E o menino crescia e Se fortalecia, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre Ele.
E Seus pais iam todos os anos a Jerusalém, à festa da Páscoa.
E, quando Ele completou doze anos, subiram segundo o costume da festa;
e, cumpridos os dias, ao regressarem, o menino Jesus ficou em Jerusalém; e Seus pais não o souberam.
Supondo, porém, que Ele estivesse entre os companheiros de viagem, caminharam um dia; e O procuravam entre os parentes e conhecidos:
e, não O encontrando, voltaram a Jerusalém, procurando-O.
E aconteceu que, depois de três dias, O encontraram no templo, assentado no meio dos mestres, ouvindo-os e fazendo-lhes perguntas:
e todos os que O ouviam se admiravam da Sua compreensão e das Suas respostas.
E, quando O viram, ficaram maravilhados; e Sua mãe Lhe disse: Filho, por que procedeste assim conosco? Eis que Teu pai e eu Te procurávamos aflitos.
E Ele lhes disse: Por que Me procuráveis? Não sabíeis que Me cumpria estar na casa de Meu Pai?
E eles não compreenderam a palavra que Ele lhes dizia.
E Ele desceu com eles, veio para Nazaré e lhes era sujeito; e Sua mãe guardava todas essas palavras em seu coração.
E Jesus crescia em sabedoria, em estatura e em graça diante de Deus e dos homens.
E Ele veio a Nazaré, onde fora criado; e entrou, segundo o Seu costume, na sinagoga no dia de sábado, e levantou-Se para ler.
E foi-Lhe entregue o livro do profeta Isaías. E Ele abriu o livro e encontrou o lugar onde estava escrito:
O Espírito do Senhor está sobre Mim,
Porque Ele Me ungiu para anunciar boas-novas aos pobres:
Enviou-Me para proclamar libertação aos cativos,
E restauração da vista aos cegos,
Para pôr em liberdade os oprimidos,
Para proclamar o ano aceitável do Senhor.
E Ele fechou o livro, devolveu-o ao assistente e assentou-Se; e os olhos de todos na sinagoga estavam fixos Nele.
E Ele começou a dizer-lhes: Hoje se cumpriu esta Escritura aos vossos ouvidos.
Nosso Pai celestial, como Te louvamos e agradecemos pelo privilégio de nos reunirmos em nome de Teu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo. Nós Te louvamos e agradecemos por Tua preciosa promessa:
Onde dois ou três estão reunidos em Meu nome, ali estou Eu no meio deles.
Assim, Senhor, sabemos e cremos que Tu estás aqui conosco. Pedimos que abras nossos ouvidos interiores, nossos olhos interiores e nosso coração, para que possamos Te ver; e, ao Te ouvirmos, possamos Te compreender.
Ó Senhor, concede-nos o espírito de sabedoria e de revelação, para que realmente saibamos quem Tu és; e conhecer-Te é a vida eterna. Entregamos este tempo em Tuas mãos. Unge a todos nós com Teu Espírito Santo. Vivifica Tua Palavra para nós; torna-a viva e real para nós. Pedimos em nome de nosso Senhor Jesus e para a Sua glória. Amém.
Temos compartilhado juntos sobre a realidade de Cristo. Precisamos conhecer o Senhor Jesus, não apenas historicamente, mas também no Espírito. Precisamos conhecê-Lo objetivamente como a verdade, e precisamos conhecê-Lo subjetivamente como nossa experiência.
Essa é a maneira de conhecer o Senhor, e conhecê-Lo é realmente tudo para nós. Mencionamos anteriormente que, para conhecer o Senhor Jesus, precisamos conhecê-Lo na eternidade passada, porque Ele é o princípio.
No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
Todas as coisas vieram à existência por meio Dele, e sem Ele nada veio à existência. Este é o nosso Senhor Jesus. Ele é o eterno Filho de Deus. Ele é Aquele que criou todas as coisas.
Como vemos em Colossenses, todas as coisas foram criadas Nele. Ele planejou tudo, deu a tudo suas características e fez tudo. Todas as coisas foram criadas por Ele e para Ele; e nós somos para Ele.
É o propósito de nosso Pai celestial que Ele tenha a preeminência, o primeiro lugar, em todas as coisas. Na plenitude dos tempos, Deus reunirá todas as coisas em Cristo.
Para que esse propósito de Deus se cumprisse, Ele veio como o Cordeiro de Deus. A Escritura nos diz que Ele era o Cordeiro de Deus, morto antes mesmo da fundação do mundo. Como o Cordeiro de Deus, Ele foi Aquele que realizou o cumprimento do propósito de Deus.
Queridos irmãos e irmãs, precisamos ver o Senhor Jesus como o eterno Filho de Deus. Essa visão deve despertar em nós adoração e reverência.
Mencionamos ontem à noite que o Senhor Jesus não estava apenas na eternidade passada. Embora Ele tenha nascido há apenas cerca de dois mil anos, as profecias O precederam. De Gênesis a Malaquias, Deus falou pelos profetas em muitas partes e de muitas maneiras; tudo o que disseram se referia a essa única Pessoa, o Senhor Jesus.
