Testimony Ministry LogoChristian Testimony MinistryCTM
  • Home
  • Speakers
  • Venues
  • Topics
  • Scripture
  • Fellowship Finder
THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
About CTMContact CTMPrivacy PolicyRelated Ministries
    Ye Are Come To Zion, #3 of 8 © 2026 Christian Testimony Ministry
    0:00
    Ye Are Come To Zion, #3 of 8
    Ye Are Come To Zion, #3 of 8
    Austin-Sparks, T.

    Sião como a Herança da Fé

    A Herança Provida em Cristo

    Vamos abrir em Hebreus 12:22:

    Mas chegastes ao monte Sião.

    Ontem, ocupamo-nos principalmente daquele aspecto da herança que se encontra no cenário preparado por Deus, a contraparte daquilo que Ele deu ao homem na criação. Vimos que o próprio Deus tomou a iniciativa de trazer à existência, para Sua satisfação e Seu prazer, algo a respeito do qual pudesse dizer, sem qualquer reserva: “É muito bom”. Tendo concluído isso, colocou o homem nesse cenário e fez dele a herança do homem.

    A contraparte disso encontra-se nos dois primeiros capítulos da Carta aos Hebreus. Ali está o princípio, assim como o livro de Gênesis começa com uma Pessoa; depois, o desenvolvimento de todo o propósito e plano da redenção e da nova criação em Cristo e por meio de Cristo. O segundo capítulo da carta, que corresponde tipologicamente ao segundo capítulo de Gênesis, traz o homem à cena:

    Que é o homem… Tu o fizeste… dominar sobre as obras de Tuas mãos.

    Assim, o crente é introduzido em algo que Deus consumou plenamente em Seu Filho. É a herança da fé.

    Não vamos dedicar mais tempo a esse aspecto. Nesta noite, passamos à segunda etapa, na qual essa palavra entra em cena. Mais uma vez, toda a questão de uma herança está em vista. A expressão aparece com estas palavras:

    Chegastes.

    O que Deus nos ofereceu em Cristo é essa maravilhosa nova posição, com sua maravilhosa nova herança, como herdeiros de Deus e coerdeiros com Jesus Cristo. Em seguida, lemos:

    Chegastes a Sião.

    Sião como a Expressão Abrangente do Propósito de Deus

    Estávamos dizendo que Sião é uma concepção inclusiva e abrangente. Sião é um nome de alcance muito amplo. Significa aquilo em que se encontram todo o pensamento e todo o propósito de Deus, e um povo unido a Ele, que se apropria do valor daquilo que Ele é e daquilo que Ele fez.

    Sião, interpretada espiritualmente, é Cristo e Seu povo participando de todo o bem que Deus aperfeiçoou na redenção e na nova criação. Partindo desse significado abrangente de Sião, passamos a considerar, em sua história, a luz que ela lança sobre a Sião espiritual à qual chegamos.

    Sião é o símbolo de Sua vitória suprema. Sião representava a grande vitória do grande rei Davi: a fortaleza que lhe resistiu e pôs à prova sua fé e seu poder como nenhuma outra coisa, e que ele então conquistou e transformou em sua morada, o lugar de seu palácio. Ela simbolizava a vitória suprema do maior rei da antiga dispensação.

    Isso é aplicado aqui à Sião à qual chegamos. Esta Carta aos Hebreus apresenta, em primeiro lugar, a força da morte que se opõe ao Senhor: a natureza humana, a morte e aquele que detinha o poder da morte, isto é, o diabo. Em pouquíssimas palavras desta carta, vemos tudo isso reduzido a nada:

    Para que, pela morte, aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo; E livrasse todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão.

    Em Sião, vocês chegaram a isso.

    Sião como a Habitação de Deus

    Agora prosseguimos com mais duas características daquilo a que chegamos, pela graça de Deus, e que nos é oferecido para que dele nos apropriemos. Como sabemos muito bem por muitas passagens das Escrituras, Sião, no Antigo Testamento, tornou-se o lugar que sempre representava a habitação de Deus. O Senhor habitava em Sião; Sião representava Sua morada. O Senhor fala de Sião. Ela é Sua habitação.

    Queridos amigos, precisamos nos aproximar muito dessa questão em todas as suas implicações práticas, e não apenas contemplá-la como um conjunto de belas ideias, verdades ou coisas que estão na Bíblia. Não se trata apenas de verdades, doutrinas e ensinamentos grandiosos e gloriosos; cada um deles é um tremendo desafio para nós.

