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THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
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    Why do we so gather? © 2026 Christian Testimony Ministry
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    Why do we so gather?
    Why do we so gather?
    Kaung, Stephen

    O Batismo, o Corpo de Cristo e a Reunião Coletiva

    Tu ouves o nosso clamor. Tu conheces o desejo do nosso coração. Senhor, concede-nos a Ti mesmo. Que este seja um dia em que o Teu nome seja exaltado no meio do Teu povo. Pedimos em Teu precioso nome. Amém.

    Leitura Bíblica: João 1:24-28

    Por favor, abram no Evangelho segundo João. João 1. Vamos ler João 1:24-28.

    E os que tinham sido enviados eram dos fariseus.
    E perguntaram-lhe, e disseram-lhe: Por que batizas, pois, se tu não és o Cristo, nem Elias, nem o profeta?
    João respondeu-lhes, dizendo: Eu batizo com água; mas no meio de vós está Um a Quem vós não conheceis,
    Aquele que vem após mim, de Quem não sou digno de desatar a correia da sandália.
    Estas coisas aconteceram em Betânia, além do Jordão, onde João estava batizando.

    A Identidade e a Autoridade de João Batista

    A primeira pergunta que os sacerdotes e levitas fizeram a João foi: “Quem és tu?” Graças a Deus, João sabia quem ele não era. Acho muito importante sabermos quem não somos.

    E, graças a Deus, ele sabia exatamente quem era — não porque as pessoas achassem que ele era alguma coisa, não porque ele mesmo achasse que era alguma coisa, mas porque a Palavra de Deus dizia quem ele era, e isso lhe havia sido revelado.

    Então ele disse:

    Eu não sou o Cristo.
    Não sou Elias.
    Não sou o profeta.
    Sou uma voz no deserto.

    Como dizia a Escritura.

    Então esses sacerdotes e levitas, os representantes da hierarquia judaica, disseram: “Ora, se você não é o Cristo, se não é Elias, se não é o profeta, então por que batiza? Que direito você tem de batizar? Quem lhe deu autoridade para fazer isso?” Essa é a segunda pergunta.

    O Batismo e a Purificação Judaica

    Até onde sabemos, o povo judeu não praticava o batismo. Tipologicamente, eles foram batizados sob a nuvem e no mar. Foram batizados em Moisés, na nuvem e no mar, como encontramos em 1 Coríntios 10:1-2.

    Por isso, consideravam-se uma nação batizada, uma nação purificada. Não precisavam ser batizados novamente.

    É verdade que, em Levítico 8, antes de os sacerdotes poderem servir no tabernáculo, eles tinham de ser lavados e ungidos.

    Também é verdade que um leproso, alguém excluído, quando era purificado, tinha de ser lavado e depois recebido no arraial.

    Também é verdade que qualquer pessoa que se contaminasse tinha de ser purificada com a água da separação, a água da purificação, segundo Números 19. E, se não fosse purificada por aquela água da separação e não se lavasse depois, permanecia impura.

    Conhecemos alguns casos no Antigo Testamento em que as pessoas se lavaram. Por exemplo, Davi: depois que seu filho morreu em consequência da disciplina de Deus, ele se levantou do chão, lavou-se e entrou na casa do Senhor para adorar a Deus. Ele precisava ser lavado antes de poder adorar a Deus.

    Por isso, em Salmos 51:7, ele disse:

    Purifica-me com hissopo, e ficarei puro;
    Lava-me, e ficarei mais alvo do que a neve.

    Bem, além desse, provavelmente o outro caso é o de Naamã. O profeta lhe disse que fosse ao rio Jordão, se lavasse sete vezes, e ele ficaria com a pele renovada como a de um bebê.

    Portanto, no Antigo Testamento, entre o povo judeu, eles realmente não praticavam o batismo. Somente quando um gentio se convertia ao judaísmo é que esse prosélito, para se tornar um prosélito pleno, precisava ser batizado, imerso.

    Essa era uma exigência feita aos gentios, mas não aos próprios judeus, porque eles se consideravam um povo puro.

    O Batismo de Arrependimento de João

    Por isso, quando João Batista proclamou o arrependimento e praticou o batismo em água, que representava o arrependimento, eles ficaram surpresos.

    Os fariseus e escribas se recusaram a ser batizados por João, porque achavam que não precisavam ser batizados. Talvez os pecadores, os publicanos, devessem ser batizados — mas certamente não nós, os fariseus justos.

