Bom dia.
Abram comigo na carta aos Hebreus. Mais uma vez, vamos examinar esta carta. Gostaria de ler alguns versículos para começarmos.
Deus, havendo falado outrora aos pais, pelos profetas, em muitas partes e de muitas maneiras, ao fim destes dias nos falou na pessoa do Filho,
A Quem constituiu herdeiro de todas as coisas, por Quem também fez o mundo;
O Qual, sendo o resplendor de Sua glória e a expressão de Sua substância, e sustentando todas as coisas pela palavra de Seu poder, havendo feito por Si mesmo a purificação dos pecados, assentou-Se à direita da Majestade nas alturas,
Tornando-Se tanto superior aos anjos quanto herdou um nome mais excelente do que o deles.
Abram comigo em Hebreus 3:12. Esta é uma daquelas advertências sobre as quais falamos há duas semanas.
Vede, irmãos, que não haja em qualquer de vós um coração perverso de incredulidade, que se afaste do Deus vivo.
Antes, encorajai-vos a cada dia, enquanto se chama hoje, para que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado.
Porque nos tornamos companheiros do Cristo, se de fato conservarmos firme até o fim o princípio da nossa confiança.
Hebreus 6:9-12:
Mas estamos persuadidos, quanto a vós, amados, de coisas melhores e relacionadas à salvação, ainda que assim falemos.
Porque Deus não é injusto para Se esquecer de vossa obra e do amor que demonstrastes para com Seu nome, havendo servido aos santos e ainda servindo.
Vejam Hebreus 7:17. Aqui se fala do Senhor Jesus:
Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque.
Pois há a revogação do mandamento anterior, por causa de sua fraqueza e inutilidade, porque a lei nada aperfeiçoou;
E a introdução de uma esperança superior, pela qual nos aproximamos de Deus.
E, visto que isso não se deu sem juramento — pois aqueles se tornaram sacerdotes sem juramento, mas Ele, com juramento, por Aquele que Lhe disse:
O Senhor jurou e não Se arrependerá: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque —,
Tanto mais Jesus Se tornou fiador de uma aliança superior.
E em Hebreus 7:25:
Por isso, Ele é capaz de salvar completamente os que por Ele se aproximam de Deus, vivendo sempre para interceder por eles.
Hebreus 8:1:
Ora, o resumo das coisas de que estamos falando é este: temos Alguém assim, um sumo sacerdote, que Se assentou à direita do trono da Majestade nos céus,
Ministro dos lugares santos e do verdadeiro tabernáculo, que o Senhor armou, e não o homem.
E Hebreus 8:6 — novamente falando do Senhor Jesus:
Mas agora Ele obteve um ministério mais excelente, tanto quanto é mediador de uma aliança superior.
Agora, vamos parar aqui e orar.
Senhor, nós nos achegamos a Ti em completa dependência ao lermos a Tua Palavra. Sabemos que Tu declaras que as Tuas palavras são espírito e vida. Nesta manhã, reunidos em Teu nome, nosso desejo é que o Teu Espírito Santo nos ajude, retire aquilo que nos impede de enxergar, abra os nossos ouvidos e nos faça alcançar o que está por trás destas páginas escritas, para contemplarmos com mais clareza o Senhor Jesus.
Ajuda-nos, Senhor. Nós nos curvamos em Tua presença e reconhecemos nossa total dependência de Ti, em nome de Jesus. Amém.
Começamos a examinar esta carta aos Hebreus há apenas duas semanas. Espero que alguns de vocês se lembrem de um pouco do que foi dito. Hoje, gostaria de olhar mais profundamente para as questões iniciais desse livro. Depois, se tivermos tempo, gostaria que examinássemos novamente duas coisas: a esperança superior e a aliança superior.
Vocês sabem, pela última vez — ou pelo menos espero que saibam, pelo menos espero que se lembrem —, que não é possível entender este livro de Hebreus sem entender esta única palavra: melhor.
É uma palavra que aparece ao longo de todo o livro, treze vezes. É uma palavra que dá sentido à carta inteira. Um escritor que sabe muito mais do que eu, Graham Scroggie, disse que ela é a palavra-chave de todo o livro.
Espero que vocês entendam que Deus tem algo a nos dizer no livro de Hebreus: Ele tem algo muito melhor do que qualquer coisa que possamos imaginar. Se o Espírito de Deus abrir os nossos olhos, talvez sejamos ajudados.
Contei uma história da última vez. Espero que vocês se lembrem um pouco dela, sobre os meus problemas com o computador. Bem, como vocês poderiam esperar de mim, eles pioraram, não melhoraram.
Aquele computador maravilhoso, que eu achava ser o melhor, tinha de tudo. Um vendedor me convenceu a colocar tudo nele simplesmente porque dizia que era o melhor. Então, fomos acrescentando coisas. Depois, Mort me disse: “Tudo o que eu conseguia enxergar, quando você contou aquela história, era a caixa registradora fazendo trim, trim”.
