a lei do Espírito da vida.

    O coração como canal da vida

    Pode-se fazer esta pergunta: você tem essa lei do Espírito da vida ou não tem? Como pode dizer que não tem essa lei do Espírito da vida em você, se é filho de Deus?

    Se você diz isso, é quase como dizer que não tem vida, porque a vida é a lei. Todo cristão tem vida. Aquele que está em Cristo tem vida. Todo cristão tem vida, e essa vida é lei.

    Deus já colocou essa lei em nós. Todos nós temos a lei do Espírito da vida. Não há problema algum quanto a isso. Não questione isso. Não duvide de que você tem vida. Se crê no Senhor Jesus, Ele lhe deu vida. Isso é muito básico.

    Essa vida em você é uma lei. Ela tem não apenas conhecimento, mas também poder. Esse é o caminho para Deus ser o seu Deus e para você pertencer ao Seu povo.

    Por que a lei do Espírito da vida parece não funcionar como deveria? Qual é o problema? Você descobrirá que o problema não está na vida. O problema está em seu coração.

    Está em seu coração. Por quê? Hebreus diz:

    Porei as Minhas leis no seu entendimento,
    E também sobre o seu coração as escreverei.

    O coração é a questão.

    Em Jeremias 31:33, a palavra lei está no singular:

    Porei a Minha lei no seu interior,
    E a escreverei no seu coração.
    — Jeremias 31:33

    A lei está no singular porque, como Romanos 8:2 nos diz, ela é a lei do Espírito da vida. No que diz respeito à vida, há uma só vida. É a vida divina, a vida de Cristo que nos foi dada. É a vida eterna.

    Mas, em Hebreus 8:10 e Hebreus 10:16, a palavra está no plural:

    Porei as Minhas leis no seu entendimento,
    E também sobre o seu coração as escreverei.

    Por quê?

    A lei do Espírito da vida é uma só, mas, quando essa lei opera, ela opera nas diversas partes do coração. Ao tocar as diferentes partes do coração, ela se desdobra em muitas aplicações, em muitas leis.

    O coração é o caminho de passagem. Se a lei do Espírito da vida puder passar pelo coração, então será expressa e manifestada em nossa vida. Se for bloqueada no coração, então você tem a lei do Espírito da vida, mas ela não funciona porque há uma obstrução no coração.

    À medida que andamos com o Senhor, a lei do Espírito da vida começa a operar na área de nossa consciência. Deus fala à sua consciência. Essa é uma área do coração.

    Quando a lei do Espírito da vida chega à sua consciência, ela toca em questões e situações. Em uma questão, Deus pode falar como se fosse uma lei; em outra questão, Ele pode falar como se fosse outra lei. Na verdade, tudo procede da mesma vida, mas, à medida que a vida toca diferentes coisas em sua vida, cada uma se torna uma lei para você.

    Se o seu coração está voltado para o Senhor — isto é, se você ama a Deus —, então a lei do Espírito da vida consegue passar pela sua consciência. Quando ela consegue passar, você cresce.

    Quando essa lei opera, ela sempre traz dois aspectos: um é o aspecto da morte, e o outro é o aspecto da vida. É sempre assim. Quando a lei do Espírito da vida opera em sua consciência, ela o leva à morte, mas, ao mesmo tempo, o leva à ressurreição.

    Se o seu coração está voltado para Deus, se você O ama, ela opera de maneira muito natural e sem impedimentos. Ela realiza essa obra, e o resultado é transformação. Você é transformado de glória em glória, segundo a imagem de Cristo.

    Mas, se o seu coração está fechado para Deus, se o seu coração se afasta de Deus, se você não O ama, então, quando a lei do Espírito da vida operar em sua consciência, haverá uma luta. Quanto mais o seu coração estiver afastado de Deus, maior será a luta.

    Às vezes, a lei não consegue passar. Quando não consegue passar, o resultado é que você permanece onde está espiritualmente ou até retrocede.