    Assim, rejeitaram o batismo de João. Interrogaram João. Desafiaram-no. Disseram: “Como você se atreve a praticar o batismo?”

    “Ora, se o Cristo viesse, ou mesmo se Seu precursor, Elias, viesse, ou se viesse aquele profeta que Moisés disse que viria — bem, talvez ele tivesse o direito de fazer essa exigência a nós. Mas quem é você? Como se atreve a batizar? Você não tem o direito de fazer isso. Nós somos um povo puro.”

    Graças a Deus, João respondeu com clareza e humildade. Ele disse:

    Eu vos batizo com água.

    De fato, vocês não estão puros. Precisam se arrepender, pois o reino dos céus está próximo.

    Mas o meu batismo é apenas a preparação.

    Há Um entre vós a Quem não conheceis.
    Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo.
    Ele tem a pá em Sua mão.
    Separará a palha do trigo.
    Recolherá o trigo no celeiro e queimará a palha com fogo inextinguível.

    Ora, isso é o definitivo. Meu batismo em água é apenas uma preparação, mas é uma preparação necessária. Deus o exige como expressão de justiça para aquele tempo. Mas esse não é o fim; é apenas o começo. O que vocês realmente precisam é ser batizados com o Espírito Santo e com fogo.

    A Grandeza de Cristo

    João testemunhou que havia Alguém no meio deles a Quem não conheciam. Esse Homem era tão grande que João disse:

    Não sou digno sequer de desatar a correia de Sua sandália.

    Bem, sabemos que, naqueles dias, as pessoas não usavam sapatos como nós; usavam sandálias. E, quando você chegava a uma casa, geralmente uma escrava ficava à porta para desatar as correias das suas sandálias. Esse era o trabalho de uma escrava. Era o serviço mais humilde e mais baixo.

    E aqui encontramos João, o maior dos profetas, o profeta do Altíssimo, o precursor do Messias. Com profunda humildade, ele disse: “Eu não sou nada. Sou inferior a uma escrava. Esse Homem que vem é tão grande que nem sequer sou digno de desatar as correias de Suas sandálias.”

    Como ele exaltava Cristo!

    O Batismo no Espírito Santo e o Único Corpo

    Irmãos e irmãs, o Senhor Jesus vem para nos batizar com o Espírito Santo.

    No dia de Pentecostes, o Espírito Santo desceu, e cento e vinte crentes naquele cenáculo em Jerusalém foram batizados em um só Espírito, em um só corpo.

    O batismo de João era um batismo de arrependimento para preparar o caminho do Senhor. Mas o verdadeiro Batizador é o nosso Senhor ressurreto. Ele batizará com o Espírito Santo aqueles a quem redimiu, e o resultado é que nos tornamos um só corpo, o corpo de Cristo.

    Em 1 Coríntios 12:13, ele diz:

    Em um só Espírito fostes batizados em um só corpo.

    Quando fomos salvos, não fomos apenas regenerados individual e pessoalmente pelo Espírito Santo. Quando cremos no Senhor Jesus, o Espírito Santo não apenas nos regenera, mas entra em nosso espírito regenerado e habita ali, fazendo ali a Sua morada.

    Portanto, todo crente é regenerado pelo poder do Espírito Santo. Seu espírito é vivificado, e então o próprio Espírito Santo, Deus, vem e habita nesse novo espírito. Essa é a experiência de todo crente.

    Mas vocês sabem que, nesse exato momento, quando creem no Senhor Jesus, quando são regenerados pelo Espírito de Deus, quando o Espírito de Deus vem habitar em seu espírito, nesse mesmo momento vocês são batizados nesse mesmo Espírito, no único corpo de Cristo?

    Pentecostes é histórico. Pentecostes aconteceu uma vez por todas. Pentecostes não pode ser repetido; ele não se repete.

    Aquelas cento e vinte pessoas foram batizadas em um só Espírito, em um só corpo. A partir de então, todos os que creram no Senhor Jesus foram, no exato momento em que creram, batizados nesse mesmo Espírito, no único corpo.

    Esse é o significado, o sentido, do batismo no Espírito Santo.

    A Experiência da Regeneração e da União Coletiva

    Isso pode ser facilmente comprovado. Quando você crê no Senhor Jesus, algo acontece. Antes, Deus estava a bilhões e bilhões de quilômetros de distância. Você talvez acreditasse que Deus existia, mas não havia comunicação.

