Isso se gravou em mim e tem permanecido em meu coração nesta manhã. Sinto que é uma questão muito importante e vital: chamados segundo o propósito.
Creio que vimos um pouco, nas primeiras horas desta conferência, que Deus estava agindo soberanamente segundo o propósito. Então Ele veio e fez soar o chamado: “Gideão”.
Deus continua agindo segundo o propósito — não apenas nos dias de Abraão, de Moisés, de Gideão, de Davi, de Elias ou de qualquer outro, mas ao longo de todo o caminho, até que o propósito seja alcançado. Precisamos apenas reconhecer que Ele continua agindo segundo o propósito e continua escolhendo segundo o propósito.
O propósito é abrangente e está claramente definido. De uma ponta à outra de suas cartas, o apóstolo Paulo nos apresentou esse propósito de maneira abrangente e precisa. Nesta manhã, não vamos nos deter no propósito, mas no chamado segundo esse propósito.
O propósito é o objetivo das atividades de Deus. Há um fim último para aquele ato inicial pelo qual Ele nos alcança com vida e nos chama à comunhão com Seu Filho — aquilo que chamamos, de diferentes maneiras, de conversão, de ser salvo ou de nascer de novo. Esse é o movimento inicial de Deus, que nos leva a um relacionamento com Ele em Jesus Cristo.
Esse propósito vai além disso. É o resultado de toda a formação e disciplina progressivas daqueles que foram levados a esse relacionamento com Ele. Essas coisas não são fins em si mesmas. Ah, esse início e essa continuidade da obra do Senhor em nossa vida avançam segundo o propósito.
Que você e eu, queridos amigos, e todo o povo do Senhor envolvido nisso sejamos tomados e inteiramente dominados por esse fato.
É como se o Senhor viesse até nós e dissesse: “Fique ao Meu lado e olhe adiante. Olhe até o fim, até o objetivo final. Olhe Comigo para além de todo o tempo e de todas as vicissitudes, até a meta, e veja um povo que expressa, que manifesta, a Minha glória”.
Chamados à Sua eterna glória.
Isso acompanha a expressão:
Chamados segundo o propósito.
Chamados à Sua eterna glória — esse é o objetivo final; esse é o propósito: a manifestação da Minha glória no Meu povo.
Talvez haja diferentes graus, naturalmente:
Uma é a glória do sol;
Outra, a glória da lua;
Outra, a glória das estrelas.
As diferenças estarão na glória, e essas diferenças dependerão inteiramente das pessoas envolvidas: quanta glória haverá nelas e será manifestada por meio delas dependerá inteiramente de quanto seu coração estiver voltado para a glória Dele.
Dependerá de quanto seu coração for indiviso — um coração puro — neste sentido: sem impurezas, sem mistura, sem duas coisas que não podem ser conciliadas. Isso é pureza de coração.
Então Ele nos diria: “Veja, esse é o fim. É essa a visão que você tem? Que tal seguir de acordo com ela?”
Então Ele diria: “Agora, por um momento, olhe ao redor. Olhe ao redor. Olhe para o mundo que ainda não foi levado a esse relacionamento inicial com o propósito. Depois, olhe para todos os que pertencem ao Senhor. O que você vê? Quanta glória você vê?”
Quanto há que é contrário à glória de Deus?
Então Ele diria: “Embora Eu tenha chamado você segundo o propósito final, agora o chamo para uma situação existente que não está em harmonia com esse propósito final, para que você seja usado para colocá-la em harmonia com ele”.
Isso é propósito dentro do propósito.
O Deus da glória apareceu a nosso pai Abraão.
Os primeiros passos para obter um povo foram dados com Abraão.
Mas olhe para o cenário nos dias de Gideão. Não estava, de modo algum, em harmonia com o grande propósito revelado a Abraão e destinado a ele.
Olhe para isso, por favor. Ele chamou Abraão tendo em vista o propósito completo. Agora Ele precisa chamar Gideão porque algo interrompeu a realização do propósito pleno — algo que surgiu, alguma circunstância imprevista, algum desvio, algum declínio no caminho dos chamados.
E assim a Bíblia está cheia desses chamados que poderíamos chamar de intermediários — chamados para determinadas ocasiões, chamados específicos dentro do chamado. Esse propósito tornou-se necessário à luz da intenção final.