Ah, eu tinha aquele computador, o melhor, e pensava: “É a melhor coisa que existe”. E quero que vocês saibam: um dia depois, ele morreu. Está completamente morto.
E o melhor é isto: eu não conseguia acreditar. Então, estou usando meu computador velho. Tive de gastar duzentos dólares nesse computador velho, e agora ele é a melhor coisa que tenho.
Bem, o que acontece? Irmãos e irmãs, há uma mensagem aqui: o melhor que o mundo tem vai falhar.
O melhor que este mundo tem a oferecer nem sequer começa a se comparar com aquilo que Deus tem de superior.
O nosso problema — e eu mencionei isso, mas vou mencionar novamente para situar aqueles que não estavam aqui — é que, com essa mentalidade consumista que temos, pensamos nas coisas em termos de bom, melhor e o melhor de todos. Essa foi a isca com que esse mundo movido pelo marketing me fisgou. Era o melhor. Você precisa dele porque é o melhor.
Mas, no livro de Hebreus, não há nada melhor do que o “melhor”. Entenderam? Sei que isso confunde algumas pessoas. Sei que elas acham que é apenas um jogo de palavras, mas, no livro de Hebreus, a palavra melhor significa, na verdade, o melhor de todos.
Para reforçar esse pensamento, o escritor de Hebreus acrescenta, ao longo do livro, a palavra excelente. Não temos tempo — já vou dizendo: estamos atrasados —, mas a palavra que ele acrescenta é excelente, mais excelente. Leiam a carta, e vocês começarão a descobrir como Ele tem um nome mais excelente do que o deles e um sacrifício mais excelente.
Essa é a ênfase ao longo de todo o livro. Há ainda outra ênfase. Se vocês o lerem, encontrarão esta expressão: tanto mais.
Leiam. Ao percorrerem o livro, vocês a encontrarão por toda parte. Ele diz “tanto mais” aqui, “tanto mais” ali, “quanto mais” em outro lugar. Deixem-me dar alguns exemplos.
Acabamos de ler um deles em Hebreus 8:6. Ele diz:
Tanto mais também Ele é mediador de uma aliança superior.
Essa é uma referência. Vocês podem anotá-las e examiná-las depois. Hebreus 9:14:
Quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno Se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a vossa consciência das obras mortas, para adorardes o Deus vivo?
Quanto mais? Esse é um pensamento que percorre o livro de Hebreus.
Começamos com o texto de Hebreus 1:4, que diz que o Senhor Jesus é tanto superior aos anjos. Isso não é, de modo algum, uma comparação que sugira alguma semelhança. Este é o ponto que precisamos compreender: Ele não tem comparação.
Minha esposa me ajuda com as palavras quando tropeço nelas. Eu ficava tentando pronunciar “incomparável”, e ela, que é formada em Letras, me ajuda a entender como se pronuncia “incomparável”. Então, vocês vão me perdoar. Para os engenheiros, o inglês é uma língua estrangeira. Quero que vocês saibam disso.
Mas é isso: o Cristo incomparável. Não há nada que possa se comparar a Ele. A Palavra de Deus não estabelece graus, como se alguma coisa, até mesmo algo que vem de Deus, pudesse de alguma maneira ser comparada a Ele. Ele é superior aos anjos. Esse é o sentido. Ele é mais excelente do que eles. Tem um nome mais excelente do que o deles.
“Tanto mais” é a ênfase do livro de Hebreus. É isso que precisamos enxergar. Para mim, esse é o ponto central.
Depois podemos tratar dessas coisas, mas, se não enxergarmos isso, não conseguiremos entender a ênfase. Irmãos e irmãs, creio que está no coração de Deus nos mostrar o que é superior, o que é mais excelente, o que é muito mais.
Creio que é dessa maneira que Ele deseja falar conosco. Então, espero que esse breve retorno à mensagem central seja útil. Espero que não tenha sido demais.
Outra coisa que eu disse, e que gostaria de desenvolver por considerar essencial para entendermos o livro de Hebreus, é esta: fiz uma afirmação e não a expliquei muito bem, mas a carta aos Hebreus é, antes de tudo, uma carta de encorajamento.
Se não compreendermos isso, não entenderemos o propósito de todas essas coisas superiores, de todas essas afirmações de “tanto mais” e de todas essas excelências. O livro de Hebreus é, antes de tudo, uma carta de encorajamento. É um chamado aos que pertencem a Deus para enxergarem a grandeza do que Ele fez por nós e do que preparou para aqueles que ama.
Abram em Hebreus 13, no fim do livro. Ali, o escritor de Hebreus nos dá alguma compreensão de sua intenção.
Hebreus 13:22 diz:
Mas rogo-vos, irmãos, que suporteis a palavra de exortação, pois em poucas palavras vos escrevi.
Aqui, o escritor nos diz o propósito de seu escrito. Ele nos revela a razão pela qual escreveu o livro. Escreveu-o como uma palavra de exortação.
