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    Strategic Calling of the Church - Prayer Warfare - Part I © 2026 Christian Testimony Ministry
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    Strategic Calling of the Church - Prayer Warfare - Part I
    Strategic Calling of the Church - Prayer Warfare - Part I
    Lambert, Lance

    A batalha em oração e o chamado estratégico da igreja

    Leituras bíblicas

    Por favor, abram primeiro em Efésios 6:10.

    No demais, fortalecei-vos no Senhor e na força do Seu poder.
    Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as ciladas do diabo.
    Porque a nossa luta não é contra a carne e o sangue, mas contra os principados, contra as potestades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as hostes espirituais da maldade nos lugares celestiais.
    Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, permanecer firmes.
    Estai, pois, firmes, tendo cingido os vossos lombos com a verdade e vestido a couraça da justiça,
    e calçado os pés com a preparação do evangelho da paz;
    tomando, sobretudo, o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno.
    Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus:
    orando em todo tempo com toda oração e súplica no Espírito, e vigiando nisso com toda perseverança e súplica por todos os santos,
    e por mim, para que me seja dada a palavra, ao abrir a minha boca, a fim de fazer conhecido com ousadia o mistério do evangelho,
    pelo qual sou embaixador em cadeias; para que nele eu fale ousadamente, como me cumpre falar.

    — Efésios 6:10-20

    Agora abram em 2 Coríntios 10:3.

    Porque, embora andemos na carne, não militamos segundo a carne
    (pois as armas da nossa milícia não são carnais, mas poderosas diante de Deus para a destruição de fortalezas),
    destruindo raciocínios e toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo.

    — 2 Coríntios 10:3-5

    Agora abram em Daniel. Vamos ler trechos de dois ou três capítulos, todos relacionados a um período específico da vida de Daniel.

    No primeiro ano de Dario, filho de Assuero, da linhagem dos medos, o qual foi constituído rei sobre o reino dos caldeus,
    no primeiro ano do seu reinado, eu, Daniel, entendi pelos livros o número dos anos de que falara o Senhor ao profeta Jeremias, para que se cumprissem as desolações de Jerusalém: setenta anos.
    E voltei o meu rosto ao Senhor Deus, para O buscar com oração e súplicas, com jejum, pano de saco e cinzas.
    E orei ao Senhor, meu Deus, e fiz confissão.

    — Daniel 9:1-4

    E, enquanto eu estava falando, orando e confessando o meu pecado e o pecado do meu povo Israel, e apresentando a minha súplica perante o Senhor, meu Deus, pelo monte santo do meu Deus;
    sim, enquanto eu ainda falava em oração, o homem Gabriel, que eu tinha visto na visão ao princípio, voando rapidamente, tocou-me à hora da oferta da tarde.
    E ele me instruiu, falou comigo e disse: Ó Daniel, agora saí para dar-te sabedoria e entendimento.
    No princípio das tuas súplicas, saiu a ordem, e eu vim para te declarar, porque és muito amado: considera, pois, a palavra e entende a visão.

    — Daniel 9:20-23

    E eis que uma mão me tocou e me pôs sobre os meus joelhos e sobre as palmas das minhas mãos.
    E ele me disse: Ó Daniel, homem muito amado, entende as palavras que te digo e põe-te em pé, porque a ti sou agora enviado. E, falando ele comigo esta palavra, pus-me em pé, tremendo.
    Então me disse: Não temas, Daniel, porque, desde o primeiro dia em que dispuseste o teu coração a entender e a humilhar-te perante o teu Deus, foram ouvidas as tuas palavras; e eu vim por causa das tuas palavras.
    Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu por vinte e um dias; porém, eis que Miguel, um dos principais príncipes, veio para ajudar-me.

    — Daniel 10:10-13

    Então ele disse: Sabes por que vim a ti? Agora tornarei a pelejar contra o príncipe da Pérsia; e, quando eu sair, eis que virá o príncipe da Grécia.
    Mas eu te declararei o que está escrito na escritura da verdade: e ninguém há que se fortaleça comigo contra estes, senão Miguel, vosso príncipe.

    — Daniel 10:20-21

    A importância estratégica da batalha em oração

    Não creio que haja assunto de maior importância estratégica para a igreja, nos dias em que vivemos, do que a batalha em oração. Uma das tragédias que se abateram sobre a obra de Deus no mundo inteiro é que tão poucas pessoas sabem alguma coisa a respeito disso.

    Se a batalha em oração é compreendida até certo ponto no nível individual, é preciso percorrer um longo, longo caminho para encontrar um grupo de filhos de Deus que entenda alguma coisa sobre a batalha em oração coletiva. No entanto, esse é o chamado estratégico da igreja durante o tempo em que estamos aqui na terra.

    Estou consciente, nesta noite, de que não temos muito tempo para desenvolver esse assunto ou nos aprofundar nele. Quero deixar com vocês algumas ideias-semente que, confio, o Espírito Santo fará germinar em seus corações.