Ele é a descendência da mulher que virá para esmagar a cabeça da serpente e derrotar completamente Seus inimigos. Ele é o Filho de Abraão, que há de herdar tudo o que o Pai possui. Ele é o Filho de Davi, que virá e edificará Sua casa com pedras vivas — não pedras materiais, mas pedras vivas como nós —, para que Deus habite entre os homens.
Ele é o Messias, o Prometido, o Cristo, que virá para nos libertar e trazer o reino de Deus a esta terra. Se queremos conhecer o Senhor Jesus, precisamos conhecê-Lo na profecia.
Então começamos a ver Sua vida nesta terra. Ontem à noite, começamos com Seu nascimento — Sua encarnação. O nascimento de nosso Senhor Jesus é maravilhoso, não apenas porque Ele nasceu de uma virgem. O Espírito de Deus envolveu o ventre da virgem Maria, e Aquele que nasceu era o Santo de Deus.
Mas, se conhecermos o significado da encarnação, então veremos realmente a maravilha do nascimento de nosso Senhor Jesus. Ele era o Verbo, e o Verbo Se fez carne.
Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
O próprio fato de Cristo ter nascido prova ao mundo quanto Deus nos ama. Por que foi necessário que Deus Se tornasse homem? Porque, como Deus, Ele nunca morre; Ele não pode morrer.
Depois de Se tornar homem, Ele pôde morrer por nós. Assim como os homens participam de carne e sangue, Ele também participou de carne e sangue. Ao descer para Se tornar homem, Ele Se esvaziou de Sua majestade, glória, honra e posição, para que pudesse morrer na cruz em nosso lugar. É um amor maravilhoso.
Nesta manhã, gostaríamos de continuar considerando a vida de nosso Senhor Jesus. Nos quatro Evangelhos, a vida de nosso Senhor Jesus está registrada. De modo bastante geral, Sua vida pode ser dividida em três períodos:
Muito pouco se menciona sobre o primeiro e o segundo períodos. Nada está registrado no Evangelho segundo Marcos e no Evangelho segundo João acerca do crescimento de nosso Senhor Jesus.
Marcos nos apresenta Cristo como o servo de Deus, o servo do Senhor. Quando se trata de um servo, ninguém se interessa por como Ele cresceu ou amadureceu. Tudo o que importa é que Ele sirva. Por isso, nada se menciona em Marcos sobre o crescimento de nosso Senhor Jesus; Marcos começa com Seu serviço.
No Evangelho segundo João, novamente, nada se menciona sobre o crescimento de nosso Senhor Jesus na terra. João apresenta Cristo como o Filho de Deus, e Deus nunca cresce. Ele é perfeito, completo, sempre e eternamente. Por isso, nada está registrado em João acerca de Sua infância.
Em Mateus e Lucas, vemos que, depois de nascer, no oitavo dia Ele foi circuncidado segundo a lei de Moisés, e recebeu Seu nome: Jesus. Na verdade, esse nome foi dado antes de Ele nascer, porque o anjo disse a Maria e a José que o Menino que haveria de nascer deveria ser chamado Jesus.
Chamarás o Seu nome Jesus; porque Ele salvará o Seu povo dos seus pecados.
No oitavo dia, Ele foi circuncidado e recebeu Seu nome. No quadragésimo dia, segundo a lei de Moisés, eles foram a Jerusalém para a cerimônia de purificação. Como primogênito, Ele foi apresentado a Deus.
Quando o Bebê foi apresentado a Deus, Simeão entrou, tomou o Bebê em seus braços, bendisse o Senhor e disse que havia visto a salvação do Senhor e que agora poderia partir em paz.
Depois da purificação, muito provavelmente eles voltaram para Belém e viveram ali talvez por dois anos, ou menos de dois anos. Quando os magos do Oriente viram a estrela, viajaram para Jerusalém. Naqueles dias, viajar levava muito tempo, especialmente de camelo.
Eles perguntaram:
Onde está Aquele que é nascido Rei dos judeus?
Herodes ficou perturbado. Reuniu os principais sacerdotes e os escribas e perguntou onde o Rei nasceria. Como eles conheciam o Antigo Testamento! Conheciam a letra e imediatamente lhe disseram que o Cristo deveria nascer em Belém.
Herodes disse aos magos que O encontrassem, O adorassem e voltassem para lhe dizer onde Ele estava. Mas eles foram a Belém e O encontraram, não numa manjedoura, mas numa casa — provavelmente uma casa que José havia alugado. Ali viram Jesus e O adoraram.
Eles foram advertidos por Deus a não voltar a Herodes, mas a partir por outro caminho. Quando Herodes descobriu que os magos não haviam voltado, ordenou que todos os meninos menores de dois anos, em Belém e em seus arredores, fossem mortos.
Antes que isso acontecesse, um anjo do Senhor apareceu a José e disse:
Toma o Menino e foge para o Egito.
