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    Prophecy & Incarnation © 2026 Christian Testimony Ministry
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    Prophecy & Incarnation
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    Kaung, Stephen

    O Conhecimento de Cristo na Profecia e na Encarnação

    Leitura Bíblica: João 1:14

    E o Verbo Se fez carne e habitou entre nós
    (e vimos a Sua glória, como a glória do Unigênito do Pai),
    cheio de graça e de verdade.

    Mencionamos ontem à noite que a única paixão que temos, como crentes, é Jesus Cristo. Queremos conhecê-Lo, conhecer o poder da Sua ressurreição, a comunhão dos Seus sofrimentos e ser conformados à Sua morte, para que possamos alcançar a ressurreição dentre os mortos — conhecê-Lo.

    Mencionamos ontem à noite que, para conhecê-Lo, precisamos conhecê-Lo tanto na história quanto na revelação. Precisamos conhecê-Lo nos fatos da Sua história e também pela revelação do significado dessas coisas.

    Pois a história do nosso Senhor Jesus é muito diferente de todas as outras histórias, porque a Sua história não começa no tempo. A Sua história começa na eternidade. Portanto, para conhecer o Senhor Jesus, precisamos conhecê-Lo na eternidade.

    Ontem à noite mencionamos como, na eternidade, Ele era o Verbo.

    No princípio era o Verbo,
    e o Verbo estava com Deus,
    e o Verbo era Deus.

    Em outras palavras, nosso Senhor Jesus, na eternidade passada, é o Verbo de Deus. É Ele Quem revela o Pai. Deus fala na Pessoa do Seu Filho, para que possamos ver Deus, ouvir Deus e conhecê-Lo. Ele é um com Deus. Ele e o Pai são um.

    Todas as coisas foram criadas por Ele, Nele e para Ele. O propósito de Deus é fazer convergir todas as coisas em Cristo: as coisas nos céus, as coisas na terra e até as coisas debaixo da terra. Ele deve ter a preeminência em todas as coisas.

    Ele também é o Cordeiro de Deus, morto antes da fundação do mundo, para que o propósito do Pai seja plenamente realizado por meio Dele e em nós.

    Cristo na Profecia

    Agora, nesta noite, gostaríamos de continuar a conhecer o Senhor Jesus. Mais uma vez, vocês verão como Ele é singular e diferente.

    Nossas histórias humanas começam com o nascimento. Não há nada a nosso respeito antes de nascermos. Mas, com o Senhor Jesus, é inteiramente diferente, porque, antes de Ele nascer no tempo, já havia profecias a Seu respeito.

    Portanto, antes de tudo, nesta noite gostaríamos de conhecer o Senhor Jesus na profecia. Nada é profetizado a nosso respeito antes de nascermos, porque somos tão insignificantes. Até o nosso tempo nesta terra é tão limitado. Somos apenas uma partícula de pó nesta terra — nada, insignificantes.

    Mas, com o Senhor Jesus, há profecias que O antecedem, e todas essas profecias, ao longo do tempo, anunciam a Sua vinda. É por isso que dividimos o tempo em a.C. e d.C.: todas aquelas profecias a Seu respeito antes da Sua vinda e, depois da Sua vinda, a confirmação da Sua presença nesta terra.

    Irmãos e irmãs, quando tratamos da profecia a respeito do nosso Senhor Jesus, precisamos levar em consideração todo o Antigo Testamento. É claro que nos é impossível compartilhar, nesta noite, nesta hora tão breve, tudo o que está ali. Por isso, nesta noite gostaríamos de nos concentrar em algumas profecias que antecedem a vinda do nosso Senhor Jesus.

    A Descendência da Mulher

    Antes de tudo, é claro, precisamos abrir em Gênesis 3:15.

    E porei inimizade entre ti e a mulher,
    e entre a tua descendência e a sua descendência:
    Ele te ferirá a cabeça,
    e tu Lhe ferirás o calcanhar.

    Imediatamente após a queda do homem, Deus interveio e fez uma promessa à humanidade caída. A promessa era que Ele colocaria inimizade — hostilidade — entre a serpente e a mulher.

    É claro que, historicamente, a mulher se refere a Eva. Ela acabara de ser enganada pela serpente, pelo adversário, por Satanás. Mas Deus colocaria inimizade entre a mulher e a serpente, para que, depois de ser enganada, a mulher não caísse ainda mais profundamente em uma união com o diabo.

    Assim, Deus, em Sua misericórdia, depois que veio o engano, colocou hostilidade entre a mulher e a serpente. Em outras palavras, para que não houvesse maior degeneração. A pessoa enganada odiaria o enganador, e vice-versa. Aqui vocês encontram a misericórdia de Deus.

    Mas isso não é tudo, porque Ele prometeu:

    Porei inimizade entre a tua descendência e a sua descendência;
    Ele te ferirá a cabeça,
    e tu Lhe ferirás o calcanhar.