    A maioria das reuniões de oração nas comunidades ou famílias ao redor do mundo é — espero que vocês entendam o que quero dizer — mais um exercício religioso do que uma oração dada por Deus.

    Existe entre o povo de Deus uma espécie de ideia de que devemos orar. É nosso dever orar. Portanto, precisamos nos reunir. Se há uma reunião de oração, mesmo quando faltamos três vezes em cada quatro, sentimos um pequeno peso na consciência. Há a percepção de que é nosso dever estar ali em oração.

    Mas pouquíssimos crentes compreendem o chamado à oração. Afinal, por que não oramos simplesmente de maneira individual? Qual é o verdadeiro valor da oração coletiva?

    Se Deus ouve a oração, e se a oração é apenas petição e pedido, por que, afinal de contas, não ficamos em casa e oramos? Por que não pedir que um irmão anuncie, no domingo, os assuntos que precisam de oração — as necessidades, os problemas entre nós e as áreas que exigem iluminação divina — e então cada um ore durante a semana, em seus momentos a sós com Deus em casa?

    Por que somos chamados a nos reunir para orar? Qual é a natureza da oração coletiva?

    A natureza espiritual do mundo

    Não creio que alguém possa compreender a batalha em oração sem entender um fato básico, simples, mas profundo.

    O fato é este: o mundo em que vivemos é, essencial e substancialmente, um mundo espiritual.

    Deixem-me dizer isso novamente. É tão simples — tão elementar, coisa de jardim de infância — que quase não precisaria ser dito; no entanto, precisa ser dito. É por não compreendermos esse fato simples que não entendemos o que realmente é a oração.

    Este mundo aparentemente físico em que vocês e eu vivemos — um mundo de tempo, um mundo em que podemos sentir, ouvir e saborear — é, essencial e substancialmente, um mundo espiritual.

    Muitos crentes não compreendem isso. Acreditam que este é um mundo físico e que, um dia, iremos para um mundo espiritual. Segundo a ideia predominante entre os cristãos, vamos ficar conservados em éter pelo resto da eternidade — numa espécie de condição espiritual sem corpo e, até certo ponto, sem alma, flutuando para sempre no éter.

    A ideia é que este mundo é, substancial e essencialmente, apenas físico. É verdade que a Bíblia diz:

    Primeiro o natural, depois o espiritual.

    É verdade que estamos num mundo criado. Mas, desde o princípio, há coisas visíveis e coisas invisíveis neste mundo.

    Há tronos, domínios, principados, potestades, dominadores deste mundo de trevas e hostes espirituais da maldade nos lugares celestiais. Eles não são carne e sangue. Essa hierarquia do mal não tem existência corpórea; são seres espirituais. Vocês não podem vê-los com estes olhos, tocá-los com estas mãos nem apreendê-los pelos sentidos.

    No entanto, segundo o apóstolo Paulo, eles são a realidade que a igreja enfrenta.

    Alguns talvez digam: “Claro, você está falando do Novo Testamento. No Antigo Testamento, era tudo físico, não era?” Não, de modo algum. Nunca foi.

    Quem endureceu Faraó foi Satanás. A verdadeira história oculta por trás de todo o êxodo do povo de Deus do Egito tinha a ver com o mundo espiritual. Alguém viu o anjo da morte passar pelo Egito e ferir os primogênitos? No entanto, esse foi o golpe final que provocou o êxodo.

    Poderíamos continuar com um exemplo após outro, mas o que quero explicar de maneira muito simples é isto: estamos vivendo num mundo essencial e substancialmente espiritual.

    Se estamos vivendo num mundo assim, precisamos de armas espirituais para ver o reino de Deus estabelecido, a igreja edificada e pedras vivas extraídas da rocha eterna. Nós, como igreja de Deus, precisamos compreender que as armas da nossa milícia não são carnais. Elas não pertencem às coisas do tempo e dos sentidos; são armas espirituais.

    As armas espirituais na presença de Deus

    Essas armas são poderosas diante de Deus. No grego, essa pequena expressão em 2 Coríntios 10:4 é muito interessante. Literalmente, ela diz que as armas da nossa milícia são poderosas diante de Deus — ou na presença de Deus — para a destruição de fortalezas.

    Em outras palavras, nossas armas espirituais só são eficazes e operantes na presença de Deus.

    É exatamente como a declaração de Paulo:

    Tomai a espada do Espírito, que é a palavra de Deus.

    Isso não significa apenas que toda a Bíblia é autorizada pelo Espírito Santo, ou simplesmente que o Espírito Santo é a fonte da inspiração da Palavra de Deus, tornando-a infalível e inspirada. Significa mais do que isso.