Eles permaneceram ali até Herodes morrer. Quando voltaram do Egito, José soube que Arquelau havia sucedido seu pai como rei; por isso, não ousou voltar para Belém. Em vez disso, Deus o conduziu a Nazaré, e ali Jesus cresceu, para que a Escritura se cumprisse.
Há um versículo no Antigo Testamento que praticamente resume a infância de nosso Senhor Jesus. É Isaías 53:2.
Porque Ele cresceu diante Dele como um renovo,
E como raiz de uma terra seca.
O crescimento de nosso Senhor Jesus pode ser descrito assim: Ele cresceu diante de Deus como um renovo e, ao mesmo tempo, cresceu como uma raiz em terra seca.
Nazaré era um lugar afastado, em algum ponto da região montanhosa. Nazaré tinha certa reputação. Em João 1, quando Filipe encontrou Natanael e disse: “Encontramos o Messias; Ele é Jesus de Nazaré”, Natanael respondeu:
Pode vir alguma coisa boa de Nazaré?
Mais tarde, quando Nicodemos tentou dizer uma palavra favorável ao Senhor Jesus, os fariseus disseram:
Examina e vê que da Galileia não surge profeta.
A Galileia era terra seca.
Nosso Senhor Jesus, em Sua infância, foi criado como uma raiz em terra seca. Ele viveu numa região de terreno acidentado, entre as colinas, naquele que parecia ser o ambiente mais improvável. Contudo, ao mesmo tempo, Ele cresceu diante de Deus como um renovo.
Lucas 2:40 diz:
E o menino crescia e Se fortalecia, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre Ele.
Embora nosso Senhor Jesus fosse Deus, quando veio para ser homem, Ele cresceu da primeira infância até a meninice. Era indefeso como uma criança, inocente como uma criança, e conheceu a infância por experiência.
É por isso que o Senhor Jesus disse:
Deixai vir a Mim os pequeninos e não os impeçais; porque dos tais é o reino de Deus.
A menos que vocês se convertam e se tornem como crianças, não poderão entrar no reino dos céus. E, se vocês fizerem uma criança tropeçar, seria melhor que lhes pendurassem uma pedra de moinho ao pescoço e os lançassem ao mar.
Nosso Senhor Jesus conheceu a infância. Ele teve a experiência de ser criança. Cresceu como criança e viveu uma vida muito normal como criança, embora fosse Deus.
Quando uma criança cresce, quanto ela precisa do cuidado de seus pais! Os pais proporcionam o ambiente para a criança. José, sendo carpinteiro naquela região rural distante, não podia proporcionar luxo ao menino Jesus, mas supria Suas necessidades básicas.
Queridos irmãos e irmãs, como pais, vocês sabem que precisam proporcionar o melhor ambiente para o crescimento de seus filhos. Mas muitas vezes pensamos que o melhor ambiente inclui apenas coisas materiais e físicas.
Os pais neste país dão coisas físicas e materiais a seus filhos e pensam que, ao proporcionar essas coisas, ofereceram o melhor ambiente para que cresçam. No entanto, negligenciam a provisão moral e espiritual.
José e Maria não podiam proporcionar muita coisa material ou física ao menino Jesus. Podiam suprir apenas as necessidades básicas da vida. Contudo, José e Maria fizeram um bom trabalho com o Menino. Eles O criaram na disciplina e na instrução do Senhor.
Proporcionaram-Lhe um ambiente espiritual e moral. O menino Jesus conhecia as Escrituras. O menino Jesus conhecia Deus. Embora fosse Deus, Ele também era uma criança. Seus pais O ensinaram, O disciplinaram e O criaram no temor do Senhor.
É por isso que a Bíblia diz que o menino Se fortalecia — isso é desenvolvimento físico; que Ele era cheio de sabedoria — isso é desenvolvimento mental; e que a graça de Deus estava sobre Ele — isso é desenvolvimento espiritual. O Menino era bem desenvolvido em todos os aspectos.
Se Deus lhes confia filhos, isso é uma responsabilidade sagrada. Vocês devem proporcionar o melhor ambiente que puderem, mas não se esqueçam de que a provisão moral e espiritual é mais importante do que a provisão física e material.
Supram as necessidades da vida, para que não lhes falte nada; mas também proporcionem o melhor ambiente espiritual e moral que Deus os capacitar a oferecer. Então seus filhos crescerão fortes fisicamente, serão cheios de sabedoria, e a graça de Deus estará sobre eles.
O que é sabedoria? O temor do Senhor é o princípio da sabedoria. Sabedoria é diferente de conhecimento. Vocês mandam seus filhos à escola para adquirir conhecimento, mas não negligenciem a sabedoria de que eles precisam.
De onde vem a sabedoria? O temor do Senhor e o amor de Cristo — isso é sabedoria. Cada pai e cada mãe deve se colocar diante do Senhor para conduzir seus filhos ao temor e ao amor de Deus. Então a graça de Deus estará sobre eles.