    Deus não apenas colocou hostilidade entre a mulher e a serpente, mas também deu uma promessa tremenda à humanidade. Viria o Descendente da mulher, e, quando o Descendente da mulher viesse, Ele feriria a cabeça da serpente. Mas a serpente Lhe feriria o calcanhar.

    Segundo a maneira de estabelecer genealogias, especialmente no Oriente, vocês veem que todas as genealogias são traçadas pela linhagem masculina. Fulano é filho de fulano, que é filho de fulano. Tudo é traçado a partir do homem.

    Mas aqui Deus deu uma promessa muito estranha e, ao mesmo tempo, maravilhosa. Ele prometeu que, um dia, haveria o Descendente da mulher — não o descendente do homem, mas o Descendente da mulher.

    Quando o Descendente da mulher viesse, algo de natureza tremenda aconteceria, porque o Descendente da mulher feriria a cabeça da serpente. Em outras palavras, Ele desferiria um golpe fatal no inimigo e destruiria o poder do inimigo, embora o inimigo Lhe ferisse o calcanhar.

    Essa promessa foi dada no jardim do Éden. Mas sabemos, pelo Novo Testamento, que essa promessa de Deus se cumpriu literalmente na Pessoa do nosso Senhor Jesus Cristo.

    O Cumprimento em Cristo

    Em Gálatas 4:4-5:

    Mas, vindo a plenitude dos tempos,
    Deus enviou Seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei,
    para remir os que estavam sob a lei,
    a fim de recebermos a adoção de filhos.

    Na plenitude dos tempos, Deus enviou Seu Filho a este mundo. Seu Filho nasceu de mulher e veio sob a lei, para que pudesse remir a nós, que estávamos sob a lei, a fim de recebermos a filiação.

    Nosso Senhor Jesus nasceu de uma virgem. Ele é o Descendente da mulher. Pelo poder do Espírito Santo, que a envolveu, a virgem Maria concebeu e deu à luz o Santo.

    É na Pessoa do nosso Senhor Jesus que vemos como, na cruz, Ele esmagou a cabeça do Seu inimigo. Pela cruz, Ele destruiu os principados e as potestades, expôs esses poderes publicamente e triunfou sobre eles nela. Sua vitória, como nosso irmão mencionou pela manhã, é completa.

    Mas o inimigo Lhe feriu o calcanhar. Ter a cabeça esmagada é fatal, mas ter o calcanhar ferido é um ferimento menor, que será curado.

    Se isso diz respeito ao Senhor Jesus, então certamente se refere à Sua crucificação. Ele recebeu um ferimento, mas esse ferimento foi curado na Sua ressurreição. Ou, se diz respeito à igreja, Ele é a Cabeça no céu. O inimigo não pode tocá-Lo, mas a igreja, Seu corpo, está na terra.

    Vocês se lembram do apóstolo Paulo antes de conhecer o Senhor. Como Saulo, ele perseguia o povo do Senhor Jesus, desde Jerusalém até as cidades da Judeia e até mesmo a cidade gentílica de Damasco. Mas, quando estava a caminho de Damasco, uma luz brilhou sobre ele. Ele foi atingido por aquela luz e ouviu uma voz:

    Saulo, Saulo, por que Me persegues?
    Duro te é recalcitrar contra o aguilhão.

    Em outras palavras, o inimigo não pode tocar a Cabeça, mas tentará tocar o corpo, especialmente o calcanhar. Mas, graças a Deus, até esse ferimento será curado.

    Portanto, irmãos e irmãs, vemos que a história do nosso Senhor Jesus remonta a um passado muito distante. No início da história humana, vocês encontram ali que Ele era o prometido Descendente da mulher.

    A Descendência de Abraão

    Então vocês veem esse pensamento continuar — o pensamento da descendência. Gênesis 22:17-18:

    Deveras te abençoarei,
    e grandemente multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus
    e como a areia que está na praia do mar;
    e a tua descendência possuirá a porta dos seus inimigos;
    e em tua descendência serão benditas todas as nações da terra;
    porquanto obedeceste à Minha voz.

    Cerca de dois mil anos depois de Deus prometer ao homem o Descendente da mulher, vemos que, um dia, Deus chamou Abrão para sair de Ur dos caldeus. O Deus da glória apareceu a Abraão e o chamou para sair, prometendo que o abençoaria grandemente e que todas as nações seriam abençoadas por causa dele.

    Abraão obedeceu ao Senhor. Saiu de Ur dos caldeus. Embora tenha permanecido em Harã por alguns anos, finalmente chegou a Canaã. Quando chegou a Canaã, Deus lhe apareceu novamente e disse:

    À tua descendência darei esta terra.

    Vocês sabem, naquela época Abraão não tinha filho algum.

    Depois de libertar Ló, em Gênesis 14, após a grande vitória, ele ficou um pouco amedrontado. O Senhor o levou para fora à noite e lhe mostrou as estrelas no céu. Disse:

    Se alguém puder contar as estrelas, poderá contar a tua descendência.
    A tua descendência será como as estrelas do céu.

    Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça.

    Quando ele tinha noventa e nove anos, Deus veio a ele e disse que teria um filho — não Ismael, mas Isaque. Por meio de Isaque viria aquele Descendente.

    Quando ele ofereceu Isaque de volta a Deus em Moriá, Deus disse:

    Grandemente te abençoarei.
    A tua descendência será como as estrelas dos céus e como a areia da praia do mar;
    e a tua descendência possuirá a porta dos seus inimigos;
    e em tua descendência serão benditas todas as nações da terra.

    A descendência de Abraão não é apenas como as estrelas dos céus e como a areia da praia do mar. Algumas pessoas dizem que a descendência terrena de Abraão é o povo judeu, semelhante à areia da praia do mar; e que sua descendência celestial é a igreja, semelhante às estrelas dos céus. Bem, essa é uma interpretação. Vocês podem aceitá-la ou não.

    Mas a ênfase não está aí. A ênfase está em:

    Em tua descendência serão benditas todas as nações.

    Não “descendências”, mas “descendência”.

    Quando Paulo estava lendo Gênesis, recebeu uma revelação do alto. Deus mostrou a Paulo que a promessa feita a Abraão dizia respeito à “tua descendência”. Está no singular, não no plural. Isso é uma revelação.

    Em Gálatas 3:16, Paulo compartilha isso conosco:

    Ora, a Abraão foram feitas as promessas e à sua descendência.
    Não diz: E às descendências, como falando de muitas;
    mas como de uma só:
    E à tua descendência, que é Cristo.

    Aqui vocês encontram o Descendente de Abraão, o Descendente que Deus prometeu a Abraão, o Descendente que possuiria a porta dos Seus inimigos, o Descendente em Quem todas as nações seriam abençoadas. É Cristo. Cristo é o Descendente de Abraão.

    Isaque, o filho de Abraão, era apenas um tipo de Cristo. Isaque, como filho de Abraão, herdou tudo o que Abraão possuía. Ele era o herdeiro de Abraão. Embora Ismael tivesse nascido na casa, não teve parte naquela herança. Isaque era o filho e o herdeiro de todas as riquezas de Abraão.

    Assim também é Cristo. Cristo é o Filho de Deus. Ele é o único herdeiro de tudo o que Deus possui. Mas, graças a Deus, Ele compartilha isso conosco. Somos coerdeiros com Ele.

    Na vida de Isaque, uma coisa se destaca: ele foi oferecido como sacrifício a Deus. A coisa que se destaca na vida do nosso Senhor Jesus é como, pelo Espírito eterno, Ele ofereceu a Si mesmo sem mácula a Deus e foi aceito. Ele é o Descendente de Abraão, e isso se cumpre em Cristo.

    A Descendência de Davi

    Passaram-se outros mil anos, e então chegamos a 2 Samuel 7:12-13:

    Quando teus dias forem completos, e vieres a dormir com teus pais,
    então farei levantar depois de ti o teu descendente, que sairá das tuas entranhas,
    e estabelecerei o seu reino.
    Ele edificará uma casa ao Meu nome,
    e estabelecerei o trono do seu reino para sempre.

    Por causa do intenso amor de Davi por Deus, Deus prometeu a Davi um Descendente, e esse Descendente Se assentaria sobre o seu trono. Esse Descendente edificaria uma casa ao nome de Deus, e o Seu reino seria eterno.

    Agora, é claro, conhecemos Salomão, o filho de Davi. Depois que Davi morreu — na verdade, antes mesmo de morrer, ele colocou Salomão no trono —, Salomão sucedeu seu pai no trono. De fato, Deus usou Salomão para Lhe edificar um templo, uma habitação de Deus.

    Mas, infelizmente, Salomão, ainda durante sua vida, se afastou de Deus. Por causa disso, vemos que sua casa não pôde permanecer. Mas a promessa de Deus a Davi continua verdadeira, porque o Descendente de Davi não é outro senão o nosso Senhor Jesus Cristo.

    Aquele que é maior do que Salomão é o Filho de Davi, mas maior do que Salomão. Ele é o Descendente de Davi.

    Quando vocês vão ao Novo Testamento, encontram, no início dos Evangelhos, estas palavras:

    Livro da geração de Jesus Cristo,
    Filho de Davi,
    Filho de Abraão.

    Ali vocês veem que nosso Senhor Jesus é o Descendente de Davi. Quando Ele estava na terra, cegos vinham a Ele, dizendo:

    Filho de Davi, tem misericórdia de nós.

    A mulher cananeia veio a Ele, dizendo:

    Filho de Davi, tem misericórdia de mim.

    Quando Ele entrou em Jerusalém na última semana, o povo clamou:

    Hosana ao Filho de Davi;
    bendito O que vem em nome do Senhor;
    hosana nas alturas.

    O próprio Senhor Jesus disse:

    Está entre vós Quem é maior do que Salomão.