Deixem-me tentar explicar. Está dentro desse mesmo pensamento, mas a palavra exortação significa, em grego — e não vou entediá-los com o grego —, um chamado dirigido a nós. Significa um chamado de Deus. Significa exortar. Significa consolar. Significa encorajar.
Todas essas coisas estão contidas no que ele quis dizer com: “Escrevo a vocês esta palavra de exortação”. Deus está nos chamando, e tudo o que Ele procura é uma resposta nossa. Esse é o propósito do escrito.
Há alguns anos, fiz um curso de apreciação musical. Eu precisava disso, já que não sei cantar. Não sei tocar. As pessoas gostariam que eu não cantasse.
Na verdade, fiz um curso de apreciação musical sobre jazz. Quero que vocês saibam que isso talvez os assuste. O jazz é a música menos apreciada que existe. É um gosto que se adquire. Poucas pessoas gostam — eu mesmo nem gosto das coisas mais difíceis. Quero dizer, às vezes ele fica tão áspero que penso: “Nossa, que coisa estranha”.
Mas, no jazz — espero que vocês me acompanhem; não quero perdê-los nisso, porque há um propósito —, existe um elemento vital que marca o jazz desde o início e permanece em toda a sua história. Ele se chama chamado e resposta.
Alguns de vocês que entendem de música conhecem isso, já ouviram essa expressão. É quando um grupo, talvez alguns músicos ou cantores, faz um chamado aos outros, e esses outros respondem ao chamado.
É música do coração, em que um grupo canta de coração ou toca de coração. Não sei se vocês sabem disso, mas o jazz não é escrito; na maior parte, é improvisado. Tudo vem do coração. Não é música escrita.
Você fica imaginando o que eles estão fazendo. Eles simplesmente começam; alguém toca um pouco. Não sei do que estou falando quando o assunto é música — entendam isso, antes de tudo. Espero que vocês captem apenas o ponto. Esqueçam a música.
Há chamado e resposta, e esse é um elemento vital no jazz. Na verdade, tudo isso veio da música africana. Muitas vezes, eles cantavam, e alguns entoavam algumas linhas; então, outra tribo, ali do outro lado, respondia com as mesmas linhas. Aqui, alguém cantava; depois, outro respondia: chamado e resposta.
O livro de Hebreus é chamado e resposta. Agora vocês entendem? Deus está nos chamando. Ele está nos mostrando o que é superior, e o que procura é uma resposta nossa. Parece-me que esse é o assunto de Hebreus.
Ainda nesta carta de encorajamento — e quero voltar a isso porque não expliquei muito —, se retornarmos a Hebreus 3, veremos mais da intenção do escritor.
Hebreus 3:13 diz:
Antes, encorajai-vos a cada dia, enquanto se chama hoje, para que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado.
Para mim, esse era um versículo estranho. Não sei como vocês enxergam o encorajamento, mas eu o vejo como algo que fazem por mim. Entendem? É aquilo que vocês fazem por mim. É o que espero que esteja acontecendo com vocês nesta manhã. É algo que vem de fora e é feito por mim.
E esse versículo é curioso, porque diz que devemos encorajar a nós mesmos a cada dia. É um pensamento estranho.
Mas vocês sabem — e este é o pensamento — que cada um de vocês é seu maior inimigo ou seu maior encorajador? Sabem disso?
Irmãos e irmãs, temos uma enorme capacidade. Por favor, entendam: vocês talvez digam: “Não, tudo é Deus, tudo é Deus”, e sabem que creio nisso. Mas precisam entender o peso desse versículo. O escritor não se enganou aqui. Não deixou as palavras vagas. Ele fez uma afirmação muito específica: vocês mesmos, enquanto se chama hoje, devem encorajar a si mesmos a cada dia.
Todos os dias, você deve encorajar a si mesmo. Como fazemos isso? Podemos simplesmente dizer pela manhã: “Vamos, anime-se. Alegre-se. Vá em frente”?
Irmãos e irmãs, de alguma forma é assim que os crentes pensam, mas isso não é o poder do pensamento positivo. Não se trata de nos energizarmos — fazer flexões pela manhã, pôr o sangue e a adrenalina em movimento, e então dizer: “Você é bom. Olhe no espelho. Você é excelente. Você é o melhor. Você é superior”.
Tenho a impressão de que não era isso que ele queria dizer.
Penso que o que devemos fazer — e isso tem grande importância, santos — é encorajar a nós mesmos todos os dias com as coisas do Senhor.
Fazemos isso? Acordamos e dizemos: “Senhor, Tu disseste isto. Tudo ao meu redor aponta para o contrário, mas Tu declaraste isto, e eu creio. Ajuda a minha incredulidade”?
Fazemos isso? Santos, penso que esse é um princípio importante. Você é seu maior inimigo ou seu melhor amigo. Entendem? Esse é um princípio importante quando se trata de Hebreus.