    Essas coisas são apresentadas para revelar quem realmente somos: se de fato somos filhos ou cidadãos de Sião, isto é, se essas coisas são verdadeiras a nosso respeito. Há grandes exigências aqui para nós. Quando falamos de Sião, lembrando o tempo todo que ela é Cristo e os Seus — entre os quais, ao menos em princípio, estamos —, e que Sião é a habitação do Senhor, tocamos em algo de tremenda importância prática.

    Pois vocês e eu sabemos muito bem que aquilo que, talvez mais do que qualquer outra coisa, governa nosso interesse e nossa vida é como encontrar o Senhor e como ter certeza de encontrá-Lo. Vocês concordam que essa é uma questão importante, não concordam? Estar em contato com o Senhor, saber exatamente como podemos ter certeza de encontrá-Lo: essa é, de fato, uma questão muito importante.

    Se não sabemos isso, certamente ficamos sem rumo. A vida estará toda desajustada, confusa, fraca e derrotada se não estivermos realmente em contato com o Senhor.

    O Encontro com o Senhor na Vida Comunitária

    Onde está o Senhor? Lembremos que Sião é uma concepção coletiva; não se trata apenas de um conjunto de unidades e indivíduos sem relação nem ligação entre si. Sião é uma concepção inteiramente coletiva na Palavra de Deus. É o povo do Senhor juntamente com o próprio Senhor.

    Há uma vida compartilhada no Senhor. É aí que vocês encontrarão o Senhor. Não quero dizer que o indivíduo não possa encontrar o Senhor sozinho; ele pode. Tampouco quero dizer que, se vocês não têm condições de desfrutar da comunhão com o povo do Senhor, Ele não os encontrará de alguma maneira especial. Ele os encontrará.

    Mas o caminho normal é o caminho de Sião, isto é, o caminho da comunhão espiritual em Cristo. É absolutamente essencial à nossa vida que tenhamos algum tipo de vínculo com o povo de Deus que nos leve a um contato com o Senhor maior do que aquele que podemos ter individualmente, separados dos demais.

    Isso é essencial. De alguma maneira, numa mesma localidade ou não, precisamos ter um vínculo — uma ligação vital, uma união forte e efetiva — de natureza espiritual com o povo de Deus, fundamentado em Cristo.

    Não se trata de sermos uma associação que existe com base em algum acordo sobre ensinamentos ou práticas, mas de sermos um povo fundamentado em Cristo, que é nosso único interesse. A instituição ou a estrutura específica não importa nem um pouco. O que importa é estarmos fundamentados em Cristo.

    Onde Cristo é plena e inteiramente compreendido, honrado, exaltado, reconhecido e acolhido como o Filho sobre a casa de Deus, ali encontraremos o Senhor. Encontraremos o Senhor de uma maneira muito especial.

    Se isso for verdadeiro a nosso respeito, nosso testemunho será que, sempre que nos é possível desfrutar dessa comunhão, vamos e encontramos o Senhor, e o Senhor nos encontra. Depois, há algo mais do Senhor do que havia antes.

    Tudo o que o diabo puder fazer na terra ou no céu para impedir isso, ele fará. Por meio de todo artifício e toda estratégia astuta, tentará manter vocês afastados dessa comunhão. De alguma maneira, ele a frustrará, se puder. Queridos amigos, em toda essa questão há uma grande necessidade de vigilância.

    Como ficamos aflitos tantas vezes quando sabemos que alguém precisa daquele tempo de comunhão! Essa pessoa precisa desesperadamente dele; sua vida espiritual clama por isso. Então, por um mover do Senhor em seu coração, ela se dispõe a aproveitar a oportunidade; mas, por falta de firmeza e vigilância suficientes, surge alguma pequena coisa, alguma circunstância ou artifício, algo acontece, e ela decide que, afinal, não estará presente.

    Ah, haverá uma luta em torno dessa questão. Isso não será obtido a baixo custo. Sião sempre é apresentada como algo muito precioso. Talvez falemos disso em outra ocasião e em outro contexto, mas não se obtêm coisas preciosas a baixo custo. Elas não chegam até vocês sem que haja um preço. É preciso estar disposto a pagar o preço pelas coisas preciosas.

    Não estamos falando agora do fundamento; estamos falando dessa herança da fé. Se há uma coisa que esta Carta aos Hebreus deixa clara e enfatiza, é que os homens daquela grande caravana, desde Abel, em direção à herança, eram caracterizados pela perseverança e pela determinação de não perder a herança, custasse o que custasse.