    Nosso irmão mencionou pela manhã:

    Disse o Senhor ao meu Senhor:
    Assenta-Te à Minha direita,
    até que Eu ponha os Teus inimigos por escabelo dos Teus pés.

    Vocês se lembram de como nosso Senhor Jesus perguntou ao povo: “Como pode Cristo ser o Filho de Davi e, no entanto, Davi O chamar de Senhor?” Ninguém conseguiu responder àquela pergunta.

    Queridos irmãos e irmãs, na profecia vocês encontram o Senhor Jesus anunciado como o Descendente de Davi, o Filho de Davi.

    Se Salomão representa a sabedoria, então o Senhor Jesus é a própria sabedoria. Se Salomão edificou um templo com enormes pedras preciosas, então o Senhor Jesus edifica a casa espiritual com pedras vivas, como nós somos.

    Ele está assentado no trono de Davi, e o Seu reino não terá fim, para todo o sempre. Este é o nosso Senhor Jesus.

    O Messias Prometido em Daniel

    Então vocês avançam na história e chegam a Daniel 9. Creio que alguns provavelmente conheçam Daniel 9, porque nesse capítulo temos as setenta semanas, ou os setenta períodos de sete.

    Nessa profecia a respeito dos setenta períodos de sete, está escrito em Daniel 9:26:

    E depois das sessenta e duas semanas será cortado o Ungido, e nada terá;
    e o povo do príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário;
    e o seu fim será com uma inundação;
    e até o fim haverá guerra; estão determinadas assolações.

    Ali, no livro de Daniel, vemos que Daniel viveu no tempo em que os judeus foram levados cativos para a Babilônia. Deus deu a Daniel uma visão tremenda, e ele viu que Deus havia separado, no tempo, setenta semanas de sete. Com esses setenta períodos de sete, Deus cumprirá Seu propósito a respeito da cidade santa e do Seu povo.

    Nessa profecia, Ele disse que o Messias viria e seria cortado. Agora, Quem é esse Messias? Quando vocês vão ao Antigo Testamento, veem que ele está repleto da promessa do Messias — o Ungido de Deus, Aquele que virá e libertará o povo de Deus, Aquele que virá e estabelecerá o reino de Deus nesta terra.

    A palavra Messias, em hebraico, no Antigo Testamento, corresponde à palavra Cristo, em grego, no Novo Testamento. Nosso Senhor Jesus é o Messias. Ele é Aquele que foi prometido e que havia de vir. Nele, todas as obras de Deus serão cumpridas. Ele virá para libertar e estabelecer o reino de Deus nesta terra.

    Que revelação! Em Mateus 16, quando nosso Senhor Jesus estava na região de Cesareia de Filipe — na verdade, naquele momento começava a Sua rejeição pela nação de Israel —, Ele Se voltou para os Seus discípulos e perguntou:

    Quem dizem os homens que Eu sou?

    Os discípulos gostavam de dizer coisas boas ao Senhor. É claro que ouviam muitas coisas ruins a respeito Dele, mas não Lhe contariam aquilo. Por isso, mencionaram as coisas boas. Alguns dizem: “Tu és Elias”. Muito bem. Alguns dizem: “Tu és Jeremias”, porque Tu choras muito. Alguns dizem: “Tu és João Batista, que voltou à vida”. E outros dizem: “Tu és o profeta”.

    O profeta mencionado em Deuteronômio. Moisés disse:

    Dentre os irmãos, Deus levantará um profeta, e vós O ouvireis.
    Se não O ouvirdes, perecereis.

    “Tu és esse profeta.”

    Mas nosso Senhor Jesus ficou muito insatisfeito. Então Se voltou novamente para os Seus discípulos e disse: “Agora, quem vocês dizem que Eu sou? Vocês estão Comigo há algum tempo e deveriam Me conhecer”.

    Vocês se lembram de que Pedro disse:

    Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.

    O Senhor disse:

    Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas,
    porque não foi carne e sangue que to revelou,
    mas Meu Pai, que está nos céus.

    Aqui, irmãos e irmãs, quando Cristo veio pela primeira vez entre o Seu próprio povo, Seu povo não O reconheceu como o Messias. É preciso revelação para saber que Ele é Aquele prometido em todo o Antigo Testamento, o Messias que havia de vir. Tudo isso se cumpre em nosso Senhor Jesus.

    O Testemunho do Antigo Testamento

    Se vocês examinarem o Antigo Testamento, verão que as profecias a respeito do nosso Senhor Jesus estão por toda parte. Vocês se lembram de que nosso Senhor Jesus certa vez desafiou o povo judeu e disse:

    Examinais as Escrituras,
    porque julgais ter nelas a vida eterna;
    e são elas que dão testemunho de Mim;
    e não quereis vir a Mim.

    As Escrituras, aqui, são o Antigo Testamento.

    Depois da Sua ressurreição, em Lucas 24, encontramos dois discípulos que estavam muito decepcionados. Pensavam no fato de que o Senhor Jesus havia sido crucificado e sepultado. Embora tivessem ouvido que algumas mulheres voltaram dizendo que o túmulo estava vazio e que Ele havia ressuscitado dentre os mortos, não conseguiam acreditar.