    A lei do Espírito da vida alcança a parte interior do seu ser — isto é, o seu coração. Não é algo que vem de fora. É algo que vem de dentro. Ela traz consigo poder. Não apenas lhe dá conhecimento; dá-lhe o poder para fazer o que é necessário. Essa é a diferença.

    O conhecimento da vontade de Deus

    Às vezes, nossa mente está ocupada e presa a determinada maneira de pensar. Então a lei do Espírito da vida começa a operar. Os olhos do nosso coração são iluminados, e começamos a ver Deus.

    Todo pensamento é levado cativo à obediência de Cristo. Quando ele é levado cativo, você imediatamente descobre que tem a mente de Cristo. Isso é ressurreição.

    Essa vida é Cristo. Ele não tem problema algum. Nosso problema é o coração — o coração. A vida já está em nós. A vida é uma lei em si mesma. Você não precisa se preocupar com ela.

    As pessoas sempre perguntam: “Como posso conhecer a vontade de Deus?”. É como se conhecer a vontade de Deus fosse a coisa mais difícil do mundo. Mas você a conhece. Você a conhece. É como viver com uma lei — você sabe.

    Talvez você diga: “Bem, eu não sei”. Então o problema é o seu coração. Há algo errado em seu coração. Se você for ao Senhor, descobrirá que, invariavelmente, há algo errado em seu coração. Quando o seu coração é corrigido, você conhece a vontade de Deus. Não há problema.

    Uma ilustração da experiência pessoal

    Deixem-me usar uma ilustração de minha própria experiência. Quando comecei a seguir o Senhor, eu estava no sul da China. Uma nova obra foi iniciada ali, e alguns de nós fomos para aquele lugar. O Senhor começou a reunir Seu povo.

    Depois de algum tempo, todos os meus cooperadores foram embora, e eu fiquei sozinho ali. Havia outra irmã, que era daquele lugar, e ela permaneceu ali. Fiquei lá por cinco meses, mas não consegui me adaptar ao clima. Eu vinha do leste da China, e aquele era o sul da China. O clima era diferente, e fiquei doente.

    Uma irmã idosa, recém-convertida, levou-me para sua casa para descansar. Mas eu estava muito inquieto. Pensava: “Preciso sair daqui. Este lugar não é adequado para mim. Preciso ir para outro lugar”.

    Então comecei a orar. É claro que eu sabia que não podia ir para onde quisesse; precisava receber permissão do Senhor. Mas, enquanto orava, eu já havia escolhido o lugar para onde gostaria de ir. Era um lugar lindo.

    Enquanto orava, esperava que Deus colocasse Seu selo sobre aquilo e dissesse: “Está bem, vá em frente”. Mas o céu estava em silêncio. Eu não ousava me mover. Havia em mim um pouco de temor de Deus. Ainda assim, estava inquieto.

    Esperei e esperei. Então aquela irmã idosa começou a perceber. Um dia, ela veio e disse: “Irmão, por que você está tão inquieto?”.

    Foi como uma flecha que atravessou meu coração. Aquela era uma irmã a quem eu deveria ajudar, e lá estava a minha inquietação, percebida por ela. Fiquei envergonhado. Senti-me humilhado.

    Então fui ao Senhor. Eu estava realmente abatido diante do Senhor. O Senhor disse: “Você sabe por que não conhece a Minha vontade? É porque já decidiu para onde ir. Está apenas esperando a Minha aprovação”.

    “Você precisa colocar tudo aos Meus pés. Não deve escolher outra coisa senão a Minha vontade.”

    Pela graça de Deus, consegui colocar tudo aos Seus pés. Disse: “Se Tu quiseres que eu fique aqui pelo resto da vida, permanecerei aqui. Ficarei contente. Se quiseres que eu vá a qualquer lugar, basta me dizer, e irei. Não farei outra escolha senão que a Tua vontade seja feita”.

    Depois que meu coração encontrou equilíbrio, em poucos dias eu estava em Hong Kong. Como soube? Eu soube. Deus abriu o caminho, e havia paz e vida em mim.