    O Espírito Santo precisa tomar a Palavra e aplicá-la a uma situação específica. Vocês não podem simplesmente pegar qualquer passagem das Escrituras a esmo e forçar seu cumprimento numa situação. O Espírito Santo precisa tomar uma Palavra que Ele próprio inspirou e quase inspirá-la novamente para nós, para que ela ganhe vida numa situação específica.

    Então essa Palavra se torna a espada do Espírito Santo nas mãos do povo de Deus, para realizar o propósito e a vontade de Deus em determinada localidade ou situação.

    O ministério de oração de Daniel

    Quando vocês voltam ao Antigo Testamento, encontram esse homem, Daniel. Às vezes, as pessoas me dizem que estão ocupadas demais para orar. Não direi isso deste grupo em particular, mas, em muitos grupos de filhos de Deus que visito, os líderes com maiores responsabilidades nunca estão na reunião de oração. Estão ocupados demais.

    São empresários ou profissionais, ocupados demais para a reunião de oração. Em algumas igrejas institucionais tradicionais, vocês têm sorte se encontrarem dois em cada dez diáconos ou presbíteros na reunião de oração. A desculpa é que todos estão ocupados demais, inclusive o pastor.

    O que ele quer dizer é que deixa isso para algumas senhoras idosas. Evidentemente, elas têm todo o tempo do mundo. É uma atitude inacreditável.

    Certa vez, falei numa conferência de ministros de determinada denominação deste país. Pediram que eu falasse sobre a batalha em oração, e depois houve uma discussão. Foi uma das discussões mais reveladoras que já presenciei. Era uma denominação fundamentalista.

    Um de seus principais líderes, de uma congregação muito influente na Flórida, resumiu as conclusões deles. Levantou-se e disse: “Acho que é uma boa coisa ter uma reunião de oração na rotina da igreja. É bom permitir que nossas congregações desabafem”.

    Esse, evidentemente, era o alfa e o ômega da vida de oração da igreja: deixem que venham à reunião de oração, deixem que desabafem, e então será mais fácil manipulá-los e conduzi-los, porque terão colocado para fora o que estava entalado.

    A ideia era que Deus não ouve a oração; a oração é apenas uma espécie de ar quente soprando no ouvido. Mas, se as pessoas desabafam de uma maneira psicológica ou psiquiátrica, isso lhes faz bem, e então todos ficam mais felizes. Aonde vocês vão chegar com um espírito desses?

    Daniel não era apenas um eunuco no serviço público de um dos impérios mais poderosos que o mundo já conheceu. Ele ascendeu até se tornar um dos integrantes do comitê de três, o comitê executivo de três. Por fim, tornou-se presidente de todo o império, abaixo do imperador.

    Não havia homem mais ocupado do que Daniel, nem alguém com uma desculpa mais legítima para não orar. Não era uma época de milhares de computadores e funcionários fazendo o trabalho. Eram dias de autocracia, dias de monarquia absoluta, em que a palavra do imperador ou do rei era uma questão de vida ou morte.

    Embora coubesse ao imperador pronunciar o decreto por fim, era Daniel quem precisava fazer todo o trabalho. Pensem na quantidade de material sobre a mesa daquele homem. O império se estendia da Índia à Europa, e da Etiópia à Rússia.

    Esse único filho de Deus, elevado à mais alta posição de autoridade e poder num império pagão, precisava avaliar os prós e os contras de cada decisão que o imperador tomaria. Cremos que ele acabou se tornando o homem que redigia muitos dos decretos.

    Uma palavra errada poderia ter lhe custado a cabeça. Se havia alguém que poderia ter dito: “Não sou a pessoa indicada para orar. Outros devem orar. Estou ocupado demais”, esse alguém era Daniel.

    Ele poderia ter dito: “Deus me elevou a esta posição, e não há dúvida alguma quanto a isso. Além disso, estou no lugar em que Deus pode me usar para responder às orações de Seus filhos. Não vou orar; que eles orem”.

    Mas Daniel não fez isso. Daniel foi o homem a quem Deus revelou que os setenta anos mencionados por Jeremias estavam prestes a se completar. Então o encargo de oração entrou no ministério de Daniel.

    Como ele realizou esse ministério de oração numa vida tão ocupada, jamais saberemos. Às vezes, isso o deixava doente. As Escrituras dizem que ele ficou enfermo por vários dias; portanto, o trabalho de escritório teve de esperar. Mas Daniel considerava esse assunto uma prioridade.

    Quando Daniel começou a orar para trazer à existência algo que Deus já havia predito que aconteceria — observem isto com atenção —, todo o mundo invisível entrou em movimento.

    Foi como se esse único homem, em seu ministério de oração, tivesse colocado em movimento todo um mundo espiritual que ninguém podia ver — nem mesmo Daniel.

    Somente quando Gabriel veio até ele é que compreendeu. Gabriel disse, em essência: “Daniel, finalmente cheguei aqui. Você é muito amado no céu. Desde o momento em que começou a orar, suas petições foram atendidas. Mas, quando fui enviado para falar com você, entrei em conflito com o príncipe da Pérsia”.