    Em sua decepção, deixaram Jerusalém e começaram a caminhar para Emaús. Vocês se lembram de como o Senhor Jesus veio e caminhou com eles, mas eles não O reconheceram. O Senhor Jesus disse: “Sobre o que vocês estão conversando?” Eles disseram: “Tu deves ser um estrangeiro. Não sabes o que aconteceu nestes dias na cidade santa”.

    “Havia um homem. Nós acreditávamos que Ele era um profeta de Deus, mas Ele foi crucificado. Acabou. Mas o estranho é que algumas mulheres disseram que O viram. Como poderia ser?”

    Então o Senhor começou a abrir o entendimento deles e lhes mostrou, nos profetas e em Moisés, todas as coisas escritas a Seu respeito. Quando O ouviram explicar-lhes o Antigo Testamento — a lei e os profetas —, seus corações se aqueceram.

    Ao partir do pão, à noite, de repente reconheceram que era o Senhor. A mesma coisa aconteceu aos discípulos. Aqueles dois voltaram a Jerusalém e relataram tudo aos discípulos. A maioria ainda não acreditava, e, de repente, o Senhor apareceu a eles. O Senhor disse:

    Tendes aqui alguma coisa que comer?

    Então Ele lhes mostrou, nos Salmos e nos profetas, tudo o que estava escrito a Seu respeito. Em outras palavras, vemos que todo o Antigo Testamento é uma profecia a respeito do nosso Senhor Jesus.

    Onde, neste mundo, vocês podem encontrar uma pessoa que, antes de vir, tivesse profecias e mais profecias a seu respeito durante quatro mil anos? Todas essas profecias chegam a tantos detalhes, e cada uma delas se cumpre naquela Pessoa. Não há ninguém assim neste mundo, a não ser o Senhor Jesus.

    Vou mostrar apenas algumas dessas profecias a respeito do nosso Senhor Jesus, como vocês as encontram no Antigo Testamento. Vou apenas lê-las. Vocês não precisam procurar as passagens — é somente para mostrar um pouco de como, no Antigo Testamento, as profecias anunciam antecipadamente o nosso Senhor Jesus.

    • Sua ascendência terrena: Davi — Isaías 11:1.
    • Seu nascimento de uma virgem — Isaías 7:14.
    • O lugar onde Ele nasceria: Belém — Miqueias 5:2.
    • Depois de nascer, Ele precisaria fugir para o Egito — Oseias 11:1.
    • Sua missão nesta terra — Isaías 42; Isaías 11:2-10; Isaías 61:1-3.
    • Sua maneira de viver nesta terra — Isaías 42:1-4.
    • As obras que Ele realizaria — Isaías 35:4-6.
    • Seu ensino — Isaías 6:9-10; Salmos 78:2.
    • Sua entrada gloriosa em Jerusalém — Zacarias 9:9.
    • Sua venda por trinta moedas de prata — Zacarias 11:12.
    • Sua crucificação — Salmos 22; Isaías 53.
    • Seu sepultamento — Isaías 53:9.
    • Sua ressurreição — Salmos 16:8-11.
    • Sua ascensão — Salmos 2.
    • Seu ministério no céu — Salmos 110.
    • Sua segunda vinda — Salmos 24; Salmos 45; Malaquias 3:3-7; Zacarias 14.

    Essas são apenas algumas para ilustrar como, no Antigo Testamento, vemos que Deus falou em muitas porções e de muitas maneiras por meio dos profetas, e todos eles falam de uma só Pessoa: o Senhor Jesus, que havia de vir.

    Queridos irmãos e irmãs, nossa fé tem raízes profundas, porque nossas raízes remontam no tempo, através das gerações, até o início da história humana, e vão além do tempo, até a eternidade.

    De que serve conhecer Cristo na profecia? O que isso significa para nós? Isso nos dá segurança para a nossa fé. Mostra-nos que nossa fé não é algo superficial. Nossa fé se baseia em fatos. Nossa fé se baseia em profecias. Nossa fé se baseia em algo que tem raízes.

    Portanto, graças a Deus, sabemos que Aquele a Quem adoramos é o único em todo o universo que teve Sua história profetizada em detalhes antes de vir. Isso é conhecer Cristo na profecia.

    Cristo na História

    Agora gostaríamos de passar à Sua história.

    A história do nosso Senhor Jesus na terra está registrada nos quatro Evangelhos: o Evangelho segundo Mateus, segundo Marcos, segundo Lucas e segundo João.

    Mateus e João foram testemunhas oculares do Senhor, porque eram discípulos do nosso Senhor enquanto Ele estava na terra.

    Marcos e Lucas examinaram detalhadamente e se inteiraram plenamente das coisas que haviam acontecido a respeito do Senhor. Portanto, aqui encontramos quatro evangelistas: dois deles foram testemunhas oculares, e dois fizeram uma investigação minuciosa de todos os registros. Eles nos apresentam a história terrena do nosso Senhor Jesus.