E não apenas isso: devemos fazer isso a cada dia, não de vez em quando. Lembro-me daquela velha frase — acho que já a mencionei há muito tempo. Houve uma grande batalha naval em que o famoso almirante disse: “Encontramos o inimigo, e ele é nosso”.
Não sei — talvez a maioria dos estudantes de história saiba —, mas essa frase foi modificada. O que ficou popular e nós lembramos é a tira de Pogo, que diz: “Encontramos o inimigo, e ele somos nós”.
É isso que conhecemos. Somos nosso próprio pior inimigo. Nós o descobrimos. Ele não está do lado de fora.
Isso não diminui a mensagem que nosso irmão Jerry está trazendo. Na verdade, minha preocupação principal é que tenhamos equilíbrio ao ouvir isso. Antes de tudo, que enxerguemos o Senhor Jesus e tudo o que Ele significa de tal maneira que nossos olhos permaneçam fixos Nele e sejamos encorajados por conhecer o Senhor.
Mas a preocupação de Jerry — e penso que as duas são complementares — era que estivéssemos conscientes de que temos um inimigo, e esse inimigo pretende nos causar dano físico e espiritual. Se não estivermos conscientes desse inimigo e de suas artimanhas, e não nos apropriarmos de toda a provisão que temos no Senhor Jesus, jamais poderemos permanecer firmes.
Não penso que essas coisas sejam contraditórias. Penso que são complementares. Encontramos o inimigo, e ele somos nós.
Encoraje a si mesmo hoje, enquanto se chama hoje, para que você não seja enganado pelo engano do pecado. Esse é o ponto.
Mas isso vai além. Se vocês examinarem comigo Hebreus 10, há outro “encorajar” neste livro em que o escritor mostra sua intenção. Acho que a maioria de nós sabe esse versículo de cor.
Hebreus 10:25:
Não deixando de nos congregar, como é costume de alguns, mas encorajando uns aos outros; e tanto mais quanto vedes que o dia se aproxima.
Aqui está o segundo pensamento. Você não deve apenas encorajar a si mesmo no Senhor, com as coisas do Senhor — falar consigo mesmo, como diz em Efésios: falando a vós mesmos, cantando a vós mesmos com cânticos espirituais e hinos, entoando louvores em seu coração ao Senhor, sendo cheios do Espírito, lembrando-se do Senhor —, mas devemos encorajar uns aos outros.
Irmãos e irmãs, vocês precisam entender que essas duas coisas caminham juntas. Pelo que parece — e eu não entendo toda a teologia por trás disso, nem tenho certeza de que os teólogos entendam tudo o que está por trás —, alguma coisa aconteceu com os crentes hebreus.
Algo aconteceu com aqueles que estavam sendo encorajados, e eles começaram a se afastar das reuniões da comunidade. O texto usa até uma palavra forte. Diz: “Não deixando de nos congregar, como é costume de alguns”.
Era mais do que simplesmente: “Ah, não posso aparecer neste fim de semana. Os Giants vão jogar”. Não era nada disso. Eles desenvolveram um mau hábito. Desenvolveram um costume e, por alguma razão — não se sabe se por negligência, indiferença ou qualquer outra coisa —, esses crentes começaram a diminuir a importância das reuniões da comunidade e a pensar que elas não tinham consequência alguma.
Começaram a deixar de se reunir.
Aqui está a palavra: encorajem uns aos outros. Não deixem de se congregar, como é costume de alguns. Encorajem uns aos outros. Não encorajem apenas a si mesmos.
Você acha que é só você e Deus? Acha que isso resume a vida cristã? Acha que isso é toda a vida cristã? De modo nenhum.
Deixem-me dizer: reunir-se, mesmo com todas as suas dificuldades — e conhecemos um pouco dessas dificuldades —, reunir-se com todos os seus problemas é estar em um lugar de segurança.
O escritor do Salmo 133 disse como é abençoado quando os irmãos vivem juntos em unidade. É como o óleo precioso derramado sobre a cabeça, que escorria até a orla da veste, falando do Senhor Jesus. E termina com este pensamento:
Ali o Senhor ordenou a bênção.
Há bênção em nos reunirmos. Deixem-me dizer: ouvi isto certa vez, e nunca me esqueci. É uma grande descoberta — a maior descoberta — perceber que você não pode viver sem Deus.
Essa é a lição mais preciosa de toda esta vida. Mas há também uma bênção preciosa, uma lição: você não pode viver sem mim.
Isso talvez assuste vocês, talvez os irrite, mas esse é o princípio de Hebreus. Como é importante nos reunirmos! É o lugar de refúgio. É o lugar de bênção. É o lugar de proteção contra a ilusão e o engano.
Vocês podem me encorajar. Acreditem ou não, às vezes posso encorajar vocês. Podemos estimular uns aos outros ao amor e às boas obras. Para mim, esse é o pensamento de Hebreus.
Finalmente, o pensamento de Hebreus e o caminho do encorajamento vêm do fato de que somente Deus nos encoraja. Deixem-me ler um versículo. Abram em Hebreus 6:18. Vejam Hebreus 6:17.