    Uma nova obra havia começado alguns meses antes em Hong Kong. Eu estava ali, e então os outros cooperadores foram embora, e mais uma vez fiquei sozinho, prosseguindo pela graça de Deus.

    Irmãos e irmãs, não há problema com a vida que vocês receberam; o problema está no coração de vocês. Se sua mente está ocupada, cheia de ideias preconcebidas e presa a uma posição, a lei do Espírito da vida não consegue passar.

    Mas, se o seu coração está voltado para Deus, se você realmente ama a Deus, a vida operará de maneira muito natural e sem impedimentos por meio de sua mente. Conhecer a vontade de Deus é algo natural.

    Muitos cristãos pensam que conhecer a vontade de Deus é algo muito pouco natural. Mas lembrem-se: é natural. Deve ser sobrenaturalmente natural.

    Deus no trono do coração

    Como Deus será o seu Deus? De que maneira Deus é realmente o seu Deus? É quando você verdadeiramente O honra, O respeita, O ouve, Lhe obedece, O adora e O serve.

    Quando vocês são verdadeiramente o Seu povo? É quando permanecem em seu lugar como homens diante Dele, temendo-O e honrando-O. É quando seguem a lei do Espírito da vida.

    Deus é Deus no trono nos céus. Isso é o que Ele é. Seu trono nunca se abala. Mas, para Deus ser o seu Deus e o meu Deus, Ele precisa ser a lei da vida em seu coração.

    Não basta apenas saber que Deus está no trono. Sim, isso é o que Ele é. Mas, para Deus ser o seu Deus e o meu Deus, e para nós verdadeiramente sermos o Seu povo, Ele precisa estar no trono do seu coração. A lei precisa estar escrita em seu coração.

    Vocês se lembram de nosso Senhor Jesus quando Ele veio ao mundo. Salmos 40:6-8 profetizou a respeito Dele:

    Sacrifício e oferta não desejaste;
    Abriste os Meus ouvidos:
    Holocausto e oferta pelo pecado não exigiste.
    Então disse Eu: Eis aqui venho;
    No rolo do livro está escrito a Meu respeito:
    Deleito-Me em fazer a Tua vontade, ó Deus Meu;
    Sim, a Tua lei está dentro do Meu coração.
    — Salmos 40:6-8

    Esse é o segredo da vida de nosso Senhor. A lei estava em Seu coração, e Seu coração era tão aberto a Deus.

    Deleito-Me em fazer a Tua vontade, ó Deus Meu.

    Seu coração estava voltado para Deus.

    O resultado era que Deus era o Seu Deus, e Ele pertencia ao povo de Deus. Hoje, essa lei já está escrita em nosso coração. Mas a pergunta é esta: nosso coração está voltado para Deus?

    Se nosso coração está voltado para Deus, se nosso coração está aberto a Deus, se amamos a Deus, então não haverá obstáculo que impeça a operação da vida de Deus. Você descobrirá que é capaz de viver naturalmente, e o resultado final é que seremos como Ele.

    Esse é o caminho para Deus ser o seu Deus e para você pertencer ao Seu povo.

    Deus como Pai e Deus como Deus

    Depois da ressurreição de nosso Senhor Jesus, Ele disse a Maria: “Vai dizer aos Meus irmãos”:

    Subo para Meu Pai e vosso Pai,
    E Meu Deus e vosso Deus.

    Deus é o Deus de Cristo, e Deus é o Seu Pai. Mas agora, na ressurreição — isto é, com base em Sua obra consumada —, Deus será o seu Deus e o meu Deus. Deus será o seu Pai e o meu Pai.

    Qual é a diferença entre Pai e Deus? Pai diz respeito a um relacionamento de vida. Deus diz respeito à posição.

    Deus precisa primeiro ser o seu Pai para poder ser o seu Deus. Em outras palavras, se você não tem a vida de Deus em você, se o relacionamento entre Pai e filho não foi estabelecido por meio de Cristo Jesus, então não há como você pertencer ao Seu povo nem como Ele ser o seu Deus.