    Quando reuniram esses registros, foram guiados pelo Espírito Santo. Era o Espírito Santo trabalhando por meio desses quatro homens. Seus registros não são apenas historicamente verdadeiros; também são o testemunho pessoal deles. Eles conheciam o Senhor de maneira pessoal.

    Irmãos e irmãs, quando lemos os quatro Evangelhos, não os lemos simplesmente como história ou biografia. É verdade que, por um lado, precisamos ler os quatro Evangelhos como biografia. São registros verdadeiros do nosso Senhor Jesus — Sua vida e Seu ministério na terra.

    Mas, se lermos os quatro Evangelhos apenas como registros históricos, por mais exatos que sejam, não conseguiremos conhecer o Senhor como deveríamos. Por quê? Porque, quando esses quatro homens nos apresentam Cristo por meio de seus registros, seu objetivo vai além de simplesmente registrar com exatidão a vida do nosso Senhor Jesus.

    É para que, por meio desses registros, Cristo nos seja revelado. Portanto, quando lemos os quatro Evangelhos, como precisamos buscar o Espírito Santo para que nos revele Cristo por meio do relato — não apenas ler uma biografia, mas permitir que o Espírito Santo torne isso uma realidade viva para nós e nos introduza em Cristo, assim como Cristo vem habitar em nós.

    Assim, quando chegamos à vida e ao ministério do nosso Senhor Jesus, registrados nos Evangelhos, realmente precisamos buscar o Espírito Santo para que nos mostre o significado da Sua vida e do Seu ministério.

    O Nascimento de Cristo nos Evangelhos

    Quando vocês consideram a vida de um ser humano, a primeira coisa que observam é o nascimento. Esse é o começo da história de uma vida. Mas vocês verão que, dentre os quatro Evangelhos, apenas dois registram o nascimento do nosso Senhor Jesus.

    Marcos não registra o nascimento do nosso Senhor, e João também não registra o Seu nascimento. Por quê?

    Porque, em Marcos, o Senhor Jesus nos é apresentado como o Servo de Deus, como o escravo de Deus. Ele tomou sobre Si a forma de servo. Quem se interessa pelo nascimento de um escravo? Por isso, Seu nascimento não é registrado. O que se registra é como Ele trabalha.

    A palavra que vocês encontram repetidas vezes no Evangelho segundo Marcos é “imediatamente”, “logo”. Oh, como Ele é diligente em fazer a vontade de Deus como o escravo de Deus! Por isso, nenhum nascimento é registrado.

    Em João, Cristo nos é apresentado como o Filho de Deus. Ora, o Filho de Deus não tem nascimento, porque Ele existe por Si mesmo e é eterno. Portanto, não há registro do Seu nascimento. O texto diz apenas:

    E o Verbo Se fez carne e habitou entre nós.

    E é isso.

    Em Mateus e em Lucas, vocês encontram o registro do nascimento do nosso Senhor Jesus. Por quê? Porque Mateus nos apresenta Cristo como Rei. Ele nasceu para ser Rei. Morreu como Rei. Ele é o Rei — o Rei dos reis e Senhor dos senhores. O nascimento de um rei é uma grande notícia; por isso, o registro está ali.

    Lucas apresenta nosso Senhor Jesus como o Homem perfeito, como o Homem de Deus. Na história do homem, o nascimento é muito importante. Mas aqui, irmãos e irmãs, o nascimento do nosso Senhor Jesus é muito diferente do nascimento de qualquer outra pessoa.

    O Significado da Encarnação

    O nascimento do nosso Senhor Jesus é a encarnação: o Verbo Se fez carne.

    No princípio era o Verbo,
    e o Verbo estava com Deus,
    e o Verbo era Deus.

    Tudo foi feito por Ele, e, sem Ele, nada foi feito. Contudo, um dia, o Verbo Se fez carne.

    Cristo nasceu de uma virgem. O Espírito Santo envolveu com Seu poder o ventre daquela virgem. Assim, quando Cristo nasceu, foi chamado o Santo, o Filho de Deus.

    Seu nascimento foi extraordinário, porque Deus moveu o coração de César Augusto para que emitisse um decreto segundo o qual todos deveriam voltar à sua cidade de origem para serem recenseados. Todo o país começou a se deslocar, e foi dessa maneira que José e Maria foram levados a Belém, para que se cumprisse a profecia a respeito do lugar do Seu nascimento.

    Mas, quando chegaram a Belém, não havia casa disponível. Não havia lugar nem mesmo em uma hospedaria. Quando Cristo nasceu, nasceu numa manjedoura. O Filho de Deus, quando veio a este mundo para ser homem, veio ao mundo que Ele criou, e o mundo não O recebeu.