Pelo que Deus, querendo mostrar mais abundantemente aos herdeiros da promessa a imutabilidade de Seu propósito, interveio com um juramento,
Para que, por duas coisas imutáveis, nas quais era impossível que Deus mentisse, tivéssemos forte encorajamento, nós que fugimos em busca de refúgio, para nos apegarmos à esperança posta diante de nós,
A qual temos como âncora da alma, segura e firme.
O próprio Deus, Aquele que não pode mentir. A expressão tem uma ênfase ainda mais forte. Diz: “É impossível que Deus minta”. Somente Ele é a fonte do nosso encorajamento.
Se fosse apenas você encorajando a si mesmo, se fosse apenas encorajarmos uns aos outros, isso não bastaria. O ponto central do livro de Hebreus, nessa revelação do que é superior, é que o próprio Deus veio a nós com um forte encorajamento, para que nos apeguemos à esperança que está posta diante de nós.
Espero que isso lhes dê uma visão da intenção do escritor. Digam-me em que estou errado; vocês podem me ajudar. Mas, pelo menos para mim, parece muito claro que tudo o que ele queria era revelar aquilo que Deus tem de superior. A esperança do escritor é que haja uma resposta nossa. Essa é a carta aos Hebreus.
Muito bem. Não tenho permissão para dizer: “Entenderam?”, mas vou deixar escapar só uma vez e prometo que será a última.
Ah, o Deus de toda consolação vem ao nosso encontro com forte encorajamento. Como isso é bom! Quanta esperança isso nos dá! Deus é Aquele que encoraja você. Isso é uma boa notícia.
Muito bem, agora vocês estão se perguntando se algum dia chegaremos ao assunto.
Há duas coisas de que queremos tratar hoje, mas deixem-me compartilhar um versículo antes. Já falamos das duas primeiras, e não vou retomá-las porque não temos tempo.
A primeira coisa superior diz respeito à pessoa do Senhor Jesus. O texto diz que Ele tem um nome superior ao dos anjos. Ele é superior aos anjos.
Talvez vocês não achem isso muito significativo, mas é extremamente significativo, porque estabelece que o mais vital em toda a economia de Deus é o Filho.
Este livro começa com um pensamento único e predominante: Deus falou e agiu anteriormente, por meio dos profetas, aos pais, mas, nestes últimos dias, falou a nós na pessoa do Filho. Essa é a mensagem suprema deste livro.
Se vocês lerem o livro, mesmo os primeiros oito ou nove capítulos, verão que essa é a questão predominante. É a pessoa do Senhor Jesus. Santo, há aí uma mensagem profundamente simples: devemos manter os olhos fixos no Senhor Jesus.
A Palavra usa a expressão de que devemos considerar nosso Sumo Sacerdote. Em Hebreus 12, ela nos mostra o caminho para vencer: fixar os olhos no Senhor Jesus. Essa é toda a mensagem.
O escritor faz algo que não compartilhei na semana passada. Abram em Hebreus 8. Lemos isso como nosso texto, e é para confirmar esse ponto.
Ele diz em Hebreus 8:1:
Ora, o resumo das coisas de que estamos falando é este: temos Alguém assim.
Esse é o resumo. Talvez a palavra resumo não tenha grande significado para nós, mas, no grego de Hebreus, essa palavra significa: “Este é o ponto principal”.
Esta é toda a razão de seu escrito: temos Alguém assim, um grande Sumo Sacerdote, e devemos manter os olhos fixos Nele. Esse é o resumo executivo.
Não sei quantos de vocês sabem o que isso significa, mas passo boa parte do meu dia escrevendo relatórios. Aprendemos que muitas pessoas ocupadas, para quem escrevemos essas coisas, se recusam a lê-las. É uma pena. Todas aquelas palavras, naqueles relatórios de treze páginas, não são lidas; as pessoas apenas passam os olhos por eles.
Então, aprendemos o segredo, e muitos de vocês que escrevem relatórios sabem disso: é preciso ter um resumo executivo. Ele é para o homem ou a mulher que se recusa a ler o relatório. Vocês sabem, já estiveram nessas reuniões: “Vá direto ao ponto. Qual é o seu ponto principal? O que você está querendo dizer com todas essas palavras? Qual é a principal coisa que está no seu coração?”
Isso se chama resumo executivo. Aqui, o escritor diz: “Este é meu resumo executivo: é o Senhor Jesus”. Ele é a síntese de tudo. Ele é tudo. Se você quer andar no que é superior, precisa enxergar que Ele é o que é superior.
A segunda coisa superior de que tratamos tinha a ver conosco. Hebreus 6 diz que Deus tem algo melhor para nós.
Isso é precioso. O coração de Deus não está voltado apenas para o Senhor Jesus, embora eu creia nisso. Está voltado também para nós.
Como é maravilhoso que este livro, depois de apresentar essa exposição extensa sobre a superioridade do Senhor Jesus, tenha como segunda coisa superior algo que diz respeito a nós. Pensem nisso. Pensem no amor que Deus tem por nós.