O menino Jesus cresceu normalmente, como qualquer criança, mas conhecia a graça de Deus. A graça estava sobre Ele. Ele conheceu a graça desde Seus primeiros anos. Não pensem que seus filhos são pequenos demais para conhecer Cristo ou pequenos demais para conhecer a graça. A graça de Deus pode estar sobre eles antes mesmo que alcancem a maturidade.
Quando Jesus tinha doze anos, foi um momento decisivo. Segundo a tradição judaica daquela época, quando um menino judeu completava doze anos, tornava-se um filho da lei. Isto é, tornava-se um membro responsável da sinagoga.
Ele podia fazer perguntas e responder a perguntas. Deveria assumir sua responsabilidade individual diante de Deus. Assim, quando Cristo tinha doze anos, Seus pais O levaram a Jerusalém.
Segundo a lei de Moisés, todos os homens entre os filhos de Israel deveriam ir a Jerusalém três vezes por ano para adorar a Deus e oferecer sacrifícios. Seus pais iam a Jerusalém ano após ano, mas, naquele décimo segundo ano, levaram o menino Jesus a Jerusalém como alguém que estava se tornando um filho da lei.
Depois que a festa terminou, cada um voltou para seu lugar. Após um dia inteiro de viagem, à noite, eles não conseguiram encontrar o menino Jesus. Viajavam em grupos, provavelmente com os adultos viajando juntos e os jovens viajando juntos. José e Maria pensaram que Ele deveria estar com os outros meninos e meninas de Sua idade.
Mas, ao anoitecer, quando a família deveria se reunir, não conseguiram encontrá-Lo. Ficaram aflitos e, por isso, voltaram. Depois de três dias, encontraram o Menino no templo.
Talvez tenham levado três dias porque nunca imaginaram que o menino Jesus estaria no templo. Pode ser que tenham procurado em todos os cantos de Jerusalém antes de finalmente chegar ao templo e encontrá-Lo ali — ouvindo, fazendo perguntas e respondendo a perguntas.
Como filho da lei, Ele tinha o direito de fazer perguntas e responder a perguntas. Estava exercendo esse direito, e todos os que ouviam Suas perguntas e respostas ficavam admirados e maravilhados.
Fico pensando se Ele respondeu a todas as Suas próprias perguntas, porque talvez ninguém pudesse responder às perguntas que Ele fazia. Os sacerdotes e escribas mais velhos não conseguiam responder-Lhe. Ele fazia as perguntas, respondia a elas, e eles ficavam maravilhados. Isso é compreensão.
Isso é algo que não compreendemos e não podemos explicar. Nesse menino Jesus, estava Deus. Ele é Deus, mas também é homem. A divindade e a humanidade estavam unidas nessa única vida.
Por um lado, Ele recebia instrução de Seus pais. Mas, por outro lado, sempre havia Nele a consciência de que era um com Deus. Não podemos explicar isso; é um mistério. Mas é verdade, porque Ele é verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem.
Provavelmente, quando chegou aos doze anos e Se tornou um filho da lei, essa consciência interior foi selada. Ele sabia que precisava ocupar-Se dos assuntos de Seu Pai. Fora enviado ao mundo para realizar uma obra; por isso, ficou no templo.
Quando Sua mãe O viu, estava aflita e disse: “Filho, por que fizeste isso conosco? Não sabes que estamos tão aflitos?” O menino Jesus disse: “Por que vocês Me procuravam? Não sabiam que Eu preciso ocupar-Me dos assuntos de Meu Pai?”
Eles não entenderam. Mas observem: Ele desceu com eles, veio para Nazaré e lhes era sujeito.
Em Sua consciência interior, Ele sabia plenamente que fora enviado pelo Pai para realizar a obra da redenção. Tinha certeza disso; ficou para trás com esse propósito. Contudo, quando Seus pais O encontraram e não entenderam, Ele não disse: “Eu sei para que vim. Vocês voltem; Eu ficarei aqui”. Não. Ele voltou com eles para Nazaré e lhes era sujeito.
Embora tivesse a certeza dessa consciência interior e soubesse que fora enviado pelo Pai celestial, do ponto de vista humano Ele ainda era menor de idade, dependente. Por isso, desceu com eles e lhes era sujeito. Como isso é maravilhoso!
Queridos irmãos e irmãs, se pudermos aplicar esse princípio a nós mesmos num sentido amplo, quando cremos no Senhor Jesus, nascemos de novo. Nascemos do Espírito. Dentro de nós há a vida de Deus; há Cristo; há a vida eterna.
Nós, que nascemos do Espírito e temos essa vida do alto, temos uma consciência. Essa consciência deve ser desenvolvida. Ela deve crescer, e devemos saber que somos filhos de Deus.
Exteriormente, você talvez não seja diferente de qualquer outra pessoa. Se é adolescente, é adolescente; se é adulto, é adulto. Contudo, você é diferente de todas as outras pessoas do mundo, porque há a vida de Deus em você.