    O príncipe da Pérsia e o príncipe da Grécia não eram príncipes físicos, de carne e sangue. Eram principados invisíveis. Isso nos faz perceber que toda superpotência tem, em algum lugar, um principado; toda ideologia tem, em algum lugar, um dominador deste mundo de trevas; e todo movimento político tem por trás de si algum poder espiritual.

    Antes que o Império Babilônico desaparecesse e o Império Persa tomasse seu lugar, algo precisava acontecer no âmbito invisível entre os principados. Quando a era grega estava para substituir a era persa, novamente algo precisava acontecer no invisível.

    De alguma maneira, a oração de Daniel colocou essas coisas em movimento. O propósito de Deus para Seu povo escolhido estava representado em Miguel, o arcanjo especialmente designado por Deus para zelar pelos interesses de Israel.

    Temos apenas uma pequena indicação desse enorme conflito. É como uma janelinha que se abre de repente. Deus não afasta toda a cortina para nos mostrar tudo em detalhes. Mas, por causa do ministério de oração de Daniel, a cortina é afastada o suficiente para vermos movimentos tremendos no invisível — principados indo e vindo, conflitos por soberania e autoridade.

    Vocês talvez digam: “O que tudo isso significa?” Sinceramente, não posso lhes dizer. Tampouco creio que devamos conhecer todos os detalhes.

    Mas sei disto: assim como Daniel ocupava um lugar na antiga dispensação, a igreja, na nova dispensação, ocupa um lugar nas regiões celestiais, em união com Deus em Cristo.

    A igreja deve cuidar para que o reino de Deus venha em qualquer situação específica e para que a vontade de Deus seja feita, assim na terra como no céu.

    A igreja como cooperadora de Deus

    Não há lugar para uma espécie de fatalismo islâmico: “O Senhor está no controle de tudo e, em determinado momento de Sua soberania, isto vai acontecer, e, em outro momento, aquilo vai acontecer. Não importa o que façamos; podemos simplesmente deixar as coisas seguirem”.

    Deus chama Sua igreja a trabalhar em cooperação com Ele.

    Tragam isso diretamente para a situação de vocês em Richmond. Talvez, no momento, vocês não possam fazer muita coisa a respeito do principado do marxismo, do dominador deste mundo por trás do islamismo ou do grande principado por trás do humanismo sexual ou materialista. Mas aqui estão vocês, um grupo do povo de Deus em Richmond.

    Vocês querem dizer que o essencial a respeito deste grupo de filhos de Deus é que somos todos seres humanos físicos, com circunstâncias físicas? Nós simplesmente nos reunimos fisicamente, lemos a Bíblia, fazemos alguns pedidos, cantamos alguns hinos, participamos da Mesa do Senhor e presumimos que tudo acontece automaticamente?

    Por que Paulo encerra a carta geralmente reconhecida como o ponto culminante da revelação divina acerca do propósito de Deus com estas palavras? Por que ele não diz: “No demais, fortaleçam-se no Senhor e saiam para evangelizar”? Ou: “Fortaleçam-se no Senhor e façam estudos bíblicos profundos”? Ou: “Fortaleçam-se no Senhor e tenham verdadeira comunhão espiritual”?

    Em vez disso, ele diz:

    Fortalecei-vos no Senhor e na força do Seu poder.
    Tomai toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as ciladas do diabo.

    As ciladas, os enganos, os artifícios astutos do diabo.

    Não pensem, nem por um instante, que vocês, como uma comunidade do povo de Deus, podem simplesmente deixar as coisas seguirem e que tudo ficará bem. Vocês podem ir de conferência em conferência ou de reunião em reunião, mas descobrirão inimigos colossais no invisível.

    Esses inimigos trabalharão para dividir, criar facções, introduzir o erro, incentivar a superficialidade, inibir, amarrar e trazer peso. O objetivo deles é frustrar o propósito de Deus para Richmond, na Virgínia.

    A menos que saibamos permanecer firmes contra as ciladas do diabo — que são ajustadas e planejadas para cada grupo específico de filhos de Deus —, não resistiremos no dia mau.

    Essas ciladas não são apenas genéricas. Evidentemente, a igreja em Éfeso enfrentaria um dia mau. Todos nós que tivemos alguma experiência com a obra de Deus sabemos o que são esses dias maus.

    Há períodos de bênção, multiplicação e aprofundamento da vida espiritual. Então chega o dia mau. Durante algum tempo, parece que fomos entregues ao inimigo e que ele pode fazer quase qualquer coisa. As coisas ficam difíceis. As comunidades ficam estranhas. Nós nos voltamos para dentro e discutimos uns com os outros. Tudo parece errado.