A Bíblia está cheia desses chamados específicos: Moisés é um deles; Josué, outro. Poderíamos continuar percorrendo todos esses chamados dentro do chamado.
Creio que compreendemos a situação. Nenhum de vocês aqui, nesta manhã, diria que o povo do Senhor, como um todo, está exatamente no rumo e na direção do chamado eterno para a glória.
Vocês diriam, antes: “Ah, não. Ah, não”. Há muita, muita coisa que não apenas fica aquém da glória de Deus, mas é contrária à glória de Deus.
Ontem procuramos encarar isso. Quando o povo está como estava nos dias de Gideão — fraco e derrotado, encolhido diante dos inimigos, faminto e pobre, sem alimento nem auxílio —, não há coesão nem autoridade pelas quais o povo de Deus avance como um exército com Deus.
Isso é contrário ao propósito de Deus e diferente dele. Deus age soberanamente no chamado para tratar dessa situação.
Não temos tempo para acompanhar esse tipo de chamado específico, que se torna necessário por causa de um declínio geral. Mas creio que vocês provavelmente concordam com isso, ao menos em sua maior parte.
Mas quero acrescentar o seguinte: o auxílio divino, o apoio divino e os recursos divinos estão sempre vinculados ao propósito divino.
Se você não está envolvido naquilo que Deus especificamente quer que seja feito em determinado momento, não pode contar com o apoio de Deus. Não pode simplesmente generalizar essa questão, resumi-la e juntar tudo sob o nome de “obra de Deus”, sem discernimento.
Em diferentes momentos e em diferentes esferas, Deus precisa agir de maneira específica e distinta. Dentro de toda a abrangência de Seu propósito inclusivo, há propósitos especiais por causa de situações que surgiram.
Em relação a esses propósitos específicos, estamos nos propósitos de Deus para o tempo presente; e Deus apoia, Deus Se compromete.
Sejamos muito, muito honestos a respeito disso. Há muita atividade que aparentemente é para o Senhor, mas não conta com o apoio do Senhor.
O resultado é que se precisa fazer de tudo para conseguir apoio para aquilo que se chama de obra de Deus. Isso compõe toda a esfera do que se chama de cristianismo organizado: um grande sistema lançando projetos e empreendimentos, fazendo tudo o que o poder e a engenhosidade conseguem fazer para obter apoio.
Se Deus quer que algo seja feito, e decidiu soberanamente que isso será feito segundo o propósito, e consegue tomar pessoas e colocá-las em plena harmonia com isso, Deus Se comprometerá com essa obra e a sustentará. Ele colocará todos os recursos do Céu à disposição dessas pessoas e assumirá a responsabilidade sobre Seus próprios ombros.
Sim, a presença de Deus — essa é a prova do chamado de Deus. Ele nunca envia um de Seus servos por conta própria. Ele nunca dá a comissão e depois nos deixa procurar os recursos necessários para cumpri-la. Ele assume todos os encargos.
Se esses recursos não são concedidos, algo está errado. As motivações podem não estar erradas. A intenção pode não estar errada. A sinceridade pode estar acima de qualquer dúvida. Mas uma ideia e um entusiasmo nunca, nunca substituíram o propósito divino.
Davi descobriu isso ao transportar a arca no carro dos filisteus. Ele fez uma descoberta muito, muito séria, e a responsabilidade pelo que aconteceu recaiu sobre ele.
O propósito de Deus deve governar. Em primeiro lugar, o todo — o objetivo final — deve estar sempre em vista, e tudo deve ser colocado em harmonia com ele. Tudo simplesmente precisa ser colocado em harmonia com ele.
Tudo precisa ser considerado e examinado deste ponto de vista: como isso alcançará o objetivo de Deus na manifestação de Sua glória?
Depois: o que Deus faria agora? O que Deus deseja fazer agora? O que Deus está fazendo agora em relação a isso? Qual é o movimento presente, ou quais são os movimentos presentes, de Deus com os quais Ele Se comprometeu?
Vocês não concordam comigo, queridos amigos? Creio que o clamor mais profundo de nosso coração é este: “Ó Senhor, ó Senhor, leva-me para aquilo que Tu estás fazendo. Livra-me das coisas que estou fazendo para Ti, ou que pretendo fazer para Ti, e que penso que Tu queres que sejam feitas”.
