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    Ye Are Come To Zion, #8 of 8 © 2026 Christian Testimony Ministry
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    Ye Are Come To Zion, #8 of 8
    Ye Are Come To Zion, #8 of 8
    Austin-Sparks, T.

    O Encargo do Senhor por Sião

    Estamos em Isaías. Vamos examinar mais uma vez o conteúdo rico e pleno dessa declaração e, nesta noite, teremos, por enquanto, esta última palavra acerca das profecias de Isaías, no capítulo 62 — os primeiros sete versículos.

    Isaías 62:1-7

    Por amor de Sião, não Me calarei,
    e, por amor de Jerusalém, não descansarei,
    até que a sua justiça saia como um resplendor,
    e a sua salvação, como uma lâmpada que arde.

    E as nações verão a tua justiça,
    e todos os reis, a tua glória;
    e serás chamada por um nome novo,
    que a boca do Senhor designará.

    Também serás uma coroa de beleza na mão do Senhor,
    e um diadema real na mão do teu Deus.

    Nunca mais te chamarão Desamparada;
    nem a tua terra se chamará mais Desolada:
    mas tu serás chamada Hefzibá, e a tua terra, Beulá;
    porque o Senhor Se agrada de ti,
    e a tua terra será desposada.

    Porque, como o jovem desposa a virgem,
    assim teus filhos te desposarão;
    e, como o noivo se alegra com a noiva,
    assim o teu Deus Se alegrará contigo.

    Sobre os teus muros, ó Jerusalém, pus atalaias;
    jamais se calarão, nem de dia nem de noite:
    vós que fazeis o Senhor lembrar-Se, não descanseis,
    e não Lhe deis descanso,
    até que Ele estabeleça Jerusalém e a ponha por louvor na terra.

    A esta altura, não é necessário repetir o que já foi dito tantas vezes acerca da realidade espiritual correspondente à Sião do Antigo Testamento: aquele povo celestial que é levado à comunhão com o Seu Filho. Esses versículos são o cumprimento do Seu propósito supremo.

    Quando aqui se diz “por amor de Sião”, isso é apenas uma maneira de falar. Literalmente, de fato, a declaração a respeito de Sião se aplica agora a todo o significado espiritual dos antigos simbolismos. É tudo o que vou dizer acerca do que Sião significa e representa.

    O Interesse Pessoal do Messias

    Há aqui uma mudança em relação aos capítulos anteriores. Nos capítulos anteriores, temos aquilo que foi confiado ao profeta como mensagem do Senhor. Repetidas vezes, o profeta disse: “O Senhor falou comigo”, e aquilo que o Senhor lhe disse tornou-se o seu encargo. Essa palavra é usada: “O encargo da palavra do Senhor”, o oráculo acerca de determinado assunto.

    Era aquilo que o Senhor ordenava ao profeta que dissesse. Mas aqui há uma mudança. É o próprio Senhor que é apresentado falando direta e pessoalmente.

    Quem é este?

    Por amor de Sião, não Me calarei.

    Quem é esse “Eu”? Não é outro senão o próprio Messias.

    Observem Isaías 61:1:

    O Espírito do Senhor Deus está sobre Mim;
    porque o Senhor Me ungiu para pregar boas-novas.

    Quem está falando? Sabemos que, profeticamente, é o Messias que fala — o Senhor Jesus —, Aquele que disse, nos dias da Sua carne, que essas mesmas palavras se referiam a Ele. É Ele quem está falando. O mesmo “Eu” de Isaías 61 está em Isaías 62.

    A declaração de que Ele não Se calará nem descansará aponta para muito adiante e, de repente, ultrapassa a duração da vida do profeta Isaías. Aqui está Alguém Se comprometendo com uma intercessão prolongada.

    Quem é esse Alguém que faz essa intercessão? É Aquele de Quem se fala em Isaías 53:12:

    Ele fará intercessão pelos transgressores.