    Começamos uma caça às bruxas. Não reconhecemos os principados, as potestades, os dominadores deste mundo e as hostes espirituais da maldade nos lugares celestiais. Em vez disso, nos voltamos uns contra os outros e procuramos o problema na carne e no sangue.

    “É a liderança que está errada.” “É o irmão fulano.” “É a irmã fulana.” “É o lugar onde nos reunimos, o horário da reunião, a maneira como lidamos com as crianças, com os jovens.” Sempre há alguma coisa errada.

    Quando vocês viajam pelo mundo, encontram a mesma coisa acontecendo em toda parte. Onde há uma obra maravilhosamente usada por Deus, surgem os mesmos problemas. Onde há um trabalho maravilhoso com as crianças, vêm as mesmas pressões destrutivas. É como se o inimigo trabalhasse de uma maneira ou de outra simplesmente para destruir.

    Irmãos e irmãs, esse assunto é estratégico.

    Se nós, como povo de Deus, não começarmos a aprender que essa estratégia divina visa nos equipar e capacitar para vermos a vontade de Deus realizada em nossa região, o reino de Deus vindo com poder entre nós e a vontade de Deus cumprida em nosso meio assim como no céu, isso não acontecerá simplesmente por si só. Na verdade, até o que temos poderá nos ser tirado.

    A batalha espiritual como fonte de alegria, liberdade e plenitude

    Isso não tem a intenção de trazer um grande peso sobre nós, como se a vida cristã fosse guerra o tempo todo — sem alegria, sem paz, sem descanso, sem sair pelos pastos para correr um pouco ao sol, entre as flores.

    Algumas pessoas pensam: “Estamos em batalha, batalha, batalha, de manhã, ao meio-dia e à noite”. Elas dizem: “Minha nossa, vamos começar com tudo isso? Já temos pressões suficientes”.

    Mas é extraordinário que, quando o povo de Deus aprende a permanecer firme em Cristo, a permanecer firme contra as ciladas do diabo e a resistir no dia mau, o resultado é alegria.

    Qual é o resultado? Liberdade. Qual é o resultado? Plenitude. Qual é o resultado? Multiplicação. Qual é o resultado? O propósito de Deus estabelecido. Qual é o resultado? O reino de Deus vindo com poder.

    Longe de ficarmos pressionados e sobrecarregados pela batalha, descobrimos que, simplesmente permanecendo firmes juntos em Cristo, com a armadura de Deus, entramos na alegria e na plenitude.

    Quantas vezes chegamos a uma reunião pesada porque o inimigo está assentado sobre ela. Então um irmão responsável diz: “Há algo pesando sobre esta reunião. Vamos rejeitá-lo juntos, em nome do Senhor”. Começamos a louvar a Deus, e aquilo desaparece — desaparece de vez.

    Os céus se abrem sobre nós. Por quê? Porque eles já estão abertos sobre nós. Se o inimigo consegue fechar os céus sobre nós, está produzindo uma mentira, porque, em Cristo, temos um céu aberto.

    Quando resistimos às ciladas do diabo, descobrimos que aquilo que Deus diz se torna um fato entre nós. O fato é estabelecido.

    A oração coletiva como chamado compartilhado

    É interessante que essa última parte de Efésios seja tão frequentemente tomada de maneira pessoal: “Você, amado, fortaleça-se no Senhor; você, pessoalmente, vista a armadura de Deus”. Não há nada de errado em aplicá-la pessoalmente, mas a passagem não está no singular.

    É “vocês todos” — no plural. Essa igreja em Éfeso, à qual foi confiada uma revelação tão tremenda acerca do propósito de Deus e da natureza da igreja, não veria essa revelação se concretizar apenas por tê-la ouvido.

    Eles precisavam permanecer firmes juntos.

    Quando vocês começam a enxergar isso, são levados a uma nova posição. Algumas pessoas dizem que não devemos orar pelo governo nacional ou por assuntos da nação, porque somos a igreja e nossa preocupação deve se limitar às coisas espirituais e aos assuntos do reino.

    Mas não podemos ser mais espirituais do que a Palavra de Deus. A Palavra de Deus nos diz que devemos orar, antes de tudo, pelos reis e por todos os que estão em posição de autoridade. Depois, ela nos diz as outras coisas pelas quais devemos orar.

    Esse é Paulo em suas últimas cartas — não no começo, quando ainda era jovem em sua experiência espiritual, mas no fim. Ele nos diz pelo que devemos orar e por quê: para que o evangelho tenha livre curso e para que todas as pessoas cheguem ao conhecimento salvador do Senhor Jesus.

    Cabe a nós, como povo de Deus, ser o sal na sociedade em que estamos inseridos, contendo a corrupção e mantendo a lei e a ordem enquanto o Senhor nos conceder essa possibilidade.

    Não permitiremos que o inimigo traga a iniquidade e a desordem um dia, uma hora sequer, antes que aquilo que as detém seja retirado. Como igreja de Deus, permaneceremos firmes em favor de um bom governo, da lei e da ordem em nossa nação, e da liberdade de pregar o evangelho e adorar o Senhor.