Ele nos chamou para sermos participantes da vocação celestial, diz Hebreus 3. Chamou-nos para sermos companheiros do Cristo. Hebreus 2 diz que Aquele que santifica e os que são santificados são um, e Ele não Se envergonha de chamá-los irmãos.
Irmãos santos, participantes da vocação celestial. Santos, isso é precioso.
Para mim, isso é a totalidade do propósito eterno: reunir tudo em Cristo e, de alguma forma, no mistério do próprio amor, unir-nos em uma união inseparável com o Senhor Jesus, para que sejamos os companheiros eternos de Cristo.
Observem: o texto diz que Ele não escolheu os anjos caídos, mas escolheu vocês. Espero que essa seja uma palavra de encorajamento.
Essas são, então, as duas primeiras coisas superiores. Quero dedicar, se pudermos, um pouco de tempo às duas seguintes.
Uma delas foi a que ouvimos — e penso que o Senhor de certa forma nos preparou em nossa reunião. Nosso irmão começou com esta palavra sobre esperança. Pareceu-me, talvez porque fosse a direção que eu já estava seguindo, que essa palavra esperança percorreu nossa reunião nesta manhã, enquanto orávamos e adorávamos.
Vocês sabem que temos uma esperança superior? Se lerem Hebreus 7:18:
Pois há a revogação do mandamento anterior, por causa de sua fraqueza e inutilidade, porque a lei nada aperfeiçoou;
E a introdução de uma esperança superior, pela qual nos aproximamos de Deus.
Aqui está o primeiro ponto. Lembrem-se disto: a esperança é essencial à vida cristã. Vocês precisam entender isso. É um tema que percorre toda a Bíblia. Começa no Antigo Testamento, segue pelo Novo Testamento e é esclarecido no Novo Testamento.
Vocês jamais compreenderão a vida cristã se não compreenderem a esperança superior que temos como cristãos. O escritor aos Hebreus, depois de tratar do propósito eterno e do que ele consiste, diz que temos uma esperança superior.
Ela é um elemento essencial da vida cristã.
Lembro-me do ano passado. Provavelmente foi o ano mais difícil de nossas vidas, quando estávamos passando por tudo aquilo e Linda recebeu o transplante. Lembro-me de uma ocasião em que estava no hospital e havia uma revista sobre transplantes. Não sei se naquele dia eu estava muito animado ou não; talvez aquela frase simplesmente não pudesse passar despercebida.
Mas folheei a revista, e lá estava esta citação simples. Era de um escritor secular, mas tocou meu espírito. Ele disse: “Na maratona da vida, a esperança é essencial”.
Ah, como precisamos de esperança! Se perdermos nossa esperança… Lembro-me de algo que Dan me disse há pouco tempo, e que teve um impacto profundo em mim. Ele disse: “Não posso abrir mão da minha esperança”. Isso foi melhor do que qualquer sermão que eu tivesse ouvido.
Ah, irmãos e irmãs, como precisamos enxergar que existe uma esperança superior! Ela é um ingrediente fundamental e essencial da vida cristã.
Vocês entendem o que são ingredientes fundamentais? Sem esperança, não há vida cristã.
Olhamos para o futuro com expectativa. Conservamos firme a esperança. Nós nos gloriamos, diz Hebreus, na confiança da nossa esperança. A Bíblia diz que a esperança não envergonha. A esperança é um ingrediente fundamental.
Perguntei a Linda ontem — porque não entendo dessas coisas; não me deixam cozinhar, quero que vocês saibam disso. Provavelmente é para o bem da família. É como acontece com o canto.
Perguntei a ela sobre pão, porque temos uma coisa muito interessante, uma máquina de fazer pão. Aquilo é mágico. Ela faz pães num instante. Você nem precisa bater a massa. Bem, gostaram disso? Dá para ver pelos olhos de vocês. Ela simplesmente faz esses pães como por mágica. É o máximo. Nós adoramos pão.
Perguntei a ela quais eram os ingredientes fundamentais dessa coisa chamada pão. Ela disse: “Bem, em primeiro lugar, há a farinha. Ela é a substância. Quando tudo está pronto, é mais ou menos aquilo que permanece”.
Penso que isso é um pouco como 1 Coríntios 13:13, que diz:
Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; e o maior destes é o amor.
A farinha é a substância. A farinha é o amor. É aquilo que permanece.
Depois, ela me disse que existe algo chamado agente de fermentação. Vocês talvez tenham percebido que o pão que tomamos nesta manhã não tinha fermento e, por isso, não crescia.
Mas, para mim, esse fermento é a esperança, porque é aquilo que faz crescer. Afinal, é a nossa esperança, é a expectativa que o Senhor estabeleceu em nosso coração, que nos faz elevar-nos a Deus e crer que tudo o que Ele disse é verdade.