“Leva-me não para coisas que são apenas uma visão abstrata, mas para aquilo que Tu estás fazendo — aquilo que Tu estás fazendo.” Essa é a expressão decisiva: aquilo de que Ele está Se ocupando agora.
Esse é o clamor mais profundo de nosso coração, e é um clamor que chega ao coração Dele: que sejamos encontrados não fazendo uma porção de trabalhos cristãos, nem procurando por aí um emprego na obra de Deus.
Ah, que situação lamentável! Há muitos fazendo isso — tentando encontrar um emprego, um lugar na obra de Deus, andando de um lado para outro o tempo todo, apenas tentando ser admitidos.
O que é isso? Isso é chamado?
Queridos amigos, não consigo dizer a vocês quanto isso me entristece. Meu entendimento com o Senhor é este: “Senhor, Senhor, se Tu não tens um lugar claro e definido para mim em algo que estás fazendo, vou desistir de tudo. Vou sair”.
É uma posição muito radical. Ninguém deveria estar procurando um lugar na esfera do propósito de Deus. Não, de modo algum.
Há uma força tremenda, assim como um valor tremendo, na consciência de estar vinculado a um chamado específico em relação ao chamado pleno e final.
Digo que há uma força tremenda ligada a isso. É algo absolutamente maravilhoso saber, perceber, que você não foi chamado apenas para ser cristão, a fim de ser salvo do pecado e de suas consequências, agora e no futuro, e chegar ao Céu.
Há um grande e definido propósito divino em sua salvação. Esse propósito diz respeito ao agora, a esta vida: esta vida deve ser caracterizada por algo correto, preciso e integrado ao propósito final de Deus. Há uma força tremenda nisso e um valor tremendo nisso.
Mas há ainda este outro fator. Que ninguém pense que isso significa que somos Gideões individuais ou algum outro grupo de pessoas especialmente escolhidas. Não vamos nos rotular de “Gideões” nem de qualquer outra coisa.
Vocês precisam compreender que todo o propósito de Deus abrange a Igreja. É um propósito para a Igreja; não é meramente individual.
Em harmonia com esse pensamento pleno de Deus a respeito da Igreja como os chamados, você e eu somos parte de um todo — de algo abrangente e inclusivo. Não somos meramente indivíduos.
O que quero gravar em vocês, e o que quero que vejam, é isto: pode ser que você seja chamado para fazer parte de um instrumento coletivo e corporativo que Deus busca ter para Si em resposta a uma necessidade; e a definição de seu chamado se dá nessa relação. Não é um chamado meramente individual e separado.
Sei como isso atrai nosso coração mal direcionado. Lembro-me de como, quando jovem, li a respeito de D. L. Moody e daquelas palavras bem conhecidas relacionadas a ele.
Moody disse que ouvira alguém dizer que ainda não se havia visto o que Deus faria com um homem, e por meio dele, cujo coração estivesse inteiramente rendido a Ele. E D. L. Moody disse: “Eu vou ser esse homem. Eu vou ser esse homem”.
Bem, isso estava certo para Moody, e suponho que tudo aquilo fosse verdadeiro. Mas, sabem, há nisso um apelo à vida do eu: “Eu vou ser um D. L. Moody”, ou algo assim. “Eu vou ser alguém.” Há um apelo nisso.
Não. A disciplina de todos os que seguem por esse caminho é que precisam ser parte de algo que Deus está fazendo — apenas uma parte; uma parte, mas uma parte.
E é nesse todo, nessa relação, que preciso ter uma consciência de ser chamado tão grande quanto teria se fosse escolhido individualmente. Vocês entenderam isso?
Você teria uma consciência tremenda de vocação se o anjo do Senhor viesse a você como veio a Gideão, o escolhesse, o chamasse pelo nome e lhe dissesse pessoalmente coisas grandiosas. Você diria: “Isso, sim, é chamado. Sou chamado segundo o propósito”.
Mas precisamos ter essa mesma consciência de maneira relacionada e corporativa, queridos amigos, com a mesma realidade e disposição: “Deus me fez membro do Corpo, que é o instrumento de Seu propósito eterno”.