    Aqui está a Sua intercessão — a mesma Pessoa, o Senhor Jesus —, diretamente apresentado como Aquele que faz de Sião o Seu interesse pessoal.

    É verdade que esse encargo é transmitido pelos lábios ou pela pena do profeta. Aqui, o profeta ocupa um lugar secundário em relação ao próprio Senhor. Ele entra, sim, em comunhão com o Senhor nesse assunto, e, naturalmente, essa é uma parte importante da nossa mensagem. Mas o ponto principal é este: trata-se do interesse pessoal do próprio Senhor.

    Não é algo separado do Senhor e simplesmente entregue a outra pessoa para que ela o assuma e faça disso uma responsabilidade exclusivamente sua. Essa pessoa precisa, sim, assumir sua parte, mas é importante compreender que o próprio Senhor está envolvido nisso e comprometido com isso. Esse é o Seu encargo principal.

    O Encargo do Senhor pela Justiça Espiritual

    Qual é o Seu encargo? Com o que o Senhor Se preocupa? O que O leva a Se manifestar dessa maneira? O que o Senhor busca? O que realmente está no coração do Senhor? É importante sabermos isso.

    O que está mais próximo do Seu coração? Precisamos saber. Precisamos conhecer isso, estar em contato com isso, estar unidos a isso. O que é? A resposta é Sião.

    Por amor de Sião, não Me calarei,
    e, por amor de Jerusalém, não descansarei,
    até que a sua justiça saia como um resplendor.

    Até que a sua justiça saia como um resplendor. O Senhor sempre começa aí. É importante — importantíssimo — saber por onde o Senhor sempre começa. Nós temos o hábito de começar um pouco mais adiante. O Senhor sempre começa pela condição interior do Seu povo.

    Tudo depende disso. Não podemos avançar enquanto não enfrentarmos essa questão: a condição interior do povo com o qual Ele Se importa.

    Até que a sua justiça saia como um resplendor,
    e a sua salvação, como uma lâmpada que arde.

    Vocês precisam se lembrar de que havia trevas — as trevas dos setenta anos de exílio e cativeiro. As trevas haviam coberto Sião. Sião estivera eclipsada: um dia escuro, muito escuro, por causa da condição espiritual do povo do Senhor.

    Vocês se lembram de um episódio na vida de Abrão. O Senhor lhe deu a visão da aflição da nação e da sua libertação depois de quatrocentos anos. Então, em meio às trevas, apareceu uma lâmpada — uma lâmpada acesa apareceu em meio às trevas.

    Isso se repete aqui. Foi assim em relação ao Egito, nos anos sombrios do cativeiro no Egito. A lâmpada da esperança, o sinal de libertação, o sinal de redenção, aparece novamente aqui em relação a Sião.

    As trevas que haviam tomado conta do povo simbolizavam o seu estado espiritual; então veio a lâmpada da restauração e da redenção. O que é isso? Se o povo é restaurado à justiça, aí está a esperança.

    Não há esperança alguma — nem futuro, nem perspectiva — a não ser na medida em que o estado espiritual interior seja como o Senhor deseja. Não há libertação, não há salvação, não há testemunho, não há nada, até que o Senhor tenha um povo que corresponda ao Seu pensamento. O que Sião realmente precisa é de justiça espiritual.

    Portanto, prestemos atenção nisso. Ah, queridos amigos, poderíamos dedicar todo o nosso tempo a esse assunto com muito proveito. Estamos muito, muito preocupados com a obra do Senhor, com a eficácia e com questões desse tipo — poder, testemunho e todas essas coisas.

    Sim, estamos muito preocupados com isso. Mas será que percebemos que tudo depende da condição espiritual? Se o estado interior não está certo, então nada está certo, e nada pode estar certo.

    A falta de eficácia e tudo o que se relaciona a ela podem ser atribuídos a algo errado no interior — algo que não corresponde à natureza de Deus, pois Ele é um Deus justo.