    Um anjo apareceu aos pastores que vigiavam suas ovelhas no campo, aqueles pastores que esperavam a consolação de Israel, anunciando-lhes que um Salvador havia nascido. A multidão dos anjos cantou louvores a Deus. Uma estrela guiou sábios do Oriente para que viessem adorá-Lo. Mas, fora isso, Ele era quase desconhecido quando nasceu.

    Essa é a história do nascimento do nosso Senhor Jesus. Mas, se conhecermos apenas a história, não O conheceremos. Precisamos ir além da história, olhar por trás da história e procurar compreender o significado do Seu nascimento.

    Qual é o significado da encarnação? O que a encarnação significa para nós?

    O Amor de Deus Revelado

    Antes de tudo, por que Cristo haveria de Se fazer carne? Por que o Verbo haveria de Se fazer carne? Há apenas uma razão, e ela está no versículo que, creio, todos conhecemos tão bem: João 3:16.

    Porque Deus amou o mundo de tal maneira
    que deu o Seu Filho unigênito,
    para que todo aquele que Nele crê não pereça,
    mas tenha a vida eterna.

    A razão pela qual o Verbo Se fez carne, queridos irmãos e irmãs, é uma só: o amor de Deus. Agora, quem pode expressar o amor de Deus?

    Em 1 João 4:9:

    Nisto se manifestou o amor de Deus em nós:
    em que Deus enviou Seu Filho unigênito ao mundo,
    para que por Ele vivamos.

    Como conhecemos o amor de Deus? Como sabemos que Deus nos ama? Deus nos mostra Seu amor dando-nos Seu Filho, para que tenhamos vida por meio Dele.

    Queridos irmãos e irmãs, depois que isso aconteceu, ninguém jamais pode duvidar do amor de Deus. Ninguém pode duvidar de que Deus nos ama.

    Às vezes, até mesmo nós, cristãos, quando acontece algo desagradável — talvez até amargo e doloroso —, não entendemos. Às vezes começamos a murmurar. Começamos a nos perguntar: “Será que Deus realmente nos ama? Será que Seu amor é verdadeiro?”

    Oh, irmãos e irmãs, quando formos tentados, lembremo-nos: Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu Filho unigênito. Nisto o amor de Deus se manifesta: Ele nos deu Seu Filho, para que tenhamos vida por meio Dele. O Verbo Se fez carne por amor.

    A Participação de Cristo na Carne e no Sangue

    Como o Verbo Se faz carne? Em Hebreus 2:11-15:

    Porque tanto O que santifica como os que são santificados são todos de um;
    por essa causa, Ele não Se envergonha de lhes chamar irmãos,
    dizendo: Anunciarei o Teu nome a Meus irmãos;
    no meio da congregação cantarei o Teu louvor.

    E outra vez: Porei Nele a Minha confiança.
    E outra vez: Eis-Me aqui, e os filhos que Deus Me deu.

    Visto, pois, que os filhos participam da carne e do sangue,
    também Ele, igualmente, participou das mesmas coisas;
    para que, pela morte, aniquilasse o que tinha o poder da morte,
    isto é, o diabo;
    e livrasse todos os que, com medo da morte,
    estavam por toda a vida sujeitos à servidão.

    Como o Verbo Se fez carne? Aqui está escrito:

    Visto, pois, que os filhos participam da carne e do sangue,
    também Ele, igualmente, participou das mesmas coisas.

    Nós participamos da carne e do sangue. Isso é o que somos. Porque somos de carne e sangue, Ele precisou tomar parte na mesma condição, para que pudesse morrer por nós e nos libertar.

    Queridos irmãos e irmãs, nós, que somos de carne e sangue, pecamos e temos de morrer. Para Deus nos salvar, Ele precisou tomar parte na carne. Primeiro, Deus não pode morrer. O Deus imortal não pode morrer. Se Ele não tomar parte na nossa carne e no nosso sangue, jamais poderá morrer.

    Deus é eterno. Ele é Deus. Ele nunca morre. Mas, para morrer, Ele precisa tomar parte na nossa condição.

    Vocês sabem, “tomar parte” é diferente de “participar”. Aqui, no grego, “participar” significa que isso é o que somos. Mas “tomar parte” significa que Ele tomou sobre Si algo que originalmente não era Seu. Contudo, Ele Se dispôs a tomar isso sobre Si para que pudesse ser um conosco.

    Queridos irmãos e irmãs, na encarnação, nosso Senhor Jesus, que é Deus, tornou-Se um de nós. Ele tomou parte na nossa carne e no nosso sangue e, por isso, pôde morrer por nós. Assim, Ele tornou possível a salvação para o homem.

    Como Deus, Ele jamais poderia morrer. Como Deus, Ele não poderia morrer por nós. Mas, por causa do Seu grande amor por nós, tornou-Se homem, assim como nós, com carne e sangue. Como homem, morreu em nosso lugar. Queridos irmãos e irmãs, isso é a encarnação.