Como membro — não um membro separado dos demais, mas como membro —, minha vocação eterna precisa ser muito, muito real. Os objetivos de Deus podem ser alcançados por meio de comunidades e grupos tanto quanto por meio de indivíduos.
Tendo compreendido isso, vamos adiante. Precisamos ter muito cuidado para colocar cada fase, cada aspecto do movimento do Senhor em direção ao Seu propósito pleno e final, em harmonia com o grande objetivo.
O sentido e a importância disso estão no fato de que Deus, repetidas vezes, levantou instrumentos, individuais e coletivos, em relação ao Seu propósito final, e fez algo na época deles que foi muito definido, distinto e concreto.
Mas aquilo ficou vinculado a eles, e eles se tornaram o princípio e o fim daquilo. Então eles partiram.
Houve uma continuidade da obra que iniciaram, mas aquela característica distinta e específica não continuou. Algo está sendo levado adiante agora, mas está apenas sendo mantido.
Toda sucessão, toda continuidade, precisa decorrer do propósito divino de maneira tão definida quanto o início. Portanto, a sucessão não se dá por um cargo; dá-se pela unção. É pela unção.
Vejam, a Igreja não pertence a um único tempo nem a uma única época. Ela é uma realidade eterna. É o instrumento eternamente escolhido para o propósito pleno de Deus.
Mas a Igreja é o instrumento ungido. Você não pode levar a Igreja adiante com uma organização. Não pode levar a Igreja adiante por nenhum meio humano. A Igreja é constituída, no princípio, pela unção, e deve prosseguir até o fim pela unção.
Essa continuidade do propósito divino requer unções novas e sempre renovadas no que diz respeito a instrumentos específicos.
Você não pode adquirir uma concepção do propósito divino e então dizer: “Agora temos uma comissão, teremos uma diretoria, teremos uma organização e teremos isto e aquilo para realizar essa coisa que Deus fez no passado”. Isso simplesmente não pode ser feito.
Você pode ter tudo isso, se quiser, mas terá de assumir a responsabilidade por tudo. Cada instrumento precisa ser escolhido por Deus e ungido por Deus em relação a algo que é eterno.
Em nosso caso, em nossa relação com aquilo que Deus possa estar fazendo em determinado momento de nossa época, precisamos realmente estar sob a unção do Espírito Santo para isso.
Assim como aqueles que nos precederam foram instrumentos escolhidos, ungidos em seu chamado para trazer esse instrumento à existência, precisamos ser ungidos para que aquilo continue.
O Céu precisa intervir e conduzir isso à etapa seguinte. Nada, queridos amigos, é um fim em si mesmo.
Tudo está relacionado a algo muito maior na intenção de Deus — no propósito de Deus. Sua salvação não é um fim em si mesma.
Nenhum trato de Deus com você é um fim em si mesmo. Nada que Deus tenha levantado e trazido à existência deve tornar-se uma obra cristalizada, fechada em si mesma, com uma cerca ao redor — algo que inclui os de dentro e exclui os de fora.
Ah, tudo precisa permanecer aberto à plenitude final do propósito de Deus. Precisamos estar abertos ao Senhor para algo mais, e algo novo, o tempo todo.
Aquilo chegou até certo ponto, mas Deus pretendia mais. Vocês não têm visto quantas coisas iniciadas por Deus, claramente sob Sua unção — tantos instrumentos que O serviam maravilhosamente —, simplesmente chegaram até certo ponto e pararam?
Pararam. Daquele momento em diante, não avançaram mais. Ficaram detidas e, na verdade, pertencem ao passado, embora tenham sido mantidas em funcionamento. Vivem de uma tradição. Vivem de um passado. Vivem de um nome e de uma reputação da geração anterior, ou de gerações passadas.
Não há nada que corresponda à plenitude do momento presente, porque não se percebeu que aquilo apenas estava no caminho de algo maior. Nunca se pretendeu que fosse algo em si mesmo — a resposta a todo o propósito. O propósito abrangente deveria incorporá-lo inteiramente.
Talvez alguns de vocês compreendam o sentido disso mais do que outros. Isto é tremendamente importante: reconhecermos que qualquer visão que tenhamos, qualquer aspecto presente das coisas, qualquer visão dada por Deus para um tempo específico, está apenas relacionada ao objetivo final e precisa dar lugar a ele.