    Mas, quando você crê no Senhor Jesus, imediatamente clama. Você O conhece. Por quê? Porque recebe a Sua vida. Seu espírito é vivificado, entrando em comunicação com o ambiente que lhe é próprio: Deus. Ele é o ambiente que lhe é próprio.

    Isso é verdade para todo crente:

    Aba, Pai.

    Se você não é um crente, mas apenas alguém que se declara cristão, pode orar e dizer: “Deus Pai”, mas soa como se estivesse chamando um pai que não conhece.

    Mas, ao mesmo tempo, no dia em que você é salvo, sai e encontra outra pessoa que não conhecia antes, e descobre que ela também é filha de Deus. O que acontece?

    Imediatamente, você percebe um vínculo entre essa pessoa e você — um vínculo ainda mais estreito do que aquele que tem com seus irmãos e irmãs segundo a carne. Você pertence a ela, e ela pertence a você. Por quê? Vocês foram batizados no Espírito Santo, em um só corpo.

    Isso é o que o nosso Senhor Jesus fez por nós: fomos batizados em um só corpo, um só povo, uma só nação.

    Por outro lado, se você O rejeitar como seu Salvador, o resultado será que, um dia, será lançado naquele fogo inextinguível.

    Graças a Deus, estamos no Senhor. Graças a Deus, somos um só corpo, um só povo, uma só nação sob Deus.

    A Questão da Reunião Coletiva

    Assim como João foi interrogado pelos sacerdotes e levitas, que representavam a ortodoxia, a tradição e aquele sistema religioso, irmãos e irmãs, vocês não sabem que, desde então, a mesma pergunta tem sido feita ao longo da história?

    Talvez o mundo não saiba fazer essa pergunta, mas certamente o mundo religioso sabe fazê-la. E essa pergunta tem sido feita muitas vezes ao povo de Deus: “Por que vocês fazem isto? Por que fazem aquilo?”

    “Por que vocês praticam o batismo de crentes? Por que partem o pão juntos? Por que se reúnem em nome do Senhor Jesus?”

    Irmãos e irmãs, por que vocês não permanecem na corrente predominante do cristianismo? Por que não se reúnem com a Igreja Católica? Por que não nos reunimos com as denominações protestantes? Por que vocês precisam fazer isto ou aquilo de maneira diferente das outras pessoas? Com que fundamento? Com que direito? Quem lhes dá autoridade para fazer essas coisas?

    É porque vocês não estão satisfeitos com o lugar onde estavam antes? É porque acham mais confortável estar com pessoas que têm o mesmo temperamento e aprendem a mesma forma de adoração?

    Ou é porque, quando nasceram, nasceram dentro desse grupo, e isso é tudo o que conhecem? Vocês sabem por que se reúnem da maneira como se reúnem hoje? Qual é a justificativa de vocês?

    Acho que precisamos ter clareza sobre isso. Vocês querem ser diferentes apenas por ser diferentes? Por que são tão diferentes do cristianismo tradicional? É uma reação, ou há algo mais positivo nisso?

    Queridos irmãos e irmãs, qual é a justificativa para vocês se reunirem?

    A Palavra de Deus como Fundamento da Reunião

    Temos de dizer que a única justificativa para qualquer reunião do povo do Senhor, de qualquer maneira e sob qualquer forma, precisa vir da Palavra de Deus — não do que as pessoas dizem, não do que vocês gostam, mas do que a Palavra de Deus diz.

    E, mais do que isso, precisa vir por revelação do alto.

    Acho que todos cremos que a Palavra de Deus é a luz que guia nossa vida cristã. Se queremos andar com o Senhor, se queremos crescer em Cristo, precisamos voltar à Palavra de Deus e encontrar ali nossa orientação.

    Sem a Palavra de Deus, como podemos crescer espiritualmente? Estaremos tateando no escuro. Como saberemos que estamos crescendo de maneira correta e normal?

    Sem a Palavra de Deus, tudo fica por nossa conta: experimentar Deus da maneira como O experimentarmos. Irmãos e irmãs, graças a Deus, Ele descerá e Se dará a nós; mas, por causa da nossa fragilidade, da nossa fraqueza, da nossa ignorância e das nossas trevas, se vivermos apenas pela nossa experiência pessoal, acabaremos em tristeza.

    Graças a Deus, temos a Palavra de Deus. Ela é a luz do nosso caminho. Pela Palavra de Deus, sabemos como segui-Lo.