    Por mais desagradável que seja, precisamos ser muito fiéis nesse assunto. Toda esperança, toda bênção, começa com a condição espiritual interior de Sião. Portanto, a justiça ocupa o primeiro lugar em toda a lista.

    A Salvação como Saúde Espiritual

    Até que a sua justiça…

    Até que o Redentor tenha vindo.

    O Senhor, teu Redentor.

    Essa é a grande, a grandiosa expressão de Isaías: “o Senhor, teu Redentor”.

    Não percebemos aí uma alusão bem definida? Vocês se lembram de que, no pequeno livro de Rute, toda a questão da redenção — a redenção da herança — estava em suspenso, dependendo de Boaz assumir a responsabilidade de redimir a herança e agir como o parente remidor?

    Noemi disse a Rute:

    Espera, minha filha;
    porque aquele homem não descansará,
    até que conclua hoje este assunto.

    Ele não descansará até que a questão esteja resolvida. O parente remidor não descansará.

    Não descansarei.

    Aqui está o Parente Remidor. Quanto a essa questão da justiça, Ele está comprometido com ela e a levará até o fim.

    A sua justiça saia como um resplendor,
    e a sua salvação, como uma lâmpada que arde.

    A salvação está ligada à justiça. O que é essa salvação? É simplesmente aquilo que o Senhor fez por ela.

    Sião precisava que o Senhor fizesse algo pela sua salvação. O profeta está dizendo que Cristo não ficará em silêncio; Ele não descansará até que seja manifesto a todos o que o Senhor fez pelo Seu povo.

    A sua salvação: o Senhor a salvou do seu estado terrível, dessas trevas causadas pela sua própria pecaminosidade. A palavra “salvação”, ali, poderia ser traduzida por “saúde”. O que ela significa é isto: até que fique perfeitamente claro que a saúde voltou a Sião — ela está com boa saúde.

    Salvação é boa saúde. Isso parece indicar que alguma doença terrível, alguma enfermidade terrível, havia tomado conta de Sião. Ela sofria com a invasão de elementos estranhos em seu organismo, produzindo esse estado de coisas.

    Aquele que cura voltou a Sião e está dizendo: “Não descansarei até que essa cura, essa boa saúde, resplandeça como uma lâmpada que arde”. Vocês veem com o que o Senhor Se preocupa — o que Ele busca: ter um povo com boa saúde espiritual.

    Ah, um povo sadio, vigoroso e livre dessas enfermidades que o deixam debilitado.

    O Testemunho Restaurado entre as Nações

    E as nações verão a tua justiça,
    e todos os reis, a tua glória.

    O que isso significa? “Não ficarei em silêncio. Não descansarei até que a influência e o testemunho de Sião sejam restabelecidos no mundo.”

    Ela recuperou a sua posição, e o seu testemunho é reconhecido e honrado entre as nações. O encargo do Senhor é ter um povo cuja influência e cujo testemunho sejam sentidos — realmente sentidos — no mundo, algo que o mundo tenha de levar em conta.

    Não é uma crítica injusta dizer que, em grande parte, isso não se aplica ao que se chama igreja e cristianismo. Não são considerados algo que realmente precise ser levado a sério e levado em conta.

    É fácil demais desprezar o cristianismo. Ele pode ser considerado algo que realmente não conta para nada. Não há nele um desafio real. Isso não é verdade, falando de modo bastante geral, acerca do cristianismo neste mundo?

    O Senhor está preocupado — profundamente preocupado — para que não seja assim; para que haja neste mundo um povo cuja influência seja tal que o mundo tenha de levá-lo em conta.

    O mundo precisa dizer: “Isso tem valor. Isso significa alguma coisa”. Não estamos aqui neste mundo como algo que não faz diferença alguma. Ah, o Senhor quer isso.

    As nações verão a tua justiça,
    e todos os reis, a tua glória.

    Eles tiveram de admitir e reconhecer que esse povo tem algo diferente — algo poderoso.