O propósito mais pleno precisa entrar e absorver tudo isso. Peçamos ao Senhor que nos livre de nos acomodarmos em algo menor do que Ele pretende.
Precisamos ter sempre este senso, esta profunda consciência: chamados segundo o propósito — ainda não plenamente realizado. Há um futuro maravilhoso ao qual estamos ligados.
Isso não é o fim de tudo. Precisamos ter essa consciência. Vocês a têm? Vocês têm aquilo que vemos aqui diante de Paulo — algo que os impulsiona adiante, que os impulsiona adiante, que não lhes permite aceitar nada menos do que tudo o que Deus tem em mente?
Isso é visão de verdade. Sua visão se limita às fronteiras estreitas de uma obra que você está fazendo para Deus, ou tentando fazer para Deus? Essa é sua visão? Ela não é suficiente. Não se parece em nada com ser chamado segundo o propósito.
Tenho lido, juntamente com esses capítulos sobre Gideão, os últimos capítulos das profecias de Zacarias. Vocês talvez se perguntem como podem ser relacionados, mas eles se correspondem.
Esses últimos capítulos das profecias de Zacarias ainda têm em vista o propósito pleno de Deus e sua realização no que diz respeito a Israel.
Vocês leem nessas profecias afirmações de alcance máximo: pessoas de todo o mundo virão adorar em Jerusalém; e, se alguém não vier adorar o Senhor em Jerusalém, haverá uma maldição sobre ele, sobre seus animais e sobre tudo o que possui.
É uma maldição terrível, descrita numa linguagem que nós, hoje, talvez possamos compreender melhor do que Zacarias compreendeu quando a escreveu:
Os seus olhos apodrecerão nas suas órbitas;
E a sua língua lhes apodrecerá na boca.
A era atômica. Isto é, todos os que não vierem adorar o Senhor em Jerusalém estarão envolvidos nisso. Tremendo, não é? Um propósito divino.
Mas aqui olho para o livro de Juízes e digo: “Meu Deus, meu Deus, algo precisa acontecer para colocar Jerusalém nessa posição, para colocar Israel nesse estado, de modo que pessoas de todas as nações venham adorar o Senhor em Jerusalém”.
Alguém precisa ser tomado por Deus. Sim, é isso. Gideão foi tomado em relação a isso. No que dizia respeito a Deus, o propósito pleno ainda estava em vista quando Ele tomou Gideão.
É assim. Podemos ter condições como aquelas dos dias de Gideão, mas o Senhor ainda tem em vista Seu propósito pleno. Ele tomará alguém e dirá:
Porventura, não te enviei Eu?
Vai, e tu salvarás Israel.
Que o Senhor nos conduza a essa nova consciência do chamado divino e de sermos tomados por Ele em relação ao Seu propósito pleno.
Isso pode estar ligado a algo que está fora do rumo, em desacordo com esse propósito. O propósito do qual nos ocupamos dentro do propósito total pode ser a evangelização — pode ser trazer aqueles que são chamados à Sua eterna glória.
Pode ser qualquer aspecto do ministério, mas precisa ter plenamente em vista o objetivo final. Precisa ser uma realidade. Precisa estar sob a unção — não apenas alguma obra que assumimos, ou que estamos tentando fazer, para Deus.
Este é um chamado tremendo, uma tomada de nossa vida por Deus: “É para isto que Deus me chamou — para isto, isto”.
Muitos que se perguntam se estão errando o caminho encontram-se num estado de ineficácia porque estão no lugar errado. Estão tentando fazer algo que Deus nunca os chamou para fazer.
Viram uma obra cristã — esta ou aquela atividade — e então a assumiram e estão tentando realizá-la. Mas não têm a consciência de que Deus os tomou para aquilo.
Pergunto-me se vocês compreenderam a ênfase desta manhã. Tudo segundo o propósito — por fim, em sua plenitude; no presente, de alguma maneira necessária até que se alcance o objetivo final.
Seja o que for, precisa ser isto: que você e eu saibamos que nossa vida foi tomada por Deus. Até chegarmos a esse ponto e termos essa consciência, haverá desvio, haverá perda, haverá confusão. Você terá saído do propósito.
Que o Senhor nos conduza, por meio de uma nova e poderosa consciência, àquilo de que Ele próprio está Se ocupando neste momento.