    Permaneceremos firmes juntos para que seja chamado um povo para o nome do Senhor Jesus, para a edificação do corpo do Senhor Jesus Cristo, para o propósito de Deus para as nações, para a pregação do evangelho do reino em todas as nações como testemunho e para a salvação da casa de Israel.

    Esse é, de fato, o nosso chamado na oração.

    Graças a Deus, Ele nunca nos lança em algo maior do que podemos suportar. Um dos problemas quando falamos desse assunto é que as pessoas imediatamente decidem que precisam enfrentar o poder do marxismo, a revolução islâmica ou alguma imensa potência mundial.

    Então ficamos desprotegidos, porque ainda não chegamos ao ponto de maturidade em que somos capazes, juntos, de enfrentar uma questão dessas. Mas há questões locais, coisas em nossas circunstâncias e em nossa comunhão, pelas quais podemos começar.

    A prática da oração coletiva

    Deixem-me tratar de uma ou duas questões práticas. Como oramos juntos?

    Não creio que seja possível enfatizar demais o princípio da oração coletiva.

    O princípio da oração coletiva é estarmos juntos. É tão simples. Esse é o princípio da oração coletiva: estarmos juntos.

    Não há diferença de natureza essencial entre a oração pessoal, em particular, e a oração coletiva. A diferença é que, na oração coletiva, estamos juntos. Esse fato muda o contexto.

    Se adoto a mesma postura e a mesma rotina como se não houvesse mais ninguém na sala — o que normalmente acontece na maioria das reuniões de oração —, trago peso para todo aquele tempo.

    Posso dizer: “Pai, quero orar por tal problema. Faz isto, faz aquilo, faz aquilo outro. Há uma família em Los Angeles; abençoa-os e salva o rapaz que se desviou. Há um missionário na Indonésia. Há queridos santos atrás da Cortina de Ferro. Há a senhora fulana, que está doente esta noite. Por favor, cura-a”.

    Esse pode ser o tipo de oração que eu faria sozinho. Mas aqui estou, junto com todos vocês. Vocês perceberam alguma indicação de que estávamos juntos naquela oração? Acho que não. Não perceberiam indicação alguma de que havia outra pessoa na sala além do Senhor e de mim.

    É isso que fazemos uns com os outros em nossos momentos de oração coletiva: deixamos todos de fora. É “eu e Tu; Tu e eu”.

    Se é assim, por que não mandamos todos para casa para orar e diminuímos esse enorme desperdício de tempo?

    Na oração coletiva, alguém pode começar a orar por um assunto. Então o Espírito Santo pode conduzir em outra direção, e todos nós avançamos juntos para outro assunto. Podemos permanecer ali por algum tempo. Depois, Ele pode nos conduzir novamente.

    Nem todo assunto é resolvido numa única reunião de oração. Há assuntos que o Espírito Santo levanta, pelos quais oramos, e então Ele diz: “Deixem isso por enquanto. Voltaremos a esse assunto”. E passamos a outra coisa.

    Em outros assuntos, sabemos que alcançamos a vitória naquela mesma reunião de oração. É glorioso. Sabemos que o Senhor nos ouviu. Não temos nenhuma evidência exterior, apenas a certeza em nosso coração, mas sabemos que está feito. Então, com o tempo, descobrimos que realmente está feito.

    Mesmo para o crente mais novo, isso se torna uma refeição maravilhosa e nutritiva, que o ajuda a crescer no Senhor. Na reunião de oração, vocês realmente veem aquilo que, no estudo bíblico, apenas ouvem.

    De repente, vocês descobrem que Deus está agindo e que Ele responde à oração.

    A concordância na oração

    Isso se resume em Mateus 18:18-20.

    Em verdade vos digo: tudo o que ligardes na terra será ligado no céu; e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu.
    Também vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por Meu Pai, que está nos céus.
    Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em Meu nome, ali estou Eu no meio deles.

    — Mateus 18:18-20

    Essa concordância não significa que vocês e eu decidimos concordar antes de orar e então torcemos o braço de Deus para que faça alguma coisa que Ele não quer realmente fazer.

    Significa que o Espírito Santo “nos concorda”, se me permitem maltratar a língua. O Espírito Santo nos harmoniza enquanto estamos ali.

    Como Ele faz isso? Porque o Senhor Jesus ressurreto está em nosso meio pelo Espírito Santo. À medida que oramos, temos uma identidade de encargo — ou, às vezes, não uma identidade, mas uma complementaridade de encargo.

    Uma pessoa ora por uma coisa. Outra vem em seguida e acrescenta uma nota. Outra acrescenta mais uma nota. Não demora muito para começarmos a enxergar algo do propósito de Deus no assunto pelo qual estamos orando.