    O Novo Nome e a Reputação do Povo de Deus

    Serás chamada por um nome novo,
    que a boca do Senhor designará.

    Um nome novo. O que é um nome? Um nome implica uma reputação — como você é chamado, como as pessoas o chamam. Geralmente, essa é a maneira que elas têm de descrevê-lo.

    O nome de Israel havia se tornado algo sem honra. As nações podiam chamar Israel por nomes nada elogiosos. Aqui, o Senhor está dizendo: “Não haverá silêncio para Mim, nem descanso para Mim, até que a sua reputação no mundo seja restaurada — até que seja redimida”.

    Até que você seja chamado por outro nome, um nome novo, e tudo tenha mudado. As pessoas passam a dizer algo diferente a seu respeito. É o nome que o Senhor designará, pelo qual o Senhor o chamará.

    Qual era o nome pelo qual seriam chamados? A resposta está nas Escrituras: seriam chamados pelo nome do Senhor. Seriam chamados povo de Deus.

    Esse é o nome que devemos ter: povo de Deus. “Estas pessoas são o povo de Deus.” É algo significativo quando o mundo começa a dizer isso dos cristãos, não é? Individual e coletivamente, estas pessoas são o povo de Deus.

    Associar essas pessoas a Deus — isso não acontece muito hoje, acontece? O Senhor está dizendo: “Aquilo com que Me preocupo profunda e intensamente, e com o que estou comprometido, é que o Meu povo seja chamado povo de Deus”.

    Reconhecidos como povo de Deus, eles podem ser verdadeira e corretamente associados a Deus, e Deus, a eles. Esse nome pode, com razão, repousar sobre eles: o povo do Senhor, o povo de Deus. É isso que o Senhor diz que terá. Ele não descansará até que o tenha.

    Uma Coroa de Beleza na Mão do Senhor

    Também serás uma coroa de beleza na mão do Senhor,
    e um diadema real na mão do teu Deus.

    O que isso significa?

    Há muito nessa figura que mereceria estudo e reflexão cuidadosos, mas estamos tentando, tanto quanto possível, reunir cada frase em uma única implicação. Isso significa simplesmente o seguinte: algo de tremendo valor para o Senhor.

    Um diadema real na Sua mão. Visualizem a imagem: algo precioso, algo que o Senhor admira, algo que o Senhor tem prazer em possuir, algo que Ele contempla com admiração.

    “Não Me calarei. Não descansarei até que haja algo assim na terra — um povo assim.” Valioso para o Senhor, apreciado por Ele, contemplado com prazer e satisfação. Ele diz: “Ah, isso é magnífico. Isso é magnífico”.

    Um diadema real na mão do teu Deus; uma coroa de beleza. Isso é Sião.

    Hefzibá e Beulá

    Nunca mais te chamarão Desamparada;
    nem a tua terra se chamará mais Desolada:
    mas tu serás chamada Hefzibá, e a tua terra, Beulá.

    O que é Hefzibá? É simplesmente a continuação daquilo que já foi dito. Hefzibá significa: “O Meu prazer está nela”. O Meu prazer está nela.

    É esperar demais? É um padrão elevado demais? Qual é a esperança de que algum dia exista algo assim? Simplesmente esta: Ele disse: “Não descansarei até que Eu o tenha. Vou prosseguir nisso até que se realize”.

    Se o Senhor está decidido a isso, determinado a isso, comprometido com isso, então isso pode acontecer. O Senhor nunca Se compromete com algo impossível de realizar. Essa é a nossa esperança.

    Muito bem, então. O Senhor realmente busca algo assim. Coloquem-se em sintonia com isso: algo que seja um prazer para o Senhor.

    Observem que o que vem a seguir é, na verdade, uma explicação disso:

    A tua terra será desposada.

    Literalmente, as palavras aqui significam “assumida”. Nem sempre pensamos no casamento dessa maneira — às vezes, alguém assume o controle! Mas é exatamente isso que queremos dizer.