    Abel derramou seu sangue. Abraão deixou sua terra. Moisés deixou o Egito para trás, com todas as suas vantagens e todo o seu conhecimento. Esses homens consideraram o opróbrio de Cristo uma riqueza maior do que os tesouros do Egito. Reconheceram a tremenda importância de Sião em seu princípio e, por isso, lutaram por ela, abrindo mão de tudo o mais por sua causa.

    Para encontrar o Senhor dessa maneira, teremos de ser muito, muito firmes em nossa atitude quanto a essa questão de vínculo e comunhão. Não se enganem, queridos amigos: por todos os meios, o diabo destruirá o lugar da vida compartilhada em Cristo, se puder. Ele sabe o que está fazendo. Prejudicará o glorioso propósito, se puder; esse sempre foi seu objetivo.

    Sim, nós O encontramos sozinhos em nosso quarto, louvado seja Deus. Sim, nós O encontramos longe, em algum lugar remoto onde não temos comunhão cristã; o Senhor nos encontrará. Mas, mesmo assim, como indivíduos em lugares remotos, não devemos aceitar que não temos vínculo com os demais, que somos apenas indivíduos isolados.

    Lembremos: Sião é algo a que pertencemos, mas não somos toda a Sião, nem individualmente, nem como grupos locais. Sião é algo muito maior do que nós mesmos.

    Sião como a Sede do Governo Divino

    Outra característica de Sião era, e continua sendo, que, na antiga representação literal, ela era a sede do governo, o lugar do trono.

    Nesta Carta aos Hebreus, vocês encontram esse tremendo movimento, quase numa única frase: tendo provado a morte por todos os homens, Ele ascendeu ao céu e assentou-Se à direita da Majestade nas alturas. Vocês chegaram ao trono, ao governo, a Cristo e a um povo celestial. Isto é, chegam à sede e ao instrumento do governo do Senhor.

    Sião é uma concepção relacionada ao governo. Seu trono está em Sião. Sua soberania opera em relação a Sião. Isso é apenas dizer, em linguagem figurada, que, quando o Senhor tem algo segundo Seu coração, algo que satisfaz Seu coração de acordo com Seu Filho, Jesus Cristo, Deus zela tremendamente por isso e coloca Seu poder soberano em ação em relação a isso. É ali que está Seu trono.

    Isso talvez nem sempre nos pareça assim, segundo nossas ideias humanas de soberania e governo. Às vezes, pode parecer que o inimigo está no trono. Pode parecer que o Senhor deixou de intervir, como se não estivesse cuidando das coisas. Mas não se enganem a esse respeito.

    Foi assim muitas vezes na história da igreja. Parecia que o diabo e seu reino estavam agindo sem freio e engolindo tudo o que era do Senhor, de modo que o testemunho do Senhor desapareceu no período que chamamos de Idade das Trevas.

    É até aí que vai a fé. Quando o Senhor volta a agir, Ele volta com uma plenitude maior do que havia antes. O Senhor jamais abandona Seu trono. O Senhor jamais desiste de Sião.

    A história de Ana, no Antigo Testamento, é uma história maravilhosa de Deus Se recusando a desistir. Sim, podem vir dias ruins, e os filhos de Eli podem arruinar a terra, mas Deus não desiste. O longo e sombrio período — setenta anos — pode dar a impressão de que nada está acontecendo; ainda assim, Ele não desiste.

    Sua soberania está maravilhosamente em ação em relação a Sião. Isso, por si só, poderia ocupar todo o tempo que temos: ver como Deus, de maneira soberana e secreta, trabalha em Sua soberania em relação a Sião.

    Desejamos ter o Senhor realmente, em última instância e acima de tudo, ao nosso lado? Queremos estar ligados ao trono, à soberania, ao governo do Senhor e às poderosas intervenções de Sua providência em relação ao fim que Ele busca? Ali está o lugar de Seu trono. Ele está centrado em Sião.

    É ali que encontramos o ponto central do verdadeiro interesse do Senhor e da firme determinação de Deus de obter aquilo em que Seu coração está empenhado. Talvez vocês se lembrem de algumas daquelas palavras dos profetas a respeito dessa questão. Quando Sião parecia ter sido eclipsada, o Senhor voltou a agir.

    Em Isaías 62:1, é o Messias Quem fala:

    Por amor de Sião, Me não calarei; E, por amor de Jerusalém, não Me aquietarei, Até que saia a sua justiça como um resplendor, E a sua salvação, como uma tocha acesa.