    Mas, queridos irmãos e irmãs, sabemos que a mesma Palavra de Deus nos orienta quanto à nossa vida coletiva? As pessoas creem que a Palavra de Deus lhes mostra como viver individualmente diante de Deus, mas pensam que, no que diz respeito à nossa vida coletiva, Deus diz: “Isso fica por conta de vocês. Façam o que quiserem.”

    E é isso que encontramos hoje no cristianismo. Não há princípio orientador para nossa vida coletiva. Cada um faz o que é certo aos seus próprios olhos.

    Meus queridos irmãos e irmãs, somos salvos individualmente, mas somos chamados coletivamente. Somos chamados para um só corpo.

    Vocês conseguem acreditar que o nosso Senhor não nos dá nenhum princípio orientador em Sua Palavra sobre como devemos nos reunir a Ele? Creio que há tanto ensino e exemplo na Palavra de Deus para governar nossa vida coletiva quanto para governar nossa vida pessoal.

    A Revelação para Além da Letra

    Mas, mesmo tendo a Palavra de Deus, se vocês a tomarem apenas como letra, ela mata. Ela precisa ser revelada para que seja viva para vocês.

    Sabem, irmãos e irmãs, vocês não se atrevem a brincar com a própria vida espiritual, não é? Mas quantos estão brincando com a vida da igreja hoje?

    Bem, ao ler a Palavra, vocês dizem: “Ora, uma igreja tem presbíteros, tem diáconos. Muito bem. Vamos ter uma igreja do Novo Testamento. Vamos eleger alguns de nós como presbíteros, alguns dos outros como diáconos e, talvez, deixar alguns como leigos. Pronto, temos a igreja.”

    Vocês estão rindo, não estão? Mas isso tem sido feito entre o povo de Deus. “Bem, o catolicismo romano não está certo. O protestantismo não satisfaz. Vamos seguir o padrão do Novo Testamento: presbíteros, diáconos, santos. Assim, temos tudo.”

    Muitos tentaram. Funcionaram por alguns meses e depois desapareceram.

    É verdade que, na Palavra de Deus, na igreja, há presbíteros e há diáconos. Mas, irmãos e irmãs, se vocês tomarem essas coisas apenas como letra, ela mata. Isso precisa ser no Espírito.

    O Tabernáculo e a Sinagoga

    Nesta manhã, enquanto meditava, pensei no templo e nas sinagogas.

    No monte, Deus revelou o tabernáculo a Moisés. Na verdade, pensamos no monte Sinai apenas como o lugar da revelação da lei. Mas, de fato, há apenas alguns capítulos sobre a lei; há mais capítulos sobre a revelação do tabernáculo, porque o que está no coração de Deus é o tabernáculo, não a lei.

    A lei é apenas uma preparação. O tabernáculo é o propósito de Deus. Deus revelou o tabernáculo a Moisés em detalhes. Ele disse:

    Tem cuidado; faze tudo conforme o modelo mostrado no monte.

    Ora, Moisés tinha grande instrução. Ele aprendeu tudo o que o Egito podia oferecer, e o Egito era famoso por sua arquitetura. Moisés deve ter sido um grande arquiteto. Para Moisés, construir um tabernáculo, bem, não era nada. Ele poderia construir um reino.

    Mas Deus disse: “Faça tudo de acordo com o que Eu lhe mostrei.” E esta é a fidelidade de Moisés: ele fez tudo conforme Deus lhe havia dito. Não acrescentou nenhuma melhoria.

    Esse é o tabernáculo.

    E comecei a pensar nas sinagogas. Vocês sabem, durante o cativeiro babilônico, o templo foi destruído. O povo judeu estava disperso no cativeiro. Eles queriam adorar a Deus, mas não havia templo.

    Mas o povo judeu era muito inteligente. Inventou um sistema muito engenhoso chamado sinagogas.

    Se você quer adorar a Deus e não há templo, ora, é fácil. Se tiver dez homens judeus com tempo disponível — isto é, se tiver apenas dez homens judeus que possam dedicar algum tempo a Deus —, poderá organizar uma sinagoga.

    Você não precisa viajar até a distante Jerusalém. Ali mesmo onde está, na sua rua, pode reunir outros nove homens judeus e organizar uma sinagoga.

    Na sinagoga, vocês podem ler a Palavra de Deus, podem orar, podem cantar e podem ter comunhão livremente. Tudo — exceto oferecer sacrifícios.