    Quando algo passa por tempos difíceis e não vai muito bem — talvez uma empresa, ou uma propriedade que perdeu seu valor —, está sob má administração, ou não tem administração alguma. Então dizemos: “Alguém assumiu o controle”.

    Outra pessoa, outra empresa ou outro administrador assumiu o controle. Ao ser assumido, tudo muda. Aquilo se torna frutífero onde era infrutífero, próspero onde não era próspero. Todo o quadro muda porque alguém assumiu o controle.

    “A tua terra será assumida.” Isso é bom. Uma nova ideia de casamento, não é? Assumida. Colocada sob a mão do Senhor — assumida. “Isso é Meu.”

    É isso que o Senhor está determinado a fazer: assumir o controle de nós e mudar todas as perspectivas, todo o panorama e toda a situação, unindo-nos a Ele.

    A tua terra será desposada.

    Beulá.

    As Atalaias sobre os Muros

    Sobre os teus muros, ó Jerusalém, pus atalaias;
    jamais se calarão, nem de dia nem de noite.

    “Sobre os teus muros, pus atalaias.” O que isso significa? Para que estão ali as atalaias?

    Estão ali para guardar isso com zelo, contra qualquer invasão ou entrada de elementos estranhos — elementos malignos. As atalaias são vigilantes e zelosas porque têm tanto zelo por isso que não permitem nenhuma interferência.

    Ah, queridos amigos, isso é um desafio para nós. Se o encargo do Senhor deve se tornar o nosso encargo, se devemos ser envolvidos no Seu interesse, se realmente queremos estar com Ele nesse assunto, todas essas coisas precisam se tornar objeto do nosso interesse, assim como são do Seu — cada uma delas.

    Precisamos chegar a esta posição: uma vigilância zelosa contra a invasão e a entrada de qualquer elemento que cause divisão ou perturbação.

    Em vez de sermos atalaias vigilantes e zelosas sobre os muros, muitas vezes somos aqueles que deixam essas coisas entrar. Crítica — crítica — e tudo desse tipo.

    Em vez disso, deveríamos ser como essas atalaias e, ao primeiro sinal — ao primeiro sinal — de qualquer coisa que vá prejudicar esse testemunho, dizer: “Olhem aqui, nada disso. Tirem as mãos. Contenham a língua”.

    Em vez disso, tantas vezes simplesmente deixamos acontecer, quase nos tornamos participantes disso. Ah, que esse zelo do Senhor pelo Seu testemunho vital entre tão profundamente em nossos ossos que sejamos atalaias zelosas — prontas e alertas para detectar qualquer coisa que venha a prejudicar esse testemunho e combatê-la imediatamente.

    Essa é uma questão muito importante que surge desse contexto e que deve chegar até nós. Há uma verdadeira mensagem do Senhor: “Pus atalaias”. Vocês são atalaias colocadas pelo Senhor sobre os muros de Sião — dia e noite, alertas, prontas.

    “Não vou permitir coisa alguma que prejudique esse testemunho do Senhor, isso que é tão precioso para o Senhor.” Ah, Deus, faze de nós atalaias fiéis — atalaias vigilantes, atalaias zelosas.

    A Intercessão dos que Fazem o Senhor Lembrar-Se

    Vós que fazeis o Senhor lembrar-Se, não descanseis,
    e não Lhe deis descanso,
    até que Ele estabeleça Jerusalém e a ponha por louvor na terra.

    Os que fazem o Senhor lembrar-Se — o que é isso? Antes de tudo, vocês precisam saber o que o Senhor quer para poder lembrá-Lo disso. Precisam ter entendimento. Precisam saber antes de poder levar qualquer coisa ao Senhor e dizer: “Ó Senhor, lembra-Te”. Precisam saber do que devem lembrá-Lo.

    Então:

    Não descanseis,
    e não Lhe deis descanso.