    É o Senhor falando: “Não descansarei. Não cessarei”. Ele volta a agir.

    Vocês realmente querem estar em sintonia com os movimentos de Deus, que, em segredo, mas com grande firmeza, avança em direção ao Seu objetivo, governando e intervindo soberanamente, trazendo todas as coisas sob esse governo providencial? Então mantenham seu coração em Sião. Vocês verão que é assim que as coisas se desenrolam.

    Talvez vocês não percebam isso em cada etapa, mas, numa perspectiva mais ampla, ao chegar ao fim de um longo período e olhar para trás, terão de dizer:

    Se não fora o Senhor, que esteve ao nosso lado, Quando os homens se levantaram contra nós, Eles então nos teriam engolido vivos.

    Se não fosse o Senhor! Isso é algo que só pode ser atribuído a Deus.

    Sim, o Senhor, em Sua soberania, zela por Sião. Seu trono está ali. Em uma palavra, Cristo será vindicado. Podemos dizer que Ele já foi vindicado, mas Ele será vindicado plena e definitivamente. Sua vida e Sua morte serão vindicadas de modo absoluto no final.

    Sião e a Vitória Final do Cordeiro

    É maravilhoso. Vocês veem os dois extremos de Sião na Palavra. Como observamos ontem, a primeira referência a Sião aparece do lado vitorioso da travessia do mar Vermelho. Faraó, seus exércitos e o Egito foram derrotados numa poderosa vitória. Então eles cantaram o cântico e, nesse cântico, falaram de Sião.

    No início da jornada, Sião fez soar a nota de vitória — a nota da soberania absoluta do Senhor. Que o Egito esgote suas forças e que Faraó recorra à sua última estratégia; no grande mar, o Senhor os sepulta. Isso é vitória, e, depois dessa vitória, Sião entra em cena.

    Qual é a última menção de Sião? Apocalipse 14:1:

    E olhei, e eis que estava o Cordeiro sobre o monte Sião.

    Aquela grande vitória no início estava fundamentada no cordeiro da Páscoa. Era a vitória do Cordeiro. Aqui, no final de toda a Bíblia e de toda a história, está o Cordeiro sobre o monte Sião: vitória por meio de Seu sangue. Isso é soberania.

    É bom considerar as visões finais, os quadros finais, as representações finais. Como será no fim? Como será realmente? Seja qual for a situação hoje, como tudo se resolverá? Qual será a conclusão final e definitiva de toda essa questão? O Cordeiro sobre o monte Sião: esse é o quadro.

    Será assim, queridos amigos, independentemente de como nos sintamos a esse respeito hoje. Isso é apresentado à fé: vocês chegaram àquela soberania absoluta do Cordeiro sobre o monte Sião. Vocês chegaram a Sião.

    Sião como a Comunhão do Povo de Deus

    Mais uma coisa: Sião era o ponto central da comunhão. A comunhão fundamentada naquilo que Deus havia feito era representada naquela dispensação e tinha seu centro em Sião.

    Isso se encontra numa pequena expressão:

    Sião, a cidade das nossas solenidades.

    O que eram essas solenidades? Eram as festas. A expressão poderia ser traduzida como “a cidade das nossas festividades”, o lugar onde eles se reuniam e desfrutavam de um tempo agradável.

    Como eles amavam subir a Sião! Como viviam o ano inteiro na expectativa do momento de subir! Sempre que pensavam nela e se lembravam dela, o coração se elevava. Mesmo longe, na Babilônia:

    Como cantaremos o cântico do Senhor em terra estranha?

    Os cânticos de Sião e a lembrança de Sião traziam um sentimento de festa e alegria.

    Queridos amigos, certamente deveria haver um pouco mais disso entre nós, vocês não acham? Nossa chegada ao Senhor Jesus, tudo o que Ele fez por nós e nos oferece, tudo aquilo em que Ele nos introduziu e nos colocou — tudo o que Sião significa como herança espiritual para nós — deveria fazer de nós um povo de caráter mais festivo.

    Não um povo superficial, emocionalmente exaltado ou barulhento, mas um povo que desfruta da alegria de estar junto no Senhor. Acho que temos um pequeno gosto disso quando nos reunimos nessas ocasiões, não temos? Viemos aqui e passamos um ou dois dias juntos, e há algo bom nisso. Muitos ficam esperando a próxima vez. É bom, é bom ter essa comunhão.