    Isso é concordância. É uma das coisas mais empolgantes na verdadeira batalha em oração. Algo se acende em seu coração, e você espera a oportunidade de expressá-lo. No momento em que está prestes a falar, outra pessoa diz exatamente o que você ia dizer.

    É extraordinário.

    Algumas pessoas dizem: “Basta orar por uma coisa uma única vez, e está feito”. Não entendo isso de modo algum.

    Certa vez, estive numa reunião em Estocolmo, onde alguns irmãos tomaram Estocolmo para o Senhor e proibiram qualquer oração adicional. Disseram: “Agora tomamos Estocolmo. Estocolmo está tomada”.

    Mas Estocolmo continuou exatamente como sempre havia sido. Aquilo não teve efeito algum sobre Estocolmo. Foi presunção, não direção espiritual.

    Paulo disse:

    Orando em todo tempo no Espírito.

    Quando ele disse “no Espírito”, quis dizer na dimensão do Espírito, sob a direção do Espírito, pela inspiração do Espírito, na capacitação do Espírito e com os recursos do Espírito.

    Orar no Espírito tem um significado tremendamente amplo.

    Toda verdadeira reunião de oração deve ser no Espírito. Deve haver uma unção sobre aquele tempo, e todos os que vêm precisam ser sensíveis a essa unção e aprender a perceber a direção e o caminho do Senhor durante o período de oração.

    A restauração da direção espiritual na oração

    Alguém pode perguntar: “O que acontece quando uma pessoa ora fora da direção?”

    Há várias reações naturais. Uma delas é a reação de certos líderes que gostariam de matar a pessoa — quero dizer, estrangulá-la espiritualmente. “Por que ela tinha de entrar com isso? Deveria estar mais alinhada com o Espírito.”

    Suponho que essa reação encontre eco no coração de todos nós. Quando estamos numa verdadeira batalha espiritual e sentimos que cada bala é importante, alguém que dispara munição na direção errada pode parecer um verdadeiro incômodo.

    Então há outra reação: “Perdemos o rumo. Saímos do caminho”. Assim, dizemos: “A carne nos tirou do caminho; a carne nos colocará de volta”. Imediatamente dizemos: “Como estávamos orando, Senhor…” E um manto de morte desce sobre toda a reunião.

    Talvez tenhamos voltado ao rumo certo, mas fizemos isso pela carne, e a morte é o resultado.

    Os sacerdotes nunca deveriam tocar em coisa alguma que estivesse morta. Assim que tocavam na morte, vinha a contaminação. Espiritualmente, na oração, isso é verdade: toda vez que tocamos num cadáver — em algo que não deveríamos tocar — e agimos na carne, a morte entra.

    Mas, quando vocês têm em seu meio um novo crente que acabou de encontrar o Senhor, que nunca orou antes e que abre sua querida boca e ora pela coisa errada durante muito tempo, o Senhor ama isso.

    O Senhor está longe de dizer: “Descartem isso. Esmaguem essa pessoa. Disciplinem-na. Tenham uma conversa dura com ela”. O Senhor diz: “Não foi lindo?” É o balbuciar de um bebê.

    Não precisa haver nenhuma sensação de morte na reunião. Podemos seguir em frente normalmente, porque esse pequenino aprenderá, com o tempo, a orar.

    Às vezes, o problema está naqueles que deveriam saber orar e que nos tiram completamente do rumo. Nossa resposta pode ser: “Vamos voltar”, mas de uma maneira carnal.

    Quando fomos afastados da direção do Espírito, o caminho de volta é todos os responsáveis se voltarem para Deus. “Senhor, leva-nos de volta. Leva-nos inteiramente de volta.”

    Talvez o Senhor mova uma pessoa ou outra a orar, e estamos de volta. Um bom tempo de oração não é aquele que nunca sai dos trilhos. Uma boa reunião de oração pode, às vezes, sair dos trilhos e se afastar da direção do Senhor, mas volta à direção do Senhor.

    Isso é vencer. Há um valor especial para o Senhor quando um período de oração é trazido de volta à direção de Deus e termina inteiramente no rumo certo.

    Queridos filhos de Deus, precisamos aprender essas coisas. Sempre há um perigo em falar sobre oração num momento de oração, porque todos começam a se retrair e a ficar constrangidos.

    Dizemos: “Como podemos abrir a boca e orar agora?” Se tivessem nos deixado em paz, talvez todos pudéssemos ter orado, mas, depois de ouvir algo assim, isso pode parecer difícil.

    Mas precisamos simplesmente ser honestos, e precisamos aprender. A batalha em oração é uma necessidade estratégica para a igreja.

    O chamado da igreja ao exercício do domínio

    Deixem-me encerrar com este ponto. Já lhes ocorreu perguntar para que a igreja existe?

    Um dos perigos de enxergar o que a igreja é consiste em parar na própria igreja. Muitas pessoas fazem isso. “Eu vi o que a igreja é. É maravilhoso, maravilhoso.”