    São as intenções de Deus, os propósitos de Deus, a vontade de Deus, conhecidos por nós e transformados em motivo de oração constante, de intercessão constante.

    É manter essas coisas sempre presentes: “Agora, Senhor, Tu disseste que é isso que queres. Tu disseste que é isso que terás. Tu fizeste essa promessa. Tu Te comprometeste com isso. Agora, Senhor, Tu me permites pedir que cumpras aquilo com que Te comprometeste”.

    O Senhor quer pessoas assim.

    A Necessidade de um Testemunho Coletivo

    Agora, eu lhes transmiti a mensagem, mas, resumindo tudo, ela se resume a isto: o Senhor quer um povo que compartilhe com Ele esse tremendo interesse por um vaso nesta terra que O represente corretamente — um verdadeiro testemunho do Senhor.

    Ah, como anseio pelo dia em que isso seja o verdadeiro encargo da intercessão. Temos nossas reuniões de oração, e damos graças a Deus por elas. Há muita oração, e nós O louvamos por um povo que ora.

    Mas, em nossas reuniões de oração — e, sem dúvida, nas de vocês, assim como em outros lugares —, muitos assuntos são apresentados para oração: alguém, algumas pessoas, necessidades específicas, encargos temporários aqui e ali, algum trabalho. É certo orar por essas coisas; precisamos fazê-lo.

    Mas, ah, ansiamos por ouvir o povo de Deus, às vezes indo além desses detalhes, entregando-se plenamente a um interesse ardente por um vaso de testemunho nesta terra — um povo chamado glória de Deus, um vaso, uma lâmpada que arde.

    Não é que os assuntos relacionados aos nossos vínculos pessoais não sejam importantes. Os vínculos com trabalhos e pessoas aqui e ali não devem ser negligenciados. Precisamos ser fiéis em todas essas coisas, lugares e pessoas. Sim, orem por eles.

    Mas, depois de fazer isso e incluir essas coisas, dá-nos uma visão maior do que os fragmentos e as partes: toda essa grande realidade de Deus, além dos nossos interesses particulares, vínculos e instituições — Deus tendo algo na terra.

    Um povo que corresponda ao Seu coração; um povo em condição correta, com boa saúde; um povo a respeito do qual o mundo diga: “Eles são o povo de Deus. Eles têm algo. Eles têm importância”.

    Vocês receberão isso como a mensagem final desta conferência? Peçam ao Senhor que coloque o Seu encargo sobre o coração de vocês, que lhes mostre que esse é o Seu interesse. É o Senhor quem está falando, vejam.

    O Senhor não fará isso independentemente do Seu povo, dos Seus servos e das suas intercessões. O Senhor começa dizendo: “Não ficarei em silêncio. Não descansarei”. Ele termina dizendo:

    Vós que fazeis o Senhor lembrar-Se, não descanseis,
    e não Lhe deis descanso.

    Começa com Ele; termina conosco, nesse sentido. “Eu não descansarei. Não descansem vocês. Eu não ficarei em silêncio. Não fiquem vocês em silêncio.” É impressionante, não é?

    O Senhor toma a iniciativa. O Senhor Se compromete com isso. Antes de concluir, Ele nos inclui e diz: “Estão vendo?”

    Senhor, coloca realmente sobre nós este Teu próprio encargo. Procurem se lembrar desta palavra, sim? Cada parte dela é realmente importante: justiça espiritual; saúde espiritual; reputação; influência e testemunho; preciosidade e valor espiritual para o Senhor.

    Nisso há verdade, honra, glória e frutificação, porque o Senhor assumiu o controle de nós. Há uma vigilância zelosa para defender os interesses do Senhor e aquilo que Lhe é precioso; para guardá-lo; e para levar esse encargo em intercessão constante, sem Lhe dar descanso.

    O Senhor diz de Si mesmo: “Não descansarei até que”, e então diz: “Não descansem vocês até que”. Vamos cantar?