    Não há como, porque é na lei da vida que Ele será o seu Deus e você pertencerá ao Seu povo.

    Por um lado, Deus é o nosso Pai. Isso fala de proximidade e intimidade. Podemos nos aproximar Dele. Podemos nos lançar sobre Ele. Ele é o nosso Pai. Ele cuidará de nós.

    Graças a Deus por termos um Pai assim. Não consigo esquecer quando meu avô faleceu. Meu pai amava muito meu avô, embora tivesse sido perseguido por ele quando passou a crer no Senhor.

    Certa vez, meu avô estava doente, e meu pai deveria viajar para participar de uma conferência. Ele se recusou a ir porque temia perder o pai. Mais tarde, meu avô melhorou, e então meu pai viajou para a conferência. Mas, enquanto ele estava fora, meu avô faleceu.

    Durante a viagem de volta, nossa família não contou a meu pai o que havia acontecido. Eu estava em Hong Kong, e meu pai precisava passar por Hong Kong no retorno. Pediram-me que lhe desse a notícia.

    Fui ao cais para encontrá-lo quando o barco chegasse. Ele viu a faixa preta em meu braço e soube. Disse-me uma coisa: “Não tenho mais pai”. Foi tudo o que disse, mas isso me tocou profundamente. Foi uma grande perda para ele.

    Deus é o nosso Pai. Que graça! Temos um Pai.

    Mas Deus é o nosso Deus. Isso fala de respeito, honra e conhecimento de nossa posição como homens. A tentação é: “Você pode ser como Deus”. Essa é a tentação. Como precisamos nos recusar a ser Deus, permanecer na posição de homem e honrar a Deus como Deus.

    Ele é Deus. Isso fala de reverência, adoração e serviço. Essas duas coisas precisam permanecer em equilíbrio.

    Às vezes, as pessoas tratam Deus como Pai com familiaridade excessiva e, de alguma forma, falta reverência, temor, honra e adoração. Outras pessoas temem tanto a Deus que vão ao outro extremo, e já não há intimidade nem proximidade com Deus.

    Mas nosso Senhor Jesus disse:

    Subo para Meu Deus e vosso Deus,
    E Meu Pai e vosso Pai.

    Pela graça de Deus, precisamos encontrar um bom equilíbrio.

    O desejo de Deus é ser o seu Deus. Ele quer que vocês sejam o Seu povo. Quer que permaneçam em seu lugar como homens e que O honrem como Deus. O caminho para chegar a isso é por meio da lei do Espírito da vida — o próprio Cristo.

    Oração final

    Ó Pai celestial, nós Te louvamos e Te agradecemos por nos dares a Tua própria vida. Nós Te agradecemos porque essa vida em nós é viva. Ela realmente opera. É uma lei. Dá-nos conhecimento e nos dá poder.

    Mas muitas vezes sentimos como se ela não estivesse operando. Ó nosso Pai, mostra-nos onde está o problema. Mostra-nos que o problema está em nosso coração.

    Oramos para que sempre nos atraias, para que nosso coração esteja sempre voltado para Ti e para que haja sempre amor por Ti.

    Estando nosso coração aberto a Ti, que a Tua vida possa operar por meio de nosso coração e nos transformar segundo a imagem de Teu Filho.

    Ó nosso Pai, pedimos que isso não seja apenas palavras, nem se torne uma espécie de método técnico. Oramos para que, conhecendo a maneira como Tu operas, possamos cooperar melhor Contigo e permitir que aperfeiçoes Tua obra em cada um de nós.

    Entregamos uns aos outros em Tuas mãos. Nós Te louvamos e Te agradecemos porque tornaste todas as coisas possíveis. A obra é Tua; estamos em Tua mão. Que sejamos para o louvor da Tua glória.

    Em nome de nosso Senhor Jesus. Amém.