Você tem consciência de que é filho de Deus? Tem consciência de que é diferente? Tem consciência de que há um propósito em sua vida? Tem consciência de que Deus o conheceu de antemão e o predestinou para ser conformado à imagem de Seu Filho?
Se há vida eterna em você, deve haver essa consciência. Se não há consciência, então você não tem vida. Mas essa consciência precisa crescer. Ela deve aumentar com o passar dos dias.
Assim como a consciência no menino Jesus cresceu até ser selada quando Ele tinha doze anos, nossa consciência diante de Deus também pode crescer até o ponto em que nos consagramos a Deus.
Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis os vossos corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto espiritual.
Quando a consciência de que você pertence a Deus e pertence a Cristo cresce dentro de você, ela chega a um ponto em que você precisa apresentar seu corpo como sacrifício vivo. Você já não pode viver para si mesmo. Precisa viver para Ele e para Sua vontade.
Essa consciência já cresceu até esse ponto em sua vida? Um dia, percebemos que não pertencemos a nós mesmos; pertencemos a Ele. Um dia, percebemos que Deus tem um propósito, e que devemos servir à Sua vontade. Por causa disso, não podemos nos reter. Apresentamos nosso corpo como sacrifício vivo e dizemos: “Senhor, queremos nos ocupar Contigo, com os Teus assuntos”.
Contudo, embora essa consciência possa ser selada em um momento, e você saiba que foi chamado para servir à vontade de Deus, não pode negligenciar seus relacionamentos, deveres e responsabilidades para com outras pessoas.
Antes que chegue o tempo de Deus, quando você estará inteiramente livre para servir a Deus como Ele deseja que você O sirva, há relacionamentos, deveres e responsabilidades humanas que precisa cumprir. Ser filho de Deus não significa que você possa negligenciar essas responsabilidades.
Aqui vemos que nosso Senhor Jesus voltou e Se sujeitou a Seus pais. Quanto aos mais jovens, agradeçam a Deus porque Ele os salvou, colocou Sua vida em vocês, fez essa consciência crescer em vocês e os capacitou a apresentar seu corpo como sacrifício vivo.
Mas, embora todas essas coisas sejam verdadeiras, Deus tem Seu tempo. Antes que a hora chegue, enquanto vocês ainda forem dependentes, voltem para casa e sujeitem-se a seus pais.
Talvez vocês sejam mais velhos. A Bíblia diz que devemos nos sujeitar às autoridades que Deus colocou sobre nós. Embora sejam filhos de Deus e devam servir a Deus, vocês não podem negligenciar sua família. Há responsabilidades e relacionamentos que precisam ser mantidos — mantidos em Cristo.
Precisamos viver uma vida equilibrada. Por essa razão, Jesus crescia em sabedoria, em estatura e em graça diante de Deus.
Dos doze aos trinta anos, durante o período de amadurecimento, nosso Senhor Jesus viveu uma vida privada, oculta. Ele foi preparado para ser carpinteiro. A Bíblia O chama de “o carpinteiro”. Ele era um bom carpinteiro.
Aqui encontramos equilíbrio — um bom equilíbrio. Se você ainda está na escola e é filho de Deus, glorifique a Deus em seus estudos. Seja um bom aluno. Tudo o que suas mãos encontrarem para fazer, tudo o que seu ambiente lhe der a oportunidade de aprender, aprenda bem — aprenda da melhor maneira —, para a glória de Deus.
Do nascimento aos doze anos, a ordem é primeiro o crescimento físico, depois a sabedoria e a graça. Mas, dos doze aos trinta, a sabedoria vem primeiro. Em outras palavras, crescemos mentalmente, bem como em estatura e em graça diante de Deus.
Nada está registrado sobre esse período dos doze aos trinta anos. Sabemos apenas que Ele voltou em sujeição, aprendeu um ofício e Se tornou um bom carpinteiro. Sua vida estava completamente oculta aos olhos dos homens.
Contudo, sabemos que, durante esse período oculto, Ele crescia em sabedoria, em estatura e em graça diante de Deus. Depois que chegou aos trinta anos, houve a grande mudança: Ele iniciou Seu ministério público.
Há um enorme contraste entre os anos dos doze aos trinta e os anos dos trinta até Sua morte, pouco depois dos trinta e três anos. Os primeiros anos foram uma vida oculta. Ninguém a conhecia, mas Deus conhecia.
Ali, em secreto, Ele tinha comunhão com Deus. Ali vivia uma vida com Deus. A raiz se aprofundava cada vez mais e se tornava cada vez mais forte. Então tudo o que havia sido preparado durante aqueles anos de preparação veio à luz.
Durante aqueles trinta anos, Ele viveu a vida de um homem, crescendo etapa por etapa e aprendendo tudo, assim como nós. O poder estava oculto. Nenhum milagre está registrado; nenhum prodígio está registrado. Ele viveu uma vida normal como qualquer outra pessoa, mas havia algo oculto, secreto e profundo.