É aquilo que nos faz… Deixem-me dizer de outra maneira: é aquilo que impede você de ficar murcho. Sabem, como um pneu murcho. Agora cheguei a algo que os homens vão entender. Estou perdendo o público masculino. Está murcho.
Mas, com esperança, nós nos elevamos a Deus.
Depois, ela disse que há o líquido que ativa o agente de fermentação — sabem, como o fermento biológico, ou seria o fermento químico?
Há algo que o ativa. É um ingrediente fundamental. É a fé. Por causa da fé do Senhor Jesus que está em nós, nossa esperança é ativada, e nós nos elevamos a Deus.
Para mim, esse parece ser o ingrediente fundamental.
A esperança tem tanto poder que é capaz de alcançar você nas circunstâncias mais sombrias e difíceis e elevar seu espírito.
A esperança, por si só, é o componente mais forte, capaz de alcançar você nas circunstâncias mais difíceis e sombrias e elevá-lo aos lugares celestiais, acima das circunstâncias, até o Altíssimo.
Esperança. A esperança superior. Esse é o poder que ela tem.
Ao examinar este livro de Hebreus, também considerei como ele deixa muito clara a fonte de nossa esperança. Às vezes, pensamos que a fonte de nossa esperança é aquilo que entendemos ou aquilo em que cremos.
Mas, irmãos e irmãs, embora isso seja um componente da esperança, não é sua fonte. Vocês precisam ter muito cuidado. Esse é um elemento muito importante em Hebreus e nas Escrituras. Se não o entendermos, nossa esperança estará fundamentada no que vemos e no que cremos.
Abram comigo em Hebreus 10:23.
Conservemos firme a confissão da nossa esperança, sem vacilar; porque fiel é Aquele que prometeu.
Vocês veem a diferença? Para mim, esse pequeno acréscimo do Espírito Santo é muito importante.
Conservemos firme nossa esperança, sem vacilar. Como podemos fazer isso? Como podemos fazer isso? Porque fiel é Aquele que prometeu.
Vocês veem a diferença? Ah, queridos santos, parece-me que somente Deus é a fonte de nossa esperança.
Se vocês abrirem no Salmo 42 — não precisam abrir agora, mas considerem o Salmo 42 depois —, verão que o salmista compreendia esse princípio. Ele disse:
Por que estás inquieta dentro de mim, ó minha alma? Espera em Deus.
Queridos santos, parece-me que a mensagem do livro de Hebreus é que Ele é a nossa esperança.
Hebreus 6:17 diz:
Pelo que Deus, querendo mostrar mais abundantemente aos herdeiros da promessa a imutabilidade de Seu propósito, interveio com um juramento,
Para que, por duas coisas nas quais é impossível que Deus minta, tivéssemos forte encorajamento, nós que fugimos em busca de refúgio, para nos apegarmos à esperança posta diante de nós.
Para Quem fugimos? Você fugiu para uma doutrina sólida? Fugiu para um sistema de crenças? Fugiu para uma religião?
Não, querido santo. Parece-me que a mensagem é que fugimos para a fonte da esperança. Essa é a esperança superior.
Sem essa esperança, somos as pessoas mais desesperançadas que existem. Vocês creem nisso? Se não tivéssemos essa esperança, seríamos as pessoas mais desesperançadas.
Sem esperança de resgate.
Talvez vocês tenham ouvido recentemente sobre aquele submarino que afundou no Atlântico Norte, o Kursk. Há outra história sobre um submarino, o S-4, que afundou na costa de Massachusetts. Ele colidiu com um navio; não se sabe ao certo.
Aquele submarino afundou, e aqueles homens estavam naquela sepultura submersa. Estavam lá embaixo, completamente sozinhos. Vocês podem imaginar os pensamentos que passaram pela mente deles.
Enviaram um mergulhador. Ele encostou o capacete no casco do submarino, e um dos homens transmitiu, por meio de batidas em código Morse:
Há alguma esperança?
Você sabe que Jesus é sua única esperança? Sabe que Ele pode resgatá-lo? Sabe que Ele nunca vai soltá-lo? Sabe que Ele vive sempre para interceder por você?
Você sabe que, não importa quais sejam suas circunstâncias — quão profundas, quão sombrias, quão impossíveis —, há esperança de resgate?
Parece que hoje vamos parar na esperança, porque o relógio não está sendo bondoso comigo.
Mas há outro ponto essencial sobre a esperança. A esperança se baseia em um relacionamento inteiramente novo.
Ela se baseia em um relacionamento inteiramente novo.
Deixem-me abrir em um versículo. Voltem a Hebreus 7:18:
Pois há a revogação do mandamento anterior, por causa de sua fraqueza e inutilidade, porque a lei nada aperfeiçoou;
E a introdução de uma esperança superior.
Aqui está o ponto. No Antigo Testamento, havia um relacionamento anterior, e esse relacionamento se baseava na lei.
Este novo relacionamento de esperança não se baseia na lei, porque o Novo Testamento diz — acho que é Gálatas 6:14, se estou me lembrando corretamente:
Porque não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça.