    O Esvaziamento de Cristo

    Como Deus pode tornar-Se homem? Em Filipenses 2:6-8:

    Cristo Jesus, sendo em forma de Deus,
    não considerou o ser igual a Deus algo a que Se apegar;
    mas esvaziou-Se a Si mesmo,
    tomando a forma de servo,
    fazendo-Se semelhante aos homens;
    e, sendo encontrado em figura humana,
    humilhou-Se a Si mesmo,
    tornando-Se obediente até à morte,
    e morte de cruz.

    Ele estava na forma de Deus. Ele era Deus. Ele era igual a Deus, e isso não era algo que tentasse alcançar. Não, isso Lhe pertencia por direito eterno.

    Mas como Ele poderia tomar sobre Si a forma de servo? Como poderia tornar-Se semelhante ao homem? Ele precisava fazer uma coisa: precisava esvaziar-Se a Si mesmo.

    Irmãos e irmãs, quando Deus veio para Se tornar homem, que esvaziamento! Ele precisou esvaziar-Se da Sua majestade. Precisou esvaziar-Se da Sua honra. Precisou esvaziar-Se da Sua glória. Precisou esvaziar-Se da Sua posição. Esvaziou-Se de tudo, exceto da Sua divindade. Disso Ele não poderia esvaziar-Se.

    Que esvaziamento! Oh, Ele simplesmente Se esvaziou, esvaziou, esvaziou. Queridos irmãos e irmãs, não sabemos quanto esteve envolvido na encarnação. Naquele único ato de encarnação, tanta coisa esteve envolvida.

    Ele precisou esvaziar-Se — esvaziar-Se de tudo. Ele possuía tamanha abundância, mas Se dispôs a esvaziar-Se. Depois de Se esvaziar de toda a Sua glória, majestade e poder, tomou a forma de servo, à semelhança dos homens. Tremendo esvaziamento!

    Queridos irmãos e irmãs, vocês sabem que o caminho de Cristo é o caminho do esvaziamento. Ele não apenas Se esvaziou de tudo o que tinha no céu, mas, quando esteve na terra, continuou a esvaziar-Se de tudo como homem. Humilhou-Se, tornando-Se obediente ao Pai até à morte, e morte de cruz.

    Há alguma lição para aprendermos? O caminho de Cristo é o caminho do esvaziamento.

    Se seguimos o Senhor, precisamos esvaziar-nos. Nós, que temos tão pouco, nós, que quase nada temos, ainda assim achamos tão difícil ser esvaziados. Às vezes, quando Deus organiza nossas circunstâncias para nos esvaziar de uma pequena coisa, nós nos apegamos ao pouquíssimo que temos. Pensamos que, se abrirmos mão disso, não teremos nada.

    Queridos irmãos e irmãs, a coisa mais difícil para nós é ser esvaziados. Deus usa vários meios para nos esvaziar. Às vezes, usa as circunstâncias. Às vezes, usa pessoas para nos esvaziar. Mas como lutamos contra elas! Como nos agarramos a nós mesmos!

    Quem salvar a sua vida perdê-la-á;
    mas quem a perder por amor de Cristo a ganhará para a eternidade.

    Esse é o caminho de Cristo.

    Deus Conosco

    O que é a encarnação? A encarnação é Deus com o homem.

    Vocês se lembram de que, em Mateus, quando a criança nasce, Ele será chamado Emanuel — Deus conosco.

    Havia uma grande distância entre Deus e o homem. Mas, em Cristo, na encarnação, vocês encontram a escada de Jacó, que liga o céu à terra. Nele, Deus e o homem são unidos em um só.

    Ele é Deus perfeito e homem perfeito. Ele é verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem. Ele é o Deus-homem, Emanuel. Nele, Deus e o homem são unidos em um só.

    Isso não é verdadeiro apenas em relação à Sua vida; também é verdadeiro em relação à natureza da Sua obra. Ele é o primeiro Deus-homem e, por Sua obra consumada, está trazendo à existência uma nova raça de homens unidos a Deus.

    O Filho unigênito tornou-Se o Primogênito, e Ele conduzirá muitos filhos à glória. Oh, irmãos e irmãs, esse é o significado da encarnação.

    Se o Verbo não Se fizer carne, não poderá haver salvação. Deus é eternamente Deus, e o homem está eternamente perdido. Mas, graças a Deus, o Verbo Se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade.

    Queridos irmãos e irmãs, o nascimento do nosso Senhor Jesus tem um significado tremendo para nós. Não é apenas uma história. Vocês veem que, por meio dele, o amor de Deus é plenamente comprovado.

    Nessa história, vocês veem como Deus Se esvaziou. Nessa história, vocês encontram o propósito de Deus para o homem: que Deus e o homem sejam unidos em um só. Isso é demonstrado primeiro em Cristo e se estenderá àqueles que são redimidos por Ele.

    Isso é a encarnação. Irmãos e irmãs, se Ele nos der uma revelação da Sua encarnação, o que poderemos dizer?

    Só podemos adorá-Lo, porque Ele é digno. Creio que vamos parar por aqui. Vamos ter um momento de oração.