Depois daqueles trinta anos, quando Ele Se manifestou publicamente, o poder, a sabedoria e a força de Deus foram manifestados em plenitude. Que grande contraste!
Queridos irmãos e irmãs, embora em nossa experiência talvez não seja exatamente igual, o princípio é o mesmo. Antes que Deus possa manifestá-los publicamente para que sejam úteis ao Senhor, seja em que função for, é necessário um período de vida oculta, secreta, com o Senhor.
O problema hoje é que temos tanta pressa. Somos tão impacientes. Neste país, tudo precisa ser instantâneo; e, entre o povo de Deus, muitas vezes parece acontecer o mesmo. No momento em que você é salvo, pensa que já está plenamente desenvolvido e pronto para sair e servir.
Irmãos e irmãs, onde estão os anos ocultos? Onde está essa vida secreta com Deus, criando raízes e sendo fundamentados em Cristo? Esses anos não são desperdiçados. Embora nada esteja registrado, não são desperdiçados, porque sem aqueles anos vocês não encontrariam os três anos.
João escreveu, perto do fim de seu Evangelho, que registrou algumas coisas que o Senhor Jesus fez, mas eram apenas algumas ilustrações. Se tudo o que Ele fez fosse escrito, nem mesmo o mundo poderia conter os livros que seriam escritos.
Nosso Senhor Jesus trabalhou publicamente por apenas pouco mais de três anos, e, ainda assim, quanto Ele fez e realizou! Se tudo o que Ele fez fosse escrito, nem a Biblioteca do Congresso, nem todas as bibliotecas do mundo poderiam conter os livros. Pensem nisso.
O segredo estava naqueles trinta anos ocultos. Se temos consciência de que somos filhos de Deus e de que Deus nos chamou para servir ao Seu propósito, quanto precisamos de raízes profundas — ocultas, invisíveis, mas não desperdiçadas. Quando chegar o tempo, tudo virá à luz.
Outra razão pela qual o Senhor Jesus talvez tenha permanecido até os trinta anos é que, depois que Ele voltou para casa aos doze anos, o nome de José logo deixou de aparecer no relato. Provavelmente José morreu, e, sendo o filho mais velho, o Senhor Jesus teve de assumir a responsabilidade pela família.
Talvez por essa razão Ele tenha permanecido em casa até os trinta anos, quando Seus irmãos e irmãs já haviam crescido e as responsabilidades familiares haviam sido cumpridas. Então Ele estava livre para sair. Essa pode ter sido a razão humana, e também há um princípio nisso.
Quando Ele tinha trinta anos, veio-Lhe o chamado de Deus, e Ele começou Seu ministério público. Seu ministério público começou com Seu batismo.
Deus enviou João Batista seis meses antes Dele, pregando o arrependimento e batizando as pessoas com água como sinal de arrependimento. Muitos vinham a João, confessavam seus pecados e eram batizados em preparação para o Messias que haveria de vir.
Então o Senhor Jesus veio para ser batizado por João. Por quê? Durante os trinta anos anteriores, Ele havia vivido uma vida tão perfeita com Deus que não tinha nada de que Se arrepender. Contudo, veio a João para ser batizado, como símbolo de arrependimento.
Não é de admirar que João não quisesse batizá-Lo. Mas o Senhor disse:
Deixa por agora; porque assim nos convém cumprir toda a justiça.
Deus estava chamando a nação ao arrependimento para preparar o caminho do Senhor. Todo aquele que respondesse a Deus precisava ser batizado para estar preparado. Esse era o caminho da justiça.
Embora o Senhor Jesus não tivesse nada de que Se arrepender e não precisasse ser batizado, no início de Seu ministério, por meio do batismo, Ele Se identificou conosco, pecadores.
Na encarnação, Ele Se identificou conosco como seres humanos; tornou-Se homem assim como nós. Mas, no batismo, Ele Se identificou conosco como pecadores.
Ele é Deus — o Perfeito, o Santo. Mesmo depois de Se tornar homem, viveu uma vida perfeita durante trinta anos, perfeito em todos os aspectos, equilibrado — Deus e homem em uma só Pessoa. Contudo, dispôs-Se a Se identificar conosco, pecadores.
No batismo, Ele Se ofereceu a Deus como sacrifício pelo Espírito eterno. Esse foi o início de Seu ministério.
Depois que Ele foi batizado, enquanto orava, os céus se abriram. Os céus estavam fechados à humanidade por causa do pecado do homem. Mas, quando Cristo Se ofereceu no batismo, os céus se abriram.
O Espírito de Deus desceu sobre Ele e permaneceu sobre Ele como uma pomba. Por que o Espírito veio sobre Ele como uma pomba? Porque a pomba era o sacrifício dos pobres. Quando alguém era pobre demais para oferecer um novilho ou um cordeiro, era-lhe permitido oferecer uma pomba.
Aqui vemos nosso Senhor Jesus oferecendo-Se como o sacrifício dos pobres. Então a voz do céu disse:
Este é o Meu Filho amado, em Quem Me comprazo.