    Elas param na noiva e não prosseguem até a cidade.

    Não reconhecem o chamado do Senhor para a igreja. Em certo sentido, a igreja é um meio para um fim, se vocês entendem o que quero dizer, porque a primeira palavra que o Senhor disse aos seres humanos foi:

    Tende domínio.

    Sua primeira palavra não foi: “Estejam juntos”. Sua primeira palavra foi:

    Tende domínio.

    Esse é o chamado da igreja: exercer domínio.

    Como exercemos domínio? A expressão mais poderosa do domínio é a oração coletiva, na qual declaramos juntos que o Senhor Jesus é o Cabeça e o Senhor, e na qual declaramos juntos, em adoração e louvor, aquilo que são fatos espirituais e eternos.

    Seu domínio se expressa quando a pressão repousa sobre nós, quando há peso em nosso meio e quando tudo parece marcado pela apatia.

    Irmãos e irmãs, quando aprendemos essa lição, podemos ser honestos. Visito muitos grupos, e um dos problemas é que as pessoas não enfrentam os verdadeiros problemas que existem entre elas.

    Todos sabemos que há peso entre nós, mas ninguém diz nada, porque pensamos que não deveríamos sentir esse peso. Ninguém diz: “Não está pesado?”

    É um pouco como a história de Hans Christian Andersen, a do menino. Disseram ao rei que ele tinha uma roupa maravilhosa, embora não houvesse nada ali. Disseram que somente os sábios podiam vê-la; então o rei disse: “Ah, é linda”, e todos os demais disseram: “Não é maravilhosa?”

    Então o rei saiu completamente nu. Um menino disse: “Olhem, o rei está nu”, e todos perceberam de repente que o rei estava nu.

    É estranho que tão poucos entre o povo do Senhor encarem os fatos. Não dizemos: “Há peso entre nós”, porque sentimos que estaríamos decepcionando os demais. Não reconhecemos a apatia nem admitimos que não estamos funcionando como deveríamos.

    Agimos como se admitir isso fizesse tudo desmoronar. Mas, quando vocês compreendem a necessidade estratégica da batalha em oração, sabem que estão numa batalha.

    Há momentos em que o inimigo injeta apatia no corpo, traz peso sobre o corpo e sopra acusações mentirosas. Essas coisas precisam ser enfrentadas juntos em oração e expulsas em nome do Senhor, até obtermos a vitória juntos e resistirmos ao diabo, e ele fugir.

    Então descobrimos que estamos mais livres do que nunca e funcionando mais do que nunca.

    Estamos numa batalha, irmãos e irmãs. Às vezes, penso que nossas reuniões de oração não são combates de luta corporal. É interessante que o apóstolo use a palavra “luta”:

    A nossa luta não é contra a carne e o sangue.

    A maioria das reuniões de oração em que entro parece mais uma partida de badminton: peteca, pingue-pongue, um pouco de energia, mas tudo muito educado.

    Mas a luta corporal coloca vocês em contato muito próximo com o adversário. Não é nada educada. Há momentos em que o adversário pode se sentar em cima de vocês ou torcer o braço de vocês para trás das costas.

    Muitas vezes, na comunhão do povo de Deus, tivemos o braço preso atrás das costas, a perna quase arrancada ou algum enorme peso-pesado sentado em cima de nós.

    Mas, quando aprendemos a permanecer firmes contra as ciladas do diabo e a resistir no dia mau, recebemos a vitória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.

    Quando alcançamos a vitória, o poder do inimigo é quebrado com uma profundidade e de uma maneira que nos conduzem à alegria, à liberdade e à plenitude.

    Que o Senhor semeie essas sementes no coração de vocês. Johannes os ajudará aqui e levará isso um passo adiante nas questões práticas.

    Mas quero que vocês saibam que estamos num mundo essencial e substancialmente espiritual. Se queremos ver o propósito de Deus cumprido, nós que somos salvos — e que, pelo posicionamento de Deus, estamos em Cristo nos lugares celestiais — temos uma posição única.

    Somos as únicas pessoas no mundo que estão, ao mesmo tempo, na terra e nas regiões celestiais.

    Temos uma posição única e um chamado único: a partir de nossa posição em Cristo e com Cristo, cuidar para que o propósito de Deus seja cumprido e o reino de Deus seja estabelecido.

    Esse é o nosso chamado.

    Se essa ideia-semente cair no coração de vocês e, pelo Espírito Santo, criar raízes e germinar, ela trará uma concepção inteiramente nova da oração e uma concepção inteiramente nova de encontrar e fazer a vontade de Deus.

    Então descobriremos que, mesmo quando precisamos saber o que fazer em um assunto ou outro, o princípio é basicamente o mesmo: conhecer juntos a vontade do Senhor, discerni-la juntos e agir.

    Obrigado.