    Assim, muito rapidamente, vemos sinagogas surgindo por toda parte.

    E, se eu não estiver muito satisfeito com vocês, reúno outros nove com quem me sinto bem, e temos a nossa própria sinagoga. Se eu não gosto da maneira como vocês adoram, bem, reúno alguns que têm o mesmo temperamento que eu, e temos outra sinagoga — e isso é muito confortável.

    Vocês têm a sinagoga da associação dos trabalhadores do couro. Os mecânicos podem ter uma sinagoga. Os carpinteiros podem ter uma sinagoga. Os ricos podem ter uma sinagoga. Os funcionários podem ter uma sinagoga. Vocês podem fazer o que quiserem.

    É muito confortável, muito conveniente, e vocês estão adorando a Deus com muita liberdade.

    Assim, muito rapidamente, vemos a sinagoga substituindo o templo. Não há necessidade do templo. Não é de admirar que a maioria dos que estavam no cativeiro não tenha voltado. Qual é a razão de ser do templo — o caminho revelado por Deus para a adoração coletiva? Qual é a necessidade disso? Temos a nossa sinagoga, muito confortável.

    A Igreja como Habitação Coletiva de Deus

    Irmãos e irmãs, o que vocês têm hoje? É uma sinagoga ou é o templo?

    A igreja é a santa habitação de Deus. Vocês acreditam que Ele simplesmente deixará por conta de vocês decidir o que fazer com a igreja? Não creem que Ele nos deu um modelo?

    Mas qual é o modelo? Alguns presbíteros, alguns diáconos, alguns santos, algumas orações? Não.

    É verdade que, no Novo Testamento, recebemos ensinos e exemplos. Mas lembrem-se: o tabernáculo que Moisés construiu estava de acordo com o modelo no céu. E qual é esse modelo? É o mesmo modelo para a igreja.

    Não são ensinos, nem doutrinas, nem detalhes. É uma Pessoa: Cristo.

    Se vocês receberem revelação da Palavra de Deus ao estudar o Novo Testamento, descobrirão que é Cristo. Ele é o modelo dado para a igreja.

    Pois a igreja é chamada de “o Cristo”.

    Há um só corpo com muitos membros — muitos membros, mas um só corpo.
    Assim também é o Cristo.

    Qual é o modelo da igreja? Cristo é o modelo.

    A Vida Coletiva da Igreja Primitiva

    Muito bem, vamos voltar. No dia de Pentecostes, o Espírito Santo desceu, e os cento e vinte crentes foram batizados em um só corpo. Naquele mesmo dia, três mil foram acrescentados.

    E vocês leem em Atos 2:42:

    Todos perseveravam no ensino e na comunhão dos apóstolos, no partir do pão e nas orações.

    Todos continuavam, ocupando-se continuamente com essas coisas.

    Quando o nosso Senhor Jesus estava na terra, Ele disse:

    Edificarei a Minha igreja sobre esta pedra, e as portas do Hades não prevalecerão contra ela.

    Ele não nos diz como edificará Sua igreja. Apenas nos diz que edificará Sua igreja sobre esta pedra — isto é, sobre Ele mesmo —, e as portas do Hades não prevalecerão contra ela.

    Em Mateus 18:20, Ele disse:

    Onde estiverem dois ou três reunidos em Meu nome, ali estou Eu no meio deles.

    Apenas dois ou três reunidos em Meu nome: Eu estou no meio. Mas como os dois ou três se reunirão?

    Os apóstolos não haviam recebido nenhuma instrução do nosso Senhor, nem antes de Sua morte, nem depois de Sua ressurreição. O Senhor não instruiu Seus apóstolos sobre como edificar uma igreja, como reunir o povo de Deus ou como se reunir. Não houve instrução. O Senhor disse: “Sim”, e isso foi tudo.

    Mas aqui encontramos essas três mil cento e vinte pessoas. Elas se reuniam. Perseveravam no ensino e na comunhão dos apóstolos, no partir do pão e nas orações.

    De comum acordo, elas se reuniam. Às vezes, encontravam-se na área do templo, no Pórtico de Salomão, porque era grande o suficiente para se reunirem. Outras vezes, reuniam-se em casa. Partiam o pão de casa em casa. Amavam uns aos outros. Ninguém dizia: “Isto é meu.” Compartilhavam uns com os outros.