Em outras palavras, Sua oferta de Si mesmo a Deus pelo Espírito eterno foi aceita pelo Pai. Esse foi o início de Seu ministério.
Queridos irmãos e irmãs, todos nós temos um ministério. Nossos ministérios podem ser diferentes, mas, como membros do corpo de Cristo, todos temos uma função a cumprir. Todos temos um ministério a cumprir.
Mas, antes de podermos começar nosso ministério, precisamos nos oferecer e ministrar primeiro a Deus. Precisamos primeiro ministrar a Deus; então podemos ministrar aos homens.
Por causa do tempo, não me deterei na tentação. Imediatamente depois de Seu batismo, o Senhor foi conduzido pelo Espírito ao deserto para enfrentar o tentador. Por quê? Porque Ele Se ofereceu para realizar a obra da redenção e precisava enfrentar o inimigo.
Quem pode tirar os bens da casa do homem forte, a menos que primeiro amarre o homem forte? Para nos libertar, Ele precisava entrar na casa do homem forte e amarrá-lo. Por isso, antes de Seu ministério público, nosso Senhor Jesus teve de ir ao deserto para enfrentar o inimigo.
Como esse cenário era diferente do jardim do Éden! O jardim era a vitrine da criação de Deus. Tudo era belo; o ambiente era perfeito; era um jardim de deleites. Contudo, o homem foi tentado e caiu.
Mas o Espírito de Deus conduziu o Senhor Jesus ao deserto, um cenário que representava a ruína da terra por causa do pecado do homem. Tudo falava de esterilidade e morte. Contudo, naquele ambiente, nosso Senhor Jesus venceu o inimigo.
Não pensem que, durante quarenta dias, Ele jejuou e não fez nada. Não. Ao longo daqueles quarenta dias, Ele foi tentado. O conflito era tão intenso que Ele não conseguia pensar em comer.
Houve um conflito severo e intenso com o diabo durante aqueles quarenta dias. As três tentações registradas são apenas o resumo, a culminação, de todas as tentações daquele período.
Graças a Deus, nosso Senhor Jesus venceu. Ele foi tentado em todos os pontos, como nós, mas sem pecado. Louvado seja o Senhor: Ele venceu o inimigo e saiu no poder do Espírito Santo.
Aqueles três anos e meio — que ministério! Podemos resumir Seu ministério com aquilo que lemos no início. Ele veio a Nazaré, entrou na sinagoga, tomou o livro de Isaías e leu:
O Espírito do Senhor está sobre Mim,
Porque Ele Me ungiu para anunciar boas-novas aos pobres:
Enviou-Me para proclamar libertação aos cativos,
E restauração da vista aos cegos,
Para pôr em liberdade os oprimidos,
Para proclamar o ano aceitável do Senhor.
Isso resume a obra de Cristo na terra. Que vida Ele viveu! Viveu entre Seus discípulos; viveu diante do mundo. Podia desafiar o mundo e dizer:
Quem dentre vós Me convence de pecado?
Era uma vida perfeita.
Se você quiser resumir a beleza de Sua vida, considere Gálatas 5 e o fruto do Espírito. Isso é Cristo. Que vida, e que ministério!
Mas, queridos irmãos e irmãs, se apenas lemos a história, se apenas lemos sobre uma vida tão bela e nada mais, perdemos o ponto principal.
A vida de nosso Senhor Jesus na terra foi uma vida perfeita, santíssima, justíssima — uma vida de amor, bondade, graça, disciplina, mansidão, humildade, poder, força, vitória e glória.
Sua vida é uma declaração — não apenas uma decoração — daquilo que Deus é. É também uma demonstração do tipo de homem que Deus procura.
Por um lado, Ele revela o Pai. Ninguém jamais viu o Pai, mas, ao vermos o Filho — Sua vida e Sua obra —, vemos o Pai. Não há defeito em aspecto algum: Ele é a plena revelação do Pai. Conhecemos o Pai quando conhecemos o Filho.
Mas, além disso, a vida de nosso Senhor Jesus é uma demonstração. Ele demonstra ao mundo o tipo de homem que Deus deseja. Deus deseja o homem, mas que tipo de homem Deus deseja? Deus deseja um homem como o homem Jesus — um homem-Deus.
Se Sua vida fosse apenas uma declaração e uma demonstração, e nada mais, ela não nos levaria a Deus. Poderíamos ver Deus de longe, mas teríamos medo Dele e fugiríamos de Sua presença. Por quê? Porque Sua vida seria uma condenação para nós.
Quem pode ir ao Pai? Quem pode subir ao monte santo? Quem pode entrar no santo tabernáculo de Deus? Aquele que tem mãos limpas e coração puro.
Há um Homem que foi ao Pai. Ele tem o direito de estar diante de Deus porque é perfeito. Mas nós podemos? Não podemos. Toda a Sua vida seria condenação, em vez de salvação, se fosse apenas isso.