    Mas isso é realmente Sião na experiência prática e em sua expressão: deveríamos viver mais continuamente desfrutando do bem de Sião.

    Chegastes.

    Para nós, não é uma perspectiva distante, não é algo em direção ao qual estamos caminhando ou a que vamos de tempos em tempos. Sião está sempre presente.

    Se realmente desfrutássemos de tudo o que o Senhor Jesus é e fez, juntamente com Seu povo, seríamos um povo mais feliz. Seríamos um povo marcado por isso: a cidade das nossas solenidades ou, se preferirem, a cidade das nossas festividades.

    Sião como Cristo em Seu Povo

    Isso é Sião. Ao dizer todas essas coisas, preocupo-me tanto em que elas não permaneçam apenas como ideias, concepções, doutrinas e ensinamentos bons, agradáveis e verdadeiros.

    Se vocês conhecessem o que está por trás destes momentos juntos, saberiam que não se trata apenas de escolher temas ou mensagens. Há uma verdadeira busca, profunda e prolongada diante do Senhor, para que se diga a coisa certa; para que, a cada vez que nos reunimos, haja algo relacionado ao momento presente, algo daquele caráter vital que corresponde a esta hora: o pensamento de Deus para este tempo.

    Não temos interesse em nada além disso: algo para o povo de Deus neste dia, segundo a mente de Deus. Não se trata apenas de preencher uma conferência com mensagens e ensinamentos, bons, ruins ou indiferentes. Se isso não vem de Deus para nós, mostrando-nos que Deus procura restaurar a ideia e a concepção de Sião em Seu povo, então não atingiu o alvo.

    Seu coração sempre esteve voltado para Sião. É ali que Seu coração encontra satisfação. Ele precisa ter Sião. Em outras palavras, Ele precisa ter aquilo que é uma representação abençoada, coletiva e unida do que Ele fez e deu em Seu Filho. Ali Ele encontra satisfação.

    Por isso, Ele quer que nos ocupemos com aquilo que O ocupa; que as coisas que Ele deseja sejam o nosso desejo e o nosso interesse. Elas são essenciais à nossa vida — essenciais à nossa vida. Tratem essas coisas como questões de vida ou morte, pois é isso que elas são.

    Se vocês realmente estão determinados a buscar o Senhor, verão que esses detalhes, apresentados em linguagem simbólica, são muito, muito práticos. Sempre receamos a linguagem simbólica, porque, de alguma maneira, ela pode levar as pessoas a uma atmosfera mística. Mas essas coisas são decididamente práticas.

    Como eu disse nesta manhã, a questão do vínculo e da comunhão envolve consequências tremendas. Não se enganem a esse respeito: a vida de vocês depende disso; sua vida espiritual depende disso. O diabo também sabe disso e, de uma maneira ou de outra, prejudicará tudo isso, se puder.

    Ah, sim, ele odeia Sião com um ódio amargo. Se a Sião terrena, ou Jerusalém, tem sido o ponto central da disputa e do conflito das nações ao longo das eras, desde seu início, isso é apenas uma ilustração, no âmbito temporal e material, de algo que é muito mais verdadeiro no âmbito espiritual e celestial. Isso é alvo de disputa. Isso é odiado. O inimigo quer destruir isso.

    Mas lembrem-se: como somos apresentados como aqueles que já chegaram, isso é uma realidade presente para a fé, a ser recebida não como algo que está sendo feito agora, mas como algo concluído em Cristo e oferecido a nós.

    Portanto, não saiam daqui pensando em Sião como uma coisa. Não contemplem Sião como um objeto ou um fato. Lembrem-se: Sião é Cristo em Pessoa, no valor de toda a Sua obra, em Seu povo.

    Isso traz a questão para muito perto de nós. Até mesmo a pessoa ao seu lado: isso é Sião. Então a questão passa a envolver a pessoa ao seu lado e todas as outras. É muito, muito prática.

    Ah, que Sião esteja em nosso coração, porque ela estava no coração do povo de outrora! Se ela significava tanto para eles como algo temporal e, no máximo, transitório, quanto mais a realidade — da qual a Sião terrena era apenas uma representação limitada — deveria ser real para nós!

    Já que ela é, em medida muito maior, uma questão de vida ou morte, não deveria ter para nós um valor muito maior: ser estimada, guardada, cuidada e explorada em todas as suas maravilhosas possibilidades?

    Mas chegastes ao monte Sião.