    Ninguém as instruiu. Ninguém lhes disse o que fazer. Isso simplesmente aconteceu de maneira natural — espiritualmente, naturalmente; sobrenaturalmente, naturalmente.

    Sem instruções, sem regras e regulamentos, sem programas, essas pessoas se reuniam ao Senhor.

    Por que se reuniam dessa maneira? O templo não era suficiente? Se vocês querem se reunir, vão ao templo e adorem a Deus.

    No judaísmo, há um sistema, um sistema completo de adoração. Cada detalhe da vida coletiva de vocês está claramente estabelecido. Vocês podem fazer isto; não podem fazer aquilo. No sábado, podem colher as espigas de trigo, mas não podem esfregá-las, porque isso é trabalho.

    Tudo está claramente definido, bem organizado, funcionando sem dificuldades. Essa é a maneira de adorar a Deus juntos, sem dúvida.

    A hierarquia religiosa daquela época perguntaria a esses cristãos: “Por que, em vez de se reunirem da maneira tradicional, vocês se reúnem nas casas?”

    E, se vocês iam ao templo para adorar — bem, eles eram judeus e ainda iam ao templo. João e Pedro foram ao templo na hora da oração. Mas por que, em outras ocasiões, vocês se separavam e se reuniam de maneira diferente no Pórtico de Salomão? Por que se reúnem em nome de Jesus? Moisés não é suficiente para vocês?

    O Povo do Caminho

    Sem a intervenção de mãos humanas, vemos um modo de vida começar a surgir entre o povo de Deus. Essa é a razão pela qual, no início, as pessoas não sabiam como identificá-los. “Quem são vocês?”

    Bem, diziam: “Estes são o povo do Caminho.” Tinham um modo de vida diferente do modo de vida judaico — um Caminho.

    Quando cheguei pela primeira vez a este país e me reuni com os irmãos, muitas vezes entrei em conflito com eles, porque diziam: “Essa não é a nossa maneira americana de fazer as coisas.”

    Eu lhes dizia: “Não se trata da maneira americana nem da maneira chinesa. Trata-se da maneira de Deus.”

    Estes são o povo do Caminho — não no sentido individual, mas coletivo. Eles têm um modo de vida especial, completamente diferente do mundo.

    O Testemunho Histórico das Reuniões Cristãs

    Se vocês examinarem a história da igreja, no ano 100, uma carta foi escrita por Plínio, o Jovem, governador da Bitínia e do Ponto, porque muitos cristãos eram levados ao seu tribunal para serem julgados e condenados à morte.

    E esse homem escreveu uma carta ao imperador Trajano, pedindo orientação: como deveria lidar com esses cristãos? E foi isto que ele escreveu:

    Todo o erro e crime dos cristãos consistia nisto:
    Tinham o costume de, em um dia determinado, reunir-se antes do amanhecer,
    E cantar entre si um hino a Cristo como a um deus,
    E comprometer-se por juramento,
    A não cometer nenhuma maldade,
    A não ser culpados de furto, roubo ou adultério,
    A nunca faltar com a palavra,
    Nem se recusar a devolver um depósito que lhes fora confiado, quando lhes fosse solicitado.

    E, depois de fazer essas coisas, tinham o costume de se separar,
    E então se reunir novamente para uma refeição inofensiva,
    Da qual participavam em comum, sem nenhuma desordem.

    Era assim que se reuniam no ano 100.

    O Desejo de Retornar à Simplicidade do Novo Testamento

    Durante os três primeiros séculos, havia numerosos grupos de cristãos que não estavam satisfeitos nem contentes com o mundanismo da igreja. Desejavam retornar ao ensino do Novo Testamento.

    Ao longo de todos os séculos, encontramos muitos cristãos desejando retornar à simplicidade e à sinceridade de Cristo.

    Não temos tempo para percorrer a história da igreja. Permitam-me apenas dar um exemplo.

    A Reforma e o Sacerdócio de Todos os Crentes

    No século XVI, tivemos a Grande Reforma. Graças a Deus pela Reforma: justificação pela fé. Que evangelho! Que boas-novas!

    As pessoas estavam aprisionadas pelo medo, e agora eram libertas: justificação pela graça, por meio do sangue do Cordeiro sem mácula.

    O próprio Lutero recebeu mais revelação do que conseguiu colocar em prática. Na verdade, recebeu a revelação do sacerdócio universal dos crentes.

    Recebeu a revelação da igreja como a assembleia dos santos.