Quando o Senhor subiu ao monte para ser transfigurado, Moisés e Elias vieram e conversaram com Ele acerca de Sua partida. No que dizia respeito a Ele próprio, poderia ter ido diretamente do monte da Transfiguração para o céu.
Mas isso teria sido o fim para todos nós — nenhuma salvação. Por amor, Ele desceu do monte. Não partiria do monte da Transfiguração pelo caminho da glória; em vez disso, partiu pelo caminho da cruz do Calvário. Foi por nossa causa.
Sua vida é mais do que uma demonstração. Ele não apenas nos demonstrou o tipo de homem que Deus procura, mas Sua vida é também uma comunhão. Ele não apenas a viveu; Ele a deu a todos nós.
Isto é glória: a vida que outrora foi vivida em tamanha perfeição é a vida dada a todos os que creem Nele.
Queridos irmãos e irmãs, vocês sabem que, por crerem Nele, têm Sua vida? Sabem que quem tem o Filho tem a vida? Sabem que Ele vive em vocês — Cristo em vocês, a esperança da glória?
Nosso problema é: como viveremos? Agora somos cristãos; agora cremos. Mas como viveremos para agradar a Deus? Como lutamos, nos esforçamos e tentamos! Contudo, por mais que tentemos, não conseguimos.
Qual é o segredo? Paulo disse:
Porque para mim o viver é Cristo.
Não precisamos apenas ler sobre a vida de Cristo; precisamos também ver que Cristo vive em nós. Até em mim, ali Ele está. Ele vive em mim. Ele é minha vida, e viverá Sua vida novamente na terra em mim, em você, em cada um de nós.
Quando Ele viver por meio de nós, viverá da mesma maneira como viveu antes. Este é o evangelho. Este é o significado da vida de Cristo.
Paulo disse:
Fui crucificado com Cristo; e já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim:
e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé, a fé no Filho de Deus, Que me amou e Se entregou por mim.
Em João 6, o Senhor Jesus disse:
Assim como o Pai vivo Me enviou, e Eu vivo por causa do Pai;
assim, aquele que de Mim se alimenta também viverá por causa de Mim.
Se ao menos Deus abrisse nossos olhos para vermos que já não precisamos viver por nós mesmos, porque é Cristo Quem vive em nós!
O mesmo é verdade quanto ao ministério e à obra. Em João 14, o Senhor Jesus disse:
Aquele que crê em Mim também fará as obras que Eu faço;
e fará obras maiores do que estas; porque Eu vou para o Pai.
É claro que há uma obra que jamais poderemos fazer: a obra da redenção. Na cruz, Ele morreu em nosso lugar. Ali completou a obra da redenção, e a realizou inteiramente sozinho. Você e eu não podemos ter nenhuma participação nela. Tudo o que fazemos é receber o que Ele fez. Está consumado, e nós o recebemos. Graças a Deus por isso.
Essa é uma obra única, que ninguém mais pode realizar. Contudo, o Senhor disse que também faríamos as obras que Ele fez. Que obras são essas?
Em termos simples, são as obras descritas em Lucas 4: anunciar boas-novas aos pobres, proclamar libertação aos cativos, abrir os olhos dos cegos, libertar os oprimidos e proclamar o ano aceitável do Senhor.
É por isso que o livro de Atos é uma continuação do fazer e do ensinar do Senhor Jesus. Mas como isso acontece? Ele o faz em nós. Ele o faz por meio de nós.
A Cabeça está agora no céu, mas Ele continua fazendo e ensinando por meio de Seu corpo. Ele está ensinando e fazendo em Seu corpo. É Ele Quem faz.
Por que são obras maiores? Um comentarista diz que Ele semeia e nós colhemos, e a colheita é sempre maior do que a semeadura.
Ele é a videira; nós somos os ramos. O fruto nasce nos ramos, mas é a vida da videira que o produz.
Queridos irmãos e irmãs, se vocês virem a vida de Cristo, poderão ver que ela é mais do que história. Ela está viva hoje. Ele vive em vocês; Ele vive em mim. Ele trabalha em vocês; Ele trabalha em mim, para que a obra de Deus seja realizada. Este é o evangelho.
Nosso Pai celestial, como Te agradecemos, sabendo que enviaste Teu Filho a este mundo para viver uma vida que revela Tua perfeição, para que, ao vê-Lo, possamos Te ver.
Nós Te louvamos e agradecemos porque, na vida de nosso Senhor Jesus, o homem que Tu procuras nos é demonstrado. Agora sabemos que tipo de homem Tu buscas.
Senhor, nós Te agradecemos e louvamos porque Tu vens não apenas como uma declaração e uma demonstração, mas vens como uma comunhão. Compartilhas Tua vida conosco. Vives em nós para viver e realizar a obra, a vontade do Pai, em nós e por meio de nós.
Pedimos, ó Senhor, que, pelo Teu Espírito Santo, isso seja muito real, muito vivo e muito prático para todos nós, para que seja realizado para Teu louvor e Tua glória. Em nome de nosso Senhor Jesus. Amém.