Vocês foram salvos pela graça. Portanto, esse novo relacionamento que temos, essa nova base de esperança, já não é a lei, mas o amor.
Irmãos e irmãs, não sei se isso ainda nos parece profundo. Não sei se ainda toma conta do nosso coração. Mas o que Deus fez, em Sua misericórdia, foi remover, abolir a antiga base de relacionamento, que era a lei e que não podia aperfeiçoar ninguém, para estabelecer e introduzir um novo relacionamento, que é a esperança superior.
Esse novo relacionamento é o amor.
Gostaria que tivéssemos mais tempo. Mas, se vocês examinarem cuidadosamente as Escrituras, começarão a entender que a lei exigia obediência absoluta.
Quando o próprio Senhor Jesus citou o primeiro mandamento em Marcos — acho que é Marcos 12:10 —, Ele disse: “O primeiro mandamento diz: ‘Amarás o Senhor teu Deus’”. Com o quê?
Com toda a tua força, com toda a tua alma e com todo o teu entendimento.
Isso é absoluto. Esse antigo relacionamento exigia aquilo que não podia produzir.
Espero que vocês entendam isso. É um princípio profundo em toda a Escritura. Esse antigo relacionamento exigia amor absoluto em três dimensões, mas não tinha poder para produzi-lo.
Talvez vocês pensem: “Por que, então, Deus fez isso? Por que esse relacionamento anterior foi estabelecido com Seu povo, Israel?”
Porque, quando lemos o Novo Testamento, entendemos que a lei veio para ampliar o pecado, para nos mostrar, como diz Romanos, a extrema malignidade do pecado.
Penso que tudo isso — e não sou muito profundo, então entendam — tem uma razão muito simples: mostrar nossa completa falta de esperança sem Cristo.
Você consegue amar o Senhor de todo o seu coração? Consegue amar o Senhor com toda a sua mente? Consegue amar o Senhor com toda a sua alma? Consegue amar o Senhor com todo o seu entendimento? Você faz isso?
Então, muito bem. Você cumpriu a lei. É a pessoa mais justa que conheço.
Mas, ah, queridos santos, esta é a esperança: Jesus vem, cumpre a lei, toma a lei e a prega no madeiro. Agora, o que Ele tem a nos dizer é: “Este novo relacionamento que tenho com vocês já não se baseia na lei, mas no amor”.
Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu Filho unigênito.
Ah, como isso é bom! Agora, o amor produz a lei em nosso coração.
Espero que isso não esteja muito confuso para vocês. Mas vocês se lembram de quando o Senhor Jesus disse — esta é a ênfase, e ela é muito importante:
Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos.
O mandamento não veio primeiro. Algo precisava ser feito para produzir uma resposta — aquele chamado e resposta.
Então, Ele pode escrever em nosso coração, Jeremias 31:31, uma nova aliança:
Porei a Minha lei no seu interior e a escreverei no seu coração.
Tudo isso tem a ver com amor. Querido santo, parece-me que esta é uma chave para compreender: essa nova esperança superior se baseia no amor.
Vocês acham que talvez fosse isso que o Senhor Jesus tinha a dizer a Pedro? Lembram-se da história. Vamos terminar com ela.
Vocês acham que talvez fosse isso que o Senhor Jesus tinha a dizer a Pedro quando apareceu a ele, depois daquela grande negação, em João 21? Ele disse: “Pedro, tu Me amas?”
Ah, vocês conhecem essa história. Pedro devia estar arrasado. Tudo de que conseguia se lembrar era a negação.
Pedro disse: “Senhor, Senhor, Tu sabes que tenho afeição por Ti. Existe uma afeição”.
O Senhor Jesus, enfatizando Seu ponto, disse: “Pedro, tu Me amas?”
Penso que Pedro foi tomado de profunda agonia naquele momento. Ele disse: “Senhor, não. Tenho afeição por Ti”.
Então, o Senhor disse: “Pedro, tens afeição por Mim? Está bem”.
Basta sempre uma pequena resposta, e Ele fará o restante. Não temos esperança em nós mesmos, mas Ele está chamando. Se respondermos, Ele escreverá amor em nosso coração.
Essa é a esperança superior.
Senhor, nós nos achegamos com a percepção de que vemos as coisas como por um espelho, obscuramente, sabendo que não enxergamos com clareza, mas sabendo que Tu és o caminho e que és, para nós, a esperança superior.
Senhor, oro para que, nos dias que virão, Tu tomes aquilo que não pôde ser dito e, pelo dedo do Espírito Santo, o escrevas profundamente em nosso coração.
Ah, estou tão encorajado, Senhor, porque Tu não me chamaste para fazer aquilo que jamais conseguirei fazer, mas, por Tua misericórdia, Tu chamas. E, em Tua misericórdia, há uma resposta; e, por Tua graça, Tu realizas a obra.
Como isso é bom! Que esperança superior! E como nós Te adoramos. Amém.